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História e Contexto dos Livros de Esdras

Este documento apresenta um resumo do livro histórico de Esdras. Explica o contexto geográfico e político do império persa no século V a.C., quando os judeus retornaram do seu exílio na Babilônia. Também descreve as dificuldades que enfrentaram ao reconstruir sua comunidade e templo em Jerusalém, devido à oposição de outros grupos e à administração persa. O documento analisa os personagens de Esdras e Neemias, que lideraram a restauração da aliança com

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História e Contexto dos Livros de Esdras

Este documento apresenta um resumo do livro histórico de Esdras. Explica o contexto geográfico e político do império persa no século V a.C., quando os judeus retornaram do seu exílio na Babilônia. Também descreve as dificuldades que enfrentaram ao reconstruir sua comunidade e templo em Jerusalém, devido à oposição de outros grupos e à administração persa. O documento analisa os personagens de Esdras e Neemias, que lideraram a restauração da aliança com

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LIBROS HISTÓRICOS ESDRAS

TABELA DE CONTEÚDO

I. INTRODUÇÃO

II. CONTEXTO GEOGRÁFICO

III. CONTEXTO HISTORICO


1. Nombre……………………………………………………………………
2. Lugar e data……………………………………………………………...

IV ÉPOCA
1. Marco Cronológico
2. Autor………………………………………………………………………..
3. Linguagem e Estilo…………………………………………………………...
4. Fontes……………………………………………………………………...
5. Formas Literárias e Gêneros Literários…………………………………….

V CONTEXTO POLÍTICO
1. Primeira parte………………………………………………………………..
2. Segunda Parte
3. Terceira Parte……………………………………………………………….
4. Cuarte Parte
5. Quinta Parte

VI CONTEXTO RELIGIOSO
1. O povo judeu como povo de Deus……………………………………...
2. Tradição e projeção…………………………………………………….
3. Dios y la comunidad de Judá………………………………………………
4. A Lei……………………………………………………………………..
5. El Templo…………………………………………………………………

1
I. Introdução

Uma comunidade, passada a prova, tenta recuperar seu passado. Sobreviveu o


desastre. Desastre que pode ter significado a destruição de uma comunidade de longa e
rica história. Muitos de seus membros sucumbiram. Entre os que restam, alguns
perderam toda a esperança. O passado está morto; é preciso virar a página. Outros,
em troca, contra vento e maré, acreditam que é possível reconstruir o povo em ruínas.
É preciso fechar filas. É preciso descobrir os antigos fundamentos. É preciso recuperar a
essência do patrimônio ancestral. É preciso assentar solidamente o que resta da
herança transmitida pelas gerações anteriores.
Tal é o problema de toda comunidade humana ameaçada em seus próprios alicerces. Tal
foi o problema da comunidade judaica após o exílio.

A reconstrução do que doravante será chamado de judaísmo nos é exposta pelo cronista
nos livros de Esdras e Neemias. Em sua obra anterior, as Crônicas, ele havia contado o
nacimiento de Israel y sus éxitos que culminaron con la construcción del Templo de
Jerusalém e o estabelecimento do culto perfeito por obra de David e Salomão. Depois
tinham descrito sua progressiva decadência moral e religiosa até o desastre final. Mas
em todo momento havia tido cuidado em mostrar uma luz de esperança. Não teria se...
comprometido Deus em manter para sempre a obra dos gloriosos fundadores? Seu
intenção agora é mostrar que esta promessa se manteve após o desterro e que a
A comunidade judaica à qual ele pertence é sua encarnação. Não conseguiu isso
comunidade nos tempos em que ele escreve, por volta de 330 a 250 a.C, já que por
independência política, sim, pelo menos a unidade espiritual? O Templo e o culto, isto é, o
essencial, foi restaurado.

Para realizar seu projeto, apresenta a história do retorno do desterro centrada na


atuação de dois homens providenciais: Esdras, o sacerdote e Neemias, o leigo.
Eles realizaram a restauração integral da antiga aliança. Não foi fácil a
empresa! Los desterrados, lejos de su país, pudieron soñar en una comunidad perfecta,
en un renacimiento sin tropiezos. Los más ardientes, los más idealistas de entre ellos
fueron los primeros en aprovecharse del edicto de liberación de Ciro. La realidad se les
apresentou com tintas muito negras.
Ocorreram também choques inevitáveis devido a interesses às vezes muito opostos. Os
os judeus que haviam permanecido no campo após a queda de Jerusalém não viam tão
necessária a volta dos desterrados com suas pretensões.
Outras dificuldades provinham da presença da administração estrangeira, embora
fora benévola, como era a dos persas. Afinal, esta administração tinha que
definir en las disputas entre las distintas facciones locales y sus decisiones no siempre
favoreciam os puristas.

Para escribir la historia de un periodo relativamente cercano a él, contaba el cronista con
vários documentos. Como fonte principal dispunha das Memórias dos dois
protagonistas, Esdras e Neemias. As ciará muitas vezes literalmente, empregando
então a primeira pessoa do singular. Também consultou arquivos persas.
O livro de Esdras e Neemias nos conta fundamentalmente uma tentativa de voltar ao
passado: o que importa é recuperar a tradição e manter-se nela.

