II
C
I
C
L APLICAÇÃO DAS PENALIDADES PREVISTAS NOS
O
TRIBUNAIS DE HONRA / JUSTIÇA MILITAR
D
E
E SUAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE AS
DECISÕES JUDICIAIS
D
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A Cel R1 RUI FERNANDO RISDEN SANTOS - Assessor Militar na AGU
R (29NOV2024)
II
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I
C SUMÁRIO
L
O
D I - Introdução
E Carreira Militar
- Conceitos
D II - Desenvolvimento
I
R a. Conselhos de Justificação e de Disciplina e Processos da Justiça Militar
E - Origem e evolução dos Tribunais de Honra (TH)
I - Legislação dos Conselhos de Justificação e Disciplina
T - Legislação, organização e atribuição da Justiça Militar (JM)
O
- Consequências da aplicação da Legislação dos TH e JM
M b. Relação da Aplicação da Legislação do TH , JM e Justiça Federal
I c. Estudo de casos
L - Casos Práticos para fixar os conceitos
I
T - Pena Aplicada pelo STM - superveniente em processos da Justiça Federal
A III - CONCLUSÃO
R
II
C
I CONCEITOS
C
L Port nº 1.392, 25 OUT 2016 - Aprova o Vade-Mécum de Cerimonial Militar do Exército -
O Valores, Deveres e Ética Militares (EB10-VM-12.010), 2ª Edição, 2016.
- Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988
D
- Lei nº 6.880, de 4 de dezembro de 1980, que dispõe sobre o Estatuto dos Militares (E1-80)
E
D A CARREIRA MILITAR
I “A carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartável, um simples
R emprego, uma ocupação, mas um ofício absorvente e exclusivista, que nos
E condiciona e autolimita até o fim. Ela não nos exige as horas de trabalho da lei,
I mas todas as horas da vida, nos impondo também nossos destinos. A farda não
T é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma outra
O pele, que adere à própria alma, irreversivelmente para sempre.” (General
Octavio Costa).
M
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I
C
L Manifestações essenciais dos valores e deveres militares
O
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ÉTICA MILITAR - É o conjunto de regras ou padrões que levam o militar a agir de acordo
A
com o sentimento do dever, a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe.
R
II
C
Sentimento do dever - refere-se ao exercício, com
I
autoridade e eficiência, das funções que lhe
C
couberem em decorrência do cargo, ao
L
cumprimento das leis, regulamentos e ordens e à
O
dedicação integral ao serviço.
D Honra Pessoal - refere-se à conduta como pessoa,
E à sua boa reputação e ao respeito de que é
merecedor no seio da comunidade
D
I Pundonor Militar - refere-se ao indivíduo como
R militar e está intimamente relacionado à honra
E pessoal.
I Dever do militar para pautar sua conduta como a
T de um profissional correto, em serviço ou fora
O dele.
O militar deve manter alto padrão de
M comportamento ético, que se refletirá no seu
I desempenho perante a Instituição a que serve e no
L grau de respeito que lhe é devido.
I Decoro da Classe - refere-se aos valores moral e
T social da Instituição (Exército Brasileiro) e à sua
A imagem ante a sociedade.
R Representa o conceito social dos militares.
II
C
I A ORIGEM E A EVOLUÇÃO DOS TRIBUNAIS DE HONRA
C CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO E CONSELHO DE DISCIPLINA
L
O - Os Tribunais de Honra possuem raízes européias. O marco inicial dos TH ocorreu no conselho de
guerra constante da Ordenança francesa de 25 de março de 1765.
D - Tal processo possuía um caráter justificativo e julgador.
E - No ano de 1821, em virtude dos diversos problemas de pessoal envolvendo os militares, o Imperador
Dom Pedro I, ordenou que nenhum oficial subalterno fosse rebaixado de posto, sem que antes fosse
D comprovada a sua culpa ou incapacidade para o desempenho da função militar.
I - Esses processos eram “capitaneados” por órgão colegiado (composto por oficias mais antigos que o
R acusado) e a denominação variava em função do objeto do conselho.
