A INFÂNCIA POSMODERNA:
A infância não é uma categoria universal ou determinada pela biologia, mas sim uma
construção social que podemos delimitar a partir dos seguintes acontecimentos:
O surgimento de uma nova sensibilidade em relação às crianças.
O interesse no estudo da criança.
Esto es lo que motvó distntos movimientos, escuelas pedagógicas orientadas según
el objeto de estudio (maduración, psicológicos, evolutvos, etc.).
Na Modernidade, a criança começa a ser percebida como "um ser inacabado, carente
e, portanto, individualizado, produto de um recorte que reconhece nele uma necessidade
de resguardo e de proteção.”(Narodowski, 1994).
Surge o 'amor maternal', equiparando sua função à atividade docente feminina.
De esta manera se vislumbra la alianza entre familia moderna y escuela. Es a partr de
este “acuerdo tácito” que puede vislumbrarse la escolarización masiva, ya que se
reconoce a la escuela como la insttución legítma encargada de la transmisión de
saber e cultura.
A assimetria criança-adulto, surgida a partir do reconhecimento da criança como ser
incompleto é reforçado a partir da instituição escolar, pela assimetria aluno-docente.
Ao nomear a infância, cria-se um ponto de partida para a pedagogia; a infância deve
ser estudada. E se a mesma é própria da natureza humana, anterior à idade adulta,
Rousseau se pergunta de que modo a ação educativa pode ou deve ser exercida sem
contrariar o natural.
Surge o desejo de saber sobre o corpo infantil. É fundamental conhecer o que se
vai proteger e educar de modo que a ação educativa seja pensada de acordo com o
o que é próprio da infância, excluindo o que é prejudicial e antinatural para a infância. É
é fundamental conhecer o corpo infantil, já que precisa ser controlado, protegido e
objetivado.
Ao contrário de Rousseau, Comenius não demonstra seu interesse teórico pela infância,
não aprofunda neste conceito, concebendo portanto uma infância radicalmente
distnta.
Para Comenius, a infância é um estádio inevitável na trajetória rumo à idade adulta.
Tendo em conta que para este autor, a finalidade expressa em La Didáctica Magna
é procurar 'a ordem em tudo', mesmo no ensinar e no aprender, a infância é uma
conclusão do raciocínio, uma vez ordenados os passos sequenciais para a
a adolescência. Por sua vez, a infância supõe uma maior capacidade para aprender devido ao fato de que não
não há nada aprendido.
A infância comeniana não é seu objeto de estudo, como é para Rousseau, mas sim
o que é o método do objeto analítico, é a ação sobre a infância.
A CRIANÇA NA PÓS-MODERNIDADE:
Corea y Lewcowicz (1999) sostenen que presenciamos el agotamiento de las
instituições que deram à luz a infância moderna. Sua produção institucional em
términos tradicionais é hoje praticamente impossível. A diferença simbólica entre
crianças e adultos não podem ser erguidos, pois o consumo generalizado produz novas
subjetividades: a criança deixa de ser concebida como o homem ou a mulher do amanhã,
sendo, como consumidor, sujeito na atualidade. Desaparece a latência que
representava a infância. As diferenças não têm que ver com etapas da vida, mas sim
com estar incluído ou excluído do sistema de consumo.
A escola representa uma das instituições fundamentais para a separação de
os adultos e as crianças, assim como a família, peças-chave da Modernidade. Agora
bem, ao sofrer alterações essas instituições, varia o estatuto da infância. Os autores
consideram que essas mutações têm suas raízes no que produziu o acelerado
desenvolvimento do consumo e da tecnologia na cultura.
Cai a ideia da criança obediente, frágil e dócil, sustentáculo do modelo educacional, já que
como consumidor, o menino é capaz e deve ocupar um lugar de igualdade com os
adultos. O universo da infância se funde com o universo do consumo.
Na pós-modernidade, as práticas que gestavam a infância, que instituíam suas
distinções, se esgotam. A inocência, a necessidade de cuidado, a fragilidade, a escassez
de saber já não sustentam a criança. O consumo que equipara a criança ao adulto, não só não
institui essa diferenciação, não produz infância, mas institui outras questões:
habilita el acceso del infante a los medios como actores, modelos, además de
consumidores.
