Legislação e Ética na Administração Pública
Legislação e Ética na Administração Pública
Antônio
Daud
IFPA - Legislação e Ética na
Administração Pública - 2025 (Pós-Edital)
Autor:
Antonio Daud, Carla Abreu, Tiago
Zanolla
02 de Julho de 2025
Antonio Daud, Carla Abreu, Tiago Zanolla
Aula 01 - Prof. Antônio Daud
Índice
1) Apresentação do Curso
..............................................................................................................................................................................................3
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá, amigas (os)!
Será um grande prazer poder auxiliá-los(as) na preparação para concursos, por meio deste livro
digital, composto por teoria e questões comentadas.
O objetivo do nosso curso é apresentar as bases do direito administrativo, com grande foco nas
questões de concurso público. Nossa metodologia se baseia na abordagem textual, de forma clara
e objetiva, das disposições legais, da doutrina e da jurisprudência mais relevantes e de muitas
questões de prova comentadas. Vamos reunir tudo isto em um único material, para otimizar o
tempo de estudo! Em resumo:
Os cursos online, como o Estratégia Concursos, possibilitam uma preparação de qualidade, com
flexibilidade de horários e contato com o professor da matéria, através do fórum de dúvidas. Além
disso, os principais assuntos do nosso curso também dispõem de videoaulas, para quem desejar
iniciar os estudos pelos vídeos.
Em relação aos livros eletrônicos (PDFs), destaco que os principais temas possuirão faixas
indicativas de incidência de questões em provas:
Apresentação Pessoal
Antes de explicar como vai funcionar nossa dinâmica, peço licença para
apresentar-me.
@professordaud
[Link]/professordaud
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novidades sobre concursos de modo geral.
INTRODUÇÃO
Olá, amigos (as)!
Na aula de hoje iremos nos debruçar sobre as regras legais acerca do vínculo dos servidores
públicos civis federais, estudando as disposições da Lei 8.112/1990.
A Lei 8.112 é extensa e cheia de detalhes, exigindo um esforço de memorização adicional. Minha
dica é já se imaginar como servidor público, em exercício na carreira que você almeja, e, ao estudar
cada norma legal, visualizar como aquela regra seria aplicada a você!
Além disso, sobretudo para este conteúdo, é essencial a “leitura seca” da Lei 8.112 no estudo
deste conteúdo. Muitas questões irão exigir detalhes da literalidade dos dispositivos da Lei 8.112.
Ao final da aula estamos inserindo um resumo para facilitar a revisão das principais regras legais.
Prontos? Vamos lá!
Noções Introdutórias
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
Antes, porém, de passarmos ao detalhamento das regras legais aplicáveis aos servidores públicos
civis da União (Lei 8.112/1990), é importante destacar que a expressão “servidores públicos”
consiste em uma espécie do grande gênero “agentes públicos”, normalmente categorizada
dentro dos “agentes administrativos” do Estado, a saber:
Dito isto, passemos a diferenciar também os termos “cargo”, “emprego” e “função”, tendo em
vista as disposições constitucionais.
Cargo público
Segundo Bandeira de Mello1, cargo público representa a mais simples e indivisível unidade de
competência a ser expressada por um agente vinculado, em geral, a uma pessoa jurídica de direito
público (isto é, administração direta, autarquias e fundações públicas de direito público).
Segundo o autor, o cargo consiste no lugar jurídico a ser ocupado pelo agente público
pertencente a estas pessoas.
1
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. Ed. Malheiros. 26ª ed. P. 251
Cargos públicos são ocupados por servidores públicos de pessoas jurídicas de direito
público. Seu vínculo é estatutário.
A depender da forma de provimento do cargo, eles poderão ser efetivos (preenchidos mediante
concurso público) ou em comissão (de livre nomeação e exoneração).
Emprego público
O emprego público também consiste na menor unidade de atribuições de um agente público.
Distingue-se do cargo público pelo tipo de vínculo que liga o servidor ao Estado: enquanto o
ocupante de cargo público tem um vínculo estatutário, o ocupante de emprego público tem
vínculo contratual (contrato de trabalho), regido pela CLT.
Quanto à natureza do vínculo, portanto, podemos traçar o seguinte paralelo:
Por este motivo, Bandeira de Mello 2 define “emprego público” como sendo um núcleo de encargo
de trabalho permanente a ser preenchido por agentes contratados para desempenhá-lo, sob
relação trabalhista.
Aproveito para lembrar que, apesar de serem regidos pela CLT, o vínculo do empregado público
também sofre a incidência de normas de direito público, a exemplo da exigência do concurso
público, como regra geral.
2
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. Ed. Malheiros. 26ª ed. P. 251
Outra diferença entre cargo e emprego é que os cargos públicos são exclusivos das pessoas
jurídicas de direito público (administração direta, autarquia e fundações de direito público). Já os
empregos, embora sejam mais comuns nas pessoas de direito privado, eles poderão se fazer
presentes em pessoas de direito privado ou público, como ocorre em alguns municípios
brasileiros.
Função pública
Como ensina Di Pietro, existem atribuições exercidas por agentes públicos, “mas sem que lhes
corresponda um cargo ou emprego”. Assim, fala-se em função pública, à qual é dada um conceito
residual, ou seja: é o conjunto de atribuições às quais não corresponde um cargo ou emprego.
Para se exercer uma função pública, a Constituição não exige prévio concurso público,
diferentemente da regra para cargos ou empregos públicos. Por este motivo, o dispositivo
constitucional abaixo menciona apenas ‘cargo’ e ‘emprego’, propositalmente omitindo a ‘função’
pública:
CF, art. 37, II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações
para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;
A criação de funções de confiança depende de lei, assim como ocorre com os cargos e empregos
públicos.
Já no segundo caso, a função tem caráter temporário, destinando-se a remediar situação em que
há interesse público premente. Esta segunda modalidade está assim prevista no texto
constitucional:
CF, art. 37, IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;
O regime jurídico destes agentes públicos não será nem estatutário, nem celetista. Eles estão
submetidos a um regime jurídico especial, previsto em lei por cada ente federativo. No plano
federal, por exemplo, o regime destes agentes temporários de excepcional interesse público está
previsto na Lei 8.745/1993.
Adiante colocamos lado a lado as principais características de cargo, emprego e função pública,
estudadas nesta seção:
Cargo público Emprego público Função pública
função de confiança ou
ocupado por empregado
ocupado por servidor público contratação temporária de
público
excepcional interesse público
todo emprego possui uma não designa nem cargo, nem
todo cargo possui uma função
função emprego
regime jurídico celetista
regime jurídico estatutário
(predominantemente de regime jurídico especial
(de direito público)
direito privado)
Regimes Jurídicos
Continuando a tratar dos agentes administrativos, lembro da existência dos regimes jurídicos a
eles aplicáveis: (i) regime estatutário – foco desta aula –, o (ii) regime celetista e o (iii) regime
especial aplicável aos contratados temporariamente por excepcional interesse público.
Feita toda esta contextualização, agora sim passemos ao estudo do regime estatutário previsto na
Lei 8.112/1990.
O regime estatutário consiste no conjunto de regras que disciplina a relação jurídica existente
entre os servidores públicos (ocupantes de cargo público) e as pessoas jurídicas de direito público
(administração direta, autarquias e fundações de direito público).
A principal característica do regime estatutário é que suas regras são provenientes de lei, editada
por cada ente da federação.
No nível federal, os ocupantes de cargos públicos, não sendo militares, são regidos pela Lei
8.112/1990, que “dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das
autarquias e das fundações públicas federais ”.
A Lei 8.112/1990 foi editada pelo Congresso Nacional nos termos do art. 39 da Constituição
Federal, que àquela época possuía a seguinte redação:
CF, art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de
sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da
administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas 3.
Vejam que tais regras alcançam os servidores da União (administração direta), das autarquias
federais e das fundações federais de direito público no âmbito federal.
Reparem, portanto, que a Lei 8.112 é norma de âmbito federal, a qual não se aplica aos estados,
Distrito Federal ou municípios.
Além disso, como suas disposições são dirigidas aos servidores públicos estatutários (efetivos ou
comissionados), tais regras não se aplicam aos empregados públicos, cuja relação jurídica se
submete à CLT - Consolidação das Leis do Trabalho. Portanto, as regras que estudaremos adiante
não se aplicam às empresas públicas ou sociedades de economia mista.
CARGOS PÚBLICOS
Como vimos acima, cargo público representa a mais simples e indivisível unidade de competência
a ser expressada por um agente vinculado a uma pessoa jurídica de direito público (isto é,
administração direta, autarquias e fundações públicas de direito público).
Como havíamos comentado, os servidores ocupantes de cargos públicos estão submetidos a um
regime estatutário (ou institucional). Isto quer dizer que existe um conjunto de normas jurídicas
especialmente criadas para reger aquelas relações e que estas normas estarão previstas em um
Estatuto, na forma de uma lei. Daí se diz que o regime aplicável aos ocupantes de cargos públicos
é estatutário. Seu vínculo, portanto, não tem natureza contratual (mas legal).
3
Após a EC 19/98, considerando o julgamento da ADI 2135, a atual redação é: “CF, art. 39. A União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado
por servidores designados pelos respectivos Poderes.”
PROVIMENTO
Para Carvalho Filho, provimento é o “fato administrativo que traduz o preenchimento de um cargo
público”.
De forma ainda mais clara, Di Pietro 4 ensina que provimento é o ato do poder público que designa
a pessoa física para ocupar cargo, emprego ou função pública.
Adiante veremos as sete formas de provimento de cargo público previstas no art. 8º da Lei
8.112/1990, as quais podem ser agrupadas5 em formas de provimento originário
(independentemente de a pessoa ter ou não vínculo anterior com o cargo público) ou derivado
(derivam de situações em que o servidor possui vínculo anterior com o cargo público):
Originário Nomeação
Promoção
Provimento
de cargos Readaptação
Reversão
Derivado
Aproveitamento
Reintegração
Recondução
Reparem que não estão entre este rol a “ascensão” e a “transferência”, inicialmente previstas nos
incisos III e IV do referido art. 8º da Lei 8.112, os quais foram posteriormente revogados, dado que
haviam sido consideradas, pelo STF, formas inconstitucionais de provimento. Adiante vamos
detalhar estas duas expressões, mas já é importante destacar que são situações não aceitas no
atual plano jurídico.
Vamos passar ao estudo de cada uma destas formas de provimento de cargo, iniciando pela
nomeação.
4
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. Ed. GenMétodo. 31ª ed. 2018. eBook. Item
13.5
5
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. Ed. Malheiros. 26ª ed. P. 304-306
Nomeação
O vínculo do servidor público com a Administração tem início com sua nomeação. Trata-se da
única forma de provimento originário de cargo público. A nomeação é condição para a investidura
do servidor (posse e exercício).
Por se tratar de provimento de caráter originário, a nomeação independe de vínculo anterior do
nomeado com o cargo. No entanto, é possível que uma pessoa que já é servidor público seja
posteriormente nomeada para um novo cargo. Mesmo nesta situação, estaremos diante de um
provimento de caráter originário, já que o vínculo anterior não tem relação com o novo
provimento6.
Exemplo: José Henrique é Analista da Receita Federal do Brasil e foi aprovado no concurso
para Auditor Fiscal do mesmo órgão, sendo posteriormente nomeado.
Apesar do vínculo anterior de José Henrique com o mesmo órgão, a nomeação continua
sendo considerada provimento originário, na medida em que não guarda nenhuma
relação com o vínculo anterior. Em outras palavras, a causa do provimento consiste na
aprovação em um novo concurso público (e não no vínculo anterior).
A nomeação pode se referir a um cargo efetivo (o qual requer prévia aprovação em concurso
público) ou a um cargo em comissão (não se exigindo concurso público):
Caráter efetivo
Provimento
Nomeação
originário
Em comissão
6
ALEXANDRINO, Marcelo. Vicente Paulo. Direito Administrativo Descomplicado. 26ª ed. p. 437
Por fim, é importante destacar que o servidor efetivo que passa a exercer uma função de confiança
(direção, chefia a assessoramento) não estabelece um novo vínculo com o cargo. Dessa forma, se
diz que ele foi “designado” para uma função de confiança – e não “nomeado”.
Estudada acima a única forma de provimento originário existente na legislação, passemos às
demais formas de provimento, todas de caráter derivado.
Promoção
Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello 7, a promoção consiste em forma de provimento
derivado vertical, na qual o servidor passa a ocupar um cargo mais elevado dentro da mesma
carreira8.
Exemplo: João foi nomeado para o cargo de analista do Tribunal X, ingressou na carreira
no nível A. Passado algum tempo, João recebeu promoção, por antiguidade, passando a
ocupar cargo de nível B e, após algum tempo, recebe nova promoção para cargo de nível
especial (todos dentro da mesma carreira).
Exemplo: João foi nomeado para o cargo de técnico do Tribunal X, tendo ingressado na
carreira pelo nível A. Após ter sido promovido ao último nível da carreira (nível S), João
recebeu ascensão funcional para o nível A da carreira de analista daquele tribunal.
Esta “ascensão funcional” não é admitida por permitir a transmutação de carreira, sem
prévia aprovação em concurso público específico desta outra carreira.
7
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. Ed. Malheiros. 26ª ed. P. 306-307
8
Em alguns outros estatutos funcionais – diversos da Lei 8.112 - a “promoção” é chamada de “acesso”.
Portanto, no atual plano constitucional não há espaço para provimento mediante ascensão e
transferência, de modo que a promoção é considerada a única forma de provimento derivado
vertical constitucionalmente aceita, já que ocorre dentro da mesma carreira para a qual o servidor
prestou o concurso.
Além disso, é interessante observar que a promoção não interrompe (isto é, não “zera”) a
contagem do tempo de exercício no cargo:
Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo
posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor.
Por fim, reparem que, ao mesmo tempo em que o servidor é guindado a um cargo mais elevado,
logicamente ele é retirado do cargo inferior, em relação ao qual ocorrerá a vacância. Portanto,
adiante veremos que a promoção é, ao mesmo tempo, forma de provimento e de vacância de
cargos públicos.
Readaptação
Na readaptação, o servidor sofreu uma limitação em sua capacidade física ou mental (atestada por
inspeção médica). Assim, ele deverá ser readaptado em um novo cargo, com atribuições e
responsabilidades compatíveis com a limitação sofrida (art. 24). Segundo Celso Antônio Bandeira
de Mello9, a readaptação consiste na única forma de provimento derivado horizontal, na qual o
servidor nem é rebaixado e nem ascende em sua posição funcional.
A readaptação deve ser realizada entre cargos de atribuições afins, respeitada a habilitação
exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos (respeitando-se a ‘horizontalidade’
desta forma de provimento).
No entanto, se não houver cargo vago, o servidor readaptado exercerá suas atribuições como
excedente, até a ocorrência de vaga.
Em outro giro, se a limitação for tão severa ao ponto de o servidor ser considerado incapaz para
o serviço público, o servidor será aposentado por invalidez.
Assim como comentamos quanto à promoção, a readaptação também é forma de vacância, em
relação ao cargo ocupado pelo servidor anteriormente à readaptação.
----
Adiante iremos abordar as 4 formas de provimento derivado mediante reingresso.
Vamos lá!
9
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. Ed. Malheiros. 26ª ed. P. 306-307
Reversão
A reversão consiste no retorno à atividade do servidor que estava aposentado (art. 25). Nesta
situação, o servidor deixa de perceber os proventos de sua aposentadoria e passa a receber a
remuneração pelo exercício do cargo, inclusive com as vantagens de natureza pessoal que
percebia anteriormente à aposentadoria.
A questão a seguir buscou confundir os candidatos quanto à reversão e outras formas de
provimento:
FCC/ DPE-RS – Defensor Público (adaptada)
Readaptação é o retorno do servidor inativo à atividade quando for constatada por perícia médica a
insubsistência dos motivos da aposentadoria.
Gabarito (E)
A reversão de ofício ocorre nas situações em que um servidor é aposentado por invalidez e,
posteriormente, constata-se que os motivos da aposentadoria deixaram de existir. Nesta situação,
estamos diante de um ato vinculado da administração, na medida em que não há espaço para
juízo de mérito do administrador. Além disso, pouco importa se o servidor era ou não estável antes
de se aposentar, ele será obrigado a retornar à atividade.
A questão a seguir exemplifica esta possibilidade:
CEBRASPE/IFF-RJ
João, servidor público civil federal, ainda em período de estágio probatório, sofreu um acidente vascular
cerebral que o deixou com sequelas que o levaram à aposentadoria por invalidez. Três anos depois, a
administração pública, por meio da junta médica oficial, constatou que João teria se reabilitado e que suas
sequelas haviam sido extintas, fatos que ocasionaram a declaração de insubsistência dos motivos da sua
aposentadoria.
Nessa situação hipotética, a determinação do retorno ao cargo anteriormente ocupado por João configura
o(a)
a) reintegração.
b) recondução.
c) reversão.
d) reaproveitamento.
Gabarito (C)
Além disso, nesta segunda hipótese, a reversão é solicitada pelo servidor e concedida “no
interesse da administração”, ou seja, é ato discricionário da autoridade legalmente competente.
Dessa forma, mesmo atendendo aos requisitos mencionados, a solicitação do servidor aposentado
poderá ser negada.
Em qualquer dos casos, não ocorrerá a reversão se o aposentado já tiver completado 70 anos de
idade (art. 27).
Aproveitamento
O aproveitamento, espécie de provimento derivado previsto na Constituição Federal (art. 41, §3º)
e regulamentado na Lei 8.112/1990, consiste no retorno do servidor que havia ficado em
disponibilidade.
Ou seja, um servidor estável ocupava determinado cargo público, o qual foi posteriormente
extinto por lei ou declarado desnecessário. Em razão deste fato, ele havia sido colocado em
disponibilidade (com remuneração proporcional ao tempo de serviço).
Vejam adiante uma questão que cobrou tal definição:
FCC/ DPE-RS – Defensor Público (adaptada)
Aproveitamento é o retorno de servidor estável, que se encontrava em disponibilidade, ao mesmo cargo que
ocupava ou equivalente em atribuições e vencimentos.
Gabarito (C)
Pois bem, com esta forma de provimento, o servidor é aproveitado em cargo de atribuições e
vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado (art. 30).
Quando a Administração determina o aproveitamento do servidor que estava em disponibilidade,
este ato tem conteúdo obrigatório. Assim, determina o legislador que, não entrando em exercício
o servidor no prazo legal10, será tornado sem efeito o aproveitamento e será cassada a
10
A despeito da previsão contida no art. 32, não há definição de quanto seria o referido “prazo legal”.
disponibilidade do servidor (na forma do art. 127, IV), salvo doença comprovada por junta médica
oficial.
Reintegração
A reintegração também possui assento constitucional (art. 41, §2º), encontrando-se regulada no
art. 28 da Lei 8.112.
Trata-se do retorno à atividade do servidor estável que havia sido demitido, na hipótese de ter
sido invalidada a demissão.
Vejam a questão abaixo a respeito:
FCC/ DPE-RS – Defensor Público (adaptada)
Reintegração é o retorno do servidor estável ao cargo que ocupava e do qual foi ilegalmente desligado.
Gabarito (C)
Reparem que, a invalidação do ato de demissão do servidor opera efeitos retroativos (ex tunc).
Assim, restabelecendo-se o status quo anterior à demissão, o servidor reintegrado fará jus a todos
os direitos e vantagens relativos ao cargo, inclusive quanto aos vencimentos que seriam pagos no
período em que foi indevidamente desligado do serviço público11.
Recondução
A recondução também possui assento constitucional no art. 41, §2º, estando prevista no art. 29
da Lei 8.112.
A Lei 8.112 prevê duas hipóteses em que terá lugar a recondução do servidor estável:
I) reintegração do servidor que ocupava aquele cargo anteriormente 12
11
STJ - AgRg no REsp: 779194 SP 2005/0146222-7, Relator: Ministro GILSON DIPP, Data de Julgamento:
15/08/2006, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJ 04/09/2006 p. 322
12
Hipótese também prevista na Constituição Federal, art. 41, §2º.
Este quadro ilustra a situação em que um ‘servidor A’ é demitido e seu cargo passa a ser ocupado
pelo ‘servidor B’. Posteriormente, a demissão é invalidada e o ‘servidor A’ é reintegrado ao cargo.
O ‘servidor B’, por sua vez, se já era servidor público estável, será reconduzido ao cargo
anteriormente ocupado.
----
Já na segunda hipótese, um servidor ocupante do ‘cargo X’, já estável, é aprovado no concurso
para o ‘cargo Y’. No entanto, ao longo do estágio probatório, ele se mostra inapto para o novo
cargo. Como a estabilidade se dá no serviço público (e não no cargo), aquele servidor poderá ser
reconduzido ao ‘cargo X’,
Esta hipótese é, portanto, a recondução decorrente da inabilitação no estágio probatório, exigida
na questão a seguir:
FCC/ DPE-RS – Defensor Público (adaptada)
Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo que ocupava por inabilitação em estágio probatório
relativo a outro cargo público para o qual foi nomeado.
Gabarito (C)
Uma terceira hipótese acabou sendo criada pela jurisprudência 13: a recondução a pedido do
servidor. Neste último caso, se o servidor estável, submetido a estágio probatório em novo cargo
público, desiste de exercer o novo cargo, terá o direito a ser reconduzido ao cargo ocupado
anteriormente no serviço público.
Portanto, atualmente temos as seguintes possibilidades para recondução do servidor estável:
13
STF - RMS 22.933-DF, rel. Min. Octavio Gallotti, 26/6/1998
É importante percebermos que, em qualquer caso, a recondução somente será cabível em relação
a servidores estáveis.
Além disso, quanto ao recebimento ou não de indenização, percebam que, diferentemente da
reintegração, a recondução ocorre sem que o servidor faça jus à indenização.
Esta diferença foi exigida na seguinte questão:
FGV/ PGM – Niterói – Procurador do Município (adaptada)
Jorge, diretor municipal concursado com mais de 20 anos de serviço público, foi demitido por suposto
abandono de cargo. O processo administrativo disciplinar foi instaurado regularmente, mas não lhe foi
facultada a ampla defesa, tampouco o contraditório. Assim, Jorge obteve judicialmente a anulação da
demissão com a consequente reinvestidura no cargo que ocupava anteriormente. Ocorre, porém, que seu
cargo estava agora ocupado por Maria, também professora da rede municipal concursada, que deixara de
dar aulas em outra escola pública para assumir esse cargo de diretora.
Jorge será reintegrado e Maria será reconduzida ao cargo que ocupava anteriormente, com direito a
indenização.
Gabarito (E)
POSSE
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
Vimos, no tópico anterior, que a porta de entrada inicial para o regime estatutário se dá com a
nomeação (única forma aceita de provimento originário). No entanto, a nomeação consiste apenas
na primeira etapa do processo de ingresso da pessoa no serviço público. É necessária a
manifestação do servidor para que o vínculo funcional se aperfeiçoe.
A propósito, notem que só há que se falar em posse no provimento mediante nomeação (nos
demais casos não se requer a tomada de posse).
Dentro do prazo legal, é necessário que a pessoa nomeada tome posse no cargo público e, só
então, passe a ser considerada “servidor público”. Neste momento é que ocorrerá o
aperfeiçoamento do vínculo jurídico funcional entre o nomeado e a Administração.
Com a posse ocorre a investidura da pessoa no cargo, definido por Celso Antônio Bandeira de
Mello14 como o “travamento da relação funcional”.
Desta observação é possível perceber a natureza bilateral do ato de posse. Ou seja, enquanto a
nomeação é ato unilateral, a posse é ato bilateral, na medida em que depende da manifestação
do nomeado.
Vou abrir um parêntese para distinguirmos o provimento (a exemplo da nomeação) da investidura.
Enquanto o provimento simplesmente designa a pessoa física para o cargo, a investidura é o ato
pelo qual o servidor público é investido no exercício do cargo, emprego ou função, abrangendo
a posse e o exercício.
Segundo Di Pietro15, o provimento constitui ato do Poder Público, enquanto a investidura constitui
ato do servidor.
Celso de Melo chega a dizer que o provimento (e.g., nomeação) diz respeito ao cargo, enquanto
a posse diz respeito à pessoa. Por este motivo é que se diz que o “cargo é provido” e “alguém é
investido”.
Em síntese:
Forma de
Nomeação »» »» Diz respeito ao cargo.
provimento
14
Op. cit. P. 305
15
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. Ed. GenMétodo. 31ª ed. 2018. eBook. Item
13.5
Caráter unilateral.
Condição para a posse.
políticos
Requisitos básicos para
militares
quitação com
obrigações
eleitorais
nível de escolaridade
exigido para o cargo
18 anos
aptidão física e
mental
Em relação à aptidão física e mental (última ‘caixinha’ acima), esta será aferida por meio de uma
inspeção médica oficial, a qual irá atestar a capacidade física e mental do nomeado para o
exercício do cargo (art. 14).
No que se refere ao nível de escolaridade (quarta ‘caixinha’ acima), é importante lembrar que a
apresentação de diplomas deve ser exigida justamente no momento da posse, vedando-se exigi-
los quando da inscrição do concurso.
No ato da posse o nomeado deverá ainda apresentar (i) declaração de bens e rendas e (ii)
declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública (§5º).
O nomeado tem 30 dias para tomar posse (improrrogáveis), contados a partir da nomeação. No
entanto, se o nomeado estiver licenciado16 (como no caso de férias, licença maternidade,
paternidade etc) o prazo de 30 dias será contado a partir do término do impedimento.
Caso não tome posse no prazo legal, a nomeação é tornada sem efeito.
Antes de concluir este tópico, é importante destacar que é possível que a posse ocorra sem a
presença do nomeado, isto é, posse mediante procuração específica (art. 13, §3º).
16
Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença:
I - por motivo de doença em pessoa da família;
III - para o serviço militar;
V - para capacitação;
Art. 102. [...]: I - férias;
IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pós-graduação stricto
sensu no País, conforme dispuser o regulamento;
VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
VIII - licença:
a) à gestante, à adotante e à paternidade;
b) para tratamento da própria saúde, até o limite de vinte e quatro meses, cumulativo ao longo do tempo de serviço
público prestado à União, em cargo de provimento efetivo;
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
e) para capacitação, conforme dispuser o regulamento;
f) por convocação para o serviço militar;
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18 [remoção, redistribuição, requisição etc];
X - participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional,
no País ou no exterior, conforme disposto em lei específica;
EXERCÍCIO
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA
Vimos que o vínculo funcional se aperfeiçoa com a investidura da pessoa no cargo provido, a partir
de quando passa a ser considerada “servidor público”. Há, ainda, um terceiro momento, que é o
exercício propriamente dito do cargo.
O exercício diz respeito ao efetivo desempenho das atribuições do cargo ou da função de
confiança (art. 15). Reparem que para aquele que está ingressando nos quadros da administração
pública, teremos a sucessão de três atos: Nomeação, Posse e entrada em Exercício (de onde surge
o mnemônico sequencial N-P-E).
Apenas com o exercício inicia-se a contagem do tempo de serviço, o qual é tomado por base para
cálculo de diversos direitos do servidor, como sua remuneração, férias, estabilidade (no caso do
servidor efetivo), entre outros.
A partir da posse, o servidor tem 15 dias para entrar em exercício, sob pena de ser exonerado do
cargo (§§1º e 2º). Isto é, como a pessoa já havia se tornado um servidor público, não basta tornar
sem efeitos o ato de posse ou de nomeação. Aqui será necessário deflagrar um procedimento
administrativo para promover a exoneração do servidor que não entrou em exercício no prazo
legal.
Tal regra foi cobrada na seguinte questão:
CEBRASPE/STM – Analista Judiciário
Após ser empossado, o servidor que não entrar em exercício no prazo legal será exonerado.
Gabarito (C)
Comparando o prazo e os efeitos do não ingresso em exercício com o que vimos no tópico
anterior, temos o seguinte quadro esquemático:
Caso o servidor deva entrar em exercício em outro município (em razão de ter sido removido,
redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório), o prazo será de, no mínimo,
10 dias e, no máximo, 30 dias de prazo, já incluído o tempo necessário para o deslocamento para
a nova sede (art. 18). Caso o servidor esteja licenciado ou legalmente afastado, estes prazos são
contados a partir do término do impedimento.
Vimos acima as circunstâncias e prazos para o efetivo exercício de um cargo. Caso, no entanto,
estejamos diante da designação de um servidor para uma função de confiança, a posse deverá
ocorrer de imediato, na mesma data da publicação do ato, salvo se o servidor estiver licenciado
ou afastado (art. 15, §4º). Nesta mesma situação, se o servidor é designado para uma função de
confiança e não entra em exercício, não se requer uma exoneração, mas simples perda de efeitos
do ato de designação.
Em síntese:
Cargo Função de confiança
Ato de
provimento Nomeação ==210f9d==
Designação
originário
Prazo para Na data da publicação da
entrar em 15 dias a partir da posse designação – salvo se
exercício licença/afastado
Se não entrar em
exercício no Exoneração Ato é tornado sem efeito
prazo
Tempo de Serviço
O tempo de serviço começa a ser computado a partir do momento em que o servidor entra em
exercício.
Aproveito para lembrar que o tempo de serviço é utilizado como parâmetro para cálculo da
remuneração do servidor colocado em disponibilidade. No entanto, tratando-se de benefício
previdenciário (aposentadorias e pensões), considera-se o tempo de contribuição.
Além disso, relembro que:
Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo
posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor.
Por fim, é importante destacar que, atualmente, os servidores federais não fazem mais jus ao
pagamento de adicional por tempo de serviço (anuênios e quinquênios). Desde então, este
adicional é exclusivo de servidores federais, distritais e municipais. No plano federal, foi revogado
o art. 67 que previa tal vantagem, de sorte que apenas os servidores mais antigos (isto é, que
haviam adquirido tal direito antes de 8/3/1999) continuam fazendo jus à parcela. No entanto, não
há aquisição de novos anuênios ou quinquênios desde então.
Jornada de Trabalho
A jornada normal de trabalho dos servidores regidos pela Lei 8.112 é diferente dos empregados
em geral17, sendo de, no máximo, 8 horas diárias e 40 horas semanais (art. 19).
Esta é a jornada normal de trabalho, mas há diversas situações nas quais o servidor se obriga a
cumprir jornada diversa. Assim, podem ser previstas jornadas diversas por meio de leis especiais
(como para servidores médicos que laboram em regime de plantão).
Além disso, aquele que ocupa cargo em comissão ou exerce função de confiança submete-se ao
regime de dedicação integral ao serviço, podendo ser convocado sempre que houver interesse
da administração (§1º).
Outra situação que foge da regra geral diz respeito ao servidor estudante, que terá direito a
horário especial, quando houver incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição. Não
havendo prejuízo ao exercício do cargo, o estudante fará jus a horário especial, exigida a
compensação de horário, para que se possa manter o cumprimento da carga horária (art. 98). O
mesmo direito é assegurado ao servidor que participa de banca examinadora de concurso público,
devendo realizar a compensação de horários em até 1 ano (§4º).
Também será concedido horário especial ao servidor com deficiência, quando comprovada a
necessidade por junta médica oficial, sem a necessidade de compensação de horário (§2º). O
mesmo direito é assegurado àquele servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com
deficiência (§3º). Em síntese:
17
Para os empregados em geral a jornada constitucional é de 8hs diárias e 44hs semanais (CF, art. 7º,
XIII)
ESTÁGIO PROBATÓRIO
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
Após entrar em exercício, o ocupante de cargo efetivo é submetido a estágio probatório, no qual
é permanentemente avaliado quanto à sua aptidão e capacidade para o exercício daquele cargo
específico.
O estágio probatório encontra-se assim previsto na Lei 8.112:
Lei 8.112/1990, art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de
provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro)
meses [3 anos a partir da EC 19/98], durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto
de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguintes fatores:
I - assiduidade;
II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V- responsabilidade.
Os cinco fatores avaliados durante o estágio probatório podem ser memorizados pelo
mnemônico R-A-P-I-D:
Responsabilidade
Assiduidade
Produtividade
capacidade de Iniciativa
Disciplina
Outra observação importante diz respeito ao prazo do estágio probatório. Até 1998, o prazo do
estágio probatório era de 24 meses, como mencionado no art. 20 acima. Ocorre que a EC 19/98
ampliou este prazo para 3 anos, alterando a redação do art. 41 da CF 18. Assim, apesar de não ter
18
Para aqueles que já eram servidores na data da promulgação da EC 19, foi mantido o direito à
estabilidade no prazo de 2 anos (EC 19/98, art. 28).
havido revogação expressa da Lei 8.112 (ante a tentativa de modificação promovida pela MP
431/2008), o próprio STF já firmou entendimento de a duração é de 3 anos19, tendo afirmado que:
(...) a EC 19/1998, que alterou o art. 41 da CF, elevou para três anos o prazo para a aquisição
da estabilidade no serviço público e, por interpretação lógica, o prazo do estágio
probatório.
Vou abrir aqui um parêntese, para não confundirmos o estágio probatório com a estabilidade,
como havíamos alertado anteriormente neste curso.
19
STA 263 AgR, rel. min. Gilmar Mendes, 4/2/2010
20
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. Ed. GenMétodo. 31ª ed. 2018. eBook. Item
13.6
Por falar em licenças, destaco que o §4º do art. 20 prevê as licenças e afastamentos que podem
ser concedidos ao servidor em estágio probatório e, a seu turno, o § 5º lista aquelas que não
podem ser deferidas durante o estágio probatório:
É importante destacar, ainda, que, apesar de estar sob avaliação, o servidor em estágio probatório
poderá exercer função de confiança ou cargos em comissão (§3º).
1) Apesar de não ser considerada uma sanção, a jurisprudência do STF e do STJ tem entendido
que a exoneração do servidor em decorrência da inabilitação no estágio probatório deve observar
o devido processo legal. Assim, deve ser precedida de sindicância, em que se assegure os
princípios da ampla defesa e do contraditório. Como exemplo temos a Súmula 21 do STF:
funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem demitido sem inquérito
ou sem as formalidades legais de apuração de sua capacidade.
2) Outro entendimento importante do STF se refere à realização de greve por servidor que está
no curso do estágio probatório. O STF21 entende que, mesmo sem estar regulamentado em lei o
direito de greve dos servidores públicos (CF, art. 37, VII) e mesmo se o servidor estiver no período
probatório, a participação na greve não caracteriza inassiduidade para efeitos de reprovação no
estágio probatório. O raciocínio que fundamenta este entendimento consiste em não discriminar
o servidor pelo simples fato de estar em estágio probatório, como forma de prestigiar o princípio
da isonomia.
3) A jurisprudência do STF tem afirmado que, durante o estágio probatório, se é extinto o cargo
que o servidor ocupa, ele também deverá ser exonerado. Nesta situação, se o servidor não for
estável no serviço público (decorrente do exercício de outro cargo), não haveria nem mesmo sua
colocação em disponibilidade.
21
RE 226.966/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 11/11/2008
VACÂNCIA
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
Vimos, pouco acima, as diversas formas de provimento de um cargo público. Aqui teremos a
situação inversa, resultado do desprovimento do cargo público. Como o cargo deixa de ser
ocupado por um titular, ele ficará vago.
Consoante leciona Alexandrino, a vacância representa o “rompimento definitivo do vínculo
jurídico entre o servidor e a administração” 22.
O art. 33 da Lei 8.112 prevê as seguintes hipóteses de vacância:
Posse em cargo o servidor solicita a vacância por ter tomado posse em cargo não
inacumulável acumulável
A doutrina ressalta que a vacância pode decorrer de um ato da Administração (como no caso da
exoneração) ou de um fato (como no caso de falecimento do servidor).
Além disso, reparem que, em alguns destes casos, a vacância representa, ao mesmo tempo, o
provimento em outro cargo. É o que ocorre com a promoção, a readaptação e a posse em outro
cargo inacumulável.
Outra observação importante é que remoção e redistribuição, estudadas mais a frente, não são
formas de vacância do cargo – são meras formas de deslocamento funcional.
Em razão da importância em provas, adiante vamos detalhar a exoneração e a demissão. Ambas
representam maneiras de destituição do servidor do cargo público, pelo que são consideradas
formas de desinvestidura.
Exoneração
A exoneração não é penalidade e, nos termos dos arts. 34 e 35 da Lei 8.112/1990, pode ocorrer
nas seguintes hipóteses:
22
ALEXANDRINO, Marcelo. Vicente Paulo. Direito Administrativo Descomplicado. 26ª ed. p. 454
Além destes casos previstos na Lei 8.112, é possível perceber a existência de outras possibilidades
de exoneração, duas das quais permitem a exoneração de servidor estável:
I) insuficiência de desempenho, na forma de lei complementar (exoneração de servidor
estável - CF, art. 41, § 1º, III)
II) excesso de despesa com pessoal (exoneração de servidor estável - CF, art. 169, § 4º)
III) extinção de cargo ocupado por servidor não estável (extrapolação do disposto no art.
41, §3º)
IV) quando não estável, decorrente da reintegração de outro servidor que ocupava o cargo
anteriormente (CF, art. 41, § 2º)
Reparem que a exoneração de cargo em comissão é ato discricionário que, inclusive, dispensa
motivação. Diferentemente, tratando-se de exoneração de cargo efetivo, motivada pela
reprovação em estágio probatório, tem-se entendido essencial a condução por meio de processo
administrativo, em que se assegure ao servidor o exercício do contraditório.
Demissão
A demissão, consoante leciona Di Pietro, constitui penalidade decorrente da prática de ilícito
administrativo e tem por efeito “desligar o servidor dos quadros do funcionalismo”. A “demissão”
propriamente dita é endereçada aos ocupantes de cargos efetivos, que tiverem praticado
infrações graves previstas na Lei 8.112. Adiante veremos que a prática de infrações graves por
servidores comissionados é punida com a destituição do cargo em comissão.
Estudaremos a demissão com maior profundidade mais à frente, quando tratarmos do regime
disciplinar dos servidores públicos. De toda forma, é importante já a distinguirmos da exoneração:
Pode recair tanto sobre
Exoneração »» Não é sanção »» servidores efetivos como
servidores em comissão.
Apesar desta diferença, se o servidor que for demitido ou exonerado (ou ainda que tiver sua
aposentadoria ou disponibilidade cassada) e estiver em débito com o erário, terá o prazo de 60
dias para quitar o débito (Art. 47). A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua
inscrição em dívida ativa.
DESLOCAMENTO
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTÍSSIMA
Remoção
A remoção consiste no deslocamento do servidor para exercer suas atividades em outra unidade
do mesmo quadro de pessoal, com ou sem mudança da sede, a pedido ou de ofício (art. 36).
