UNIVERSIDADE PÚNGUÈ
Faculdade de Letras, Ciências Sociais e Humanidade
Curso de Licenciatura em Ensino de Inglês
Alberto Itai Florindo
Alcides Francisco Semente
Leonardo Rui Domingos
Joao Abilio Inàcio
Vanila Genito Xavier
Wilma Jossias Gustavo
Grupo X
Alunos com (NEE) em Salas Numerosas
Chimoio
Outubro, 2025
Alberto Itai Florindo
Alcides Francisco Semente
Leonardo Rui Domingos
Joao Abilio Inacio
Vanila Genito Xavier
Wilma Jossias Gustavo
Grupo X
Alunos com (NEE) em Salas Numerosas
Trabalho a ser apresentado á Faculdade de Letras,
Ciências Sociais e Humanidade da Universidade
Púnguè como requisito de avaliação da cadeira de
NEE, curso de Licenciatura
em ensino de Inglês.
Docente:Etelvino Fernando Joaquim
Chimoio
Outubro, 2025
Indice
1. Introdução ................................................................................................................................... 4
Metodologias................................................................................................................................... 4
2. Turmas Numerosas ..................................................................................................................... 5
2.1 Características das Turmas Numerosas .................................................................................... 5
2.1.1 Normas e Recomendações Educacionais ............................................................................... 6
2.1.1 Normas e Recomendações ..................................................................................................... 6
2.1.2 Impactos das Turmas Numerosas na Aprendizagem de Alunos com NEE ........................... 7
3. Necessidade de Modificação Curricular e Estratégias Flexíveis ................................................ 9
3.1.1 De que forma isso poderia ser exequível? ............................................................................. 9
4. Proposta didática para melhorar a aprendizagem de alunos com NAE em turmas numerosas 11
5. Papel da Coordenação Pedagógica e da Gestão Escolar ........................................................... 13
6. Conclusão.................................................................................................................................. 15
7. Referencias ................................................................................................................................ 16
1. Introdução
A educação inclusiva tem sido um dos pilares da transformação educacional nas últimas décadas,
com o objetivo de garantir o acesso, permanência e aprendizagem de todos os alunos,
independentemente de suas especificidades e dificuldades. No entanto, a implementação desse
modelo de ensino esbarra em diversos desafios, entre eles a gestão de turmas numerosas, que
podem comprometer a qualidade do ensino, especialmente para alunos com Necessidades
Educativas Especiais (NEE), que demandam atenção e estratégias pedagógicas mais
individualizadas.
Este trabalho tem como objetivo discutir como as turmas numerosas impactam na aprendizagem
de alunos com NEE e, de que forma, a modificação curricular, o reajuste do plano de aula ou a
flexibilidade do professor podem contribuir para melhorar o desempenho desses alunos.
Geral:
Analisar o impacto das turmas numerosas na aprendizagem de alunos com (NEE) e
investigar estratégias pedagógicas viáveis que possam promover a inclusão e o
desenvolvimento desses alunos em contextos de ensino com grande número de
estudantes.
Especificos:
Analisar como a modificação curricular, o reajuste do plano de aula e a flexibilidade
pedagógica podem contribuir para a aprendizagem dos alunos com NEE.
Identificar e propor estratégias pedagógicas inclusivas que sejam aplicáveis em contextos
com alto número de alunos.
Verificar a viabilidade e a eficácia dessas estratégias na prática docente, especialmente no
que se refere à individualização do ensino em salas de aula superlotadas.
Metodologias
Este trabalho foi realizado com base em pesquisas e outros meios como livros e alguns artigos
academicos.
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2. Turmas Numerosas
Segundo Tardif (2002) As turmas numerosas são aquelas que, devido a um grande número de
alunos por sala, apresentam desafios para os professores no que se refere à gestão de sala, ao
acompanhamento individualizado e à personalização do ensino, turmas com um número
excessivo de estudantes dificultam a implementação de metodologias pedagógicas eficazes,
tornando a gestão da diversidade de alunos uma tarefa mais complexa. O aumento no número de
estudantes pode impactar diretamente a qualidade do ensino, pois reduz a possibilidade de um
acompanhamento próximo de cada aluno, especialmente os que possuem Necessidades
Educativas Especiais.