2
Convém advertir também que a aparente volta ao passado é, na verdade, uma
profundização: apesar do que pense ou diga o cronista, o certo é que não se limita a
repetir o que puderam dizer seus heróis, Davi e Salomão. A meditação sobre Deus
tinha prosseguido ao longo do desterro.1

O nome de Esdras significa “auxílio, socorro”; o nome forma um título


particularmente adequado para um livro (o único da Bíblia) que descreve o novo
organização dos judeus na época pós-exílica, chamada também de época da
restauração, posterior aos tempos sombrios da abolição da monarquia, a
destruição do templo, o exílio e a servidão babilônica (587-538 a.C.). Nós
encontramos já no tempo dos persas, quando acontece o que nos narra esta obra
(entre 539 e 331 a.C.), ou seja, entre Ciro, rei Persa, e a tomada do comando da região
por parte de Alejandro Magno, criador do grande império grego (helenismo).

São dois séculos da história de Israel marcados pelas figuras de Esdras, o escriba. A ele
se deve a reconstrução física de Judá. É o tempo da “recriação” de Israel
como povo e do nascimento do judaísmo, como se conheceu mesmo na época do
Novo Testamento. As palavras de Esdras formavam, no início, um único livro, relativo a
la reconstrucción del pueblo y sus instituciones, bajo dominio persa. Muchos elementos
da obra levam a considerá-la em estreita vinculação com a obra do Cronista, e
inclusive alguns falam de um único autor.

Os livros de Esdras e Neemias: originalmente trata-se de um único livro, incorporado.


Más tarde sucede la separación, la colocación en la Biblia hebrea de Esdras y Nehemías
antes de Crônicas e a divisão de Esdras em duas partes, chamadas primeiro e segundo
libro de Esdras; más tarde el segundo recibe el nombre de Nehemías.
Seus vinte e três capítulos não estão em ordem cronológica nem na ordem literária original.
Dada a dificuldade de restabelecer a ordem primitiva, proponho aqui a reconstrução
que aceito como mais provável, tirada de Paulovsky.
Esdras 1-6: repatriación de 538.
1: decreto de tolerancia. 2: lista de repatriados. Llegada. 3: construcción de un altar, se
reanuda o culto, festa das cabanas. Preparativos para o templo, são feitos os
fundamentos. 4,1-5.24: Obstáculos contra as obras. 5: os trabalhos são retomados. 6: dedicação
do templo. 4,6: intriga contra os judeus... 7: Esdras recebe poderes do rei persa. 8:
lista de repatriados. Viaje a Jerusalén. 9: matrimonios mixtos: penitencia. 10: asamblea,
compromiso y ejecución. Lista.2

1
INTRODUCCIÓN DEL LIBRO DE ESDRAS. Biblia de Jerusalén. Ed. Desclée de Brouwer. Madrid
1984.
2
SICRE José Luis, SOKEL, Luis Alonso. Os livros sagrados (Crônicas, Esdras, Neemias). Ed.
Cristiandad Huesca, 30-32. Madrid, 1976. p. 204-205.

3
II. CONTEXTO GEOGRÁFICO

A província de Judá no século V

Neste mapa, pode-se observar como a província de Judá está reduzida a seus
mínimas proporções. Os edomitas haviam invadido o país após a queda de Jerusalém e
tinha se apoderado de todo o sul da tribo de Judá, incluindo Hebrom, a cidade mais
emblemática. Durante esta época serão contínuos os conflitos com a província de
Samaria, empenhada em impedir a reconstrução de Judá após o exílio. Também haverá
tensões por parte dos Tobíadas da vizinha província de Amón na Transjordânia
que estuvieron continuamente interfiriendo en los negocios de Judá.3

E agora neste mapa pode-se observar como o império persa em seu momento de
maior esplendor, depois que Cambises conquistou o Egito. Estão assinalados no mapa
alguns dos episódios mais importantes do reinado de Dario I com a primeira guerra
médica, e do reinado de Jerjes com a segunda guerra médica.

ATLAS BÍBLICO OXFORD. Ed. Verbo Divino. Madri 1989. Pág. 79


3

4
Para valorizar as tensões que caracterizam estes anos, impõem-se algumas
observações. Lembremos em primeiro lugar que o desterro não foi tanto uma
desertificação como uma recapitulação. Por outro lado, o retorno permitido pelo
O edito de Ciro de 538 (Esd 1, 2-4) se limitou a algumas poucas caravanas durante alguns
anos, mas não cheguei ao fluxo maciço com que se sonhava durante o desterro. Muitos
deportados se habían arraigado en Babilonia y no quisieron perder su situación; solo la
gente já idosa se lembrava do país.

