Relaçcao entre professor-aluno no PEA
Métodos de ensino
Avaliação Escolar
Tema: Abuso e violencia sexual
Índice
Introdução................................................................................................................................................3
Objetivo Geral:........................................................................................................................................3
Objectivos Específicos............................................................................................................................3
Processos Didácticos...............................................................................................................................4
O Caráter Educativo Do Processo De Ensino E O Ensino Crítico...........................................................6
A Didática E O Trabalho Docente...........................................................................................................7
A Organização Da Aula E Seus Componentes Didácticos Do Processo Educacional.............................8
Objetivos...............................................................................................................................................10
Conteúdos..............................................................................................................................................11
Contextualização Dos Conteúdos..........................................................................................................12
A Relação Professor-Aluno No Processo De Ensino E Aprendizagem:................................................12
Métodos De Ensino...............................................................................................................................12
Avaliação Escolar..................................................................................................................................14
A Profissão Docente E Sua Repercussão Social....................................................................................15
Conclusão..............................................................................................................................................16
Referências Bibliográfica......................................................................................................................18
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Introdução
Didáctica é considerada como arte e ciência do ensino, o objetivo deste artigo é analisar o
processo didáctico educativo e suas contribuições positivas para um melhor desempenho no
processo de ensino-aprendizagem. Como arte a didáctica não objectiva apenas o conhecimento
por conhecimento, mas procura aplicar os seus próprios princípios com a finalidade de
desenvolver no individuo as habilidades cognoscitivas, tornando-os críticos e reflexivos,
desenvolvendo assim um pensamento independente. No contexto educacional contemporâneo,
caracterizado por uma diversidade de alunos, metodologias de ensino e tecnologias emergentes,
os processos didácticos assumem uma importância ainda mais destacada. São eles que
constituem o alicerce sobre o qual se constrói o edifício do conhecimento, moldando não apenas
a maneira como os conteúdos são transmitidos, mas também como são internalizados e aplicados
pelos alunos.
Objetivo Geral:
Analisar os processos didácticos e sua relevância no contexto educacional
contemporâneo, visando compreender como esses processos contribuem para a eficácia
do ensino e aprendizagem.
Objectivos Específicos
Investigar as principais etapas dos processos didácticos, desde o planeamento até a
avaliação, com foco na importância de cada uma para o sucesso educacional.
Explorar as estratégias e técnicas mais eficazes utilizadas pelos educadores durante o
processo didáctico, identificando suas contribuições para o engajamento dos alunos e a
promoção da aprendizagem significativa.
Discutir a necessidade de adaptação dos processos didácticos para atender às demandas
de uma sociedade em constante mudança, considerando aspectos como diversidade
cultural, tecnológica e de aprendizagem.
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Processos Didácticos
A Didáctica é o principal ramo de estudo da pedagogia, pois ela situa-se num conjunto de
conhecimentos pedagógicos, investiga os fundamentos, as condições e os modos de realização da
instrução e do ensino, portanto é considerada a ciência de ensinar. Nesse contexto, o professor
tem como papel principal garantir uma relação didáctica entre ensino e aprendizagem através da
arte de ensinar, pois ambos fazem parte de um mesmo processo. Segundo Libâneo (1994), o
professor tem o dever de planejar, dirigir e controlar esse processo de ensino, bem como
estimular as actividades e competências próprias do aluno para a sua aprendizagem.
A condição do processo de ensino requer uma clara e segura compreensão do processo de
aprendizagem, ou seja, deseja entender como as pessoas aprendem e quais as condições que
influenciam para esse aprendizado. Sendo assim Libâneo (1994) ressalta que podemos distinguir
a aprendizagem em dois tipos: aprendizagem casual e a aprendizagem organizada.
Aprendizagem casual: É quase sempre espontânea, surge naturalmente da interacção
entre as pessoas com o ambiente em que vivem, ou seja, através da convivência social,
observação de objectos e acontecimentos.
