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Fundamentos da Teoria da Relatividade

1. A relatividade trata das medições de eventos no espaço e no tempo e da transformação dessas medições entre quadros de referência em movimento relativo entre si. 2. A teoria da relatividade de Einstein prevê que a taxa na qual um relógio funciona depende de seu movimento em relação ao observador, com movimentos mais rápidos levando a taxas de relógio mais lentas. Essa e outras previsões foram verificadas experimentalmente. 3. A relatividade considera quadros de referência inerciais onde as leis de Newton são válidas e trata de como as medições de espaço, tempo e movimento se transformam entre esses quadros.

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Fundamentos da Teoria da Relatividade

1. A relatividade trata das medições de eventos no espaço e no tempo e da transformação dessas medições entre quadros de referência em movimento relativo entre si. 2. A teoria da relatividade de Einstein prevê que a taxa na qual um relógio funciona depende de seu movimento em relação ao observador, com movimentos mais rápidos levando a taxas de relógio mais lentas. Essa e outras previsões foram verificadas experimentalmente. 3. A relatividade considera quadros de referência inerciais onde as leis de Newton são válidas e trata de como as medições de espaço, tempo e movimento se transformam entre esses quadros.

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Chapter 1

Relatividade
A relatividade lida com a medição de eventos: onde e quando eles acontecem, e
por quanto dois eventos estão separados em espaço e tempo. Além disso,
a relatividade também lida com a transformação de tais medições entre referências
quadros que se movem um em relação ao outro, daí o nome relatividade.

A teoria da relatividade nos levará a um mundo muito além do comum


experiência – o mundo dos objetos movendo-se a velocidades próximas à velocidade da luz.
Entre outras surpresas, a teoria de Einstein prevê que a taxa na qual um relógio
os resultados dependem de quão rápido o relógio está se movendo em relação ao observador: quanto mais rápido
o movimento, mais lenta é a taxa de relógio. Essa e outras previsões da teoria
superaram todos os testes experimentais, o que nos levou a uma visão mais profunda da natureza
do espaço e do tempo.

Um referencial é um sistema de coordenadas em relação ao qual a física


medidas são feitas. Um referencial inercial é aquele que se move
com velocidade constante (ou uma que não está acelerando).

A teoria especial da relatividade trata apenas de referenciais inerciais em


quais leis de Newton são válidas enquanto a teoria geral da relatividade lida com
a situação mais desafiadora na qual os referenciais aceleram.

1.1 Teoria Especial da Relatividade

A teoria especial da relatividade foi introduzida por Albert Einstein em 1905 em um


tentar propor revisões drásticas nos conceitos newtonianos de espaço e
tempo. Esta teoria foi baseada em dois postulados simples:

1. O Postulado da Relatividade: As leis da física são as mesmas para observadores em


todos os referenciais inerciais. - Nenhum referencial é preferido.

1
2. O Postulado da Velocidade da Luz: A velocidade da luz no vácuo é a mesma
valorcin em todas as direções e em todos os referenciais inerciais.

Note que c = 299.792.458 m/s = 3,0 x 108m/s

Essas proposições têm as seguintes implicações:

Eventos que são simultâneos para um observador podem não ser simultâneos para
outro.

2. Quando dois observadores se movem em relação um ao outro medem um intervalo de tempo ou


um comprimento, eles podem não obter os mesmos resultados.

3. Para que os princípios de conservação do momento e da energia sejam válidos em todos


sistemas inerciais, a segunda lei de Newton e a equação para o momento e
a energia cinética precisa ser revisada.

A relatividade tem consequências importantes em todas as áreas da física, incluindo


termodinâmica, eletromagnetismo, óptica, física atômica e nuclear, e alta
física da energia. Embora muitos dos resultados derivados nesta seção pareçam
em contraste com nossa intuição, a teoria está em boa concordância com os experimentos
observações.

1.2 Referenciais Inerciais

S’
y S y’

x’
x
P
y y’
x x’
O O’
Figura 1.1 Dois referenciais S e S’. O referencial S é definido por x e y
o eixo enquanto o quadro S' é definido pelos eixos x' e y'.

