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Avaliação de Ruído e Vibração no Trabalho

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Núcleo Integrado SESI/SENAI de Educação a Distância – niEAD

FOLHA RESPOSTA – SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM (SAP)

Unidade Operacional: Faculdade SENAI Roberto Mange

Curso: Técnico em Segurança do Trabalho Modalidade: Educação a Distância

Unidade Curricular 6: Higiene Ocupacional

Turma: 925183 Data: 01/04/2025

Docente: José Clébio

Discente: Miriane Roberta Nascimento Pereira

Avaliando a situação pude constatar que a preocupação do Técnico de Segurança do Trabalho em


relação aos riscos de ruído e vibração é plenamente pertinente, pois esses fatores são fundamentais
para saúde e segurança dos trabalhadores, podendo gerar sérios danos, como perda auditiva e lesões
musculoesqueléticas. Portanto é crucial que sejam observados para que possam ser eliminados se
possível.
Diante os dados apresentados no que se refere ao ruído, os dados apresentados são suficientes para
análise quantitativa tendo em vista que foram realizadas duas dosimetrias que permitem uma
avaliação adequada da exposição. No entanto em relação ao risco de vibração, os dados não são
suficientes, pois não foi realizada uma avaliação quantitativa para o mesmo. Para uma análise
completa, seria necessário realizar uma avaliação quantitativa de Vibração de Mãos e Braços
(VMB) nos trabalhadores que estão expostos.
Sobre a avaliação ambiental de ruído, embora o equipamento de proteção individual e o NRRsf
estejam corretos para essa atividade, acredito que a avaliação não foi realizada de maneira completa,
pois não abrangeu toda a jornada de trabalho dos colaboradores. É importante destacar que, durante
o intervalo para alimentação, os trabalhadores permanecem no local de trabalho, continuando
expostos ao risco de ruído. Para uma avaliação adequada, seria necessário considerar todo o período
de exposição, incluindo intervalos e outras atividades exercidas pelos trabalhadores no local, a fim
de garantir uma análise precisa dos riscos associados.
Critérios de amostragem para os riscos de ruído e vibração devem seguir as normas
regulamentadoras e diretrizes técnicas estabelecidas por órgãos competentes, como a Norma
Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres) e as Normas Técnicas ABNT.
Para risco de Ruído deve- se utilizar dosímetros de ruído ou medidores de nível de pressão sonora
(decibelímetros). Esses equipamentos devem ser calibrados e certificados de acordo comas normas.
A medição deve cobrir toda a jornada de trabalho, incluindo varações nos níveis de ruído durante o
trabalho contínuo e durante as pausas, considerando a totalidade do tempo em que o trabalhador está
exposto ao ruído. O período mínimo recomendado para a amostragem é de 8 horas, de acordo com
a NR-15, ou a jornada de trabalho específica.
A medição deve ser realizada em locais representativos da exposição do trabalhador, levando em
consideração os pontos mais críticos e os locais de maior intensidade de ruído (por exemplo, perto
de máquinas ou equipamentos barulhentos).
É importante considerar tanto o ruído contínuo quanto o intermitente, bem como as diferentes
frequências (agudas e graves) do som. A NR-15 estabelece limites de exposição baseados em
diferentes níveis de pressão sonora e o tempo de exposição.
Com base na medição, o nível de pressão sonora (em decibéis) é comparado aos limites de
tolerância definidos pelas normas. Caso o nível de exposição ultrapasse esses limites, a atividade é
considerada insalubre e exige medidas de controle, como o uso de EPI (Equipamento de Proteção
Individual).
Núcleo Integrado SESI/SENAI de Educação a Distância – niEAD