Na expansão do império, podemos ver que Ciro criou o vasto império persa, que se
estendia-se desde Sogdiana, do nordeste até o mar Egeu, a oeste, e que incluía
tudo o que havia pertencido ao império Babilônico. Ciro publicou em Ecbatana o
decreto que devolvia a liberdade aos judeus deserrados (Esd 6, 1-5). Seu filho Cambises
invadiu o Egito, triunfou em Pelúsio, conquistou Heliopólis e Mênfis depois de colocar
asedió de estas cidades e remontei o curso do nilo.
Artejerjes I reprimiu movimentos de insurreição na Bactria e no Egito. Durante o
reinado de este monarca, Nehemias chegou a Jerusalém. Darío II que reinou depois do
reinado de 45 dias em Jerjes II, sofocando insurreições na Média e Lídia, mas o Egito se
perdió, se conserva una carta de este monarca dirigida en el año 419 aos judeus de
Elefantina, en la que da normas para celebrar debidamente la fiesta de los panes ázimos.
Esdras chegou a Jerusalém e impôs o cumprimento da Lei. Artaxerxes III reconquistou
Egito, perdeu e voltou a ganhar Felicia, e combinou uma lista com Atenas contra
Filipo da Macedônia.

5
III. CONTEXTO HISTÓRICO

1. Nombre:
Este livro recebe o nome dos principais personagens de que se ocupam, que por sua vez
parecem estar na origem dos dois livros; talvez a partir de relatos de tipo pessoal a
modo de memórias ou diário.

2. Lugar e data:
É muito provável que seja necessário situar em Jerusalém, o local da redação desta obra,
pelo menos em sua forma final. No que diz respeito à data, é necessário fazer precisões. O
o começo de Esdras refere-se a datas muito concretas, como é o caso do decreto de
Ciro, por volta de 538 a.C. (Esd 1,1); além disso, Esd 4,24 se refere à interrupção das obras
do templo até o segundo ano de Dario (520 a.C.), enquanto que em Esd 6,15 se diz
que el templo se terminó en el sexto año de Darío, o sea hacia el 515 a.C. De Esdras en
particular se dice que llegó a Jerusalén el séptimo año de Artajerjes (Esd 7,7), lo cual
sería hacia el 458 a.C. En resumen, las misiones de Esdras habría que ubicarla entre 458
– 445 e 445 – 433 respectivamente. Em definitiva, a última redação de Esdras teria
que situá-la em torno de 300 a.C.

IV. ÉPOCA

586: segunda deportação a Babilônia


553: Ciro conquista Média, Lídia (547), Babilônia (539).
538: Edito de tolerância: 2 Cr 36; Esd 1.
337: Primeiro grupo de repatriados sob o Sesbasar; o culto é retomado.
536: Preparativos para a reconstrução do templo, obstáculos externos e internos.
529: Cambises sucede a Ciro. Somete Egito (525). Problemas internos.
522-486: Dario I filho de Histaspes, assume o trono após derrotar o
embaucador Gaumata. Inscripción de Behistúm. Organiza el imperio. Conquistas en
India y Libia, luchas en Asia menor.
520: Pregação de Ageu e Zacarias.
518: Obras do templo interrompidas e recomeçadas.
515: Dedicação do templo.
490: Primeira guerra contra a Grécia. Maratona.
486-465: Jerjes I (Asuero).
458: Jerjes reprime una primera rebelión en Egipto.
480-479: Segunda guerra contra a Grécia: Salamina, Platea, Micala.
466: Vitória de Cimón no Eurimedão.
465-425: Artaxerxes I.
459-454: Rebelión no Egito de Inaro, apoiado por uma frota grega, derrotado por
Megabizo.
448: O Sátrapa Megabizo é derrotado. Paz de Calías com os gregos. Época de
Perícles. Una colonia de judíos se traslada a Jerusalén.
445: Neemias vai a Jerusalém: construção da muralha. É nomeado governador.
433: Neemias volta a Susã: pregação de Malaquias.

6
430: Nehemías y Esdras en Jerusalén. Lectura de la Ley, reformas.
429: Artaxerxes concede poderes a Esdras para promulgar a Lei. Morte de Péricles.
428: Reformas de Esdras.
423-404: Dario II. Os samaritanos constroem o templo no Garizim.
405: Rebelión de Amirteo e independência do Egito; dinastia XXVIII, XXIX, XXX
até 342.
404-359: Artajerjes II.
401: Rebelión de Ciro, o Jovem, batalha de Cunasa; retirada dos dez mil (Anábase).
339: Muerte de Sócrates.4

1. Autor:Ya hemos mencionado antes la teoría de un solo autor (elCronista, que para
alguns se tratava do mesmo Esdras) para a obra que incluiria Cro-Esd-Neh, a partir de
certas afinidades linguísticas e convergências de tipo teológico entre estes livros; sem
embargo, ultimamente surgiram muitas dúvidas e críticas a respeito. Há quem
planteia até mesmo a existência de um autor para cada um desses três livros; outros atribuem
Crónicas a um autor e Esd-Neh a outro; em tais casos, seria muito difícil precisar a
identidade do referido autor ou autores.

