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Estratégias de BI e Big Data Empresarial

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Tecnologias

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BI e BigTítulo
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Business Intelligence e Big Data

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Me. Orlando da Silva Junior

Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin
Business Intelligence e Big Data

Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:

Fonte: Getty Images


• Estratégia Empresarial;
• Business Intelligence;
• Big Data.

Objetivos
• Definir Business Intelligence e Big Data;
• Descrever a metodologia e os conceitos da Inteligência de Negócios;
• Discutir a relação entre BI e negócios.

Caro Aluno(a)!

Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.

Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.

No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões


de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de
troca de ideias e aprendizagem.

Bons Estudos!
UNIDADE
Business Intelligence e Big Data

Contextualização
Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não precisamos temer o resul-
tado. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofremos
uma derrota. Se não nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em
todas as batalhas. (Sun Tzu)

O chinês Sun Tzu (722 a.C.-481 a.C.) foi um grande estrategista que aproveitou toda
a sua experiência prática para ganhar guerras e batalhas.

Quando falamos de Estratégia Empresarial, podemos, analogamente, entender essa


frase do líder chinês como as batalhas e as guerras diárias do mundo corporativo.

A Empresa vencedora é aquela que faz melhor uso dos seus recursos e evita erros.

Em um Mercado tão competitivo e em constante mudança, é importante ter líderes


que sejam estratégicos, como foi Sun Tzu.

Atualmente, a principal estratégia das Empresas para serem mais competitivas tem
sido a adoção e o uso de Sistemas de Informações.

As Empresas têm compreendido que a informação é uma das riquezas mais valiosas
para agregar valor e gerar oportunidades. E, nesse sentido, a Business Intelligence (BI)
e o Big Data se tornaram os principais aliados das grandes Corporações que buscam
mudanças, valores e melhorias.

Compreender os conceitos e entender como esses Sistemas de Informações são im-


plantados é fundamental para comprometer e engajar as diversas Áreas de Negócio que
requerem a informação estratégica que podemos fornecer.

Além disso, entender a estratégia da Empresa é essencial para compreender os pon-


tos fortes e fracos da Organização, permitindo que nos foquemos naquilo em que somos
bons, procurando evitar erros naquilo que pode nos atrapalhar.

Nesta Unidade, sejamos como Sun Tzu e conheçamos a nós mesmos e a nossos po-
tenciais inimigos – tudo o que nos leva para longe da informação e da correta tomada
de decisão.

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Estratégia Empresarial
O uso de Tecnologias de Business Intelligence (BI) e de Big Data só faz sentido a uma
Organização quando ela deseja ser cada vez mais competitiva, buscando oportunidades
nos seus diversos Sistemas de Informações.

Para entender a importância e o uso correto das Tecnologias de BI e de Big Data, é


necessário estudar como o Plano Estratégico da Empresa está posicionado em relação
ao Mercado, a fim de que as ferramentas contribuam com a estratégia da Organização.

Por meio da utilização do BI, uma Organização pode conhecer os hábitos de seus
clientes e, com isso, tomar a decisão do que, quando e como oferecer seus produtos.

Nos próximos itens, vamos estudar os elementos essenciais da Administração Estra-


tégica para projetar Sistemas de BI e Big Data com maior eficácia.

Administração Estratégica
A Estratégia Empresarial é uma ferramenta de apoio à gestão, que pretende auxiliar
na tomada de decisões. Ela também serve como meio de orientação para alavancar as
decisões nos ambientes internos e externos.

Podemos defini-la como um processo contínuo e circular, que objetiva manter a Or-
ganização como um conjunto adequadamente integrado ao seu ambiente, sendo forma-
da por um conjunto de etapas que devem ser seguidas pelo administrador estratégico
para o seu adequado planejamento.

Estabelecimento
Análise do Formulação de Implementação Controle
das diretrizes
ambiente estratégias das estratégias estratégico
organizacionais

Figura 1 – Etapas da Administração Estratégica

A Figura 1 ilustra as etapas da Administração Estratégica (CERTO; PETER, 2010).

A primeira etapa corresponde à análise do ambiente, ou seja, o processo de observar


o Ambiente Organizacional para identificar as oportunidades e os riscos.

Assim, tudo o que pode influenciar o desenvolvimento obtido por meio da realização
dos objetivos compreende o Ambiente Organizacional e deve ser levado em considera-
ção nessa etapa inicial.

