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Desafios e Práticas de Sustentabilidade

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2.

Conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável

Desafios do bairro?

-​ Comportamento - consciência e conhecimento sem tomada de ações/impactos.


-​ Má gestão de resíduos, negacionismo em relação à separação de lixo e ausência de
coleta de resíduos especiais.
-​ Poluição de ar (queimadas e emissão de gases de automóveis).
-​ Segurança.
-​ Mobilidade - aumento de veículos circulantes e escasso transporte público.
-​ Poluição sonora.

O ser humano começa a reparar nos problemas ambientais quando eles começam a
impactar no seu dia a dia (ex: poluição de ar aumentar casos de asma). O desafio da
sustentabilidade depende da região analisada e o desafio é utilizar poucos recursos para
mitigar a maioria deles.

Condicionantes da preocupação:

-​ Impactos físicos (enchentes, desabamentos, acidentes industriais…).


-​ Impactos científicos (buraco na camada de ozônio, aquecimento global…).
-​ Institucionais - legislação e código de conduta.
-​ Pressões sociais e de stakeholders.
-​ Interesses econômicos - imagem/reputação e vantagem competitiva.

Sustentabilidade turquesa:
Diferentemente do que se imagina, as florestas não são “o pulmão do mundo”. Os mares
são responsáveis por reter cerca de 60% do CO2 - turquesa é uma combinação entre as
florestas (verde) e os mares (azuis).

Pilares da sustentabilidade:

Os três P’s (Relatório “Nosso Futuro Comum”, 1987):

-​ Planeta - ambiental (E).


-​ Pessoas - social (S).
-​ Profit (lucro) - econômico (G).

Alguns consideram como um pilar também a Governança, que é a maneira de gerir as


demais dimensões.

Desenvolvimento sustentável é um processo: “suprir as necessidades da geração


presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”.

-​ Crescimento sustentável: tem um limite (diferentemente do desenvolvimento


sustentável).
-​ Revolução Verde: desenvolvimento da produção agrícola no país, pelo
investimento em tecnologia - mais alimento em menor área.

As empresas precisam implementar uma produção que considere as atividades dentro de


sua própria fábrica, mas também toda a cadeia produtiva.

Impactos Brumadinho:

-​ Ambiental: contaminação de solo, destruição da fauna e flora…


-​ Social: perda de vidas, deslocamento forçado, perda do senso de comunidade…
-​ Econômico: destruição do comércio e da cadeia econômica, busca pela recuperação
financeira, dificultação do turismo.

Sustentabilidade:

-​ Deve ser pautada em um equilíbrio econômico, social e ambiental.


-​ Agentes interessados - stakeholders - influenciam nas decisões (ex: uma empresa
que vende barraca depende que a natureza exista para vender o seu produto).

A longo prazo é preciso ter cuidado com a dimensão do tempo e tomar a sustentabilidade
como algo mensurável - implementar uma produção que respeite o meio ambiente, tanto
nas atividades dentro da própria fábrica, mas também de toda cadeia produtiva (externo).

3. Indicadores de sustentabilidade

A relação com stakeholders determina a responsabilidade sócio-empresarial, que decorre


do fato de a sociedade ter certas expectativas quanto ao comportamento empresarial e ao
resultado de suas atividades.
Indicadores surgem a partir de nossos valores e criam novos valores e avaliam:

-​ Percepção de uma situação.


-​ Ações de intervenção no sistema.
-​ Sucesso da intervenção.

É preciso saber escolher para entender o sistema e a cadeia (ex: nem sempre maximizar o
PIB significa reduzir disparidades de renda e proteção ambiental).

Níveis de indicadores:

-​ Países.
-​ Cidades, regiões, estados.
-​ Organizações.
-​ Produtos.
-​ Individuais.

Para avaliar a sustentabilidade de um produto, pode-se utilizar a análise do ciclo de vida


(avaliação do consumo de recursos e de resíduos ambientais).

Para avaliar individualmente, pode-se utilizar a metodologia da pegada ecológica, que


avalia:

-​ Alimentação.
-​ Consumo.
-​ Moradia.
-​ Transporte.
-​ Hábitos.

Para avaliar os próprios indicadores:

-​ Objetivos.
-​ Processo.
-​ Parcerias e iniciativas.
-​ Balanceamento dos indicadores.
-​ Qualidade do indicador.

Qualidades de um bom indicador:

-​ Clara distinção entre valores positivos e negativos - valores.


-​ Clareza com relação ao significado, unidades de medida e representação -
significado.
-​ Clareza para os agentes (mesmo os minoritários) - relevância para decisões.
-​ Indicadores fáceis de serem coletados - factibilidade.
-​ Quantidade de informação adequada para ser compreendida e dar o quadro acurado
da situação - suficiência.
-​ Nível adequado de agregação de informação - agregação.
-​ Usuários podem entender como são inseridas informações e resultados -
democrático.
-​ Incluir informações especializadas - suplementação.
-​ Informações que as pessoas possam coletar e medir - participatório.
-​ Possível seguir detalhes da construção - hierárquico.
-​ Preferência por unidades físicas (ex: kg) e não $ - grandezas físicas.
-​ Prover informação em tempo hábil para que a intervenção seja possível -
prospectivo.
-​ Flexível e capaz de incorporar aprendizado - experimental.

