Seresta
Meu violão em seresta à luz de um luar
A natureza em festa, tudo parece cantar
Só eu tristonho na rua, sozinho, sem ninguém
Vivo cantando pra lua a canção que é só tua meu querido bem
Vivo cantando pra lua a canção que é só tua meu querido bem
Porque não vens, não vens escutar o teu cantor a cantar
Esta canção que eu mesmo fiz por ser assim infeliz
Porque não vens não vens escutar o teu cantor a cantar
Esta canção que eu mesmo fiz por ser assim infeliz
Meu violão em seresta à luz de um luar
A natureza em festa, tudo parece cantar
Só eu tristonho na rua, sozinho, sem ninguém
Vivo cantando pra lua a canção que é só tua meu querido bem
Vivo cantando pra lua a canção que é só tua meu querido bem
Aquela Flor
Aquela flor que você me deu
Eu guardo ainda no peito meu
Aquela flor conserva ainda
O perfume que é todo seu
Sinto me feliz ao relembrar
Quanto amei e fui amado
Hoje guardo essa flor
O que resta do nosso amor
Aquela flor
Me faz chorar
Me faz lembrar
O nosso encontro
Ao luar
Nas linda noites
De verão
Daquele beijo divinal
Sem igual
Que eu roubei
Dos lábios teus
Prendeu meu coração
Trabalha, trabalha, trabalha
Trabalha, trabalha, trabalha
Trabalha, trabalha, trabalha
Trabalha, trabalha, trabalha
Só no fim do mês recebe
Paga, paga, paga, paga
Paga, paga, paga, paga
Paga, paga, paga, paga
Paga, paga, paga, paga
Tudo o que deve
No domingo eu vou na missa
Na missa, na missa, não posso trabalhar
Segunda feira preguiça, preguiça, preguiça
Preciso descansar
Terça-feira é dia santo, dia santo, dia santo
Se eu trabalho é pecado
Quarta-feira eu tô doente, doente, doente
Quinta-feira é feriado
Não trabalho na sexta
Que é dia de azar
Sábado é fim de semana
Tenho que descansar
Horoscopo
Quem ainda não casou Não se case no mês de julho
Não se case em janeiro Esse mês é perigoso
Que a desgraça desse mês Criança do mês de julho
Se arrepete o ano inteiro Nasce tudo revoltoso
Não se case em fevereiro Agosto mês do desgosto
Fevereiro é mês faiado Principalmente para quem ama
Quem se casa nesse mês Quem nasce no mês de agosto
Os fios nascem pelados Faz pipi na cama
Não se case no mês de março Quem casa em setembro
Nem que seja por decreto Precisa ter muita sorte
Criança do mês de março Que as crianças mal dá as caras
Nasce tudo analfabeto Querem independência ou morte
Não se case no mês de abril Em outubro seu Colombo
Nem que seja pra ter gozo Descobriu um mundo novo
Quem se casa nesse mês Quem nasce no mês de outubro
Nasce os fios mentiroso Acaba botando ovo
Cuidado com o mês de maio Em novembro seu Deodoro
Não se case nem a muque Provou que tinha tutano
Criança do mês de maio As crianças de novembro
Já vem dançando batuque Já nasce republicano
Criança do mês de junho Quem chegou inté dezembro
Nasce tudo com mau cheiro Vivendo sempre solteiro
Já nasce soltando bomba Não vai estragar no fim
Desde o berço é fogueiro A sorte de um ano inteiro
Rimando nomes
("- Vamo mexê com as muié, cumpadre
- Ah! Mexê com as muié é comigo
- Então vamo lá, ah, ah!!")
As moça de nome Alice
Vive só de disse me disse
As moça de nome Rosa
São moça muito prosa
As moça de nome Carmem
Quarqué coisa dá o alarme
Moça de nome Elizabete
Faz a barba com gilete
Moça de nome Marieta
Gosta muito de lambreta
Moça de nome Conceição
Só namora na escuridão
Moça de nome Maria
Não casa, fica pra tia
Moça de nome Mocinha
Não qué nada com a cozinha
Moça de nome Gabriela
São preta que nem panela
A moça de nome Gilda
São muito diveltilda
("- Ué, quase que não deu, em?