2.1 Características das Turmas Numerosas
As características das turmas numerosas podem variar dependendo do contexto socioeconômico,
político e pedagógico, mas de modo geral, apresentam alguns traços comuns que impactam
diretamente o processo de ensino e aprendizagem. Aqui estão as principais características:
Número elevado de alunos: Geralmente, essas turmas possuem mais de 30 estudantes,
podendo chegar a 40 ou mais, o que dificulta a atenção individualizada. Segundo Menezes
(2019), "uma turma considerada numerosa é aquela que ultrapassa a quantidade recomendada
de alunos por sala, dificultando a gestão pedagógica".
Dificuldade na atenção individualizada: Com tantos estudantes, o professor encontra
obstáculos para atender às necessidades específicas de cada um, especialmente de alunos
com NEE, que requerem intervenções personalizadas (Silva, 2021).
Heterogeneidade de perfis: Essas turmas costumam apresentar grande diversidade de níveis
de aprendizagem, estilos de aprendizagem, necessidades especiais, origens culturais e
socioeconômicas, o que exige estratégias pedagógicas diferenciadas (Costa, 2018).
Baixa interação aluno-professor: O volume de alunos limita a possibilidade de diálogo,
feedback e acompanhamento próximo, reduzindo o envolvimento e a motivação dos
estudantes (UNESCO, 2020).
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Aumento da carga de trabalho do professor: O docente enfrenta maior demanda na
preparação de aulas, correção de atividades e acompanhamento, o que pode levar à fadiga e
ao estresse, prejudicando a qualidade do ensino (Santos, 2020).
Dificuldade na gestão de sala de aula: Controlar o comportamento, manter a disciplina e
garantir um ambiente propício à aprendizagem torna-se mais desafiador, exigindo estratégias
específicas de gestão (Lima, 2017).
Limitado uso de metodologias ativas: Muitas vezes, há uma dependência de aulas
expositivas tradicionais devido à dificuldade de implementar metodologias participativas em
grupos grandes (Menezes, 2019).
2.1.1 Normas e Recomendações Educacionais
Segundo Perrenoud (1999) As normas que regulam o número de alunos por turma variam de
acordo com as legislações nacionais e regionais, mas muitas delas apontam para limites
recomendados, de modo a garantir a qualidade da educação, a sobrecarga de alunos por sala
impacta negativamente a capacidade do professor de promover uma educação inclusiva e
adaptada às necessidades de cada aluno. Em muitos países, a legislação busca garantir uma
quantidade de alunos que não ultrapasse determinados limites para não comprometer o
desenvolvimento educacional de estudantes com NEE.
2.1.1 Normas e Recomendações
A seguir, apresentam-se algumas características e diretrizes relacionadas à organização de
turmas:
Limites Legais:
A legislação educacional de muitos países (incluindo o Brasil, por meio da LDB e de normas do
Conselho Nacional de Educação) define limites máximos de alunos por turma, considerando a
etapa de ensino (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio).
Adequação para Alunos com NEE:
Recomenda-se que as turmas com alunos com necessidades educacionais especiais sejam
reduzidas em número, de forma a permitir um atendimento mais individualizado e eficaz,
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conforme orientações da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva.
Parâmetros Recomendados: Educação Infantil: até 20 crianças por turma (na pré-escola).
Ensino Fundamental (anos iniciais): até 25 alunos. Ensino Fundamental (anos finais) e Ensino
Médio: até 30–35 alunos. Com a presença de alunos com NEE, recomenda-se redução
proporcional do número total.
Impacto na Prática Docente:
Turmas menores permitem uma maior personalização do ensino, melhor gestão do tempo e dos
recursos, além de facilitar a aplicação de estratégias pedagógicas inclusivas, como o uso de
materiais adaptados e atendimento especializado.