Aprendizagem organizada: É aquela que tem por finalidade específica aprender
determinados conhecimentos, habilidades e normas de convivência social. Este tipo de
aprendizagem é transmitido pela escola, que é uma organização intencional, planejada e
sistemática, as finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do
ensino (LIBÂNEO, 1994. Pág. 82).
Esses tipos de aprendizagem tem grande relevância na assimilação ativa dos indivíduos,
favorecendo um conhecimento a partir das circunstâncias vivenciadas pelo mesmo.
O processo de assimilação de determinados conhecimentos, habilidades, percepção e reflexão é
desenvolvido por meios atitudinais, motivacionais e intelectuais do aluno, sendo o professor o
principal orientador desse processo de assimilação activa, é através disso que se pode adquirir
um melhor entendimento, favorecendo um desenvolvimento cognitivo.
Através do ensino podemos compreender o ato de aprender que é o ato no qual assimilamos
mentalmente os fatos e as relações da natureza e da sociedade. Esse processo de assimilação de
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conhecimentos é resultado da reflexão proporcionada pela percepção prático-sensorial e pelas
ações mentais que caracterizam o pensamento (Libâneo, 1994). Entendida como fundamental no
processo de ensino a assimilação activa desenvolve no individuo a capacidade de lógica e
raciocínio, facilitando o processo de aprendizagem do aluno.
Sempre estamos aprendendo, seja de maneira sistemática ou de forma espontânea, teoricamente
podemos dizer que há dois níveis de aprendizagem humana: o reflexo e o cognitivo. O nível
reflexo refere-se às nossas sensações pelas quais desenvolvemos processos de observação e
percepção das coisas e nossas acções físicas no ambiente. Este tipo de aprendizagem é
responsável pela formação de hábitos sensório motor (Libâneo, 1994).
O nível cognitivo refere-se à aprendizagem de determinados conhecimentos e operações mentais,
caracterizada pela apreensão consciente, compreensão e generalização das propriedades e
relações essenciais da realidade, bem como pela aquisição de modos de acção e aplicação
referentes a essas propriedades e relações (Libâneo, 1994). De acordo com esse contexto
podemos despertar uma aprendizagem autónoma, seja no meio escolar ou no ambiente em que
estamos.
Pelo meio cognitivo, os indivíduos aprendem tanto pelo contacto com as coisas no ambiente,
como pelas palavras que designam das coisas e dos fenómenos do ambiente. Portanto as palavras
são importantes condições de aprendizagem, pois através delas são formados conceitos pelos
quais podemos pensar.
O ensino é o principal meio de progresso intelectual dos alunos, através dele é possível adquirir
conhecimentos e habilidades individuais e colectivas. Por meio do ensino, o professor transmite
os conteúdos de forma que os alunos assimilem esse conhecimento, auxiliando no
desenvolvimento intelectual, reflexivo e crítico.
Por meio do processo de ensino o professor pode alcançar seu objetivo de aprendizagem, essa
actividade de ensino está ligada à vida social mais ampla, chamada de prática social, portanto o
papel fundamental do ensino é mediar à relação entre indivíduos, escola e sociedade.
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O Caráter Educativo Do Processo De Ensino E O Ensino Crítico.
De acordo com Libâneo (1994), o processo de ensino, ao mesmo tempo em que realiza as tarefas
da instrução de crianças e jovens, também é um processo educacional.
No desempenho de sua profissão, o professor deve ter em mente a formação da personalidade
dos alunos, não apenas no aspecto intelectual, como também nos aspectos morais, afectivos e
físicos. Como resultado do trabalho escolar, os alunos vão formando o senso de observação, a
capacidade de exame objetivo e crítico de fatos e fenómenos da natureza e das relações sociais,
habilidades de expressão verbal e escrita. A unidade instrução-educação se reflecte, assim, na
formação de atitudes e convicções frente à realidade, no transcorrer do processo de ensino.