2. Linguagem e estilo: Embora o texto hebraico de Esdras-Neemias esteja em bom estado,


existem também alguns fragmentos aramaicos5(Esd 4,8 – 6,18; 7,12-26). O aramaico de
estes fragmentos em nada parecem diferir do que durante a época persa era utilizado na
administração, que costuma ser chamada de “aramaico imperial”. O mais provável é que o autor
da obra eu gostaria de coletar esses materiais em sua língua original aramaica, e
inclusá-los dentro do texto hebraico. Quanto ao estilo literário, convém mencionar três
recursos literarios presentes en la obra: a) La disposición concéntrica de algunos relatos
para ressaltar a ideia central que dá lugar ao episódio (Esd 1,7-11; 4,8-23; 5,1 - 6,22;
7,1b-5.11-26; Neh 1,1b – 2,20; 2,11-16.17-20; 3,1 – 4,23; 6,1 – 7,3; 8,13-18, etc.); b) el
uso de sequências de cenas paralelas ao longo do relato (Neh 6,1-9.10-14; 7,73b -
8,12; 8,13-18; 9,1 – 10,39; 12,32-36.38-42; 13,15-22.23-29), e c) a retomar do
relato a base de resumos que repetem o que foi dito anteriormente (Esd 4,6-24; 6,22b; Neh)
11,1).

3. Fontes: Geralmente se admite a existência de várias fontes que puderam


intervir na composição de Esd-Neh. As principais seriam: a) “Memórias de
Nehemias": dado que grande parte do livro de Neemias aparece escrito em primeira
persona, pensa-se que seu gênero literário original foi o de memórias ou diário
pessoal (cfr. caps. 1-7; 11-13); b) “Memórias de Esdras”: Esd 7-10 e Neh 8-10
comprendem relatos referidos a Esdras; de estes relatos, alguns são em primeira pessoa
(Esd 7,27 – 9,15), outros na terceira pessoa (Esd 7,1-26; 8,35-36; 10; Neh 8); c)
Documentos arameus: sobretudo em Esdras encontramos documentos deste tipo, sobre
todo cartas oficiales, decretos, correspondencia con la autoridad persa del momento;
escritos originalmente em aramaico (esses documentos dariam uma boa base de fundamento
histórico a toda a obra); exemplos: o edito de Ciro (Esd 1,2-4; 6,2-5); a carta do
governador Rejún a Artajerjes contra os judeus (Esd 4,11-16), a correspondente
contestação (Esd 4,17-22), o relatório do governador Tatenay (Esd 5,7-17), a
contestação de Darío a Tatenay (Esd 6,6-22) e a carta de Artaxerxes a Esdras (Esd
7,12-26); d)Listas: em ambos os livros encontramos muitas listas com diversas

4
Ibíd., 203-204
5
O aramaico era uma língua semítica antiga, usada como língua diplomática no Oriente, já antes do
império persa (cfr. 2 Rs 18,26-28).

7
informações, desde relatos muito humanos até inventários de bens materiais (cfr.
Esd 1,9-11; 2; 8,1-14; Neh 7; Esd 7,1-5; 10,18-43; Neh 3; 10,1-27; 11,3-36; 12,1-26).
Por otra parte, la armazón de la obra está constituida principalmente por la relación de
Esdras e Neemias.
A relação de Esdras pode ser facilmente distinguida se você quiser utilizar os dados
cronológicos e evidentemente relacionados que se lê em Esdras 7,9 (primeiro dia do
primeiro mês)… segundo este dado, Esdras deve ter permanecido em Jerusalém por cerca de um
ano. A relação formal do seu relatório, destinado às autoridades persas, se estenderia
de Esdras 7,1 a 10,44.
A relação de Neemias compreende os 7 primeiros capítulos do livro, com exceção feita
de dois documentos que foram inseridos, um contemporâneo que conserva os
nomes dos reconstrutores; é outro de origem mais antiga que enumera os primeiros
repatriados.

4. Formas literárias e gênero literário: de acordo com o que acabamos de ver, também
entre as diversas formas literárias devemos destacar, junto aos relatos, também listas;
orações e celebrações litúrgicas (Neh 9,1-4; 5-37). Dada a complexidade e
diversidade de materiais, fontes e formas literárias presentes nesta obra literária, é
difícil encontrar um único gênero literário que a represente, o melhor seria descrever o
livro como um “relato religioso histórico-documental”.6

V. CONTEXTO POLÍTICO

Num primeiro momento, sem forçar demais o texto, poderíamos distribuir em


principalmente o material destes livros em cinco partes, a saber:

1. Primeira parte:
Esdras 1-6. Narra el retorno de los primeros exiliados de Babilonia, gracias al permiso
concedido pelo rei Ciro. No entanto, as dificuldades provenientes dos dirigentes
nacionais e dos adversários do judaísmo, sobre o lugar do templo se ergue um altar
para el ofrecimiento de sacrificios. Muchos años más tarde, en tiempos del rey Darío I y
dos profetas Ageu e Zacarias, foi construído o Templo (2º) de Jerusalém.

2. Segunda parte: Esd 7-10. Aqui se descreve a obra do sacerdote e escriba Esdras,
que recebe do rei da Pérsia Artaxerxes, a tarefa oficial de ir a Jerusalém para iniciar
uma reforma radical, especialmente na área da prática dos casamentos.

3. Tercera parte:Neh 1-7. Nehemías, como alto funcionario del rey Artajerjes, obtiene
a autorização para ir visitar a Cidade Santa, e para começar a reconstrução de
as paredes.

4. Quarta parte: Neh 8-9. Esdras restaura o culto e a celebração das festas em
plena conformidade com a lei de Moisés trazida da Babilônia.

