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Tipos de Rochas e Estruturas Geológicas

O documento aborda os tipos de rochas, classificando-as em magmáticas, metamórficas e sedimentares, e discute os agentes endógenos e exógenos que moldam a crosta terrestre. Ele também descreve o arcabouço geológico brasileiro, destacando escudos cristalinos e bacias sedimentares, além de mencionar a distribuição de minérios metálicos e as unidades de relevo do Brasil. Por fim, o texto detalha as características das planícies, depressões e planaltos, assim como a costa brasileira e suas formações geológicas.

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Tipos de Rochas e Estruturas Geológicas

O documento aborda os tipos de rochas, classificando-as em magmáticas, metamórficas e sedimentares, e discute os agentes endógenos e exógenos que moldam a crosta terrestre. Ele também descreve o arcabouço geológico brasileiro, destacando escudos cristalinos e bacias sedimentares, além de mencionar a distribuição de minérios metálicos e as unidades de relevo do Brasil. Por fim, o texto detalha as características das planícies, depressões e planaltos, assim como a costa brasileira e suas formações geológicas.

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Tipos de rocha

Magmática:
- O termo magmático vem de magma, massa natural fluida com temperatura elevada, encontrada no interior da
Terra. O termo ígneo vem da palavra latina ignis, ‘fogo’.
- Existem vários tipos de rocha magmática, dependendo da constituição química do magma e de como ele se
consolidou. Essa consolidação pode acontecer lentamente, quando o magma esfria e se solidifica dentro da
crosta terrestre, dando origem às chamadas rochas intrusivas. A solidificação do magma no interior da crosta
terrestre forma rochas intrusivas.
- Quando o magma atinge a superfície terrestre em forma de lava pela erupção de um vulcão, ele esfria
rapidamente, originando as chamadas rochas extrusivas. a rocha magmática extrusiva se forma do magma que
chega à superfície.

Metamórficas
As rochas metamórficas, assim como as magmáticas, formam-se no interior da crosta terrestre. A pressão e a
temperatura muito elevadas, os fortes atritos, ou a combinação química de dois ou mais minerais transformam a
estrutura das rochas já formadas, o que dá origem às rochas metamórficas, como o mármore, a ardósia, o
quartzito e o gnaisse.

Sedimentares
Rochas sedimentares são aquelas rochas formadas pela deposição e compactação de diversos tipos de
sedimentos ao longo de milhões de anos. A compactação física e a transformação química das partículas dos
sedimentos deram origem às rochas sedimentares, como o arenito e o calcário. Grande parte dos fósseis é
encontrada aprisionada nas rochas sedimentares

 Agentes endógenos (internos): abalos sísmicos; movimento das placas tectônicas; vulcanismo. Agentes
internos, também chamados endógenos, são aqueles impulsionados pela energia contida no interior do
planeta – as forças tectônicas, ou tectonismo, que movimentam as placas e provocam dobramentos,
falhamentos, terremotos e vulcanismo. Esses fenômenos deram origem às grandes formações geológicas
existentes na superfície terrestre – as cadeias orogênicas, os escudos cristalinos, as escarpas, as montanhas
de origem vulcânica – e continuam a atuar em sua transformação.
 Agentes exógenos (externos): intemperismo e erosão; vento, água, etc. Agentes externos, também
chamados exógenos, atuam na modelagem da crosta terrestre, transformando as rochas, erodindo os solos
e dando ao relevo o aspecto que apresenta atualmente. Os principais agentes externos são naturais – a
temperatura, o vento, as chuvas, os rios e oceanos, as geleiras, os microrganismos, a cobertura vegetal –,
mas há também a ação crescente dos seres humanos.
 Ao longo da história geológica, a placa tectônica sul-americana assumiu as características atuais; no entanto,
suas estruturas originais se formaram durante o imenso período Pré Cambriano e estão associadas às
primeiras massas continentais.