Vejam que, diferentemente das formas de provimento e vacância, a remoção não implica alteração
do vínculo funcional estabelecido entre a pessoa e a administração. Há apenas um deslocamento
do servidor para exercer suas atividades em outra unidade (do mesmo quadro), no mesmo
município ou em localidade distinta.
A remoção pode ocorrer de ofício ou a pedido, da seguinte forma (art. 36, parágrafo único):
no interesse da
DE OFÍCIO
Administração
a critério da
REMOÇÃO
Administração
para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor
público (civil ou militar), de qualquer esfera, deslocado no
para outra interesse da Administração
A PEDIDO por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou
localidade,
dependente que viva às suas expensas e conste do seu
independenteme
assentamento funcional, condicionada à comprovação por
nte do interesse junta médica oficial
da Administração em virtude de processo seletivo (concurso de remoção), na
hipótese em que o número de interessados for superior ao
número de vagas
Reparem que nos casos em que independe do interesse da administração, ela estará obrigada a
conceder a remoção ao servidor que “pedir” (ato administrativo vinculado). Reparem, também,
que, nestes casos:
- a remoção sempre implicará mudança de sede.
- tratando-se da remoção para acompanhamento de cônjuge ou companheiro, este não
necessita ser servidor federal regido pela Lei 8.112. O cônjuge poderá ser servidor público de
qualquer esfera da federação, seja civil ou militar.
Nos demais casos, a remoção será ato discricionário e poderá se dar com ou sem mudança de
sede.
Uma das hipóteses de remoção foi cobrada na questão abaixo:
CEBRASPE/TRE-BA – Analista Judiciário (adaptada)
Carlos, servidor do TRE/BA, foi removido de ofício, no interesse da administração pública, para exercer suas
funções em nova sede, razão por que teve de mudar de domicílio em caráter permanente. Carlos é casado
com Maria, também servidora do TRE/BA.
Nessa situação hipotética, conforme disposição da Lei nº 8.112/1990, a remoção de Maria deverá ser
concedida pela administração se Maria a solicitar.
Gabarito (C)
Quanto à ajuda de custo23, o legislador deixa claro que o servidor removido a pedido não fará jus
à ajuda de custo (art. 53, §3º), mas apenas aquele removido de ofício.
23
Destinada a compensar despesas de instalação do servidor que for deslocado para nova sede por
interesse da Administração (em caráter permanente).
A chamada ‘Lei Maria da Penha’, Lei 11.340/2006, prevê o acesso prioritário à remoção para a
mulher em situação de violência doméstica e familiar, desde que determinado pelo juiz
responsável (art. 9º, §2º, I).
Imaginem a situação em que um servidor, residente no município X, é casado com uma pessoa
que é aprovada no concurso público para entrar em exercício no município Y.
A este respeito, o STF tem entendido que a nomeação de cônjuge ou companheiro para iniciar o
exercício de cargo público em município diverso da que reside o servidor não enseja direito à
remoção “para acompanhar cônjuge deslocado no interesse da administração”.
Redistribuição
A redistribuição consiste no deslocamento de cargo efetivo, ocupado ou vago, no âmbito do
quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder.
Percebam o seguinte: diferentemente da remoção (em que o servidor é deslocado), aqui temos
um deslocamento do cargo (que nem mesmo precisa estar ocupado).
Além disso, cargos em comissão não podem ser objeto de redistribuição, apenas cargos efetivos.
Vejam a dicção do art. 37 da Lei 8.112:
Lei 8.112, art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo,
ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do
mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, (..)
Outra diferença importante é que a redistribuição sempre ocorrerá de ofício (nunca a pedido), até
porque não incide sobre o servidor, mas sim sobre o cargo.
A questão a seguir versou sobre as características da redistribuição:
Por envolver mais de um órgão, o legislador exige que a redistribuição seja previamente aprovada
por uma instância coordenadora do funcionalismo público – o órgão central do Sipec (Sistema de
Pessoal Civil) –, além do atendimento aos seguintes requisitos:
Art. 37, I - interesse da administração;
II - equivalência de vencimentos;
III - manutenção da essência das atribuições do cargo;
IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;
V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional;
VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão
ou entidade.
- Sempre de ofício.
SUBSTITUIÇÃO
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
24
São cargos de assessoramento de nível mais elevado. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, são
destinados exclusivamente ao assessoramento da Mesa, Lideranças, Comissões e a órgãos específicos.
DIREITOS E VANTAGENS
A Lei 8.112 proíbe a prestação de serviços gratuitos, salvo nos casos previstos em lei (art. 4º).
Diante disso, na presente seção iremos estudar as importâncias pagas ao servidor público pela
Administração, tratadas no Título III da Lei 8.112.
Vencimento e Remuneração
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
1
Por outro lado, de acordo com terminologia adotada pela Lei 8.852/1994 (que dispõe sobre a fixação
de vencimentos para a administração federal direta, autárquica e fundacional), teríamos “vencimentos”
(plural) e “vencimento básico” (singular).
Neste prisma, os “vencimentos” seriam a soma do “vencimento básico” com as “vantagens pecuniárias
permanentes”. Já a “remuneração” seria a soma de tudo isto com os “adicionais de caráter individual e
demais vantagens”, mas excluindo uma série de vantagens (como diárias, ajuda de custo etc).
2
ALEXANDRINO, Marcelo. Vicente Paulo. Direito Administrativo Descomplicado. 26ª ed. p. 464
3
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 35ª edição, p. 596.
remuneração
vantagens de
vantagens referentes ao
caráter
exercício ordinário do cargo
permanente
Vou abrir um parêntese para lembrar que provento consiste na importância recebida pelo
aposentado e que pensão representa o benefício pago aos dependentes do servidor falecido.
----
Fechado o parêntese, há uma série de regras legais atinentes à remuneração do servidor, tratadas
a seguir.
Primeiramente, é importante destacar que o valor da remuneração não pode ser inferior ao do
salário mínimo legal (art. 41, §5º), embora o vencimento básico possa.
Além disso, a remuneração possui caráter alimentício, de sorte que são vedados descontos
indevidos. Assim, o art. 45 inicia asseverando que:
Lei 8.112, art. 45. Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto
incidirá sobre a remuneração ou provento.
Se o servidor causa um dano à Administração ou, simplesmente, deve repor um valor recebido
indevidamente, devem ser observadas as seguintes regras quanto às reposições ou indenizações
ao erário (art. 46):
➢ pagamento integral:
o no máximo em 30 dias
o pagamento integral será obrigatório se o pagamento indevido tiver ocorrido no mês anterior
➢ pagamento parcelado:
o o valor da parcela será de, no mínimo, 10% da remuneração
interpretação da legislação, o servidor não tem obrigação legal de devolvê-los. Esta é a dicção da
SUM-249 do TCU4:
Súmula TCU 249
É dispensada a reposição de importâncias indevidamente percebidas, de boa-fé, por
servidores ativos e inativos, e pensionistas, em virtude de erro escusável de interpretação
de lei por parte do órgão/entidade, ou por parte de autoridade legalmente investida em
função de orientação e supervisão, à vista da presunção de legalidade do ato administrativo
e do caráter alimentar das parcelas salariais.
Por fim, o vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou
penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. Ou seja,
admite-se a penhora (arresto e sequestro) para garantir o pagamento, por exemplo, de Pensão
Alimentícia, caso determinada judicialmente.
Vantagens Pecuniárias
não se incorporam ao
Indenizações vencimento para
qualquer efeito
Vantagens Gratificações
– Lei 8.112 incorporam-se nos
casos e condições
previstos em lei
Adicionais
4
Em sentido semelhante a jurisprudência do STF, a exemplo do MS 26.085/DF, rel. Min. Cármen Lúcia,
7/4/2008
- ajuda de custo
- diárias
Indenizações
- transporte
- auxílio-moradia
- função de confiança
Vantagens - gratificação natalina (13º sal.)
– Lei 8.112 - adicional insalubridade,
periculosidade ou penosidade
- adicional de serv. extraordinário
Gratificações e (hora extra)
Adicionais - adicional noturno
- adicional de férias
- gratificação por encargo de
curso ou concurso
- outros, relativos ao
local/natureza do trabalho
Adiante iremos detalhar cada uma das vantagens, tomando por base as disposições dos arts. 51
a 76-A, começando pelas indenizações.
Indenizações
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
Indenizações
Indenização de
Ajuda de custo Diárias Auxílio-moradia
transporte
Adiante iremos examinar cada uma delas, mas é importante já conhecer esta enumeração, cobrada
na seguinte questão:
CEBRASPE/ FUB
Ajuda de custo, diárias, transporte e auxílio-moradia constituem indenizações ao servidor.
Gabarito (C)
Vamos lá!
➢ Ajuda de custo
A ajusta de custo destina-se a compensar despesas de instalação do servidor que, no interesse do
serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente
(art. 53).
Também será concedida ajuda de custo àquele que não era servidor da União e é nomeado para
cargo em comissão, com mudança de domicílio (art. 56).
A ajuda de custo somente tem lugar na alteração de lotação que ocorre de oficio, no interesse da
administração (art. 53, § 3o).
Em outras palavras:
Não será devida ajuda de custo em nenhuma das hipóteses de remoção a pedido.
Também não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afasta do cargo (ou o reassume),
em virtude de mandato eletivo (art. 55).
Além da ajuda de custo decorrente da mudança para nova localidade, correm por conta da
administração as despesas de transporte do servidor e de sua família – compreendendo passagem,
bagagem e bens pessoais (art. 53, § 1o).
Quanto ao valor, a ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, não podendo
exceder a importância correspondente a 3 meses (art. 54).
Além disso, se o servidor deslocado no interesse da administração falece, sua família fará jus à
ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 ano do óbito (art.
53, § 2o).
Por fim, caso receba a ajuda e não se apresente, o servidor deverá restituir a importância recebida
no prazo de 30 dias (art. 57).
➢ Diárias
No tópico anterior estudamos a repercussão do deslocamento do servidor em caráter permanente
(por necessidade do serviço). As diárias, por sua vez, terão lugar quando o servidor, a serviço,
afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório, seja para outro ponto do território nacional
ou para o exterior (art. 58).
Nesta situação, fará o servidor jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de
despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana.
Se o deslocamento ocorre de forma não eventual, não há que se falar em diárias. Assim, o
legislador preceitua que, nos casos em que os deslocamentos constituem exigência permanente
do cargo, o servidor não fará jus a diárias (§ 2º).
Outra situação que não dá azo ao pagamento de diárias é o deslocamento dentro da mesma
região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião, salvo se houver pernoite fora da sede
(§ 3º).
É o que ocorre, por exemplo, na “grande São Paulo”: se o servidor, com sede em São Paulo
(capital), se desloca durante o dia para um município daquela região metropolitana (como Santo
André/SP), não haveria que se falar em percepção de diárias – exceto se lá pernoitar.
Quanto ao valor, a diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade
quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio
diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias (§ 1º).
O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a
restituí-las integralmente, no prazo de 5 dias (art. 59) – diferentemente da devolução da ajuda de
custo (prazo de 30 dias).
➢ Indenização de transporte
A indenização de transporte é concedida ao servidor que, por opção, e condicionada ao interesse
da administração realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a
execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo (art. 60).
➢ Auxílio-moradia
O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas com aluguel de moradia ou com meio
de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de 1 mês após a comprovação da
despesa pelo servidor (art. 60-A).
Por fim, no caso de falecimento do servidor, exoneração, colocação de imóvel funcional à sua
disposição ou caso o servidor adquira imóvel próprio, o auxílio-moradia continuará sendo pago
por 1 mês (art. 60-E).
----
Estudadas as indenizações (que não fazem parte da remuneração), as demais vantagens são
indistintamente enquadradas como “retribuições5, gratificações e adicionais” pelo art. 61 da Lei
8.112.
Antes de examinar cada uma delas, é importante lembrar que as gratificações e adicionais
permanentes farão parte da remuneração do servidor.
O art. 62 prevê esta importância como retribuição ao servidor efetivo que exerce função de
confiança (função de direção, chefia ou assessoramento) ou àquele que ocupa cargo de
provimento em comissão ou de Natureza Especial.
Atualmente não há mais que se falar em incorporação desta retribuição ao patrimônio jurídico do
servidor, de sorte que ele só receberá tal retribuição quando em exercício de tais funções.
➢ Gratificação natalina
A gratificação natalina corresponde ao 13º salário dos servidores estatutários. A quantia devida
corresponde a 1/12 da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de
exercício no respectivo ano (art. 63). Além disso, a fração de mês trabalhada, caso seja igual ou
superior a 15 dias, será considerada como mês integral.
Exemplo: após sua aprovação em concurso público, Teresa foi nomeada, tomou posse e,
em 1º de julho de 2018, entrou em exercício no cargo. No mês de dezembro, sua
remuneração será de R$ 10 mil.
5
A categoria das “retribuições” foi inserida por meio da Lei 9.527/1997, que alterou a denominação da
“gratificação pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento” para “retribuição pelo
exercício de função de direção, chefia e assessoramento”.
Como ela exerceu o cargo por 6 meses em 2018 (julho a dezembro), naquele ano, terá
direito a 6/12 da remuneração de dezembro, a título de gratificação natalina, o que
corresponde a R$ 5 mil (6/12 * R$10.000).
Quanto ao prazo para pagamento da gratificação, a administração tem até o dia 20 de dezembro
de cada ano para efetuar aos servidores (art. 64).
Por fim, é importante destacar que a gratificação natalina não será considerada para cálculo de
qualquer vantagem pecuniária (art. 66). Em outras palavras, quando forem calculadas outras
vantagens, como adicional de horas extras, férias etc, não devem ser computados os valores pagos
a título de gratificação natalina.
Segundo o art. 12, inciso I, da Lei 8.270/1991, este adicional será de 5%, 10% ou 20% sobre o
vencimento do cargo efetivo, conforme o grau da insalubridade (grau mínimo, médio ou máximo).
O adicional de periculosidade, por sua vez, é devido aos servidores que exerçam suas funções em
contato permanente com elementos ou substâncias que coloquem sua vida em risco, como
aqueles expostos à eletricidade.
Além disso, não há direito adquirido à continuidade do pagamento destes adicionais. Em outras
palavras, o direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das
condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão (§2º).
Situação interessante diz respeito à servidora gestante ou lactante: esta deverá ser afastada,
enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos perigosos, insalubres ou
penosos. Durante tal período, a servidora deverá exercer suas atividades em local salubre e em
serviço não penoso e não perigoso (art. 69, parágrafo único).
Por fim, o adicional de penosidade guarda relação com o exercício do cargo “em zonas de
fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem” (art. 71). Parte expressiva da
doutrina entende que, atualmente, não há mais que se falar em tal adicional, porquanto teria sido
tacitamente revogado pelo art. 17 da Lei 8.270/1991, o qual foi, por sua vez, posteriormente
revogado pelo art. 2º da Lei 9.527/1997. Assim, somente haveria que se falar em pagamento de
importâncias relacionadas ao exercício do cargo em zonas fronteiriças ou em “localidades
estratégicas” nas situações em que houver previsão legal específica, como ocorre para os policiais
federais, servidores da receita federal, entre outros (Lei 12.855/2013, art. 1º).
Para não onerar permanentemente os cofres públicos, somente será permitido serviço
extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo
de 2 horas por jornada (art. 74).
➢ Adicional noturno
É considerado noturno o serviço prestado em horário compreendido entre 22 hs de um dia e 5 hs
do dia seguinte (art. 75). O adicional noturno é de 25% sobre o valor da hora diurna. Outro
benefício concedido aos estatutários consiste na redução fictícia da hora noturna, que é
computada como tendo 52 minutos e 30 segundos.
Além disso, se estivermos diante de hora extra em período noturno, o adicional noturno incidirá
também sobre o adicional de horas extras.
Exemplo: suponha que o valor da hora normal diurna é de R$ 20,00. Se, em determinado
dia, o servidor laborar 1 hora extra, haverá o pagamento das seguintes vantagens:
- hora normal de trabalho ....................... R$ 20,00
- adicional por serviço extraordinário ..... R$ 10,00 (50% x R$ 20,00)
- adicional noturno .................................. R$ 7,50 (25% x R$ 30,00)
➢ Adicional de férias
Por ocasião das férias do servidor, independentemente de solicitação, será pago um adicional
correspondente a 1/3 da remuneração do período das férias.
Caso o servidor exerça função de confiança ou ocupe cargo em comissão, a respectiva retribuição
será computada no cálculo do adicional de férias.
Nestas situações, se tais atividades não estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes,
o servidor poderá fazer jus à GECC – Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso, assim
prevista na Lei 8.112:
Art. 76-A. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que, em
caráter eventual:
É o caso, por exemplo, do servidor do Tribunal de Contas da União que se tornou especialista em
determinado assunto e, a partir daí, é selecionado para ministrar cursos para seus colegas de
trabalho.
a) receber a GECC: quando o encargo de curso ou concurso deve ser exercido sem prejuízo
de suas atribuições ordinárias
b) não receber a GECC e exercer o encargo com prejuízo de suas atribuições ordinárias:
aqui não será necessário compensar, já que ele optou por não receber a vantagem pecuniária.
- a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 horas de trabalho anuais,
ressalvada situação de excepcionalidade, devidamente justificada e previamente aprovada pela
autoridade máxima do órgão ou entidade.
De toda forma, como se trata de vantagem eventual, a Gratificação por Encargo de Curso ou
Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá
ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens, inclusive para fins de cálculo
dos proventos da aposentadoria e das pensões (§3º).
Férias
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
O constituinte assegurou o direito às férias remuneradas aos empregados em geral (CF, art. 7º,
XVII) e estendeu tal benefício aos servidores estatutários (CF, art. 39, §3º).
Nesse sentido, a Lei 8.112 regulamentou este direito, prevendo 30 dias de férias, as quais podem
ser acumuladas até, no máximo, dois períodos – desde que haja necessidade do serviço (art. 77,
caput).
Após ter tomado posse, exige-se que o servidor tenha 12 meses de exercício para que faça jus ao
primeiro período de férias6 - é o chamado “período aquisitivo de férias”.
Exemplo: o servidor entro em exercício no início de 2015. Assim, terá que laborar por 12
meses para só então pegar férias pela primeira vez (1º período aquisitivo de férias).
Caso o servidor não consiga pegar aquelas férias em 2016 e também não consiga pegar
férias em 2017, as férias referentes ao ano de 2015 poderão ser usufruídas no máximo
em 2017 – isto é, quando tiver acumulado 2 períodos de férias.
O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 dias antes do início do respectivo
período de férias (art. 78). Se o servidor exercer uma função comissionada, o valor da respectiva
gratificação deverá ser incluído no cálculo da remuneração de férias.
Quanto à concessão das férias, é possível o parcelamento em até 3 etapas, desde que o servidor
assim requeira, no interesse da administração (art. 77, §3º). Portanto, o parcelamento é ato
discricionário da administração. Havendo o parcelamento, o adicional de férias deverá ser pago
integralmente no primeiro período de férias (§5º).
6
Lei 8.112/1990, art. 77, § 1º Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze)
meses de exercício.
Gabarito (E)
Concedidas as férias, estas somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública,
comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço
declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade (art. 80).
Caso o servidor falte ao serviço, a lei proíbe que qualquer falta seja levada à conta das férias do
servidor (art. 77, §2º). Então, por exemplo, se o servidor faltou durante 5 dias, de maneira
injustificada, não poderiam ser automaticamente deduzidos estes 5 dias do seu período de férias.
Por fim, havendo exoneração do servidor (efetivo ou comissionado) com saldo de férias a usufruir
==210f9d==
ou no curso do período aquisitivo das férias, este perceberá indenização, na proporção de 1/12
avos por mês de efetivo exercício - ou fração trabalhada superior a 14 dias (art. 78, §3º). A
indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato
exoneratório (§ 4º).
1) O STJ7 tem extrapolado a literalidade do art. 77 da Lei 8.112, entendendo que, diante da
acumulação de mais de 2 períodos de férias, não se poderia admitir que o servidor perdesse seu
direito a férias. Assim, a Superior Tribunal de Justiça tem consignado que “o acúmulo de dois
períodos de férias não gozadas pelo servidor não implica a perda do direito”, dada a proteção à
saúde do servidor.
2) O STF8 tem entendido que o servidor que se aposenta também faz jus à indenização pecuniária
referente à conversão das férias não usufruídas, apesar da falta de previsão legal expressa.
7
MS 13.391/DF, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 27/4/2011
8
ARE 721.001/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 28/2/2013 (repercussão geral)
Licenças
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
maternidade e paternidade
tratamento de saúde
acidente em serviço
atividade política
capacitação
interesses particulares
A servidora que gestar ou adotar uma criança terá direito a um afastamento remunerado com
duração de 120 dias consecutivos, como regra geral.
Tal direito, de sede constitucional (art. 7º, XVIII), encontra-se regulamentado nos arts. 207 e 210
da Lei 8.112.
Quanto à duração da licença, ambas terão duração inicial de 120 dias, tanto para a gestante como
para a adotante.
Em relação à adotante, percebam que o texto da Lei 8.112, inicialmente, faz menção a 90 dias de
licença para a adoção de crianças de até um ano de idade e de 30 dias para crianças com mais de
Os prazos da licença adotante não podem ser inferiores aos prazos da licença gestante, o
mesmo valendo para as respectivas prorrogações. Em relação à licença adotante, não é
possível fixar prazos diversos em função da idade da criança adotada.
Portanto, em razão desta decisão tem-se entendido que a duração de ambas as licenças, gestante
e adotante, devem ter a mesma duração de 120 dias, como regra geral (independentemente da
idade da criança adotada).
Ainda quanto à duração, a legislação autorização que tal licença seja prorrogada por mais 60 dias,
na dicção do Decreto 6.690/200810, nos termos da autorização conferida pela Lei 11.770/200811.
Havendo tal prorrogação, portanto, a licença maternidade alcançaria a duração total de 180 dias.
Reparem que, como o afastamento é remunerado, ele ocorre “sem prejuízo da remuneração” da
servidora. Além disso, a concessão destas licenças consiste em ato vinculado: uma vez preenchidos
os requisitos legais, não há espaço para juízo de mérito do administrador público.
Quanto ao início da licença gestante, esta poderá se iniciar a partir do primeiro dia do nono mês
de gestação, salvo antecipação por prescrição médica (art. 209, §1º). Havendo nascimento
prematuro, no entanto, a licença terá início a partir do parto (§2º).
Por outro lado, no caso de natimorto, decorridos 30 dias do evento, a servidora será submetida a
exame médico, e se julgada apta, reassumirá o exercício (§3º).
Por fim, se a gestação não for bem-sucedida e ocorrer um aborto, atestado por médico oficial, a
servidora terá direito a 30 dias de repouso remunerado (§4º).
9
RE 778889/PE, rel. Min. Roberto Barroso, 10/3/2016 (tema 782)
10
Decreto 6.690/2008, art. 2º. Serão beneficiadas pelo Programa de Prorrogação da Licença à
Gestante e à Adotante as servidoras públicas federais lotadas ou em exercício nos órgãos e entidades
integrantes da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional.
§ 1º A prorrogação será garantida à servidora pública que requeira o benefício até o final do primeiro
mês após o parto e terá duração de sessenta dias.
11
Lei 11.770/2008, art. 2º É a administração pública, direta, indireta e fundacional, autorizada a instituir
programa que garanta prorrogação da licença-maternidade para suas servidoras, nos termos do que
prevê o art. 1o desta Lei.
A respeito da gestação, faz-se oportuno comentar que a servidora lactante fará jus a 1 hora de
descanso, para amamentar o próprio filho, até 6 meses de idade (art. 209). No entanto, com a
prorrogação da licença maternidade, tal dispositivo goza de pouca aplicação prática.
Já quanto à licença paternidade, o art. 208 da Lei 8.112 regulamenta tal direito constitucional (art.
7º, XIX), conferindo o direito a 5 dias consecutivos, inicialmente, pelo nascimento ou adoção de
filhos.
Esta duração inicial pode ser prorrogada por mais 15 dias, nos termos do Decreto 8.737/201612.
Assim, a duração da licença paternidade pode alcançar o total de 20 dias.
Tal período é considerado como de efetivo exercício, assim como ocorre em relação às licenças
gestante e adotante (art. 102, VIII, ‘a’). Além disso, durante a prorrogação da licença, os servidores
não podem exercer qualquer atividade remunerada.
"À luz do art. 227 da CF, que confere proteção integral da criança com absoluta prioridade
e do princípio da paternidade responsável, a licença maternidade, prevista no art. 7º, XVIII,
da CF/88 e regulamentada pelo art. 207 da Lei 8.112/1990, estende-se ao pai genitor
monoparental." (STF/RE 1348854. Tema 1182)
Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com base em
perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus (art. 202).
12
Decreto 8.737/2016, art. 2º A prorrogação da licença-paternidade será concedida ao servidor público
que requeira o benefício no prazo de dois dias úteis após o nascimento ou a adoção e terá duração de
quinze dias, além dos cinco dias concedidos pelo art. 208 da Lei nº 8.112, de 1990.
§ 1º A prorrogação se iniciará no dia subsequente ao término da licença de que trata o art. 208 da Lei
nº 8.112, de 1990.
Para que seja concedida, a licença para tratamento de saúde depende da realização de perícia
oficial (art. 203).
A perícia médica poderá ser dispensada quando inexistir médico no órgão ou entidade no local
onde se encontra ou tenha exercício em caráter permanente o servidor, atendidas determinadas
condições. Neste caso, será aceito atestado passado por médico particular, o qual somente
produzirá efeitos depois de recepcionado pela unidade de recursos humanos do órgão ou
entidade (§§2º e 3º).
Outra situação em que pode se dispensar a realização de perícia oficial diz respeito à licença para
tratamento de saúde inferior a 15 dias, dentro de um ano. Neste caso, o ente público pode
regulamentar os casos em que ficará dispensada a realização da perícia.
Por outro lado, a licença que exceder o prazo de 120 dias no período de 12 meses, a contar do
primeiro dia de afastamento, será concedida mediante avaliação por junta médica oficial (§4º) – e
não por um único médico.
Em síntese:
Licença inferior a
Perícia pode ser
15 dias – dentro
dispensada
de 1 ano
Se não houver médico
do órgão no local e não
Exigência de Até 120 dias de Perícia médica, houver a celebração de
licença em 12 sem exigência convênio para este fim:
perícia médica aceita-se atestado
meses de junta médica
passado por médico
particular
Mais de 120 dias Perícia realizada
de licença em 12 por junta
meses médica
A duração máxima da licença por motivos de saúde do servidor será de 24 meses (art. 188, §1º).
Ao final deste período, se o servidor não estiver em condições de reassumir o cargo, será
aposentado por invalidez permanente.
A licença para tratamento de saúde é considerada como de efetivo exercício até o limite de 24
meses, cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado à União, em cargo de
provimento efetivo (art. 102, VIII, ‘b’). A partir daí, os afastamentos por motivos de saúde do
servidor passam a ser considerados como tempo de serviço apenas para efeitos de aposentadoria
e disponibilidade (art. 103, VII).
É oportuno comentar que o servidor está submetido a exames periódicos de saúde (EPS), nos
termos do art. 206-A e da regulamentação constante do Decreto 6.856/2009.
A licença ao servidor que se acidenta em serviço em muito se assemelha com a licença para
tratamento de saúde, estudada logo acima.
Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor, que se relacione,
mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido (art. 212).
Além disso, equipara-se ao acidente em serviço o dano: (i) decorrente de agressão sofrida e não
provocada pelo servidor no exercício do cargo ou (ii) sofrido no percurso da residência para o
trabalho e vice-versa.
Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos
pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas e
conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial (art. 83).
Mas nem sempre que alguém de sua família adoece será concedida tal licença. A lei impõe dois
requisitos para a concessão desta licença:
A licença e suas prorrogações serão concedidas mediante perícia médica oficial, sendo dispensada
quando for inferior a 15 dias (dentro de um ano), na forma de regulamentação própria.
A licença por motivo de doença em pessoa da família será concedida, a cada período de 12 meses,
nas seguintes condições:
Assim, em um período de 12 meses, se o servidor solicitar tal licença por mais de 60 dias, tais
períodos passam a ser considerados afastamentos não remunerados.
Sendo remunerada e desde que limitada a 30 dias, a licença será considerada como de efetivo
exercício. Por outro lado, o que exceder tal período passa a ser considerado apenas para fins de
aposentadoria e disponibilidade (art. 103, II). Por fim, caso o afastamento se dê sem remuneração,
tal período não é computado para nenhum efeito.
Por fim, durante esta licença, o servidor fica proibido de exercer atividade remunerada:
Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi
deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato
eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo (art. 84).
O STJ tem entendido13 que a concessão desta licença é ato vinculado, a despeito de a lei
mencionar que esta “poderá ser concedida”. Assim, a jurisprudência do STJ é no sentido de que
a licença para acompanhamento de cônjuge ou companheiro é “direito assegurado ao servidor
público, de sorte que, preenchidos os requisitos legais, não há falar em discricionariedade da
Administração quanto à sua concessão”.
O §2º do art. 84 prevê o chamado exercício provisório de servidor público cujo cônjuge ou
companheiro seja servidor e tenha sido deslocado. Assim, no deslocamento de servidor cujo
cônjuge ou companheiro também seja servidor público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver exercício provisório em
órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o
exercício de atividade compatível com o seu cargo.
Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença, na forma e condições
previstas na legislação específica (art. 85). Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 dias,
também sem remuneração, para reassumir o exercício do cargo.
Tal licença é considerada como de efetivo exercício (art. 102, VIII, ‘f’).
Para que possa exercer sua capacidade eleitoral passiva, o servidor terá direito a licença em duas
situações (art. 86):
a) sem remuneração: durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção
partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a
Justiça Eleitoral.
13
AgRg no REsp: 1243276/PR 2011/0037315-3, Relator: Ministro Benedito Gonçalves, 5/2/2013
Em síntese:
No primeiro momento, como a licença ocorre sem remuneração, o período não é computado para
qualquer efeito. Na sequência, o período remunerado da licença será computado apenas para fins
de aposentadoria e disponibilidade (art. 103, III).
Em qualquer dos casos, o servidor que se candidatar a cargo eletivo, será afastado de suas
atribuições, a partir do dia imediato ao do registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral, até
o 10º dia seguinte ao do pleito (§ 1º).
Caso seja eleito, terá lugar o afastamento para exercício de mandato eletivo, estudado mais à
frente.
Após cada 5 anos de efetivo exercício do cargo (quinquênio), o servidor poderá, no interesse da
Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até 3
meses, para participar de curso de capacitação profissional (art. 87).
É importante destacar que tais períodos não são acumuláveis. Então um servidor que exerceu o
cargo por 20 anos, por exemplo, e nunca pegou licença capacitação, não poderia se ausentar
posteriormente por 12 meses. Além disso, o servidor em estágio probatório não faz jus à licença
para capacitação (art. 20, §4º).
Diferentemente das anteriores, aqui estamos diante de ato discricionário, o qual dependerá do
juízo de conveniência e oportunidade do gestor público.
Tal licença é considerada como de efetivo exercício (art. 102, VIII, ‘e’).
Em síntese:
Aqui temos outra licença que não pode ser concedida a servidor que esteja em estágio probatório.
Nesse sentido, o art. 91 da Lei 8.112 prevê que, a critério da Administração, poderão ser
concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório,
licenças para o trato de assuntos particulares (LTIP) pelo prazo de até 3 anos consecutivos, sem
remuneração.
A LTIP também dependerá de juízo de mérito do gestor público, de sorte que sua concessão é
ato discricionário. Tal discricionariedade autoriza, até mesmo, que a licença seja interrompida, a
qualquer tempo, no interesse do serviço – bem como a pedido do servidor.
De toda forma, não sendo remunerada, a licença para interesses particulares não é computada
como tempo de serviço.
Suponha que determinado servidor público federal tenha solicitado licença para tratar de interesses
particulares, a qual, contudo, restou negada pela Administração. Entre os possíveis motivos legalmente
previstos para negativa, nos termos disciplinados pela Lei n° 8.112/1990, se insere(m):
I. Estar o servidor no curso de estágio probatório.
II. Ser o servidor ocupante exclusivamente de cargo em comissão.
III. Razões de conveniência da Administração.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I e II, apenas.
Gabarito (A)
A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser renovada, no caso de reeleição (§2º).
O período de licenciamento é computado como tempo de serviço, exceto para promoção por
merecimento (art. 102, VIII, ‘c’).
Além disso, tal licença também não pode ser concedida ao servidor que estiver em estágio
probatório (art. 20, §4º).
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Sintetizando os principais aspectos estudados nesta seção, temos o seguinte mapa mental:
Adiante uma outra forma de visualizar as principais características das licenças estudadas até aqui!
Exige estabilidade
Licença Prazo Máximo É remunerada? ou estar fora do Concessão
Estágio Probatório?
maternidade 120 + 60 dias sim não vinculada
paternidade 5 + 15 dias sim não vinculada
tratamento de saúde 24 meses sim não vinculada
acidente em serviço - sim não vinculada
60 + 90 dias (a
doença em pessoa da família sim (60 dias), não (90 dias) não vinculada
cada 12 meses)
afastamento do cônjuge ou
indefinido não não vinculada
companheiro
retorna em 30
serviço militar dias após o - não vinculada
serviço
da convenção não (convenção até véspera do
partidária até registro no TSE)
atividade política não vinculada
10º dia pós sim (do registro até 10º dia pós
eleição eleição)
não pode estar em
capacitação 3 meses sim discricionária
Eprob
não pode estar em
interesses particulares 3 anos não discricionária
Eprob
Afastamentos e Concessões
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
Além das licenças, estudadas no tópico anterior, a Lei 8.112 prevê, ainda, hipóteses de
afastamentos e de concessões.
Iniciando pelos afastamentos!
Lei 8.112, art. 93. O servidor [federal] poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão
ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios,
nas seguintes hipóteses:
Lei 8.112, art. 93, § 1º Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou entidades
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão
ou entidade cessionária, mantido o ônus para o cedente nos demais casos.
Apesar da redação pouco didática, percebam que o ônus quanto à remuneração do servidor
cedido dependerá do destino da cessão.
Se a cessão se der para outro ente da federação, o ônus de pagamento da remuneração do
servidor não será mais da administração federal (chamada de ‘cedente’). Nesta situação, o ente
federativo que solicitou o servidor (chamado de “cessionário”) irá se incumbir do ônus da sua
remuneração. Em síntese:
p/ Estados, DF ou
ônus do cessionário
municípios
CESSÃO
p/ ente federal ônus do cedente
Por fim, se o destino da cessão for uma empresa pública ou sociedade de economia mista, o
servidor federal poderá optar entre (i) remuneração do seu cargo efetivo e (ii) a remuneração do
cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão. Neste caso, a estatal
(cessionária) efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem (art.
93, § 2º).
Em síntese:
Por fim, é importante destacar que, nos termos da Lei 8.112/1990, caso se afaste, o tempo de
afastamento será considerado como de efetivo exercício do cargo, exceto para promoção por
merecimento (art. 102, V).
Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem
autorização do Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e
Presidente do Supremo Tribunal Federal.
§ 2º Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou
licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do
afastamento, ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu
afastamento.
§ 4º As hipóteses, condições e formas para a autorização de que trata este artigo, inclusive
no que se refere à remuneração do servidor, serão disciplinadas em regulamento.
Reparem que tal afastamento terá duração máxima de 4 anos e, segundo o texto legal, dependerá
da autorização do respectivo dirigente máximo (Presidente da República, Presidente do Tribunal
ou de casa legislativa).
Se o servidor for beneficiado com tal afastamento, ele deverá cumprir um ‘pedágio’ com duração
igual à do afastamento. Durante este período, não poderá ser exonerado ou pegar uma LTIP, salvo
se ressarcir a Administração com as despesas incorridas com o afastamento.
Quanto à remuneração, implicitamente a Lei 8.112 delega a um ato infralegal sua normatização
(§4º). No entanto, se a missão no exterior consistir em servir organismo internacional de que o
Brasil participe ou coopere, o afastamento se dará com perda total da remuneração:
Lei 8.112, art. 96. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de
que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração.
Por fim, se o estudo no exterior consistir em pós-graduação, serão aplicadas as regras estudadas
a seguir.
Lei 8.112, art. 96-A. O servidor poderá, no interesse da Administração, e desde que a
participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante
compensação de horário, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva
remuneração, para participar em programa de pós-graduação stricto sensu em instituição
de ensino superior no País.
Reparem o seguinte:
- o servidor não pode ter tirado LITP ou licença capacitação 2 anos antes
(mestrado/doutorado) ou 4 anos antes (pós-doutorado)
- após retornar ao exercício do cargo, o servidor deverá cumprir um ‘pedágio’ com duração
igual à do afastamento. Durante este período, não poderá ser exonerado ou se aposentar,
sob pena de ter que ressarcir a Administração
Por fim, embora o caput do art. 96-A restrinja estas regras à pós-graduação no país, é importante
destacar que o § 7º determina a aplicação destas mesmas regras quando estivermos diante de
pós-graduação no Exterior.
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Sintetizando as principais regras quanto aos afastamentos:
O primeiro grupo encontra-se previsto no art. 97 da Lei 8.112 e diz respeito a ausências do serviço
sem qualquer prejuízo:
Ausência do serviço sem qualquer prejuízo
doação de sangue 1 dia
alistamento ou pelo período comprovadamente necessário,
recadastramento eleitoral limitado, em qualquer caso, a 2 dias
casamento 8 dias consecutivos
falecimento do cônjuge,
companheiro, pais, madrasta
ou padrasto, filhos, 8 dias consecutivos
enteados, menor sob
guarda ou tutela e irmãos
O segundo grupo se refere à concessão de horário especial (art. 98), sem prejuízo do exercício do
cargo:
Horário especial
servidor estudante - exigida a compensação de horário
servidor com deficiência - comprovada a necessidade por junta
médica oficial
servidor que tenha cônjuge, filho ou
- independentemente de
dependente com deficiência
compensação de horário
servidor que atue como instrutor ou
participe de banca examinadora nas
hipóteses de percepção da GECC – - exigida a compensação de horário
gratificação por encargo de curso ou
concurso
Por fim, o terceiro grupo se refere ao direito do servidor estudante que mudar de sede no
interesse da administração a se matricular em instituição de ensino congênere, em qualquer
época, independentemente de vaga:
Art. 1º A transferência ex officio a que se refere o parágrafo único do art. 49 da Lei nº 9.394,
de 20 de dezembro de 1996, será efetivada, entre instituições vinculadas a qualquer
sistema de ensino, em qualquer época do ano e independente da existência de vaga,
quando se tratar de servidor público federal civil ou militar estudante, ou seu dependente
estudante, se requerida em razão de comprovada remoção ou transferência de ofício, que
acarrete mudança de domicílio para o município onde se situe a instituição recebedora, ou
para localidade mais próxima desta.