No equipamento de medição de ruído diversos dados devem ser inseridos para garantir que as
medições sejam precisas e representativas da exposição no ambiente de trabalho.
Abaixo estão os dados que devem ser considerados e inseridos nos equipamentos de medição:
Nível de pressão sonora (spl), peso de frequência, tempo de exposição, limite de tolerância de
ruído, características do ambiente, tipo de ruído.
Para o risco de vibração devem ser utilizados acelerômetros e analisadores de vibração específicos
para medir a aceleração da vibração em diferentes direções (geralmente, três direções: vertical,
horizontal e lateral). Os instrumentos devem ser calibrados e seguir normas técnicas adequadas.
A medição de vibração deve ser feita durante toda a jornada de trabalho ou durante o tempo em que
o trabalhador estiver exposto ao risco de vibração. Como a vibração pode ser intermitente, é
importante realizar medições contínuas para capturar as variações durante a operação dos
equipamentos.
As medições devem ser realizadas nos pontos onde a exposição à vibração é mais intensa, como nas
máquinas ou ferramentas manuais utilizadas pelos trabalhadores. Deve-se avaliar tanto a vibração
transmitida aos membros superiores (no caso de ferramentas manuais) quanto à vibração transmitida
ao corpo inteiro (em veículos ou equipamentos pesados).
A avaliação deve considerar tanto a frequência quanto a intensidade das vibrações. Vibrações de
baixa frequência (menor que 20 Hz) podem ser mais prejudiciais, causando maiores danos à saúde.
Já vibrações de alta frequência, embora possam ser menos perceptíveis, também apresentam riscos à
saúde.
No equipamento de medição de vibração diversos dados devem ser inseridos para garantir que as
medições sejam precisas e representativas da exposição no ambiente de trabalho.
Abaixo estão os dados que devem ser considerados e inseridos nos equipamentos de medição:
Aceleração, frequência, direção de medição, tipo de vibração, vibração de corpo inteiro ou
vibração de mãos e braços, tempo de exposição, limite de exposição.
Outros Dados Importantes para Ambos os Equipamentos de Medição:
Identificação do equipamento, nome do operador, condições ambientais, tipo de equipamento,
data e hora, parâmetros de medição, tempo de exposição, limite de exposição, localização das
medições.
O risco de vibração à qual os trabalhadores estão expostos deve ser quantificada para implementar
medidas de controle eficazes.
Algumas medidas de controle são:
Medidas técnicas: Modificar ou substituir equipamentos, utilizar sistemas de amortecimento de
vibração, ou isolar a fonte de vibração.
Medidas administrativas: Reduzir o tempo de exposição dos trabalhadores, rotacionar tarefas ou
implementar pausas durante a jornada.
Treinamento: Capacitar os trabalhadores sobre os riscos da vibração e as práticas seguras de
trabalho.
Equipamentos de proteção individual (EPIs): Fornecer luvas ou calçados antivibração, quando
aplicável.
A análise do caso apresentado demonstra que o Técnico de Segurança do Trabalho adotou medidas
importantes para mitigar os riscos de ruído e vibração aos quais os trabalhadores estão expostos
durante a execução das atividades com o rompedor pneumático e outras máquinas. A escolha do
protetor auricular tipo abafador, com NRRsf adequado, e a disponibilização de luvas para reduzir a
exposição à vibração são ações positivas e alinhadas com as normas regulamentadoras, como a NR-
15 e a NHO-01. Além disso, a realização de dosimetrias para avaliar a exposição ao ruído e a
inclusão dos riscos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) conforme a NR-09 reforçam a
preocupação com a segurança e saúde dos trabalhadores.
No entanto, observa-se que a avaliação de ruído não cobriu toda a jornada de trabalho, o que pode
subestimar a exposição real dos trabalhadores, especialmente durante os intervalos e outras
atividades realizadas no local. Além disso, a ausência de medições de vibração representa uma
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lacuna na avaliação dos riscos, já que a exposição prolongada à vibração pode causar danos à saúde,
como a Síndrome do Vibração do Sistema Mão-Braço (HAVS). A sugestão de pausas e rodízio de
funções é válida, mas a falta de dados quantitativos sobre a vibração dificulta a implementação de
medidas de controle mais precisas.
Na ampliação da rede de água e esgoto de um supermercado, além dos riscos de ruido e vibração
diversos outros riscos estão presentes, tanto para os trabalhadores diretamente envolvidos na obra
quanto para os funcionários do estabelecimento. Esses riscos podem ser classificados em diferentes
categorias, conforme descrito abaixo:
Riscos Químicos:
Poeiras
- Geração de poeira durante escavações, corte de tubulações e manipulação de cimento.
Gases e vapores
- Liberação de gases em escavações profundas ou em redes de esgoto existentes (ex.: metano,
sulfeto de hidrogênio).
Produtos químicos
- Uso de adesivos, solventes e outros produtos químicos para instalação de tubulações.
EPIs para o risco químico: Óculos de proteção, luvas, máscara e botas de segurança.
Riscos Biológicos:
Contato com esgoto e água contaminada
- Exposição a bactérias, vírus e outros microrganismos patogênicos.
EPIs para o risco biológico: luva, óculos de proteção, máscara e botas de segurança.
Riscos de Acidentes:
Quedas
- Escavações profundas, buracos abertos ou superfícies irregulares.
Queda de materiais
- Movimentação de tubulações, ferramentas ou equipamentos em áreas elevadas.
Choques elétricos
- Contato com redes elétricas subterrâneas ou equipamentos elétricos
Desmoronamento:
- Escavações sem escoramento adequado.
Acidentes com ferramentas e máquinas:
- Uso inadequado de equipamentos como rompedores, serras e compactadores.
EPIs para o risco de acidentes: luvas, botas de segurança, protetores auriculares, máscaras, óculos de
proteção e capacetes.
Riscos Ergonômicos
Esforço físico intenso
- Movimentação de cargas, escavação manual e posturas inadequadas.
Trabalho repetitivo
- Uso constante de ferramentas manuais ou realização de movimentos repetitivos.
Os EPIs não são a principal solução para riscos ergonômicos, pois esses riscos estão mais
relacionados ao design do trabalho, postura, movimentos repetitivos e esforço físico excessivo. No
entanto, alguns EPIs podem auxiliar na redução de impactos ergonômicos, especialmente quando
combinados com medidas de engenharia e organização do trabalho. Abaixo estão os EPIs que
podem ser úteis para mitigar riscos ergonômicos:
Cintos de sustentação lombar, mangotes ou apoios de punho, calçados com amortecimento.
Embora concorde com a maioria das ações adotadas pelo técnico, eu, na condição de técnica em
segurança do trabalho recomendaria algumas alterações.
Solicitar a realização de uma avaliação quantitativa do risco de vibração, bem como uma nova
avaliação de ruído, abrangendo toda a jornada de trabalho dos colaboradores.
Implementar medidas adicionais de proteção, como a disponibilização de máscaras para o risco de
poeiras, óculos de proteção, luvas de raspa, capacetes e botinas de segurança para o risco de
acidentes, além de botas antivibração para os trabalhadores que operam o rompedor pneumático.
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