6
HERRMANN, Siegfried. História de Israel, na época do Antigo Testamento. Ed. Sigueme.
Salamanca, 1985. p. 393.

8
5. Quinta parte: Neh 10-13. Neemias, durante uma segunda estadia em Jerusalém,
inaugura solenemente os muros reconstruídos e toma várias medidas para reformar a
vida moral e civil da comunidade judia.

Ao longo deste percurso em relação ao comportamento das nações e de


impérios, percebe-se que durante o século VII os povos iranianos entram na história. São
medos e persas, primos irmãos. Os medas fizeram parte da coalizão antisiriana e
contribuíram para a queda de Nínive (612 a.C.). Gostaríamos de poder precisar mais a
relação dos medos com o reformador religioso Zoroastro, mas não sabemos
exatamente quando viveu. Costuma-se dar a data proposta pela tradição persa dos
séculos VII a VI a.C. No momento em que o império é construído, a antiga religião
Irânia de los Magos já havia experimentado a influência do profeta.

O império surgirá por obra de Ciro. Ao se rebelar contra o rei medo Astiages, conseguiu
a unidade dos medos e persas (549). O império iraniano se constituiu em poucas
décadas. Depois de se apoderar de Ecbatana, a capital dos medos, chegou a vez de
Sardes, a capital de Creso. Diante do conquistador persa, só restava o império
babilônico de Nabonido. Depois de vários anos de espera, Ciro marchou contra
Babilônia, e conseguiu entrar nela sem necessidade de combater em outubro de 539. Foi
então, quando Ciro proclamou o estado de paz e desenvolveu uma política tolerante. Esta
a benevolência dos persas, povo ariano, contrasta com a crueldade dos semitas
-assírios e babilônios- que haviam fundado seus impérios precedentes sobre o extermínio,
a tortura e as deportações.

Não pretendiam estabelecer a unidade do império impondo à força sua religião, a


del Dios del cielo a quien adoraban. Ciro se presenta en Babilonia como el elegido de
Marduk, em Ur como o enviado de Sin, e diante dos judeus como o executor das ordens
de YHWH. As estátuas dos deuses podem voltar aos seus antigos santuários onde
as havia levado Nabonido Em seu célebre edito (Esd 6,3-5) Ciro restitui a Jerusalém
não a estátua inexistente do deus judeu, mas os vasos sagrados e o ajuar cultual que
haviam sido roubados por Nabucodonosor.

Com o rei Dario, o império persa atinge seu apogeu. Magníficos palácios se erguem em
Susa e Persépolis. O império é dividido em uma vintena de satrapias e o Oriente.
desfrute de um sistema organizativo da administração, que assírios e babilônios tinham
sido incapazes de dar-lhe. Judá faz parte da 5ª satrapia com toda a costa mediterrânea
e Chipre.

No entanto, a liberdade com a qual o autor utiliza suas fontes, e o propósito religioso
aplicado a toda a obra, não se pode duvidar do alto valor histórico deste corpus
literário. Os documentos oficiais representam um material precioso que nos faz
conhecer as condições em que vivia a comunidade judaica em Jerusalém na época
do retorno do exílio da Babilônia. As referências tácitas ou explícitas à história de
Oriente concuerda com os dados da historiografia profana. A exatidão e
a verossimilhança de muitos detalhes foi comprovada, como por exemplo a política
conciliadora dos Persas em relação aos povos do seu império, o dispositivo
administrativo do estado persa, as relações entre o Grande Rei e seus governadores, a
oposição samaritana contra a comunidade judia na Palestina, etc.

9
A restauração pós-exílica representa uma nova etapa, após a promessa, a
aliança e o exílio, na constituição do povo de Deus sobre a terra. O centro da
comunidade restaurada é o templo reerguido; o lugar onde se celebra o culto é o
sinal real e físico da presença de Deus no meio do povo. Jerusalém, que abriga o
edifício do templo, é a Cidade Santa do presente e do futuro. As medidas tomadas
por Neemias para repopular a cidade e as prescrições a favor do respeito do
sábado, provam que Jerusalém deveria manter o privilégio de ser a Cidade de Deus e
de seu povo santo.

A nação judia, privada da independência política, tinha a missão de moldar uma


comunidade religiosa que, fiel à antiga tradição, enfrentará com coragem as exigências
requeridas pelas novas circunstâncias. Neste contexto surgem os dois personagens
encarregados de liderar essa tarefa. A obra de reconstrução continuará na instituição
da sinagoga, na atividade dos escribas, cultores da Lei, do conselho dos
miembros del sanedrín. Estos son las características del judaísmo que pronto tendrá que
enfrentar a dramática confrontação com a cultura e o poder helenístico.7