A menção a instituição de ensino “congênere”, no art. 99 da Lei 8.112, indica que as instituições
de origem e de destino tenham a mesma natureza (pública ou privada).
Dessa forma, como regra geral, se o servidor se encontrava matriculado em instituição pública na
localidade anterior, fará jus à matrícula em outra instituição pública (seja federal, estadual ou
municipal). Por outro lado, se o servidor encontrava-se matriculado em instituição privada, terá
assegurado a matrícula apenas em instituição privada.
No entanto, no julgamento do RE 60158014, o STF passou a permitir a troca da natureza da
instituição em uma única situação: se inexistir instituição congênere no destino. Assim, o Supremo
fixou a seguinte tese com repercussão geral:
Portanto, em regra, não pode haver alteração da natureza da instituição. No entanto, se no destino
não houver instituição congênere, o servidor terá direito a ser matriculado em instituição de ensino
de outra natureza. Vejam os dois exemplos a seguir:
14
RE 601.580/RS, rel. Min. Edson Facchin, 19/9/2018 (tema 57)
REGIME DISCIPLINAR
Neste tópico estudaremos o regime disciplinar a que está submetido o servidor público regido
pela Lei 8.112. Discutiremos os deveres, proibições, penalidades e responsabilidades legalmente
aplicáveis, nos termos dos arts. 116 a 142 do referido diploma legal.
Deveres
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
Os deveres impostos aos servidores federais encontram-se arrolados no art. 116, a seguir
transcrito:
Lei 8.112, art. 116. São deveres do servidor:
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II - ser leal às instituições a que servir;
III - observar as normas legais e regulamentares;
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V - atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas
por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de
situações de interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da
autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento
de outra autoridade competente para apuração;
VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X - ser assíduo e pontual ao serviço;
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via
hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada,
assegurando-se ao representando ampla defesa.
Quanto ao inciso IV, que prevê o dever de obediência, é importante destacar que o servidor, como
regra geral, deve obediência às ordens emanadas pelo seu superior, como decorrência do poder
hierárquico. No entanto, a parte final do inciso IV estabelece uma exceção, qual seja, a ordem
manifestamente ilegal.
Quando a ordem for notoriamente ilegal (ou flagrantemente ilegal), o servidor não deverá cumpri-
la. Nesta situação, além de abster-se de dar cumprimento à ordem manifestamente ilegal, o
servidor tem o dever de representar contra seu superior, em razão da ilegalidade da ordem.
Isto nos leva ao inciso XII, que prevê o dever de representar. Aqui, “representar” pode ser
genericamente compreendido como “denunciar”, “comunicar”, uma ilegalidade da qual teve
ciência em razão do cargo. Esta comunicação, em regra, é endereçada ao seu superior hierárquico,
fazendo-se uso da chamada “via hierárquica” (art. 116, parágrafo único).
No entanto, a partir da interpretação conjunta com o inciso VI, quando houver suspeita de que o
superior hierárquico está envolvido na ilegalidade, como no caso da ordem manifestamente ilegal,
deve-se dar conhecimento do fato a outra autoridade competente para apuração.
Quanto ao inciso VI, que prevê o dever de levar ao conhecimento superior as irregularidades de
que tenha ciência em razão do cargo, é importante destacar o art. 126-A, inserido pela Lei
12.527/2011, deixando claro que nenhum servidor poderá ser responsabilizado por dar ciência
quanto à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento.
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Acabamos de estudar os deveres impostos aos servidores públicos, que se referem a diretrizes
“positivas” da atuação, de conteúdo bastante abrangente.
Na próxima seção, comentaremos proibições impostas aos servidores, que consistem em diretrizes
“negativas” de atuação, isto é, um ‘não fazer’.
Proibições
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
O art. 117 impõe uma série de proibições ao servidor público. Diferentemente dos deveres gerais,
estudados acima, ao descumprimento das proibições foi estatuída uma penalidade disciplinar
aplicável.
Adiante vamos ler atentamente as proibições impostas ao servidor1:
Lei 8.112/1990, art. 117. Ao servidor é proibido:
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto
da repartição;
III - recusar fé a documentos públicos;
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de
serviço;
V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho
de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou
sindical, ou a partido político;
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge,
companheiro ou parente até o segundo grau civil;
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da
dignidade da função pública;
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou
comanditário; [ver parágrafo único]
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando
se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e
de cônjuge ou companheiro;
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de
suas atribuições;
XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV - proceder de forma desidiosa;
1
No próximo tópico iremos conhecer as penalidades cominadas pelo descumprimento de cada uma delas.
Acerca desta listagem, faz-se oportuno compararmos as proibições dos incisos VI e XVII:
cometer a pessoa estranha à
repartição o desempenho de Nesta hipótese, um servidor “delega” a
atribuição que seja de sua alguém de fora da repartição a realização de
»» Advertência »» uma atividade própria de sua função ou de
responsabilidade ou de seu
subordinado – menos grave
subordinado – exceto casos
previstos em lei
Penalidades
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTÍSSIMA
De acordo com o art. 127 da Lei 8.112/1990, o detentor de cargo público federal pode receber
as seguintes penalidades:
Penalidades
• advertência
• suspensão
• demissão
• cassação de aposentadoria ou disponibilidade
• destituição de cargo em comissão ou função de confiança
Vejam que a multa não é uma penalidade autônoma prevista na Lei 8.112. A multa somente tem
lugar em substituição à suspensão, como veremos mais adiante.
Além disso, apesar de mencionar a “destituição de função comissionada” no rol do art. 127, a Lei
8.112 nada dispõe a seu respeito, não possuindo grande relevância para concurso público.
Adiante vamos analisar as principais características de cada penalidade administrativa aplicável,
além das condutas ensejadoras.
Mas, antes de avançar, é importante lembrar que a imposição de qualquer penalidade deve ser
precedida de contraditório e ampla defesa ao servidor.
Além disso, a aplicação de penalidades aos servidores decorre do poder disciplinar (e não do
poder de polícia) e do poder discricionário. Muita confusão é gerada em relação à
discricionariedade da aplicação de sanções, na medida em que o exercício do poder disciplinar
tem uma faceta discricionária e outra vinculada.
A faceta vinculada pode ser observada quanto ao fato de a administração pública não gozar de
nenhuma liberdade de escolha entre punir e não punir. Ao tomar ciência de irregularidade no
serviço público, a autoridade competente é obrigada a instaurar o procedimento administrativo
com vistas a apurar a infração - atuação vinculada (art. 143).
Portanto, não há qualquer discricionariedade quanto ao dever de punir o servidor infrator.
Já faceta discricionária do poder disciplinar, a que se refere a doutrina, repousa na gradação da
penalidade, ou seja, na liberdade para definir a duração da sanção e, muitas vezes, até a
penalidade que será aplicada. Por exemplo: se será aplicada ao servidor uma suspensão de 15 ou
de 25 dias; se a suspensão será convertida em multa.
Assim, após examinar a natureza, a gravidade da infração e os eventuais danos para o serviço, em
geral há uma dose de discricionariedade para a Administração realizar juízo de conveniência e
oportunidade e, assim, determinar a penalidade a ser aplicada e sua duração.
Nesse sentido, a Lei 8.112 dispõe que, no exercício da discricionariedade quanto à sanção a ser
aplicada e a sua extensão, devem ser consideradas (art. 128):
consideradas
sua gravidade
antecedentes funcionais
Advertência
A advertência é aplicada por escrito (art. 129) em razão das seguintes circunstâncias:
Advertência
• ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe
imediato;
• retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento
ou objeto da repartição;
• recusar fé a documentos públicos;
• opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou
execução de serviço;
• promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
• cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o
desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu
subordinado;
• coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação
profissional ou sindical, ou a partido político;
• manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge,
companheiro ou parente até o segundo grau civil;
• recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado;
• inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma
interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
Para fins de antecedentes funcionais, a penalidade de advertência terá seu registro cancelado
após o decurso de 3 anos se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração
disciplinar (art. 131).
Suspensão
Antes de detalhar as regras relacionadas a esta penalidade, anotem que a suspensão possui um
caráter residual, como regra geral. Isto significa dizer que ela será aplicada nas situações em que
não couber advertência ou demissão.
Nesse sentido, a suspensão é aplicada em caso de violação das demais proibições que não
tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão e na reincidência das faltas punidas com
advertência, não podendo exceder de 90 dias (art. 130).
Examinando atentamente o texto da Lei 8.112, podemos perceber que houve duas infrações para
as quais o examinador não previu penalidade específica de advertência ou de demissão, de sorte
que caberia a aplicação da suspensão, ante seu caráter residual, a saber:
➢ cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações
de emergência e transitórias (desvio de função ilegal - art. 117, XVII)
➢ exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função
e com o horário de trabalho (art. 117, XVIII)
Além destes dois casos, será punido com suspensão de até 15 dias o servidor que,
injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade
competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação (§1º).
Para não confundirmos as penalidades impostas quanto à recusa à submissão à inspeção médica
(suspensão) e à recusa à atualização cadastral (estudada pouco acima), temos o seguinte:
recusar-se a atualizar seus
dados cadastrais quando »» Advertência »» - menor gravidade
solicitado
- de até 15 dias
recusar-se a ser submetido a
- desde que seja de forma injustificada
inspeção médica
»» Suspensão
determinada pela autoridade - efeitos da penalidade são cessados
competente quando o servidor se submeter à
inspeção médica
Seguindo adiante, destaco que uma alternativa à imposição de suspensão consiste na sua
conversão em multa, na base de 50% por dia da remuneração, ficando o servidor obrigado a
permanecer em serviço (§2º).
A doutrina destaca que a multa não é uma penalidade autônoma, pois somente é aplicada, no
âmbito funcional, pela conversão da penalidade de suspensão.
Por fim, a penalidade de suspensão terá seu registro cancelado após o decurso de 5 anos se o
servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar (art. 131).
Demissão
O art. 132 da Lei 8.112 lista as hipóteses ensejadoras da demissão. Para o nosso estudo, tal lista
será dividida em dois grupos: (i) condutas previstas expressamente no art. 132 e (ii) demissão
decorrente do descumprimento de proibição do art. 117.
Demissão
Em relação à lista acima, é importante não confundirmos as condutas de abandono de cargo com
a inassiduidade habitual.
De acordo com o art. 138, o abandono decorre da ausência intencional do servidor ao serviço por
mais de 30 dias consecutivos.
Por outro lado, a inassiduidade habitual tem lugar quando o servidor falta ao serviço, sem causa
justificada, por 60 dias, interpoladamente, durante o período de 12 meses.
Em síntese:
abandono de
»» 30 dias consecutivos »» - ausência intencional
cargo
60 dias,
inassiduidade
»» interpoladamente »» - faltas sem causa justificada
habitual (durante 12 meses)
Em qualquer destes dois casos, a penalidade imposta será a de demissão, mediante adoção do
procedimento sumário (art. 140).
Outra observação importante diz respeito à demissão decorrente da prática de improbidade
administrativa.
Sabemos da existência da Lei 8.429/1992, posterior à Lei 8.112/1990, que lista os atos de
improbidade administrativa. Nesse sentido, é importante adiantar que todas as sanções
decorrentes dos atos de improbidade administrativa da Lei 8.429/1992 somente podem ser
aplicadas por um magistrado, no curso de um processo judicial.
Por outro lado, a sanção de demissão por prática de improbidade administrativa da Lei 8.112 é
aplicada fora da esfera judicial, no âmbito de um processo administrativo.
A respeito deste aparente conflito, a jurisprudência tem confirmado a possibilidade de termos o
reconhecimento, na esfera administrativa, da prática de ato de improbidade administrativa para
fins de demissão do servidor público. Nesse sentido, após regular Processo Administrativo
Disciplinar (PAD), pode ser aplicada a penalidade prevista na Lei 8.112 – não na Lei 8.429.
Além disso, se o servidor estiver respondendo, ao mesmo tempo, a um processo administrativo
disciplinar (PAD) e a uma ação judicial por improbidade pelo mesmo ato, em regra tais apurações
ocorrem de maneira independente. Assim, o servidor poderá ser condenado no bojo do PAD,
mesmo antes da decisão na ação judicial por improbidade, não se exigindo que a autoridade
administrativa aguarde a decisão judicial.
Este é o teor da SUM-651 do STJ, editada em 2021:
Compete à autoridade administrativa aplicar a servidor público a pena de demissão em
razão da prática de improbidade administrativa, independentemente de prévia
condenação, por autoridade judicial, à perda da função pública.
Uma última observação quanto às condutas listadas anteriormente diz respeito à incontinência de
conduta. Tem-se entendido que a prática de assédio sexual no trabalho, por caracterizar tanto a
incontinência de conduta como a conduta de valer-se do cargo para obter proveito pessoal, enseja
a demissão do servidor público (Parecer AGU 1/2023).
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Adiante o segundo grupo de condutas ensejadoras da demissão, isto é, as proibições cujo
descumprimento também enseja a aplicação de demissão:
De todas as condutas acima listadas capazes de dar azo à demissão do servidor, há ainda dois
subconjuntos considerados mais graves pela Lei 8.112, para os quais, além da demissão, o servidor
ficará também (i) impedido para nova investidura em cargo público federal ou (ii) incompatibilizado
para exercer cargo público federal por 5 anos.
Estes são casos de “demissão qualificada”, em que o servidor demitido ainda teria ‘dificuldades’
de retornar ao serviço público federal.
A demissão cumulada com o impedimento para nova investidura em cargo federal se dá em razão
das seguintes condutas (de onde surgirá o mnemônico Le-A-P-Im-Co) – art. 137, p.ú.:
➢ Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional
➢ Aplicação irregular de dinheiros públicos
➢ Crime contra a administração Pública
➢ Improbidade
➢ Corrupção
Até pouco tempo atrás, entendia-se que, como a lei não fixou prazo, o impedimento teria
caráter perpétuo. Ou seja, nunca mais aquela pessoa poderia se tornar novamente um
servidor público federal.
Ocorre que, a partir do julgamento da ADI 2975, o STF passou a entender inconstitucional
a perpetuidade do impedimento, uma vez que a Constituição veda sanções perpétuas (CF,
art. 5º, XLVII). Sendo assim, como nenhum prazo foi fixado a partir da decisão do STF,
atualmente, após a aprovação em um novo concurso público ou uma nova nomeação para
cargo em comissão, o servidor que praticar tais condutas (Le-A-P-Im-Co) poderia retornar
ao serviço público federal. Em outras palavras, a partir desta decisão do STF, retirou-se a
eficácia do "impedimento".
Apesar de a autoridade possuir certa discricionariedade para dosar a sanção a ser aplicada,
o STJ firmou seu entendimento, por meio da Súmula 650, no sentido de que a autoridade
administrativa não dispõe de discricionariedade para aplicar ao servidor pena diversa de
demissão quando caraterizadas as hipóteses previstas no artigo 132 da Lei 8.112/1990
(comentadas pouco acima).
Cassação da aposentadoria
Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que, quando na atividade, houver
praticado falta punível com a demissão (art. 134).
Por fim, aproveito para lembrar que a penalidade de “destituição de cargo em comissão”, aqui
examinada, não se confunde com a “exoneração de cargo em comissão”, a qual é simples hipótese
de vacância do cargo público, não revestida de caráter punitivo.
Tal diferenciação foi exigida na seguinte questão:
CEBRASPE/ TCU – Auditor Federal de Controle Externo
A exoneração dos ocupantes de cargos em comissão deve ser motivada, respeitando-se o contraditório e a
ampla defesa.
Gabarito (E)
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Apesar de mencionar a “destituição de função comissionada” no rol do art. 127, a Lei 8.112 nada
dispõe a seu respeito, não havendo relevância prática para concursos públicos.
➢ Prescrição
Com a prescrição da ação disciplinar, a Administração não poderá mais aplicar a respectiva
penalidade ao servidor.
De acordo com o art. 142 da Lei 8.112, a prescrição da ação disciplinar é contada a partir da data
em que o fato se tornou conhecido e obedece aos seguintes prazos:
Prazo Penalidade
180 dias Advertência
2 anos Suspensão
5 anos demais penalidades
Infrações disciplinares também
Prazos da lei penal
tipificadas como crime
Reparem que, se a infração funcional for também tipificada como crime (como é o caso do
recebimento de propina, por exemplo), prevalecerá o prazo prescricional estatuído nas leis penais.
Os prazos acima são bastante exigidos em prova, como indica a questão a seguir:
FCC/ TRE-PR – Analista Judiciário (adaptada)
Prescreve em 2 anos a ação disciplinar quanto às infrações puníveis com suspensão e advertência.
Gabarito (E)
Além disso, percebam que os prazos acima (180 dias, 2 anos e 5 anos) são contados a partir do
conhecimento do fato pela Administração:
Lei 8.112/1990, art. 142, § 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato
se tornou conhecido.
Nesse sentido, é irrelevante a data em que foi praticada a conduta, sendo necessário perquirir a
data em que tal fato chegou ao conhecimento da Administração. Vejam a questão abaixo a este
respeito:
FCC/ TRE-PR – Analista Judiciário (adaptada)
O prazo prescricional começa a correr da data da ocorrência do fato.
Gabarito (E) ==210f9d==
Interpretando o dispositivo acima, o STF tem entendido que, após interrompido o prazo pela
instauração do PAD, o prazo recomeça a ser computado (do zero) a partir do fim do prazo legal
para conclusão e julgamento do PAD, isto é, 140 dias após sua instauração2.
A questão a seguir cobrou a respectiva regra legal:
FCC/ TRE-PR – Analista Judiciário (adaptada)
A instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade
competente.
Gabarito (C)
Associando tal entendimento do STF com as regras legais de interrupção da prescrição (mediante
autuação do PAD/sindicância) e o fato de a prescrição ser computada somente com o
conhecimento do fato, o STJ editou a Súmula 635 abaixo:
2
O prazo de 140 dias constante da jurisprudência do STF é resultado da soma do prazo para “conclusão
do PAD” – 60 dias prorrogáveis por mais 60 – com o prazo de 20 dias para a autoridade julgadora emitir
sua decisão a respeito.
Vejam um detalhe interessante: não basta que qualquer autoridade administrativa tenha
conhecimento do fato para se iniciar a contagem. O STJ tem exigido que o conhecimento se dê
pela autoridade competente para abertura de PAD.
Diante dos efeitos punitivos de uma anotação com tal conteúdo nos assentamentos funcionais do
servidor, sem que sua conduta tenha sido objeto do devido processo de apuração, o STF3
reconheceu a inconstitucionalidade do art. 170, dada a violação ao princípio da presunção de
inocência.
De acordo com tal entendimento, portanto, o servidor cuja infração tenha sido atingida pelo
instituto da prescrição, não poderia ter qualquer registro do fato em seus assentamentos
funcionais.
3
MS 23.262/DF, rel. Min. Dias Toffoli, 23/4/2014.
É essencial sabermos qual a penalidade atribuída a cada uma das violações previstas na Lei 8.112.
Por este motivo, compilei a tabela a seguir, a fim de que possamos comparar e associar cada uma das
infrações administrativas tipificadas na Lei.
Responsabilidades
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTÍSSIMA
O servidor público responde pelos seus atos nas esferas civil, penal e administrativa (art. 121).
Nas seções anteriores, estudamos as condutas funcionais tipificadas como infrações
administrativas. Neste tópico, veremos diretrizes quanto às repercussões civis e penais da conduta
do servidor público.
No que diz respeito à responsabilidade civil, o art. 122 prevê que esta decorre de (i) ato omissivo
ou comissivo, (ii) doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
Vejam que, diferentemente da responsabilidade do Estado, que é objetiva (como regra geral), a
responsabilidade do servidor público perante o Estado é do tipo subjetiva (pois depende da
ocorrência de dolo ou culpa).
Além disso, se o dano houver sido causado à Administração, o servidor é diretamente responsável
perante a Administração4.
Por outro lado, caso o dano tenha sido causado a terceiro, a ação do Estado contra o servidor
público é chamada de ação regressiva. Neste caso, em um primeiro momento, o terceiro reclama
o dano perante o Estado. Caso seja condenado, em um segundo momento, o poder público irá
se voltar contra o servidor com o objetivo de chamá-lo a responder por aquele dano (§2º).
4
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. Atlas. P. 801
Gabarito (E)
A indenização cobrada do servidor pode ser satisfeita de uma só vez ou de forma parcelada,
podendo ser descontadas as parcelas em seus vencimentos. Todavia, consoante leciona Carvalho
Filho5, não pode haver desconto em folha de pagamento efetuado de modo coercitivo, mas
apenas se o servidor concordar, do contrário haveria penhora de ofício nos seus vencimentos, o
que é expressamente vedado pelo art. 833, IV, do Código de Processo Civil.
Apesar de subjetiva e depender de ação regressiva, a obrigação de reparar o dano estende-se
aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida (§3º).
----
Já quanto à responsabilidade penal, esta abrangerá os crimes e contravenções imputadas ao
servidor, nessa qualidade (art. 123).
5
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. Atlas. P. 801
(responsabilidade na esfera civil) e até mesmo uma sanção penal – a exemplo da pena privativa
liberdade, de forma cumulativa.
Assim, a infração administrativa é apurada por meio de um processo administrativo e poderá
acarretar a aplicação de determinada sanção. Pelo mesmo fato, o servidor pode ser chamado a
responder para indenizar o Estado por um dano provocado pelo servidor (responsabilidade civil).
E, dada a independência das esferas, o servidor pode ser processado e julgado na seara criminal,
quando a conduta for também tipificada como crime ou contravenção.
Por isto se diz que as sanções administrativas, civis e penais poderão cumular-se, sem que isto
caracterize um bis in idem.
Além disso, como regra geral, as apurações em cada uma destas esferas são independentes entre
si (art. 125), o que a doutrina chama de incomunicabilidade das esferas. Isto é, como regra geral,
cada um dos processos em que se apura a conduta do servidor pode ter desfechos diversos, já
que a regra é a não comunicação de uma decisão com outra.
Reparem que tais processos apuratórios poderão, inclusive, correr simultaneamente, dada a
simultaneidade das instâncias. Não é necessário que a esfera administrativa aguarde o desfecho
da esfera penal ou vice-versa.
Mas esta é a regra geral. Existem algumas situações excepcionais, importantíssimas em prova, em
que a decisão da esfera penal irá gerar reflexos nas esferas administrativa e civil (vinculação entre
as esferas).
Reparem que, em todas estas exceções, estaremos diante dos reflexos da esfera penal sobre as
demais. Isto porque o processo penal naturalmente requer a produção de provas mais
aprofundadas, daí o entendimento de que sua decisão deverá prevalecer sobre a esfera
administrativa em algumas circunstâncias.
A exceção mais emblemática é a seguinte:
absolvição criminal por inexistência de fato ou negativa de autoria
Se, após um processo penal, o juiz criminal conclui que não houve crime (inexistência do fato) ou
que aquele servidor que havia sido acusado não foi o autor do crime (negativa de autoria), o
servidor será “inocentado” na esfera administrativa.
Nestas duas situações de absolvição (negativa do fato ou negativa de autoria), a instância penal
obriga a instância administrativa. Assim, se a sanção administrativa já tiver sido aplicada, esta
deverá ser anulada em razão da decisão proveniente da esfera penal.
Reparem que não é toda e qualquer absolvição criminal que afasta a responsabilidade
administrativa do servidor, mas apenas aquelas que:
- neguem a autoria do crime, em que o juiz conclui expressamente que aquele servidor
não foi o autor do crime, ou
- declarem a inexistência do fato, em que ficou provado que o fato imputado ao servidor
não existiu.
Todas as demais causas de absolvição do servidor na esfera penal não interferem na esfera
administrativa.
Então, por exemplo, se o servidor deixa de ser condenado no processo penal por mera
insuficiência de provas, tal decisão não tem o condão de afastar sua responsabilidade na esfera
administrativa. O mesmo vale para a absolvição decorrente de ausência de tipicidade (isto é, a
conduta praticada não é crime), por ausência de culpabilidade penal etc.
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Segundo o STJ, quando o juízo criminal reconhece a inimputabilidade do agente6 (como nas
sentenças em que se considera que o servidor tenha doença mental ou desenvolvimento mental
incompleto ou retardado) e impõe uma medida de segurança (como tratamento psiquiátrico e
internação em hospital), não caberá a aplicação da sanção administrativa. Neste caso, ao invés de
punir o servidor, a Administração Pública deverá avaliar se é caso de conceder de licença para
tratamento de saúde ou de aposentadoria por invalidez. Segue trecho do julgado do STJ a
respeito:
Como, nestes casos, o juiz conclui que houve crime, mas deixa de aplicar sanções propriamente
ditas, chama-se de sentença absolutória imprópria.
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Outra exceção apontada por parte da doutrina é a seguinte:
condenação criminal do servidor por crime funcional
Parte da doutrina7 tem entendido que a condenação criminal do servidor por crime conexo à
função pública, após seu trânsito em julgado, também gera reflexo nas esferas administrativa e
civil em relação àquele mesmo fato, a exemplo do disposto no art. 935 do Código Civil 8 e no art.
92 do Código Penal9.
6
Fundada no art. 26 do Código Penal: É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do
fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
7
A exemplo de Maria Sylvia Zanella di Pietro, Carvalho Filho e Hely Lopes Meirelles.
8
CCB, art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
9 CP, art. 92 - São também efeitos da condenação: I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo:
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com
abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública;
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos.
Nesta situação (condenação criminal por crime conexo à função pública), consoante leciona
Carvalho Filho11, a “Administração não tem outra alternativa senão a de considerar a conduta
como ilícito também administrativo”.
Para não deixar dúvidas, Maria Sylvia Zanella Di Pietro 12 assim leciona:
Quando o funcionário for condenado na esfera criminal, o juízo cível e a autoridade
administrativa não podem decidir de forma contrária, uma vez que, nessa hipótese, houve
decisão definitiva quanto ao fato e à autoria, aplicando-se o artigo 935 do Código Civil de
2002.
E, encerrando o presente tópico, Hely Lopes Meirelles 13 assim contextualiza a condenação criminal
frente à responsabilidade administrativa:
a mesma infração pode dar ensejo a punição administrativa (disciplinar) e a punição penal
(criminal), porque aquela é sempre um minus em relação a esta. Daí resulta que toda
condenação criminal por delito funcional acarreta a punição disciplinar, mas nem toda
falta administrativa exige sanção penal.
10Lei 8.112, art. 117. Ao servidor é proibido: (..) XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer
espécie, em razão de suas atribuições;
11 FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. Atlas. P. 805
12 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. Ed. GenMétodo. 31ª ed. 2018. eBook. Item 13.8.4
13 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 35ª edição, p. 146.
cumulativas
regra geral e
independentes
Sanções penais,
civis e
condenação
administrativas
criminal inexistência do
exceções fato
absolvição por ou
criminal
negativa de
sentença autoria
criminal
esfera penal vincula
absolutória
as demais
imprópria
Diante disso imaginem a conduta do servidor que, ao mesmo tempo, caracteriza uma infração
administrativa, mas não acarreta condenação penal. É o que a jurisprudência chama de falta
residual, a qual permite a aplicação de sanção administrativa. A este respeito, temos a Súmula 18
do STF:
Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a
punição administrativa do servidor público.
Por oportuno, é importante destacar que o simples ajuizamento de uma ação penal contra um
servidor que responde a um PAD, por exemplo, não gera efeitos condenatórios.
Quanto aos reflexos da decisão penal na esfera civil do servidor, vamos estudá-los a partir de um
exemplo14:
Veja, portanto, que a decisão na esfera penal não obriga, como regra geral, a esfera civil, segundo
o entendimento de Carvalho Filho.
HORA DO
INTERVALO!
14
Adaptado a partir de FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. Atlas.
P. 803-804
PROCESSO ADMINISTRATIVO
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
- Advertência
SINDICÂNCIA
- Suspensão por até 30 dias
Apuração de
responsabilidade - Suspensão superior a 30 dias
funcional - Demissão
PAD – Processo
Administrativo - Cassação de
Disciplinar aposentadoria/disponibilidade
- Destituição de cargo em comissão
Feita esta breve distinção entre os dois instrumentos, passemos ao detalhamento de cada um
deles.
Sindicância
De acordo com Cretella Júnior1, o termo ‘sindicância’ consiste na “operação cuja finalidade é
trazer à tona, fazer ver, revelar ou mostrar algo, que se acha oculto”.
No âmbito funcional, como vimos, a sindicância consiste no instrumento de apuração de infrações
funcionais menos graves, sujeitas a penalidade de advertência ou suspensão de até 30 dias.
Por este motivo, tem um rito mais célere do que aquele aplicável ao PAD. O prazo para conclusão
da sindicância não excederá 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da
autoridade superior (art. 145, parágrafo único) 2.
Nos termos do art. 145, percebemos que há três possíveis resultados para uma sindicância:
comprovou-se a infração,
resultados da aplicação de aplicando-se penalidades de:
SINDICÂNCIA penalidades - advertência ou
- suspensão de até 30 dias
Neste último caso, restou confirmada a infração, mas esta irá ensejar a aplicação de penalidade
mais grave que uma advertência ou suspensão de 30 dias: a conclusão da sindicância é pela
instauração de um PAD. Nesta situação, embora a sindicância continue não sendo uma etapa
preliminar ou formal do PAD, os autos da sindicância integrarão o PAD3, como peça informativa
da instrução (art. 154).
É importante ressaltar, ainda, que, em alguns casos, a sindicância se limita a investigar
determinados fatos, sem imputar uma acusação ao servidor público. É o que ocorre quando não
se tem elementos suficientes para instaurar o PAD. Nesta situação, a sindicância é marcada por
ser um processo de natureza inquisitória, mas não acusatória. Assim, não havendo acusação ou
aplicação de sanção ao servidor, não há que se falar em necessidade de se observar o contraditório
ou a ampla defesa.
1
Mencionado por DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. Ed. GenMétodo. 31ª ed. 2018.
eBook. Item 14.8.1
2
Adiante veremos que o “prazo para conclusão” do PAD será de 60 dias, prorrogável por mais 60.
3
Os “autos” da sindicância consistem na sua parte física, ou seja, seus documentos, relatórios e todos
os expedientes que compõem aquele processo.
Consoante registra Di Pietro, a Lei 8.112 não estabelece procedimento para a sindicância, que
pode ser executada por um único servidor ou por uma comissão.
Casos de:
- Acumulação de cargos
RITO SUMÁRIO
- Abandono de cargo
- Inassiduidade habitual
PAD
Inquérito
Instauração Julgamento
instrução → defesa → relatório
1) Instauração
O PAD tem início com a publicação do ato que constitui a comissão (art. 151, I). Assim, é publicado
um ato administrativo, como uma Portaria, designando alguns servidores para comporem a
comissão disciplinar para apurar determinada falta disciplinar.
Vejam que o PAD é conduzido por comissão, composta de 3 servidores estáveis, designados pela
autoridade competente. Um destes membros é indicado como o presidente da comissão, que
deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade
igual ou superior ao do indiciado (art. 149). Outro membro poderá ser escolhido para atuar como
secretário da comissão disciplinar (§1º).
Para preservar a objetividade da apuração, não poderão ser membros da comissão: cônjuge,
companheiro ou parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o 3º
grau (§ 2º).
A partir da instauração, a comissão deverá concluir o PAD em até 60 dias, prorrogáveis por igual
período (art. 152).
Outro efeito relacionado à instauração do PAD consiste na impossibilidade de o servidor que
responder ao processo ser exonerado a pedido ou aposentado voluntariamente. Mesmo que
reúna os requisitos necessários, o desligamento de tal servidor somente poderá ocorrer,
voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada
(art. 172).
2) Ainda comentando sobre a instauração do PAD, é importante destacar que este pode se
originar em denúncia anônima.
Embora o art. 144 da Lei 8.112 preveja que as denúncias serão apuradas desde que contenham a
identificação do denunciante, atualmente a jurisprudência 4 tem admitido a apuração de fatos
noticiados por meio de denúncia anônima. Este entendimento encontra-se cristalizado em súmula
do STJ:
3) Outro destaque especial vai para a Súmula 641 do STJ, que afirma que:
Em outras palavras, não há ilegalidade em se instaurar PAD sem detalhada motivação do ato que
determinar sua instauração. A exposição detalhada dos fatos será um dos produtos do PAD, não
seu insumo.
4) O STF5 e o STJ tem entendido que os integrantes da comissão do PAD devem ser estáveis no
serviço público, ainda que estejam em estágio probatório (estabilidade adquirida no exercício de
outro cargo). Isto porque a legislação 6 exige estabilidade destes membros, a qual não se confunde
com estágio probatório, de sorte que não necessariamente representa uma irregularidade o PAD
conduzido por servidor estável em estágio probatório.
5) A Súmula 672 do STJ, aprovada no ano de 2024, estabelece que:
4
STF MS 24.369/DF, Rel. Min. Celso Mello, 13/11/2003
5
STF RMS 32357/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 17/3/2020
6
Lei 8.112, art. 149. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores
estáveis designados pela autoridade competente, (..).
A alteração da capitulação legal da conduta do servidor, por si só, não enseja a nulidade
do processo administrativo disciplinar.
Então, se no curso do PAD, o poder público altera a infração atribuída ao servidor (por exemplo,
ele vinha sendo processado por “incontinência pública em serviço”, posteriormente o poder
público entendeu que aquela conduta deveria ser capitulada como “conduta escandalosa na
repartição”), isto por si só não anula o PAD. Para o STJ, o acusado se defende dos fatos que lhe
estão sendo atribuídos, e não da capitulação legal, razão pela qual a posterior alteração desta não
irá gerar, necessariamente, a nulidade do processo.
6) A Súmula 674 do STJ, aprovada no ano de 2024, estabelece que:
A chamada motivação per relationem ou aliunde diz respeito aos casos em que a autoridade
utiliza, como motivação para o ato decisório, o conteúdo do relatório ou documentos que
precedem aquele ato. Então, assim como já acontece nos processos administrativos federais em
geral (Lei 9.784/1999, art. 50, §1º), o STJ deixou claro que a motivação por relationem é
amplamente permitida nos PADs.
----
Destacados os entendimentos jurisprudenciais, passemos à principal etapa do PAD, chamada de
‘inquérito’.
2) Inquérito
O inquérito consiste na principal etapa do PAD e é composto por três etapas: instrução, defesa e
relatório.
2.1) Instrução
O vocábulo “instrução” tem sentido de pôr um processo em estado de ser julgado. Portanto, é
nesta subfase que a comissão disciplinar irá juntar provas e elementos necessários à formação da
convicção quanto à ocorrência da infração, sua autoria e demais circunstâncias que envolvem o
caso.
Como a instrução é parte da fase do inquérito, o art. 155 prevê que:
Súmula Vinculante 5
A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende
a Constituição.
Nos artigos 157 a 160 da Lei 8.112 são previstas regras detalhadas quanto à produção de provas,
a partir dos quais podemos observar regras quanto ao depoimento de testemunhas, interrogatório
do acusado e realização de perícias.
Muitas vezes as provas utilizadas em um PAD são oriundas de outro processo, tendo lugar a
chamada prova emprestada. Isto é, em outro processo (de natureza administrativa ou judicial), foi
produzida uma determinada prova que terá utilidade na apuração conduzida no bojo de um PAD.
Nesse sentido, a jurisprudência entende perfeitamente possível o aproveitamento de provas no
bojo do PAD, inclusive provas oriundas de processos criminais. Uma escuta telefônica, licitamente
obtida em um processo criminal, pode ser utilizada para fazer prova dentro do PAD. A este
respeito temos a jurisprudência do STF, além da Súmula 591 do STJ:
Art. 157. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo
presidente da comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexado
aos autos.
Art. 158. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à
testemunha trazê-lo por escrito.
É oportuno também lembrar que todos estes interrogatórios e depoimentos são colhidos em
reuniões e audiências de caráter reservado. Ou seja, não são públicas as reuniões da comissão de
PAD.
Quanto ao apoio de técnicos e de peritos, a Lei 8.112 registra que a prova pericial somente será
autorizada quando de fato for necessária à comprovação do fato, devendo ser indeferida aquela
que independa de conhecimento especial de perito:
Art. 156, § 2o Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato
independer de conhecimento especial de perito.
Uma vez colhidas diversas provas, a comissão irá decidir se o servidor será ou não indiciado. Caso
seja, o servidor passará da condição de “acusado” para “indiciado”. Neste caso, após determinada
a infração disciplinar cometida, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos
fatos a ele imputados e das respectivas provas, a qual irá permitir a citação do servidor.
A citação consiste na comunicação formal ao servidor para que ele possa se defender. Assim, a
expedição da citação marca o fim da etapa de instrução. Após a citação do servidor indiciado, tem
início o prazo para apresentação de defesa, estudada a seguir.
2.2) Defesa
Aqui iremos examinar os prazos para apresentação da defesa e os efeitos da ausência de
manifestação do servidor – a chamada ‘revelia’.
Havendo um único indiciado, o prazo será de 10 dias, contados do recebimento da citação, para
apresentação da defesa escrita (art. 161, § 1º). Se, por outro lado, houver mais de um indiciado,
terá lugar um único prazo (comum) de 20 dias, contados da ciência da última citação (§ 2º). Tais
prazos podem ser prorrogados pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis (§ 3º).
Caso o servidor opte por não se defender perante a comissão, ele será considerado revel (art.
164). A revelia, no entanto, não tem efeito de confissão, não autorizando que os fatos imputados
ao servidor sejam verdadeiros ou que ele seja considerado “culpado”. No processo administrativo,
de forma geral, vigora o princípio da verdade material, o qual impõe que os fatos sejam elucidados
da melhor forma possível.
Nesta situação, a autoridade que instaurou o PAD designará um outro servidor, como defensor
dativo do servidor revel. Tal defensor deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo
nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado (§2º).
Reparem, portanto, que sempre haverá a apresentação de defesa escrita, seja pelo próprio
indiciado, seja por um defensor dativo (quando o indiciado se quedar inerte).
Uma vez apresentada e analisada a defesa escrita, terá lugar a fase de relatório.
2.3) Relatório
Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças principais
dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção (art. 165).
O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor (§1º).
Caso conclua pela responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou
regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes (§ 2º).
Findo o relatório conclusivo, a comissão o encaminha à autoridade que determinou a instauração
do PAD, a qual será responsável pelo julgamento do caso (art. 166).