2
A posição da partícula P pode ser descrita pelas coordenadas x e y no S-
quadro ou pelo quadro S' de Andy. S é para observadores na Terra e S' é para o
nave espacial em movimento. S'moves em relação a S com velocidade constante ao longo do
eixo comum x-x'. As duas origens O e O' coincidem no tempo t=t'= 0. Figura 1
mostra que a posição da partícula P, conforme descrita em S e S', está relacionada por

x=x’+ut y=y’ z=z’ (Transformação de coordenadas galileana)(1.1)

Essa relação descrita pela equação 1.1 é chamada de coordenada galileana


transformação. Se a partícula P se move na direção x, seu componente de velocidade como
medido por um observador em S é dado por v=dx/dt. Seu componente de velocidade em S’
isv' = dx'/dt'. Segue que

dx/dt=dx’/dt’+uorv=v’+u(transformação de velocidade Galileana)(1.2)

A Equação 1.2 é chamada de transformação de velocidade galileana, onde dx/dt é a


derivada de x em relação ao tempo t, dx'/dt' é a derivada de x' em relação a t'
e a velocidade do quadro S'.

1.3 Relatividade da Simultaneidade

Suponha que um observador (Jing) anota que dois eventos independentes (evento vermelho
e evento azul) ocorrem ao mesmo tempo. Suponha também que outro observador
(Dudz), que está se movendo a uma velocidade constante v em relação a Jing, também registra
esses mesmos dois eventos. Eles terão o mesmo resultado? A resposta é não.

Se dois eventos em locais diferentes são simultâneos ou não


depende do estado de movimento do observador.

De acordo com o princípio da relatividade, nenhum referencial inercial é mais


mais correto do que qualquer outro na formulação de leis físicas. "Cada observador é
corrigir em seu próprio quadro de referência”. Em outras palavras, a simultaneidade não é um
conceito absoluto, mas um relativo dependendo do movimento do observador. Ele
segue que o intervalo de tempo entre dois eventos pode ser diferente em diferentes
referenciais.

3
1.4 Relatividade dos Intervalos de Tempo

Se observadores que se movem uns em relação aos outros medirem o intervalo de tempo (ou
separação temporal) entre dois eventos, eles geralmente encontrarão diferentes
resultados. Por quê? Porque a separação espacial dos eventos pode afetar o tempo.
intervalos medidos pelos observadores.

O intervalo de tempo entre dois eventos depende de quão distantes eles estão.
ocorrer, tanto no espaço quanto no tempo, ou seja, suas dimensões espaciais e temporais
as separações estão entrelaçadas.

Se dois eventos sucessivos ocorrem no mesmo lugar em um referencial inercial,


o intervalo de tempo Δt0entre eles, medidos em um único relógio onde ocorrem
no mesmo ponto, é um momento apropriado entre os eventos. Observadores em quadros
mover-se em relação a esse quadro medirá um valor maior para esse intervalo. Para um
observador movendo-se com velocidade relativa v, o intervalo de tempo medido é

t0 t0
t ou t t0 (Dilatação do tempo)(1.3)

1  v/c  2
1 2

Esse efeito (descrito pela equação 1.3) é chamado de dilatação do tempo. Aqui, β é o
parâmetro de velocidade dado por

β=v/c (parâmetro de velocidade) (1.4)

1
fator de Lorentz (1,5)
1 2

é chamado de fator de Lorentz.

Observe que "existe apenas um quadro de referência no qual um relógio está em repouso e
há infinitas maneiras nas quais está se movendo.

Uma consequência importante da dilatação do tempo é que os relógios em movimento andam devagar à medida que

medido por um observador em repouso.

4
Exemplo 1.1 Você está na Terra enquanto uma nave espacial passa a uma velocidade de 0,99c
(cerca de 2,97 x 108m/s) em relação à Terra. Uma luz de sinal de alta intensidade (talvez
um laser pulsado) no navio pisca e apaga; cada pulso dura 2,20 x 10-6s como
medido na nave espacial. O que você mede como a duração de cada luz
pulso?

Solução/Resposta: Deixe S ser o quadro de referência da Terra e deixe S’ ser aquele de


a nave espacial. O tempo entre os pulsos de laser medido por um observador na
nave espacial (em que o laser está em repouso) é Δt0= 2,20 x 10-6s. Este é o apropriado
tempo em S', referindo-se a dois eventos, o início e a parada do pulso, que
ocorrer no mesmo ponto relativo a S’. O intervalo correspondente Δt que você
medido na Terra (ou no quadro S) é dado por

t0 2,20x106 s
t 15,6x106s
1 2
1  0.99  2

Este resultado é um fator de sete maior do que o de Δt0.