O processo de ensino deve estimular o desejo e o gosto pelo estudo, mostrando assim a
importância do conhecimento para a vida e o trabalho, (LIBÂNEO, 1994).
Nesse processo o professor deve criar situações que estimule o indivíduo a pensar, analisar e
relacionar os aspectos estudados com a realidade que vive. Essa realização consciente das tarefas
de ensino e aprendizagem é uma fonte de convicções, princípios e acções que irão relacionar as
práticas educativas dos alunos, propondo situações reais que faça com que os individuo reflicta e
analise de acordo com sua realidade (TAVARES, 2011).
Entretanto o carácter educativo está relacionado aos objectivos do ensino crítico e é realizado
dentro do processo de ensino. È através desse processo que acontece a formação da consciência
crítica dos indivíduos, fazendo-os pensar independentemente, por isso o ensino crítico, chamado
assim por implicar directamente nos objectivos sócio-políticos e pedagógicos, também os
conteúdos, métodos escolhidos e organizados mediante determinada postura frente ao contexto
das relações sociais vigentes da prática social, (LIBÂNEO, 1994).
È através desse ensino crítico que os processos mentais são desenvolvidos, formando assim uma
atitude intelectual. Nesse contexto os conteúdos deixam de serem apenas matérias, e passam
então a ser transmitidos pelo professor aos seus alunos formando assim um pensamento
independente, para que esses indivíduos busquem resolver os problemas postos pela sociedade
de uma maneira criativa e reflexiva.
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A Didáctica E O Trabalho Docente
Como vimos anteriormente à didáctica estuda o processo de ensino no seu conjunto, no qual os
objectivos, conteúdos fazem parte, de modo a criar condições que garantam uma aprendizagem
significativa dos alunos. Ela ajuda o professor na direcção, orientação das tarefas do ensino e da
aprendizagem, dando a ele uma segurança profissional. Segundo Libâneo (1994), o trabalho
docente também chamado de actividade pedagógica tem como objectivos primordiais:
Assegurar aos alunos o domínio mais seguro e duradouro possível dos conhecimentos
científicos;
Criar as condições e os meios para que os alunos desenvolvam capacidades e habilidades
intelectuais de modo que dominem métodos de estudo e de trabalho intelectual visando a sua
autonomia no processo de aprendizagem e independência de pensamento;
Orientar as tarefas de ensino para objetivo educativo de formação da personalidade, isto é,
ajudar os alunos a escolherem um caminho na vida, a terem atitudes e convicções que
norteiem suas opções diante dos problemas e situações da vida real (LIBÂNEO, 1994, Pág.
71).
Além dos objectivos da disciplina e dos conteúdos, é fundamental que o professor tenha clareza
das finalidades que ele tem em mente, a actividade docente tem a ver directamente com “para
que educar”, pois a educação se realiza numa sociedade que é formada por grupos sociais que
tem uma visão diferente das finalidades educativas.
Para Libâneo (1994), a didáctica trata dos objectivos, condições e meios de realização do
processo de ensino, ligando meios pedagógico-didácticos a objectivos sociopolíticos. Não há
técnica pedagógica sem uma concepção de homem e de sociedade, sem uma competência técnica
para realiza-la educacionalmente, portanto o ensino deve ser planejado e ter propósitos claros
sobre suas finalidades, preparando os alunos para viverem em sociedade.
É papel de o professor planejar a aula, seleccionar, organizar os conteúdos de ensino, programar
actividades, criar condições favoráveis de estudo dentro da sala de aula, estimular a curiosidade e
criatividade dos alunos, ou seja, o professor dirige as actividades de aprendizagem dos alunos a
fim de que estes se tornem sujeitos activos da própria aprendizagem.
