História e Contexto dos Livros de Esdras
História e Contexto dos Livros de Esdras
TABELA DE CONTEÚDO
I. INTRODUÇÃO
IV ÉPOCA
1. Marco Cronológico
2. Autor………………………………………………………………………..
3. Linguagem e Estilo…………………………………………………………...
4. Fontes……………………………………………………………………...
5. Formas Literárias e Gêneros Literários…………………………………….
V CONTEXTO POLÍTICO
1. Primeira parte………………………………………………………………..
2. Segunda Parte
3. Terceira Parte……………………………………………………………….
4. Cuarte Parte
5. Quinta Parte
VI CONTEXTO RELIGIOSO
1. O povo judeu como povo de Deus……………………………………...
2. Tradição e projeção…………………………………………………….
3. Dios y la comunidad de Judá………………………………………………
4. A Lei……………………………………………………………………..
5. El Templo…………………………………………………………………
1
I. Introdução
A reconstrução do que doravante será chamado de judaísmo nos é exposta pelo cronista
nos livros de Esdras e Neemias. Em sua obra anterior, as Crônicas, ele havia contado o
nacimiento de Israel y sus éxitos que culminaron con la construcción del Templo de
Jerusalém e o estabelecimento do culto perfeito por obra de David e Salomão. Depois
tinham descrito sua progressiva decadência moral e religiosa até o desastre final. Mas
em todo momento havia tido cuidado em mostrar uma luz de esperança. Não teria se...
comprometido Deus em manter para sempre a obra dos gloriosos fundadores? Seu
intenção agora é mostrar que esta promessa se manteve após o desterro e que a
A comunidade judaica à qual ele pertence é sua encarnação. Não conseguiu isso
comunidade nos tempos em que ele escreve, por volta de 330 a 250 a.C, já que por
independência política, sim, pelo menos a unidade espiritual? O Templo e o culto, isto é, o
essencial, foi restaurado.
Para escribir la historia de un periodo relativamente cercano a él, contaba el cronista con
vários documentos. Como fonte principal dispunha das Memórias dos dois
protagonistas, Esdras e Neemias. As ciará muitas vezes literalmente, empregando
então a primeira pessoa do singular. Também consultou arquivos persas.
O livro de Esdras e Neemias nos conta fundamentalmente uma tentativa de voltar ao
passado: o que importa é recuperar a tradição e manter-se nela.
2
Convém advertir também que a aparente volta ao passado é, na verdade, uma
profundização: apesar do que pense ou diga o cronista, o certo é que não se limita a
repetir o que puderam dizer seus heróis, Davi e Salomão. A meditação sobre Deus
tinha prosseguido ao longo do desterro.1
São dois séculos da história de Israel marcados pelas figuras de Esdras, o escriba. A ele
se deve a reconstrução física de Judá. É o tempo da “recriação” de Israel
como povo e do nascimento do judaísmo, como se conheceu mesmo na época do
Novo Testamento. As palavras de Esdras formavam, no início, um único livro, relativo a
la reconstrucción del pueblo y sus instituciones, bajo dominio persa. Muchos elementos
da obra levam a considerá-la em estreita vinculação com a obra do Cronista, e
inclusive alguns falam de um único autor.
1
INTRODUCCIÓN DEL LIBRO DE ESDRAS. Biblia de Jerusalén. Ed. Desclée de Brouwer. Madrid
1984.
2
SICRE José Luis, SOKEL, Luis Alonso. Os livros sagrados (Crônicas, Esdras, Neemias). Ed.
Cristiandad Huesca, 30-32. Madrid, 1976. p. 204-205.
3
II. CONTEXTO GEOGRÁFICO
Neste mapa, pode-se observar como a província de Judá está reduzida a seus
mínimas proporções. Os edomitas haviam invadido o país após a queda de Jerusalém e
tinha se apoderado de todo o sul da tribo de Judá, incluindo Hebrom, a cidade mais
emblemática. Durante esta época serão contínuos os conflitos com a província de
Samaria, empenhada em impedir a reconstrução de Judá após o exílio. Também haverá
tensões por parte dos Tobíadas da vizinha província de Amón na Transjordânia
que estuvieron continuamente interfiriendo en los negocios de Judá.3
E agora neste mapa pode-se observar como o império persa em seu momento de
maior esplendor, depois que Cambises conquistou o Egito. Estão assinalados no mapa
alguns dos episódios mais importantes do reinado de Dario I com a primeira guerra
médica, e do reinado de Jerjes com a segunda guerra médica.
