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Desenho Universal na Educação Inclusiva

Desenho Universal de Aprendizagem
Direitos autorais
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DUA

- Desenho Universal de
Aprendizagem-
2025
Professora formadora:

Edilene Francisco de Carvalho


2025
MUNDO BRASIL
1961, países como Japão, EUA e nações européias, Em 1981, foi declarado o Ano Internacional de
se reuniram na Suécia para discutir como Atenção às Pessoas com Deficiência e, essa discussão
reestruturar e recriar o velho conceito que produz mundial, acabou repercutindo por aqui, o que deu
para o dito “homem padrão”, que nem sempre é o mais corpo ao debate sobre o Desenho Universal.
“homem real”. Naquele ano, por conta da conjuntura internacional,
Assim, esta primeira conferência internacional foi foram promulgadas algumas leis brasileiras para
berço para que, em 1963, em Washington, regulamentar o acesso para todos garantindo que a
nascesse a Barrier Free Design, uma comissão com parcela da população com deficiência ou mobilidade
o objetivo de discutir desenhos de equipamentos, reduzida tivesse as mesmas garantias que todos os
edifícios e áreas urbanas adequados à utilização cidadãos, visto que pagam os mesmos impostos.
por pessoas com deficiência ou com mobilidade Em 1985, foi criada a primeira norma técnica brasileira
reduzida. Mais tarde, esse conceito – tomado com relativa à acessibilidade, “Acessibilidade a edificações,
mais profundidade pelos Estados Unidos – mobiliários, espaços e equipamentos urbanos à
ampliou seu foco e mudou de nome. pessoa portadora de deficiência”. Em 1994, essa
Passou a ser chamado de Universal Design e se norma passou por uma primeira revisão e em 2004
propor a atender TODAS as pessoas, num aspecto pela última, a qual vale até hoje para regulamentar
realmente universal. todos os aspectos de acessibilidade no Brasil.
Desenho Universal

O conceito de Desenho Universal se desenvolveu entre os profissionais da área de


arquitetura na Universidade da Carolina do Norte - EUA, com o objetivo de definir um
projeto de produtos e ambientes para ser usado por todos, na sua máxima extensão
possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com
deficiência.
Os sete princípios do Desenho Universal
1- Igualitário: uso equiparável = tornar igual , igualar..
2- Adaptável: uso flexível = que pode dobrar, curvar, alterar. Maleável,
adaptável.
3- Óbvio: uso simples e intuitivo = que se conhece facilmente. Incontestável,
claro, evidente.
4- Conhecido: informação de fácil percepção = ato ou efeito de
perceber. Combinação dos sentidos no reconhecimento de um objeto.
5- Seguro: Tolerante ao erro. Tolerante = que tolera, perdoa.
Sensibilizado ao erro.
6- Sem esforço: Baixo esforço físico = economiza energia, fácil
manipulação.
7- Abrangente: Dimensão e espaço para aproximação e uso. Dimensão =
sentido em que se mede a extensão para avaliar. Medida, tamanho.
.
.
DESENHO UNIVERSAL DE APRENDIZAGEM

Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015 mais conhecida como Lei


Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI).

A LBI também traz um conjunto de definições sobre as diferentes for- mas


de acessibilidade:
“acessibilidade arquitetônica”
Sem barreiras ambientais
físicas, nas residências, nos
edifícios, nos espaços
urbanos, nos equipamentos
urbanos, nos meios de
transporte individual ou
coletivo.
“acessibilidade atitudinal”
Ausência de barreiras
impostas por pre-
conceitos, estigmas,
estereótipos e
discriminações.
“acessibilidade comunicacional”
Ausência de barreiras na
comunicação interpessoal,
na comunicação escrita e
na comunicação virtual
(acessibilidade no meio
digital).
“acessibilidade instrumental”
Ausência de barreiras nos
instrumentos, utensílios e
ferramentas de trabalho,
estudo, lazer, recreação e
de vida diária.
“acessibilidade metodológica no ensino, pesquisa e extensão”
Ausência de barreiras
nos métodos, teorias e
técnicas de ensino/
aprendizagem, de
trabalho, de ação
comunitária (social,
cultural, artística, entre
outras).
O Desenho Universal para Aprendizagem/DUA oferece a
possibilidade ao orientar a organização dos currículos a partir de
princípios e diretrizes que promovem acessibilidade.
Roteiro de questões para a elaboração de aulas na perspectiva do DUA
Modelo de Sequência Didática de Alfabetização com DUA