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Podemos dizer que o processo didáctico se baseia no conjunto de actividades do professor e dos
alunos, sob a direcção do professor, para que haja uma assimilação activa de conhecimentos e
desenvolvimento das habilidades dos alunos. Como diz Libâneo (1994), é necessário para o
planeamento de ensino que o professor compreenda as relações entre educação escolar, os
objectivos pedagógicos e tenha um domínio seguro dos conteúdos ao qual ele lecciona, sendo
assim capaz de conhecer os programas oficiais e adequá-los ás necessidades reais da escola e de
seus alunos.
Um professor que aspira ter uma boa didáctica necessita aprender a cada dia como lidar com a
subjectividade do aluno, sua linguagem, suas percepções e sua prática de ensino. Sem essas
condições o professor será incapaz de elaborar problemas, desafios, perguntas relacionadas com
os conteúdos, pois essas são as condições para que haja uma aprendizagem significativa. No
entanto para que o professor atinja efectivamente seus objectivos, é preciso que ele saiba realizar
vários processos didácticos coordenados entre si, tais como o planeamento, a direcção do ensino
da aprendizagem e da avaliação (LIBÂNEO, 1994).
A Organização Da Aula E Seus Componentes Didácticos Do Processo Educacional
A aula é a forma predominante pela qual é organizado o processo de ensino e aprendizagem. É o
meio pelo qual o professor transmite aos seus alunos conhecimentos adquirido no seu processo
de formação, experiências de vida, conteúdos específicos para a superação de dificuldades e
meios para a construção de seu próprio conhecimento, nesse sentido sendo protagonista de sua
formação humana e escolar.
É ainda o espaço de interacção entre o professor e o indivíduo em formação constituindo um
espaço de troca mútua. A aula é o ambiente propício para se pensar, criar, desenvolver e
aprimorar conhecimentos, habilidades, atitudes e conceitos, é também onde surgem os
questionamentos, indagações e respostas, em uma busca activa pelo esclarecimento e
entendimento acerca desses questionamentos e investigações.
Por intermédio de um conjunto de métodos, o educador busca melhor transmitir os conteúdos,
ensinamentos e conhecimentos de uma disciplina, utilizando-se dos recursos disponíveis e das
habilidades que possui para infundir no aluno o desejo pelo saber.
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Deve-se ainda compreender a aula como um conjunto de meios e condições por meio das quais o
professor orienta, guia e fornece estímulos ao processo de ensino em função da actividade
própria dos alunos, ou seja, da assimilação e desenvolvimento de habilidades naturais do aluno
na aprendizagem educacional. Sendo a aula um lugar privilegiado da vida pedagógica refere-se
às dimensões do processo didáctico preparado pelo professor e por seus alunos.
Aula é toda situação didáctica na qual se põem objectivos, conhecimentos, problemas, desafios
com fins instrutivos e formativos, que incitam as crianças e jovens a aprender (LIBÂNEO, 1994-
Pág.178). Cada aula é única, pois ela possui seus próprios objectivos e métodos que devem ir de
acordo com a necessidade observada no educando.
A aula é norteada por uma série de componentes, que vão conduzir o processo didáctico
facilitando tanto o desenvolvimento das actividades educacionais pelo educador como a
compreensão e entendimento pelos indivíduos em formação; ela deve, pois, ter uma estruturação
e organização, a fim de que sejam alcançados os objectivos do ensino.
Ao preparar uma aula o professor deve estar atento às quais interesses e necessidades almeja
atender, o que pretende com a aula, quais seus objectivos e o que é de carácter urgente naquele
momento. A organização e estruturação didáctica da aula têm por finalidade proporcionar um
trabalho mais significativo e bem elaborado para a transmissão dos conteúdos. O
estabelecimento desses caminhos proporciona ao professor um maior controle do processo e aos
alunos uma orientação mais eficaz, que vá de acordo com previsto.