VI. CONTEXTO RELIGIOSO

A obra dos restauradores aparece como uma renovação das intenções salvíficas.
de Deus. Constitui uma nova marcha em direção a Cristo após a promessa, da
aliança, da catividade babilônica. Mas esta etapa tem caracteres particulares que é
necessário especificar.
Distingue-se em primeiro lugar pelo aspecto religioso que reveste a comunidade. Pode-se
creer hallarse ante una restauración del reino terrestre de David, un advenimiento de
príncipe mesiânico, o estabelecimento do reino universal de Yahveh. Logo teve que
renunciar a toda ilusão. Zorobabel, embora descendente de David e aclamado por Ageu,
nem com mais razão Neemias, que não era da linhagem davídica, restaurará a realeza. Um e
outro, yavistas fervorosos, entregues à grande obra da restauração, dão exemplo de
a perfeita lealdade em relação à autoridade é persa. A comunidade judaica se orientará mais
bem para um aperfeiçoamento específico, o yavismo, e não tanto para a reocupação
da independência civil.8

Como tivemos que repetir para cada livro histórico, também neste caso há
que lembrar que a finalidade primordial desta obra não é histórica, mas teológica.
Entre seus principais mensagens religiosas, destaca-se a ideia mesma da "restauração".
a partir da Lei de Deus; e isso implica também que Deus continua sendo fiel a seus
promesas. El pueblo debe tomar conciencia de la necesidad de mantenerse fiel a los
preceitos da aliança, se quiser continuar existindo como povo. Dentro deste quadro
doutrinais, podem ser destacadas algumas ideias particulares.

7
TASSIN, Claude. O judaísmo (Desde o desterro até a época de Jesus). Ed. Verbo Divino. Estella,
(Navarra) Espanha, 1999. p. 20.
8
CASELLEZ, Henry. Introdução crítica ao Antigo Testamento. Ed. Herder, Barcelona, 1989. p. 721.

10
1. O povo judeu como povo de Deus:
Poderíamos afirmar que se trata do tema de fundo de toda a obra. De fato, ao relatar a
história de um povo que volta do exílio e se estabelece novamente na terra prometida
se quer apresentar a importância que este povo tem para Deus; trata-se do povo de
a Aliança, escolhida por Deus, que por ter se afastado de Yahvé teve que se ver privada
de sua propriedade básica e fundamental: a terra. No entanto, apesar de sua infidelidade,
continua sendo povo de Deus, pois o Senhor nunca falta à sua Aliança e suas promessas; por
isso permite que ele volte à sua pátria e se reconstrua como povo. Isso faz com que a
esperança do povo se mantenha firme, mesmo em meio às vicissitudes de sua história.
Deus continua agindo na história deste povo, continua escrevendo neste povo sua
história de salvação. Mas a escolha de Israel não impede que Deus se manifeste e
atuou por meio de outros povos ou personagens estrangeiros, como é o caso de Ciro, Dario
e Artaxerxes, que são apresentados nesta obra como instrumentos do plano salvador de
Dios (cfr. Esd 1,1; 5,5; 6,14.22; 7,27; 8,22; Neh 2,8; 4,14.20). El sentido de pertenencia
a este pueblo de Deus, se manifesta em um compromisso marcado com a unidade e
solidariedade: assim se nota, por exemplo, naqueles que, embora não retornem à pátria, enviam
sua contribuição para a reconstrução (Esd 1,6), ou na atitude do próprio Neemias, que
deixa um importante cargo na corte persa para se dedicar ao seu povo (Neh 5); nas
múltiplas manifestações de ajuda e colaboração no momento de reconstruir o templo e
as muralhas da cidade (Esd 3; 6,14-18; Neh 3-4; 6; 11), e até as legislações que
apresenta buscam garantir ou fomentar a unidade do povo (Esd 10; Neh 13,23-30).

2. Tradição e projeção:
Nesta obra literária é claríssima a continuidade e vigência da aliança. Quando se
faz uma revisão do passado do povo, é feita precisamente para constatar as
múltiples intervenções salvíficas de Deus a seu favor (Esd 9,6-15; Neh 1,5-11; 9,5-37).
Outro sinal desta atualidade da aliança com Deus é a insistência na centralidade
do culto neste povo da época da restauração, o que revela o interesse por
rendir adoração ao único Deus. De tudo isso surge um convite urgente para a
fidelidade em relação a essa aliança.

3. Deus e a comunidade de Judá:


A ideia de Deus que se percebe nestes livros oscila entre a visão tradicional do
Dios de Israel, con sus atributos de creador, Señor de la historia, todopoderoso (Neh
9,6ss), e a contribuição singular das novas circunstâncias e culturas com as quais deve
confrontar-se, que levam a propor novas maneiras de chamar o mesmo Deus: “Deus do
céu", "Deus do céu e da terra" (Esd 1,2; 5,11.12; 6,9-10; 7,12.21.23; Neh 1,4.5;
2,20), “Deus grande” e “Deus de nossos pais” (Esd 1,3; 3,2ss; 4,1.3; 5,1.8; 6,14.21;
7,6.15.27; Neh 8,6; 9,5.32). O certo é que o povo mantém com Deus uma muito
estreita relação, cujas manifestações concretas se encontram no livro em forma de
orações e súplicas, seja para pedir intervenções, ou para implorar perdão e
misericórdia (Esd 8,21; 9; 10,1; Neh 1,4-11; 9). Também se colocam na boca de Esdras e
de Nehemías algumas breves alabanzas e invocações (Esd 7,27; Neh 5,19;
13,14.22.31). No que se refere à comunidade que revela esta obra; a comunidade
A judía de então era uma pequena comunidade humana em condição de vassalagem, que
graças à tolerância das autoridades imperiais, tenta se organizar novamente em
volto ao templo e aos seus princípios religiosos. Nesta comunidade, o central é o
religioso.