Recomendações Internacionais:
Órgãos como a UNESCO e a OCDE também recomendam que o número de alunos por sala seja
compatível com uma educação de qualidade, especialmente quando se trata de diversidade e
inclusão.
2.1.2 Impactos das Turmas Numerosas na Aprendizagem de Alunos com NEE
Impacto nas aprendizagens com NEE: Turmas numerosas dificultam a adaptação às necessidades
específicas de alunos com NEE, pois sobrecarregam o professor, limitando o tempo de
intervenção individualizada. Como aponta Silva (2021), ―a quantidade excessiva de alunos
compromete a capacidade do professor de oferecer suporte diferenciado, prejudicando o
desenvolvimento de estratégias pedagógicas inclusivas‖.
Os Impactos Incluem :
Dificuldade na atenção individualizada e suporte personalizado
Em turmas numerosas, o professor enfrenta limitações na sua capacidade de oferecer atenção
individualizada às necessidades específicas de cada aluno com NEE. Segundo Silva (2021), ―a
sobrecarga de alunos impede a implementação de estratégias de ensino diferenciadas, essenciais
para o sucesso de alunos com necessidades especiais‖. Como resultado, esses estudantes podem
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não receber o suporte necessário para desenvolver habilidades sociais, cognitivas ou
comunicativas.
Ex: Um aluno com transtorno de espectro autista (TEA) pode precisar de rotinas visuais ou apoio
de recursos específicos, mas, na prática, o professor não consegue dedicar atenção suficiente para
adaptar as atividades às suas necessidades, dificultando sua inclusão efetiva.
Redução da participação e engajamento
A grande quantidade de estudantes limita as oportunidades de participação ativa, o que é
fundamental para o aprendizado de alunos com NEE. Segundo a UNESCO (2020), ―a inclusão
efetiva depende de estratégias que promovam o envolvimento de todos, o que é difícil de garantir
em turmas grandes‖. Assim, esses alunos tendem a ficar à margem, contribuindo para o
isolamento social e dificuldades emocionais.
Ex: Um estudante com deficiência intelectual pode não conseguir acompanhar as atividades em
grupo ou participar de discussões devido à falta de atenção individualizada, prejudicando seu
desenvolvimento social e cognitivo.
Aumento do risco de exclusão escolar
A dificuldade em atender às necessidades específicas pode levar ao abandono ou evasão escolar
de alunos com NEE. Como aponta Costa (2018), ―quando suas necessidades não são
reconhecidas ou atendidas, esses estudantes podem se sentir desmotivados e excluídos,
aumentando o risco de abandono escolar‖.
Ex: Um estudante com deficiência auditiva, sem recursos de apoio, pode sentir-se frustrado e
abandonar a escola por não compreender as atividades ou sentir-se excluído do grupo.
Impacto na formação de competências e habilidades
A limitação de recursos, tempo e atenção impede que os alunos com NEE desenvolvam
integralmente suas potencialidades. Segundo Lima (2017), ―a falta de intervenções específicas e
de ambientes adaptados compromete o desenvolvimento de competências essenciais para a
autonomia e inclusão social‖.
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Ex: Um aluno com dificuldades motoras pode não receber o suporte adequado para desenvolver
habilidades de autonomia, como vestir-se ou usar materiais adaptados, prejudicando sua
independência.
3. Necessidade de Modificação Curricular e Estratégias Flexíveis
Quando temos turmas numerosas e alunos com NEE/NAE inseridos numa classe regular, é
evidente que a ―rotina padrão‖ de plano de aula muitas vezes não atende bem às suas
necessidades. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
(PNEEPEI) afirma que ―identificar as barreiras que prejudicam a escolarização e construir um
plano de enfrentamento‖ é função de toda equipe escolar.
Além disso, um estudo aponta que ―todos os sujeitos com NEE precisam de uma educação que
atenda suas singularidades‖ e que ―é preciso ajustes e adequações no projeto pedagógico‖.