4
Para valorizar as tensões que caracterizam estes anos, impõem-se algumas
observações. Lembremos em primeiro lugar que o desterro não foi tanto uma
desertificação como uma recapitulação. Por outro lado, o retorno permitido pelo
O edito de Ciro de 538 (Esd 1, 2-4) se limitou a algumas poucas caravanas durante alguns
anos, mas não cheguei ao fluxo maciço com que se sonhava durante o desterro. Muitos
deportados se habían arraigado en Babilonia y no quisieron perder su situación; solo la
gente já idosa se lembrava do país.
Na expansão do império, podemos ver que Ciro criou o vasto império persa, que se
estendia-se desde Sogdiana, do nordeste até o mar Egeu, a oeste, e que incluía
tudo o que havia pertencido ao império Babilônico. Ciro publicou em Ecbatana o
decreto que devolvia a liberdade aos judeus deserrados (Esd 6, 1-5). Seu filho Cambises
invadiu o Egito, triunfou em Pelúsio, conquistou Heliopólis e Mênfis depois de colocar
asedió de estas cidades e remontei o curso do nilo.
Artejerjes I reprimiu movimentos de insurreição na Bactria e no Egito. Durante o
reinado de este monarca, Nehemias chegou a Jerusalém. Darío II que reinou depois do
reinado de 45 dias em Jerjes II, sofocando insurreições na Média e Lídia, mas o Egito se
perdió, se conserva una carta de este monarca dirigida en el año 419 aos judeus de
Elefantina, en la que da normas para celebrar debidamente la fiesta de los panes ázimos.
Esdras chegou a Jerusalém e impôs o cumprimento da Lei. Artaxerxes III reconquistou
Egito, perdeu e voltou a ganhar Felicia, e combinou uma lista com Atenas contra
Filipo da Macedônia.
5
III. CONTEXTO HISTÓRICO
1. Nombre:
Este livro recebe o nome dos principais personagens de que se ocupam, que por sua vez
parecem estar na origem dos dois livros; talvez a partir de relatos de tipo pessoal a
modo de memórias ou diário.
2. Lugar e data:
É muito provável que seja necessário situar em Jerusalém, o local da redação desta obra,
pelo menos em sua forma final. No que diz respeito à data, é necessário fazer precisões. O
o começo de Esdras refere-se a datas muito concretas, como é o caso do decreto de
Ciro, por volta de 538 a.C. (Esd 1,1); além disso, Esd 4,24 se refere à interrupção das obras
do templo até o segundo ano de Dario (520 a.C.), enquanto que em Esd 6,15 se diz
que el templo se terminó en el sexto año de Darío, o sea hacia el 515 a.C. De Esdras en
particular se dice que llegó a Jerusalén el séptimo año de Artajerjes (Esd 7,7), lo cual
sería hacia el 458 a.C. En resumen, las misiones de Esdras habría que ubicarla entre 458
– 445 e 445 – 433 respectivamente. Em definitiva, a última redação de Esdras teria
que situá-la em torno de 300 a.C.
IV. ÉPOCA
6
430: Nehemías y Esdras en Jerusalén. Lectura de la Ley, reformas.
429: Artaxerxes concede poderes a Esdras para promulgar a Lei. Morte de Péricles.
428: Reformas de Esdras.
423-404: Dario II. Os samaritanos constroem o templo no Garizim.
405: Rebelión de Amirteo e independência do Egito; dinastia XXVIII, XXIX, XXX
até 342.
404-359: Artajerjes II.
401: Rebelión de Ciro, o Jovem, batalha de Cunasa; retirada dos dez mil (Anábase).