Como exemplo de variáveis ambientais, podemos considerar:


• Características organizacionais, como participação no Mercado e qualidade
dos produtos;
• Comportamento do Mercado e do consumidor;

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UNIDADE
Business Intelligence e Big Data

• Fornecedores, sobretudo no que diz respeito a mudanças na disponibilidade de ma-


térias-primas;
• Estrutura industrial, como a estrutura de preço/custo da Indústria;
• Fatores sociais, econômicos e políticos.

Na segunda etapa, encontraremos o estabelecimento das diretrizes organizacionais.

É nessa etapa que definiremos dois importantes indicadores estratégicos: a missão e


os objetivos organizacionais. Enquanto a missão nos diz a razão pela qual uma Organi-
zação existe, os objetivos compreendem as metas operacionais.

A etapa seguinte corresponde à formulação das estratégias, cujo objetivo é projetar


e selecionar estratégias que permitam à Empresa alcançar seus objetivos organizacionais.

Analisando o ambiente e identificando as oportunidades, a estratégica concentra-se


na concorrência.

A quarta etapa é a implementação das estratégias. Para obter benefícios reais para
a Organização, o administrador deve colocar em prática a estratégia elaborada nas eta-
pas anteriores, implementando-a com sucesso.

Para isso, o administrador deve ter em mente a resposta para as seguintes questões:
• Quantas mudanças serão necessárias com a nova estratégia?
• Qual a melhor forma de lidar com a cultura da Organização para que a nova estra-
tégia seja facilmente implementada?
• Como a implantação da estratégia e suas formas de estruturas organizacionais es-
tão relacionadas?
• Quais são as diferentes abordagens de implementação que podemos seguir?
• Quais conhecimentos devemos ter para sermos bem-sucedidos na implantação da
Estratégia Organizacional?

Por meio das perguntas anteriores, a quinta etapa poderá ser mais facilmente traba-
lhada. Assim, o controle estratégico se concentra no monitoramento e na avaliação do
Processo de Administração Estratégica para melhorá-lo, além de garantir seu funciona-
mento eficiente e eficaz.

A realização de todas essas etapas é fundamental para a definição da Estratégica Empre-


sarial. No entanto, nenhuma estratégia pode ser executada sem planejamento. Sendo assim,
definir objetivos (estágios futuros) e planos (documentação estruturada do planejamento) é a
atividade principal do planejamento de uma Organização, que pode ter três diferentes focos:
• Planejamento Estratégico;
• Planejamento Tático;
• Planejamento Operacional.

Planejamento Estratégico
No Planejamento Estratégico, toda a Organização está envolvida, bem como seus
objetivos e estratégias de longo prazo, que constituem o ponto de partida para os

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Planejamentos Táticos e Operacionais. Esse tipo de Planejamento leva em consideração,
sobretudo, as variáveis do ambiente externo, como o cenário econômico, social e político,
as preferências dos clientes e o posicionamento da concorrência (NOGUEIRA, 2014).

Planejamento Tático
O Planejamento Tático considera os objetivos gerais para o domínio de uma área
específica da Organização, como Marketing ou Finanças (NOGUEIRA, 2014).

Ao contrário do Planejamento Estratégico, cujo horizonte de Planejamento é de 3 a


10 anos, no Planejamento Tático, o horizonte de tempo é de um ano.

Em geral, esse Planejamento é conduzido pelos Gerentes das Áreas, e não por dire-
tores e executivos.

Planejamento Operacional
O Planejamento Operacional compreende procedimentos e ações específicas reque-
ridos nos níveis de execução operacional da Organização (NOGUEIRA, 2014).

Na prática, é um desdobramento do Planejamento Tático e tem como finalidade apoiar


os Planos Tático e Estratégico. Seu horizonte de tempo foca no curto prazo, de dias a
meses, sendo bastante adaptáveis às mudanças diárias da Organização. Em geral, o Pla-
nejamento Operacional é conduzido por supervisores de primeira linha (líderes de Equipe),
cujo foco está em tarefas rotineiras e definição de processos específicos da Área.

Esses três níveis distintos de planejamento definem como a Organização está sendo
conduzida pelos gestores de cada nível.

O Quadro 1 sintetiza os três focos de Planejamento apresentando exemplos de objeti-


vos estratégicos, táticos e operacionais que se assemelham aos utilizados pelas Empresas:

Quadro 1 – Exemplos de objetivos estratégicos, táticos e operacionais

• Reduzir custos operacionais em 15,5%;


Estratégico
• Manter o índice de satisfação dos clientes acima de 94%.

• Garantir que os produtos sejam entregues sem defeitos em até


Tático 48 horas;
• Garantir que todos os funcionários estejam vacinados.

• Implantar Sistema de rastreamento de pedidos;


Operacional • Treinar os colaboradores do Departamento na ferramenta
Microsoft Excel.