Percebam, portanto, que a comissão elabora o relatório conclusivo, propondo que o servidor seja
==210f9d==
3) Julgamento
A autoridade que determinou a instauração do PAD terá 20 dias para proferir sua decisão, quanto
à inocência ou responsabilidade do servidor (art. 167). No entanto, o julgamento fora do prazo
legal não implica nulidade do processo (art. 169, §1º), sendo, por este motivo, chamado de ‘prazo
impróprio’.
Se somarmos estes 20 dias com os 60 dias da fase de inquérito, prorrogáveis por igual período,
percebemos que o PAD idealmente tem a duração de 140 dias.
Apesar de impróprio, é importante conheceremos o referido prazo, exigido na seguinte questão:
CEBRASPE/EBSERH – Assistente Administrativo
No caso de processo disciplinar, a autoridade julgadora deverá proferir sua decisão a respeito da
responsabilidade de servidor no prazo de vinte dias, contados do recebimento do processo.
Gabarito (C)
Em regra, sim! Mas existe uma situação em que a autoridade competente não é obrigada a acatar
a conclusão da comissão: trata-se do caso em que a conclusão da comissão contraria as provas
dos autos. Este é o teor do art. 168 da Lei 8.112:
Art. 168. O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às provas
dos autos.
Nesta situação, desde que de forma motivada, a autoridade competente para julgar o PAD poderá
deixar de seguir a conclusão da comissão, podendo agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou
isentar o servidor de responsabilidade (art. 168, parágrafo único).
No mesmo sentido, o art. 167, §4º:
Tal competência pode ser delegada, segundo tem entendido do STF7. Então, por exemplo, o
Presidente da República pode delegar aos Ministros de Estado a competência para aplicar a pena
de demissão, como foi feito por meio do Decreto 3.035. O raciocínio do STF é de que, por razões
7
ARE-AgR 748.456/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, 17/12/2013
de simetria, como pode ser delegada a competência para prover cargos, é também possível a
delegação da competência para desprovê-los.
8
MS 13.341-DF, DJe 4/8/2011; MS 13.523-DF, DJe 4/6/2009. MS 10.950-DF, Rel. Min. Og Fernandes,
julgado em 23/5/2012.
➢ Afastamento preventivo
Com o objetivo de evitar a interferência do servidor acusado na apuração dos fatos, o legislador
previu a possibilidade de ele ser preventivamente afastado de suas funções:
Lei 8.112, art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na
apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá
determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias,
sem prejuízo da remuneração.
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual
cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o processo.
De acordo com a Lei nº 8.112/1990, como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na
apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu
afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 dias, sem prejuízo da remuneração.
Ocorrendo o término desses 60 dias, deverá o servidor retornar ao serviço imediatamente, ainda que não
concluído o processo.
Gabarito (E)
Rito Sumário
O PAD sob rito sumário encontra-se regulamentado no art. 133 da Lei 8.112, aplicando-se a ele
as disposições sobre o rito ordinário do PAD, em caráter subsidiário (§ 8º).
O PAD em rito sumário terá lugar nas hipóteses de acumulação ilegal de cargos/empregos
públicos, abandono de cargo ou inassiduidade habitual. Percebam que, nestes três casos, a
natureza da infração funcional perpetrada é menos subjetiva, podendo ser apurada mais
facilmente.
O PAD sob rito sumário tem prazo de 30 dias (contados da data de publicação do ato que
constituir a comissão), prorrogáveis por mais 15 dias, quando as circunstâncias assim exigirem
(§7º).
O rito sumário é composto pelas seguintes etapas:
Instrução sumária
Instauração Julgamento
indiciação → defesa → relatório
No caso de acumulação ilegal de cargos públicos, o servidor será notificado para apresentar opção e, se ele
permanecer omisso, será instaurado procedimento administrativo disciplinar sumário conduzido por
comissão composta por dois servidores estáveis.
Gabarito (C)
Por outro lado, caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de
demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos,
empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou
entidades de vinculação serão comunicados (§6º).
Percebam, quanto à acumulação de cargos, as diferentes situações a depender da manifestação
ou não da opção pelo servidor:
Servidor que manifesta sua Não representa uma sanção ao
»» EXONERAÇÃO »»
opção tempestivamente servidor.
Sintetizando as principais características da sindicância e dos dois ritos de PAD, temos a seguinte
tabela-comparativa:
Sindicância PAD – rito sumário PAD – rito ordinário
Situações de:
Revisão do PAD
A revisão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) consiste em um novo processo, com novo
inquérito e novo julgamento. Não se trata de mero recurso, no qual haveria a reapreciação dos
mesmos fatos e elementos já examinados na decisão anterior.
O fato ensejador da revisão do PAD é o surgimento de novos elementos, não apreciados no
processo originário, capazes de indicar a inadequação da penalidade aplicada ou, até mesmo, a
inocência do servidor punido (art. 174), de sorte que a simples alegação de injustiça da penalidade
não constitui fundamento para a revisão (art. 176).
Nesse sentido, o art. 174 da Lei 8.112 prevê que a revisão do processo disciplinar poderá se dar,
a qualquer tempo, a pedido ou de ofício.
Admitida a revisão, será autuado um novo processo, o qual correrá apenso9 ao original (art. 178).
À semelhança do que ocorreu no processo originário, deverá haver a designação de uma comissão
revisora, a qual terá 60 dias para a conclusão dos trabalhos, neste caso, improrrogáveis (art. 179).
Ao final deste período, o relatório da comissão é encaminhado à mesma autoridade que aplicou
a penalidade, a qual terá 20 dias para julgar o caso (art. 181), podendo determinar diligências.
No entanto, a decisão em sede de revisão não poderá agravar a penalidade ao servidor.
A qualquer tempo
REVISÃO
Surgimento de Circunstâncias que
indiquem a inadequação
não poderá resultar da sanção aplicada
agravamento da sanção
9
“Apensar” é sinônimo de juntar, prender. Nesta situação, “apensar” consiste no ato de anexar um
processo aos autos de outro.
DIREITO DE PETIÇÃO
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
A própria Constituição Federal assegura a todos o direito de petição (art. 5º, XXXIV, ‘a’), o qual é
regulamentado, no âmbito do funcionalismo público federal, por meio dos arts. 104 a 115 da Lei
8.112.
No âmbito funcional tal direito consiste em formas de o servidor público requerer a concessão de
direitos ou solicitar providências por parte da Administração.
Reparem que o “direito de petição” não se confunde com o “dever de representação” (art. 166,
XII), estudado ao longo desta aula:
defesa de direitos e solicitação de
PETIÇÃO »» direito do servidor »»
providências
10
Que possui significado de uma decisão absurda.
dirigido à autoridade
imediatamente superior à que tiver
Recurso
expedido o ato ou proferido a
decisão
Requerimento
O requerimento consiste na primeira tentativa do servidor de defender seu direito:
Art. 104. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa
de direito ou interesse legítimo.
O expediente deverá ser endereçado (dirigido) à autoridade competente para decidir sobre
aquele assunto, mas encaminhado por intermédio da autoridade a que está subordinado o
servidor - via hierárquica (art. 105):
Apesar de simplório, o exemplo a seguir poderá elucidar a diferença entre o destinatário final do
requerimento e a forma de encaminhamento:
A autoridade a que o servidor está subordinado terá 5 dias para “despachar” o requerimento e a
autoridade competente terá 30 dias para decidir.
Pedido de Reconsideração
Após o requerimento ter chegado à autoridade competente e esta ter decidido, imaginem que o
servidor não concordou com o deslinde do feito e decide apresentar, àquela mesma autoridade,
um pedido de reconsideração:
Art. 106. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou
proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado.
Recurso
Já o recurso representa o acesso do servidor à segunda instância decisória. Nos termos do
art. 107, caberá recurso em duas situações: caso seja indeferido o pedido de reconsideração ou
da decisão de um outro recurso, para uma autoridade hierarquicamente superior:
Assim como ocorre com o pedido de reconsideração, o prazo para interposição de recurso é de
30 dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida (art. 180).
O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente (art. 109).
A par dos benefícios comentados ao longo da aula (licença gestante, adotante, paternidade etc),
é importante conhecermos algumas regras previstas a partir do art. 183 da Lei 8.112/1990.
Nesse sentido, o legislador previu que a União deverá manter um “Plano de Seguridade Social”
para o servidor e sua família (art. 183).
O mencionado Plano deverá cobrir os seguintes benefícios:
aposentadoria
auxílio-natalidade
salário-família
licença-paternidade
assistência à saúde
auxílio-funeral
ao dependente
auxílio-reclusão
assistência à saúde
No que diz respeito aos benefícios “aposentadoria” e “pensão”, falaremos com maior
detalhamento mais à frente, considerando principalmente o regramento constitucional aplicável.
Além destes, já havíamos detalhado anteriormente os benefícios de licença-maternidade e
paternidade, licença por motivos de saúde e por acidente em serviço.
Quanto aos demais benefícios, vamos sintetizar suas principais características por meio da
seguinte tabela:
Benefício Características Valor
devido à servidora por motivo
de nascimento de filho,
inclusive natimorto Valor = menor vencimento do
auxílio-natalidade
serviço público
(se a parturiente não for
(art. 196)
servidora, o auxílio será pago ao Gêmeos: + 50% por nascituro
cônjuge ou companheiro
servidor público)
salário-família - p/ servidor de baixa renda
valor por dependente
(arts. 197-201) (ativo ou inativo)
APOSENTADORIA E PENSÃO
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA
Já o regime próprio de previdência social (RPPS), também chamado de regime especial, será
aplicado apenas aos ocupantes de cargos públicos efetivos (ou seja, aos servidores efetivos). Há
um outro conjunto de regras aplicáveis ao regime próprio. As regras constitucionais diretamente
aplicáveis ao regime próprio dos servidores estão traçadas nos vários parágrafos do art. 40, que
assim inicia:
CF, art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos
efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente
federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios
que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial (EC 103/2019)
1
ADI 3106 MG, rel. Min. Nelson Jobim, 8/1/2004
2
ADI 2.791, rel. min. Gilmar Mendes, 16/8/2006
3
O regime de capitação individual é aquele em que as contribuições são depositadas em uma conta
específica do segurado, sendo que tais valores são capitalizados individualmente e são destinados
exclusivamente ao pagamento do benefício daquele segurado. Não há “socialização” das contribuições.
4
O equilíbrio atuarial, de modo simples, consiste na relação entre o valor do benefício a ser pago e as
contribuições realizadas, segundo cálculos fornecidos pelas ciências atuariais.
É preciso ter em mente que o regime previdenciário próprio, tratado nesta aula, sofreu duas
grandes desde a promulgação da Constituição Federal/88.
Adiante vamos passar a tratar das principais regras constitucionais aplicáveis ao regime de
previdência próprio dos servidores efetivos ou, simplesmente, do “regime próprio de previdência
social” - RPPS.
Na sequência, veremos as espécies de benefícios concedidos à conta do regime próprio de
previdência social e, por fim, as regras relacionadas à “previdência complementar” dos servidores,
no âmbito federal gerida pela Funpresp.
Vamos lá!
➢ Regras específicas
Como vimos acima, o regime de previdência dos servidores efetivos possui regras próprias. No
entanto, não existem regras detalhadas para todas as questões. Assim, no que couber, poderão
ser utilizadas regras do regime geral da previdência social:
CF, art. 40, § 12 - Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime próprio de
previdência social, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de
Previdência Social.
Além disso, para os regimes já existentes, lei complementar da União irá estabelecer uma série de
regras de funcionamento e gestão:
§ 22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de previdência social, lei
complementar federal estabelecerá, para os que já existam, normas gerais de organização,
Reparem que, após a reforma promovida pela EC 103/2019, o texto constitucional passou a deixar
claro que os ocupantes exclusivamente de cargo eletivo (prefeitos, governadores, deputados,
vereadores etc) farão jus ao regime geral – não a regime próprio.
Vale destacar que o STF já considerou inconstitucional a extensão deste regime aos servidores em
comissão que foram beneficiários de estabilidade excepcionalmente concedida por meio de
regras previstas no texto constitucional (chamadas por alguns de “trem da alegria”):
Servidores públicos detentores da estabilidade excepcional do art. 19 do ADCT. Inclusão no
regime próprio de previdência social. Impossibilidade. (...) Os servidores abrangidos pela
estabilidade excepcional prevista no art. 19 do ADCT 5 não se equiparam aos servidores
efetivos, os quais foram aprovados em concurso público. Aqueles possuem somente o
direito de permanecer no serviço público nos cargos em que foram admitidos, não tendo
direito aos benefícios privativos dos servidores efetivos. Conforme consta do art. 40 da CF,
com a redação dada pela EC 42/2003, pertencem ao regime próprio de previdência social
tão somente os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações. ARE 1.069.876 AgR, rel.
min. Dias Toffoli, j. 27-10-2017, 2ª T, DJE de 13-11-2017
5
ADCT, art. 19. Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da
administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição,
há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da
Constituição, são considerados estáveis no serviço público.
Feita esta breve introdução das regras constitucionais atualmente aplicáveis, adiante estudaremos
as três modalidades de aposentadoria concedidas pelo regime próprio (voluntária, por invalidez e
compulsória), além de regras relacionadas à pensão.
Aposentadoria voluntária
No inciso III do §1º, temos a previsão da aposentadoria voluntária, que passou a ter os seguintes
requisitos de idade (EC 103/2019):
CF, art. 40, §1º, III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher,
e aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida mediante emenda às respectivas
Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os demais requisitos
estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo.
Além da idade (definida acima para os servidores federais), deverá ser atendido o requisito do
tempo mínimo de contribuição, que será definido por lei ordinária da União. Até que esta lei seja
editada, o art. 19 da EC 06/2019 previu os seguintes tempos: 15 anos para a mulher e 20 anos
para o homem.
Comparando com a regra anterior, quanto à idade (antiga “aposentadoria por idade”), temos o
seguinte:
Antes da EC 103/2019 Após a EC 103/2019
União Demais entes União Demais entes
Mulher = 60 anos Mulher = 60 anos Mulher = 62 anos Regras a serem
definidas por cada
Homem = 65 anos Homem = 65 anos Homem = 65 anos ente
Como já havíamos adiantado, tratando-se de professor (ensino infantil, fundamental e médio),
poderá haver a redução em 5 anos nestes requisitos.
A este respeito, o STF entende que este benefício alcança apenas aqueles servidores que possuem
tempo de contribuição relativo exclusivamente às atividades de magistério. Assim, se uma pessoa
atua como professor durante alguns anos e, posteriormente, é aprovada em um concurso para
Analista da Receita Federal, por exemplo, não há que se falar em redução de 5 anos, na medida
em que não seria possível “fundir normas que regem a contagem do tempo de serviço para as
aposentadorias normal e especial, contando proporcionalmente o tempo de serviço exercido em
funções diversas”6.
6
RE-AgR 288.640/PR, rel Min. Joaquim Barbosa, 6/12/2011
Aposentadoria compulsória
A aposentadoria compulsória, chamada carinhosamente de “expulsória”, é aquele em que o
servidor atinge a idade máxima para estar em exercício no serviço público, na forma do inciso II:
CF, art. 40, §1º, II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de
contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade,
na forma de lei complementar;
Até a promulgação da EC 88, de maio de 2015 (chamada de “PEC da bengala”), o limite era de
70 anos para todos os cargos. Com a alteração constitucional promovida, criou-se a possibilidade
de a “expulsória” ocorrer apenas aos 75 anos, desde que houvesse a regulamentação por meio
de lei complementar.
Até a edição da LC 152, de dezembro de 2015, no entanto, o adiamento da aposentadoria
compulsória para os 75 anos ocorreu apenas os cargos mencionados no art. 100 do ADCT 7:
ministros do STF, dos tribunais superiores (TST, STJ, TSE e STM) e do TCU. Portanto, para estes
cargos, a alteração promovida pela EC 88 teve eficácia imediata, não requerendo regulamentação
por meio de lei complementar.
Apenas em dezembro de 2015 surgiu a LC 152, é que foi regulamentada a compulsória de 75 anos
para os cargos efetivos, a saber:
LC 152/2015, art. 2º Serão aposentados compulsoriamente, com proventos proporcionais
ao tempo de contribuição, aos 75 (setenta e cinco) anos de idade:
I - os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações;
7
CF, art. 100. Até que entre em vigor a lei complementar de que trata o inciso II do § 1º do art. 40 da
Constituição Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores e do Tribunal
de Contas da União aposentar-se-ão, compulsoriamente, aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, nas
condições do art. 52 da Constituição Federal. (EC 88/2015)
Dessa forma, apenas com a LC 152 é que a aposentadoria compulsória aos 75 anos começou a
vigorar para todo o funcionalismo.
Entre maio de 2015 (data de promulgação da EC 88) e dezembro daquele ano (data da LC 152),
muito se discutiu sobre a extensão do limite de 75 anos para outras categorias não mencionadas
no art. 100 do ADCT, tendo o STF confirmado 8 a exigência de lei complementar e considerado
inconstitucional a parte final do art. 100 do ADCT que exigia uma nova sabatina para permanência
no cargo.
Além disso, após a EC 103/2019, o limite da aposentadoria compulsória passou a valer também
para os empregados públicos (CF, art. 201, §16).
O STJ e o STF entendem9 que a aposentadoria compulsória fixada no art. 40 da CF não atinge os
ocupantes de cargo em comissão. Assim, não há qualquer limite para fins de nomeação a cargo
em comissão. Neste sentido, se um servidor efetivo se aposentar, inclusive compulsoriamente, ele
poderia ocupar um cargo em comissão (de livre nomeação e exoneração).
Este entendimento foi cobrado na seguinte questão:
FCC/ DPE-PR – Defensor Público (adaptada)
É aplicável a regra da aposentadoria compulsória por idade também aos servidores públicos que ocupem
exclusivamente cargo em comissão, segundo o Superior Tribunal de Justiça.
Gabarito (E)
8
ADI 5316/DF, rel. Min. Luiz Fux, 21/5/2015
9
RE 786.540/DF, rel Min. Dias Toffoli, 15/12/2016 (repercussão geral)
O STF tem entendido também que não se aplica a aposentadoria compulsória prevista no art. 40,
§ 1º, II, da CF aos titulares de serventias extrajudiciais (Adi 2602/MG) e aos titulares de serventias
judiciais não estatizadas que não sejam ocupantes de cargo público efetivo e não recebam
remuneração proveniente dos cofres públicos (RE 647.827, rel. min. Gilmar Mendes, j. 15-2-2017,
P, DJE de 1º-2-2018, Tema 571).
Pensão por morte
A pensão consiste no benefício devido a familiares do servidor falecido. O valor da pensão passou
a ser determinado da seguinte forma:
CF, art. 40, § 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando se tratar da única fonte
de renda formal auferida pelo dependente, o benefício de pensão por morte será
concedido nos termos de lei do respectivo ente federativo, a qual tratará de forma
diferenciada a hipótese de morte dos servidores de que trata o § 4º-B [agente
penitenciário, agente socioeducativo e policial] decorrente de agressão sofrida no
exercício ou em razão da função.
Notem que, antes da EC 103, não havia tal requisito de ser a única fonte de renda formal do
dependente, bem como o próprio texto constitucional estabelecia as regras dos valores (havia um
redutor para aquilo que superasse 70% do valor da aposentadoria).
Nesse sentido, a Lei 8.112 prevê que podem ser beneficiários das pensões (art. 217):
a) o cônjuge
b) o cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato, com percepção de pensão
alimentícia estabelecida judicialmente;
c) o companheiro ou companheira que comprove união estável como entidade familiar;
d) filho ou irmão dependente economicamente, sendo que ambos devem atender a um dos
seguintes requisitos:
- seja menor de 21 anos;
- seja inválido;
- tenha deficiência - intelectual ou mental
e) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor
Nos termos do art. 221 da Lei 8.112, a pensão por morte será concedida em caráter provisório
nos seguintes casos (morte presumida do servidor):
a) declaração de ausência (pelo juiz)
b) desaparecimento em desabamento, inundação, incêndio ou acidente não caracterizado
como em serviço
c) desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança
No entanto, decorridos 5 anos da vigência da pensão provisória, ela será transformada em vitalícia
ou temporária. No entanto, se o servidor reaparecer, logicamente o benefício será
automaticamente cancelado.
CONCLUSÃO
Bem, pessoal,
O assunto da aula de hoje não apresenta grandes dificuldades de compreensão, mas apresenta
um desafio para a memorização de toda esta miríade de detalhes.
Por este motivo, após a sistematização apresentada nesta aula, sugiro fortemente a leitura da ‘lei
seca’. Vocês perceberão que a grande maioria das questões sobre este assunto versa sobre a
literalidade dos dispositivos legais.
Para facilitar a tarefa de memorização, apresentamos a seguir nosso resumo e as questões
comentadas relacionadas ao tema da aula de hoje!
@professordaud
[Link]/professordaud
RESUMO
PROVIMENTO
✓ Única forma de provimento originário (independe de vínculo anterior com
o cargo público)
Nomeação ✓ Pode se referir a cargo efetivo ou em comissão
✓ Ato administrativo unilateral, que gera direito subjetivo à posse
(investidura no cargo)
✓ Provimento derivado vertical
Promoção
✓ Ocorre na mesma carreira
✓ Provimento derivado horizontal, decorrente de limitação na capacidade
laborativa do servidor – não há rebaixamento, nem promoção
Readaptação
✓ Cargo de atribuições afins – equivalência de habilitação, nível de
escolaridade e vencimentos
✓ Retorno à atividade do servidor que estava aposentado
✓ DE OFÍCIO → junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da
aposentadoria por invalidez:
o ato vinculado
✓ A PEDIDO → servidor estável que havia se aposentado (de forma
voluntária) solicita o retorno ao exercício:
Reversão
o ato discricionário
o aposentadoria deve ter sido voluntária
o ocorrido no máximo 5 anos antes
o servidor era estável
o exista cargo vago
Aproveitamento ✓ retorno do servidor que havia ficado em disponibilidade
POSSE
✓ Investidura no cargo público. Aperfeiçoa o vínculo entre aquela pessoa e a Administração
✓ A partir deste momento, aquela pessoa é considerada “servidor público”
✓ Tem natureza bilateral, pois depende da manifestação do nomeado
✓ nacionalidade brasileira
✓ gozo dos direitos políticos
✓ quitação com as obrigações militares e eleitorais
Requisitos
✓ nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo
✓ 18 anos no mínimo
✓ aptidão física e mental
Prazo de 30 dias após
✓ sob pena de a nomeação ser tornada sem efeito
a nomeação
EXERCÍCIO
✓ Efetivo desempenho das atribuições do cargo
✓ Início da contagem do tempo de serviço
Prazo de 15 dias após
✓ sob pena de haver a exoneração do servidor
a posse
ESTÁGIO PROBATÓRIO
✓ Avaliação da aptidão do servidor para o exercício daquele cargo específico
✓ Responsabilidade
✓ Assiduidade
Fatores de avaliação ✓ Produtividade
✓ capacidade de Iniciativa
✓ Disciplina
✓ prazo de 3 anos
✓ inabilitação no EProb não tem caráter de penalidade e gera a exoneração do servidor naquele cargo.
Apesar disso, deve-se assegurar o contraditório ao servidor declarado inapto para o cargo.
==210f9d==
✓ Não se confunde com a “estabilidade”, que se relaciona com o serviço público – não com o cargo
específico
✓ 4 meses antes de fim do estágio probatório → submete à homologação da autoridade competente
a avaliação do desempenho do servidor (realizada por comissão especial)
✓ Licença para capacitação
Servidor em EProb ✓ Licença para tratar de interesses particulares
não faz jus a ✓ Licença para desempenho de mandato classista
✓ Afastamento para participar em curso ou programa de pós-graduação
Desinvestidura
✓ Demissão → É sanção administrativa → Recai apenas sobre servidores efetivos e
decorre da prática de infrações funcionais.
✓ Exoneração → Não é sanção → Pode recair tanto sobre servidores efetivos como
servidores em comissão.
A PEDIDO do servidor
reprovação no estágio
do ocupante de
probatório de servidor
CARGO EFETIVO não estável
DE OFÍCIO, mediante
após a posse, não
EXONERAÇÃO entrar em exercício no
prazo legal
A PEDIDO do servidor
do ocupante de
CARGO EM COMISSÃO
a juízo da autoridade
DE OFÍCIO
competente
REMOÇÃO e REDISTRIBUIÇÃO
✓ Não são formas de vacância!
✓ Deslocamento do cargo, para quadro diverso
Redistribuição
✓ Sempre de ofício
✓ Deslocamento do servidor, para o mesmo quadro de pessoal
Remoção
✓ Com ou sem mudança de sede
Remoção de ofício ✓ No interesse da Administração
✓ A critério da Administração
✓ para outra localidade, independentemente do interesse da Administração
o para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor
público (civil ou militar), de qualquer esfera, deslocado no
interesse da Administração
Remoção a pedido o por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou
dependente que viva às suas expensas e conste do seu
assentamento funcional, condicionada à comprovação por
junta médica oficial
o em virtude de processo seletivo (concurso de remoção), na
hipótese em que o número de interessados for superior ao
número de vagas
FÉRIAS
✓ Descanso anual remunerado, com 1/3 a mais
✓ Acumuladas até, no máximo, 2 períodos – desde que haja necessidade do serviço
✓ Após ter tomado posse, exige-se que o servidor tenha 12 meses de exercício para que faça jus ao
primeiro período de férias.
✓ Admite-se parcelamento em até 3 etapas - ato discricionário
REGIME DISCIPLINAR
✓ Advertência escrita
o Prescreve em 180 dias
o Registro cancelado após o decurso de 3 anos se não praticar
Penalidades
nova infração
✓ Suspensão (máx. 90 dias)
o Prescreve em 2 anos
SINDICÂNCIA
✓ Destinado à apuração de infrações e aplicação de sanções de advertência ou suspensão de até 30
dias
✓ Não é uma etapa do PAD
✓ arquivamento
Possíveis resultados ✓ aplicação de penalidades
✓ instauração de PAD
✓ prazo: 30 + 30 dias
✓ se for apenas inquisitório (sem natureza de acusação ou de sanção): não requer contraditório e
ampla defesa
✓ se a conclusão for a instauração de PAD: os autos da sindicância integrarão o PAD
PAD
✓ instaurado pela autoridade competente
✓ conduzido por comissão de 3 servidores estáveis (rito ordinário) ou 2 servidores estáveis (rito
sumário)
✓ autoridade competente pode determinar o afastamento preventivo do servidor (60+60 dias), com
remuneração
✓ prazo total 140 dias: inquérito (60 + 60 dias) e julgamento (20 dias)
✓ Após análise das provas produzidas, a comissão decide por indiciar ou não o servidor
✓ Servidor é citado para apresentar sua defesa escrita (prazo de 10 dias)
✓ Se o indiciado não se defende (revelia), é designado defensor dativo
✓ Em regra: o julgamento pela autoridade competente se vincula à conclusão do relatório
✓ Exceção: conclusão contrária às provas dos autos
✓ Revisão do PAD: fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a
inadequação da penalidade aplicada
✓ A qualquer tempo, a pedido ou de ofício
✓ Não pode agravar a penalidade
✓ Casos de:
o Acumulação de cargos
Rito sumário o Abandono de cargo
o Inassiduidade habitual
✓ Prazo: 30 + 15
QUESTÕES COMENTADAS
Gabarito (D)
Gabarito (D)
Sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso
público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de
que são portadoras; para tais pessoas, serão reservadas até ________ das vagas oferecidas
no concurso.
a) 45% (quarenta e cinco por cento)
b) 15% (quinze por cento)
c) 35% (trinta e cinco por cento)
d) 20% (vinte por cento)
e) 50% (cinquenta por cento).
Comentários:
A reserva para portadores de deficiência é realizada nos cargos cujas atribuições sejam
compatíveis e com proporção de ATÉ 20% das vagas oferecidas, nos termos da Lei nº
8.112/1990:
Art. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público:
§ 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em
concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a
deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por
cento) das vagas oferecidas no concurso.
Portanto, a Letra (D) está correta.
Gabarito (D)
Em relação ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a
estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e
capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os
seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - capacidade de iniciativa; IV - __________ ;
V- responsabilidade.
a) destreza
b) felicidade
c) malemolência
d) produtividade
e) articulação.
Comentários:
Nos termos da Lei nº 8.112/1990:
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará
sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua
aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados
os seguinte fatores:
I - assiduidade;
II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V- responsabilidade.
Logo, a produtividade é o fator ausente, portanto, a Letra (D) está correta.
Gabarito (D)
Mévio é servidor público efetivo da Câmara Municipal de Pouso Alegre, mas, em razão dos
cursos concluídos, ocorre a passagem do cargo atual para outro da mesma natureza, para
exercício da função de chefia, deixando o cargo de origem vago. Considerando o Estatuto
dos Servidores Públicos de Pouso Alegre, houve a vacância do cargo em razão de
a) demissão.
b) promoção.
c) exoneração.
d) transferência.
Comentários:
A Letra (A) está incorreta, a exoneração é uma forma de vacância que ocorre sem caráter
punitivo. Ocorre de ofício ou a pedido, a exemplo da exoneração de servidor não habilitado
no estágio probatório (CF, art. 41, §1°, III) e da exoneração por excesso de despesa com
pessoal (CF, art. 169, §4°).
A Letra (B) é a alternativa mais adequada, segundo Celso Antônio Bandeira de Mello, a
promoção consiste em forma de provimento derivado vertical, na qual o servidor passa a
ocupar um cargo mais elevado dentro da mesma carreira. Entretanto, o trecho “para
exercício da função de chefia" não se relaciona diretamente com a promoção.
A Letra (C) está incorreta, pois a demissão é uma forma de vacância com viés punitivo
aplicada nas situações elencadas no art. 132 da Lei 8.112/90.
Por fim, a Letra (D) está incorreta, a ascensão funcional materializada pela “ascensão” e
“transferência”, consistiam em formas de provimento em que o servidor passaria de uma
carreira para outra, contrariando a Constituição Federal, consoante entendeu o STF por meio
da Súmula Vinculante 43:
É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem
prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não
integra a carreira na qual anteriormente investido.
Gabarito (B)
Por fim, a Letra (D) está correta, o prazo de restituição das diárias não utilizadas é de 5 (cinco)
dias, segundo a Lei nº 8.112/1990:
Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica
obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
Gabarito (A)
A Letra (C) está correta, essa disposição da Lei nº 8.112/1990 busca evitar o uso da licença
por motivo de doença em pessoa da família para outros fins:
Art. 81, § 3º É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença
prevista no inciso I [por motivo de doença em pessoa da família] deste artigo.
Por fim, a Letra (D) está incorreta, pelo contrário, a licença somente será deferida se for
comprovado que a assistência direta do servidor é indispensável, conforme Lei nº
8.112/1990:
Art. 83, § 1o A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for
indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou
mediante compensação de horário, na forma do disposto no inciso II do art. 44.
Gabarito (C)
para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo
na Administração Pública Federal.
Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença:
I - por motivo de doença em pessoa da família;
II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
III - para o serviço militar;
IV - para atividade política;
A Letra (C) está correta, tanto a licença ao servidor para acompanhar cônjuge quanto a
licença para o trato de assuntos particulares serão concedidas sem remuneração, conforme
Lei nº 8.112/1990:
Art. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro
que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício
de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.
§ 1º A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.
[...]
Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo
efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, licenças para o trato de assuntos
particulares pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração.
Por fim, a Letra (D) está incorreta, apenas a licença para capacitação exige 5 anos de
exercício. A licença de mandato classista, por outro lado, exige apenas a estabilidade do
servidor, conforme art. 20 da Lei nº 8.112/1990 citado acima.
Art. 87. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da
Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por
até três meses, para participar de curso de capacitação profissional.
Gabarito (C)
Até 2022, a avaliação por junta oficial era composta taxativamente por três médicos ou três
cirurgiões dentistas. Com a atualização promovida pelo Decreto nº 11.255/2022, essa junta
oficial agora é realizada com, no mínimo, dois médicos ou cirurgiões dentistas:
Decreto nº 7.003/2009, art. 2º Para os efeitos deste Decreto, considera-se:
II - avaliação por junta oficial: perícia oficial realizada por, no mínimo, dois médicos ou dois
cirurgiões-dentistas; (Redação dada pelo Decreto nº 11.255, de 2022)
Gabarito (A)
As licenças para tratamento de saúde podem ser tratadas de duas maneiras, conforme a
legislação: dispensada de perícia e concedida mediante avaliação pericial. De acordo com as
orientações do Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público Federal, sobre a
licença concedida mediante avaliação pericial, assinale a afirmativa INCORRETA.
a) A licença por mais cento e vinte dias, ininterruptos ou não, no período de doze meses,
deve ser avaliada por uma junta oficial em saúde.
b) Encontrando-se o servidor impossibilitado de se locomover ou estando hospitalizado, a
avaliação pericial poderá ser realizada em residência ou em entidade nosocomial.
c) O início da licença por motivo de saúde do servidor deverá corresponder à data do início
dos sintomas, mesmo que o afastamento de suas atividades laborais tenha ocorrido em data
posterior.
d) O servidor deverá solicitar avaliação por perícia oficial à unidade competente do
órgão/entidade ou diretamente à unidade de atenção à saúde em até cinco dias corridos do
início do afastamento, munido de documento de identificação com foto e documentos
comprobatórios de seu estado de saúde e do tratamento.
Comentários:
A Letra (A) está correta, disposição literal da Lei nº 8112/1990:
Art. 203, § 4º A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no período de 12
(doze) meses a contar do primeiro dia de afastamento será concedida mediante avaliação
por junta médica oficial.
A Letra (B) está correta, de acordo com disposição da Lei nº 8112/1990:
Art. 203, § 1º Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do
servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.
A Letra (C) está incorreta, de acordo com Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor
Público Federal (3º edição), o início da licença por motivo de saúde deve corresponder a
data do início do afastamento das atividades laborais:
O início da licença por motivo de saúde do servidor deverá corresponder à data do início do
afastamento de suas atividades laborais, que deverá ser a mesma data de emissão do
atestado.
Por fim, a Letra (D) está correta, de acordo com a disposição literal do Manual de Perícia
Oficial em Saúde do Servidor Público Federal (3º edição):
O servidor deverá solicitar avaliação por perícia oficial à unidade competente do
órgão/entidade ou diretamente à unidade de atenção à saúde em até cinco dias corridos do
início do afastamento, munido de documento de identificação com foto e documentos
comprobatórios de seu estado de saúde e do tratamento.
Gabarito (C)
Sobre o regime disciplinar dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, assinale a alternativa correta em conformidade com a Lei
Federal nº 8.112/1990.
a) Quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou
disponibilidade e destituição de cargo em comissão, a ação disciplinar prescreve em 5 (cinco)
anos, contados da data em que o fato se tornou conhecido.
b) A responsabilidade civil do servidor decorre de ato comissivo, desde que praticado
culposamente no desempenho do cargo ou função e que resulte prejuízo ao erário ou a
terceiros.
c) Advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria e reparação do dano são
penalidades disciplinares aplicáveis ao servidor.
d) O servidor pode manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança,
cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.
e) A ausência intencional do servidor ao serviço por até 30 (trinta) dias consecutivos configura
inassiduidade habitual, enquanto a falta injustificada ao serviço por mais de 30 (trinta) dias,
interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses, configura abandono de cargo.
Comentários:
A Letra (A) está correta, de acordo com a Lei nº 8.112/1990, o prazo de prescrição das ações
disciplinares mais gravosas é de 5 anos a partir da data em que o fato se tornou conhecido:
Art. 142. A ação disciplinar prescreverá:
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria
ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
§ 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.
A Letra (B) está incorreta, além do ato comissivo, há também previsão para responsabilização
do ato omissivo, na modalidade dolosa ou culposa, desde que resulte em prejuízo ao erário
ou a terceiros:
Lei nº 8.112/1990, art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo,
doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
A Letra (C) está incorreta, pois reparação de dano não está entre as penalidades previstas na
Lei nº 8.112/1990:
Art. 127. São penalidades disciplinares:
I - advertência;
II - suspensão;
III - demissão;
IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade; (Vide ADPF nº 418)
V - destituição de cargo em comissão;
VI - destituição de função comissionada.
A Letra (D) está incorreta, pelo contrário, é proibido ao servidor manter, sob sua chefia
imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil:
Lei nº 8.112/1990, art. 117. Ao servidor é proibido:
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge,
companheiro ou parente até o segundo grau civil;
Por fim, a Letra (E) está incorreta, o abandono do cargo é caracterizado pela ausência
intencional do servidor por mais de trinta dias consecutivos. Já a inassiduidade habitual
ocorre pela falta recorrente, em que o servidor, sem causa justificada, falta 60 dias durante o
período de 12 meses:
Lei nº 8.112/1990, art. 138. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor
ao serviço por mais de trinta dias consecutivos.
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por
sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses.
Gabarito (A)
O servidor público federal deve se submeter às proibições de conduta previstas em lei. São
proibições, EXCETO
a) participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.
b) receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas
atribuições.
c) aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro.
d) proceder de forma desidiosa.
e) não zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público.
Comentários:
Gabarito (E)
Portanto, embora a regra seja a independência das esferas civil, penal e administrativa,
haverá necessariamente vinculação na esfera administrativa quando, na esfera penal,
houver absolvição em razão de (i) o fato não ter acontecido/existido; OU (ii) o servidor não
ter sido o autor do fato.
Assim, a Letra (B) está correta.
Gabarito (B)
A Letra (C) está incorreta, pois não há previsão legal da negação formal de defesa. Caso o
servidor opte por não se defender, ele será considerado “revel” e a autoridade instauradora
designará um defensor dativo para o servidor indiciado, conforme Lei nº 8.112/1990:
Art. 164. Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa
no prazo legal.
§ 1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a
defesa.
§ 2º Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um
servidor como defensor dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de
mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.
A Letra (D) está incorreta, não há essa previsão na Lei nº 8.112/90.
Por fim, a Letra (E) está incorreta, a Lei nº 8.112/90 não prevê essa possibilidade.
Gabarito (B)
Sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, assinale a alternativa correta de acordo com a Lei Federal nº
8.112/1990.
a) Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará
sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua
aptidão e sua capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.
b) O servidor habilitado, empossado e estável pode perder o cargo em virtude de sentença
judicial recorrível ou de processo administrativo disciplinar, mesmo que não lhe tenha sido
assegurada ampla defesa.
c) A nomeação para cargo público ocorre com a assinatura do respectivo termo, no qual
deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao
cargo ocupado.
d) É de 24 (vinte e quatro) meses, contados da data da posse, o prazo máximo para o
servidor empossado entrar em efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da
função de confiança.
e) Para investidura em cargo público, exige-se idade mínima de 21 (vinte e um) anos.