E - A Constituição Federal de 1824, no seu Art 129, já disciplinou a perda do posto e da patente. (Posto é
I o grau hierárquico do oficial e Carta Patente é o documento oficial que consta o Posto e demais
T informações que informam os direitos e deveres garantidos em lei.)
O - No ano de 1841 a Lei nº 260, trouxe em seu texto: “O governo poderá reformar qualquer oficial por
motivo de mau comportamento habitual, ouvindo primeiro a opinião de um “Conselho de Inquirição”.
M - Em 1921 o Deputado Prudente de Moraes Filho, Ao fazer o uso da palavra na Tribuna da Câmara
I dos Deputados para defender o seu ponto de vista ao tratar do assunto, utilizou-se da expressão Tribunais
L de Honra, ficando a expressão consagrada.
I - Várias evoluções e normatizações se sucederam em relação aos TH, sendo a última a constante da
T Lei nº 5.836, de 5 DEZ 1972 (CJ) e do Decreto nº 71.500, de 5 DEZ 1972 e Portaria nº 1.440, de 21
A SET 2018 (CD).
R - Exército cria a Assessoria de Tribunais de Honra (ATH) em 2015.
II
C
I LEGISLAÇÃO TRIBUNAIS DE HONRA
C
CONSELHO JUSTIFICAÇÃO CONSELHO DISCIPLINA
L
O (CJ) (CD)
JULGAR POR MEIO DE DEC No 71.500 (5 DEZ 1972)
LEI Nº 5836 (5 DEZ 1972)
D PROCESSO ESPECIAL
E Art 2º. É submetido ao CJ Art 2º. É submetido ao CD a
o Oficial de Carreira que: Guarda-Marinha, Aspirante e Praças
Reserva / Reformado
D c/ estabilidade assegurada que:
I * acusado oficialmente ou por qualquer meio lícito de comunicação social de ter:
R a) procedido incorretamente no desempenho do cargo;
b) tido conduta irregular; ou
E
c) praticado ato que afete a honra pessoal, o pundonor militar ou decoro da classe; (Port nº 1.392, 25 OUT 2016)
I
T * afastado do cargo, na forma do Estatuto dos Militares, por se tornar incompatível com o mesmo ou demonstrar incapacidade
O no exercício de funções militares a ele inerentes;
* condenado por crime de natureza dolosa, em Tribunal Civil ou Militar, a pena restritiva de liberdade individual até 2 (dois)
M anos, tão logo transite em julgado a sentença;
I
L * pertencente a partido político ou associação, sendo considerado pertencente se: estiver inscrito como seu membro; prestar
I serviços ou angariar valores em seu benefício; realizar propaganda de suas doutrinas; ou colaborar, por qualquer forma, mas
sempre de modo inequívoco ou doloso, em suas atividades.
T
A * considerado não habilitado para o acesso, em caráter provisório, no momento em que venha a ser objeto de apreciação para
R ingresso em Quadro de Acesso ou Lista de Escolha (SOMENTE no CJ)
II
C
I CONSELHO DISCIPLINA
C CONSELHO JUSTIFICAÇÃO
L (CJ) (CD)
LEI Nº 5.836 (5 DEZ 1972) PECULIARIDADES DEC No 71.500 (5 DEZ 1972)
O
Art 3º . ... é afastado do exercício Art
Art3º. 3º ... é afastada do exercício de
D de suas funções. suas funções.
E PORT N º 1.440, 6 set 2018, C Ex
Art 13
Art 58
D Arquivamento
I Arquivamento
Processo Disciplinar
R
Processo Disciplinar
E Reserva
I Cmt Ex - Reforma ou Exclusão a Bem da Disciplina,
Juízo competente – Se crime e julgado incapaz de I, II ou IV do art. 2º do Decreto nº 71.500
T permanecer na ativa ou ostentar condição de militar
O na inatividade Juízo competente – Se crime e julgado incapaz de
permanecer na ativa ou ostentar condição de militar
M STM - se I, III, IV ou V do art. 2º desta Lei na inatividade
I Art 16 . ... se indigno ao Oficialato STM determina:
L Art 65 ... aplica-se subsidiariamente o CPPM
I Perda do Posto e Patente
T
Reforma no mesmo posto e vencimentos proporcionais
A
R Art 17 ... aplica-se subsidiariamente o CPPM
II
C
I LEGISLAÇÃO JUSTIÇA MILITAR
C
L CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
O Art 124 À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. (Decreto-Lei nº
1.001, de 21 OUT 1969 – Código Penal Militar)
D
E DECRETO-LEI Nº 925, 2 DEZ 1938 - Código da Justiça Militar.