Turma: 1º Ano do Ensino Fundamental


Duração: 5 aulas de 50 minutos cada
Tema: Palavras do Meu Mundo

Objetivo Geral:
Promover o desenvolvimento da leitura e da escrita por meio do reconhecimento e
da composição de palavras significativas no contexto de vida dos alunos.
Princípios do DUA Aplicados:

• Múltiplas formas de representação: texto impresso, áudio, imagens táteis,


letras móveis, vídeos curtos.
• Múltiplas formas de engajamento: escolha de palavras significativas,
trabalho em grupo, jogos sensoriais e desafios adaptados.
• Múltiplas formas de ação e expressão: escrita convencional, montagem
com letras móveis, gravação de áudio, escrita em Braille e atividades com
pranchas de comunicação.
Etapas e Atividades:

Aula 1 – Apresentação do Alfabeto Vivo

- Criação de um alfabeto em letras grandes e táteis (feltro, EVA, papel


lixa).
- Apresentação das letras com apoio de som: uso de recursos auditivos e
pranchas.
- Uso de letras em Braille e exploração tátil para o aluno cego.
Aula 2 – Caça-Palavras no Ambiente Escolar

- Busca por palavras em placas e objetos, com apoio visual,


sonoro e tátil.
- Aluno cego com descrições orais e objetos reais.
- Inclusão do aluno cadeirante com dupla, respeitando a
mobilidade.
Aula 3 – Montagem de Palavras Significativas

- Atividade com letras móveis (EVA, madeira ou imantadas).


- Aluno com TEA utilizando pranchas de comunicação alternativa.
- Aluno cego utilizando letras Braille ou táteis.
Aula 4 – Produção de Texto Coletivo

- Produção de texto em grupo com mediação do professor.


- Aluno cego ditando ou utilizando tecnologia assistiva.
- Aluno com TEA com cartões ou frases pré-combinadas.
Aula 5 – Leitura e Compartilhamento

- Apresentação individual das palavras ou frases construídas.


- Formatos: leitura em voz alta, softwares de leitura, pranchas ou
gravações.
- Exposição no mural tátil da sala.
Recursos Necessários:

- Letras móveis (EVA, plástico, papel lixa e Braille).


- Pranchas de comunicação visual e pictogramas.
- Tablets ou celulares com apps de leitura e escrita acessíveis.
- Quadro digital ou cartolina grande.
- Materiais de apoio tátil e sonoro.
- Espaço organizado com acessibilidade física e sensorial.
Referências bibliográficas:
PLETSCH, Márcia Denise; SOUZA, Izadora Martins da Silva de. Acessibilidade e Desenho Universal na
Aprendizagem. Diálogos entre acessibilidade e Desenho Universal na aprendizagem, Coleção
Acessibilidade e Desenho Universal na Educação. RJ, 2021. 104 p. Disponivel em:
[Link]
[Link]. Acesso em 15 abril 2025.
CARLETTO, Ana Claudia; CAMBIAGHI, Silvana. Desenho universal: Um conceito para todos. 1 Edição. SP,
2020. 21 p. Disponivel em: [Link]
[Link]. Acesso em 15 abril 2025.
COSTA, Lauriane Marilía de Lima, KITTEL, Ronsâgela, FERREIRA, Simone de Mamanna, SILVA Solange
Cristina. Caderno de Estudos: Histórico, princípios e diretrizes do DUA. Estratégias pedagógicas com
foco nos princípios do DUA. Segunda Tertúlia. 1 Edição. RS, 2022. 68 p.
OLIVEIRA, Ray. Desenho Universal para Aprendizagem. In: Sala de Recursos Revista. vol.3, n.2, p. 51 -
60, jul. – dez. 2022. Disponível em:<[Link] Acesso em 08 abril 2025.
Site que enriquece: [Link]

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