Comentários:
A Letra (A) está correta, desde a Emenda Constitucional nº 19/1998, a Constituição Federal
estabelece o prazo de três anos para aquisição da estabilidade:
CF/88, art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para
cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
Assim, a partir do advento da EC nº 19/1998, a interpretação predominante é de que tanto o
estágio probatório quanto a estabilidade passaram para três anos, contudo, a Lei nº
8.112/1990 não foi modificada. Logo, mesmo não sendo aplicável, como a questão solicitou
a cobrança literal da Lei nº 8.112/1990, a alternativa está correta:
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará
sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua
aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.
A Letra (B) está incorreta, a ampla defesa é um princípio básico aplicável a administração
pública que permite ao servidor ou administrado o direito de se valer de todos os meios e
recursos juridicamente válidos para sua defesa:
Lei nº 8.112/1990, art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença
judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja
assegurada ampla defesa.
A Letra (C) está incorreta, pois é na posse que ocorre a assinatura do termo de posse
constando as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo
ocupado:
Lei nº 8.112/1990, art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual
deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao
cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes,
ressalvados os atos de ofício previstos em lei.
A Letra (D) está incorreta, o prazo para o servidor entrar em exercício é de 15 dias, contados
da posse. Caso o servidor não entre em exercício nesse prazo, o servidor será exonerado do
cargo ou, se tiver sido designado para função de confiança, será tornado sem efeito o seu
ato de designação:
Lei nº 8.112/1990, art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo
público ou da função de confiança.
§ 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em
exercício, contados da data da posse.
§ 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua
designação para função de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste
artigo, observado o disposto no art. 18.
Por fim, a Letra (E) está incorreta, na realidade, a idade mínima exigida para investidura em
cargo público coincide com a regra da maioridade civil no Brasil, 18 anos de idade:
Lei nº 8.112/1990, art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público:
V - a idade mínima de dezoito anos
Gabarito (A)
Nos termos da Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos
civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, assinale a alternativa que
a) Supressão.
b) Aproveitamento.
c) Ascensão.
d) Transferência.
e) Deposição.
Comentários:
A letra (a) está incorreta, por ausência de previsão legal. Supressão é o ato
de suprimir. A letra (b) está correta, nos termos do inciso VII do art. 8º da
lei 8.112/1990:
As letras (c) e (d) estão incorretas, pois trata-se de formas de provimento sem que haja a
realização de concurso público. Eles já haviam sido considerados inconstitucionais pelo STF
e, na sequência, foram expressamente revogadas. Aproveito para lembrar que há vedação
expressa à ascensão por força da súmula vinculante 43 do STF:
A letra (e) está incorreta, visto que não há qualquer previsão legal neste sentido.
Semanticamente, deposição seria o mesmo que destituição.
Em síntese
Gabarito (B)
Quando o servidor passa a ocupar cargo diverso do que ocupava, tendo em vista a
necessidade de compatibilizar o exercício da função pública com a limitação sofrida em sua
capacidade física ou psíquica, a forma de provimento será a
a) recondução.
b) readaptação.
c) promoção.
d) reversão.
e) transferência.
Comentários:
A letra (a) está incorreta, uma vez que a recondução é retorno do servidor estável a cargo
anteriormente ocupado em razão do seguinte:
A letra (c) está incorreta. Segundo lição de Maria Sylvia Di Pietro, a promoção é a “forma de
provimento pela qual o servidor passa para cargo de maior grau de responsabilidade e maior
complexidade de atribuições, dentro da carreira a que pertence.”11
A letra (d) está incorreta, visto que a reversão refere-se ao retorno de servidor aposentado,
conforme previsão do art. 25 da lei 8.112/1990:
A letra (e) está incorreta, pois o art. 23 que tratava da transferência foi revogado, sendo o
instituto que trata do deslocamento do servidor na lei 8.112/1990 a remoção.
Em síntese:
1
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 27. ed. São Paulo: Atlas, 2014. p. 678.
Gabarito (B)
Comentários:
A letra (a) está correta, ao mencionar corretamente três institutos que deixam vago o cargo.
Aproveito para sintetizar todas as formas de vacância do cargo:
A letra (b) está incorreta. Nesta alternativa apenas a exoneração é forma de vacância.
A letra (c) está incorreta, uma vez que a reversão é forma de provimento prevista no inciso VI
do art. 8º da lei 8.112/1990.
A letra (d) está incorreta, dado que apenas a exoneração e falecimento são formas de vacância
de cargo público.
A letra (e) está incorreta, pois, dentre as opções, apenas a aposentadoria e readaptação são
formas de vacância de cargo público. Ademais a ascensão trata-se de forma de provimento
sem que haja a realização de concurso público, o que não é permitido, nos termos da súmula
vinculante 43 do STF.
Gabarito (A)
tempo determinado.
c) por até 80 dias consecutivos à servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de
criança até 2 anos de idade.
d) quando, a critério da administração, aquele que ocupar função pública e que não
esteja em estágio probatório necessitar tratar de interesses particulares.
Comentários:
A letra (a) está incorreta, pois não há limitação de prazo neste caso (art. 84).
A letra (b) está correta, nos termos do caput, § 1º e inciso II do § 2º do art. 83 da lei
8.112/1990:
A letra (c) está incorreta. Primeiramente, o prazo legal seria de 90 dias, segundo o previsto no
art. 210 da lei 8.112/1990:
repercussão geral, não se pode fixar prazos diversos à adotante servidora pública, motivo
pelo qual deverá aplicar-se o prazo de licença de 120 dias.
A letra (d) está incorreta, pois a licença para tratar de interesses particulares será concedida ao
ocupante de
cargo efetivo e não ao ocupante de função pública, nos termos do art. 91 da lei 8.112/1990:
Gabarito (B)
a) demissão.
b) abandono de cargo.
c) acumulação de cargo.
Comentários:
A questão versa sobre as penalidades a que se sujeita o servidor regido pela Lei 8.112, a saber:
Gabarito (A)
De acordo com o Regime Jurídico Único são considerados como de efetivo exercício, os
afastamentos, ao serviço, em virtude de:
B) licença gestante, serviço militar, 5 dias falecimento de menor sob sua guarda.
Comentários:
Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados
como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
I - férias;
VIII - licença:
Além disso, o art. 97 da Lei 8.112 prevê ausências do servidor ao serviço sem prejuízo do seu
salário:
- letra (D): foi dada como incorreta visto que, no desempenho de mandato eletivo,
o período não será computado para fins de promoção por merecimento
Gabarito (E)
Sobre licença por motivo de doença em pessoa da família, de acordo com o Regime Jurídico
Único, é correto afirmar:
A) A licença para trato de pessoa da família, em todos os casos, será considerada de efetivo
exercício.
B) Será concedida licença para tratar de pessoa da família aos servidores ocupantes de
cargo efetivo e comissionados somente com prejuízo da remuneração.
C) Será concedida licença para trato de pessoa da família, pelo período de 60 dias
consecutivos, sem remuneração, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.
Comentários:
Questão que cobrou o regramento sobre a licença para tratamento de doença em pessoa da
família do servidor:
Art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do
cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e
enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu
assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial.
- letra (A): sendo remunerada e desde que limitada a 30 dias, a licença será
considerada como de efetivo exercício (art. 130, II)
- letras (B) e (C): nos primeiros 60 dias (a cada 12 meses), a licença será remunerada
- letra (D): não é qualquer pessoa que conste do seu assentamento funcional, mas
apenas aqueles que vivam às suas expensas. Além disso, são consideradas pessoas da
família: cônjuge ou companheiro, pais, padrasto ou madrasta e enteado.
Gabarito (E)
No que tange às licenças disciplinadas pela Lei n.º 8.112/1990, poderá ser concedida licença
ao servidor:
I. para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do
território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes
Executivo e Legislativo. A licença será remunerada.
II. durante o período que mediar entre o registro de sua candidatura perante a Justiça
Eleitoral e a véspera da eleição para o cargo pleiteado. A licença será sem remuneração.
III. ocupante de cargo efetivo, a qualquer tempo, para o trato de assuntos particulares
pelo prazo de até dois anos consecutivos. A licença será
sem remuneração. Está correto o que se afirma:
A) Apenas em I.
B) Apenas em II.
C)Apenas em III.
D) Apenas em II e III.
Comentários:
Todas os itens estão incorretos. O item I está incorreto, visto que tal licença não é remunerada.
Igualmente, o item II está incorreto, visto que em tal período a licença será remunerada.
Relembrando a regra do art. 86:
Por fim, o item III está incorreto, pois o limite para a licença para tratamento de interesses
particulares é de 3 anos.
Relembrando:
Gabarito (E)
b) O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica
obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 30 (trinta) dias.
Comentários:
A letra (C) está incorreta e a letra (E), correta, em razão da seguinte regra:
Gabarito (E)
A Lei nº 8.112, de 1990, dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da
União, das autarquias e das fundações públicas federais. Com base nessa
legislação, analise as assertivas
abaixo.
I. O prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício é de 30
dias, contados da publicação do ato de provimento.
III. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as
atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que
não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de
ofício previstos em lei.
a)Apenas em I.
b)Apenas em II.
c)Apenas em III.
d)Apenas em II e III.
Comentários:
Os itens I e II estão ambos incorretos, pois o prazo para entrada em exercício é de 15 dias e a
declaração de bens deve ser apresentada já em sua posse:
Por fim, o item III está correto e é transcrição do seguinte dispositivo legal:
Gabarito (C)
Segundo a lei nº 8.112/90, assinale a alternativa que contém um motivo para a vacância do
cargo público.
a) Ascensão.
b) Readaptação.
c) Transferência.
d) Estágio probatório.
e) Processo administrativo.
Comentários:
Questão sem dificuldades que cobrou uma das sete hipóteses de vacância do cargo:
Gabarito (B)
Segundo a lei nº 8.112/90, para o servidor público em uma repartição pública federal, manter
sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente:
Comentários:
A questão cobrou uma das proibições endereçadas ao servidor público por meio do art. 117:
Gabarito (A)
Marque a alternativa que apresenta dois requisitos básicos para investidura em cargo público.
e) Quitação com as obrigações militares e eleitorais, ser eleito por votação direta.
Comentários:
Gabarito (A)
b) será afastado do cargo, emprego ou função, não podendo optar pela sua remuneração.
c) será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua
remuneração.
Comentários:
Gabarito (C)
Comentários:
Assim, como os requisitos e prazos mencionados nas letras (B) a (E) estão incorretos, nosso
gabarito está na letra (A).
Gabarito (A)
A) Corrupção.
Comentários:
mnemônico procura-valer):
c) são estáveis após quatro anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo
de provimento efetivo em virtude de concurso público.
Comentários:
A letra (a) está incorreta. O Art. 20, § 4º, da Lei 8.112/90 é claro ao conceder aos servidores
em estágio probatório algumas das licenças previstas em lei:
(...)
(...)
(...)
Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão
oficial, sem autorização do Presidente da República, Presidente dos Órgãos
do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.
(Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior)
(...)
A letra (b) está incorreta, pois contradiz o Art. 20, §2º, o qual prevê que, caso não aprovado no
estágio probatório, o servidor sem estabilidade será exonerado (caso não seja estável):
A letra (c) está incorreta, segundo a CF/88, são três anos para que o servidor adquira a
estabilidade:
A letra (e) está incorreta, pois, segundo a CF/88, há outras formas de o servidor perder o seu
cargo:
Gabarito (D)
“João e Maria, casados, são Técnicos Judiciários do Tribunal Regional Eleitoral, lotados na
capital do Rio de Janeiro. Maria fez concurso para Analista Judiciário do Tribunal Superior
Eleitoral e foi aprovada, devendo, agora, residir em Brasília.” Quanto à remoção, nos termos
da Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que:
a) A remoção de João, nesse caso, será de ofício, não havendo necessidade de solicitação.
b) João será transferido para um cargo de Técnico Judiciário no Tribunal Superior Eleitoral.
c) João pode pedir a remoção para acompanhar Maria, mas a Administração não é obrigada a
conceder.
d) Se João não for removido, Maria pode pedir para ficar no Rio de Janeiro em
disponibilidade remunerada.
Comentários:
Neste caso, para que João possa acompanhar Maria, resta-lhe a remoção a pedido, no
interesse da Administração (ato discricionário).
no interesse
DE OFÍCIO da
Administração
a critério da
Administração
para acompanhar cônjuge ou companheiro, também
servidor
público (civil ou militar), de qualquer esfera,
deslocado no
para outra interesse da Administração
A PEDIDO
localidade, por motivo de saúde do servidor, cônjuge,
independentem companheiro ou
e nte do dependente que viva às suas expensas e
interesse conste do seu
assentamento funcional, condicionada à comprovação
por junta médica oficial
da em virtude de processo seletivo (concurso de
Administração remoção), na
hipótese em que o número de interessados for
superior ao
número de vagas
Gabarito (C)
A partir dos dispositivos da Lei nº 8.112/90, interprete as sentenças e o conectivo entre elas.
Em seguida, assinale a afirmativa juridicamente verdadeira.
b) “É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.” PORTANTO “As férias
poderão ser parceladas em até três etapas, desde que assim requeridas pelo servidor, e no
interesse da administração pública.”
d) “Pode ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que
foi deslocado do local de residência de origem.” MAS “No deslocamento de servidor cujo
cônjuge ou companheiro seja militar, deverá ocorrer o exercício provisório em órgão ou
entidade na nova localidade.”
Comentários:
A letra (a) está incorreta. A primeira afirmação está incorreta, na medida em que a
gratificação natalina não é indenização – é uma gratificação. Nos termos do art. 51, as
indenizações são apenas as seguintes:
A letra (b) está incorreta. As duas afirmações estão corretas (art. 77, §§ 2º e 3º). No entanto,
não há relação
de causalidade entre elas, de sorte que é equivocado o uso do conectivo “portanto”.
A letra (c) está correta. Com base no art. 38, §1º da Lei 8.112:
Além do conteúdo correto das duas afirmativas, a banca utilizou corretamente o conectivo “e”
entre elas.
A letra (d) está incorreta. O exercício provisório pode ocorrer quando o cônjuge deslocado
for militar ou civil, nos termos do art. 84, §2º da Lei 8.112/90.
Gabarito (C)
“Renata, servidora pública federal, com forte engajamento político, decide disputar as
eleições para o cargo de Deputada Estadual. Com isso, requer à sua chefia imediata licença
de suas funções no órgão em que presta serviço para as atividades políticas necessárias.”
Sobre o caso, assinale a alternativa correta.
a) Renata terá direito à licença, sem remuneração, caso ocupe cargo de direção, chefia,
assessoramento na Administração Pública federal.
b) Renata não terá direito à licença, devendo optar, se eleita, entre o cargo que exerce na
Administração Pública Federal e o cargo de Deputada Estadual.
d) Renata terá direito à licença sem remuneração durante o período entre a sua escolha em
convenção partidária e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
Comentários:
Nos termos do art. 86 da Lei 8.112/1990, o servidor terá direito à licença, sem remuneração,
durante o período entre sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo
eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral:
Quanto à letra (a), incorreta, lembro que o afastamento sem remuneração ocorreria também
se ela não exercesse tais atribuições. Além disso, caso Renata ocupasse cargo de direção,
chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, ela seria obrigatoriamente afastada, de
ofício, de suas funções, a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a
Justiça Eleitoral, até o décimo dia seguinte ao do pleito (art. 86, § 1º).
Gabarito (D)
“Um servidor efetivo do Tribunal Regional Eleitoral retirou um processo da repartição sem
autorização da
chefia imediata.” Nos termos da Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que
Comentários:
Nos termos do art. 117, inciso II, da Lei 8.112/1990, ao servidor é proibido “retirar, sem prévia
anuência da
autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição”.
Assim, com base no art. 129, o descumprimento da referida proibição deve ser punido com
penalidade de
advertência.
Gabarito (C)
b) A demissão foi irregular, uma vez que a pena de demissão de servidor público federal
somente pode ser tomada pelo Presidente da República.
c) A demissão foi irregular, uma vez que a pena de demissão de servidor público federal
deve ser apurada em processo administrativo disciplinar e não em sindicância.
d) A demissão foi irregular, uma vez somente se configura abandono de cargo para fins de
demissão quando há falta imotivada por sessenta dias consecutivos.
Comentários:
A letra (b) está incorreta. Como Fernanda é servidora do Poder Judiciário, a competência para
sua demissão não será do chefe do Poder Executivo – mas sim do presidente do tribunal (art.
141).
A letra (d) está incorreta. A falta imotivada por mais de 30 dias consecutivos constitui abandono
de cargo.
Gabarito (C)
A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público, de acordo com a Lei nº
8.112/90,
Comentários:
Gabarito (B)
Observe as afirmativas dos itens I, II, e III e, com fundamento na Lei nº 8.112/1990, escolha a
alternativa que estiver de acordo com o conceito legal, observada a ordem apresentada:
III – Medida cautelar que pode ser imposta ao servidor, fim de que o não venha a influir
na apuração da irregularidade, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias.
Comentários:
Gabarito (A)
Avalie as assertivas abaixo, classificando-as com “V” quando verdadeiras, ou “F”, caso sejam
falsas, de acordo
com os termos da Lei nº 8.112/1990. A seguir, escolha a alternativa que corresponda à
sequência correta:
III - Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando junta
médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou no interesse da
administração, respeitadas as hipóteses legais.
A) V, V, F, F.
B) V, F, F, V.
C)F, F, V, F.
D) V, V, V, F.
E) V, V, V, V.
Comentários:
O item II está correto, segundo o art. 22 da Lei 8.112/1990. Notem que a questão pediu
somente o que consta na referida Lei. Sabemos que na Constituição Federal existem mais
duas hipóteses de perda do cargo, as quais são: insuficiência de desempenho, verificada
mediante avaliação periódica, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa; e
excesso de despesa com pessoal.
O item IV está correto, de acordo com o art. 29 da Lei 8.112/1990. Aproveito para sintetizar
abaixo as formas de provimento tratadas na Lei 8.112:
Gabarito (E)
De acordo com a Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos
civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, é correto afirmar:
nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das
atribuições do que atualmente ocupa, acumulando as remunerações durante o período da
interinidade, se houver compatibilidade de horários.
B) A investidura em cargo público ocorrerá com a posse, a qual não poderá se dar por
procuração específica.
D) Os requisitos básicos para investidura em cargo público constituem rol taxativo, não se
admitindo a exigência de outros requisitos, ainda que as atribuições do cargo assim a
justifiquem.
E) Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo de trinta
dias contados de sua publicação. No entanto, uma vez empossado, será o servidor
exonerado do cargo se não entrar em exercício no prazo de quinze dias, contados da data da
posse, observados os casos em que deva ter exercício em outro município em razão de
remoção, redistribuição, requisição, cessão ou exercício provisório.
Comentários:
A letra (a) está incorreta por várias razões. Os servidores que terão substitutos são aqueles
investidos em cargo ou função de direção, chefia ou assessoramento e os ocupantes de
cargo de natureza especial, conforme o caput do art. 38 da Lei 8.112/1990. Além disso, as
remunerações não serão acumuladas durante o período da interinidade e não há exigência
expressa de compatibilidade de horários. De acordo com o art. 38, § 1º da Lei 8.112/1990:
A letra (b) está incorreta. Conforme o art. 7º da Lei 8.112/1990, a investidura realmente
ocorrerá com a posse. Contudo, de acordo com o art. 13, § 3º, a posse poderá dar-se mediante
procuração específica.
A letra (c) está incorreta. Segundo o art. 5º da Lei 8.112/1990, a nacionalidade deverá ser
somente brasileira, e, não estrangeira. Além disso, a idade mínima exigida é dezoito anos.
A letra (d) está incorreta. De acordo com o art. 5º, § 1º, da Lei 8.112/1990, as atribuições do
cargo podem
justificar a exigência de outros requisitos, ou seja, o rol não é taxativo.
A letra (e) está correta. É exatamente o que consta nos seguintes artigos: art. 13, § 6º; art. 15,
§ 2º e caput do art. 18, os quais serão descritos abaixo:
Gabarito (E)
a) a reversão
b) a readaptação
c) a nomeação
d) a estabilidade
e) a transferência
Comentários:
A letra (a) está incorreta, pois a reversão é o retorno do servidor aposentado à atividade, nos
termos elencados no art. 25 da lei 8.112/1990:
A letra (c) está incorreta, pois a nomeação é forma de provimento em caráter efetivo ou em
comissão, conforme disposição do art. 9º da lei 8.112/1990:
A letra (d) está incorreta. A estabilidade tem relação com a perda do cargo do servidor público.
Esta, sendo estável o servidor, só poderá se dar em virtude de:
A letra (e) está incorreta. O art. 23 da lei 8.112/1990, que referia-se à transferência foi
revogado. O deslocamento do servidor público é tratado pelo instituto da remoção, nos
termos do art. 36 da lei 8.112/1990:
Gabarito (B)
A vacância do cargo público, conforme previsto na Lei n.º 8.112/1990, decorrerá de:
c) falecimento
d) recondução
e) remoção
Comentários:
A letra (c) está correta, uma vez que o falecimento encontra-se entre as situações que geram a
vacância do cargo público, nos termos do art. 33 da lei 8.112/1990:
Gabarito (C)
II. O vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado
em lei.
Comentários:
O Item I está incorreto, uma vez que não há, na legislação, qualquer previsão de escolha por
Gabarito (C)
II. À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e
transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) mês, contado do óbito.
III. Será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em
virtude de mandato eletivo.
IV. Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado
para cargo em comissão, com mudança de domicílio.
Comentários:
O Item II está incorreto, uma vez que à família do servidor que vier a ter óbito na localidade
de transferência é assegurado o retorno a origem dentro do prazo de 1 (um) ano, nos termos
do § 2º do art. 53 da lei 8.112/1990:
O Item III está incorreto, visto que não é concedida ajuda de custo ao servidor afastado em
virtude de mandato eletivo, nos termos do art. 55 da lei 8.112/1990:
Gabarito (B)
II. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e
temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada.
III. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas
de um dia e 6 (seis) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 50% (cinquenta por
cento), computando-se cada hora com cinquenta e dois minutos e trinta segundos.
IV. Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, um
adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias. No caso de
o servidor exercer função de direção, chefia ou assessoramento, ou ocupar cargo em
comissão, a respectiva vantagem será acrescida do cálculo do adicional.
Comentários:
O Item III está duplamente incorreto. O horário noturno se encerrará às 5 (cinco) horas do dia
seguinte e não as 6 (seis) como apresentado. Ainda, o adicional noturno será de 25% (vinte e
cinco por cento) e não 50% (cinquenta por cento). Tal previsão encontra-se no art. 75 da lei
8.112/1990:
O Item IV foi dado como incorreto, uma vez que a vantagem pelo exercício de função de
direção, chefia ou assessoramento, ou ocupar cargo em comissão não será necessariamente
acrescida do cálculo do adicional, mas sim considerada para o cálculo, conforme previsto no
art. 76 da lei 8.112/1990:
Gabarito (A)
a) O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por
um deles.
Comentários:
A letra (b) está incorreta, uma vez que, segundo a previsão do § 2º do art. 68 da lei
8.112/1990, o adicional cessará com a eliminação das condições ou riscos:
A letra (d) está correta, segundo a previsão do parágrafo único do art. 69 da lei 8.112/1990:
A letra (e) está correta. O item apresenta a exata redação do art. 71 da lei 8.112/1990:
Gabarito (B)
II. É de trinta dias o prazo para o servidor público empossado em cargo público entrar
em exercício, contados da data da posse.
III. O servidor não poderá ausentar-se do País, para estudo ou missão oficial, sem
autorização do Presidente da República, do Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e do
Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Comentários:
O Item II está incorreto, uma vez que o prazo para entrar em exercício é de 15 (quinze) dias
contados da posse, nos termos do § 1º do art. 15 da lei 8.112/1990:
O Item IV está incorreto, visto que o horário especial concedido ao servidor portador de
deficiência não exige compensação de horário, conforme previsto no § 2º do art. 98 da lei
8.112/1990:
Gabarito (A)
Rafael, funcionário do Instituto Federal de Ensino do Rio de Janeiro, foi demitido por desviar
livros da biblioteca onde trabalhava para revendê-los em um grande esquema de
favorecimento ilícito, que contava com a participação de diversos funcionários do seu setor.
Ocorre que Rafael acreditava piamente na sua inocência e, diante de um fato novo em que
demonstrava a sua não participação no esquema de favorecimento ilícito, conseguiu provar
no âmbito administrativo e judicial a sua inocência, com ressarcimento de todas as vantagens
logo após a sua demissão.
a) Readaptado ao cargo.
b) Reconduzido ao cargo.
c) Removido do cargo.
d) Reintegrado ao cargo.
e) Revertido ao cargo.
Comentários:
A letra (b) está incorreta, dado que refere-se ao retorno de servidor estável a cargo
anteriormente ocupado nos termos do art. 29 da lei 8.112/1990:
A letra (c) está incorreta, visto que trata-se do mero deslocamento de servidor (não é forma
de provimento de cargo),, conforme art. 36 da lei 8.112/1990:
A letra (e) está incorreta, uma vez que a reversão se dá em relação ao servidor aposentado.
Está prevista no art. 25 da lei 8.112/1990:
Em síntese:
Gabarito (D)
d) Rodrigo nunca tirou o título de eleitor, por isso ele não pode ser um funcionário público.
Comentários:
Além disso, vale a pena resgatarmos as regras constitucionais (combinando-se o §1º do art. 41
com o art. 169), de onde extraímos as situações em que o servidor estável perderá seu cargo:
A letra (b) está correta, nos termos do inciso V do art. 5º da lei 8.112/1990:
A letra (c) está correta, conforme disposto no inciso IV do art. 5º da lei 8.112/1990:
A letra (d) está correta, segundo inciso III do art. 5º da lei 8.112/1990:
Gabarito (A)
a) reversão
b) readmissão
c) recondução
d) aproveitamento
e) reaproveitamento
Comentários:
O retorno à atividade do servidor aposentado consiste na reversão, nos termos do art. 25 da lei
8.112/1990:
Assim, a letra (a) está correta. Aproveito, ainda, para lembrar as duas possibilidades de
reversão:
A letra (b) está incorreta. A readmissão seria o retorno do servidor a cargo anteriormente
ocupado, o qual tenha se desligado voluntariamente. Não há previsão para tal modalidade,
seja na Constituição Federal, seja na lei 8.112.
A letra (c) está incorreta, uma vez que a recondução refere-se ao retorno de servidor a cargo
anteriormente ocupado em decorrência da inabilitação no estágio probatório ou da
reintegração do ocupante anterior, nos termos do art. 29 da lei 8.112/1990:
A letra (e) está incorreta, pois não há previsão legal de tal modalidade. Nos termos da lei
8.112/1990 há situação de aproveitamento, conforme explicado no comentário da alternativa
anterior.
Gabarito (A)
O retorno do servidor público ao cargo de que se vira demitido, com plena restauração dos
direitos violados, com pagamento integral dos vencimentos e vantagens correspondentes ao
tempo em que esteve afastado, em razão de decisão judicial que reconhece a ilegalidade da
demissão, recebe o nome de:
a) reintegração.
b) reassunção.
c) reversão.
d) Recondução.
e) revisão.
Comentários:
Mais uma questão envolvendo formas de provimento! A letra (a) está correta, nos termos do
art. 28 da lei 8.112/1990:
A letra (b) está incorreta. Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, reassunção é
o “Ato ou efeito de reassumir”. Do ponto de vista do Direito Administrativo, tem relação com
o exercício por servidor que incorreu em abandono de cargo, porém, não tendo a
Administração promovido procedimento administrativo disciplinar, houve a prescrição. Tal
situação é vista em alguns julgados e em legislações municipais, não possuindo previsão no
ordenamento jurídico federal.
A letra (d) está incorreta. Recondução refere-se ao retorno de servidor a cargo anteriormente
ocupado, nos termos do art. 29 da lei 8.112/1990:
A letra (e) está incorreta. A revisão prevista na lei 8.112/1990 é relacionada ao processo
disciplinar, com previsão no art. 174:
Gabarito (A)
Cada vez mais o cidadão brasileiro busca os seus direitos de acordo com a sua consciência e
o seu conhecimento sobre algum determinado fato. Percebendo que o serviço prestado
pelos órgãos públicos não satisfaz o seu anseio, geralmente busca-se uma reparação via
judicial para que isso não seja uma constante e não aconteça mais com outros usuários do
serviço público. Como os servidores públicos civis da União têm participação fundamental no
que se refere a um bom atendimento ao público que utiliza os serviços prestados pelo
governo, assinale a alternativa que não constitui dever do servidor:
Comentários:
A letra (a) está incorreta, uma vez que as informações protegidas por sigilo possuem ressalva
na alínea “a”
do inciso V do art. 116 da lei 8.112/1990:
A letra (b) está correta, pois realmente constitui um dever previsto no inciso X do art. 116 da lei
8.112/1990:
A letra (c) está correta, uma vez que constitui um dever previsto no inciso I do art. 116 da lei
8.112/1990:
A letra (d) está correta, dado o fato de constituir um dever previsto no inciso XI do art. 116 da
lei 8.112/1990:
A letra (e) está correta, pois trata-se de conduta prevista no inciso I do art. 116 da lei
8.112/1990:
Gabarito (A)
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.
A ação disciplinar contra servidor que cometa ato ilícito punível com suspensão prescreverá
em dois anos contados da data em que o fato se tornou conhecido; todavia, se tal ato ilícito
também configurar crime, então se aplicará o prazo prescricional da lei penal para a ação
disciplinar.
Comentários:
A assertiva está correta, nos termos do art. 142 da Lei 8.112. Tratando-se de infração punível
com suspensão, o prazo prescricional aplicável é de 2 anos. Tal prazo é contado a partir da
data em que o fato se tornou conhecido. No entanto, se a infração funcional for também
tipificada como crime, prevalecerá o prazo prescricional estatuído nas leis penais.
Prazo Penalidade
180 dias Advertência
2 anos Suspensão
5 anos Demais
penalidades
Gabarito (C)
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.
Comentários:
A assertiva está correta, ao praticamente transcrever a dicção do art. 60-E da Lei 8.112:
Gabarito (C)
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.
Comentários:
Gabarito (E)
Comentários:
Antes de passar às alternativas, percebam que a Lei 8.112 prevê apenas 4 espécies de
indenizações. Todas as demais importâncias são enquadradas como gratificações ou
adicionais:
A letra (A) está incorreta, ao mencionar o pagamento do adicional noturno, o qual não se
enquadra como
“indenização”.
A letra (C) está incorreta. A verba descrita na alternativa consiste na Gratificação por Encargo
de Curso ou Concurso – GECC.
A letra (D) está incorreta, pois menciona a gratificação natalina (ou 13º salário).
Por fim, a letra (E) está correta, ao descrever o pagamento da ajuda de custo, destinada a
compensar despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter
exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente (Lei 8.112, art.
53). Além de ser notório seu caráter de ressarcimento, o art. 51 da Lei 8.112 expressamente
listou a ajuda de custo como uma “indenização”.
Gabarito (E)
Servidor público civil federal pretende o deslocamento no âmbito do quadro de sua carreira,
com mudança de sede, para acompanhar sua esposa, servidora pública militar, que foi
deslocada por interesse da administração pública.
e) ser removido de ofício, porque não cabe pedido de remoção para cônjuges quando
eles têm regimes jurídicos diferentes.
Comentários:
Nos termos do art. 36, parágrafo único, III, ‘a’, o servidor fará jus à remoção para a mesma
localidade, independentemente do interesse da Administração. Sintetizando as hipóteses de
remoção previstas no texto legal, temos o seguinte quadro-resumo:
DE OFÍCIO no interesse da
Administração
a critério
da
Administra
ção
A PEDIDO para acompanhar cônjuge oueiro, também servidor
companh (civil ou militar), depúblico a, deslocado no
qualquer esfer Administração interesse da
para outra
localidade, por motivo de saúde do servidor, cônjuge,
independentem companheiro ou dependente que viva às suas
ente do expensas e conste do seu assentamento funcional,
interesse da condicionada à comprovação por junta médica oficial
Administração em virtude de processo seletivo (concurso de
remoção), na hipótese
em que o número de interessados for superior ao
número de vagas
Gabarito (B)
Julgue o item seguinte, relativo ao regime dos servidores públicos federais e à ética no serviço
público.
A demissão será a penalidade disciplinar cabível para o servidor que se recusar a ser submetido
a inspeção médica determinada pela autoridade competente.
Comentários:
A assertiva está incorreta, pois a recusa injustificada à inspeção médica enseja a suspensão do
servidor:
Gabarito (E)
Julgue o item seguinte, relativo ao regime dos servidores públicos federais e à ética no serviço
público.
Comentários:
Primeiramente, percebam que o fato de o servidor estar sob estágio probatório não lhe retira
o direito à licença por motivo de doença em pessoa de sua família. Nesse sentido, cumpridos
os requisitos legais, o art. 83 garante ao servidor (estável ou não) o direito de se afastar
quando seu enteado adoecer:
No entanto, a contagem do período de 3 anos para fins de estágio probatório fica suspensa
durante tal licença, consoante prevê o art. 20, §5º:
Gabarito (C)
Julgue o seguinte item de acordo com as disposições constitucionais e legais acerca dos
agentes públicos.
Comentários:
A reversão, por sua vez, consiste no retorno à atividade do servidor que estava aposentado
(art. 25).
Gabarito (E)
O servidor em estágio probatório não poderá afastar-se para servir em organismo internacional
de que o Brasil participe ou com o qual coopere, ainda que com a perda total da remuneração.
Comentários:
A assertiva está incorreta, dado que o servidor em estágio probatório fará jus a este
afastamento (art. 20,
§4º). De acordo com o art. 20, §5º, durante o estágio probatório, o servidor somente não fará
jus à:
Gabarito (E)
No que se refere à administração pública e aos seus agentes, julgue o item a seguir.
O estágio probatório inicia-se na data da posse do agente público, findando-se com o término
do prazo de três anos.
Comentários:
Gabarito (E)
Julgue o item a seguir, relativo ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, às
carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e à responsabilidade civil do Estado.
No caso de acumulação ilegal de cargos públicos, o servidor será notificado para apresentar
opção e, se ele permanecer omisso, será instaurado procedimento administrativo disciplinar
sumário conduzido por comissão composta por dois servidores estáveis.
Comentários:
A questão exigiu o conhecimento do art. 133 da Lei 8.112, que prevê o procedimento
Gabarito (C)
Acerca das regras aplicáveis aos servidores públicos do Poder Judiciário, e considerando o
que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e a Lei n.º 11.416/2006, julgue o item a seguir.
Provimento é o ato emanado da pessoa física designada para ocupar um cargo público, por
meio do qual ela inicia o exercício da função a que fora nomeada.
Comentários:
A assertiva está duplamente incorreta. Primeiramente, reparem que é com o exercício que a
pessoa inicia o exercício da função a que fora nomeada – não com o provimento. No caso do
provimento originário (nomeação), por exemplo, o nomeado ainda terá que tomar posse e,
posteriormente, entrará em exercício.
Gabarito (E)
Acerca das regras aplicáveis aos servidores públicos do Poder Judiciário, e considerando o
que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e a Lei n.º 11.416/2006, julgue o item a seguir.
Comentários:
A assertiva está correta, já que a remoção pode ocorrer (i) de ofício ou (ii) a pedido do
servidor, nos termos do art. 36 da Lei 8.112.
Gabarito (C)
De acordo com a Lei n.º 8.112/1990, a perícia médica com finalidade administrativa
demandará junta médica oficial quando a licença para tratamento de saúde
Comentários:
A licença médica que exceder o prazo de 120 dias no período de 12 meses, a contar do
primeiro dia de afastamento, será concedida mediante avaliação por junta médica oficial, nos
termos do art. 203, §4º, da Lei 8.112.
Gabarito (A)
Inácio, analista judiciário de determinado tribunal, entrará de férias em outubro de 2017: ele
preencheu todos os requisitos legais exigidos pela Lei n.º 8.112/1990.
a) As férias não poderão ser interrompidas, salvo única e exclusivamente por motivo de
necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou da entidade.
b) Se Inácio for exonerado do cargo efetivo, ele deve receber, a título de indenização
pela exoneração, o período das férias a que tiver direito e ao período incompleto, na
proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias.
c) Se Inácio for o chefe de sua repartição, ele deve receber adicional correspondente a
dois terços da remuneração do período das férias.
Comentários:
A alternativa (A), incorreta, pois há outras situações que autorizam a interrupção das férias do
servidor (art. 80): calamidade pública, comoção interna, convocação para júri e serviço militar
ou eleitoral.
Por sua vez, a alternativa (B) está correta. Havendo exoneração do servidor (efetivo ou
comissionado) com saldo de férias a usufruir ou no curso do período aquisitivo das férias,
este perceberá indenização, na proporção de 1/12 avos por mês de efetivo exercício - ou
fração trabalhada superior a 14 dias (art. 78, §3º).
A alternativa (C), incorreta, pois o adicional é de 1/3 apenas. Como o servidor exerce função
comissionada (FC), tal fração também incidirá sobre o valor da retribuição pelo exercício da
FC – mas continuará sendo de 1/3.
Por fim, a alternativa (D), incorreta, pois as faltas justificadas do servidor não irão refletir na
duração das suas férias. Nesse sentido, é oportuno destacar que a lei proíbe que as faltas
sejam levadas à conta das férias (art. 77, §2º).
Gabarito (B)
Comentários:
No presente caso, a questão não informa que Sérgio era estável. Além disso, ainda que
houvesse entrado em exercício já em outubro/2015 (data em que foi nomeado) e lá
permanecesse até janeiro/2017 (quando entrou em exercício no outro cargo), não teriam se
completado os 3 anos exigidos para a aquisição da estabilidade.
Gabarito (E)
João delegou a Maria, sua esposa e pessoa estranha à repartição pública onde ele exerce suas
funções, o desempenho das atribuições de sua responsabilidade. Descoberto, João sofreu um
processo administrativo disciplinar, que resultou em sua condenação à penalidade de
advertência. Três meses após o trânsito em julgado do procedimento administrativo, João
recusou fé a documento público.
Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei n.º 8.112/1990, João está sujeito à pena de
b)suspensão de até cento e vinte dias. c)suspensão de até cento e oitenta dias. d)repreensão
verbal.
e)demissão.