O arcabouço brasileiro

 É possível afirmar que o arcabouço geológico brasileiro é constituído pelos escudos cristalinos e pelas bacias
sedimentares. O relevo brasileiro exibe predomínio de áreas aplainadas e morros suavemente
arredondados, em função da atividade prolongada das forças erosivas.
 O território brasileiro está inscrito na placa tectônica Sul-Americana. Isso significa que, por ocupar uma área
central da placa tectônica, o Brasil conhece notável estabilidade geológica, não apresentando vulcanismo
ativo e muito raramente experimentando terremotos.
 Orogênico: relativo ao processo de formação das montanhas.
 Província estrutural: região caracterizada por ambientes geológicos próprios e história geológica similar,
compondo feições estruturais distintas das regiões vizinhas.
Embasamento cristalino brasileiro

 É composto por escudos formados nas eras Arquezoica e Proterozoica e por bacias sedimentares do
Farenozoico, que compreende as eras Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica. Os núcleos Arquezoicos são
chamados áreas cratônicas, ou crátons; Os escudos do Proterozoico foram deformados por orogênese
antiga, que produziu sistemas de dobramentos e vales de falhas.
 Crátons: correspondem a estruturas geológicas muito antigas, aproximadamente 36% do território
nacional. Sofreram forte ação do intenperismo decorrer do tempo geológico.
 Durante o Éon Proterozoico, intensa atividade tectônica ocorreu no território brasileiro.
 Os relevos serranos das províncias Mantiqueira, Borborema e Tocantins são vestígios dos dobramentos
originais, que foram modelados por um prolongado trabalho erosivo. Essas províncias são dominadas por
massas rochosas do Proterozoico.
 Escudos cristalinos: estendem-se por cerca de 36% do território, o que confere ao Brasil um subsolo rico em
minérios metálicos. Estes se formaram através da solidificação do magma. A grandes profundidades, sob
elevadas temperaturas, formam-se minérios tais como ouro, cobre e estanho. A prata, chumbo e o zinco
formam-se em profundidades menores.

Bacias sedimentares no Brasil

 Surgiram, embrionariamente, no final do Proterozoico, mas configuraram-se plenamente durante a Era


Paleozoica. No final do Paleozoico, o ciclo de sedimentação marinha deu lugar ao ciclo continental, formado
por diferentes camadas que registram as alternâncias entre climas mais secos e climas mais úmidos.
 Houve um período de glaciações, onde extensas florestas e áreas pantanosas foram recobertas por
sedimentos. Esse material orgânico originou, ao longo do tempo geológico, os depósitos de carvão mineral
e folhelho pirobetuminoso do Brasil meridional.
 Nas bacias sedimentares mais antigas do Brasil encontram-se registros fósseis com idades em torno de 500
milhões de anos, do início da era Paleozoica. Como Devoniano, ocorreu a maior transgressão marinha de
todos os tempos. Vastas porções do Gondwana, onde se encontravam as bacias sedimentares brasileiras,
foram inundadas pelo Mar devoniano. Registros fósseis de organismos marinhos marcam esse evento. No
carbonífero e no Permiano, enquanto o Gondwana se deslocava, parte desse antigo continente ficaram nas
altas latitudes do hemisfério sul e conheceram idades glaciais. As antigas florestas, soterradas em ambiente
glacial, originaram, no sul do Brasil, significativas reservas de carvão mineral e folhelho pirobetuminoso.
Exemplos de bacias sedimentares

Bacia do Paraná
- Na segunda parte do Mesozoico, durante os períodos Jurássico e Cretáceo, através de fendas e fissuras,
ocorreram vastos derrames de lavas vulcânicas. A camada de basaltos resultantes da consolidação do material
vulcânico estende-se por grande parte da bacia. Os basaltos, submetidos ao desgaste provocado pelo
intemperismo, originaram os solos vermelho-escuros de elevada fertilidade natural, conhecidos como terra roxa,
no centro-sul do país.

Bacia Amazônica
- É encaixada entre os escudos cristalinos das províncias estruturais Guiana Meridional e Xingu.
- Exibe sedimentos de todas as eras geológicas e que refletem o intenso processo de acumulação que continua
ocorrendo.
Dobramentos (montanhas)

 O Brasil não possui dobramentos modernos.

A distribuição dos minérios metálicos

Quadrilátero Ferrífero
- Província da Mantiqueira, em MG
- Abriga imensas jazidas de ferro do grupo Itabira e reservas de manganês. Essas reservas sustentaram a
implantação da grande siderurgia no país, e proporcionaram volumosas exportações minerais.

Maciço do Urucum
- Província Tocantins, próximo a Corumbá (MS).
- Guarda um dos maiores depósitos de manganês do mundo.

Província São Francisco


- Lá, encontram-se as reservas de cobre e diamantes da BA.
Província Guiana Meridional
- Conta com reservas de estanho, manganês e diamantes.