As indicações das etapas para o desenvolvimento da aula, não significa que todas elas devam
seguir um cronograma rígido (LIBÂNEO, 1994-Pág. 179), pois isso depende dos objectivos,
conteúdos da disciplina, recursos disponíveis e das características dos alunos e de cada aluno e
situações didácticas especificas.
Dentro da organização da aula destacaremos agora seus Componentes Didácticos, que são
também abordados em alguns trabalhos como elementos estruturantes do ensino didáctico. São
eles: os objectivos (gerais e específicos), os conteúdos, os métodos, os meios e as avaliações.
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Objectivos
São metas que se deseja alcançar, para isso usa-se de diversos meios para se chegar ao esperado.
Os objectivos educacionais expressam propósitos definidos, pois o professor quando vai
ministrar a aula já vai com os objectivos definidos. Eles têm por finalidade, preparar o docente
para determinar o que se requer com o processo de ensino, isto é prepará-lo para estabelecer
quais as metas a serem alcançadas, eles constituem uma acção intencional e sistemática.
Não há prática educativa sem objectivos; uma vez que estes integram o ponto de partida, as
premissas gerais para o processo pedagógico (LIBÂNEO, 1994- pág.122). Os objectivos são um
guia para orientar a prática educativa sem os quais não haveria uma lógica para orientar o
processo educativo.
Para que o processo de ensino-aprendizagem aconteça de modo mais organizado faz-se
necessário, classificar os objectivos de acordo com os seus propósitos e abrangência, se são mais
amplos, denominados objectivos gerais e se são destinados a determinados fins com relação aos
alunos, chamados de objectivos específicos.
Objectivos Gerais: exprimem propósitos mais amplos acerca do papel da escola e do
ensino diante das exigências postas pela realidade social e diante do desenvolvimento da
personalidade dos alunos (LIBANÊO, 1994- pág. 121). Por isso ele também afirma que
os objectivos educacionais transcendem o espaço da sala de aula actuando na capacitação
do indivíduo para as lutas sociais de transformação da sociedade, e isso fica claro, uma
vez que os objectivos têm por fim formar cidadãos que venham a atender os anseios da
colectividade;
Objectivos Específicos: compreendem as intencionalidades específicas para a
disciplina, os caminhos traçados para que se possa alcançar o maior entendimento,
desenvolvimento de habilidades por parte dos alunos que só se concretizam no decorrer
do processo de transmissão e assimilação dos estudos propostos pelas disciplinas de
ensino e aprendizagem. Expressam as expectativas do professor sobre o que deseja
obter dos alunos no decorrer do processo de ensino. Têm sempre um carácter pedagógico,
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porque explicitam a direcção a ser estabelecida ao trabalho escolar, em torno de um
programa de formação. (TAVARES, 2001- Pág. 66).
Conteúdos
Os conteúdos de ensino são constituídos por um conjunto de conhecimentos. É a forma pela
qual, o professor expõem os saberes de uma disciplina para ser trabalhado por ele e pelos seus
alunos. Esses saberes são advindos do conjunto social formado pela cultura, a ciência, a técnica e
a arte. Constituem ainda o elemento de mediação no processo de ensino, pois permitem ao
discente através da assimilação o conhecimento histórico, científico, cultural acerca do mundo e
possibilitam ainda a construção de convicções e conceitos.
O professor, na sala de aula, utiliza-se dos conteúdos da matéria para ajudar os alunos a
desenvolverem competências e habilidades de observar a realidade, perceber as propriedades e
características do objecto de estudo, estabelecer relações entre um conhecimento e outro, adquirir
métodos de raciocínio, capacidade de pensar por si próprios, fazer comparações entre fatos e
acontecimentos, formar conceitos para lidar com eles no dia-a-dia de modo que sejam
instrumentos mentais para aplicá-los em situações da vida prática (LIBÂNEO 2001, pág. 09).