1.4.1 O Paradoxo dos Gêmeos

Existem astronautas gêmeas chamadas Almira e Hamila. Almira permaneceu na Terra.


enquanto Hamila parte em uma viagem de alta velocidade pela Galáxia. Por causa do tempo
dilatação, Hamila é mais jovem do que Almira quando ela retorna à Terra.

Exemplo 1.2 Dois gêmeos, Roy e Joy, têm 25 anos quando um deles (Joy)
parte em uma jornada pelo espaço a uma velocidade quase constante. O gêmeo na
a nave espacial mede o tempo com um relógio preciso. Quando ela retorna à Terra,
ela afirma ter 31 anos, enquanto o gêmeo deixado na Terra (Roy) sabe que ela é
43 anos. Qual era a velocidade da nave espacial de Joy?

5
Solução/Resposta: O relógio da nave espacial, conforme visto pelo gêmeo no espaço, lê a viagem.
tempo para ser Δt0que
dura 6 anos. O gêmeo na Terra vê sua irmã envelhecer 6
anos, mas seu relógio lhe diz que um tempo Δt = 18 anos realmente passou. Portanto
Δt= γΔt0torna-se

2
2 v
  v de qual 1  0,111
6 181 c c

ouv 0,943c 2,83x108m s

1.5 Relatividade do Comprimento

Um comprimento medido no referencial no qual o corpo está em repouso (o referencial de repouso do


o corpo) é chamado de comprimento apropriado; assim, o comprimento L0é um comprimento adequado em S' e
o comprimento medido em qualquer outro referencial em movimento em relação a S' é menor que L0. Este
pode ser expresso como

v2 L0
L L01  (1.6) (Contração do comprimento)
c2

Esse efeito (descrito pela equação 1.6) é chamado de contração do comprimento. Quando vis
muito pequeno em comparação com c, aproxima-se de 1. Assim, no limite de velocidades pequenas,

a equação 1.6 reduz-se a L= L0uma relação se aproximando da mecânica newtoniana. Isso


e o resultado correspondente para a dilatação do tempo (equação 1.3) mostra que o
As transformações de coordenadas galileanas são suficientemente precisas para velocidades relativas
menor que c.

Observe que a contração do comprimento só ocorre quando L está paralelo a L0Não há


contração de comprimento quando L é perpendicular a L0.

Exemplo 1.3 Um membro da tripulação na nave espacial mede o comprimento da nave espacial
ser 400 m. Se a velocidade da espaçonave é 0,99c, qual é o comprimento que os observadores
medida na Terra?

6
Solução/Resposta: O comprimento de 400 m da espaçonave é o comprimento próprio L0
porque é medido no referencial em que a nave espacial está em repouso. Para obter o
comprimento L medido pelos observadores na Terra, usamos a equação 1.5 e obtemos

v2
L L01  400m1  0.99 2 56,4m
c2

Este valor de L = 56,4 m é menor (contraído) do que o comprimento próprio L0=


400 m.

1.6 A Transformação de Lorentz

A transformação de coordenadas de Lorentz é uma generalização relativística do


Coordenada galileana. Ela também relaciona as coordenadas espaço-tempo de um único evento como
visto por observadores em dois referenciais inerciais, S e S', onde S' está se movendo em relação
para S com velocidade u na direção positiva do eixo x-x’. As quatro coordenadas estão relacionadas
por

x'  x ut  y' y z' z t'  t ux c


2
 (1.7)

Se quisermos ir pelo outro caminho, obtemos

x  x'ut'  e t  t' ux'c 2


(1.8)

1
O fator de Lorentz
u2
1
c2

Para o movimento unidimensional, a velocidade de uma partícula vin S e a velocidade v' em S' são
relacionado por

v u v'u
v' e v (1.9)(transformação de velocidade relativística)
1  uvc2 1  uv'c2

A Equação 1.9 é chamada de transformação relativística de velocidade. Nesta equação, é


presumiu que t t' 0quando a origem de S e S’ coincide. Note que o espacial
valor x e o valor temporal estão ligados conforme mostrado na equação 1.7.

7
Esse entrelaçamento do espaço e do tempo foi uma mensagem principal da teoria de Einstein.
uma mensagem que foi amplamente rejeitada por muitos de seus contemporâneos.