Província Xingu
- Lá, estão localizadas as maiores jazidas de minérios metálicos.
- No sul do PA, encontram-se impressionantes reservas medidas de cassiterita (minério de estanho), manganês,
níquel, cobre e bauxita.
- Em RO, aparecem imensos depósitos de cassiterita.
- Em razão das amplas áreas de rochas cristalinas, a Amazônia exibe, ainda, diversas outras concentrações de
minérios metálicos que possibilitaram a exploração industrial.
O ouro aparece, na natureza, em veios e em forma de pepitas. Os veios correm em estruturas rochosas cristalinas
e são recuperados pela mineração. A erosão, atuando sobre veios auríferos, produz fragmentos de ouro metálico
que são transportados e depositados pelas águas correntes. Essas pepitas constituem o ouro de aluvião, associado
aos vales fluviais e recuperados por meio do garimpo.
- A garimpagem artesanal, que permite a recuperação de pepitas de ouro, é uma atividade amplamente praticada
em rios do sul do PA e nos vales do Tapajós e do Madeira, que são afluentes do Amazonas. Como regra, essa
atividade tem significativos impactos ambientais. A utilização de equipamentos pesados pelos garimpeiros
contribuiu significativamente para o desflorestamento das margens ribeirinhas e das planícies de inundação.

As unidades do relevo brasileiro

 O relevo brasileiro classifica-se em: planaltos, depressões e planícies. Nas duas primeiras, predominam os
processos erosivos, e nas planícies, o processo de acumulação de sedimentos.
 Relevo: conjunto de formas criadas na crosta pelos agentes internos e externos.
 De modo geral, a contribuição principal para a configuração do relevo brasileiro provém da ação das águas
de chuva e rios. Durante o Cenozoico, a plataforma Sul-Americana foi submetida a expressivas oscilações
climáticas. Suas formas atuais são registros complexos de ciclos climáticos mais úmidos e mais secos, que
moldaram diferentes padrões de erosão do substrato rochoso.

Planaltos
- São áreas nas quais os processos de erosão predominam sobre os de acumulação de sedimentos.
- Exibem morfologia irregular, constituída por morros, chapadas e serras.
- Há planaltos em escudos cristalinos, como os Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste, da Borborema, etc.
- Há planaltos em bacias sedimentares, como o Planalto da Amazônia Oriental, os Planaltos e Chapadas da Bacia
do Paraná e outros.
- De modo geral, caracterizam-se como relevos residuais, isto é, eles permaneceram mais altos que as
depressões circundantes, pois suas estruturas rochosas ofereceram maior resistência à erosão.
- Serra do Espinhaço e Serra da Mantiqueira: são vestígios dos antigos dobramentos do Pré-Cambriano,
longamente desgastados pela erosão.
- Serra da Mantiqueira: presença de morros arredondados, os “mares de morros”, que indica o padrão de erosão
característico de climas úmidos, nos quais o intemperismo atua intensamente.
- Formações Serranas: Serras do Imeri, Parima, Pacaraima, Tumucumaque, etc.
- Nas serras da Bocaina, Canastra e Dourada, destacam-se as feições de chapadas e chapadões. Essas feições de
relevo são denominadas “mesas”, em virtude do desenho de seus vastos topos aplainados e limitados por
escarpas abruptas.

Depressões
- Circundam os planaltos e foram geradas pelo desgaste erosivo das massas rochosas menos resistentes. Sendo
assim, são em geral constituídas por bacias sedimentares (a borda de contato de planaltos com depressões muitas
vezes forma escarpas praticamente verticais, atestando a resistência desigual do substrato rochoso).
- Depressão absoluta: aquela situada abaixo do nível do mar.
- Depressão relativa: aquela situada acima do nível do mar.

- Cuesta: forma de relevo que possui um lado com escarpa abrupta e outro com declive suave. Essa diferença de
inclinação ocorre porque os agentes externos atuaram sobre rochas com resistências diferentes.