Dessa forma sim há necessidade de modificar o currículo, reajustar o plano de aula e permitir
flexibilidade do professor para que a educação seja eficaz para esse público.
Modificação curricular: adaptar os objetivos de aprendizagem, conteúdos, métodos ou
critérios de avaliação para garantir que o aluno com NEE/NAE possa participar com sucesso.
Por exemplo, reduzir o número de tópicos obrigatórios, permitir versões mais acessíveis dos
conteúdos, utilizar materiais alternativos.
Reajuste do plano de aula: o professor precisa prever rotinas diferenciadas, momentos de
apoio individual ou em pequenos grupos, diversificar estratégias (visual, auditiva,
manipulativa), e prever recursos de acessibilidade ou diferenciação curricular.
Capacidade flexível do professor: o docente precisa assumir o papel de ―facilitador
diferenciado‖, praticar ensino adaptado, monitorar progressos individualizados, colaborar
com o Atendimento Educacional Especializado (AEE) ou apoio, ajustar o ritmo de aula,
agrupar e reorganizar a turma conforme necessidades.
3.1.1 De que forma isso poderia ser exequível?
Algumas vias práticas para viabilizar essas modificações:
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Diagnóstico inicial e contínuo: ao início do ano ou semestre, mapear alunos com NEE quais
são suas necessidades, preferências de aprendizagem, acessos assistidos, etc. Esse
mapeamento permite ajustes prévios ao currículo ―padrão‖.
Planejamento colaborativo: professor regente + especialista de AEE + equipe de apoio +
família devem se reunir periodicamente para adaptar o plano de aula, prever acomodações
(ex: material em formato adaptado, mais tempo, tutorias). A literatura aponta que ―os
professores das turmas regulares devem sempre ter uma visão completa do que está
ocorrendo no SRM e conhecer procedimentos básicos relativos aos alunos com NEE‖.
Diferenciação e flexibilização curricular: utilizar ―níveis‖ de tarefa ou ―caminhos‖ de
aprendizagem múltiplos — por exemplo, um mesmo conteúdo com três versões: (a) versão
padrão, (b) versão com suporte adicional ou menos complexa, (c) versão com extensão ou
aprofundamento para quem avançar.
Avaliações adaptadas: mudar o formato das provas, permitir outros meios de demonstração
de aprendizagem (oral, projeto, multimídia) para alunos que tenham limitação no formato
padrão.
Apoios e recursos de acessibilidade: garantir sala de recursos, material adaptado, tecnologia
assistiva, uso de tutor ou monitor, tempo extra, agrupamentos redu-zidos para atividades de
prática ou reforço. A PNEEPEI prevê que os recursos e apoios sejam garantidos.
Formação continuada do professor: o docente precisa estar preparado para a inclusão. Um
relatório destaca que ―hoje apenas 6 % dos professores regentes têm formação continuada em
educação especial‖.
Gestão da turma numerosa com flexibilidade: em turmas grandes, o professor pode
organizar ―estações de aprendizagem‖ ou ―grupos de rotação‖, onde parte da turma trabalha
de modo autônomo ou com monitor/auxiliar enquanto o professor atende grupos menores —
incluindo o aluno com NEE.
Mas ha que se ter em conta que Sem apoio institucional e recursos (tempo, formação, material),
as modificações ficam no papel e podem sobrecarregar o professor.
Em turmas muito numerosas, mesmo com planos adaptados, o atendimento individualizado pode
ficar comprometido se a proporção aluno/professor for muito alta.
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Importante evitar que a modificação leve à segregação ou rebaixamento desproporcional de
expectativas: a inclusão significa participação efetiva e aprendizagem, não só presença.
4. Proposta didática para melhorar a aprendizagem de alunos com NAE em turmas
numerosas
Para melhorar a aprendizagem de alunos com NEE podemos recorrer aos seguintes métodos
1. Tecnologias Assistivas e Recursos Digitais
O uso de tecnologias assistivas e recursos digitais é uma estratégia fundamental para promover a
personalização do ensino em turmas numerosas, especialmente quando há alunos com
NEE/NAE. Essas ferramentas ampliam as possibilidades de acesso ao conteúdo, favorecem a
autonomia e permitem que o professor diversifique suas práticas pedagógicas.