Art 4º São órgãos que administram a Justiça Militar:
D I – O Supremo Tribunal Militar, em todo o país;
I II – Os Conselhos de Justiça e Auditores, nas respectivas Regiões e auditorias.
R
Art 5º Três são as categorias de conselhos:
E
a) Conselho Especial de Justiça, nas auditorias, para processo e julgamento de oficiais, excetuados os generais;
I b) Conselho Permanente de Justiça, nas auditorias, para processo e julgamento de acusados que não sejam oficiais;
T c) Conselho de Justiça, nos corpos, formações e estabelecimentos do Exército, para processo de desertores e de
O insubmissos.
M Art 6º Cada auditoria compor-se-á de um auditor, um promotor, um advogado, um escrivão, dois escreventes, um
I oficial de justiça e um servente.
Parágrafo único. Em cada auditoria haverá um suplente de auditor e um adjunto de promotor, exceto na auditoria de
L
correição, onde não haverá promotor, advogado nem oficial de justiça.
I
T Art 94 Ao Conselho de Justiça, permanente ou especial, compete:
A - processar e julgar os delitos previstos na legislação penal militar, com exceção dos atribuídos à competência
R privativa do Supremo Tribunal Militar e dos crimes de deserção de praças e de insubmissão.
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I LEI Nº 6.880, 9 DEZ 80 – ESTATUTO DOS MILITARES
C
CONSEQUÊNCIAS
L Perda do Posto e Patente
O Art 118
Art. 118.e 120 ... o oficial declarado indigno do oficialato, ou com ele incompatível, por decisão do STM se:
- condenado em julgamento a que for submetido por tribunal civil ou militar, em sentença transitada em julgado, à
D pena restritiva de liberdade individual superior a 2 (dois) anos;
E - condenado, em sentença transitada em julgado, por crimes para os quais o Código Penal Militar comina;
- casos que motivam o julgamento por Conselho de Justificação, e nele for considerado culpado; e
D - houver perdido a nacionalidade brasileira.
I Art 119
Art. 119. ... o oficial que houver perdido o posto e a patente será demitido ex officio sem direito a qualquer
R remuneração ou indenização e receberá a certidão de situação militar prevista na legislação que trata do serviço
E militar.
I
Exclusão a Bem da Disciplina
T
O Art 125 .... será aplicada ex officio ao Guarda-Marinha, ao Aspirante-a-Oficial ou às praças com estabilidade se:
- condenada por Conselho Permanente de Justiça ou Tribunal Civil, em sentença transitada em julgado, à pena
M restritiva de liberdade individual superior a 2 (dois) anos;
- por haverem perdido a nacionalidade brasileira; e
I
- casos que motivam o julgamento pelo Conselho de Disciplina, e nele forem considerados culpados.
L
I Art 127 ... a exclusão da praça a bem da disciplina acarreta a perda de seu grau hierárquico e não a isenta das
T indenizações à Fazenda Nacional ou a terceiros, nem das pensões decorrentes de sentença judicial.
A Parágrafo único. A praça excluída a bem da disciplina receberá o certificado de isenção do serviço militar
R previsto na legislação que trata do serviço militar, sem direito a qualquer remuneração ou indenização.
II
C
I
C
CONSEQUÊNCIAS
CONSEQUÊNCIAS LEI No 3.765, 4 MAIO 1960 - Lei das Pensões Militares
L
O
D Art 2020. O oficial da ativa, da reserva remunerada ou reformado, contribuinte obrigatório da
Art.