Planícies
- São as únicas unidades de relevo brasileiro cujo arcabouço consiste em bacias de sedimentação recente,
formadas por deposições ocorridas no Quaternário. As superfícies apresentam-se aplainadas e ainda em processo
de consolidação.
- De acordo com seus agentes formadores, elas são classificadas em: costeira (mar), fluvial (rio) e lacustre (lago).
- As planícies podem ser: costeiras, quando resultam do levantamento da plataforma continental; aluviais,
resultado da acumulação de sedimentos feitos pelos rios.
- Locais em que o acumulo de sedimentos é maior que os processos erosivos.
- A Planície e Pantanal Mato-Grossense é a mais extensa das planícies brasileiros. É formada pelos sedimentos
do rio Paraguai e de seus afluentes, prossegue com a denominação de Chaco em terras bolivianas e paraguaias.
Na estação das chuvas, extensas porções do Pantanal ficam submersas por águas rasas que interligam a complexa
rede de rios da região.
- A planície do rio Amazonas corresponde a um corredor, relativamente estreito, que acompanha o curso do
Amazonas e o baixo curso.
- As planícies e Tabuleiros Litorâneos são um conjunto de compartimentos heterogêneos, formados por
sedimentos marinhos, fluviais e lacustres do Quaternário. As planícies estendem-se do leste do PA ao RS.

Costa brasileira
- É formada por diferentes compartimentos de relevo.
- No Sudeste e no Sul, as planícies litorâneas são entrecortadas por afloramentos de planaltos cristalinos, que
constituem paredões rochosos, verticais, açoitados pelas águas do mar. No litoral nordeste, as planícies são
interrompidas por tabuleiros erguidos em sedimentos do período Terciário, que também terminam em declives
abruptos. No litoral, os paredões e declives verticais cristalinos ou sedimentares recebem o nome de falésias.
As dunas são reservas de areia que contribuem para proteger a planície costeira de avanços do mar, por
elevação local do nível das águas ou por ocasião de tempestades. Em condições naturais, as dunas frontais
sustentam a vegetação rasteira, enquanto os lençóis de dunas chegam a apresentar árvores baixas e arbustos. A
vegetação é a proteção das dunas, fixando-as e impedindo que sejam destruídas pelos ventos e pelas chuvas. A
retirada da vegetação rompe o equilíbrio natural, propiciando o transporte das dunas e, com isso, uma atuação
mais ampla da erosão marinha sobre a planície costeira. O trabalho destrutivo do mar pode comprometer vias de
tráfego e habitações.

 Escarpa: declive acentuado que aparece em bordas de planalto. Pode ser gerada por um movimento
tectônico, que forma escarpas de falha, ou ser modelada pelos agentes externos, que geram escarpas de
erosão.
 Cuesta: forma de relevo que possui um lado com escarpa abrupta e outro com declive suave. Essa diferença
de inclinação ocorre porque os agentes externos atuaram sobre rochas com resistências diferentes.
 Chapada: tipo de planalto cujo topo é aplainado e as encostas são escarpadas. Também é conhecido como
planalto tabular. É também conhecida como altiplano. A Chapada mais alta do mundo é o Monte Roraima.
 Serra: esse nome é utilizado para designar um conjunto de formas variadas de relevo, como dobramentos
antigos e recentes, escarpas de planalto e cuestas. Sua definição e uso não são rígidos, sofrendo variação de
uma região para outra do país.
 Inselberg (‘monte ilha’, em alemão): saliência no relevo encontrada em regiões de clima árido e semiárido.
Sua estrutura rochosa foi mais resistente à erosão que o material que estava em seu entorno.

Relevo submarino

 Plataforma continental: é a continuação da estrutura geológica do continente abaixo do nível do mar.


Composta predominantemente por rochas sedimentares, é relativamente plana. Por ter profundidade
média de 200 metros, recebe luz solar, o que propicia o desenvolvimento de vegetação marinha e muitas
espécies animais. Por isso, nas plataformas continentais há grande concentração de cardumes,
favorecendo a pesca. As plataformas são também áreas favoráveis à exploração de petróleo e gás natural.
As ilhas da plataforma continental são chamadas ilhas costeiras e podem ser de origem vulcânica,
sedimentar ou biológica (como é o caso dos atóis).
 Talude: é a borda da plataforma continental, marcada por um desnível abrupto de até 2 mil metros, na
base do qual se encontram a crosta continental e a oceânica. Quando o talude se localiza em área de
encontro de placas convergentes, ocorre a formação de fossas marinhas.
 Região pelágica (ou abissal): corresponde à crosta oceânica propriamente dita, que é mais densa e
geologicamente distinta da crosta continental. Nessa região há diversas formas de relevo, como depressões
(chamadas bacias), dorsais, montanhas tectônicas, planaltos e fossas marinhas. As ilhas aí existentes são
chamadas ilhas oceânicas, como Fernando de Noronha, de origem vulcânica, e o atol das Rocas, de origem
biológica.
Classificações do relevo brasileiro