Exemplo 1.4 Uma nave espacial se afastando da Terra a uma velocidade de 0,90c dispara um
sonda espacial robô na mesma direção de seu movimento, com velocidade de 0,70c relativa a
a nave espacial. Qual é a velocidade da sonda em relação à Terra?

Solução/Resposta: Seja o referencial da Terra S, e o de


A nave espacial é S. Então, u=0,90c e v'=0,70c. A velocidade galileana não relativística
A fórmula para adição daria uma velocidade relativa à Terra de 1,60c; mas esse valor
é maior que a velocidade da luz e deve estar incorreta. A correta relativística
o resultado da equação 1.8 é

v'u 0,70c 0,90c


v 0,98c
1  uv'c2
1
 0,90c0  ,70c 
c2

Exemplo 1.5 Um veículo de reconhecimento da Terra tenta alcançar o míssil disparador


nave espacial do exemplo 1.4 viajando a 0,95c em relação à Terra. Qual é sua
velocidade em relação à nave espacial?

Solução/Resposta: Novamente, deixamos o referencial da Terra ser areia e o de


a nave espacial é S'. Novamente temos u=0,90c, mas agora v=0,95c. De acordo com
adição de velocidade não relativística, a velocidade da nave de exploração em relação à nave espacial
seria 0,05c. Obtivemos o resultado correto da equação 1.8 como

v u 0,95c 0,90c
v' 0,34c
1  uvc2
1
 0,90c0  ,95c 
c2

Aqui, o valor relativisticamente correto da velocidade relativa é quase vezes iguais.


tão grande quanto o valor newtoniano incorreto.

8
1.7 O Efeito Doppler para Ondas Eletromagnéticas

O Efeito Doppler é a mudança de frequência de uma fonte devido ao movimento relativo.


da fonte e do observador. Para ondas sonoras se propagando no ar, o efeito Doppler
depende de duas velocidades: a velocidade da fonte e a velocidade do
detector em relação ao ar. O ar é o meio que transmite as ondas.

Essa não é a situação com as ondas de luz, pois elas e outros eletromagnéticos
as ondas não requerem um meio, podendo viajar mesmo através do vácuo. O
O efeito Doppler para ondas de luz depende apenas de uma velocidade, a velocidade relativa.
entre a fonte e o detector mediu-se a partir do referencial de qualquer um dos dois.

1.7.1 Efeito Doppler Relativístico

Se uma fonte emite ondas de luz de frequência f0move-se diretamente para longe de um
detector com velocidade radial relativa v (e parâmetro de velocidade β = v/c), a frequência
medido pelo detector é

1
f f0 (1.10) (fonte e detector separados)
1

Se a fonte se mover diretamente em direção ao detector, os sinais na frente de ambos β


os símbolos na equação 1.10 estão invertidos.

1
f f0 (1.11)(fonte e detector se movendo mais perto)
1

1.7.2 Efeito Doppler Astronômico

Em observações astronômicas de estrelas, galáxias e outras fontes de luz, nós


pode determinar quão rápido as fontes estão se movendo, seja diretamente afastadas de nós ou
diretamente em nossa direção, medindo a variação Doppler da luz que chega até nós.

9
Para observações astronômicas, o Efeito Doppler é medido em comprimentos de onda λ.
Para velocidades muito menores que c, a equação 1.10 leva a

v c (1.12)

onde Δλ é o deslocamento Doppler em comprimento de onda (a magnitude da mudança em


comprimento de onda) devido ao movimento. Aqui f=c/λ e f0= c/λ0. Aqui, λ0é o apropriado
wavelength.

1.7.3 Efeito Doppler Transversal

Se o movimento relativo da fonte de luz é perpendicular a uma linha que une o


fonte e detector, a fórmula da frequência Doppler é

f f 01  2
(1.13) (Efeito Doppler Transversal)

A equação 1.13 é chamada de Efeito Doppler Transversal, que é devido à dilatação do tempo. Se
reescrevemos a equação 1.10 em termos do período T de oscilação da luz emitida
onda em vez da frequência, temos

T0
Como T = 1/f entãoT T0 (1.14)
2
1

em qual T0= 1/f0é o período adequado da fonte. Se compararmos a equação 1.3


com isso da equação 1.13, esta equação é simplesmente a fórmula de dilatação do tempo, uma vez que a
período é um intervalo de tempo.