339: Muerte de Sócrates.4
1. Autor:Ya hemos mencionado antes la teoría de un solo autor (elCronista, que para
alguns se tratava do mesmo Esdras) para a obra que incluiria Cro-Esd-Neh, a partir de
certas afinidades linguísticas e convergências de tipo teológico entre estes livros; sem
embargo, ultimamente surgiram muitas dúvidas e críticas a respeito. Há quem
planteia até mesmo a existência de um autor para cada um desses três livros; outros atribuem
Crónicas a um autor e Esd-Neh a outro; em tais casos, seria muito difícil precisar a
identidade do referido autor ou autores.
4
Ibíd., 203-204
5
O aramaico era uma língua semítica antiga, usada como língua diplomática no Oriente, já antes do
império persa (cfr. 2 Rs 18,26-28).
7
informações, desde relatos muito humanos até inventários de bens materiais (cfr.
Esd 1,9-11; 2; 8,1-14; Neh 7; Esd 7,1-5; 10,18-43; Neh 3; 10,1-27; 11,3-36; 12,1-26).
Por otra parte, la armazón de la obra está constituida principalmente por la relación de
Esdras e Neemias.
A relação de Esdras pode ser facilmente distinguida se você quiser utilizar os dados
cronológicos e evidentemente relacionados que se lê em Esdras 7,9 (primeiro dia do
primeiro mês)… segundo este dado, Esdras deve ter permanecido em Jerusalém por cerca de um
ano. A relação formal do seu relatório, destinado às autoridades persas, se estenderia
de Esdras 7,1 a 10,44.
A relação de Neemias compreende os 7 primeiros capítulos do livro, com exceção feita
de dois documentos que foram inseridos, um contemporâneo que conserva os
nomes dos reconstrutores; é outro de origem mais antiga que enumera os primeiros
repatriados.
4. Formas literárias e gênero literário: de acordo com o que acabamos de ver, também
entre as diversas formas literárias devemos destacar, junto aos relatos, também listas;
orações e celebrações litúrgicas (Neh 9,1-4; 5-37). Dada a complexidade e
diversidade de materiais, fontes e formas literárias presentes nesta obra literária, é
difícil encontrar um único gênero literário que a represente, o melhor seria descrever o
livro como um “relato religioso histórico-documental”.6
V. CONTEXTO POLÍTICO
1. Primeira parte:
Esdras 1-6. Narra el retorno de los primeros exiliados de Babilonia, gracias al permiso
concedido pelo rei Ciro. No entanto, as dificuldades provenientes dos dirigentes
nacionais e dos adversários do judaísmo, sobre o lugar do templo se ergue um altar
para el ofrecimiento de sacrificios. Muchos años más tarde, en tiempos del rey Darío I y
dos profetas Ageu e Zacarias, foi construído o Templo (2º) de Jerusalém.
2. Segunda parte: Esd 7-10. Aqui se descreve a obra do sacerdote e escriba Esdras,
que recebe do rei da Pérsia Artaxerxes, a tarefa oficial de ir a Jerusalém para iniciar
uma reforma radical, especialmente na área da prática dos casamentos.
3. Tercera parte:Neh 1-7. Nehemías, como alto funcionario del rey Artajerjes, obtiene
a autorização para ir visitar a Cidade Santa, e para começar a reconstrução de
as paredes.
4. Quarta parte: Neh 8-9. Esdras restaura o culto e a celebração das festas em
plena conformidade com a lei de Moisés trazida da Babilônia.
6
HERRMANN, Siegfried. História de Israel, na época do Antigo Testamento. Ed. Sigueme.
Salamanca, 1985. p. 393.
8
5. Quinta parte: Neh 10-13. Neemias, durante uma segunda estadia em Jerusalém,
inaugura solenemente os muros reconstruídos e toma várias medidas para reformar a
vida moral e civil da comunidade judia.
O império surgirá por obra de Ciro. Ao se rebelar contra o rei medo Astiages, conseguiu
a unidade dos medos e persas (549). O império iraniano se constituiu em poucas
décadas. Depois de se apoderar de Ecbatana, a capital dos medos, chegou a vez de
Sardes, a capital de Creso. Diante do conquistador persa, só restava o império
babilônico de Nabonido. Depois de vários anos de espera, Ciro marchou contra
Babilônia, e conseguiu entrar nela sem necessidade de combater em outubro de 539. Foi
então, quando Ciro proclamou o estado de paz e desenvolveu uma política tolerante. Esta
a benevolência dos persas, povo ariano, contrasta com a crueldade dos semitas
-assírios e babilônios- que haviam fundado seus impérios precedentes sobre o extermínio,
a tortura e as deportações.
