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História da Roma Antiga: Monarquia a Império

O documento aborda a formação e a história de Roma, dividida em três períodos: Monarquia, República e Império. Destaca a transição de uma monarquia dominada por reis etruscos para uma república oligárquica, culminando na ascensão do Império Romano sob Otávio. O declínio do Império é atribuído a fatores internos e externos, incluindo a crise econômica, a perseguição ao cristianismo e as invasões germânicas.
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História da Roma Antiga: Monarquia a Império

O documento aborda a formação e a história de Roma, dividida em três períodos: Monarquia, República e Império. Destaca a transição de uma monarquia dominada por reis etruscos para uma república oligárquica, culminando na ascensão do Império Romano sob Otávio. O declínio do Império é atribuído a fatores internos e externos, incluindo a crise econômica, a perseguição ao cristianismo e as invasões germânicas.
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V1FAM2

Roma

*Formação
-A cidade de Roma teria surgido por volta do ano 1000 a.c., com a ocupação da região do
Lácio (Situada na atual Itália) pelos latinos.
-Uma versão mitológica sobre a origem de Roma seria da fundação da cidade pelos irmãos
Rômulo e Remo, que foram salvos por uma loba, sendo amamentados por ela.
 A história de Roma é dividida em três períodos: Monarquia, República e Império.
*Monarquia ou Período da Realeza
-Durante esse período prevaleceu o poder dos Reis etruscos, que invadiram a península e a
dominaram.
-O rei possuía caráter sagrado, exercia o poder executivo e era o chefe militar e religioso. Seu
poder era limitado pelo Senado, e ainda existia uma Assembleia, ou Cúria, formadas por
homens em idade militar, que podia ratificar ou não as decisões do Senado.
-A sociedade Romana era dividida em: Patrícios (Elite econômica, tinham a propriedade da
Terra e o poder político, porque formavam o Senado); Plebeus (Homens livres, trabalhadores,
sem direitos políticos, alguns plebeus trabalhavam para os patrícios e eram chamados de
clientes); Escravos (base da pirâmide, e eram escravos por dívidas ou por guerra);
-A escravidão antiga distingue da Moderna, porque naquela época os escravos não ficavam
somente com funções de trabalho manual, podiam ser médicos, artistas, professores etc.
-O declínio da Monarquia se deu pelo acirramento dos conflitos internos entre patrícios e
plebeus (que buscavam participação política), os patrícios com receio do rei se aliar aos
plebeus, deram um golpe e o tiraram do poder, dando início a República Romana.
*República
-A República Romana teve características oligárquicas, porque o poder nela estava
concentrado nas mãos de uma restrita elite patrícia.
-Dois cargos ocupavam a instituição política mais importante: A Magistratura, formada pelo
cônsul (nomeados em pares pelo Senado, representavam o poder Executivo e podiam propor
leis) e pretor (responsável pela administração da Justiça);
-Além das Magistraturas, faziam parte da estrutura política Romana: O Senado (participava da
administração pública e decisões referente a política externa); Assembleias (representava os
interesses da plebe, e após uma série de revoltas, os plebeus tiveram seu desejo de
participação política atendido, com a criação do cargo tribuno da plebe, que tinha poder de
vetar até decisões do Senado);
-Os conflitos internos entre Plebeus e Patrícios persistiam, o que levou a criação das Leis das
Doze Tábuas, base do Direito Romano, oficializando a legislação, que era baseada no direito
consuetudinário. Além disso, foi abolido a escravidão por dívidas e houve a permissão de
casamentos entre nobres e plebeus.
-A partir do século V a.c., ocorreu a expansão geográfica e comercial romana. Essa expansão
só foi possível com a conquista do Mar Mediterrâneo, conseguido após a vitória sobre Cartago
nas Guerras Púnicas (três guerras travadas entre Roma e Cartago (Poderoso império
localizado no Norte da África) pelo domínio do Mar Mediterrâneo, onde Roma acabou por
dominar Cartago);
-Os territórios conquistados por Roma, se tornavam submissos, tendo que pagar altos
impostos e normalmente sua população se tornava escrava. Nesse momento Roma se tornou
um vasto império, com grande quantidade de Terras e escravos, motivo que levou a
decadência da República Romana.
-A crise Romana se deu pela concentração de Terras dos Patrícios, que provocou revoltas de
trabalhadores rurais, que ao migrarem para a cidade eclodiram revoltas de escravos e de
populações submetidas a Roma. A corrupção dos militares, os gastos com as guerras púnicas,
e o consequente aumento dos impostos instalaram a instabilidade em Roma.
-Para tentar acabar com os conflitos internos os irmãos Caio Graco e Tibério Graco, tribunos
da plebe, propuseram a reforma agrária e a garantia da venda de trigos a preços menores, no
entanto, as medidas não foram efetivadas.
-A transição para o Império se deu em meio às guerras civis instaladas nos domínios romanos
em decorrência das insatisfações populares. Inicialmente, foram os militares que se
sucederam no poder, tendo Mário e Sila ocupado o cargo de ditador, previsto para comandar
a República excepcionalmente em épocas de crise.