Para velocidades baixas (β<1), a equação pode ser expandida em uma série de potências em β e
aproximado como

1
f f10 2
(1.15) (Para baixas velocidades)
2

10
1.8 Momento Relativístico

Para a conservação do momento em colisões se manter em todos os quadros inerciais de


referência, a definição de momento deve ser generalizada. Para uma partícula em repouso
massa m movendo-se com velocidade v, o momento p é definido como

mv
p mv (1.16) momento relativístico
1  v 2c 2

Na mecânica newtoniana, a forma mais generalizada da segunda lei de Newton é


dado por

dp d d mv
F mv (1.17)
dt dt dt 1  v 2c 2

Essa é a força líquida F sobre uma partícula que equivale à taxa de variação do tempo de sua
momentump. Da equação 17, segue que

F = γ3ma (1.18) (Seguindo a mesma linha)

m
F um ma (1.19) (Fandvperpendicular)
1  v 2c 2

1.9 Relativistic Energy

Aplicar a relação trabalho-energia dá a equação relativística para a energia cinética


K. Para uma partícula de massa de repouso m se movendo com velocidade v,

mc 2
K  mc 2   1  mc 2 (1.20)
1 v c 2 2

Este formulário sugere atribuir uma energia de descanso.2a uma partícula. Portanto, o total
A energia pode ser expressa como

mc 2
E K mc 2 mc 2 (1.21)
2 2
1 v c

Ecan também pode ser expresso como

E K E0 (1.22)

11
γmc2=K+mc2 ou K=γmc2-mc2=mc2(γ-1) (1.23)

onde E é a energia total, K é a energia cinética, e E0é a energia de repouso


igual aE0=mc2. A energia total E e a magnitude do momento p para uma partícula
da massa de repouso relacionados por

E2  mc 
2 2
  pc 
2
(1.24)

Exemplo 1.6 Determine a energia necessária para dar a um elétron uma velocidade de 0,90
aquilo de luz, começando do repouso.

Solução/Resposta: Temos v=0,90c e precisamos encontrar a energia cinética


K. Da equação 1.23 acima, K é dado por

1 1
K mc 2  1  mc 2 1  31
(9.11x10kg)(3.0x10m s) 8 2
1
1 v c 2 2
1  0,90  2

K 1,06x101 3Joules 0,66MeV

Nota que 1 Joule = 6,24 x 1018eV e 1 eV = 1,602 x 10-19Joules. Note também


que 1MeV = 1,0 x 106 eV.

Exemplo 1.7 Um elétron é acelerado a partir do repouso através de uma diferença de potencial
de 1,5 MeV e, assim, adquire 1,5 MeV de energia. Encontre sua velocidade final.

Solução/Resposta: Usando K = γmc2-mc2da equação 1.23, e o fato de que


K = ΔU, temos

1,6x10J1 9
K  1,5x10 eV  6 1 3
2.4x10J
1eV
Então

K 2,4x101 3J
 m m  2,67x1030kg masm= 9.11x10-31kgand assim
c 2(3,0x108m s)2

1
γm= 3,58 x10-30kg. Para encontrar sua velocidade, usamoso que nos dá
v2
1 2
c

12
2 2 2
1 v m 0,91
1 0,0646
2
c m 3.58

Exemplo 1.8 Um elétron (massa de repouso 9,11x10-31kg, carga -1.6x10-19C) é


movendo-se em direção oposta a um campo elétrico de magnitude E=5,0x10 5N/C. Todas as outras forças
são negligíveis em comparação com a força elétrica. Encontre a) as magnitudes de
momento e aceleração nos instantes em que v1=0.010c,v2=0,90c, e
v3=0,99c. b) Encontre a aceleração correspondente aif uma força líquida F do mesmo
a magnitude é perpendicular à velocidade.

Solução/Resposta:

a) Resolvendo primeiro para o fator de Lorentz γ usando a equação

1
v2
1
c2

Para as 3 velocidades dadas, encontramos γ = 1.0, γ = 2.29 e γ = 7.09. Os valores de


momentumpare

p1=γmv1= (1) (9.11x10-31kg) (0,010) (3,0x108m/s) = 2,7x10-24kg. m/s

p2=γmv2(2,29) (9,11x10-31kg) (0,90) (3,0x108 m/s) = 5,6x10-22kg. m/s

p3=γmv3(7,09) (9,11x10-31kg) (0,99) (3,0x108m/s) = 1,9x10-21kg. m/s

Em velocidades mais altas, os valores relativísticos do momento diferem muito dos que
os valores não relativísticos calculados a partir de p=mv.