Com o rei Dario, o império persa atinge seu apogeu. Magníficos palácios se erguem em
Susa e Persépolis. O império é dividido em uma vintena de satrapias e o Oriente.
desfrute de um sistema organizativo da administração, que assírios e babilônios tinham
sido incapazes de dar-lhe. Judá faz parte da 5ª satrapia com toda a costa mediterrânea
e Chipre.
No entanto, a liberdade com a qual o autor utiliza suas fontes, e o propósito religioso
aplicado a toda a obra, não se pode duvidar do alto valor histórico deste corpus
literário. Os documentos oficiais representam um material precioso que nos faz
conhecer as condições em que vivia a comunidade judaica em Jerusalém na época
do retorno do exílio da Babilônia. As referências tácitas ou explícitas à história de
Oriente concuerda com os dados da historiografia profana. A exatidão e
a verossimilhança de muitos detalhes foi comprovada, como por exemplo a política
conciliadora dos Persas em relação aos povos do seu império, o dispositivo
administrativo do estado persa, as relações entre o Grande Rei e seus governadores, a
oposição samaritana contra a comunidade judia na Palestina, etc.
9
A restauração pós-exílica representa uma nova etapa, após a promessa, a
aliança e o exílio, na constituição do povo de Deus sobre a terra. O centro da
comunidade restaurada é o templo reerguido; o lugar onde se celebra o culto é o
sinal real e físico da presença de Deus no meio do povo. Jerusalém, que abriga o
edifício do templo, é a Cidade Santa do presente e do futuro. As medidas tomadas
por Neemias para repopular a cidade e as prescrições a favor do respeito do
sábado, provam que Jerusalém deveria manter o privilégio de ser a Cidade de Deus e
de seu povo santo.
A obra dos restauradores aparece como uma renovação das intenções salvíficas.
de Deus. Constitui uma nova marcha em direção a Cristo após a promessa, da
aliança, da catividade babilônica. Mas esta etapa tem caracteres particulares que é
necessário especificar.
Distingue-se em primeiro lugar pelo aspecto religioso que reveste a comunidade. Pode-se
creer hallarse ante una restauración del reino terrestre de David, un advenimiento de
príncipe mesiânico, o estabelecimento do reino universal de Yahveh. Logo teve que
renunciar a toda ilusão. Zorobabel, embora descendente de David e aclamado por Ageu,
nem com mais razão Neemias, que não era da linhagem davídica, restaurará a realeza. Um e
outro, yavistas fervorosos, entregues à grande obra da restauração, dão exemplo de
a perfeita lealdade em relação à autoridade é persa. A comunidade judaica se orientará mais
bem para um aperfeiçoamento específico, o yavismo, e não tanto para a reocupação
da independência civil.8
Como tivemos que repetir para cada livro histórico, também neste caso há
que lembrar que a finalidade primordial desta obra não é histórica, mas teológica.
Entre seus principais mensagens religiosas, destaca-se a ideia mesma da "restauração".
a partir da Lei de Deus; e isso implica também que Deus continua sendo fiel a seus
promesas. El pueblo debe tomar conciencia de la necesidad de mantenerse fiel a los
preceitos da aliança, se quiser continuar existindo como povo. Dentro deste quadro
doutrinais, podem ser destacadas algumas ideias particulares.
7
TASSIN, Claude. O judaísmo (Desde o desterro até a época de Jesus). Ed. Verbo Divino. Estella,
(Navarra) Espanha, 1999. p. 20.
8
CASELLEZ, Henry. Introdução crítica ao Antigo Testamento. Ed. Herder, Barcelona, 1989. p. 721.
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1. O povo judeu como povo de Deus:
Poderíamos afirmar que se trata do tema de fundo de toda a obra. De fato, ao relatar a
história de um povo que volta do exílio e se estabelece novamente na terra prometida
se quer apresentar a importância que este povo tem para Deus; trata-se do povo de
a Aliança, escolhida por Deus, que por ter se afastado de Yahvé teve que se ver privada
de sua propriedade básica e fundamental: a terra. No entanto, apesar de sua infidelidade,
continua sendo povo de Deus, pois o Senhor nunca falta à sua Aliança e suas promessas; por
isso permite que ele volte à sua pátria e se reconstrua como povo. Isso faz com que a
esperança do povo se mantenha firme, mesmo em meio às vicissitudes de sua história.