Erros comuns:

-​ Super-agregação - fatores heterogêneos agregados em um único indicador (ex: PIB).


-​ Quantificação vs o que é importante (ex: toneladas de lixo químico ao invés de do
grau de toxicidade).
-​ Erros conceituais (ex: preço de petróleo como indicador de disponibilidade e não de
especulação).
-​ Incompletude.
-​ Confiança exagerada.
-​ Distanciamento da realidade.
-​ Manipulação de informação.

5. Gestão sustentável e pensamento sistêmico

Tragedy of the Commons:

-​ Mau uso dos bens comuns.


-​ Individualização dos lucros - prejuízos são divididos com a sociedade.
-​ “Quanto mais donos, menor o cuidado” (Aristóteles).
-​ Bem de uso comum “recompensa” comportamento que levam a sua degradação e
“pune” os indivíduos mais responsáveis.
-​ Aqueles que causam danos ambientais podem não ser os afetados.
Sistema é um grupo de objetos reunidos em alguma interação/interdependência regular, a
fim de se alcançar um objetivo - o todo é diferente da soma das partes:

-​ O organismo não pode ser encarado como uma soma de suas partes.
-​ Ser vivo não é o somatório de seus elementos constitutivos.
-​ Pensamento sistêmico objetiva enxergar o todo e detectar padrões e
inter-relacionamentos para que ocorram de forma mais harmoniosa:
-​ Análise de stakeholders.
-​ Rich Picture - diagramas;
-​ TP&P synthesis - perspectiva técnica (científica) organizacional (social) e
pessoal.
-​ 5 porquês.
-​ Dinâmica dos sistemas.

Regra Serengeti:

-​ Entender leis que regem os ecossistemas - reestruturação.


-​ Espécies-chave exercem papel vital na estrutura do ecossistema, que vai além de se
alimentar de outras espécies.
-​ Influência dos sistemas humanos no colapso de ecossistemas.

Decisões racionais em um sistema são regidas por:

-​ Restrições.
-​ Incentivos.
-​ Punições.

6. Estratégias sustentáveis

Empresas sustentável - contribui com o desenvolvimento sustentável, gerando benefícios


econômicos, sociais e ambientais:

-​ Food to save:
-​ Evitar desperdício.
-​ Alimento mais barato/acessível.
-​ Boticário:
-​ Coleta e reutilização de embalagem.
-​ Desconto para embalagem entregue (compra).
-​ Produtos 100% naturais.
-​ Compras de pequenos produtores.
-​ Apple:
-​ Desconto no aparelho novo para quem levar o antigo.
-​ Reutilização de chips.
-​ Automobilística:
-​ Uso de materiais de fontes naturais.
-​ Motores a combustível renovável.
-​ Investimentos em infraestrutura.
-​ Veículos elétricos.
-​ Equidade/diversidade.

Visão de sustentabilidade:

-​ Custo inerente ao negócio.


-​ Exigência legal.
-​ Mandato moral.
-​ Oportunidade de negócio.
Linhas de atuação:

-​ Novos bens e serviços.


-​ Embalagens.
-​ Educação ambiental.
-​ Marketing.
-​ Gestão de resíduos.
-​ Gestão de recursos e eficiência.
-​ Parcerias com ONGs e agências multilaterais.
-​ Ética.
-​ Saúde e segurança dos colaboradores.
-​ Diversidade de funcionários.
-​ Comércio sustentável e justo.
-​ Certificação e selos.

A eco-inovação refere-se à inovação em direção a processos e sistemas tecnológicos e


institucionais mais sustentáveis:

-​ Ações mais contingentes e menos voluntárias.


-​ Empresas precisam de uma perspectiva clara do futuro dos mercados para as
decisões estratégicas.
-​ Meta de sobrevivência e lucro.
-​ Liderança da cúpula da empresa.
-​ Novas posturas e práticas.
-​ Respostas não uniformes.
-​ Função do ambiente/setor.

7. Cadeia produtiva sustentável

Cadeia produtiva é o grupo integrado de processos para fornecer, fazer e entregar bens e
serviços - sustentável trata da gestão de informações, fluxos de capital e materiais, bem
como da cooperação entre diferentes empresas ao longo da cadeia, ao mesmo tempo que
toma metas de todas as dimensões do desenvolvimento sustentável que são derivadas
dos requisitos das partes interessadas e dos consumidores:

-​ Entender capacidades internas, pressões, atividades e recursos dos fornecedores,


poder de canal e troca de informações.
-​ Pressão regulatória não leva à inovação (é preciso monitorar pressões não
regulatórias).
-​ Impactos dados por: legislação e regulação, impactos físicos, preferências dos
consumidores, segurança da cadeia, preços das commodities e inovação.