Comentários:
Nesse sentido, destaco que ambas as condutas faltosas são puníveis com advertência:
cometer a pessoa estranha à repartição desempenho de atribuição de sua responsabilidade
2
STF - RMS 22.933-DF, rel. Min. Octavio Gallotti, 26/6/1998
Como o servidor já havia sido punido com advertência e voltou a infringir seu estatuto
funcional com penalidade punível com advertência, terá lugar a suspensão, a qual não pode
exceder de 90 dias:
Gabarito (A)
Larissa, servidora pública efetiva do TRE/TO, estava prestes a completar os requisitos para a
aposentadoria por tempo de serviço quando sofreu um acidente, que resultou, após
afastamento do serviço por razoável lapso de tempo, em aposentadoria por invalidez. Meses
após a aposentadoria de Larissa, a administração recebeu laudo elaborado pela equipe
médica oficial retificando o resultado que havia resultado na aposentadoria por invalidez da
servidora, que foi, então, avaliada como apta para o trabalho, considerando as funções
exercidas no cargo que ocupava.
Nessa situação hipotética, com base no que dispõe a Lei n.º 8.112/1990, deverá ser declarada
a:
Comentários:
Gabarito (A)
Com base na Lei n.º 8.112/1990 e no regime jurídico aplicável aos agentes públicos, julgue o
item a seguir.
Comentários:
Aproveito para destacar que a “destituição de função comissionada”, embora tenha sido
mencionada no rol
do art. 127, a Lei 8.112 nada dispõe a seu respeito, não possuindo grande relevância para
concurso público.
Gabarito (E)
Anderson, servidor do TRE/BA, sofreu grave acidente no exercício de suas funções, o que
resultou na amputação total de seu braço esquerdo. Após avaliação da equipe médica,
constatou-se que ele não poderia exercer as funções anteriormente exigidas pelo cargo que
ocupava. Diante disso, Anderson passou a exercer outra função, compatível com sua
limitação.
a) readaptação.
b) reintegração.
c) recondução.
d) reversão.
e) aproveitamento.
Comentários:
Como o servidor sofreu uma limitação em sua capacidade laboral, mas pôde ser “aproveitado”
em outra
função, compatível com sua limitação, estamos diante da readaptação:
Gabarito (A)
Com relação ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (RJU), assinale a
opção correta.
b) O RJU não é aplicável aos servidores das entidades da administração indireta, mas
apenas aos órgãos públicos.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Primeiramente, lembro que os cargos públicos também estão
acessíveis aos estrangeiros, na forma da lei (CF, art. 37, I). Nesse sentido, a Lei 8.112
excepciona a exigência de nacionalidade brasileira, prevista no inciso I do seu art. 5º, da
seguinte forma:
A letra (B) está incorreta, pois o regime jurídico único alcança tanto os órgãos públicos, como
as autarquias e as fundações públicas de direito público (CF, art. 39, caput). Por este motivo é
que a Lei 8.112 é aplicável aos servidores de agências reguladoras e demais autarquias
federais.
A letra (C) está incorreta, pois é privativa do Chefe do Poder Executivo a iniciativa de lei que
verse sobre o regime estatutário.
A letra (D) está incorreta, pois tais agentes públicos são regidos por estatuto próprio. Os
magistrados, por exemplo, são regidos pela LOMAN – Lei Orgânica da Magistratura Nacional
(LC 35/1979).
Por fim, a letra (E) está correta, pois o vínculo estatutário tem natureza legal (não contratual).
Gabarito (E)
Maurício, chefe imediato de João (ambos servidores públicos distritais), determinou que este
participasse de reunião de trabalho em Fortaleza – CE nos dias nove e dez de janeiro. João
recebeu o valor das diárias. No dia oito de janeiro, João sofreu um acidente de carro e,
conforme atestado médico apresentado para Maurício, teve de ficar de repouso por três
dias, razão pela qual não pôde viajar. Essa foi a primeira vez no bimestre que João teve de se
afastar do serviço por motivo de saúde.
Comentários:
Gabarito (C)
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item seguinte, a respeito de
provimento de vagas no serviço público e direitos e vantagens do servidor público.
A posse no serviço público ocorrerá no prazo máximo de quinze dias, contados da publicação
do ato de provimento.
Comentários:
Gabarito (E)
José, servidor público estável de órgão do Poder Executivo federal, durante o período de
doze meses, faltou intencionalmente ao serviço por cinquenta dias consecutivos, sem causa
justificada. A administração pública, mediante procedimento disciplinar sumário, enquadrou
a conduta de José como abandono de cargo.
José somente poderia ser demitido por abandono de cargo caso tivesse se ausentado por
mais de sessenta dias consecutivos.
Comentários:
A assertiva está incorreta, na medida em que o abandono de cargo requer “apenas” a ausência
intencional
por mais de 30 dias consecutivos (art. 138).
Gabarito (E)
pois a carga horária combinada não ultrapassava sessenta horas semanais; que ocupava
apenas dois cargos públicos, no tribunal e em hospital municipal; e que o exercício da sua
terceira atividade, em uma fundação pública de saúde, era legítimo, uma vez que o vínculo
com a fundação de saúde era celetista e a vedação legal estaria restrita à acumulação de
cargos públicos estatutários.
Caso a demissão seja invalidada por decisão administrativa ou judicial, o retorno ao serviço
público solicitado por Rafael corresponderá à recondução do servidor efetivo ao cargo
anteriormente ocupado.
Comentários:
Gabarito (E)
Considerando que determinado servidor público federal tenha sido removido para outra
sede, situada em outro município, para acompanhar sua esposa, que também é servidora
pública federal e foi removida no interesse da administração, julgue o item seguinte à luz do
disposto na Lei n.º 8.112/1990.
Ainda que o servidor e sua esposa sejam integrantes de órgãos pertencentes a poderes
distintos da União, a remoção do servidor poderia ser concedida.
Comentários:
Nos termos do art. 36, parágrafo único, da Lei 8.112, na remoção para acompanhamento de
cônjuge ou companheiro, este não necessita ser servidor federal regido pela Lei 8.112. O
cônjuge poderá ser servidor público de qualquer esfera da federação, seja civil ou militar.
Segue a literalidade do referido dispositivo legal:
Gabarito (C)
aposentar e deseja realizar concurso público para ocupar novo cargo público. Ao estudar o
estatuto dos servidores públicos da União, Rafael percebeu que:
Comentários:
A letra (a) está incorreta. Rafael pode acumular o vencimento de cargo público efetivo com os
proventos da inatividade, se os cargos de que decorram essas remunerações forem
acumuláveis na atividade (artigo 118,
§ 3º, da Lei 8.112/90).
A letra (c) está incorreta. A vedação de acumulação também se aplica às fundações públicas,
conforme artigo 37, XVII, da CF:
A letra (d) está incorreta. A vedação da acumulação também se impõe com relação aos
inativos.
Por fim, a letra (e) está correta. A assertiva está em consonância com o artigo 118, § 3º, da Lei
8.112/90:
Gabarito (E)
a) a situação viola o limite estabelecido em face da jornada do servidor, uma vez que
deve ser respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada;
b) a servidora, neste caso, receberá acréscimo correspondente a 100% (cem por cento)
sobre cada hora normal diurna, em todos os dias que tiver desempenhado serviço
extraordinário;
c) a servidora, neste caso, recebeu acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à
hora normal de trabalho, todos os dias;
d) a situação está em vigência com as disposições legais, uma vez que a servidora pode
cumprir até 05 (cinco) horas de serviço extraordinário por jornada;
Comentários:
Apesar de servidora municipal, a questão será útil para praticarmos os conceitos da Lei 8.112
(de âmbito federal).
A letra (A) está correta. O limite máximo é de 02 horas extras por jornada (artigo 74 da Lei
8.112/90). Como Carolina realizou 25 horas extras em 5 dias, obviamente tal limite foi
extrapolado.
A letra (B), por sua vez, está incorreta. O adicional de horas extras é de 50% (artigo 73 da Lei
8.112/90).
A letra (C) está incorreta. O adicional não será recebido “todos os dias”, mas apenas nos 5 dias
A letra (D) está incorreta. O limite máximo é de 2 horas extras por jornada (artigo 74 da Lei
8.112/90).
Por fim, a letra (E) está incorreta. O pagamento a título de adicional de horas extras não
ocorre de modo permanente e, portanto, não será incorporado. As horas extras são pagas
apenas enquanto houver prestação de labor extraordinário.
Gabarito (A)
83. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
d) não poderá afastar-se do exercício das funções, pois tal afastamento apenas seria
possível se houvesse compatibilidade do horário do curso com sua jornada de trabalho ou
possibilidade de compensação de horário;
Comentários:
A letra (A) está incorreta. O afastamento não se dá no interesse do próprio servidor, mas sim
no interesse da Administração, ainda que o interesse do servidor seja coincidente.
A letra (D) está incorreta. O afastamento é possível justamente porque o curso não pode
ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário,
conforme informado no enunciado da questão.
Por fim, a letra (E) está incorreta, já que o artigo 96-A da Lei 8.112/90, incluído pela Lei
11.907/2009, prevê tal afastamento.
Gabarito (C)
84. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
estável do cargo efetivo de Técnico Judiciário daquele TRT, para exercer cargo em comissão
na Justiça Estadual.
De acordo com as disposições legais que regem a matéria, em especial a Lei nº 8.112/90, o
pleito:
a) não pode ser deferido, eis que o servidor está vinculado ao órgão de origem para o
qual prestou concurso público, somente podendo ser afastado nas hipóteses legais, dentre
as quais não se inclui o caso em tela;
b) não pode ser deferido, em regra, para que se atenda à Lei de Responsabilidade Fiscal
e o limite de gasto com pessoal, com exceção dos casos de permuta, em que o órgão
cessionário também cede um servidor para compensação;
e) deve ser deferido, eis que se trata de ato administrativo vinculado, e o ônus da
remuneração do agente recairá necessariamente sobre órgão cessionário, isto é, Tribunal de
Justiça Estadual.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Há previsão legal para afastamento para servir a outro órgão ou
entidade, que consiste em cessão (artigo 93 da Lei nº 8.112/90).
A letra (B) está incorreta. Não há óbice orçamentário para a cessão, notadamente porque a
remuneração será paga pelo órgão cessionário, que é o Tribunal de Justiça (esfera estadual).
Relembrando o ônus da cessão:
A letra (C) está correta. A cessão é ato discricionário e o ônus da remuneração será do órgão
cessionário (artigo 93, § 1º, da Lei nº 8.112/90).
A letra (D) está incorreta. A remuneração será suportada pelo órgão cessionário (TJ), e não
pelo órgão cedente (TRT).
A letra (E) está incorreta. Não se trata de ato vinculado, mas sim discricionário, que observará
a conveniência e a oportunidade do TRT.
Gabarito (C)
Comentários:
A letra (B) está incorreta. Não se trata de pagamento de horas extras (serviço extraordinário).
Helena receberá a GECC - Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso, no percentual de
2,2% ou 1,2% (artigo 76- A, § 1º III, da Lei 8.112/90). Ademais, tal verba não é passível de
incorporação (artigo 76-A, § 3º, da Lei 8.112/90).
A letra (C) está incorreta. A GECC é paga em caráter eventual (artigo 76-A, caput, da Lei
8.112/90) e sem incorporação, conforme artigo 76-A, § 3º, da Lei 8.112/90:
A letra (E) está incorreta. A gratificação não é de 3%, mas sim 2,2% ou 1,2%, a depender da
atividade realizada (artigo 76-A, § 1º, III, da Lei 8.112/90). Além disso, a gratificação não será
utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens, o que inclui adicionais por
tempo de serviço (artigo 76-A, § 3º, da Lei 8.112/90).
Gabarito (D)
b) deverá ser cedida a órgão público que tenha vaga em atividade similar à de seu cargo de
origem;
Comentários:
Na hipótese de o cargo ter sido extinto, Verônica ficará em disponibilidade (artigo 28, § 1º, da
Lei 8.112/90), podendo ser aproveitada em cargo compatível. Este é o teor do seguinte
dispositivo constitucional:
Em relação à letra (C), incorreta, percebam que Verônica será reintegrada em razão da
improcedência de sua demissão. Tal fato não se confunde com a readaptação, que ocorre
quando o servidor sofre uma limitação em sua capacidade física ou mental verificada em
inspeção médica (artigo 24, caput, da Lei 8.112/90).
Gabarito (A)
Bruna, servidora pública federal, está cursando faculdade de Pedagogia na cidade onde
reside e trabalha. Ocorreu que, por ofício, no interesse da Administração Pública, ela
descobriu que sofrerá remoção com mudança de sede para a cidade vizinha, e está
preocupada com o andamento de seu curso.
c) terá assegurada matrícula, em qualquer época do ano, desde que haja vaga e
compatibilidade de horário com sua atividade laboral;
Comentários:
A letra (A) está incorreta, pois a continuação dos estudos é garantida e isso não se limita ao
ano letivo seguinte. Ao contrário, a matrícula pode ocorrer em qualquer época do ano. Não
há previsão legal de custeio de eventuais prejuízos.
As letras (C) e (D) estão incorretas pelo mesmo motivo: a matrícula é assegurada
independentemente de vaga.
A letra (E) está incorreta. A instituição de ensino pode ser na localidade da nova residência
ou na mais próxima.
Gabarito (B)
Leandro, servidor estável de fundação pública federal, durante suas férias, ao realizar um voo
radical de parapente, sofreu um acidente que causou limitação em sua capacidade física,
conforme verificado em inspeção médica oficial. De acordo com a Lei nº 8.112/90, Leandro
será:
a) exonerado, pois não existe nexo de causalidade entre o acidente que lhe causou as
limitações e o exercício das funções afetas ao cargo público de que é titular;
Comentários:
O servidor sofreu uma limitação em sua capacidade laboral, tendo lugar a readaptação,
prevista no artigo 24 da Lei 8.112/90:
Gabarito (D)
b) não será concedida àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo
em comissão, com mudança de domicílio;
e) ficará o servidor obrigado a restituí-la quando não se apresentar na nova sede no prazo de 5
(cinco) dias.
Comentários:
Questão interessante que cobrou vários detalhes quanto à ajuda de custo, prevista a partir art.
53 da Lei 8.112.
A letra (A) está correta. Não será concedida ajuda de custo quando a remoção ocorre a
pedido do servidor, seja a critério da Administração, seja independentemente do interesse
da Administração (artigos 53, § 3º, e 36, II e III, da Lei 8.112/90).
A letra (B) está incorreta. Há concessão e ajuda de custo para não servidor que é nomeado em
cargo de comissão, conforme artigo 56 da Lei 8.112/90:
A letra (C) está incorreta. O teto é de três vezes o valor da remuneração (artigo 54 da Lei
8.112/90).
A letra (D) está incorreta. A ajuda de custo não é devida em virtude de mandato eletivo,
conforme artigo 55 da Lei 8.112/90:
Por fim, a letra (E) está incorreta. A restituição deve ser feita no prazo de 30 dias, conforme
artigo 57 da Lei 8.112/90:
Note que a banca buscou confundir o candidato, citando o prazo de 5 dias, que é aplicável à
restituição de
diárias não utilizadas (artigo 59 da Lei 8.112/90).
Gabarito (A)
Assinale a opção que apresenta causas para a vacância de um cargo na administração pública
brasileira.
Comentários:
As hipóteses de vacância estão previstas nos incisos do artigo 33 da Lei 8.112/90, que são:
A única alternativa que apresenta apenas conceitos constantes deste rol é a letra (A).
Gabarito (A)
a) será readaptado e, caso inexista cargo vago, exercerá suas atribuições como
excedente até a ocorrência de vaga;
c) não pode retornar ao serviço público, devendo ser necessariamente aposentado por
invalidez;
d) pode ocupar qualquer outro cargo público compatível com suas condições físicas,
independentemente do nível de escolaridade exigido;
e) somente poderá ser reintegrado quando criado um cargo público semelhante ao que
ocupava, de modo que possa provê-lo.
Comentários:
Em virtude das limitações físicas, o servidor será readaptado. A inexistência de cargo vago
acarretará o exercício das atividades como excedente, conforme artigo 24, § 2º, da Lei
8.112/90:
A letra (B) está incorreta. Não será necessário que o servidor exerça as mesmas atividades,
sobretudo considerando sua limitação física. Neste sentido, dispõe o artigo 24, caput, da Lei
8.112/90:
A letra (C) está incorreta. O servidor só será aposentado por invalidez se julgado incapaz para o
serviço público, conforme artigo 24, § 1º, da Lei 8.112/90:
Por fim, a letra (E) está incorreta já que a hipótese é de readaptação - não reintegração.
Gabarito (A)
d) servidor público inativo, quando a sua aposentadoria for anulada por decisão judicial
transitada em julgado;
Comentários:
Vamos considerando que se tratava de servidor federal e, assim, tomar por base as disposições
da Lei 8.112.
A letra (A) está incorreta. Quando cessam os motivos da aposentadoria por invalidez, ocorre a
reversão, e não a recondução (artigo 25 da Lei 8.112/90).
A letra (B) está correta. Associando as regras do artigo 29 da Lei 8.112/90 com o
entendimento doutrinário, temos que a recondução é possível diante de 3 situações:
A letra (C) está incorreta. A hipótese não corresponde à recondução. Trata-se de nomeação
em outro cargo. A letra (D) está incorreta, pois também menciona caso de reversão.
A letra (E) está incorreta. Quando invalidada a decisão administrativa que aplicou a sanção de
demissão, ocorre a reintegração.
Gabarito (B)
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Não se trata de terceirização, pois a reversão refere-se a servidores
próprios da Administração.
A letra (B) está incorreta. A reversão não trata de retorno de férias à atividade, mas sim de
retorno de servidor aposentado.
A letra (C) está incorreta. A assertiva não trata de reversão. Ao que parece, o Examinador
buscou descrever o movimento inverso à promoção, o que não tem amparo legal.
A letra (D) está correta. O artigo 25 da Lei 8.112/90 menciona as hipóteses de reversão, assim
sintetizadas:
Por fim, a letra (E) está incorreta. A reversão não trata de invalidade do ato de exoneração, pois
somente tem lugar quando a vacância se dá mediante aposentadoria.
Gabarito (D)
95. FGV/ Prefeitura de Cuiabá – MT – Técnico de Nível Superior – Bacharel em Direito – 2015
a) V, V e V.
b) F, V e V.
c) V, V e F.
d) F, F e V.
e) V, F e F.
Comentários:
O item III é falso, pois a remoção não ocorre apenas de ofício, pois também pode se dar a
pedido, conforme artigo 36, caput, da Lei 8.112/90:
Gabarito (C)
III. o servidor, tendo tomado posse, não entrar em exercício no prazo estabelecido.
a) I, apenas.
b) I e II, apenas
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
Comentários:
==210f9d==
Feita esta breve contextualização, percebemos que o item I está incorreto. Se o servidor
estável abandonar o cargo, restará configurado o “abandono de cargo”, que é passível de
demissão (artigo 132, II, da Lei 8.112/90). Logo, não se trata de mera exoneração.
Relembrando:
O item II está correto. O artigo 34, parágrafo único, I, da Lei 8.112/90, prevê que ocorrerá a
exoneração
“quando não satisfeitas as condições do estágio probatório”.
O item III está correto. O artigo 34, parágrafo único, II, da Lei 8.112/90, prevê que ocorrerá a
exoneração
“quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido”.
Gabarito (D)
Os cargos públicos são criados por lei e são frutos da necessidade social da administração
pública de promover serviços essenciais. Toda administração pública deve seguir princípios e
leis, podendo os agentes públicos responder por seus atos e omissões de forma
administrativa, civil e penal.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Durante o período de licença em razão de doença em pessoa da
família, o servidor
não pode exercer atividade remunerada:
A letra (C), por sua vez, foi dada como incorreta. Ao assumir encargo de curso ou concurso, o
servidor poderá optar entre (i) acumular tais atividades com suas atribuições ordinárias –
recebendo a GECC – e (ii) exercer o encargo com prejuízo de suas atribuições. Neste último
caso, ele não fará jus à GECC, pois será remunerado apenas pela sua remuneração ordinária.
Por fim, a letra (E) está incorreta, pois qualquer espécie de aposentadoria é remunerada – na
forma de “proventos”.
Gabarito (B)
Um servidor público recém nomeado para cargo efetivo na Administração direta foi
convidado para representar o Brasil em conselho internacional situado no exterior, com
competência deliberativa em matéria comercial. O servidor, que conta apenas com 15 meses
de cargo público, mas possui notório conhecimento na área, o que motivou o convite,
(A) não poderá representar o Brasil para a finalidade indicada, o que é permitido apenas
aos servidores titulares de cargos efetivos que já tenham sido devidamente confirmados.
(B) não poderá aceitá-lo, pois o estágio probatório em curso não permite ao servidor a
concessão de nenhuma licença ou afastamento, privativos de servidores efetivos.
Comentários:
Primeiramente, reparem que o servidor se encontra no estágio probatório, uma vez que
ocupa cargo efetivo e está no cargo há apenas 15 meses (sendo a duração do estágio de 3
anos).
Nessa situação, seu estágio probatório ficará suspenso, voltando a correr caso o servidor
retorne a exercer o cargo:
Gabarito (E)
Manuel dos Santos foi servidor público federal estável e aposentou-se voluntariamente aos
sessenta e dois anos de idade. Após dez anos de gozo da aposentadoria, requereu sua
reversão ao cargo público que antes ocupava. Diante dessa hipótese, à luz do que dispõe a
legislação federal aplicável,
(B) é impossível a reversão, pois a lei federal apenas contempla a hipótese de reversão ex
officio, pela insubsistência dos motivos que levaram à aposentadoria por invalidez.
(C)é possível, desde que haja cargo vago e interesse da administração no retorno do
requerente à atividade.
Comentários:
A questão aborda a reversão a pedido, para a qual a Lei 8.112 estabeleceu as seguintes
condições (art. 25, II c/c art. 27):
A letra (a) está incorreta, visto que a idade da aposentadoria compulsória é de 75 anos (CF,
art. 40, §1º, II; LC 152/2015, art. 2º, I) e o aposentando está com 72 anos (=62+10). Dessa
forma, Manuel de fato não poderá ser revertido, mas por motivo diverso daquele apontado
nesta alternativa.
A letra (b) está incorreta, na medida em que existem duas formas de reversão (incisos I e II do
art. 25):
A letra (d) está incorreta. A reversão a pedido é ato discricionário, dependendo do interesse
da administração.
A letra (e) está correta. Em virtude do lapso temporal, a reversão não será mais possível,
porquanto a aposentadoria poderia ter ocorrido há 5 anos no máximo (art. 25, II, “d”). Além
disso, o aposentado já ultrapassou os 70 anos de idade.
Gabarito (E)
100. FCC/ TRT - 14ª Região (RO e AC) – Analista Judiciário – Estatística – 2018
Suponha que determinado órgão da Administração pública federal tenha sido extinto e, por
força do mesmo diploma legal, também extintos os cargos efetivos correspondentes. Diante
de tal circunstância, os servidores estáveis que ocupavam os referidos cargos deverão ser,
conforme disposto na Lei nº 8.112/1990,
Comentários:
Quando é extinto, por lei, o cargo público ocupado por um servidor estável, este é colocado
em disponibilidade. Neste período, o servidor receberá uma remuneração proporcional ao
tempo de serviço (CF, art. 41, §3º).
A letra (B) está incorreta, já que a readaptação consiste na investidura do servidor que sofreu
limitação em sua capacidade física ou mental (art. 24), não se confundindo com o
aproveitamento.
A letra (C) está incorreta, pois não existe a figura da licença compulsória remunerada.
A letra (D) está incorreta, porquanto a Banca trocou a disponibilidade pela redistribuição,
que não é forma de provimento de cargos públicos.
Por fim, a letra (E) está incorreta, já que não há motivos para aposentadoria do servidor. Além
disso, no
âmbito da Lei 8.112, a “aposentadoria compulsória” somente ocorre em razão da idade do
servidor.
Gabarito (A)
101. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2018
Um servidor da Administração direta federal foi convidado para ocupar cargo em comissão
na Administração indireta estadual, como superintendente da autarquia responsável por ditar
a política ambiental, inclusive realizar os licenciamentos naquela unidade federativa. O ente
interessado na cessão do servidor formalizou o pedido e o servidor apresentou a seu superior
pedido de afastamento, que
a) não poderá ser deferido, considerando que os pedidos de afastamento para ocupar
cargo em comissão somente podem ser acolhidos dentro da mesma esfera da
Administração.
b) não poderá ser acolhido porque os pedidos de afastamento somente podem ser
deferidos para ocupar cargo em comissão no âmbito da Administração direta.
Comentários:
A questão exigiu as regras aplicáveis ao afastamento do servidor para servir a outro órgão ou
entidade (cessão de servidores), assim previstas na Lei 8.112:
Por fim, quanto à letra (E), reparem que não há discricionariedade quanto à percepção ou
pagamento da remuneração.
Gabarito (C)
102. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Técnico Judiciário – Segurança – 2018
Considere hipoteticamente que José, servidor público federal estável, cujo vínculo é regido
pela Lei n° 8.112/1990, tenha sido demitido após regular processo administrativo.
Inconformado com a decisão, apresentou recurso administrativo, que foi desprovido.
Recorreu ao Poder Judiciário pleiteando a anulação do referido ato demissório. Na ação
judicial obteve êxito, tendo o judiciário anulado o ato administrativo de demissão. Intimada
para dar cumprimento à decisão judicial, a autoridade administrativa federal competente
d) deverá reinvesti-lo no cargo anteriormente ocupado, mesmo que tenha sido extinto,
uma vez que a anulação da demissão torna a extinção inexistente.
Comentários:
Como houve a invalidação da demissão do servidor, terá lugar a reintegração, assim definida
na Lei 8.112:
Assim, podemos perceber que a letra (B) está correta. Passemos às demais alternativas!
A letra (A) está incorreta, pois não há qualquer faculdade à autoridade competente. Há direito
subjetivo do servidor, titularizado na decisão judicial, de sorte que a autoridade estará obrigada
a reintegrá-lo.
A letra (C) está incorreta. Se o cargo do servidor reintegrado já estiver ocupado, o ocupante do
cargo será reconduzido a seu cargo anterior, aproveitado em outro cargo ou posto em
disponibilidade. Relembrando:
A letra (D) está incorreta. Se, no período entre a demissão e a respectiva anulação, o cargo
que ocupava o servidor foi extinto, ele deverá ficar em disponibilidade (CF, art. 41, §3º),
assim como ocorre com qualquer servidor estável cujo cargo é extinto.
Por fim, a letra (E) está incorreta, na medida em que o servidor deverá ser indenizado quanto
à remuneração e demais vantagens que deixou de receber. Trata-se do retorno ao status quo
anterior à demissão invalidada.
Gabarito (B)
103. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Psicologia - 2018
b) deverá aplicar a pena de cassação de aposentadoria, mas, ato contínuo, cancelar seu
registro, com efeitos retroativos à data da passagem para inatividade.
Comentários:
A aposentadoria do servidor não o blinda contra uma sanção administrativa. Assim, tendo
praticado infração funcional durante a atividade, não tendo se operado a prescrição, ele
poderá ter sua aposentadoria cassada:
Gabarito (D)
104. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Psicologia - 2018
Considere hipoteticamente que João, servidor público federal cujo vínculo é regido pela Lei
no 8.112/90, foi promovido na sua carreira após 10 anos de efetivo exercício. Solicitou, ao
departamento competente, a contagem de seu tempo de serviço, passados 5 anos do ato
que o promoveu, sem que tenha se afastado do exercício de quaisquer dos cargos nesse
período. A certidão foi expedida na mesma data em que solicitada, apontado que João
contava com 5 anos de exercício no serviço público federal. A certidão está incorreta, pois a
promoção não interrompe o tempo de exercício, que, tão somente, é contado no novo cargo
a partir da publicação do ato que o promoveu.
b) está incorreta, pois dela deveria ter constado que João contava com 15 anos de
serviço no cargo para o qual foi promovido, pois, para tanto, o tempo de exercício decorrido
antes da promoção deveria ter sido considerado.
d) está incorreta, pois dela deveria ter constado que João contava com 10 anos de
serviço público federal, pois a lei de regência determina que o tempo transcorrido após a
promoção deve ser desconsiderado.
Comentários:
A certidão deveria constar que João possui 15 anos de serviço público federal, sendo 10 no
cargo anterior à promoção e 5 anos no cargo provido por meio da promoção. A este
respeito, o art. 17 a seguir deixa claro que a promoção não “zera” a contagem do tempo de
serviço:
Gabarito (A)
105. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Psicologia - 2018
Considere que hipoteticamente a autarquia federal Y entendeu por bem realizar concurso
público para provimento de cargos públicos vagos previstos em sua estrutura organizacional,
estabelecendo no edital que nos três primeiros anos de exercício os investidos nos cargos
públicos correlatos não perceberiam vencimentos. A previsão estabelecida no edital, nos
termos da Lei no 8.112/1990,
b) é válida, pois durante o estágio probatório, que coincide com os três primeiros anos
de exercício, os servidores não percebem vencimentos, mas indenização e ajuda de custos.
c) é nula, pois os cargos públicos são criados por lei com vencimentos pagos pelos
cofres públicos, não havendo que se falar na prestação de serviços gratuitos nesta hipótese.
d) é nula, pois a prestação de serviços gratuitos à União encontra limite temporal de dois anos,
no máximo.
Comentários:
A questão exigiu a regra geral estatuída no art. 4º, que proíbe a prestação de serviços
gratuitos:
Gabarito (C)
permanecer em serviço.
Comentários:
A letra (A) está correta. A recusa do servidor a ser submetido a inspeção médica
determinada pela autoridade competente enseja a aplicação de suspensão, de até 15 dias,
cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação (art. 130, §1º).
As letras (B), (C) e (D) estão incorretas pois o percentual é de 50%. Isto é, como alternativa à
imposição de suspensão, a legislação autoriza sua conversão em multa, na base de 50% por
dia da remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço (art. 130, §2º).
Por fim, a letra (E) está duplamente incorreta. A suspensão é aplicada em caso de
reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não
tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 dias (art.
130).
Gabarito (A)
De acordo com a Lei n° 8.112/1990, o servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter
eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior
b) não terá direito ao recebimento de diária, uma vez que a diária só é devida nos casos
em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo e não eventual
ou temporária.
e) terá direito ao recebimento de diária que será concedida por dia de afastamento,
sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou
quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias.
Comentários:
A questão versou sobre o pagamento de diárias, que consiste em indenização prevista no art.
58, assim sintetizado:
A letra (A) está incorreta. É claro que, se o servidor se afastar por uma quantidade de dias
inferior à inicialmente prevista, deverá restituir os respectivos valores. Além disso, o prazo
para restituição destes valores é de 5 dias (art. 59), de sorte que a letra (C) está incorreta.
A letra (B) está incorreta. Pelo contrário, as diárias somente têm lugar em se tratando de
afastamentos eventuais ou transitórios. Se os deslocamentos forem permanentemente
exigidos do cargo:
A letra (D) está incorreta. As diárias são devidas em razão do deslocamento eventual em
território nacional ou para o exterior.
Gabarito (E)
108. FCC/ TRT - 6ª Região (PE) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2018
d) com a natureza do ato, a exemplo da demissão, que só pode ser aplicada em caso de
infração disciplinar que também configure crime.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. De fato, os “antecedentes funcionais” do servidor devem ser
considerados na aplicação das penalidades disciplinares, conferindo alguma margem
discricionária à autoridade competente. No entanto, sob o pretexto do mérito administrativo,
ele não poderá agir de modo contrário ao previsto expressamente em lei. Portanto, se a
legislação estipula a pena de demissão para determinada conduta, a autoridade competente
não poderá se furtar a demitir o servidor infrator.
Por sua vez, a letra (B) está correta, nos termos do art. 128 da Lei 8.112, a seguir sintetizado:
A letra (C) está incorreta. Imagine um servidor que nunca praticou uma infração funcional,
mas que abandona o cargo (Lei 8.112/1990, art. 132, II). Percebam, assim, que a demissão
pode ser aplicada a um servidor que cometer sua primeira infração funcional, se a legislação
cominar pena de demissão àquela infração.
A letra (D) está incorreta. Há uma série de condutas que ensejam a demissão do servidor que
não configuram crime, a exemplo da acumulação indevida de cargos públicos (Lei
8.112/1990, art. 132, XII), em que o servidor não manifesta sua opção.
Por fim, a letra (E) está incorreta. Apenas a penalidade de suspensão pode ser convertida em
multa.
Gabarito (B)
109. FCC/ TRT - 6ª Região (PE) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2018
d) Civis da União, das autarquias, inclusive as de regime especial, e das fundações públicas
federais.
Comentários:
As letras (A) e (C) estão incorretas, pois os militares não são regidos pela Lei 8.112 – apenas
os servidores civis da União. Além disso, funcionários de fundações privadas nem mesmo são
considerados “servidores públicos”, não sendo regidos pela Lei 8.112.
A letra (B) está incorreta. No âmbito federal, os servidores de autarquias e fundações públicas
de direito público também são regidos pela Lei 8.112. Assim, a letra (D) está correta.
Por fim, a letra (E) está incorreta, já que os empregados públicos não são regidos por estatuto,
mas sim pela CLT.
Gabarito (D)
Considere.
II. O ato que as impõe mencionará, se for o caso, o fundamento legal e a sua causa.
III. Devem ser impostas pela autoridade com atribuição legal para tanto.
IV. A suspensão poderá ser imposta por até 90 dias, não havendo possibilidade de
conversão em multa, em razão do princípio da tipicidade estrita.
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I e III.
e) III e IV.
Comentários:
O item II está incorreto, pois o ato que aplicar sanção ao servidor sempre irá discriminar o
fundamento legal e sua causa:
O item III está correto. A aplicação de penalidade disciplinar é um ato administrativo e, como
tal, somente pode ser praticado pelo sujeito competente. Nesse sentido, o art. 141 da Lei
8.112 discrimina a competência para a aplicação de sanções.
Gabarito (C)
O acesso aos cargos públicos efetivos depende de aprovação em concurso público de provas
ou de provas e títulos. O servidor estável, ocupante de cargo efetivo, uma vez demitido,
a) poderá submeter-se a novo concurso público para ingresso no antigo cargo que
ocupava, dispensado o cumprimento de estágio probatório.
c) não poderá retornar ao cargo anteriormente ocupado, pois, ainda que reconduzido ou
reintegrado, deverá ser investido em novo cargo, para exercer funções distintas.
e) poderá ser reintegrado ao cargo, caso fique demonstrada e seja decidida, em sede de
processo administrativo ou judicial, a nulidade da decisão de demissão.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Se o servidor reingressa, mediante novo vínculo, terá lugar um novo
estágio probatório.
A letra (B) está incorreta. Havendo a invalidação da decisão que o demitiu, estaremos diante
do provimento por reintegração – e não recondução. Assim, a letra (E) está correta, nos termos
do art. 28 da Lei 8.112.
A letra (C) está incorreta. Se houver sua reintegração, ele deverá ser investido no mesmo cargo
ou naquele resultante de sua transformação (art. 28).
Por fim, a letra (D) está incorreta. O ressarcimento de todas as vantagens, em sede de
reintegração, ocorre igualmente se esta se der mediante decisão administrativa ou judicial.
Ambas as formas de anulação, administrativa ou judicialmente, possuem efeitos retroativos.
Gabarito (E)
112. FCC/ TRF - 5ª REGIÃO – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal – 2017
O Ministro da Saúde entendeu por bem substituir seu Chefe de Gabinete, que é servidor
público de carreira da União, ocupante de cargo em comissão na Chefia de Gabinete do
referido ministério. Para tanto,
a) deverá, após processo administrativo com direito à ampla defesa, demiti-lo, desde
que fique comprovada a atuação insuficiente.
b) poderá, após processo administrativo com direito a ampla defesa, exonerá-lo, desde
que fique comprovada prática de ilícito administrativo apenável com demissão simples ou
agravada.
Comentários:
Reparem que não foi mencionada nenhuma infração funcional cometida pelo chefe de
gabinete. Assim, não há que se falar em aplicação de penalidade, de sorte que terá lugar a
exoneração do servidor – forma de desinvestidura que não caracteriza sanção. Dessa forma,
as letras (A) e (B) estão incorretas.
Além disso, reparem que a exoneração do cargo em comissão é ato discricionário que
dispensa motivação.
Por fim, a letra (E) está incorreta e exigiu muita atenção dos candidatos. A exoneração em
questão alcança apenas o vínculo de provimento em comissão. Como o chefe de gabinete é
também servidor de carreira da União (efetivo), a relação funcional com o poder público
federal continuará a existir. Se estivéssemos diante de uma cessão, por exemplo, esta irá se
extinguir e o servidor retornará ao seu órgão de origem.
Gabarito (D)
Considere que um servidor público da União tenha sido convidado para integrar, com
mandato de quatro anos, um organismo internacional do qual o Brasil faz parte como
membro, sediado nos Estados Unidos, e pretenda obter afastamento de seu cargo para
desempenhar tal mister. De acordo com as disposições aplicáveis da Lei federal n° 8.112/90,
que estabelece o regime jurídico dos servidores públicos civis federais, tal pretensão
afigura-se
c) descabida, eis que o afastamento para atuar no exterior somente é permitido para
missão ou estudo, com prazo máximo de 3 anos.
Comentários:
A questão abordou o afastamento do servidor para missão no exterior. Neste caso específico,
o servidor foi servir organismo internacional do qual o Brasil é membro, de sorte que o
afastamento se dará com perda total da remuneração do servidor:
Gabarito (D)
c) aposentadoria, desde que por idade e a pedido, tendo em vista que quando por
invalidez a vacância do cargo só ocorre quando do atingimento da idade mínima.
e) posse em outro cargo público não passível de ser acumulável com o anteriormente ocupado
pelo servidor.
Comentários:
Reparem que todas as alternativas fazem menção a formas de vacância, sendo que o erro de
quatro delas se encontra na conceituação de cada modalidade. Recapitulando:
Passando às alternativas, temos que a letra (A) está incorreta, ao mencionar o conceito de
recondução – que é uma forma de provimento.
A letra (B) está incorreta, pois a exoneração pode se dar a pedido ou de ofício. Em síntese:
Por fim, a letra (D) está incorreta, na medida em que não há previsão de promoção mediante
concurso interno. Esta se dará por antiguidade ou merecimento.
Gabarito (E)
De acordo com a Lei n° 8.112/1990, o ingresso no serviço público dá-se mediante concurso
público e a investidura no cargo público ocorre com a posse. Dessa forma, considerando as
formas de provimento de cargo público, a posse
d) será sucedida de inspeção médica que, se não for favorável, ocasionará a anulação do ato de
provimento.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Pelo contrário, a posse somente terá lugar quando o provimento se
der mediante nomeação. Nos demais casos, pressupõe-se que o servidor já tenha tomado
posse. Assim, a letra (E) está correta.
