História do Rímac: Evolução e Patrimônio
História do Rímac: Evolução e Patrimônio
Rímac 1615
Oitenta anos depois da chegada dos espanhóis, em 1615, o Rímac contava com seis
maçãs, algumas ruas (como o Jr. Trujillo, o Jr. Chiclayo, a avenida Pizarro, o caminho de
Amancaes, a Alameda dos Descalços (com apenas cinco anos de antiguidade), a Quinta Presa
e o Convento dos Descalços (com 20 anos de construção). O resto era pura vegetação pois
falamos de um assentamento localizado à beira do rio. Nesta época, só era possível acessar o
Rímac pelo ponte de pedra.
Rímac 1713
Quase 100 anos depois, por volta de 1713, as construções de edificações básicas foram aumentadas, mas
também construções religiosas como a Igreja Nossa Senhora de La Cabeza, a Capela de
Nossa Senhora do Rosário do Ponto, a Igreja de São Alfonso, a Igreja Nossa Senhora do
Patrocínio (1688) e o Santuário de Nossa Senhora de Copacabana (1691).
Rímac 1787
Médio século depois, além de novas ruas e edificações familiares, haviam sido construídas a
Igreja Santa Liberata (1714 e 1716), a Praça de Acho (1765), a Alameda de Acho (1773) e o
Paseio de águas (1770 e 1776), além de outras construções de caráter religioso.
Rímac 1880
Entre 1859 e 1880, a Ponte de Pedra (Ponte Trujillo) deixou de ser o único acesso ao Rímac. Se
construíram três a mais, incluindo o destinado ao ferrovia.
Rímac 1908
Com a construção de habitações multifamiliares populares, entre o final do século XIX e o início do
século XX, o distrito começa a se definir como um distrito popular. Pouco tempo depois, entre
1920 e 1940, esse processo aumenta devido à migração provocada pela
industrialização e modernização de Lima. As quintas, corralões, becos e terrenos,
se tornam nos novos espaços de habitação.
Rímac 2009
O Rímac atual tem uma população de 176.169 habitantes. A partir de 1950, começaram a
usaram-se os morros e posteriormente foram criadas urbanizações com imóveis de baixa qualidade
arquitetônica, surgindo o distrito atual. A demanda habitacional, a tugurização e
superlotação, destroem edifícios históricos que são usados como moradias. A deterioração
urbano, producto de la sobre utilización del espacio, es evidente.
Até meados do século XIX, para ingressar no Rímac com destino ao Convento dos
Descalços, fazia-se uso da Ponte de Pedra (atual Ponte Trujillo), à qual se acessava por
Arco de Lima.
Arco de Lima (1860)
Onde hoje se localiza o distrito do Rímac antes se encontrava Amancaes, um dos curacazgos
conquistados pelos Incas entre 1460 e 1470, cuja população se dedicava à pesca de
camarões no rio. Este era atravessado pelos habitantes da época - de norte a sul -
empregando uma ponte feita de cordas. Os espanhóis a substituíram por uma de madeira
(1554), o mesmo que foi substituído por um de tijolo e cal (1560) e finalmente por um de
piedra (1610). Este era o único ingresso ao Rímac em tempos do vice-reinado, até meados do
século XIX, e se conectava diretamente com a Casa de Governo localizada do outro lado do rio.
Jirón Trujillo
No final do Jirón Trujillo nos encontramos frente à Paróquia São Lázaro, construída em 1563
para acolher os escravos africanos afetados pela epidemia de lepra. Este lugar foi escolhido
por estar afastado da cidade e porque naqueles anos o bairro de baixo da ponte (como
se le conhecia ao Rímac) estava povoado por muito poucas choças dos índios camaroneros. A
a capa da Paróquia é de pedra e possui uma torre com campanário. Seu átrio, que é uma
diminuta plazuela, era um ponto de encontro para os moradores. Hoje a plazuela se encontra
enrejada e foram colocados bancos em seu interior.
Paróquia São Lázaro (Século XIX)
3. Jirón Chiclayo
Para continuar com nosso percurso com destino ao Convento dos Descalços, entramos no
Jirón Chiclayo, o qual, no final do século XVI e início do XVII, era o único caminho que conduzia a
a Alameda dos Descalços e ao Convento do mesmo nome. Neste Jirón podemos encontrar
à Capela de Copacabana, construída em 1691, à delegacia do distrito e, finalizando a rua,
ao edifício da Cervejaria Backus onde antes se encontrava a casa da Perricholi, amante do
Virrey Manuel de Amat.