Principais recursos tecnológicos:
Softwares de leitura e escrita acessível: Ferramentas como leitores de tela (NVDA, JAWS),
ampliadores de texto, sintetizadores de voz e corretores ortográficos adaptados ajudam
alunos com deficiência visual, dislexia ou dificuldades de escrita a interagir com os
conteúdos escolares de forma mais eficaz.
Plataformas de aprendizagem adaptativa: Ambientes digitais como Khan Academy, Google
Classroom com extensões de acessibilidade, e plataformas com inteligência artificial
permitem que os alunos avancem em seu próprio ritmo, recebam feedback personalizado e
tenham acesso a trilhas de aprendizagem diferenciadas.
Aplicativos de comunicação alternativa: Para alunos com deficiência intelectual, TEA ou
dificuldades de linguagem, recursos como o Livox, LetMeTalk, ou softwares com
pictogramas e síntese de voz possibilitam a expressão de ideias, participação em atividades e
interação com colegas e professores.
2. Modelo de Estações de Aprendizagem Inclusivas
A proposta a seguir inclui promover a participação, aprendizagem significativa e autonomia dos
alunos com NAE, bem como favorecer a interação de toda a turma, reduzindo as barreiras de
aprendizagem na sala regular.
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Etapas da proposta
a) Preparação e estruturação da turma
Antes da aula, o professor identifica os alunos com NAE e suas necessidades específicas (por
exemplo: precisa de recurso visual, acompanhamento de tutor, tempo extra, leitura apoiada).
Organiza a sala com zonas ou ―estações de aprendizagem‖: por exemplo, Zona 1
(professor/regente + alunos que precisam de mais suporte), Zona 2 (trabalho em pares ou em
grupo autônomo), Zona 3 (atividade de extensão ou desafio). O professor pode circular entre as
zonas, priorizando a Zona 1 para suporte intensivo.
Prepara ―tarefas adaptadas‖ para os alunos com NAE: versões da mesma atividade com menos
passos ou com suporte visual/prompts, ou com escolhas mais visuais/atrativas.
Comunica à turma o funcionamento das estações, altoriza os alunos a se movimentarem
conforme o cronograma (rotação a cada X minutos).
Estabelece rotinas claras: início da aula (5 min de briefing), estação 1 (professor+grupo
pequeno), estação 2 (grupo maior autônomo ou com monitor), estação 3 (desafio ou tarefa de
aprofundamento). Final da aula: reflexão/autoavaliação (5 min) — todos os alunos completam
um pequeno ―check‑list de aprendizagem‖.
b) Desenvolvimento da aula
Introdução (10 min): apresentação do objetivo da aula, ativação de conhecimentos prévios, uso
de recurso multimídia ou visual (mapa mental, vídeo curto, esquema).
Estação 1 (15‑20 min): professor trabalha com um pequeno grupo que inclui alunos com NAE.
Ele retoma conceitos, apresenta o que será feito, modelo de atividade com exemplo. Os alunos
com NAE recebem o material adaptado (pode ser esquema simplificado, agenda passo‑a‑passo,
versão com mais suporte).
Estação 2 (15‑20 min): alunos em pares ou trio trabalham tarefa principal (versão padrão) ou,
para os que precisam de suporte, versão adaptada. O professor circula, monitora e faz
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intervenções pontuais. Um monitor ou auxiliar (se houver) pode trabalhar com alunos com NAE,
verificando se entenderam a tarefa e promovendo scaffold.
Estação 3 (10‑15 min): alunos que concluiram previamente ou que avançaram recebem um
desafio de extensão ou projeto‑miniatividade (por exemplo: investigar um caso, elaborar
apresentação, usar tecnologia). Alunos com NAE também podem participar, com suporte
diferenciado ou adaptar desafio para ―versão acessível‖.