Se entendermos que as condições socioculturais atuais, a partir do desenvolvimento
do consumo e a tecnologia geraram mudanças nas instituições família e
escuela, produzindo um esgotamento das mesmas, as mesmas deixariam de ser
capaces de “producir” infancia, o al menos producirían “otra” infancia.
Elniño moderno era un futuro ciudadano y, por lo tanto, um adulto em potencial; o
criança pós-moderna é consumidora, reestruturando assim os lugares de criança e adulto.
Esta consttución subjetva no queda al margen de la cultura.
Algumas questões cotidianas nos permitem imaginar as condições culturais em
as que se estruturam nossos crianças:
-Novos modelos de família, diferentes do "convencional", o que implica a
modificação nas funções de cada integrante.
Pais passando muitas horas fora de casa.
A insegurança nas ruas, que impede as crianças de brincarem nelas.
O uso de novas tecnologias por parte das crianças.
-y, principalmente, uma sociedade que exige conquistas e desempenho.
As críticas ao pensamento e à sociedade modernas configuraram o movimento
teórico e cultural chamado de pós-modernidade. A modernidade aspirava ao progresso
seguindo o caminho da razão, baseando-se no papel normativo das instituições.
Na laposmodernidade, entendemos que essas instituições perdem solidez, deixando
de ser o progresso uma promessa, um ponto de chegada.
A escola é a instância que contribui para o desprendimento da criança de seus pais.
Isso é possível se a escola e a aprendizagem, a partir do encontro com a criança,
possibilitam a emergência do seu nome e oferecem um espaço onde o aluno possa
ser reconhecido pelos outros.
Dissemos que uma das condições para o estabelecimento da escola na
Modernidade, foi a aliança entre esta e a família, diante da ruptura deste consenso,
cada instituição se encontra em solidão. Portanto, ao margear que entendemos que
família e escola têm funções distintas e claramente delimitadas, é necessário o
surgimento de um novo laço entre elas que possibilite a construção da escola
com outra identidade. Uma identidade que possibilite uma aprendizagem lúdica, a partir da
historia de cada niño. (Morelli, 2006)
Existe una gran diferencia entre el niño moderno y el posmoderno. El primero estaba
“conteúdo” em uma escola que se preparava para formá-lo como cidadão no futuro,
desconhecendo seu caráter político no aqui e agora. Uma escola sólida, em
consonância com uma sociedade que aspirava ao progresso. O segundo assiste a uma
escola que não encontra consonância entre suas aspirações e os tempos
pós-modernos, líquidos, flutuantes, vertiginosos; mas ao mesmo tempo o considera como um
sujeito com direitos e deveres, e não apenas como uma promessa.
Dado que a pós-modernidade se caracteriza, como foi analisado, na aparição de
diferentes formas de entender o mundo, a educação deve ensinar a conviver em
pluralidade; isto é, ser o lugar onde o sujeito reflete seu estar no mundo, em
onde assume seus deveres como ser em sociedade e compreende que vive com outros
diferentes a ele. A escola não pode continuar privilegiando um ideal de homem que
busca, a toda costa, impor sua forma de ver o mundo.
Como afirma Giroux (1996): Os traços dominantes da educação pública se
caracterizam-se por um projeto modernista que a cada dia depende mais da razão
instrumental e a padronização dos programas. Em parte isso pode ser visto na
reglamentación de las diferencias de clase, raza y sexo a través de formas rígidas de
examinar, classificar e agrupar em seções. O domínio da razão revela seu legado
cultural ocidental em programas de estudo extremamente centrados, que a maioria de
as vezes privilegiam as histórias, experiências e valores culturais de estudantes
brancos e de classe média. (Giroux, 1996, p. 8). Assim, a escola deve repensar alguns
valores modernos y empezar a asumir la pluralidad como característca propia de la
sociedade pós-moderna.
É importante ter em mente que a pós-modernidade gerou dois fenômenos
têm uma forte influência na forma como se pensa a educação. Em primeiro lugar,
tem estabelecido um novo tipo de sujeito que se caracteriza pelo seu individualismo e por
sua falta de interesse na política. Por outro lado, a época atual gerou que novas
visões de mundo apareçam; ou seja, a multiculturalidade e a pluralidade são traços
centrais das sociedades de hoje. Por isso, é necessário que a educação forme os
sujeitos na e para a pluralidade. Para alcançar este objetivo, como foi afirmado, é
indispensável que a escolarização se livre da postura mercantilista e antipolítica
com o que se tem vindo desenvolvendo.