GreenSCOR (considerações ambientais em todas as fases de produção) - ferramenta para


estruturar e comunicar programas de gestão da cadeia de suprimentos ambiental para obter
resultados mais rápidos, repetitivos e colaborativos:

-​ Colaboração com parceiros.


-​ Minimização do consumo de energia.
-​ Minimização do uso de materiais de empacotamento - evitar transportes de longa
distância.
-​ Processo para captura de gestão de resíduos - não desperdiçar recursos.

Em países emergentes:

-​ Liderança da alta administração e apoio governamental são elementos críticos.


-​ Pressão regulatória é mais significativa do que as pressões de mercado e
competitivas.
-​ Parceria mais estreita com governo e clientes - inovação tecnológica.
-​ Brasil: estabilidade econômica e política e a regulamentação como as forças mais
relevantes na implementação de práticas.

Importância:

-​ Pressões.
-​ Dinâmicas do sistema.
-​ Complexidade e ambiguidade.

11. Políticas Públicas e o Papel do Governo na Questão Sustentável

Papéis do governo:

-​ Regulador (comando e controle).


-​ Incentivador.
-​ Elaborador de políticas.
-​ Executor.

Instrumentos econômicos fornecem sinais de mercado importantes que podem influenciar


o comportamento de produtores e consumidores, incorporando custos e benefícios
ambientais (aumentando ou diminuindo o preço de um produto/serviço):

-​ Internalizam utilização dos recursos naturais ou emissão de poluentes.


-​ Forma eficaz, em termos de custos, de atingir objetivos ambientais.
-​ Existem outros tipos: sistemas de reembolso de depósitos, obrigações de
desempenho etc.

Crimes (Brasil):

-​ Ambientais - biodiversidade, poluição, grafismo e pichação.


-​ Sociais - trabalho escravo/infantil.

Governo incentiva resultados sustentáveis:

-​ Financiamento de projetos sustentáveis.


-​ Adoção de práticas sustentáveis.
-​ Criação de tecnologia.
-​ Fornecimento de informações (como dados e casos).
-​ Facilitação de parcerias.
-​ Avaliação de produtos e comportamentos.

Instrumentos do Governo:

-​ Educação ambiental.
-​ Negociações e acordos.
-​ Legislação.
-​ Participação em organismos internacionais.
-​ Incentivo à participação pública.

Políticas são os procedimentos que expressam relações de poder para resolução pacífica
dos conflitos:

-​ Públicas (criação, implantação e monitoração de legislação) x privadas (autocontrole,


com auditorias, certificação e rotulagem, diversidade, tecnologias limpas etc).
-​ Pactos internacionais, federal, estadual (licenciamento de atividades), municipal
(ordena as ações do município, com integração entre as esferas e participação
efetiva da sociedade).
-​ Macro pública - acordos internacionais, ODS e constituição federal.
-​ Micro pública - licenças, fiscalização, compensação ambiental, setoriais.

12. Ferramentas pra Gestão Sustentável e Gestão da Cadeia Produtiva


Linhas de atuação:

-​ Novos bens e serviços.


-​ Embalagens.
-​ Educação ambiental.
-​ Marketing.
-​ Gestão de resíduos, recursos e eficiência.
-​ Parcerias (ONGs e agências multilaterais).
-​ Ética.
-​ Colaboradores: saúde e segurança.
-​ Apoio à diversidade de funcionários.
-​ Comércio sustentável.
-​ Fair Trade (comércio justo).
-​ Voluntariado: $ e funcionários.
-​ Certificação e selos.

Gestão da produção sustentável é a cultura corporativa e estratégias em todos os níveis


organizacionais e atividades (projeto, fabricação, distribuição, disposição e gestão pós
consumo).

Consumo sustentável é a utilização de serviços e bens que respondem às necessidades


básicas e trazem uma melhor qualidade de vida enquanto minimizam o uso de recursos
naturais e materiais tóxicos, bem como as emissões de resíduos e poluentes ao longo do
ciclo de vida de modo a não pôr em risco as necessidades das gerações futuras:

-​ Ferramentas - análise do ciclo de vida, bolsa de resíduos, compras verdes,


desenvolvimento de produtos sustentáveis, ecologia industrial, eco-eficiência,
eco-design, metabolismo e simbiose industrial, produção mais limpa etc.

-​ Remanufatura - processo no qual o produto usado é devolvido (desmontagem,


limpeza e reconstrução).

Eco-inovação: inovação em direção a processos e sistemas tecnológicos e institucionais


mais sustentáveis.

Empresas precisam de perspectiva clara do futuro dos mercados ambientais para decisões
mais estratégicas - sobrevivência e lucro, novas posturas e práticas, liderança da cúpula da
empresa e funcionamento do ambiente/setor.

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