Neste contexto pretende-se que os conteúdos aplicados pelo professor tenham como fundamento
não só a transmissão das informações de uma disciplina, mas que esses conteúdos apresentem
relação com a realidade dos discentes e que sirvam para que os mesmos possam enfrentar os
desafios impostos pela vida quotidiana. Estes devem também proporcionar o desenvolvimento
das capacidades intelectuais e cognitivas do aluno, que o levem ao desenvolvimento crítico e
reflexivo acerca da sociedade que integram.
Os conteúdos de ensino devem ser vistos como uma relação entre os seus componentes, matéria,
ensino e o conhecimento que cada aluno já traz consigo. Pois não basta apenas a selecção e
organização lógica dos conteúdos para transmiti-los. Antes os conteúdos devem incluir
elementos da vivência prática dos alunos para torná-los mais significativos, mais vivos, mais
vitais, de modo que eles possam assimilá-los de forma activa e consciente (LIBÂNEO, 1994 pág.
128). Ao proferir estas palavras, o autor aponta para um elemento de fundamental importância na
preparação da aula, a contextualização dos conteúdos.
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Contextualização Dos Conteúdos
A contextualização consiste em trazer para dentro da sala de aula questões presentes no dia-a-dia
do aluno e que vão contribuir para melhorar o processo de ensino e aprendizagem do mesmo.
Valorizando desta forma o contexto social em que ele está inserido e proporcionando a reflexão
sobre o meio em que se encontra, levando-o a agir como construtor e transformador deste. Então,
pois, ao seleccionar e organizar os conteúdos de ensino de uma aula o professor deve levar em
consideração a realidade vivenciada pelos alunos.
A Relação Professor-Aluno No Processo De Ensino E Aprendizagem:
O professor no processo de ensino é o mediador entre o indivíduo em formação e os
conhecimentos prévios de uma matéria. Tem como função planejar, orientar a direcção dos
conteúdos, visando à assimilação constante pelos alunos e o desenvolvimento de suas
capacidades e habilidades. É uma acção conjunta em que o educador é o promotor, que faz
questionamentos, propõem problemas, instiga, faz desafios nas actividades e o educando é o
receptor activo e actuante, que através de suas acções responde ao proposto produzindo assim
conhecimentos. O papel do professor é levar o aluno a desenvolver sua autonomia de
pensamento.
Métodos De Ensino
Métodos de ensino são as formas que o professor organiza as suas actividades de ensino e de
seus alunos com a finalidade de atingir objectivos do trabalho docente em relação aos conteúdos
específicos que serão aplicados. Os métodos de ensino regulam as formas de interacção entre
ensino e aprendizagem, professor e os alunos, na qual os resultados obtidos é assimilação
consciente de conhecimentos e desenvolvimento das capacidades cognoscitivas e operativas dos
alunos.
Segundo Libâneo (1994) a escolha e organização os métodos de ensino devem corresponder à
necessária unidade objectivos-conteúdos-métodos e formas de organização do ensino e as
condições concretas das situações didácticas. Os métodos de ensino dependem das acções
imediatas em sala de aula, dos conteúdos específicos, de métodos peculiares de cada disciplina e
assimilação, além disso, esses métodos implica o conhecimento das características dos alunos
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quanto à capacidade de assimilação de conteúdos conforme a idade e o nível de desenvolvimento
mental e físico e suas características socioculturais e individuais.
A relação objetivo-conteúdo-método procuram mostrar que essas unidades constituem a
linhagem fundamental de compreensão do processo didáctico: os objectivos, explicitando os
propósitos pedagógicos intencionais e planejados de instrução e educação dos alunos, para a
participação na vida social; os conteúdos, constituindo a base informativa concreta para alcançar
os objectivos e determinar os métodos; os métodos, formando a totalidade dos passos, formas
didácticas e meios organizativos do ensino que viabilizam a assimilação dos conteúdos, e assim,
o atingimento dos objectivos.