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4. La Ley:
É outro dos temas importantes ao longo de toda a obra. De um modo particular, a
figura de Esdras se apresenta intimamente ligada ao livro, à escritura e à
proclamação da Lei. A frequent referência ao “livro da Lei” nos permite
supondo que se tratasse da lei mosaica (Esd 3,2; 6,18; 7,6; Neh 1,7.8; 8,1.14; 9,14;
10,29; 13,1). As características particulares deste “livro” continuam a ser objeto de
mais variadas propostas e discussões: alguns pensam que já poderia se tratar do
Pentateuco; otros sugieren que pudiera ser una obra editada y compilada en Babilonia,
elaborada pela escola sacerdotal, e que poderia incluir Êxodo, Levítico e Números,
mais de caráter legal, que depois teria sido assumido em conjunto ou em partes, para
a formação do Pentateuco como o conhecemos hoje; outros, por outro lado, pensam que
o livro era uma parte do Deuteronômio ou uma edição anterior à que temos
agora. O que é certo é que tratava-se de um livro com caráter normativo para todo o
povo, e expressava a vontade de Deus; além disso, era um sinal da própria presença
de Deus no meio do seu povo (Esd 7,6).

O Templo foi reconstruído, mas as esperanças dos profetas pós-exílicos não se


realizaram. Não se reconstituiu um estado que tivesse à frente um rei e um sumo
sacerdote. Portanto, era necessário preencher este vazio de alguma forma.

A partir do ano 515 a.C. em que se termina a construção do templo, mal sabemos
nada dos acontecimentos na pequena província de Judá. Este silêncio dos
fontes só é interrompido pelo ministério de Esdras e Neemias sobre o qual
temos uma importante fonte de formação nos livros que levam seus nomes. São
eles realmente aqueles que traçarão as linhas mestras do judaísmo pós-exílico.

Esdras, apresentado na Bíblia como sacerdote e escriba, havia permanecido em


Babilonia después del edicto de Ciro. La narración de la actividad de Esdras en
Jerusalém a encontramos em Esd 9-10 e Ne 8-10. Provavelmente chegou a Jerusalém como
assessor do governador persa em matéria de judaísmo. Uma de suas primeiras medidas foi a
proibição e dissolução dos casamentos mistos que representavam um risco de
assimilação dos judeus em seu entorno. Outras medidas importantes foram a
reorganización del culto y el nombramiento de jueces y funcionarios.

Mas o acontecimento mais importante de sua atividade foi a proclamação da Lei


solemnemente em Jerusalém. Os biblistas não concordam sobre qual foi o texto lido
solemnemente por Esdras ante o povo. Uns falam do Deuteronômio, outros do
documento sacerdotal, otros del Pentateuco completo. Nosotros preferimos ver en el
libro leído por Esdras la versión final de la Torah, que a partir de este momento
adquire já um status canônico. A partir de agora será o livro de referência para Israel, a
"constituição" do povo judeu.

Neemias, por sua vez, executou uma série de ações de natureza econômica e política,
orientadas a dar viabilidade social ao judaísmo, como a reconstrução das muralhas de
Jerusalém ou a regulamentação civil do shabat. Para a reconstrução das muralhas teve
que superar a oposição frontal dos povos vizinhos, sobretudo de Sanballat I,
governador de Samaria e outros governadores vizinhos.

Nesta época, começamos a ouvir pela primeira vez sobre uma colônia judaica estabelecida
em Elefantina, uma pequena ilha no Nilo que contava com uma guarnição militar judaica.

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Tinha um templo dedicado a YHWH, mas aparentemente também se prestava culto a El Betel e
a Anath, o que indica que os judeus ali presentes podiam vir do Reino do Norte,
e não haviam aceitado a centralização do culto a YHWH em Jerusalém feita por Josias.

A época da história que se inicia estará essencialmente determinada pela Lei.


Embora, claro, todas as leis inseridas em Ex 25 ou Nm 10 não pertençam à
época mosaica, há uma tendência a atribuir a Moisés toda a legislação que se vai
elaborando posteriormente, da mesma forma como há uma tendência a atribuir a
Salomão todos os provérbios ou a David todos os salmos. Cada gênero literário se
relaciona com um grande personagem histórico que o iniciador do gênero.

Uma comunidade humana em seus começos precisa apenas de um pequeno número de leis.
fundamentais. Mas quanto mais essa comunidade se desenvolve e se diversifica, maior
há necessidade de novas instituições. É exatamente o que aconteceu em Israel. Cada vez
que uma nova coleção de leis era articulada, era muito mais volumosa do que a
precedente. La más vasta de todas es con mucho la ley sacerdotal, y esto mismo es lo
que nos leva a pensar que é a mais tardia.

A ordenação religiosa em um momento em que Israel não existe como estado, é feita
tão importante que exerce sua influência sobre toda a sociedade. O Judaísmo pós-exílico é
uma comunidade religiosa estruturada em torno da Lei.