Em uma Organização, a inteligência empresarial fornece aos gestores os cenários com as


métricas, sinalizando como a Empresa está sendo gerida e a estratégia está sendo seguida.

O BI tem a sua base conceitual formada pela estratégia e é alicerçado na direção dos
objetivos propostos pelo Planejamento Estratégico.

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UNIDADE
Business Intelligence e Big Data

Business Intelligence
Com a adoção em massa dos Sistemas de Planejamento de Recursos Empresariais
(ERP – Enterprise Resource Planning), na década de 1980, os Sistemas de Bancos de
Dados relacionais passaram a dominar as Organizações.

As representações sequencias e não padronizadas foram substituídas por Sistemas


que passaram a capturar e a armazenar a relação entre os dados, aumentando a integri-
dade e a consistência da informação.

Na década seguinte, em 1990, foi a vez dos repositórios de dados (DW – Data
Warehouse), capazes de suportar relatórios empresariais com informações analíticas e o
processo de decisão executivo. Dashboards, Relatórios e Scorecards desenvolvidos em
planilhas obtinham dados de um DW e não mais atravancavam a eficiência dos Sistemas
Transacionais, como os ERPs (SHARDA; DELEN; TURBAN, 2019).
A partir dos anos 2000, os Sistemas de Suporte à Decisão baseados em DWs passa-
ram a ser conhecidos como Sistemas de Business Intelligence (BI).
Com o passar dos anos, as informações começaram a ser disponibilizadas em um espa-
ço de tempo cada vez menor, aumentando a competividade corporativa entre as Empresas.
Observe que essa linha do tempo tecnológica acompanhou as necessidades de negócio
ao longo das décadas.
Dessa forma, perceba que o alinhamento estratégico da Organização, planejado e
documentado, permitirá que você defina os Sistemas de Informação Gerenciais que su-
portarão a decisão dos gestores das Organizações, além da forma como os dados serão
trabalhados para o Processo de Tomada de Decisões.
Nos próximos itens, você conhecerá as definições e os elementos do BI, bem como
seus benefícios e tecnologias.

Conceitos de BI
Business Intelligence (Inteligência de Negócios ou Inteligência Empresarial) é um ter-
mo guarda-chuva, que combina arquiteturas, ferramentas, bases de dados, ferramentas
analíticas, aplicativos e metodologias (SHARDA; DELEN; TURBAN, 2019).

São objetivos da BI:


• A extração e a integração de fontes de informação;
• A Análise de Dados em diversas dimensões;
• A investigação de hipóteses e tendências;
• A identificação de problemas pela relação causa-efeito;
• A transformação de Dados Brutos em Informações Estratégicas.

Em suma, podemos dizer que a BI possibilita o acesso interativo e, muitas vezes,


em tempo real aos dados, permite a manipulação e o tratamento dos dados, e oferece
aos envolvidos a capacidade de conduzir análises.

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Na prática, o processo de BI transforma os dados em informações para a tomada de
decisão. A Figura 2 descreve a realização dessas etapas:

Dados Informações Decisão Ação

Figura 2 – Dos dados à ação

Como você observou, a definição de BI é tão abrangente que não podemos nos fixar em
apenas uma delas, correndo o risco de não compreendermos a importância da BI e dos
Processos relacionados.
Além da definição que você já conhece, veja outras, segundo Maróstica (2014):
• “BI é o conjunto de ferramentas utilizadas para manipular uma massa de dados
operacional em busca de informações inteligentes e estruturadas, essenciais para a
Empresa, com base em Sistema de Apoio à gestão e aos executivos para a tomada de
decisões” (MARÓSTICA, 2014, p. 103);
• “BI é um método que visa a ajudar as Empresas a tomar as decisões inteligentes,
mediante dados e informações recolhidos pelos diversos Sistemas de Informação”
(MARÓSTICA, 2014, p. 104);
• “BI é a tecnologia que permite às Empresas transformar dados guardados nos
seus Sistemas em Informação qualitativa e importante para a tomada de decisão”
(MARÓSTICA, 2014, p. 104).
E na sua visão, o que é BI?

Benefícios
Entre as principais vantagens da implementação do conceito e de Sistemas de BI nas
Organizações, destacam-se:
• Apoio ao Planejamento;
• Apresentação da realidade da Empresa;
• Velocidade nas respostas corporativas;
• Visualização de tendências;
• Redução de custos e aumento dos lucros.

Você saberia dizer outros benefícios?