Jirón Chiclayo 2009
Casa da Perricholi
4. Passeio de Águas
Finalizando o Jirón Chiclayo encontramos, à direita, o Passeio das Águas, que fazia parte
de todo um conjunto de recreio que o Vice-Rei Amat mandou construir ao pé da casa de
Perricholi.
Paseo de Aguas (Século XIX)
Com uma arcada na sua entrada, o passeio circundava um grande espelho d'água em frente ao muro da
arquería que devia ser um aqueduto para que as águas do Rímac caíssem em cascata desde sua
arco central elevado. A obra ficou inconclusa em 1776. O monumento quis imitar um antigo
juego de aguas que existían en la ciudad francesa de Narbona y por esta razón se llamó Paseo
de la Narbona antes de se chamar Passeio das Águas. Seu estilo afrancesado do Século XVIII faz de
esse aqueduto um motivo arquitetônico elegante e luxuoso. O estilo da construção do Passeio
de Aguas é uma consequência das reformas introduzidas durante o regime político
borbónico. A metade do século XVIII, pôs-se em marcha um "primeiro projeto de modernidade
urbana” na Hispanoamérica, assim como uma série de ordenanças que marcaram o panorama
de Lima. Embora, no caso da capital do Peru, deva-se considerar que as reformas também
se realizaram nesta mesma época como resultado do terremoto de 1746.
O Vice-rei traçou a alameda assim, larga e bem proporcionada, desde o Moinho de Francisco de San
Pedro até o convento, com caminhos, arborizado, três fontes de pedra com jatos de água e
bancas. Colocaram-se oito fileiras de árvores que formavam sete ruas, três das quais eram
tan largas que por elas podiam passar seis carroças em fila e, pelas outras quatro ruas, uma. Ao
inicio se le llamó “Alameda Grande” ao ter tido como modelo a Alameda de Sevilha. Se
convertido no primeiro espaço urbano alongado com fileiras de árvores destinado à vida social
limeña.
Alameda dos Descalços (1610)
Un siglo y medio después, en 1770, el Virrey Manuel de Amat decide mejorar la Alameda
sembrando capulíes, aromos, ñorbos e jasmim. Nesta época, havia se tornado o lugar
de encontro dos habitantes que compareciam à Festa da Porciúncula dos Franciscanos
Descalços e de quem se dirigia à Pampa de Amancaes.
Em 1856, a Alameda foi novamente remodelada. Desta vez pelo Presidente Ramón Castilla,
quem a cercou com uma cerca de ferro de fabricação inglesa, de 500 metros de comprimento por cada
lado e 20 metros de largura por cada frente, distribuída em uma rua central e duas laterais, assim
como grandes portas de entrada. Aos lados, foram colocadas sobre pedestais de pedra, 12
estátuas de mármore de Carrara (Itália), assim como bancos, vasos de plantas com bases de ferro, uma
glorieta, 12 faróis a gás, assim como, na entrada, 6 estátuas pequenas que representam a
deuses gregos, também de mármore de Carrara. As estátuas representam os 12 signos de
zodiaco en forma de personajes de la mitología griega.
Capa da Alameda dos Descalços (1922)
Mais imagens
Como se pode ver, a riqueza da Alameda dos Descalços foi, no passado, sua
longitud, a copiosidade de suas árvores e os acessórios em mármore da época romântica que lhe
foram adicionados; assim como os gols, ponte, fontes e bancos.
Atualmente, embora a Alameda dos Descalços ainda se resolva em função de seu grande espaço
longitudinal (utiliza um terreno de 38.330,00 m2) sua riqueza é determinada principalmente por sua
entorno arquitetônico. Está emoldurada, de ambos os lados, pelas igrejas de Nossa Sra. Del
Patrocínio (1688) e Santa Liberata (1716), cujos volumes enriquecem sua perspectiva em cujo
ponto de fuga se encontra o Convento dos Descalços. Ambas as igrejas alcançam duas formas
distintas de relacionar-se com a rua e a alameda, a qual, por sua vez, está limitada por
edificações de edificação de base de dois andares com varandas, em ambas as extremidades.