5. O Templo:
En torno al templo giran muchos personajes y acontecimientos de esta obra literaria:
Zorobabel e o sacerdote Josué tomam posse do lugar levantando um altar para
oferecer sacrifícios, e assim se inicia a construção do templo. Depois, os profetas Ageu
e Zacarías ben Idó intervêm para animar a construção do santuário. No entanto,
são os próprios Esdras e Neemias os personagens que sublinham com mais ênfase a
importancia del templo y de la vida religiosa del pueblo de Israel. Son abundantes
también las menciones del personal en función del templo: sacerdotes, levitas, cantores,
goleiros, etc. Mas o Templo em si parece se transformar todo ele em espaço
sagradíssimo, reservado apenas para Deus, enquanto o resto da cidade parece
converter-se em um espaço de celebração do culto; esta ampliação do espaço do culto a
toda a cidade provavelmente deve ser interpretada como uma tentativa de destacar
que toda a comunidade pós-exílica é o lugar da presença de Deus, a quem deve-se
celebrar por meio do culto, honrar com a observância do sábado e amar mediante o
cumprimento da Lei. Desde o início desta obra, descreve-se com todo detalhe o
inventário de restituição ao templo dos objetos de culto, e apresenta a viagem de Esdras
quase como se tivesse como única finalidade levar de volta à Casa de Deus seus utensílios
de culto.
Ao chegar a Jerusalém, a primeira coisa que fizeram foi erguer um altar e oferecer sacrifícios a
Deus, ainda antes de levantar suas casas! e celebraram a Festa dos Tabernáculos, em
tendas de campanha. O Templo, foi iniciado a edificar por Zorobabel e o sacerdote
Josué, aos dois anos de chegar, mas apareceram inimigos, invejosos, que mandaram
mensagens falsas ao Rei da Pérsia, e as obras pararam. Até que com a ajuda dos
profetas Ageo y Zacarías, el ahora Rey de Persia, Darío, dio la orden de que podían
continuar as obras... e 4 anos depois, em 516, o templo estava reconstruído em
mesmo lugar, e dedicado, 20 anos depois de chegar, menor que o de Salomão,
mas belo e celebraram a Páscoa.

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O Templo estava construído, mas as pessoas viviam em pecado, tinham se casado com
pagãos e adoravam deuses falsos e os chefes e magistrados foram os primeiros em
cometer este pecado. Assim diz Esdras: "ao ouvir isso, rasguei minhas vestes e me arranquei
cabelos da minha cabeça e da minha barba" literalmente arrancou os cabelos! e ¡Esdras
oró!, naquele cap.9, pedindo misericórdia ao Senhor, e exortou os judeus a não pecar e
los judíos reconocieron la magnitud de su pecado, se arrepintieron, e hicieron un pacto
com Deus, jurando expulsar do país todas as mulheres estrangeiras, pagãs, o que
fizeram em três dias. E Esdras continuou julgando depois cada caso em particular, dos
casados com pagãs, e que já tinham filhos, muitos deles sacerdotes.

Nesse sentido, a oração é a arma poderosa do cristão, a bomba atômica de todos


os tempos, a oração e o jejum, como nos diz que fez Esdras, deu-lhe forças para
fazer o que tinha que fazer. Todos somos servidores, e todos temos que agir como
os servidores das Bodas de Caná, ponham a água onde é preciso vinho! e Deus fará
o milagre!, converterá a água em vinho, e só a água que nós colocamos! é o que
fez Esdras: Rezou, jejuou e falou aos seus concidadãos algo que é quase nada, um pouco
de água!, ante aquela avalanche de pecado, mas Deus fez o milagre, e os judeus se
arrependeram-se, e deixaram o pecado, e salvaram todo Israel.9

CASELLEZ, Henry. Introdução crítica ao Antigo Testamento. Ed. Herder, Barcelona, 1989. p. 723.
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BIBLIOGRAFÍA

HISTORIA DE HISRAEL (En la época del Antiguo Testamento)


HERRMANN, Siegfried. Edições Sígueme. Salamanca, 1985.

BRIEND JACQUES. Israel e Judá (Nos textos do Próximo Oriente Antigo).


Ed. Verbo divino. 1982.

INTRODUÇÃO À BÍBLIA (Introdução crítica ao Antigo Testamento)


CASELLEZ, Henri. Biblioteca Herder. Barcelona 1989.

OS LIVROS SAGRADOS (Crônicas, Esdras, Neemias) SICRE, José Luis


GONZÁLEZ, Manuel Iglesias, SOKEL, Luís Alfonso.

O JUDAÍSMO (Desde o exílio até o tempo de Jesus) TASSIN, Claude.


Verbo Divino, Estella (Navarra) Espanha, 1999.

ATLAS BÍBLICO OXFORD. Ed Verbo Divino. Madrid 1989.

NOVO DICIONÁRIO DE TEOLOGIA BÍBLICA. Ed, Paulinas, Espanha


1990.

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DA BÍBLIA. Ed. Herder, Barcelona


1993.

BIBLIA DE JERUSALÉN. (Versión de estudio) Ed. Desclée de Brouwer,


Bilbao 1984.

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