Arquitetura de BI
A Figura 3 ilustra, de maneira simplificada, uma arquitetura de um Sistema de BI, co-
mumente desenhado para preparar os ambientes tecnológicos para processar os dados
corporativos, com seus principais componentes:
• Fontes de dados: representam todos os dados que serão consumidos pelos usuá-
rios na última ponta, incluindo dados internos e externos à Organização;

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Business Intelligence e Big Data

• Integração de dados: corresponde aos processos de coleta, limpeza, integração e


ingestão de dados nos depósitos de dados;
• Armazenamento: compreende as tecnologias para armazenamento dos dados em
ambiente analítico;
• Análise de dados: representa todas as atividades, processos e tecnologias relacio-
nadas ao estudo dos dados por parte dos usuários finais, como analistas, gestores
e executivos.

Fontes de Dados Integração de Dados Armazenamento Análise de Dados

ERP

DW #1
CRM

VENDAS DW #2

RH
DW #3

TWITTER

Figura 3 – Arquitetura de um Sistema de BI

O Artigo An Overview of Business Intelligence Technology, dos pesquisadores Surajit


Chaudhuri (Microsoft), Umeshwar Dayal (Hitachi) e Vivek Narasayya (Microsoft), é um inte-
ressante ponto de partida para entender as Tecnologias de Business Intelligence.
Disponível em: [Link]

Big Data
Embora para muitas pessoas e Empresas o termo Big Data seja uma buzzword da
moda, a realidade é que esse conceito, em lugares bem aplicados, tornou-se prioridade
tecnológica e para o negócio.

Big Data permite que investiguemos soluções inovadoras para problemas duradouros
e transformemos Processos, Organizações e até a Sociedade.

Nos próximos itens, vamos compreender melhor o que é o tão falado Big Data e
como construi-lo em nossas Empresas.

Conceitos de Big Data


Muito se tem falado nos últimos tempos sobre Big Data, que sequer foi traduzido
para o Português, mas que conseguiu ser adotado em larga escala nas Empresas, nas

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Universidades e na Mídia. Para nós, Big Data é um conceito definido a partir de, pelo
menos, 3 características (SIVARAJAH et al., 2017):
• Volume: grande quantidade de dados gerados por diferentes dispositivos e recursos
geradores, determinando, recuperando, processando, integrando e inferindo dados
do mundo físico, como dados ambientes, de negócio, de segurança, médicos etc.
Por exemplo, o Facebook gera 500 terabytes de dados diariamente;
• Velocidade: altas taxas de dados percorrendo estruturas não homogêneas, atu-
alizando ou gerando novos dados. Por exemplo, o Google processa mais de 3,5
bilhões de consultas de busca por dia no seu buscador, e o Walmart processa mais
de 1 milhão de transações por hora;
• Variedade: múltiplos formatos de dados, estruturados, não estruturados, texto, áu-
dio, multimídia, IoT, dados incompletos, ruidosos, inconsistentes etc. Esses dados
podem vir de mensagens de texto, blogs, Redes Sociais, sensores e muitas outras
fontes. Por exemplo, durante o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, uma
grande variedade de dados inconsistentes, originados de dispositivos diversos e não
calibrados, para locais semelhantes ou vizinhos, foi reportada.

Em atualizações mais recentes, embora discutíveis, o conceito de Big Data também


inclui outras 4 características (SIVARAJAH et al., 2017):
• Veracidade: estruturas de dados cada vez mais complexas, anônimas, imprecisas
ou inconsistentes em grandes Conjuntos de Dados. Essa característica não trata
exatamente da qualidade da informação, mas da interpretação que ela carrega e do
quanto podemos confiar nela;
• Variabilidade: dados cujo significado está em constante mudança. A quantidade de
dados gerada pelos dispositivos e pelos seres humanos é muito grande, e a variabi-
lidade é maior que os dados mediados por processos;
• Valor: extrair conhecimento dos dados, sem perdas, para os usuários finais. É, talvez,
uma das características mais importantes entre as novas, já que extrair informações
valiosas podem agregar muito a novos negócios;
• Visualização: a apresentação de dados é uma forma de ler os dados, representando
informações-chave e construindo conhecimento. Atualmente, diversas ferramentas tem
se destacado nessa característica, auxiliando o tomador de decisão a gerar insights.