A magnitude da força sobre o elétron é

F= |q|E= (1,6x10 -19C) (5.0x105 N/C) = 8,0x10-14N

Usando a equação 1.18, calculamos as acelerações correspondentes1,a2, anda3


para as três velocidades1, v2, e a v3como

F 8,0x101 4N
a1 8,8x10
m s
siessezed 2
3 3

m  1 9,11x10 kg 31 

13
F 8,0x101 4N
a2 7,3x1015mês2
3
m  2.29 3
 9,11x10 kg 
31

F 8,0x101 4N
a3 2,5x1014ms2
3
m  7.09 3
 9,11x10 kg 31

b) Aqui, calculamos as acelerações usando a equação 1.19 como

F 8.0x101 4N
a1 8,8x1016ms2
m 
 1 9,11x1031kg 
F 8,0x101 4N
a2 3,8x1016ms2
m  2,29 9,11x1031kg
 
F 8.0x101 4N
a3 1,2x1016ms2
m  7,09 9,11x1031kg
 
Essas acelerações são maiores do que as da parte (a).

14
1.10 Exercises
1.1 a) Qual é a energia total E de um elétron de 2,53 MeV?
b) Qual é a magnitude do momento do elétron, na unidade MeV/c?

1.2 O próton mais energético já detectado nos raios cósmicos que chegam à Terra
do espaço tinha uma energia cinética impressionante de 3.0x1020eV.
(a) Qual foi o fator de Lorentz γ do próton e a velocidade v (ambos em relação ao
detector baseado em solo)?
(b) Suponha que o próton viaje ao longo de um diâmetro (9,8x104 ly) do(a)
Via Láctea. Aproximadamente, quanto tempo o próton leva para
viaje esse diâmetro conforme medido a partir do quadro de referência comum de
Terra e a Galáxia?
(c) Quanto tempo a viagem leva medido no referencial do
próton?

1.3 Calcule o valor de γ para uma partícula viajando à metade da velocidade da luz.

1.4 Determine a energia necessária para dar a um elétron uma velocidade 0,90 daquela da luz.
começando do repouso.

1.5 Uma barra está posicionada paralelamente ao eixo x do referencial S', movendo-se ao longo deste eixo
a uma velocidade de 0,63c. Seu comprimento em repouso é de 1,70 m. Qual será a sua medida
comprimento no quadro S?

1.6 Uma nave espacial de comprimento de descanso de 130 m passa por uma estação de cronometragem a uma velocidade de

0,74c.
Qual é o comprimento da nave espacial medido pela estação de cronometragem?
(b) Que intervalo de tempo o relógio da estação registrará entre a passagem de
a proa e a popa do navio?

1.7Uma partícula se move ao longo do eixo x' do quadro S' com uma velocidade de 0,40c. Quadro
S' move com uma velocidade de 0,60c em relação ao referencial S. Qual é o
velocidade medida da partícula no referencial S?

A Galáxia 1.8 A está reportada como se afastando de nós a uma velocidade de 0,35c.
B, localizado exatamente na direção oposta, também se mostra estar se afastando
a partir de nós nesta mesma velocidade. Qual seria a velocidade recessional que um observador em
Galaxy A find: (a) for our Galaxy? (b) for Galaxy B?

1.9 Encontre o parâmetro de velocidade β e o fator de Lorentz γ para um elétron que tem um
kinetic energy of (a) 1.0 keV; (b) 1.0 MeV; and (c) 1.0 GeV

1.10 Uma certa partícula de massa m tem um momento de magnitude mc. O que são
(a) its speed, (b) its Lorentz factor, and (c) its kinetic energy?

15
1.11 Respostas aos Exercícios

1.1(a) 3.04 MeV; (b) 3.0 MeV/c

1.2 (a) 3.2x1011; 0.999c ; (b) 9.8x104yr; (c) 9.7 s

1.3 1.15

1,4 0,66 MeV

1,5 1,32 m

1.6 (a) 87.4 m; (b) 394 ns

1.7 0.81c

1.8 (a) 0.35c ; (b) 0.62c

1,9 (a) 0.0625, 1.00196; (b) 0.941, 2.96; (c) 0.999 999 87, 1960

1.10Ans. (a) 0.707c; (b) 1.41; (c) 0.414 mc2

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1.1

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