- Ajeitei
- Ah, é?")
As moça de nome Amélia
Só casa depois de velha
Moça de nome Joaquina
São moça da perna fina
Moça de nome Marilu
("- Muda de novo que isso não serve pra rimá")
Moça de nome Juju
("- A rima é a mesma, cumpadre"
- Ah! mas tem arrimá, cumpadre
- Ah! então vai sê o úrtimo nome esse, em?")
Moça de nome Marilu
Gosta de comer angu
Repartindo um boi
Vô reparti um boi
Lado do cangote
Para os amigos meu
É de Chico Timóteo
E de José Venceslau
E o lado de trás
E de José Mateus
É do Chico Tomáz
E a tripa mais fina
E a rabada?
É de comadre Serafina
É da rapaziada
E a tripa mais grossa
Pra se arreparti
É de compadre Zé da Roça
Com a Chica Pelada
E repartindo o rim
Pedaço da mão
É do Neco Martins
É do Antonho Romão
E repartindo a banha
Pedaço do pé
É do Chico Piranha
É do Pedro Tomé
E o corredô
E o chifre de quem é?
É do seu dotô
Vô reparti um boi
Pra se arreparti
Para os amigos meu
Do seu promotô
E de José Venceslau
E a chã de dentro
E de José Mateus
É de compadre Zé de Dentro
E a tripa mais fina
E a chã de fora
É de comadre Serafina
É de compadre Zé da Hora
E a tripa mais grossa
É de compadre Zé da Roça
E repartindo o rim Lado do cangote
É do Neco Martins É de Chico Timóteo
E repartindo a banha E o lado de trás
É do Chico Piranha É do Chico Tomáz
E o corredô E a rabada?
É do seu dotô É da rapaziada
Pra se arreparti
Pra se arreparti Com a Chica Pelada
Do seu promotô
E a chã de dentro Pedaço da mão
É de compadre Zé de Dentro É do Antonho Romão
E a chã de fora Pedaço do pé
É de compadre Zé da Hora É do Pedro Tomé
E o chifre de quem é?
(Uai, é do home que quisé!)
Maria das Dores
Maria das Dores, gostava de flores na mesa de operação
Maria das Dores, deixou seus foi operada de apendicite
amores amedalite, traqueite
Morreu em plena juventude meningite no pulmão
No mais perfeito gozo da saúde
Coitada da Maria
Maria das Dores, gostava de flores teve uma ebolia,
Maria das Dores, deixou seus pneumonia, hidrofobia
amores epilepsia e hemorragia
Morreu em plena juventude
E numa transfusão
No mais perfeito gozo da saúde
deu uma fibrose na
Aqui jaz, Maria das Dores artesquerose
que morreu sem dores uma hematose, uma trombose
no coração
Miste Eco
Bom dia Mister Eco - Eco, eco, eco, eco
Como vai do reumatismo - tismo, tismo, tismo, tismo
Estás apaixonado - nado, nado, nado, nado
Ou é só estrabismo - bismo, bismo, bismo, bismo
Vou contar a sua história - tória, tória, tória, tória
História de amor - amor, amor, amor, amor
Da mulher que mais adora - dora, dora, dora, dora
E por quem se suicidou - cidou, cidou, cidou, cidou
Mister Eco deu um grito - grito, grito, grito, grito
e o eco não respondeu - pondeu, pondeu, pondeu, pondeu
e ela muito triste - triste, triste, triste, triste
bebeu veneno e morreu - morreu, morreu, morreu, morreu
Mister Eco quando viu - viu, viu, viu, viu
Sentiu uma dor profunda - funda, funda, funda, funda
Ao vê-la ali na lousa - lousa, lousa, lousa, lousa
Tua bela moribunda. Ah, Ah, Ah,
Eh, sumiu i eco hein cumpadre.