Análise de Big Data


Big Data é útil quando os tomadores de decisão podem agregar valor à Organização.
Para que isso aconteça, 5 fatores são necessários (SHARDA; DELEN; TURBAN, 2019):
• Uma necessidade clara de negócio, alinhada à visão e à estratégia da Empresa,
independentemente da necessidade de avançar tecnologicamente;
• Um apadrinhamento forte e comprometido, ou seja, um executivo que acredite
na ideia e assuma a responsabilidade pelos desenvolvimentos iniciais e as aplica-
ções derivadas;
• O alinhamento estratégico entre negócios e TI, sempre necessário em qualquer ino-
vação, garantindo que o trabalho analítico esteja apoiando a Estratégia Empresarial;

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Business Intelligence e Big Data

• Uma cultura de tomada de decisões baseada em fatos, capaz de gerar ações a partir
de números e resultados, e não na intuição;
• Uma sólida infraestrutura de dados, com ambientes que permitam a construção de
análises de dados de forma sinérgica entre o novo e o antigo.

Tecnologias de Big Data


Chegamos até aqui sem citar as Tecnologias envolvidas em Big Data. Fizemos isso
para que você compreenda que Big Data vai muito além de ferramentas.

A compreensão dos conceitos é, muitas vezes, mais importante que saber utilizar um
software ou outro. Mas agora que você já entende seus elementos fundamentais, pode-
remos discutir as Tecnologias relacionadas.

Podemos dizer que, hoje, as três Tecnologias de Big Data que mais se destacam em
transformar os negócios são MapReduce, Hadoop e NoSQL.

MapReduce, popularizado pela Google, é um Modelo de Programação e uma im-


plementação associada para o processamento e a geração de vastos conjuntos de dados.
Programas escritos nesse estilo funcional são automaticamente estabelecidos em parale-
lo e executados junto a um grande cluster de máquinas de baixo custo. Isso permite que
programadores sem qualquer experiência com sistemas paralelos e distribuídos utilizem
facilmente os recursos de um grande sistema distribuído (DEAN; GHEMAWAT, 2004).

Hadoop é uma plataforma de código aberto para processamento, armazenamento e


análise de grandes volumes de dados distribuídos e não estruturados. Ele foi criado pela
Yahoo!, inspirado no MapReduce, para lidar com petabytes e exabytes de dados distri-
buídos ao longo de múltiplos nós em paralelo. Atualmente o Hadoop é um Projeto da
Apache Software Foundation, sendo seu maior benefício o processamento e a análise
de vastos volumes de dados não estruturados e semiestruturados, até então inacessíveis
a Empresas, gastando pouco tempo e dinheiro (SHARDA; DELEN; TURBAN, 2019).

Por fim, NoSQL (Not Only SQL) surgiu para processar grandes volumes de dados
multiestruturados, suportando análises históricas em larga escala e aos lotes. Um sistema
NoSQL procura, na maior parte das vezes, oferecer volumes de dados discretos e mul-
tiestruturados para usuários finais e aplicações de Big Data, mantendo o desempenho.

Os principais sistemas NoSQL atualmente são: HBase, Cassandra, MongoDB, CouchDB


e DynamoDB, entre outros.

Nesta Unidade, definimos os conceitos de Business Intelligence e Big Data, descre-


vemos a Metodologia e os conceitos da Inteligência de Negócios, e discutimos a relação
entre BI e Negócios.

Você aprendeu sobre Estratégia Empresarial, benefícios e arquitetura de BI e Tecno-


logias de Big Data.

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Vídeos
Como o Business Intelligence e Analytics colaboram para o sucesso dos negócios
[Link]
Business Intelligence na Prática
[Link]
O que é Business Intelligence (BI)?
[Link]
A importância do Big Data no Mercado
[Link]
Big Data
[Link]
O que é Big Data – Conceitos básicos
[Link]

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UNIDADE
Business Intelligence e Big Data

Referências
CERTO, S. C.; PETER, J. P. Administração estratégica: planejamento e implantação
de estratégias. Tradução e adaptação de Reynaldo Cavalheiro Marcondes; Ana Maria
Roux Cesar. [Link]. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2010.

DEAN, J.; GHEMAWAT, S. MapReduce: Simplified data processing on large clusters,


2004. Disponível em: <[Link] Acesso em: 06/06/2021.

MARÓSTICA, E. (org.). Inteligência de Mercado. São Paulo: Cengage Learning, 2014.

NOGUEIRA, C. S. (org.). Planejamento Estratégico. São Paulo: Pearson Education do


Brasil, 2014.

SHARDA, R.; DELEN, D.; TURBAN, E. Business Intelligence e Análise de Dados


para Gestão do Negócio. 4 ed. Porto Alegre: Bookman, 2019.

SIVARAJAH, U. et al. Critical analysis of Big Data challenges and analytical methods.
Journal of Business Research, v. 70, p. 263-286, 2017. Disponível em: <[Link]
[Link]/science/article/pii/S014829631630488X>. Acesso em: 06/06/2021.

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Você também pode gostar