Deus continua agindo na história deste povo, continua escrevendo neste povo sua
história de salvação. Mas a escolha de Israel não impede que Deus se manifeste e
atuou por meio de outros povos ou personagens estrangeiros, como é o caso de Ciro, Dario
e Artaxerxes, que são apresentados nesta obra como instrumentos do plano salvador de
Dios (cfr. Esd 1,1; 5,5; 6,14.22; 7,27; 8,22; Neh 2,8; 4,14.20). El sentido de pertenencia
a este pueblo de Deus, se manifesta em um compromisso marcado com a unidade e
solidariedade: assim se nota, por exemplo, naqueles que, embora não retornem à pátria, enviam
sua contribuição para a reconstrução (Esd 1,6), ou na atitude do próprio Neemias, que
deixa um importante cargo na corte persa para se dedicar ao seu povo (Neh 5); nas
múltiplas manifestações de ajuda e colaboração no momento de reconstruir o templo e
as muralhas da cidade (Esd 3; 6,14-18; Neh 3-4; 6; 11), e até as legislações que
apresenta buscam garantir ou fomentar a unidade do povo (Esd 10; Neh 13,23-30).
2. Tradição e projeção:
Nesta obra literária é claríssima a continuidade e vigência da aliança. Quando se
faz uma revisão do passado do povo, é feita precisamente para constatar as
múltiples intervenções salvíficas de Deus a seu favor (Esd 9,6-15; Neh 1,5-11; 9,5-37).
Outro sinal desta atualidade da aliança com Deus é a insistência na centralidade
do culto neste povo da época da restauração, o que revela o interesse por
rendir adoração ao único Deus. De tudo isso surge um convite urgente para a
fidelidade em relação a essa aliança.
11
4. La Ley:
É outro dos temas importantes ao longo de toda a obra. De um modo particular, a
figura de Esdras se apresenta intimamente ligada ao livro, à escritura e à
proclamação da Lei. A frequent referência ao “livro da Lei” nos permite
supondo que se tratasse da lei mosaica (Esd 3,2; 6,18; 7,6; Neh 1,7.8; 8,1.14; 9,14;
10,29; 13,1). As características particulares deste “livro” continuam a ser objeto de
mais variadas propostas e discussões: alguns pensam que já poderia se tratar do
Pentateuco; otros sugieren que pudiera ser una obra editada y compilada en Babilonia,
elaborada pela escola sacerdotal, e que poderia incluir Êxodo, Levítico e Números,
mais de caráter legal, que depois teria sido assumido em conjunto ou em partes, para
a formação do Pentateuco como o conhecemos hoje; outros, por outro lado, pensam que
o livro era uma parte do Deuteronômio ou uma edição anterior à que temos
agora. O que é certo é que tratava-se de um livro com caráter normativo para todo o
povo, e expressava a vontade de Deus; além disso, era um sinal da própria presença
de Deus no meio do seu povo (Esd 7,6).
A partir do ano 515 a.C. em que se termina a construção do templo, mal sabemos
nada dos acontecimentos na pequena província de Judá. Este silêncio dos
fontes só é interrompido pelo ministério de Esdras e Neemias sobre o qual
temos uma importante fonte de formação nos livros que levam seus nomes. São
eles realmente aqueles que traçarão as linhas mestras do judaísmo pós-exílico.
Neemias, por sua vez, executou uma série de ações de natureza econômica e política,
orientadas a dar viabilidade social ao judaísmo, como a reconstrução das muralhas de
Jerusalém ou a regulamentação civil do shabat. Para a reconstrução das muralhas teve
que superar a oposição frontal dos povos vizinhos, sobretudo de Sanballat I,
governador de Samaria e outros governadores vizinhos.
Nesta época, começamos a ouvir pela primeira vez sobre uma colônia judaica estabelecida
em Elefantina, uma pequena ilha no Nilo que contava com uma guarnição militar judaica.