Aroldo de Azevedo (1940)

Somente na década de 1940 foi criada uma classificação dos compartimentos do relevo brasileiro considerada mais
coerente com a geomorfologia do nosso território. Ela foi elaborada por Aroldo de Azevedo (1910-1974), que,
considerando as cotas altimétricas, definiu planaltos como terrenos levemente acidentados, com mais de 200
metros de altitude, e planícies como superfícies planas, com altitudes inferiores a 200 metros. Essa classificação
divide o Brasil em sete unidades de relevo, com os planaltos ocupando 59% do território e as planícies, os 41%
restantes.

 Baseou o relevo na altimetria. Critério: altimetria.


Aziz Ab’Sáber (1958)

Em 1958, Aziz Ab’Sáber publicou um trabalho propondo uma alteração nos critérios de definição dos
compartimentos do relevo. A partir de então, foram consideradas as seguintes definições:

 Planalto: área em que os processos de erosão superam os de sedimentação.


 Planície: área mais ou menos plana em que os processos de sedimentação superam os de erosão,
independentemente das cotas altimétricas.

Adotando-se essa classificação geomorfológica, o Brasil apresenta não sete, mas 10 compartimentos de relevo: os
planaltos correspondem a 75% da superfície do território; e as planícies, a 25%.

 Critério usado: altimetria e os processos geomorfológicos (processos de mudanças nas formas dos relevos).
 Dividiu o relevo em 7 planaltos e 3 planícies:
 Planaltos: das Guianas, Maranhão-Piauí, Nordestino, Serras e Planaltos do Leste e Sudeste, Central,
Meridional e Uruguaio-Sul-Rio-Grandense.
 Planícies: Planícies e Terras Baixas Amazônicas, do Pantanal e Planícies e Terras Baixas Costeiras.

 A planície do Pantanal se mantém nas duas classificações. Já a chamada planície Costeira pela classificação
de Azevedo é denominada planícies e terras baixas Costeiras pela de Ab’Sáber. O mesmo acontece com a
planície Amazônica, que passa a ser denominada planícies e terras baixas Amazônicas (o termo planícies se
refere às várzeas dos rios, onde a sedimentação é intensa, e a expressão terras baixas, aos baixos planaltos
ou platôs de estrutura geológica sedimentar).

Jurandyr Ross (1989)

Em 1989, Jurandyr Ross, com base nos estudos de Aziz Ab’Sáber e na análise de imagens de radar obtidas pelo
Projeto Radambrasil, divulgou uma nova classificação. Esse projeto consistiu num mapeamento completo e
minucioso do país, no qual se desvendam as potencialidades naturais do território, como minérios, madeiras, solos
férteis e recursos hídricos. Além dos planaltos e planícies, adicionou-se uma nova forma de relevo: as depressões
(relevo aplainado, rebaixado em relação ao seu entorno; nele predominam processos erosivos).

 Planaltos: superfícies acima de 300 m que sofrem desgaste e que teve origem a partir da erosão sobre
rochas cristalinas ou sedimentares; porções residuais salientes do relevo, que oferecem mais resistência ao
processo erosivo e contendo formas de relevo irregulares morros, serras e chapadas.
 Planícies: superfície plana nas quais o processo de sedimentação supera o de erosão, com altitude inferior
a 100 m, formada pelo acumulo de sedimentos de origem marinha, fluvial e lacustre.
 Depressões: áreas rebaixadas pela erosão que circundam as bordas das bacias sedimentares, estando entre
tais bacias e maciços cristalinos, em outras palavras, é uma superfície entre 100 e 500 metros de altitude,
sendo mais plana que o planalto e mais rebaixada que as áreas do entorno. Para Ross as depressões ficam
situadas altimetricamente acima das planícies, além de sofrer desgaste erosivo e apresentar elevações
residuais.
 Critério: altimetria e geomorfologia.
 Dividiu o relevo brasileiro em 28 unidades, sendo 11 planaltos, 6 planícies e 11 depressões.
 Utilizou os estudos de Aziz Ab’Sáber e de imagens de satélites através do projeto Radam Brasil.

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