Por sua vez, as letras (B) e (C) estão incorretas, já que a posse deverá ocorrer, como regra geral,
em até 30 dias da publicação do ato de nomeação. Além disso, expirado tal prazo,
considera-se sem efeito a nomeação.
Por fim, a letra (D) está incorreta, pois a inspeção médica deverá ocorrer antes da posse:
Gabarito (E)
116. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Técnico Judiciário – Segurança – 2017
Jéssica, servidora pública federal, é casada com Ricardo, servidor público civil do Estado do
Mato Grosso. Ambos os servidores exercem suas atribuições em Cuiabá. Ocorre que, Ricardo
foi deslocado para o Município de Sinop, no interesse da Administração pública. Nesse caso,
Jéssica, pretendendo ficar próxima de seu cônjuge formulou pedido de remoção. Nos
termos da Lei n° 8.112/1990,
b) não será cabível qualquer modalidade de remoção, bem como de qualquer instituto
destinado à transferência de Jéssica, devendo a servidora obrigatoriamente permanecer em
Cuiabá.
Comentários:
As principais regras legais quanto à remoção, previstas no art. 36 da Lei 8.112, podem ser
assim sintetizadas:
DE OFÍCIO no interesse da
Administração
a critério da
Administração
Como o cônjuge da servidora federal foi removido no interesse da Administração, para outra
localidade, ela terá direito a ser removida, a pedido, independentemente do interesse da
Administração (ato administrativo vinculado).
Aproveito para lembrar que é irrelevante o fato de seu cônjuge ser servidor de outro ente
federativo.
Gabarito (E)
117. FCC/TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
b) Francisco fará jus a trinta dias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de
dois períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja
legislação específica.
c) as férias não poderão ser parceladas, sendo obrigatório o gozo do período inteiro das
férias sob pena de responsabilidade do servidor.
d) as férias não podem ser interrompidas, salvo única e exclusivamente por motivo de
necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Qualquer que seja o motivo, é vedado levar as faltas do servidor à
conta das férias:
A letra (B), por sua vez, está plenamente de acordo com o caput do art. 77:
A letra (C) está incorreta, dada a possibilidade parcelamento das férias em até 3 períodos:
A letra (D) está incorreta, ao mencionar “única e exclusivamente”. Todas as situações a seguir
podem ensejar a interrupção das férias do servidor:
Gabarito (B)
118. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
Claudia e Joana são servidoras públicas federais, tendo praticado faltas disciplinares no
exercício de suas atribuições. Claudia faltou ao serviço, sem causa justificada, por sessenta
dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. Joana, de histórico exemplar vez
que nunca sofrera qualquer penalidade administrativa, opôs resistência injustificada à
execução de determinado serviço. Cumpre salientar que ambas as servidoras ainda não
foram processadas administrativamente embora a Administração já tenha conhecimento dos
fatos praticados. Nos termos da Lei nº 8.112/1990, as ações disciplinares relativas às
infrações praticadas pelas servidoras prescreverão em
b) 2 anos e 180 dias, respectivamente, contados tais prazos a partir da data em que os
fatos se tornaram conhecidos pela Administração.
c) 5 anos e 180 dias, respectivamente, contados tais prazos a partir da data em que os
fatos se tornaram conhecidos pela Administração.
Comentários:
Questão interessante que exigiu a associação dos conhecimentos quanto à sanção aplicável a
cada conduta com as regras prescricionais. Vamos resolvê-la por meio da seguinte tabela:
Claudia Joana
Inassiduidade habitual (art. 139): faltas
Opôs resistência injustificada à
injustificadas, por 60 dias, execução de determinado serviço
interpoladamente, durante 12 meses (art. 117, IV)
Sujeita à demissão (art. 132, III) Sujeita à advertência (art. 129)
Como a falta não é crime, a prescrição Como não é crime, a prescrição
aplicável será de
será de 5 anos (art. 142, I) 180 dias (art. 142, III)
Além disso, de acordo com o art. 142 da Lei 8.112, a prescrição da ação disciplinar é contada
a partir da data em que o fato se tornou conhecido. Aproveito para relembrar os prazos
prescricionais aplicáveis em todas as situações:
Praz Penalidad
o e
180 dias Advertência
2 anos Suspensão
5 anos demais penalidades
Infrações disciplinares também
Prazos da lei penal
tipificadas como crime
Gabarito (C)
119. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
a) poderá ser compensada a critério da chefia imediata, mas não será considerada como efetivo
exercício.
b) poderá ser compensada a critério da chefia imediata, sendo assim considerada como efetivo
exercício.
d) poderá ser compensada a critério da chefia mediata e não será considerada como efetivo
exercício.
e) poderá ser compensada a critério da chefia mediata, sendo assim considerada como efetivo
exercício.
Comentários:
Como a falta decorreu de forte enchente, terá lugar a situação excepcional prevista no art. 44
da Lei 8.112:
Gabarito (B)
120. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2017
Adriana, servidora pública federal, deverá ter exercício em outro Município em razão de ter
sido removida. Nos termos da Lei n° 8.112/1990, o prazo para Adriana retomar efetivamente
o desempenho das atribuições de seu cargo, considerando que não pretende declinar de tal
prazo, e que não está de licença ou gozando de afastamento será, contado da publicação do
ato, de, no mínimo,
a) dez e, no máximo, trinta dias, incluído nesse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
b) cinco e, no máximo, sessenta dias, excluído desse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
c) cinco e, no máximo, trinta dias, excluído desse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
d) dez e, no máximo, sessenta dias, incluído nesse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
e) dez e, no máximo, noventa dias, incluído nesse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
Comentários:
Como a remoção se deu com mudança de sede, a servidora terá, em regra, entre 10 e 30 dias
para se reapresentar na nova sede, contados da publicação do ato que determinar sua
remoção:
Gabarito (A)
121. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
Zeus é servidor público titular de cargo efetivo no Tribunal há cinco anos, incluído, nesse
lapso temporal, o período de estágio probatório. Zeus pretende afastar-se de seu cargo para
a) ambos os servidores.
b) apenas Zeus, pois o afastamento pretendido por Hércules exige que o servidor seja
titular de cargo efetivo há pelo menos quatro anos, incluído o período de estágio probatório.
c) apenas Hércules, pois o afastamento pretendido por Zeus exige que o servidor seja
titular de cargo efetivo há pelo menos seis anos, incluído o período de estágio probatório.
e) apenas Zeus, pois o afastamento pretendido por Hércules exige que o servidor seja
titular de cargo efetivo há pelo menos cinco anos, incluído o período de estágio probatório.
Comentários:
Zeus Hércules
programa de pós-doutorado (§3º programa de doutorado (§2º
acima) acima)
Gabarito (B)
122. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
Flora é servidora pública federal e, por preencher os requisitos legais, foi recentemente,
promovida. Sua promoção foi concedida em 10 de outubro de 2016 e, um mês depois, ou
seja, em 10 de novembro de 2016, ocorreu a publicação do ato de promoção. Nos termos
da Lei n° 8.112/1990, a promoção
Comentários:
A promoção não interrompe (isto é, não “zera”) a contagem do tempo de exercício no cargo:
Gabarito (A)
123. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR)- Analista Judiciário – Área Judiciária – 2017
a) seria admissível ainda que Joana não fosse detentora de cargo efetivo, mas sim de
cargo em comissão, dada a paridade aplicável às modalidades de cargos.
Comentários:
Passemos às alternativas!
A letra (A) está incorreta, pois a redistribuição somente ocorre sobre cargos efetivos.
A letra (B) está incorreta. Um dos requisitos para a redistribuição consiste justamente na
manutenção da essência das atribuições:
A letra (C) está incorreta, pois a apreciação do Sipec deverá ser prévia ao ato de redistribuição.
A letra (D), por sua vez, está correta, pois o deslocamento mediante redistribuição ocorrerá
sempre dentro do mesmo Poder. O “deslocamento para outro poder” poderia ocorrer
mediante cessão.
Por fim, a letra (E) está incorreta. Diferentemente da remoção, a redistribuição somente
ocorre no interesse da Administração.
Gabarito (D)
124. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR) – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador
Federal – 2017
Maria, servidora estável, sofreu penalidade de demissão em janeiro de 2013. A pena foi
invalidada por decisão judicial transitada em julgado em janeiro de 2016. Ocorre que o cargo
de Maria, que é servidora pública federal, encontra-se provido pela servidora Joaquina.
Nesse caso, conforme preceitua a Lei nº 8.112/1990, Maria será
Comentários:
As situações mencionadas nas letras (B), (C) e (D) estão incorretas visto que se aplicam à
Joaquina, nos termos do art. 41, §2º, da CF. Relembrando:
Por fim, a letra (E) está incorreta, já que a redistribuição consiste no deslocamento do cargo
para outro órgão do mesmo Poder, não se aplicando à situação narrada.
Gabarito (A)
d) V,F,V,F
Comentários
Questão que cobrou detalhes quanto à regulamentação do PAD contida nos artigos 148 a 152
da Lei 8.112:
- Item I (correto) - transcrição do art. 148 da Lei 8.112/1990;
- item II (incorreto) - o examinador trocou as fases de "inquérito" e
"instauração". Nos termos do art. 151, é a instauração que se origina com a publicação
do ato de constituição da comissão;
- item III (correto) - transcrição do art. 149 da Lei 8.112/1990;
A) suspensão de 60 dias.
E) exoneração.
Comentários:
Gabarito (B)
III. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias, podendo ser
prorrogado por igual período, a critério da autoridade superior.
a) Em I, II e III.
b) Apenas em III.
c) Apenas em I e II.
d) Apenas em I e III.
e) Apenas em II e III.
Comentários:
Por fim, o item III está correto, ao mencionar corretamente a duração máxima da sindicância:
30 dias + 30 dias:
Gabarito (D)
Quanto às normas aplicáveis aos servidores, assinale a alternativa que apresenta uma
interpretação juridicamente correta.
a) O servidor federal que desviar recursos públicos é punido nos moldes da lei de
improbidade administrativa, em prejuízo da lei do regime jurídico dos servidores, devido à
gravidade dos ilícitos.
Comentários:
A letra (a) está incorreta. Em razão da independência das instâncias, o mesmo ato pode
ensejar a aplicação das sanções previstas na lei de improbidade (mediante processo judicial
de natureza cível), bem como uma punição com fundamento no estatuto dos servidores
(esfera administrativa).
A letra (b) está incorreta. Mesmo nas ações por improbidade administrativa deve ser
assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório, que são princípios basilares e
obrigatórios em processos judiciais e administrativos.
A letra (c) está incorreta. A regra geral do prazo recursal nos processos administrativos é
mesmo de 10 dias (Lei 9.784/1999, art. 59). No entanto, não há previsão de recursos no
âmbito do PAD, visto se tratar de instância única. Aproveito para lembrar que, a despeito da
impossibilidade de recurso, caberá o chamado pedido de revisão, diante de fatos novos que
demonstrem a inadequação da sanção aplicada.
A letra (d) está correta e aborda uma das diferenças entre o PAD nos ritos sumário e
ordinário, consoante artigos 133 e 149 da Lei 8.112:
- Inassiduidade habitual
30 + 15 dias 60 + 60 dias
30 + 30 dias
5 dias para julgamento 20 dias para julgamento
Apresentação de defesa Apresentação de defesa em
-
em 5 10
dias ou 20 dias
comissão de 2 servidores comissão de 3 servidores
servidor único ou
comissão estáveis estáveis
Gabarito (D)
Sobre o processo administrativo disciplinar, previsto na Lei n.º 8.112/1990, assinale a alternativa
CORRETA:
c) Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da
irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu
afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da
remuneração.
Comentários:
A letra (a) está incorreta, uma vez que, tendo ciência da irregularidade, a autoridade é
obrigada a promover a apuração, conforme determina o art. 143 da lei 8.112/1990:
A letra (b) está incorreta, visto que da sindicância também poderá resultar aplicação das penas
de advertência e suspensão de até 30 dias, segundo a previsão do inciso II do art. 145 da lei
8.112/1990:
A letra (c) está correta, nos termos do art. 147 da lei 8.112/1990:
A letra (d) está incorreta, pois o prazo para conclusão da sindicância poderá ser prorrogado por
igual período, conforme previsto no parágrafo único do art. 145 da lei 8.112/1990:
A letra (e) está incorreta, uma vez que, para apuração das denúncias, é necessária a
confirmação da autenticidade. Tal previsão encontra-se no art. 144 da lei 8.112/1990:
Gabarito (C)
Pela suposta prática de falta funcional, foi instaurado procedimento administrativo disciplinar
contra Luiz, servidor público estadual. Luiz respondeu, relativamente aos mesmos fatos, a
ação penal ajuizada pelo MP local.
À luz da disciplina da responsabilização dos servidores públicos, é correto afirmar que, nessa
situação hipotética,
Comentários:
A letra (A) está correta. Reparem que a absolvição criminal decorreu do reconhecimento da
atipicidade da conduta, isto é, a conduta praticada pelo servidor não é tipificada como
crime. No entanto, tal conduta pode muito bem caracterizar uma infração administrativa, de
sorte que tal decisão criminal não vincula a esfera administrativa.
Nesta situação, terá lugar a chamada falta residual (conduta que caracteriza infração
administrativa, mas não é ilícito penal), a qual permite a aplicação de sanção administrativa:
A letra (B) está incorreta, na medida em que há situações específicas em que a decisão
obtida na esfera penal irá vincular as demais. Relembrando:
A letra (C) está incorreta, pois a absolvição do servidor por “falta de provas” não vincula a
esfera administrativa, apenas quando se dá por ausência de autoria ou de materialidade.
A letra (D) está incorreta. Não é necessário que a esfera administrativa aguarde o desfecho
da esfera penal ou vice-versa. Os processos podem tramitar simultaneamente, sem que isto
caracterize bis in idem.
Por fim, a letra (E) está incorreta, pois a prevalência da absolvição na esfera penal sobre a
instância administrativa não ocorre sob qualquer fundamento, mas apenas em razão da
ausência de autoria ou de materialidade.
Gabarito (A)
Inácio, analista judiciário de determinado tribunal, entrará de férias em outubro de 2017: ele
preencheu todos os requisitos legais exigidos pela Lei n.º 8.112/1990.
a) As férias não poderão ser interrompidas, salvo única e exclusivamente por motivo de
necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou da entidade.
b) Se Inácio for exonerado do cargo efetivo, ele deve receber, a título de indenização
pela exoneração, o período das férias a que tiver direito e ao período incompleto, na
proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias.
c) Se Inácio for o chefe de sua repartição, ele deve receber adicional correspondente a
dois terços da remuneração do período das férias.
Comentários:
A alternativa (A), incorreta, pois há outras situações que autorizam a interrupção das férias do
servidor (art. 80): calamidade pública, comoção interna, convocação para júri e serviço militar
ou eleitoral.
Por sua vez, a alternativa (B) está correta. Havendo exoneração do servidor (efetivo ou
comissionado) com saldo de férias a usufruir ou no curso do período aquisitivo das férias,
este perceberá indenização, na proporção de 1/12 avos por mês de efetivo exercício - ou
fração trabalhada superior a 14 dias (art. 78, §3º).
A alternativa (C), incorreta, pois o adicional é de 1/3 apenas. Como o servidor exerce função
comissionada (FC), tal fração também incidirá sobre o valor da retribuição pelo exercício da
FC – mas continuará sendo de 1/3.
Por fim, a alternativa (D), incorreta, pois as faltas justificadas do servidor não irão refletir na
duração das suas férias. Nesse sentido, é oportuno destacar que a lei proíbe que as faltas
Gabarito (B)
Comentários:
No presente caso, a questão não informa que Sérgio era estável. Além disso, ainda que
houvesse entrado em exercício já em outubro/2015 (data em que foi nomeado) e lá
permanecesse até janeiro/2017 (quando entrou em exercício no outro cargo), não teriam se
completado os 3 anos exigidos para a aquisição da estabilidade.
Gabarito (E)
João delegou a Maria, sua esposa e pessoa estranha à repartição pública onde ele exerce
suas funções, o desempenho das atribuições de sua responsabilidade. Descoberto, João
sofreu um processo administrativo disciplinar, que resultou em sua condenação à penalidade
de advertência. Três meses após o trânsito em julgado do procedimento administrativo, João
recusou fé a documento público.
Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei n.º 8.112/1990, João está sujeito à pena de
b)suspensão de até cento e vinte dias. c)suspensão de até cento e oitenta dias.
d)repreensão verbal.
e)demissão.
3
STF - RMS 22.933-DF, rel. Min. Octavio Gallotti, 26/6/1998
Comentários:
Questão interessante para ilustrar o cabimento da suspensão quando da reincidência das faltas
punidas com advertência.
Nesse sentido, destaco que ambas as condutas faltosas são puníveis com advertência:
cometer a pessoa estranha à repartição desempenho de atribuição de sua responsabilidade
(art. 117, IV) e recusar fé a documento público (art. 117, III).
Como o servidor já havia sido punido com advertência e voltou a infringir seu estatuto
funcional com penalidade punível com advertência, terá lugar a suspensão, a qual não pode
exceder de 90 dias:
Gabarito (A)
Larissa, servidora pública efetiva do TRE/TO, estava prestes a completar os requisitos para a
aposentadoria por tempo de serviço quando sofreu um acidente, que resultou, após
afastamento do serviço por razoável lapso de tempo, em aposentadoria por invalidez. Meses
após a aposentadoria de Larissa, a administração recebeu laudo elaborado pela equipe
médica oficial retificando o resultado que havia resultado na aposentadoria por invalidez da
servidora, que foi, então, avaliada como apta para o trabalho, considerando as funções
exercidas no cargo que ocupava.
Nessa situação hipotética, com base no que dispõe a Lei n.º 8.112/1990, deverá ser declarada
a
Comentários:
Gabarito (A)
Com base na Lei n.º 8.112/1990 e no regime jurídico aplicável aos agentes públicos, julgue o
item a seguir.
Comentários:
Aproveito para destacar que a “destituição de função comissionada”, embora tenha sido
mencionada no rol
do art. 127, a Lei 8.112 nada dispõe a seu respeito, não possuindo grande relevância para
concurso público.
Gabarito (E)
a) poderá ser afastado preventivamente de suas funções pelo prazo de até sessenta dias,
sem prejuízo da sua remuneração.
d) deverá ser representado por advogado, como forma de se garantir a ampla defesa.
Comentários:
A letra (B) está incorreta, na medida em que a absolvição criminal por simples falta de provas
não é suficiente para vincular a esfera administrativa.
A letra (C) está incorreta. Por força da independência das instâncias, os respectivos processos
apuratórios podem tramitar simultaneamente.
A letra (D) está incorreta. A falta de defesa técnica do servidor (por meio de advogado) no bojo
de processo administrativo disciplinar não é razão para invalidar o PAD:
A letra (E) está incorreta, pois a responsabilidade civil é de natureza subjetiva (art. 122),
podendo também depender de conduta culposa – e não apenas de conduta dolosa.
Relembrando:
Gabarito (A)
A autoridade que tiver ciência da conduta de Maria será obrigada a promover a sua
apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar.
Comentários:
Gabarito (C)
Com base no disposto nas súmulas do Supremo Tribunal Federal relativas a direito
administrativo, julgue o item subsequente.
Comentários:
Pelo contrário, a jurisprudência pátria formou-se no sentido de que a falta de defesa técnica
do servidor (por meio de advogado) no bojo de processo administrativo disciplinar não é
razão para invalidar o PAD:
Gabarito (E)
139. CEBRASPE/ TCE-PA – Auditor de Controle Externo – Área Fiscalização – Direito – 2016
Comentários:
Gabarito (E)
Suponha que um servidor público fiscal de obras do DF, no intuito de prejudicar o governo,
tenha determinado o embargo de uma obra de canalização de águas pluviais, sem que
houvesse nenhuma irregularidade. Em razão da paralisação, houve atraso na conclusão da
obra, o que causou muitos prejuízos à população. Com base nessa situação hipotética, julgue
os itens que se seguem.
Uma vez instaurado o processo administrativo disciplinar para apuração da infração, o
servidor poderá ser afastado de suas funções, por até sessenta dias, sem direito à
remuneração do cargo.
Comentários:
remuneração. Tomando por base os termos da Lei 8.112, destacamos seu art. 147:
Gabarito (E)
Suponha que um servidor público fiscal de obras do DF, no intuito de prejudicar o governo,
tenha determinado o embargo de uma obra de canalização de águas pluviais, sem que
houvesse nenhuma irregularidade. Em razão da paralisação, houve atraso na conclusão da
obra, o que causou muitos prejuízos à população.
Comentários:
Muito embora se considere que o exercício do poder disciplinar seja discricionário, não
podemos nos esquecer de sua faceta vinculada. Nesse sentido, a administração pública não
goza de nenhuma liberdade de escolha entre punir e não punir. Ao tomar ciência de
irregularidade no serviço público, a autoridade competente é obrigada a instaurar o
procedimento administrativo com vistas a apurar a infração - atuação vinculada.
Gabarito (E)
I. Pode ser arguida a qualquer tempo, unicamente pelo servidor que foi punido, apenas
para justificar sua inocência ou abrandar a pena que lhe foi aplicada.
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.
e) III, apenas.
Comentários:
A assertiva (I) está incorreta. A revisão do processo disciplinar pode ocorrer a pedido ou de
ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência
do punido ou a inadequação da penalidade aplicada (artigo 174, caput, da Lei 8.112/90).
A assertiva (II) está incorreta. A revisão é cabível quando se aduzirem fatos novos (artigo 174,
caput, da Lei 8.112/90), e não fatos já examinados.
A assertiva (III) está incorreta. O julgamento caberá à mesma autoridade que aplicou a
penalidade (artigo 181 da Lei 8.112/90).
Gabarito (D)
143. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal
d) é possível, desde que a prova emprestada seja submetida à nova perícia no bojo do PAD;
e) é possível, desde que respeitado o contraditório e a ampla defesa nas esferas criminal e
administrativa.
Comentários:
Em relação à letra (C), incorreta, reparem que a analogia in malam partem corresponde à
aplicação de norma reguladora de caso semelhante de maneira prejudicial ao réu. Mas este
não é o caso aqui, pois se trata de utilização de prova emprestada, e não de analogia.
Gabarito (E)
d) o processo disciplinar será conduzido por uma comissão, cujas reuniões e audiências serão
públicas.
Comentários:
A letra (A) está incorreta, pois as denúncias contra condutas de servidores públicos deverão ser
“sempre”
formuladas por escrito:
A letra (B) está incorreta. O prazo de 30 dias da sindicância poderá sim ser prorrogado por
igual período:
A letra (C) está incorreta. O afastamento cautelar do servidor, previsto no art. 147 da Lei
8.112, é uma faculdade da autoridade competente, não se podendo afirmar que ela “deverá
determinar o afastamento do servidor”.
Por fim, a letra (E) está correta, porquanto a sindicância permite a aplicação de suspensão
de, no máximo, 30 dias. Para se aplicar suspensão com prazo de 31 a 90 dias ou, até mesmo,
penalidade de demissão, será obrigatória a instauração de PAD.
Gabarito (E)
145. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
e) não terá comissão para a condução do feito, ao contrário do que existe no processo
disciplinar em que é constituída comissão composta por três servidores estáveis.
Comentários:
Como o enunciado da questão mencionou o surgimento de fatos novos que sinalizam pela
inadequação da penalidade aplicada, terá lugar a revisão do PAD, disciplinada no art. 174 e
seguintes da Lei 8.112.
A letra (A) está correta. Ao contrário do que se possa imaginar, esta revisão do PAD será
julgada pela mesma autoridade que aplicou a sanção inicial (art. 181). Assim, é formada uma
nova comissão de PAD (chamada de “comissão revisora”) a qual irá elaborar um novo
relatório e encaminhá-lo à mesma autoridade para fins de julgamento. Assim, percebemos
que a letra (E) está incorreta.
A letra (B) está incorreta. A revisão corre em um novo processo. No entanto, dada a relação
de conexão com o PAD original, um processo será apensado4 ao outro:
A letra (C) está incorreta. Assim como ocorreu no processo original, na revisão a autoridade
também possui
20 dias para proferir seu julgamento:
Por fim, a letra (D) está incorreta. Aquele que requer a revisão do PAD deve arcar
integralmente com o ônus de prova, não havendo que se falar em compartilhamento do ônus
de prova:
Gabarito (A)
4
“Apensar” é sinônimo de juntar, prender. Nesta situação, “apensar” consiste no ato de anexar
um processo aos autos de outro.
De acordo com o Regime Jurídico Único os benefícios do Plano de Seguridade Social para os
dependentes do servidor compreendem:
Comentários:
A partir do rol do art. 185 abaixo, podemos perceber que apenas os benefícios da letra (C) são
estendidos ao dependente do servidor:
Gabarito (C)
Aldo e Sandra são casados e pais de três crianças. Sandra é servidora pública efetiva de
determinada fundação pública vinculada ao governo federal, e Aldo, que não é concursado,
ocupa um cargo em comissão em um órgão público federal.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir, referentes à seguridade social do
servidor público.
Os filhos de Aldo e Sandra, como dependentes de servidor público, têm direito aos
seguintes benefícios do plano de seguridade social: pensão, auxílio-funeral, auxílio-reclusão e
assistência à saúde.
Comentários:
Questão que exigiu conhecimento do art. 185 da Lei 8.112, que lista os benefícios da
seguridade do servidor público, relativamente a seus dependentes:
Gabarito (C)
148. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
Fernanda, atualmente com 24 anos, era casada há 3 anos com Manoel, Analista Judiciário do
Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, ocupante de tal cargo efetivo há 20 anos
ininterruptamente. Manoel faleceu com 60 anos em acidente automobilístico ocorrido no
a) não tem direito a qualquer pensão, pois não completou o período mínimo de 5 anos
de casamento com o servidor falecido;
b) não tem direito a qualquer pensão, pois está configurada fraude presumida à
previdência pela diferença de idade superior a 30 anos entre o servidor falecido e a
beneficiária;
c) tem direito à pensão provisória pelo período de 6 anos, tendo em vista que, na data
do óbito do servidor, a beneficiária tinha 24 anos;
d) tem direito à pensão vitalícia e proporcional, tendo em vista que o servidor ainda não
tinha completado os requisitos legais para se aposentar;
e) tem direito à pensão vitalícia e integral, tendo em vista que, na data do óbito do
servidor, a beneficiária era casada com o servidor que já tinha vertido com mais de 18
contribuições mensais.
Comentários:
A letra (A) está incorreta. Fernanda tem direito à pensão, pois o casamento ocorreu mais de
02 anos antes da morte do servidor Manoel (artigo 222, VII, b, da Lei nº 8.112/90).
A letra (B) está incorreta. Não há previsão na Lei nº 8.112/90 acerca da “fraude presumida”
mencionada na
alternativa.
A letra (C) está correta. O pensionista que tiver idade entre 21 e 26 anos, como é o caso de
Fernanda (24 anos), perde a qualidade de beneficiário após o decurso de 06 anos (artigo 222,
VII, b, 2, da Lei nº 8.112/90).
As letras (D) e (E) estão incorretas pelo mesmo motivo: a pensão não será vitalícia, pois deve
observar os limites constantes do artigo 222, VII, da Lei 8.112/90.
Gabarito (C)
Sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso
público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de
que são portadoras; para tais pessoas, serão reservadas até ________ das vagas oferecidas
no concurso.
a) 45% (quarenta e cinco por cento)
b) 15% (quinze por cento)
c) 35% (trinta e cinco por cento)
d) 20% (vinte por cento)
e) 50% (cinquenta por cento).
Em relação ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a
estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e
capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os
seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - capacidade de iniciativa; IV - __________ ;
V- responsabilidade.
a) destreza
b) felicidade
c) malemolência
d) produtividade
e) articulação.
Mévio é servidor público efetivo da Câmara Municipal de Pouso Alegre, mas, em razão dos
cursos concluídos, ocorre a passagem do cargo atual para outro da mesma natureza, para
exercício da função de chefia, deixando o cargo de origem vago. Considerando o Estatuto
dos Servidores Públicos de Pouso Alegre, houve a vacância do cargo em razão de
a) demissão.
b) promoção.
c) exoneração.
d) transferência.
As licenças para tratamento de saúde podem ser tratadas de duas maneiras, conforme a
legislação: dispensada de perícia e concedida mediante avaliação pericial. De acordo com as
orientações do Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público Federal, sobre a
licença concedida mediante avaliação pericial, assinale a afirmativa INCORRETA.
a) A licença por mais cento e vinte dias, ininterruptos ou não, no período de doze meses,
deve ser avaliada por uma junta oficial em saúde.
b) Encontrando-se o servidor impossibilitado de se locomover ou estando hospitalizado, a
avaliação pericial poderá ser realizada em residência ou em entidade nosocomial.
c) O início da licença por motivo de saúde do servidor deverá corresponder à data do início
dos sintomas, mesmo que o afastamento de suas atividades laborais tenha ocorrido em data
posterior.
d) O servidor deverá solicitar avaliação por perícia oficial à unidade competente do
órgão/entidade ou diretamente à unidade de atenção à saúde em até cinco dias corridos do
Sobre o regime disciplinar dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, assinale a alternativa correta em conformidade com a Lei
Federal nº 8.112/1990.
a) Quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou
disponibilidade e destituição de cargo em comissão, a ação disciplinar prescreve em 5 (cinco)
anos, contados da data em que o fato se tornou conhecido.
b) A responsabilidade civil do servidor decorre de ato comissivo, desde que praticado
culposamente no desempenho do cargo ou função e que resulte prejuízo ao erário ou a
terceiros.
c) Advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria e reparação do dano são
penalidades disciplinares aplicáveis ao servidor.
d) O servidor pode manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança,
cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.
e) A ausência intencional do servidor ao serviço por até 30 (trinta) dias consecutivos configura
inassiduidade habitual, enquanto a falta injustificada ao serviço por mais de 30 (trinta) dias,
interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses, configura abandono de cargo.
O servidor público federal deve se submeter às proibições de conduta previstas em lei. São
proibições, EXCETO
a) participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.
b) receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas
atribuições.
c) aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro.
d) proceder de forma desidiosa.
e) não zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público.
c) comutada
d) perdoada
e) reformada
Sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, assinale a alternativa correta de acordo com a Lei Federal nº
8.112/1990.
a) Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará
sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua
aptidão e sua capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.
b) O servidor habilitado, empossado e estável pode perder o cargo em virtude de sentença
judicial recorrível ou de processo administrativo disciplinar, mesmo que não lhe tenha sido
assegurada ampla defesa.
c) A nomeação para cargo público ocorre com a assinatura do respectivo termo, no qual
deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao
cargo ocupado.
d) É de 24 (vinte e quatro) meses, contados da data da posse, o prazo máximo para o
servidor empossado entrar em efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da
função de confiança.
e) Para investidura em cargo público, exige-se idade mínima de 21 (vinte e um) anos.
17. Instituto AOCP - Adm Edi (UFPB)/UFPB/2019
Nos termos da Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos
civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, assinale a alternativa que
apresenta uma forma de provimento de cargo público.
a) Supressão.
b) Aproveitamento.
c) Ascensão.
d) Transferência.
e) Deposição.
Quando o servidor passa a ocupar cargo diverso do que ocupava, tendo em vista a
necessidade de compatibilizar o exercício da função pública com a limitação sofrida em sua
capacidade física ou psíquica, a forma de provimento será a
a) recondução.
b) readaptação.
c) promoção.
d) reversão.
e) transferência.
c) por até 80 dias consecutivos à servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de
criança até 2 anos de idade.
d) quando, a critério da administração, aquele que ocupar função pública e que não esteja
em estágio probatório necessitar tratar de interesses particulares.
a) demissão.
b) abandono de cargo.
c) acumulação de cargo.
De acordo com o Regime Jurídico Único são considerados como de efetivo exercício, os
afastamentos, ao serviço, em virtude de:
B) licença gestante, serviço militar, 5 dias falecimento de menor sob sua guarda.
Sobre licença por motivo de doença em pessoa da família, de acordo com o Regime Jurídico
Único, é correto afirmar:
A) A licença para trato de pessoa da família, em todos os casos, será considerada de efetivo
exercício.
B) Será concedida licença para tratar de pessoa da família aos servidores ocupantes de
cargo efetivo e comissionados somente com prejuízo da remuneração.
C) Será concedida licença para trato de pessoa da família, pelo período de 60 dias
consecutivos, sem remuneração, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.
No que tange às licenças disciplinadas pela Lei n.º 8.112/1990, poderá ser concedida licença ao
servidor:
I. para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do
território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes
Executivo e Legislativo. A licença será remunerada.
II. durante o período que mediar entre o registro de sua candidatura perante a Justiça
Eleitoral e a véspera da eleição para o cargo pleiteado. A licença será sem remuneração.
III. ocupante de cargo efetivo, a qualquer tempo, para o trato de assuntos particulares pelo
prazo de até dois anos consecutivos. A licença será
sem remuneração. Está correto o que se afirma:
A) Apenas em I.
B) Apenas em II.
C)Apenas em III.
D) Apenas em II e III.
b) O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica
obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 30 (trinta) dias.
A Lei nº 8.112, de 1990, dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União,
das autarquias e das fundações públicas federais. Com base nessa legislação,
analise as assertivas abaixo.
I. O prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício é de 30 dias,
contados da publicação do ato de
provimento.
II. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará declaração de bens e valores que
constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego
ou função pública.
III. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as
atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que
não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de
ofício previstos em lei.
a) Apenas em I.
b) Apenas em II.
c) Apenas em III.
d) Apenas em II e III.
Segundo a lei nº 8.112/90, assinale a alternativa que contém um motivo para a vacância do
cargo público.
a) Ascensão.
b) Readaptação.
c) Transferência.
d) Estágio probatório.
e) Processo administrativo.
28. CCV-UFC/Administrador/ 2013
Segundo a lei nº 8.112/90, para o servidor público em uma repartição pública federal, manter
sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente:
Marque a alternativa que apresenta dois requisitos básicos para investidura em cargo público.
e) Quitação com as obrigações militares e eleitorais, ser eleito por votação direta.
b) será afastado do cargo, emprego ou função, não podendo optar pela sua remuneração.
c) será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
A) Corrupção.
c) são estáveis após quatro anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo
de provimento efetivo em virtude de concurso público.
“João e Maria, casados, são Técnicos Judiciários do Tribunal Regional Eleitoral, lotados na
capital do Rio de Janeiro. Maria fez concurso para Analista Judiciário do Tribunal Superior
Eleitoral e foi aprovada, devendo, agora, residir em Brasília.” Quanto à remoção, nos termos
da Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que:
a) A remoção de João, nesse caso, será de ofício, não havendo necessidade de solicitação.
b) João será transferido para um cargo de Técnico Judiciário no Tribunal Superior Eleitoral.
c) João pode pedir a remoção para acompanhar Maria, mas a Administração não é obrigada a
conceder.
d) Se João não for removido, Maria pode pedir para ficar no Rio de Janeiro em disponibilidade
remunerada.
A partir dos dispositivos da Lei nº 8.112/90, interprete as sentenças e o conectivo entre elas.
b) “É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.” PORTANTO “As férias poderão
ser parceladas
em até três etapas, desde que assim requeridas pelo servidor, e no interesse da administração
pública.”
d) “Pode ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que
foi deslocado do local de residência de origem.” MAS “No deslocamento de servidor cujo
cônjuge ou companheiro seja militar, deverá ocorrer o exercício provisório em órgão ou
entidade na nova localidade.”
“Renata, servidora pública federal, com forte engajamento político, decide disputar as
eleições para o cargo de Deputada Estadual. Com isso, requer à sua chefia imediata licença de
suas funções no órgão em que presta serviço para as atividades políticas necessárias.” Sobre o
caso, assinale a alternativa correta.
a) Renata terá direito à licença, sem remuneração, caso ocupe cargo de direção, chefia,
assessoramento na Administração Pública federal.
b) Renata não terá direito à licença, devendo optar, se eleita, entre o cargo que exerce na
Administração Pública Federal e o cargo de Deputada Estadual.
c) Renata não terá direito à licença, tendo em vista a possibilidade de acumulação do cargo
na Administração Pública Federal e o cargo de Deputada Estadual.
d) Renata terá direito à licença sem remuneração durante o período entre a sua escolha em
convenção partidária e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
“Um servidor efetivo do Tribunal Regional Eleitoral retirou um processo da repartição sem
autorização da chefia imediata.” Nos termos da Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que
a) A demissão foi correta, uma vez que respeitada a tipicidade da conduta, o procedimento
e a competência para a aplicação da sanção.
b) A demissão foi irregular, uma vez que a pena de demissão de servidor público federal
somente pode ser tomada pelo Presidente da República.
c) A demissão foi irregular, uma vez que a pena de demissão de servidor público federal
deve ser apurada em processo administrativo disciplinar e não em sindicância.
d) A demissão foi irregular, uma vez somente se configura abandono de cargo para fins de
demissão quando há falta imotivada por sessenta dias consecutivos.
A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público, de acordo com a Lei nº
8.112/90,
Observe as afirmativas dos itens I, II, e III e, com fundamento na Lei nº 8.112/1990, escolha a
alternativa que estiver de acordo com o conceito legal, observada a ordem apresentada:
III – Medida cautelar que pode ser imposta ao servidor, fim de que o não venha a influir na
apuração da irregularidade, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias.
Avalie as assertivas abaixo, classificando-as com “V” quando verdadeiras, ou “F”, caso sejam
falsas, de acordo
com os termos da Lei nº 8.112/1990. A seguir, escolha a alternativa que corresponda à
sequência correta:
III - Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando junta
médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou no interesse da
administração, respeitadas as hipóteses legais.
A) V, V, F, F.
B) V, F, F, V.
C)F, F, V, F.
D) V, V, V, F.
E) V, V, V, V.
De acordo com a Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos
civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, é correto afirmar:
B) A investidura em cargo público ocorrerá com a posse, a qual não poderá se dar por
procuração específica.
D) Os requisitos básicos para investidura em cargo público constituem rol taxativo, não se
admitindo a exigência de outros requisitos, ainda que as atribuições do cargo assim a
justifiquem.
E) Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo de trinta
dias contados de sua publicação. No entanto, uma vez empossado, será o servidor exonerado
do cargo se não entrar em exercício no prazo de quinze dias, contados da data da posse,
observados os casos em que deva ter exercício em outro município em razão de remoção,
redistribuição, requisição, cessão ou exercício provisório.
a) a reversão
b) a readaptação
c) a nomeação
d) a estabilidade
e) a transferência
A vacância do cargo público, conforme previsto na Lei n.º 8.112/1990, decorrerá de:
c) falecimento
d) recondução
e) remoção
O vencimento e a remuneração são dois aspectos da gestão de pessoal disciplinados pela Lei
8.112/90, sobre os quais foram feitas as seguintes afirmações:
I. O servidor optará, ao tomar posse de seu cargo, pelo vencimento ou remuneração que
melhor atender aos seus interesses pessoais.
II. O vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em
lei.
II. À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e
transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) mês, contado do óbito.
III. Será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em
virtude de mandato eletivo.
IV. Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado
para cargo em comissão, com mudança de domicílio.
I. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento)
em relação à hora normal de trabalho.
II. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e
temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada.
III. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de
um dia e 6 (seis) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 50% (cinquenta por
cento), computando-se cada hora com cinquenta e dois minutos e trinta segundos.
IV. Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, um
adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias. No caso de o
servidor exercer função de direção, chefia ou assessoramento, ou ocupar cargo em comissão, a
respectiva vantagem será acrescida do cálculo do adicional.
a) O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por
um deles.
II. É de trinta dias o prazo para o servidor público empossado em cargo público entrar em
exercício, contados da data da posse.
III. O servidor não poderá ausentar-se do País, para estudo ou missão oficial, sem
autorização do Presidente da República, do Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e do
Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Rafael, funcionário do Instituto Federal de Ensino do Rio de Janeiro, foi demitido por desviar
livros da biblioteca onde trabalhava para revendê-los em um grande esquema de
favorecimento ilícito, que contava com a participação de diversos funcionários do seu setor.
Ocorre que Rafael acreditava piamente na sua inocência e, diante de um fato novo em que
demonstrava a sua não participação no esquema de favorecimento ilícito, conseguiu provar no
âmbito administrativo e judicial a sua inocência, com ressarcimento de todas as vantagens
logo após a sua demissão.
a) Readaptado ao cargo.
b) Reconduzido ao cargo.
c) Removido do cargo.
d) Reintegrado ao cargo.
e) Revertido ao cargo.
d) Rodrigo nunca tirou o título de eleitor, por isso ele não pode ser um funcionário público.
a) reversão
b) readmissão
c) recondução
d) aproveitamento
e) reaproveitamento
O retorno do servidor público ao cargo de que se vira demitido, com plena restauração dos
direitos violados, com pagamento integral dos vencimentos e vantagens correspondentes ao
tempo em que esteve afastado, em razão de decisão judicial que reconhece a ilegalidade da
demissão, recebe o nome de:
a) reintegração.
b) reassunção.
c) reversão.
d) Recondução.
e) revisão.
Cada vez mais o cidadão brasileiro busca os seus direitos de acordo com a sua consciência e o
seu conhecimento sobre algum determinado fato. Percebendo que o serviço prestado pelos
órgãos públicos não satisfaz o seu anseio, geralmente busca-se uma reparação via judicial para
que isso não seja uma constante e não aconteça mais com outros usuários do serviço público.
Como os servidores públicos civis da União têm participação fundamental no que se refere a
um bom atendimento ao público que utiliza os serviços prestados pelo governo, assinale a
alternativa que não constitui dever do servidor:
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.
A ação disciplinar contra servidor que cometa ato ilícito punível com suspensão prescreverá
em dois anos contados da data em que o fato se tornou conhecido; todavia, se tal ato ilícito
também configurar crime, então se aplicará o prazo prescricional da lei penal para a ação
disciplinar.
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.
Servidor público civil federal pretende o deslocamento no âmbito do quadro de sua carreira,
com mudança de sede, para acompanhar sua esposa, servidora pública militar, que foi
deslocada por interesse da administração pública.
Nessa situação hipotética, para acompanhar sua esposa, o servidor deverá a)pedir remoção,
e) ser removido de ofício, porque não cabe pedido de remoção para cônjuges quando
eles têm regimes jurídicos diferentes.
Julgue o item seguinte, relativo ao regime dos servidores públicos federais e à ética no serviço
público.
A demissão será a penalidade disciplinar cabível para o servidor que se recusar a ser
submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente.
Julgue o item seguinte, relativo ao regime dos servidores públicos federais e à ética no serviço
público.
Julgue o seguinte item de acordo com as disposições constitucionais e legais acerca dos
agentes públicos.
No que se refere à administração pública e aos seus agentes, julgue o item a seguir.
O estágio probatório inicia-se na data da posse do agente público, findando-se com o término
do prazo de três anos.
Julgue o item a seguir, relativo ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, às
carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e à responsabilidade civil do Estado.
No caso de acumulação ilegal de cargos públicos, o servidor será notificado para apresentar
opção e, se ele permanecer omisso, será instaurado procedimento administrativo disciplinar
sumário conduzido por comissão composta por dois servidores estáveis.
Acerca das regras aplicáveis aos servidores públicos do Poder Judiciário, e considerando o
que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e a Lei n.º 11.416/2006, julgue o item a seguir.
Provimento é o ato emanado da pessoa física designada para ocupar um cargo público, por
meio do qual ela inicia o exercício da função a que fora nomeada.
Acerca das regras aplicáveis aos servidores públicos do Poder Judiciário, e considerando o
que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e a Lei n.º 11.416/2006, julgue o item a seguir.
De acordo com a Lei n.º 8.112/1990, a perícia médica com finalidade administrativa demandará
junta médica oficial quando a licença para tratamento de saúde
Inácio, analista judiciário de determinado tribunal, entrará de férias em outubro de 2017: ele
preencheu todos os requisitos legais exigidos pela Lei n.º 8.112/1990.
a) As férias não poderão ser interrompidas, salvo única e exclusivamente por motivo de
necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou da entidade.
b) Se Inácio for exonerado do cargo efetivo, ele deve receber, a título de indenização pela
exoneração, o período das férias a que tiver direito e ao período incompleto, na proporção de
um doze avos por mês de efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias.
c) Se Inácio for o chefe de sua repartição, ele deve receber adicional correspondente a
dois terços da remuneração do período das férias.
Considerando as Leis nos 8.112/1990, 8.429/1992 e 9.784/1999, normas nacionais que regulam
o direito administrativo, julgue o item subsecutivo.
Situação hipotética: Sérgio, aprovado em concurso público, foi nomeado em vinte de outubro
de 2015. Um ano e dois meses depois, após ter sido aprovado em outro concurso público,
entrou em exercício no novo órgão público no dia quinze de janeiro de 2017. No entanto,
durante o estágio probatório, ele se arrependeu da nova investidura e decidiu retornar ao
cargo que havia ocupado anteriormente. Assertiva: Nessa situação, Sérgio terá direito a
retornar ao cargo anteriormente ocupado em virtude do instituto da recondução.
João delegou a Maria, sua esposa e pessoa estranha à repartição pública onde ele exerce suas
funções, o desempenho das atribuições de sua responsabilidade. Descoberto, João sofreu um
processo administrativo disciplinar, que resultou em sua condenação à penalidade de
advertência. Três meses após o trânsito em julgado do procedimento administrativo, João
recusou fé a documento público.
Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei n.º 8.112/1990, João está sujeito à pena de
d)repreensão verbal.
e)demissão.
Larissa, servidora pública efetiva do TRE/TO, estava prestes a completar os requisitos para a
aposentadoria por tempo de serviço quando sofreu um acidente, que resultou, após
afastamento do serviço por razoável lapso de tempo, em aposentadoria por invalidez. Meses
após a aposentadoria de Larissa, a administração recebeu laudo elaborado pela equipe
médica oficial retificando o resultado que havia resultado na aposentadoria por invalidez da
servidora, que foi, então, avaliada como apta para o trabalho, considerando as funções
exercidas no cargo que ocupava.
Nessa situação hipotética, com base no que dispõe a Lei n.º 8.112/1990, deverá ser declarada a
73. CEBRASPE/TRF – 1ª Região – Analista judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal – 2017
Com base na Lei n.º 8.112/1990 e no regime jurídico aplicável aos agentes públicos, julgue o
item a seguir.
a) readaptação.
b) reintegração.
c) recondução.
d) reversão.
e) aproveitamento.
Com relação ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (RJU), assinale a
opção correta.
b) O RJU não é aplicável aos servidores das entidades da administração indireta, mas
apenas aos órgãos públicos.
Maurício, chefe imediato de João (ambos servidores públicos distritais), determinou que este
participasse de reunião de trabalho em Fortaleza – CE nos dias nove e dez de janeiro. João
recebeu o valor das diárias. No dia oito de janeiro, João sofreu um acidente de carro e,
conforme atestado médico apresentado para Maurício, teve de ficar de repouso por três dias,
razão pela qual não pôde viajar. Essa foi a primeira vez no bimestre que João teve de se
Acerca dessa situação hipotética e de aspectos legais e doutrinários a ela relacionados, julgue o
item a seguir.
Com base nas disposições da Lei n.º 8.112/1990, julgue o item seguinte, a respeito de
provimento de vagas no serviço público e direitos e vantagens do servidor público.
A posse no serviço público ocorrerá no prazo máximo de quinze dias, contados da publicação
do ato de provimento.
José, servidor público estável de órgão do Poder Executivo federal, durante o período de
doze meses, faltou intencionalmente ao serviço por cinquenta dias consecutivos, sem causa
justificada. A administração pública, mediante procedimento disciplinar sumário, enquadrou a
conduta de José como abandono de cargo.
José somente poderia ser demitido por abandono de cargo caso tivesse se ausentado por
mais de sessenta dias consecutivos.
Caso a demissão seja invalidada por decisão administrativa ou judicial, o retorno ao serviço
público solicitado por Rafael corresponderá à recondução do servidor efetivo ao cargo
anteriormente ocupado.
Considerando que determinado servidor público federal tenha sido removido para outra sede,
situada em outro município, para acompanhar sua esposa, que também é servidora pública
federal e foi removida no interesse da administração, julgue o item seguinte à luz do disposto
na Lei n.º 8.112/1990.
Ainda que o servidor e sua esposa sejam integrantes de órgãos pertencentes a poderes
distintos da União, a remoção do servidor poderia ser concedida.
82. FGV/ Câmara de Salvador – BA – Analista Legislativo Municipal – Área de Gestão de Pessoas
01 – 2018
a) a situação viola o limite estabelecido em face da jornada do servidor, uma vez que deve
ser respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada;
b) a servidora, neste caso, receberá acréscimo correspondente a 100% (cem por cento)
sobre cada hora normal diurna, em todos os dias que tiver desempenhado serviço
extraordinário;
c) a servidora, neste caso, recebeu acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à
hora normal de trabalho, todos os dias;
d) a situação está em vigência com as disposições legais, uma vez que a servidora pode
cumprir até 05 (cinco) horas de serviço extraordinário por jornada;
83. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
d) não poderá afastar-se do exercício das funções, pois tal afastamento apenas seria
possível se houvesse compatibilidade do horário do curso com sua jornada de trabalho ou
possibilidade de compensação de horário;
e) não poderá afastar-se do exercício das funções, diante da ausência de norma dispondo
sobre afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país,
mas pode requerer licença para tratar de interesses particulares.
84. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
na Justiça Estadual.
De acordo com as disposições legais que regem a matéria, em especial a Lei nº 8.112/90, o
pleito:
a) não pode ser deferido, eis que o servidor está vinculado ao órgão de origem para o
qual prestou concurso público, somente podendo ser afastado nas hipóteses legais, dentre as
quais não se inclui o caso em tela;
b) não pode ser deferido, em regra, para que se atenda à Lei de Responsabilidade Fiscal e
o limite de gasto com pessoal, com exceção dos casos de permuta, em que o órgão
cessionário também cede um servidor para compensação;
e) deve ser deferido, eis que se trata de ato administrativo vinculado, e o ônus da
remuneração do agente recairá necessariamente sobre órgão cessionário, isto é, Tribunal de
Justiça Estadual.
Verônica, servidora estável em órgão público federal, ocupante do cargo de Almoxarife, sofreu
penalidade disciplinar de demissão após acusação de abandono de cargo. Depois de análise
detalhada do caso, constatou-se improcedência do motivo e sua demissão foi invalidada.
Entretanto, o cargo em que Verônica deveria ser reintegrada foi extinto durante esse período.
b) deverá ser cedida a órgão público que tenha vaga em atividade similar à de seu cargo de
origem;
Bruna, servidora pública federal, está cursando faculdade de Pedagogia na cidade onde reside
e trabalha. Ocorreu que, por ofício, no interesse da Administração Pública, ela descobriu que
sofrerá remoção com mudança de sede para a cidade vizinha, e está preocupada com o
andamento de seu curso.
c) terá assegurada matrícula, em qualquer época do ano, desde que haja vaga e
compatibilidade de horário com sua atividade laboral;
Leandro, servidor estável de fundação pública federal, durante suas férias, ao realizar um voo
radical de parapente, sofreu um acidente que causou limitação em sua capacidade física,
conforme verificado em inspeção médica oficial. De acordo com a Lei nº 8.112/90, Leandro
será:
a) exonerado, pois não existe nexo de causalidade entre o acidente que lhe causou as
limitações e o exercício das funções afetas ao cargo público de que é titular;
b) não será concedida àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo
em comissão, com mudança de domicílio;
e) ficará o servidor obrigado a restituí-la quando não se apresentar na nova sede no prazo de 5
(cinco) dias.
Assinale a opção que apresenta causas para a vacância de um cargo na administração pública
brasileira.
Determinado servidor público sofreu grave acidente de trabalho e foi afastado do serviço
público. Após um período de recuperação, foi sensível a redução de sua capacidade
laborativa. Apesar disso, era plenamente possível que viesse a exercer atribuição diversa,
compatível com suas atuais condições físicas. Nesse caso, o referido servidor:
a) será readaptado e, caso inexista cargo vago, exercerá suas atribuições como excedente
até a ocorrência de vaga;
c) não pode retornar ao serviço público, devendo ser necessariamente aposentado por
invalidez;
d) pode ocupar qualquer outro cargo público compatível com suas condições físicas,
independentemente do nível de escolaridade exigido;
e) somente poderá ser reintegrado quando criado um cargo público semelhante ao que
ocupava, de modo que possa provê-lo.
Um ex-servidor público estadual procurou a Administração Pública e afirmou que desejava ser
reconduzido ao cargo.
d) servidor público inativo, quando a sua aposentadoria for anulada por decisão judicial
transitada em julgado;
94. FGV/ Prefeitura de Cuiabá – MT – Técnico de Nível Superior – Bacharel em Direito – 2015
a) V, V e V.
b) F, V e V.
c) V, V e F.
d) F, F e V.
e) V, F e F.
III. o servidor, tendo tomado posse, não entrar em exercício no prazo estabelecido.
a) I, apenas.
b) I e II, apenas
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
Os cargos públicos são criados por lei e são frutos da necessidade social da administração
pública de promover serviços essenciais. Toda administração pública deve seguir princípios e
leis, podendo os agentes públicos responder por seus atos e omissões de forma
administrativa, civil e penal.
Um servidor público recém nomeado para cargo efetivo na Administração direta foi convidado
para representar o Brasil em conselho internacional situado no exterior, com competência
deliberativa em matéria comercial. O servidor, que conta apenas com 15 meses de cargo
público, mas possui notório conhecimento na área, o que motivou o convite,
(A) não poderá representar o Brasil para a finalidade indicada, o que é permitido apenas
aos servidores titulares de cargos efetivos que já tenham sido devidamente confirmados.
(B) não poderá aceitá-lo, pois o estágio probatório em curso não permite ao servidor a
concessão de nenhuma licença ou afastamento, privativos de servidores efetivos.
Manuel dos Santos foi servidor público federal estável e aposentou-se voluntariamente aos
sessenta e dois anos de idade. Após dez anos de gozo da aposentadoria, requereu sua
reversão ao cargo público que antes ocupava. Diante dessa hipótese, à luz do que dispõe a
legislação federal aplicável,
(B) é impossível a reversão, pois a lei federal apenas contempla a hipótese de reversão ex
officio, pela insubsistência dos motivos que levaram à aposentadoria por invalidez.
(C)é possível, desde que haja cargo vago e interesse da administração no retorno do
requerente à atividade.
99. FCC/ TRT - 14ª Região (RO e AC) – Analista Judiciário – Estatística – 2018
Suponha que determinado órgão da Administração pública federal tenha sido extinto e, por
força do mesmo diploma legal, também extintos os cargos efetivos correspondentes. Diante
de tal circunstância, os servidores estáveis que ocupavam os referidos cargos deverão ser,
conforme disposto na Lei nº 8.112/1990,
100. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2018
Um servidor da Administração direta federal foi convidado para ocupar cargo em comissão na
Administração indireta estadual, como superintendente da autarquia responsável por ditar a
política ambiental, inclusive realizar os licenciamentos naquela unidade federativa. O ente
interessado na cessão do servidor formalizou o pedido e o servidor apresentou a seu superior
pedido de afastamento, que
a) não poderá ser deferido, considerando que os pedidos de afastamento para ocupar
cargo em comissão somente podem ser acolhidos dentro da mesma esfera da Administração.
b) não poderá ser acolhido porque os pedidos de afastamento somente podem ser
deferidos para ocupar cargo em comissão no âmbito da Administração direta.
cessionária.
101. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Técnico Judiciário – Segurança – 2018
Considere hipoteticamente que José, servidor público federal estável, cujo vínculo é regido
pela Lei n° 8.112/1990, tenha sido demitido após regular processo administrativo.
Inconformado com a decisão, apresentou recurso administrativo, que foi desprovido. Recorreu
ao Poder Judiciário pleiteando a anulação do referido ato demissório. Na ação judicial obteve
êxito, tendo o judiciário anulado o ato administrativo de demissão. Intimada para dar
cumprimento à decisão judicial, a autoridade administrativa federal competente
d) deverá reinvesti-lo no cargo anteriormente ocupado, mesmo que tenha sido extinto,
uma vez que a anulação da demissão torna a extinção inexistente.
102. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Psicologia - 2018
b) deverá aplicar a pena de cassação de aposentadoria, mas, ato contínuo, cancelar seu
registro, com efeitos retroativos à data da passagem para inatividade.
de sua mitigação.
103. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Psicologia - 2018
Considere hipoteticamente que João, servidor público federal cujo vínculo é regido pela Lei
no 8.112/90, foi promovido na sua carreira após 10 anos de efetivo exercício. Solicitou, ao
departamento competente, a contagem de seu tempo de serviço, passados 5 anos do ato que
o promoveu, sem que tenha se afastado do exercício de quaisquer dos cargos nesse período.
A certidão foi expedida na mesma data em que solicitada, apontado que João contava com 5
anos de exercício no serviço público federal. A certidão
a) está incorreta, pois a promoção não interrompe o tempo de exercício, que, tão
somente, é contado no novo cargo a partir da publicação do ato que o promoveu.
c) está incorreta, pois dela deveria ter constado que João contava com 15 anos de serviço
no cargo para o qual foi promovido, pois, para tanto, o tempo de exercício decorrido antes da
promoção deveria ter sido considerado.
d) está correta, pois, após a promoção, o tempo de serviço é zerado, contando-se apenas
o tempo de exercício decorrido no novo cargo.
e) está incorreta, pois dela deveria ter constado que João contava com 10 anos de serviço
público federal, pois a lei de regência determina que o tempo transcorrido após a promoção
deve ser desconsiderado.
104. FCC/ TRT - 15ª Região (SP) – Analista Judiciário – Psicologia - 2018
Considere que hipoteticamente a autarquia federal Y entendeu por bem realizar concurso
público para provimento de cargos públicos vagos previstos em sua estrutura organizacional,
estabelecendo no edital que nos três primeiros anos de exercício os investidos nos cargos
públicos correlatos não perceberiam vencimentos. A previsão estabelecida no edital, nos
termos da Lei no 8.112/1990,
b) é válida, pois durante o estágio probatório, que coincide com os três primeiros anos de
exercício, os servidores não percebem vencimentos, mas indenização e ajuda de custos.
c) é nula, pois os cargos públicos são criados por lei com vencimentos pagos pelos cofres
públicos, não havendo que se falar na prestação de serviços gratuitos nesta hipótese.
d) é nula, pois a prestação de serviços gratuitos à União encontra limite temporal de dois anos,
no máximo.
e) será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação
das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não
podendo exceder a 60 dias.
De acordo com a Lei n° 8.112/1990, o servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter
eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior
b) não terá direito ao recebimento de diária, uma vez que a diária só é devida nos casos
em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo e não eventual ou
temporária.
e) terá direito ao recebimento de diária que será concedida por dia de afastamento, sendo
devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a
União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias.
107. FCC/ TRT - 6ª Região (PE) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2018
b) não só com a natureza e a gravidade da infração cometida, mas também com os danos
que ela causar ao serviço público.
c) com a gravidade do ato, a exemplo da penalidade de demissão, que somente pode ser
aplicada em caso de reincidência.
d) com a natureza do ato, a exemplo da demissão, que só pode ser aplicada em caso de
infração disciplinar que também configure crime.
108. FCC/ TRT - 6ª Região (PE) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2018
d) Civis da União, das autarquias, inclusive as de regime especial, e das fundações públicas
federais.
Considere.
II. O ato que as impõe mencionará, se for o caso, o fundamento legal e a sua causa.
III. Devem ser impostas pela autoridade com atribuição legal para tanto.
IV. A suspensão poderá ser imposta por até 90 dias, não havendo possibilidade de
conversão em multa, em razão do princípio da tipicidade estrita.
No que concerne às penalidades disciplinares cuidadas na Lei n° 8.112/1990, está correto o que
se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I e III.
e) III e IV.
O acesso aos cargos públicos efetivos depende de aprovação em concurso público de provas
ou de provas e títulos. O servidor estável, ocupante de cargo efetivo, uma vez demitido,
a) poderá submeter-se a novo concurso público para ingresso no antigo cargo que
ocupava, dispensado o cumprimento de estágio probatório.
c) não poderá retornar ao cargo anteriormente ocupado, pois, ainda que reconduzido ou
reintegrado, deverá ser investido em novo cargo, para exercer funções distintas.
obtiver a invalidação da demissão pela via judicial, tendo em vista que administrativamente
não é possível restabelecer o vínculo funcional extinto.
e) poderá ser reintegrado ao cargo, caso fique demonstrada e seja decidida, em sede de
processo administrativo ou judicial, a nulidade da decisão de demissão.
111. FCC/ TRF - 5ª REGIÃO – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal – 2017
O Ministro da Saúde entendeu por bem substituir seu Chefe de Gabinete, que é servidor
público de carreira da União, ocupante de cargo em comissão na Chefia de Gabinete do
referido ministério. Para tanto,
a) deverá, após processo administrativo com direito à ampla defesa, demiti-lo, desde que
fique comprovada a atuação insuficiente.
b) poderá, após processo administrativo com direito a ampla defesa, exonerá-lo, desde
que fique comprovada prática de ilícito administrativo apenável com demissão simples ou
agravada.
Considere que um servidor público da União tenha sido convidado para integrar, com
mandato de quatro anos, um organismo internacional do qual o Brasil faz parte como
membro, sediado nos Estados Unidos, e pretenda obter afastamento de seu cargo para
desempenhar tal mister. De acordo com as disposições aplicáveis da Lei federal n° 8.112/90,
que estabelece o regime jurídico dos servidores públicos civis federais, tal pretensão
afigura-se
c) descabida, eis que o afastamento para atuar no exterior somente é permitido para
missão ou estudo, com prazo máximo de 3 anos.
c) aposentadoria, desde que por idade e a pedido, tendo em vista que quando por
invalidez a vacância do cargo só ocorre quando do atingimento da idade mínima.
e) posse em outro cargo público não passível de ser acumulável com o anteriormente ocupado
pelo servidor.
De acordo com a Lei n° 8.112/1990, o ingresso no serviço público dá-se mediante concurso
público e a investidura no cargo público ocorre com a posse. Dessa forma, considerando as
formas de provimento de cargo público, a posse
d) será sucedida de inspeção médica que, se não for favorável, ocasionará a anulação do ato de
provimento.
115. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Técnico Judiciário – Segurança – 2017
Jéssica, servidora pública federal, é casada com Ricardo, servidor público civil do Estado do
Mato Grosso. Ambos os servidores exercem suas atribuições em Cuiabá. Ocorre que, Ricardo
foi deslocado para o Município de Sinop, no interesse da Administração pública. Nesse caso,
Jéssica, pretendendo ficar próxima de seu cônjuge formulou pedido de remoção. Nos termos
da Lei n° 8.112/1990,
b) não será cabível qualquer modalidade de remoção, bem como de qualquer instituto
destinado à transferência de Jéssica, devendo a servidora obrigatoriamente permanecer em
Cuiabá.
116. FCC/TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
b) Francisco fará jus a trinta dias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de
dois períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja
legislação específica.
c) as férias não poderão ser parceladas, sendo obrigatório o gozo do período inteiro das
férias sob pena de responsabilidade do servidor.
d) as férias não podem ser interrompidas, salvo única e exclusivamente por motivo de
necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.
117. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
Claudia e Joana são servidoras públicas federais, tendo praticado faltas disciplinares no
exercício de suas atribuições. Claudia faltou ao serviço, sem causa justificada, por sessenta
dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. Joana, de histórico exemplar vez
que nunca sofrera qualquer penalidade administrativa, opôs resistência injustificada à
execução de determinado serviço. Cumpre salientar que ambas as servidoras ainda não foram
processadas administrativamente embora a Administração já tenha conhecimento dos fatos
praticados. Nos termos da Lei nº 8.112/1990, as ações disciplinares relativas às infrações
praticadas pelas servidoras prescreverão em
a) 5 anos e 2 anos, respectivamente, contados tais prazos a partir da data em que os fatos
b) 2 anos e 180 dias, respectivamente, contados tais prazos a partir da data em que os
fatos se tornaram conhecidos pela Administração.
c) 5 anos e 180 dias, respectivamente, contados tais prazos a partir da data em que os
fatos se tornaram conhecidos pela Administração.
118. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
enchente que atingiu local próximo à sua residência, impedindo-a de se deslocar até seu local
de seu trabalho. Nos termos da Lei no 8.112/1990, a falta de Luciana
a) poderá ser compensada a critério da chefia imediata, mas não será considerada como efetivo
exercício.
b) poderá ser compensada a critério da chefia imediata, sendo assim considerada como efetivo
exercício.
d) poderá ser compensada a critério da chefia mediata e não será considerada como efetivo
exercício.
e) poderá ser compensada a critério da chefia mediata, sendo assim considerada como efetivo
exercício.
119. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2017
Adriana, servidora pública federal, deverá ter exercício em outro Município em razão de ter
sido removida. Nos termos da Lei n° 8.112/1990, o prazo para Adriana retomar efetivamente o
desempenho das atribuições de seu cargo, considerando que não pretende declinar de tal
prazo, e que não está de licença ou gozando de afastamento será, contado da publicação do
ato, de, no mínimo,
a) dez e, no máximo, trinta dias, incluído nesse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
b) cinco e, no máximo, sessenta dias, excluído desse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
c) cinco e, no máximo, trinta dias, excluído desse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
d) dez e, no máximo, sessenta dias, incluído nesse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
e) dez e, no máximo, noventa dias, incluído nesse prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
120. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
Zeus é servidor público titular de cargo efetivo no Tribunal há cinco anos, incluído, nesse lapso
temporal, o período de estágio probatório. Zeus pretende afastar-se de seu cargo para a
realização de programa de pós- doutorado. Hércules é servidor público titular de cargo efetivo
no mesmo Tribunal há três anos e meio, incluído, nesse lapso temporal, o período de estágio
probatório e pretende afastar-se de seu cargo para a realização de programa de doutorado.
Nos termos da Lei n° 8.112/1990 e, desde que preenchidos os demais requisitos legais,
poderão afastar-se, com a respectiva remuneração,
a) ambos os servidores.
b) apenas Zeus, pois o afastamento pretendido por Hércules exige que o servidor seja
titular de cargo efetivo há pelo menos quatro anos, incluído o período de estágio probatório.
c) apenas Hércules, pois o afastamento pretendido por Zeus exige que o servidor seja
titular de cargo efetivo há pelo menos seis anos, incluído o período de estágio probatório.
e) apenas Zeus, pois o afastamento pretendido por Hércules exige que o servidor seja
titular de cargo efetivo há pelo menos cinco anos, incluído o período de estágio probatório.
121. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR) – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2017
Flora é servidora pública federal e, por preencher os requisitos legais, foi recentemente,
promovida. Sua promoção foi concedida em 10 de outubro de 2016 e, um mês depois, ou
seja, em 10 de novembro de 2016, ocorreu a publicação do ato de promoção. Nos termos da
Lei n° 8.112/1990, a promoção
122. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR)- Analista Judiciário – Área Judiciária – 2017
Joana, servidora pública federal, detentora de cargo efetivo em determinado órgão do Poder
Judiciário, será redistribuída para outro órgão, de acordo com as disposições previstas na Lei
no 8.112/1990. Nesse caso, a redistribuição
a) seria admissível ainda que Joana não fosse detentora de cargo efetivo, mas sim de
cargo em comissão, dada a paridade aplicável às modalidades de cargos.
123. FCC/ TRT - 11ª Região (AM e RR) – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador
Federal – 2017
Maria, servidora estável, sofreu penalidade de demissão em janeiro de 2013. A pena foi
invalidada por decisão judicial transitada em julgado em janeiro de 2016. Ocorre que o cargo
de Maria, que é servidora pública federal, encontra-se provido pela servidora Joaquina. Nesse
caso, conforme preceitua a Lei nº 8.112/1990, Maria será
e) redistribuída, sendo observados os requisitos legais de tal instituto, como por exemplo,
a equivalência de vencimentos.
Sobre Processo Administrativo Disciplinar, de acordo com o Regime Jurídico Único, no tocante
ao resultado de uma sindicância, poderá ser aplicada ao servidor a seguinte penalidade:
A) suspensão de 60 dias.
E) exoneração.
III. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias, podendo ser
prorrogado por igual período, a critério da autoridade superior.
a) Em I, II e III.
b) Apenas em III.
c) Apenas em I e II.
d) Apenas em I e III.
e) Apenas em II e III.
Quanto às normas aplicáveis aos servidores, assinale a alternativa que apresenta uma
interpretação juridicamente correta.
a) O servidor federal que desviar recursos públicos é punido nos moldes da lei de
improbidade administrativa, em prejuízo da lei do regime jurídico dos servidores, devido à
gravidade dos ilícitos.
Sobre o processo administrativo disciplinar, previsto na Lei n.º 8.112/1990, assinale a alternativa
CORRETA:
c) Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da
irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu
afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da
remuneração.
Pela suposta prática de falta funcional, foi instaurado procedimento administrativo disciplinar
contra Luiz, servidor público estadual. Luiz respondeu, relativamente aos mesmos fatos, a ação
penal ajuizada pelo MP local.
À luz da disciplina da responsabilização dos servidores públicos, é correto afirmar que, nessa
situação hipotética,
Inácio, analista judiciário de determinado tribunal, entrará de férias em outubro de 2017: ele
preencheu todos os requisitos legais exigidos pela Lei n.º 8.112/1990.
a) As férias não poderão ser interrompidas, salvo única e exclusivamente por motivo de
necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou da entidade.
b) Se Inácio for exonerado do cargo efetivo, ele deve receber, a título de indenização pela
exoneração, o período das férias a que tiver direito e ao período incompleto, na proporção de
um doze avos por mês de efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias.
c) Se Inácio for o chefe de sua repartição, ele deve receber adicional correspondente a
dois terços da remuneração do período das férias.
Considerando as Leis nos 8.112/1990, 8.429/1992 e 9.784/1999, normas nacionais que regulam
o direito administrativo, julgue o item subsecutivo.
Situação hipotética: Sérgio, aprovado em concurso público, foi nomeado em vinte de outubro
de 2015. Um ano e dois meses depois, após ter sido aprovado em outro concurso público,
entrou em exercício no novo órgão público no dia quinze de janeiro de 2017. No entanto,
durante o estágio probatório, ele se arrependeu da nova investidura e decidiu retornar ao
cargo que havia ocupado anteriormente. Assertiva: Nessa situação, Sérgio terá direito a
retornar ao cargo anteriormente ocupado em virtude do instituto da recondução.
João delegou a Maria, sua esposa e pessoa estranha à repartição pública onde ele exerce suas
funções, o desempenho das atribuições de sua responsabilidade. Descoberto, João sofreu um
processo administrativo disciplinar, que resultou em sua condenação à penalidade de
advertência. Três meses após o trânsito em julgado do procedimento administrativo, João
recusou fé a documento público.
Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei n.º 8.112/1990, João está sujeito à pena de
d)repreensão verbal.
e)demissão.
Larissa, servidora pública efetiva do TRE/TO, estava prestes a completar os requisitos para a
aposentadoria por tempo de serviço quando sofreu um acidente, que resultou, após
afastamento do serviço por razoável lapso de tempo, em aposentadoria por invalidez. Meses
após a aposentadoria de Larissa, a administração recebeu laudo elaborado pela equipe
médica oficial retificando o resultado que havia resultado na aposentadoria por invalidez da
servidora, que foi, então, avaliada como apta para o trabalho, considerando as funções
exercidas no cargo que ocupava.
Nessa situação hipotética, com base no que dispõe a Lei n.º 8.112/1990, deverá ser declarada a
Com base na Lei n.º 8.112/1990 e no regime jurídico aplicável aos agentes públicos, julgue o
item a seguir.
a) poderá ser afastado preventivamente de suas funções pelo prazo de até sessenta dias,
sem prejuízo da sua remuneração.
c) não poderá ser processado civil e penalmente antes da conclusão do processo administrativo.
d) deverá ser representado por advogado, como forma de se garantir a ampla defesa.
A autoridade que tiver ciência da conduta de Maria será obrigada a promover a sua apuração
imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar.
137. CEBRASPE/ TCE-PA – Auditor de Controle Externo – Área Administrativa – Direito – 2016
Com base no disposto nas súmulas do Supremo Tribunal Federal relativas a direito
administrativo, julgue o item subsequente.
Tratando-se de processo administrativo disciplinar, se o acusado não tiver advogado, deve ser
providenciado um ad hoc para formulação da sua defesa técnica, sob pena de nulidade do
procedimento, por cerceamento de defesa.
138. CEBRASPE/ TCE-PA – Auditor de Controle Externo – Área Fiscalização – Direito – 2016
cargo.
140. CEBRASPE/ TC-DF – Analista de Administração Pública – Sistemas de TI – 2014
Suponha que um servidor público fiscal de obras do DF, no intuito de prejudicar o governo,
tenha determinado o embargo de uma obra de canalização de águas pluviais, sem que
houvesse nenhuma irregularidade. Em razão da paralisação, houve atraso na conclusão da
obra, o que causou muitos prejuízos à população.
I. Pode ser arguida a qualquer tempo, unicamente pelo servidor que foi punido, apenas
para justificar sua inocência ou abrandar a pena que lhe foi aplicada.
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.
e) III, apenas.
142. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal
d) é possível, desde que a prova emprestada seja submetida à nova perícia no bojo do PAD;
e) é possível, desde que respeitado o contraditório e a ampla defesa nas esferas criminal e
administrativa.
d) o processo disciplinar será conduzido por uma comissão, cujas reuniões e audiências serão
públicas.
144. FCC/ TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
e) não terá comissão para a condução do feito, ao contrário do que existe no processo
disciplinar em que é constituída comissão composta por três servidores estáveis.
Seguridade Social
145. CCV-UFC – Assistente em Administração /2014
De acordo com o Regime Jurídico Único os benefícios do Plano de Seguridade Social para os
dependentes do servidor compreendem:
Aldo e Sandra são casados e pais de três crianças. Sandra é servidora pública efetiva de
determinada fundação pública vinculada ao governo federal, e Aldo, que não é concursado,
ocupa um cargo em comissão em um órgão público federal.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir, referentes à seguridade social do
servidor público.
Os filhos de Aldo e Sandra, como dependentes de servidor público, têm direito aos seguintes
benefícios do plano de seguridade social: pensão, auxílio-funeral, auxílio-reclusão e assistência
à saúde.
147. FGV/ TRT - 12ª Região (SC) – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2017
Fernanda, atualmente com 24 anos, era casada há 3 anos com Manoel, Analista Judiciário do
Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, ocupante de tal cargo efetivo há 20 anos
ininterruptamente. Manoel faleceu com 60 anos em acidente automobilístico ocorrido no mês
de julho de 2017.
a) não tem direito a qualquer pensão, pois não completou o período mínimo de 5 anos de
casamento com o servidor falecido;
b) não tem direito a qualquer pensão, pois está configurada fraude presumida à
previdência pela diferença de idade superior a 30 anos entre o servidor falecido e a
beneficiária;
c) tem direito à pensão provisória pelo período de 6 anos, tendo em vista que, na data do
óbito do servidor, a beneficiária tinha 24 anos;
d) tem direito à pensão vitalícia e proporcional, tendo em vista que o servidor ainda não
tinha completado os requisitos legais para se aposentar;
e) tem direito à pensão vitalícia e integral, tendo em vista que, na data do óbito do
servidor, a beneficiária era casada com o servidor que já tinha vertido com mais de 18
contribuições mensais.
GABARITOS
1. D 46. BA 91. A
2. D 47. A 92. B
3. D 48. B 93. D
4. D 49. A 94. C
5. C 50. D 95. D
6. B 51. A 96. B
7. A 52. A 97. E
8. C 53. A 98. E
9. C 54. A 99. A
10. A 55. C 100. C
11. C 56. C 101. B
12. A 57. E 102. D
13. E 58. E 103. A
14. B 59. B 104. C
15. B 60. E 105. A
16. A 61. C 106. E
17. B 62. E 107. B
18. B 63. E 108. D
19. A 64. E 109. C
20. B 65. C 110. E
21. A 66. E 111. D
22. E 67. C 112. D
23. E 68. A 113. E
24. E 69. B 114. E
25. E 70. E 115. E
26. C 71. A 116. B
27. B 72. A 117. C
28. A 73. E 118. B
29. A 74. A 119. A
30. C 75. E 120. B
31. A 76. C 121. A
32. E 77. E 122. D
33. D 78. E 123. A
34. C 79. E 124. B
35. C 80. C 125. B
36. D 81. E 126. D
37. C 82. A 127. D
38. C 83. C 128. C
39. B 84. C 129. A
40. A 85. D 130. B
41. E 86. A 131. E
42. E 87. B 132. A
43. B 88. D 133. A
44. C 89. A 134. E
45. C 90. A 135. A