E
pensão militar, que perder posto e patente deixará aos seus beneficiários a pensão militar
correspondente ao posto que possuía, com valor proporcional ao tempo de serviço. (Redação dada
D
pela Lei nº 13.954, de 2019)
I
R
Parágrafo único. Nas mesmas condições referidas no caput deste artigo, a praça contribuinte da
E
pensão militar com mais de 10 (dez) anos de serviço expulsa ou não relacionada como reservista por
I
efeito de sentença ou em decorrência de ato da autoridade competente deixará aos seus
T
beneficiários a pensão militar correspondente à graduação que possuía, com valor proporcional ao
O
tempo de serviço. (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
M
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Relação da Aplicação da Legislação do TH , JM e Justiça Federal
L
O
LEI Nº 13.105, de 16 MAR 2015. – Código de Processo Civil
D
E Art 17 Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade.
D
I Art 19 O interesse do autor pode limitar-se à declaração:
R I – da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica;
E
I
Art 485 O juiz não resolverá o mérito quando:
T
VI – verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual;
O
M Art 493 Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do
I direito influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a
L requerimento da parte, no momento de proferir a decisão. (Fato Superveniente / perda do Objeto)
I
T
A
R
II
C
I Jurisprudência – Perda da Assistência Medica Hospitalar
C PROCESSO: 0014051-63.2014.4.01.3200
L EMENTA ADMINISTRATIVO. MILITAR. ESPOSA PENSIONISTA. MORTE FICTA/MORS OMNIA SOLVIT.
O ART. 20 DA LEI N.3.765/60. ASSISTÊNCIA MÉDICO HOSPITALAR. REINCLUSÃO. DESCABIMENTO.
EXCLUSÃO DO FUSMA.
D 1. ... 2. Pleiteia a parte autora a anulação do ato de exclusão do Fundo de Saúde da Marinha (FUSMA), mantendo a
E sua condição de beneficiária titular com todos os direitos a ela inerentes. 3. O instituidor da pensão militar foi expulso
a bem da disciplina das fileiras da Marinha do Brasil, em 2004 e a autora, cônjuge do ex militar, passou a perceber
pensão militar de acordo como art. 20, parágrafo único, da Lei nº 3.765/60. 4. A exegese conferida à Lei nº
D 3.765/1960 resultou em constituição de direitos, impondo-se a prevalência da presunção de que o pagamento de pensão
I a militar expulso da corporação, a bem da disciplina, esteja incorporado ao patrimônio jurídico dos respectivos
R beneficiados. A morte ficta ou "mors omnia solvit" - equiparação do militar excluído ou expulso, ambos considerados
E falecidos – era a retribuição do Estado pela rígida hierarquia, disciplina e risco a que se achavam submetidos
I "proptero fficium". 5. A dependência prevista no Estatuto dos Militares e o benefício da pensão militar, previsto na Lei
T nº3.765/60, são institutos diversos com regras próprias. Com a expulsão do militar, a bem da disciplina,
O rompe-se o vínculo existente entre ele e as Forças Armadas, já que passou a condição de ex
militar.A lei 3.765/60 visava amparar os herdeiros daquele que foi expulso, concedendo, apenas e tão somente,
M pensão militar, por simples força da lei, muito embora o exmilitar esteja vivo e possa,ainda, prover meios de sustento à
I família. Outros benefícios advindos do vínculo com as Forças Armadas, tais como acesso ao fundo desaúde, são
L cessados à míngua de previsão legal, nos casos de“morte ficta” ou “mors omnia solvit”.
I [Link]ção da União [Link]ça reformada. ACÓRDÃO Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal
T da 1ªRegião, por unanimidade, não conhecer da remessa necessária e dar provimento à apelação da União, nos termos
do voto do Relator. Brasília-DF, data da sessão de julgamento. Desembargador Federal MORAIS DA ROCHA -
A Relator.”.
