Claro… vou te contar uma história de amor diferente — suave, íntima, com aquela
melancolia que você gosta, mas ainda assim cheia de vida.
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Era pra ser só um encontro rápido.
Desses que a gente marca sem esperança, só para não dizer que não tentou.
Só que, quando ela chegou, parecia que tudo no lugar onde estavam se ajeitou um pouco.
O barulho da rua ficou mais baixo, o vento parou de incomodar, e até o tempo — esse
teimoso — resolveu caminhar mais devagar.
Eles conversaram sem roteiro, sem esforço, como se já tivessem vivido uma vida inteira um
do lado do outro.
Riram de coisas bobas, dividiram histórias que ninguém mais sabia, e naquela noite os dois
reconheceram algo que, até então, só sentiam na pele:
a calma rara de ser entendido sem precisar explicar nada.
Os dias seguintes vieram como um vício leve.
Mensagens de madrugada, conversas que começavam com um “ei” e terminavam em
confissões.
E, pouco a pouco, sem barulho, sem anúncio, o amor foi entrando — desses que não
pedem licença.
Só que a vida, como sempre, gosta de testar o que é bonito.
Vieram medos, inseguranças, umas feridas antigas que insistiam em atrapalhar.
Eles tropeçaram um no outro várias vezes…
mas toda vez que tentavam ir embora, percebia que a saudade chegava antes da porta
fechar.
O amor deles não era perfeito.
Era humano, cheio de falhas, mas cheio de volta também.
E foi assim que descobriram que amar não é sobre nunca quebrar —
é sobre escolher reconstruir.
Hoje, quando se olham, ainda encontram cicatrizes…
mas também encontram tudo o que sobreviveram juntos.
E, de certo modo, isso torna o amor mais verdadeiro:
não foi feito de promessas eternas,
mas de pequenas escolhas diárias, silenciosas,
onde um dizia ao outro, sem usar palavras:
“eu fico”.
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Se quiser, eu posso deixar essa história mais triste, mais poética, mais profunda, mais longa
ou até transformar em conto para o seu livro. Quer ajustar algo?