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A Morte de Deus em Lovecraft

O documento analisa a obra do escritor H.P. Lovecraft, em particular seu conto "Na cripta". Lovecraft explorou as consequências da "morte de Deus" e retratou o sentimento de solidão e pequenez humana em um universo hostil. Em "Na cripta", um coveiro fica preso em uma cripta e descobre que os mortos buscam vingança. O relato gera terror através de figuras retóricas como a expressão "olho por olho" tomada literalmente, e constrói

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A Morte de Deus em Lovecraft

O documento analisa a obra do escritor H.P. Lovecraft, em particular seu conto "Na cripta". Lovecraft explorou as consequências da "morte de Deus" e retratou o sentimento de solidão e pequenez humana em um universo hostil. Em "Na cripta", um coveiro fica preso em uma cripta e descobre que os mortos buscam vingança. O relato gera terror através de figuras retóricas como a expressão "olho por olho" tomada literalmente, e constrói

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NA CRIPTA

Ao término da Segunda Guerra Mundial e após a Guerra Fria, o homem teve uma
grande transformação ideológica: as hierarquias se erosionaram, a posição da
a mulher mudou, o pensamento e as crenças individuais prevaleceram, em
o princípio foi uma saudável evolução da opinião do ser humano, mas logo se
se converteu no que os filósofos da época resumiram na seguinte frase "Deus
está morto”, conceito fundamental de Federich Nietzsche pensador e literato
alemán de principios del siglo XX; que fue retomado para describir la destrucción
dos valores morais na sociedade.

De igual modo que fez Nietzsche, Howard Phillips Lovecraft, notável escritor do
género fantástico, extrajo las consecuencias de la muerte de Dios en la cultura
ocidental mediante sua grande parte de sua obra. Seus contos expressam a solidão e
a pequenez do humano em um universo infinito e amoral, azarado e hostil,
carente de significado e angustiosamente alheio às preocupações e
cavilaciones da humanidade; o medo já não é provocado pelo encontro mórbido
com cadáveres ou espíritos, mas sim a consciência da nossa situação no mundo. Um
medo ou terror também característico do fantástico, que ele define assim: "Um de
meus anseios mais fortes são conseguir a suspensão ou violação momentânea de
as irritantes limitações do tempo, do espaço e das leis da natureza que
nos aprisionam e frustram nossa curiosidade de investigar nas infinitas regiões do
cosmos, longe da nossa análise e além da nossa visão. Estas histórias
enfatizam o elemento do terror, porque o medo é nossa emoção mais forte e
profunda, e aquela que melhor se presta a desafiar os cânones das leis
naturais. O horror, o desconhecido e o estranho estão sempre estreitamente
conectados e tão intimamente unidos que é difícil criar uma imagem convincente
das leis naturais, da alienação cósmica e do que vem de fora sem
basear-se no sentimento de medo e terror. A razão pela qual o fator tempo
tem um papel muito importante em muitos dos meus relatos, deve-se ao fato de que este
elemento se destaca em minha mente como a coisa mais profunda, dramática,
espantosa e terrível do Universo. Sinto que o conflito com o tempo é o tema
mais poderoso e prolífico de toda expressão humana.”; o qual se observa em um
de seus textos mais impactantes, Na cripta, um relato que conta a história de um
sepulturero, prosaico e vulgar, que não hesitava em maltratar seus frios inquilinos
e proporcionar-lhes caixões de solidez questionável. Graças à sua negligência,
ficará encerrado em uma cripta, onde descobrirá que certas pessoas não
esquecem, mesmo quando já abandonaram o mundo dos vivos.

Outra forma na qual o fantástico se origina nesta obra é através das figuras
retóricas, como Todorov em Introdução à literatura fantástica, apresenta “(...) em
uma segunda relação das figuras retóricas com o fantástico, que retorna
então efetivo o sentido próprio de uma expressão figurada. (…). Assim, o simples
blasfêmia, cujo sentido próprio não é geralmente percebido, aparece aqui tomado
literalmente.”, que pode ser constatado por meio da expressão “Olho por olho!” do
-Era o caixão de Asaph, Birch, tal
como eu supunha! Reconheci sua dentadura, da qual faltavam os incisivos do
maxilar superior. Pelo amor de Deus, nunca se lhe ocorra ensinar isso a ninguém.
feridas! O corpo estava em estado de avançada decomposição, mas nunca eu
visto tal expressão de vingança em um rosto… ou rosto defunto… Já sabe o
implacável que era Asaph na hora de se vingar: (…). Era o diabo em pessoa,
Birch, e na minha opinião, sua estrita observância de olho por olho se impôs ao
tempo e à morte. Meu Deus, que ira a dele! Eu não teria gostado nada que
a teria pago comigo!

Además la manera en la que se da lo fantástico es como la bibliografía critica


No capítulo correspondente a Poe, ao tratar de seus contos de medo
Borges apenas destaca a recomendação de escrever cada frase e cada
palavra do relato em função de um desfecho aterrador concentrado na
última frase. A construção metódica do conto em direção a um pesadillesco
clímax final, desde luego es también característica de Lovecraft."; que en el relato
se evidencia com a maneira como a história vai se desenvolvendo, pouco a pouco se
vão dando os fatos até que no final se apresenta a essência sobrenatural da
narração.

Para concluir, é necessário ressaltar a mensagem para o leitor que fica implícita.
no relato manifestado por Borges em sua bibliografia crítica de Lovecraft: “Talvez
O Universo é grande demais para que o transitemos na solidão.
modos, além das coisas a favor e contra as quais se possa dizer sobre
sua obra, este autor com suas criações literárias contribuiu para uma época gloriosa
para o terror, nos fazendo ver a realidade humana de outro ponto de vista a
através de emoções que põem em dúvida tudo o que conhecemos.

LISTA DE REFERENCIAS:

Todorov, Tzevetan. Introdução à literatura fantástica. 2003. Coyoacan,


México.
Gênero fantástico. Encarta Premiun 2009, Microsoft Student. Microsoft
Corporação 1993-2008. 22 de maio de 2011.

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