A Alameda dos Descalços flanqueada, à esquerda, pela Igreja Santa Liberata (edificada em
1716) e, à direita, pela Igreja Nossa Senhora do Patrocínio (edificada em 1688)
ARQUITETURA
O Convento dos Descalços ou Convento Santa Maria dos Anjos possui umaplanta de
distribuição ordenadae é composto por uma Igreja, a Capela Nossa Senhora do Carmo,
amplas hortas e jardins, e sete claustros (como os claustros Guardianal, da Enfermagem e o
Ayacuchano). Para o norte, separada do convento, encontra-se a Casa de Exercícios de São
Francisco Solano.
O Convento dos Descalços se resolve em função de seus claustros que são os ambientes
principais e sim chegaram a ser concebidos como tais, como claustros, pois foram construídos
aislados uns dos outros, separados por corredores para a circulação(ver plantas de distribuição de
1970 e 1988).
PARTICULARIDADE
Lo que diferencia a este convento de otros recintos similares es, en primer lugar, su arquitectura
rural. A simplicidade e austeridade de suas formas se assemelham às casas de fazenda da serra. As
as características de sua construção têm origem na decisão dos franciscanos de construir, a
as sobras da cidade, casas de retiro especiais. Daí a razão de suas formas simples e
onduladas, sem adornos.
Aquela característica, escolhida voluntariamente, se soma a uma não planejada que faz ao
convento ainda mais especial: está construído na encosta de um morro (o Morro San Cristóbal)
adequando-se à topografia própria de um terreno com desníveis.
Devido à inclinação do morro, alguns de seus ambientes foram construídos mais elevados.
que outros, conectando-se por escadas.
Escalera en el Claustro Guardianal
OClaustro Guardianal, por exemplo, tem um de seus ângulos em um plano mais elevado
tendo sido construído nele um balcão interno (Balcão de Pilatos) para resolver o desnível,
aproveitando-o e conferindo ao lugar um estilo muito particular. O acesso à varanda é feito através de
uma escada cuja balaustrada de madeira se une com a balaustrada do mencionado balcão.
Balcão de Pilatos
7. Detalhes estilísticos e
construtivos do Convento de
os Descalços
SISTEMA ESTRUCTURAL:
MATERIALES PREDOMINANTES:
Muros: Adobe. Alguns muros podem ter sido construídos com o sistema de arco de descarga
como se pode ver em um dos corredores.
Pavimentos:Pisos interiores de madera y pisos exteriores de ladrillo (en espina de pez) y piedra
(canto rodado colocado em faixas, com design, e assentado a junta seca). Outros pisos exterior
son de ladrilho pastelero.
Canto rodado
1. De tipo pesado con ménsula:En los ambientes principales (como la capilla y el refectorio) los
tetos são planos de tipo pesado, elaborados com tortas de barro e tábuas (nos casos em que os
que se produziram intervenções de estilo Barroco) e machihembrado (nos casos em que
foram feitas intervenções de estilo Neoclássico). Assim como, com vigotas, vigas e mísulas.
2. De tipo pesado sem ménsula: Nas células podem ser observados tetos com os mesmos
características mas sem ménsula.
3. De tipo leve: Nos corredores e galerias os tetos são do tipo leve pois foram
elaborado unicamente com tortas de barro, tábuas e vigas.
4. Com curvatura: A igreja do Convento tem uma abóbada de ½ canhão sem cúpula. Foi-se
empregado de cerchas, carrizo e reboco de cal. A capela da igreja, por outro lado, possui abóbada de
arista (cerchas em cruz).
1. Cenital:A iluminação que conserva a maioria dos ambientes é cenital. Lanternas, lanternas.
e teatinas de madeira.
2. Vão abocinado: Podem ser observados na Capela vãos abocinados. Com jambas e lintel
derramado para dentro.
Vano abocinado
3. Vão tapeado: Existem vãos que foram tapeados devido às modificações feitas
à edificação. Na Capela, por exemplo, encontramos que um vão foi fechado porque, ao
parecer, antes deba a un patio exterior. Ese patio ahora ha sido techado.
Vano tapeado
Cimiento:Piedra y cal.
Sobrecimiento:Ladrillo y cal
Coluna
Carpintarias: Madeira.
Escalera:Ladrillo y cal
Barandal:Madera.
Capa da Capela