No trabalho docente, os professores seleccionam e organizam seus métodos e procedimentos
didácticos de acordo com cada matéria. Dessa forma destacamos os principais métodos de ensino
utilizado pelo professor em sala de aula: método de exposição pelo professor, método de trabalho
independente, método de elaboração conjunta, método de trabalho em grupo. Nestes métodos, os
conhecimentos, habilidades e tarefas são apresentados, explicadas e demonstradas pelo
professor, além dos trabalhos planejados individuais, a elaboração conjunta de actividades entre
professores e alunos visando à obtenção de novos conhecimentos e os trabalhos em grupo. Dessa
maneira designamos todos os meios e recursos matérias utilizados pelo professor e pelos alunos
para organização e condução metódica do processo de ensino e aprendizagem (LIBÂNEO, 1994
Pág. 173).
Avaliação Escolar
A avaliação escolar é uma tarefa didáctica necessária para o trabalho docente, que deve ser
acompanhado passo a passo no processo de ensino e aprendizagem. Através da mesma, os
resultados vão sendo obtidos no decorrer do trabalho em conjunto entre professores e alunos, a
fim de constatar progressos, dificuldades e orientá-los em seus trabalhos para as correcções
necessárias. Libâneo (1994).
A avaliação escolar é uma tarefa complexa que não se resume à realização de provas e atribuição
de notas, ela cumpre funções pedagógico-didácticas, de diagnóstico e de controle em relação ao
rendimento escolar.
A função pedagógico-didáctica refere-se ao papel da avaliação no cumprimento dos objectivos
gerais e específicos da educação escolar. Ao comprovar os resultados do processo de ensino,
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evidencia ou não o atendimento das finalidades sociais do ensino, de preparação dos alunos para
enfrentar as exigências da sociedade e inseri-los ao meio social. Ao mesmo tempo, favorece uma
atitude mais responsável do aluno em relação ao estudo, assumindo-o como um dever social. Já a
função de diagnóstico permite identificar progressos e dificuldades dos alunos e a actuação do
professor que, por sua vez, determinam modificações do processo de ensino para melhor cumprir
as exigências dos objectivos. A função do controle se refere aos meios e a frequência das
verificações e de qualificação dos resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das situações
didácticas (LIBÂNEO, 1994).
No entanto a avaliação na pratica escolar nas escolas tem sido bastante criticada sobre tudo por
reduzir-se à sua função de controle, mediante a qual se faz uma classificação quantitativa dos
alunos relativa às notas que obtiveram nas provas. Os professores não tem conseguido usar os
procedimentos de avaliação que sem dúvida, implicam o levantamento de dados por meio de
testes, trabalhos escritos etc. Em relação aos objectivos, funções e papel da avaliação na
melhoria das actividades escolares e educativas, tem-se verificado na prática escolar alguns
equívocos. (LIBÂNEO, Pág. 198- 1994).
O mais comum é tomar a avaliação unicamente como o ato de aplicar provas, atribuir notas e
classificar os alunos. O professor reduz a avaliação à cobrança daquilo que o aluno memorizou e
usa a nota somente como instrumento de controle. Tal ideia é descabida, primeiro porque a
atribuição de notas visa apenas o controle formal, com objetivo classificatório e não educativo;
segundo porque o que importa é o veredicto do professor sobre o grau de adequação e
conformidade do aluno ao conteúdo que transmite. Outro equívoco é utilizar a avaliação como
recompensa aos bons alunos e punição para os desinteressados, além disso, os professores
confiam demais em seu olho clínico, dispensam verificações parciais no decorrer das aulas e
aqueles que rejeitam as medidas quantitativas de aprendizagem em favor de dados qualitativos
(LIBÂNEO, 1994).