R
II
C
I Jurisprudências – Manifestação do STM sobre regime jurídico específico
C Autos da Representação p/ Declaração de Indignidade/Incompatibilidade Nº 7000487-86.2022.7.00.0000/DF:
L "Consoante a dicção do artigo 142, §3º, incisos VI e VII, da Constituição Federal, combinado com o art. 112 do
O Regimento Interno do Superior Tribunal Militar, o Oficial condenado, na justiça comum ou militar, à pena privativa de
liberdade superior a 2 (dois) anos, por Sentença transitada em julgado, será submetido a julgamento por Tribunal Militar,
D de caráter permanente, onde serão avaliados os efeitos da conduta que determinou a condenação do Oficial, à luz dos
E preceitos éticos e morais descritos no Estatuto dos Militares. O julgamento da Representação para Declaração de
Indignidade/Incompatibilidade para com o Oficialato possui natureza de aferição de requisitos morais, não cabendo a
esta Corte Castrense emitir qualquer juízo de valor acerca do acerto ou desacerto da condenação imposta ao
D Representado,bem como aferir vícios nela por ventura existentes. Compete exclusivamente nesta sede a avaliação sobre
I se a natureza do crime cometido conduz ao reconhecimento da indignidade ou da incompatibilidade para com o
R Oficialato e estes, por sua vez, circunscrevem-se aos aspectos morais e éticos elencados no Estatuto dos Militares.
E Os militares das Forças Armadas, além de se depararem com valores únicos como a vida e a soberania do Estado,
I também se sujeitam a lidar com o patrimônio e a ordem pública, o que lhes exige retidão de comportamento,
T inclusive na vida particular. Para os Oficiais, o rigorismo quanto à observância desses mandamentos é ainda maior,
O pois representam modelos paradigmáticos a serem seguidos por seus subordinados. Em consequência, o delito de
corrupção passiva cometido pela Representada atingiu, com gravidade, o conjunto de atributos morais e éticos
insculpidos no Estatuto dos Militares. Por tais motivos, a despeito de essa ter sido uma prática isoladada Representada,
M o caráter nocivo da conduta perpetrada pela Oficial apresenta reflexos avassaladores no âmbito castrense naquilo que
I diz respeito à manutenção dos atributos éticos e morais anteriormente citados, sendo intolerável, também, sob esse
L prisma. Em consequência, a conduta perpetrada pela Representada, sob o ponto de vista do presente julgamento, causa
I indelével mácula ao dever de probidade, de lealdade e de moralidade imposto a uma Oficial das Forças Armadas, cujo
T sentimento do dever, o pundonor, a conduta socialmente irrepreensível, a eficiência, aprobidade, o zelo com a coisa
A pública e os demais valores moraisprevistos na legislação de regência representam conceitos que, se desprezados,
inviabilizam a sua permanência na vitaliciedade militar”
R
II
C
I Jurisprudências – Tema 1200 STF – Alcance da Competência da JM
C
L
O
“Ementa: Constitucional e processual penal. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Tema 1.200. Alcance da
D competência da Justiça Militar, onde houver, ou justiça estadual, para decretar,com base no art. 125, §4º, da CF/1988,
E aperda do posto e da patente de oficial e da graduação de praça que teve contra si uma sentença condenatória,
independentemente da natureza do crime cometido.
D Possibilidade. A perda da graduação da praça pode ser declarada como efeito secundário da sentença
I condenatória pela prática decrime militar ou comum, conforme art. 102 do Código Penal Miliar e art. 92, i,
R “b”, do Código Penal, respectivamente. A ausência de declaração da perda do posto e da patente de oficiais e da
graduação das praças, como efeito secundário da condenação, não impede a análise do fato e a posterior deliberação
E
sobre a perda do posto, patente ou graduação pelo tribunal militar estadual, onde houver, ou pelo tribunal de justiça,
I em procedimento específico, à luz do art. 125, § 4º, da CF/1988, bem como dos valores e do pundonor militares,
T independentemente da natureza comum ou militar do crime cometido. improvimento do recurso extra ordinário, com
O fixação de tese.
