UNIDADE CURRICULAR: Geografia Física e Ambiente
CÓDIGO: 31025
DOCENTE: Pedro Pereira
A preencher pelo estudante
NOME: Silva
N.º DE ESTUDANTE: 190
CURSO: História
DATA DE ENTREGA: 17 de Janeiro de 2021
DOCENTE: Pedro Pereira; Tema do E-fólio B
O trabalho sumativo consiste na elaboração de um texto original
que coloque em evidência o papel global da floresta e que
saliente fundamentadamente as causas e as consequências
da desflorestação em Portugal.
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Desafios Climáticos: O poder da Floresta e o seu desaparecimento
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RESUMO
O desafio a que me proponho é o de evidenciar o quão importante se verifica a
existência da floresta, enquanto ser global e, de que forma, a mesma, contribui para o
combate às alterações climáticas. Nesse sentido, irei tentar apresentar quais as causas e
consequências que concorrem para a desflorestação, em particular em Portugal e, assim,
reflectir-mos de que forma podemos pensar o ordenamento do território, em particular,
no que toca à reflorestação e à preservação da biodiversidade.
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1. INTRODUÇÃO
Em Março de 2020 o mundo parou. Portugal parou. Foi durante a crise sanitária, a que
nenhum de nós ficou alheio que, de alguma forma, olhámos o mundo numa óptica
ambientalista e realizámos que, com a nossa paragem, com a suspensão da acção
humana, assistimos a algo nunca antes visto – a natureza reequilibrava-se. Pudemos
constatar, de facto, quão mal fazem ao ambiente as emissões de CO2 1. Pudemos,
inclusive, ver alguma fauna retornar às cidades, onde antes nunca pensaríamos ver tais
animais. A paragem acordou-nos para a reflexão. Permitimo-nos pensar sobre a função
primordial que as florestas do mundo têm para o reequilíbrio ambiental.
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Dióxido de Carbono
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2. A IMPORTÂNCIA DA FLORESTA NO MUNDO
As florestas, bem como a restante flora planetária, desempenham um papel fundamental
no ambiente. Em conjunto com os oceanos, são um poderoso sistema depurador, ou
melhor, despoluidor do ar terrestre. Porquê? Porque a flora absorve e guarda CO2, ao
mesmo tempo que o transforma em O2 2, pelo processo que conhecemos como
fotossíntese. As plantas são, assim, um poderoso regulador do equilíbrio da atmosfera,
ao reduzirem o CO2 da mesma. Ao preservarmos as florestas no mundo, não
protegemos apenas a qualidade do ar, protegemos, também, espécies de seres vivos e
ecossistemas. A floresta é o garante de climas regionais, do controlo da temperatura, da
percentagem de água no ar, da atenuação do vento e da protecção dos solos. Preservar a
floreta é conservar, no tempo, as condições biológicas, físicas e químicas onde toda a
vida floresce, quer a nível global, quer a nível local. Infelizmente, o Homem, devido aos
seus actos, não consegue deixar que, de modo natural, a floresta se renove.
3. A DESFLORESTAÇÃO EM PORTUGAL
Em Portugal, apesar de a área florestal ser, grosso modo, de 37%, muito se poderia fazer
para atingir o potencial previsto para o nosso território - cerca de 70%. É, pois, urgente,
plantar. As principais causas do fenómeno de desflorestação no nosso país centram-se
no crescimento económico da agricultura e na consequente aceleração dos seus
processos, bem como nas alterações do emprego dos solos, para usos urbanos ou
industriais, mas, sobretudo, pela acção calamitosa dos incêndios 3. A poluição que
advém da acção humana, quer seja pelas emissões de CO2 - poluição do ar, quer seja
pela poluição dos aquíferos litorais, juntamente com o défice de sedimentos provocados
pela construção de barragens e a subida do nível do mar - salinização dos solos, também
concorrem para o desaparecimento da floresta e a desertificação. A juntar a estes
factores, de salientar também a carência da limpeza das áreas protegidas (e não só, mas
sobretudo) e o abandono, ou falta de vigilância das nossas áreas verdes, o que agrava a
situação. Desta forma, a desflorestação pode ser encarada como uma alteradora
modificação das nossas áreas geográficas. Posto isto, o que podemos inferir que resulte
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Oxigénio
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Sendo Portugal um país com um clima mediterrâneo, possuí condições propícias aos incêndios. As altas
temperaturas do Verão concorrem para a evaporação da água e para a sua escassez, o que agrava a
situação.
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destas circunstâncias? Bom, as consequências imediatas da crescente desflorestação
revelam-se numa diminuição da assimilação de CO2 pela flora, o que pode provocar um
desequilíbrio químico atmosférico e um aumento gradual da temperatura mundial.
Consequentemente, o aquecimento global levará à subida do nível do mar - o que levará
ao desaparecimento de países e povoações (é o caso do Tuvalu e do Vanuatu). No
fundo, altera biológica e fisicamente o ambiente, pois assistimos à perda da
biodeversidade - com a extinção de algumas espécies ou a sua mudança para regiões
austrais, e à desertificação - uma vez que a floresta é o garante da não erosão dos solos e
da redução da erosão hídrica. Naturalmente que, a desflorestação, permite a
expansão/crescimento da espécie humana e da produção agrícola, o que, honestamente,
não me parece que seja benéfico.
REFLEXÃO E CONCLUSÕES
Se continuarmos a adiar a nossa intervenção na conservação da floresta, do ambiente, da
ordenação do território, nomeadamente na replantação de espécies autóctones, corremos
o risco de, a médio e longo prazo, possuirmos um clima radical, entre o hemisfério
Norte e o Sul, onde a desertificação se adensa e caminha a passos largos para a extinção
da biodiversidade e a manutenção de climas locais. É fundamental atingirmos a
descarbonização. Devemos pensar que, a desflorestação é, actualmente e, em conjunto
com a poluição dos oceanos, a emergência climática a que devemos por cobro o mais
rápido possível, por serem essas as que, imediatamente, têm mais impacto na vida
humana, pela redução das emissões de carbono e que, ainda, podem ser revertidas. Haja
vontade. Se nada for feito, assistiremos à progressão do aumento da temperatura global,
à subida do nível do mar e ao desaparecimento de regiões do mundo. Devemos
promover o desenvolvimento sustentável da humanidade. Contudo, atentemos também
que, as energias verdes, preconizam novos desafios para o ambiente. Pois se trocamos o
petróleo pelos metais raros, será que essa solução é, em si mesma, benéfica? Sabemos
que não.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PEREIRA, A. R.– Geografia Física e Ambiente. Lisboa: Universidade Aberta, 2002
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