O entendimento correto da avaliação consiste em considerar a relação mútua entre os aspectos
quantitativos e qualitativos. A escola cumpre uma função determinada socialmente, a de
introduzir as crianças, jovens e adultos no mundo da cultura e do trabalho, tal objetivo não surge
espontaneamente na experiência das crianças, jovens e adultos, mas supõe as perspectivas
traçadas pela sociedade e controle por parte do professor. Por outro lado, a relação pedagógica
requer a independência entre influências externas e condições internas do aluno, pois nesse
contexto o professor deve organizar o ensino objectivando o desenvolvimento autónomo e
independente do aluno (LIBÂNEO, 1994).
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A Profissão Docente E Sua Repercussão Social
Segundo Libâneo (1994) o trabalho docente é a parte integrante do processo educativo mais
global pelo qual os membros da sociedade são preparados para a participação da vida social.
Com essas palavras Libâneo deixa bem claro o importante e essencial papel do professor na
inserção e construção social de cada individuo em formação. O educador deve ter como principal
e fundamental compromisso com a sociedade formar alunos que se tornem cidadãos activos,
críticos, reflexivos e participativos na vida social.
O docente no processo de ensino e aprendizagem é a ponte de mediação entre o aluno em
formação e o meio social no qual está inserido; uma vez que ele vai através de instruções,
conteúdos e métodos orientar aos seus alunos a viver socialmente. Sendo a educação um
fenómeno social necessário à existência e funcionamento de toda a sociedade, exige-se a todo
instante do professor as competências técnicas e teóricas para a transmissão desses
conhecimentos que são essenciais para a manutenção e progresso social.
O processo educacional, notadamente os objectivos, conteúdos do ensino e o trabalho do
professor são regidos por uma série de exigências da sociedade, ao passo que a sociedade
reclama da educação a adequação de todos os componentes do ensino aos seus anseios e
necessidades. Porém a prática educativa não se restringe as exigências da vida em sociedade,
mas também ao processo de promover aos indivíduos os saberes e experiências culturais que o
tornem aptos a actuar no meio social e transformá-lo em função das necessidades económicas,
sociais e políticas da colectividade (LIBÂNEO, 1994 pág.17). O professor deve formar para a
emancipação, reflexão, criticidade e actuação social do indivíduo e não para a submissão ou o
comodismo.
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Conclusão
O estudo dos processos didácticos revela-se essencial para a compreensão e o aprimoramento da
prática educativa. Ao longo deste trabalho, exploramos os elementos fundamentais desses
processos, desde seu planeamento até sua implementação e avaliação, destacando a importância
de estratégias eficazes e do feedback contínuo. Fica claro que os processos didácticos não se
limitam apenas à transmissão de conhecimento, mas também englobam o desenvolvimento de
habilidades e competências nos alunos, preparando-os para enfrentar os desafios de um mundo
em constante mudança. Através de estratégias diversificadas e adaptativas, os educadores podem
criar experiências de aprendizagem significativas e engajadoras, promovendo o pensamento
crítico, a criatividade e a autonomia dos alunos. É importante ressaltar também a necessidade de
adaptação dos processos didácticos para atender às demandas de uma sociedade cada vez mais
diversa e complexa. A inclusão de diferentes perspectivas culturais, tecnológicas e de
aprendizagem enriquece o processo educativo, tornando-o mais relevante e acessível para todos
os alunos.
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Referências Bibliográfica
ALTHAUS, M.T.M. Acção didácticas no ensino superior: a docência em discussão. Rev.
Teoria e Prática da Educação, v.7, n.1, abr. 2004.
LIBÂNEO, José Carlos. A Didáctica e as exigências do processo de escolarização: formação
cultural e científica e demandas das práticas socioculturais. Disponível em:
LIBÂNEO, José Carlos. Didáctica. São Paulo: Cortez, 1994.
LIBÂNEO. José Carlos. O essencial da didáctica e o trabalho de professor em busca de
novos caminhos: Disponível em:
[Link] em 23.11.2013.
TAVARES, Rosilene Horta, Didáctica Geral. Belo Horizonte: Editora, UFMG, 2011.
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