12
Tinha um templo dedicado a YHWH, mas aparentemente também se prestava culto a El Betel e
a Anath, o que indica que os judeus ali presentes podiam vir do Reino do Norte,
e não haviam aceitado a centralização do culto a YHWH em Jerusalém feita por Josias.
Uma comunidade humana em seus começos precisa apenas de um pequeno número de leis.
fundamentais. Mas quanto mais essa comunidade se desenvolve e se diversifica, maior
há necessidade de novas instituições. É exatamente o que aconteceu em Israel. Cada vez
que uma nova coleção de leis era articulada, era muito mais volumosa do que a
precedente. La más vasta de todas es con mucho la ley sacerdotal, y esto mismo es lo
que nos leva a pensar que é a mais tardia.
A ordenação religiosa em um momento em que Israel não existe como estado, é feita
tão importante que exerce sua influência sobre toda a sociedade. O Judaísmo pós-exílico é
uma comunidade religiosa estruturada em torno da Lei.
5. O Templo:
En torno al templo giran muchos personajes y acontecimientos de esta obra literaria:
Zorobabel e o sacerdote Josué tomam posse do lugar levantando um altar para
oferecer sacrifícios, e assim se inicia a construção do templo. Depois, os profetas Ageu
e Zacarías ben Idó intervêm para animar a construção do santuário. No entanto,
são os próprios Esdras e Neemias os personagens que sublinham com mais ênfase a
importancia del templo y de la vida religiosa del pueblo de Israel. Son abundantes
también las menciones del personal en función del templo: sacerdotes, levitas, cantores,
goleiros, etc. Mas o Templo em si parece se transformar todo ele em espaço
sagradíssimo, reservado apenas para Deus, enquanto o resto da cidade parece
converter-se em um espaço de celebração do culto; esta ampliação do espaço do culto a
toda a cidade provavelmente deve ser interpretada como uma tentativa de destacar
que toda a comunidade pós-exílica é o lugar da presença de Deus, a quem deve-se
celebrar por meio do culto, honrar com a observância do sábado e amar mediante o
cumprimento da Lei. Desde o início desta obra, descreve-se com todo detalhe o
inventário de restituição ao templo dos objetos de culto, e apresenta a viagem de Esdras
quase como se tivesse como única finalidade levar de volta à Casa de Deus seus utensílios
de culto.
Ao chegar a Jerusalém, a primeira coisa que fizeram foi erguer um altar e oferecer sacrifícios a
Deus, ainda antes de levantar suas casas! e celebraram a Festa dos Tabernáculos, em
tendas de campanha. O Templo, foi iniciado a edificar por Zorobabel e o sacerdote
Josué, aos dois anos de chegar, mas apareceram inimigos, invejosos, que mandaram
mensagens falsas ao Rei da Pérsia, e as obras pararam. Até que com a ajuda dos
profetas Ageo y Zacarías, el ahora Rey de Persia, Darío, dio la orden de que podían
continuar as obras... e 4 anos depois, em 516, o templo estava reconstruído em
mesmo lugar, e dedicado, 20 anos depois de chegar, menor que o de Salomão,
mas belo e celebraram a Páscoa.
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O Templo estava construído, mas as pessoas viviam em pecado, tinham se casado com
pagãos e adoravam deuses falsos e os chefes e magistrados foram os primeiros em
cometer este pecado. Assim diz Esdras: "ao ouvir isso, rasguei minhas vestes e me arranquei
cabelos da minha cabeça e da minha barba" literalmente arrancou os cabelos! e ¡Esdras
oró!, naquele cap.9, pedindo misericórdia ao Senhor, e exortou os judeus a não pecar e
los judíos reconocieron la magnitud de su pecado, se arrepintieron, e hicieron un pacto
com Deus, jurando expulsar do país todas as mulheres estrangeiras, pagãs, o que
fizeram em três dias. E Esdras continuou julgando depois cada caso em particular, dos
casados com pagãs, e que já tinham filhos, muitos deles sacerdotes.
CASELLEZ, Henry. Introdução crítica ao Antigo Testamento. Ed. Herder, Barcelona, 1989. p. 723.
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BIBLIOGRAFÍA
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