M
I (ARE1320744, Relator(a): ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julga do em26-06-2023, PROCESSO
ELETRÔNICO REPERCUSSÃ OGERAL- MÉRITO DJe-s/n DIVULG 07-07-2023 PUBLIC 10-07-2023)”.
L
I
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I
C
L CASOS PRÁTICOS
O
D
E
D
I
1) Praça com estabilidade, da ativa (2ª Sgt)
R
E
I - Acusado pela morte de namorada, teve sua prisão provisória decretada.- -
T - Cumpriu a prisão na cadeia da Organização Militar, durante o processo penal. -
O - Julgado e condenado, foi apenado em 12 anos de prisão.
- Aberto o Conselho de Disciplina, com base no Art 2º Inc III do Decreto
M 71.500/72.
I - Foi excluído do Serviço do Exército, e transferido para o presídio estadual.
L
I
T
A
R
II
C
I CASOS PRÁTICOS
C 2) Praça com estabilidade, da ativa, com mais de 30 anos de serviço (ST).
L
- Preso em flagrante por tráfico Internacional de Drogas. (Ponta Porã – Dourados).
O
- Houve a Denúncia pelo MPF, com Processo ainda em curso foi aberto CD com
D base no Art 2º, inciso I - acusada oficialmente ou por qualquer meio lícito de
E comunicação social de ter: praticado ato que afete a honra pessoal, o pundonor
militar ou decoro da classe.
D - Julgado indigno de permanecer nas FFAAA, após CD foi excluído a bem da
I disciplina e transferido da prisão da Organização para o presídio de Ponta
R Porã. Ao final do Processo Penal o ex-militar condenado foi condenado a 8
E
anos de Prisão.
I
T
O 3) Praça com estabilidade, Reintegrado e Reformado judicialmente (Cb).
- Foi preso na Operação Omertá (MS), por “supostamente integrar milícia armada”.
M - Ainda em fase de IP conduzido pela PC. Foi aberto o CD, com base no Art 2,
I inciso I - acusada oficialmente ou por qualquer meio lícito de comunicação social
L de ter: praticado ato que afete a honra pessoal, o pundonor militar ou decoro da
I classe.
T
- Não foram reunidas provas suficientes, o acusado não foi considerado culpado,
A
R
CD foi Arquivado. Será despachado com o Juiz p/ aplicação de pena acessória.
II
C
I 4) Of da ativa. Foi condenado pelo STM, em Processo na JM nº ......- 66.2022.7....., transitado em
C julgado em setembro de 2023, julgado indigno para o oficialato, resultando na perda de seu posto e
L patente, nos termos dos incisos VI e VII do § 3º do Art 142 da Constituição Federal (Peculato e Posse
O ilegal de arma e munição). Tem HIV. Tenta Reforma na Justiça Federal (Proc 5......-19.2021.4........)
pela doença. Esposa era Militar temporária excluída do serviço ativo, recebe pensão por morte ficta.
D Caso Esquemático
E
Atividades normais: cursos, tiro, estágios, exercícios, viagens...
D 2015 – Conhecimento p/ Adm da moléstia
Início da Carreira
I
R 2019 – Alega piora quadro e problemas no convívio e rotina militar
2009 - HIV
E 2021 – Solicita Reforma Adm – negado – Apto p/ Sv EB
I 12 Anos (2009 a 2021)
T Set 2023 - Demissão
O Ex Oficio - Decisão STM
M Sobrestado (Jun 21 a Set 23)
2019 - Preso em Flagrante Delito Caso Superveniente/ Perda do Objeto
I tema repetitivo nº 1.088 do STJ)
L 2020 - Condenação JM (Trans em Julg) Jun 2024 - Sentença – Tutela p/ Reforma
I Jul 2024 – Embargos (ñ analisada condenação JM)
T Jun 2021 - Ação JF Reforma (HIV) Jul 2024 – Revogação tutela
A Ago 2021 – Contestação – ñ é incapaz e Info da Ago 2024 – Sentença – rejeita embargo (não Info Demissão)
condenação JM Out 2024 – Apelação – Info Demissão e Pedindo Ref Sentença
R