Fechamento (5 min): todos se reúnem, cada aluno (ou pares) compartilha o que fizeram, o que
aprenderam, o que acharam difícil. Professor registra quem precisará de reforço ou apoio
adicional em próximos encontros.
c) Avaliação e acompanhamento
O professor aplica uma ―mini verificação‖ ao final da aula (pode ser um cartão ou ficha rápida
com‑perguntas: ―Hoje entendi bem‖, ―Preciso de ajuda em …‖, ―Gostei de …‖) onde os alunos
com NAE podem usar emoticons ou escalar de 1 a 3.
Em intervalos (quinzenal ou mensal), há reunião com especialista de AEE para ver progresso dos
alunos com NAE, identificar que adaptações funcionaram, quais não e planejar ajustes.
5. Papel da Coordenação Pedagógica e da Gestão Escolar
A coordenação pedagógica e a gestão escolar têm papel estratégico na promoção de práticas
inclusivas e no enfrentamento dos desafios das turmas numerosas. Seu apoio é essencial para
garantir que os professores tenham condições reais de implementar adaptações curriculares e
estratégias flexíveis.
Formas de apoio institucional:
Garantia de tempo para planejamento colaborativo: A gestão deve organizar horários que
permitam encontros regulares entre o professor regente, o especialista de AEE e demais
membros da equipe escolar, favorecendo a construção coletiva de planos de aula adaptados e
estratégias de acompanhamento.
Formação continuada: A coordenação pedagógica deve promover ações de capacitação sobre
educação inclusiva, tecnologias assistivas, gestão de sala de aula e metodologias ativas. Isso
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pode incluir oficinas, grupos de estudo, parcerias com universidades ou instituições
especializadas.
Articulação com instituições de apoio: A escola pode estabelecer parcerias com centros de
atendimento especializado, ONGs, universidades e serviços de saúde para ampliar o suporte
aos alunos com NEE e oferecer recursos complementares ao trabalho pedagógico.
Impacto da liderança escolar: Cria uma cultura de inclusão e respeito à diversidade.
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6. Conclusão
As turmas numerosas representam um grande desafio para a implementação de uma educação
inclusiva eficaz, especialmente quando se trata de alunos com NEE. No entanto, com ajustes no
currículo, adaptação do plano de aula e uma postura flexível e inovadora do professor, é possível
criar um ambiente de aprendizagem que atenda às necessidades de todos os alunos. A
modificação curricular e a reorganização do tempo de aula são essenciais, mas a verdadeira
mudança ocorre quando o professor se adapta às necessidades da turma e investe em
metodologias de ensino mais dinâmicas e inclusivas.
A implementação de estratégias diferenciadas e o uso de tecnologias educacionais são exemplos
de boas práticas que, quando aliadas à flexibilidade pedagógica, podem contribuir para o sucesso
de alunos com NEE em turmas numerosas, garantindo, assim, uma educação de qualidade para
todos.
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7. Referencias
Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. (2008). Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI). Brasília: MEC/SEESP.
UNESCO. (2020). Inclusão e educação: Todos, sem exceção. Relatório Global de
Monitoramento da Educação. Paris: UNESCO.
Costa, M. L. (2018). Educação inclusiva e os desafios da diversidade na sala de aula. Editora
Educar.
Lima, A. S. (2017). Gestão da sala de aula e inclusão escolar: possibilidades e limites. Editora
Educacional.
Menezes, R. A. (2019). Turmas numerosas e práticas pedagógicas inclusivas: uma análise
crítica. Revista Educação e Sociedade, 40 (145), 1-15.
Perrenoud, P. (1999). Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Artmed.
Santos, V. F. (2020). A sobrecarga docente em contextos de inclusão escolar. Revista Brasileira
de Educação Especial, 26(4), 587-602.
Silva, J. P. (2021). Educação especial e os desafios do ensino em turmas numerosas. Revista
Inclusão em Foco, 3 (2), 45–61.
Tardif, M. (2002). Saberes docentes e formação profissional. Vozes.
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