-O poderio do Exército durante as conquistas territoriais havia enfraquecido o Senado. Assim,
houve a formação dos Triunviratos, ou seja, um governo comandado por três homens. O
primeiro deles foi formado por Pompeu, Crasso e Júlio César. César conquistou territórios
importantes, tornando-se um grande general. Após a morte de Crasso, César começou a
tentar se impor sobre Pompeu e o Senado Romano. César invadiu Roma, tornando-se ditador
com o apoio do Exército. Acusado de trair os ideais da república e de tentar retornar à forma
de governo monárquico, foi assassinado, por meio de uma conspiração do Senado. A morte de
Júlio César fez retornar a guerra civil, que só foi atenuada pela formação do segundo
Triunvirato, do qual faziam parte Otávio, Lépido e Marco Antônio. Após derrotar seus
adversários, com apoio do Senado, Otávio recebeu o título de imperador e se proclamou
Augusto. Iniciou-se, o Império Romano.
*Império
-No governo de Otávio, ele concentrou o poder em suas mãos, subordinando o Senado a ele.
O imperador passou a ser considerado um escolhido dos deuses. No seu governo tomou uma
série de medidas para pacificar o império, período que ficou conhecido como Pax Romana
(Paz Romana).
-Para conseguir o apoio da Elite, foi criada uma vasta burocracia imperial, que possuía
privilégios. Assim, a elite patrícia passou a compor essa burocracia.
-Para as classes baixas, foi criada a Política do Pão e Circo, que distribuía trigo e realiza
espetáculos nos coliseus.
-Com a continuação da expansão romana o poder do exército se tornou cada vez maior,
dando estabilidade para os limites do império.
-A estabilidade vivida pelo império durou um tempo, até a administração dos imperadores
Calígula e Nero, que não foram eficientes. Mais tarde, com o encerramento da expansão
Romana, a crise se intensificou.
*O colapso do Império Romano do Ocidente
-O declínio do Império Romano começou, e a grande extensão do império dificultava o
controle das fronteiras.
-Com a diminuição do fluxo de escravos, pelo término das guerras, houve o aumento da
inflação dos produtos, pelo encarecimento da mão de obra.
-Para solucionar a crise escravista, foi instituído o Colonato, em que camponeses e escravos
se tornavam colonos, que arrendavam uma porção de terra e pagavam com trabalho e
produtos, e em troca tinham a proteção. A expansão desse sistema ocorreu em um período
com forte ruralização, pelos conflitos urbanos crescentes. Dessa forma, as raízes da servidão
medieval, do trabalhador preso a terra, nascem com a expansão desse sistema. No entanto, a
escravidão não foi abolida, e persistia de forma reduzida no Período Medieval.
-Os gastos excessivos do império com a imensa burocracia e o grande continente militar, com
a redução dos recursos do Estado pela paralização da expansão, gerou instabilidade no
império com conflitos internos entre membros do exército na briga pelo poder.
-Os chefes políticos na tentativa de acabar com a crise criaram o Édito do Máximo, que fixava
o preço de salários e mercadorias e instituiu a tetrarquia, que dividia o poder entre quatro
generais.
-Em meio a isso tudo, houve grande perseguição ao Cristianismo durante um período em
Roma, no entanto, com a crescente expansão da religião ela passou a ser permitida, até a
conversão do Imperador Constantino que permitiu o culto por meio do Édito de Milão.
Constantino também criou uma capital chamada Constantinopla, afastada da crise escravista,
que permaneceu como difusora da cultura bizantina por toda a Idade Média.
-No século IV, Teodósio tornou a Cristianismo como religião oficial, e começou a perseguir
religiões consideradas agora pagãs, e dividiu o império em Império Romano do Ocidente
(sede em Roma) e império Romano do Oriente (sede em Constantinopla), o do ocidente logo
caiu, e o do oriente só no fim da idade média em 1453, quando foram dominados pelos
turcos-otomanos.
-Além dos fatores internos as migrações dos povos germânicos colaboraram para a derrocada
do Império Romano. O evento, que durante muito tempo ficou conhecido como invasões
bárbaras, representou o fim do domínio de Roma. Para os romanos, assim como para os
gregos, bárbaros eram todos aqueles que não falavam o seu idioma e não professavam sua
cultura. Nesse caso, os bárbaros eram aqueles que habitavam as regiões mais ao norte da
Europa, chamados também de germânicos.
-Inicialmente os grupos germânicos que viviam nos limites do império eram associado ao
império para fazerem diversas atividades, mas com o enfraquecimento do império esses
grupos avançaram violentamente, dominando áreas do império. Foram os Hérulos em
476.d.c. que tomaram Roma.
-A base da estrutura feudal e de toda a Idade Média, vai ser formada a partir do cenário de
queda do império romano e a disputa por terras por diversos povos.
*Cultura
-Com a conquista da Grécia, o império Romano absorveu diversos aspectos de sua cultura,
sobretudo a religião. Posteriormente os romanos tornaram como religião oficial o cristianismo.
-A arquitetura romana, a literatura e a língua latina que derivou o português, o espanhol e os
italianos, foram importantes heranças.
-O direito romano retomado durante o renascimento, ainda se faz presente nos direitos
nacionais modernos.

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