Sistemas e Redes de Telecomunicação
1. MODULAÇÃO
Vimos anteriormente que um sistema de comunicação é formado pelos seguintes elementos
básicos:
Transmissor
Canal
Receptor
E que cada um destes elementos pode ser visto como um sistema independente e com sinais
próprios:
Os sinais portadores de informação também são chamados de sinais de banda base. O termo
banda base é utilizado para designar a banda de freqüência que representam o sinal original tal
como ele e entregue por uma fonte de informação. O uso apropriado do canal de comunicação
requer um deslocamento da faixa de freqüência de banda base para outras faixas de freqüências
apropriadas a transmissão e um deslocamento correspondente de volta para o intervalo de
freqüência original depois da recepção. Por exemplo, um sistema de rádio deve operar com
freqüência de 30 KHz e acima, ao passo que o sinal de banda base geralmente contem freqüências
na faixa de áudio (intervalo de freqüência em que o ouvido humano consegue perceber os sons,
este intervalo é em média de 16 KHz a 20 KHz), e assim deve-se usar de alguma forma de
deslocamento de banda de freqüência para que o sistema opere satisfatoriamente.
Um deslocamento da banda de freqüência em um sinal é realizado utilizando-se a MODULAÇÃO,
definida como o processo pelo qual alguma característica de uma onda portadora é variada de
acordo com uma onda (sinal) modulante.
Denominamos de MODULAÇÃO o processo de converter o sinal da mensagem original para uma
forma que seja compatível com as características de transmissão do canal.
A modulação é executada na extremidade transmissora do sistema de comunicação. Na
extremidade receptora do sistema, geralmente exigimos que o sinal de banda base original seja
restaurado. Isto é realizado utilizando-se um processo conhecido como DEMODULAÇÂO, o inverso
do processo de Modulação.
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Podemos ter as seguintes técnicas de modulação aplicadas aos sistemas de comunicações:
Modulação de Onda Continua Analógica
Modulação em Amplitude (AM)
Modulação em Fase (PM)
Modulação em Freqüência (FM)
Modulação de Pulso Analógica
Modulação de Amplitude de Pulso (PAM)
Modulação de Duração de Pulso (PDM)
Modulação de Posição de Pulso (PPM)
Modulação de Pulso Digital
Modulação por Código de Pulso (PCM) (do inglês – Pulse Code Modulation)
A seguir passaremos a detalhar cada uma delas.
1.1. MODULAÇÃO EM SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES ANALÓGICOS
Uma forma comum da portadora é uma onda senoidal, a que nos referimos como um processo de
modulação de onda continua (CW – continuous wave). O sinal de banda base é denominado onda
modulante e o resultado do processo de modulação, onda modulada.
Desta forma, o transmissor de um sistema de comunicação analógico consiste em um MODULADOR
e o receptor em um DEMODULADOR.
Transmissor Receptor
Comumente, neste tipo de sistema, o sinal transmitido é representado como uma variação de
amplitude, fase ou freqüência de uma onda portadora senoidal.
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Em se tratando de um sistema de comunicação analógico, podemos ter os seguintes tipos de
Modulação do sinal:
Modulação de Onda Continua Analógica
Modulação de Pulso Analógica
1.1.1. Modulação de Onda Continua Analógica
Na Modulação de Onda Continua, um sinal senoidal é utilizado como portadora, vide figura (a), e o
sinal a ser modulado, figura (b):
Neste caso podemos ter os seguintes tipos de Modulação:
Modulação em Amplitude (AM):
A amplitude do sinal da portadora é variada de acordo com o sinal da mensagem original.
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Modulação em Fase (PM):
A fase do sinal da portadora é variada de acordo com o sinal da mensagem original.
Modulação em Freqüência (FM):
A freqüência do sinal da portadora é variada de acordo com o sinal da mensagem original.
Obs.: As siglas são oriundas dos termos em inglês para cada uma das modulações analógicas.
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1.1.2. MODULAÇÃO DE PULSO ANALÓGICA
O teorema da amostragem mostra que um sinal eletrico que satisfaça certas exigências pode ser
reproduzido inteiramente a partir de um conjunto adequado de amostras instantâneas. Assim, para
se transmitir a informação contida em um sinal limitado em faixa, e suficiente enviar apenas os
valores amostrados, conforme ocorrem no domínio do tempo, ao invés de enviar continuamente o
sinal.
Nos sistemas de modulação de pulsos, algum parâmetro de cada pulso de uma sequência é
modulado pelo valor da amostra particular da mensagem, enquanto que nos sistemas de
modulação contínua, um determinado parâmetro relativo à onda modulada varia continuamente
com a mensagem.
Neste tipo de Modulação, um trem de pulso periódico é usado como onda portadora, e algumas
características de cada pulso (ex.: amplitude, duração ou posição) variam de maneira continua com
o valor da amostra correspondente do sinal da mensagem.
Os parâmetros dos pulsos que podem ser modulados pelos valores das amostras são a amplitude e
o tempo; a modulação do tempo de pulso pode ser realizada através da variação da sua duração ou
da sua posição relativa a algum instante de referencia, A Fig. 2.1 mostra as varias formas de
modulação de pulsos.
Desta forma, na modulação de pulso analógica, a informação é transmitida basicamente na forma
analógica, mas a transmissão se desenvolve em intervalos de tempo discretos.
Normalmente, os pulsos são de pequena duração, relativamente ao intervalo de tempo que
decorre entre duas amostras sucessivas, de modo que a sequência de pulsos modulados se
apresenta nula em uma parte significativa do tempo. Devido a esta propriedade, a modulação de
pulsos apresenta duas vantagens importantes em relação à modulação contínua. A primeira
referese ao fato de que a potência transmitida pode ser concentrada em pequenos intervalos de
tempo, ao invés de ser fornecida continuamente. Isto facilita, em alguns casos, o projeto, uma vez
que alguns dispositivos só podem operar de forma pulsada. Alem disto, os intervalos de tempo
entre os pulsos subsequentes podem, também, ser preenchidos com pulsos relativos as amostras
de outras mensagens, de modo que se torna possível a transmissão de varias informações através
de um mesmo meio de transmissão. Esta técnica é chamada de multiplexagem por divisão de
tempo.
Uma vez que o trem de pulsos modulados pode conter uma quantidade de componentes continua
e de freqüências baixas considerável, a eficiência da transmissão impõe, muitas vezes, uma
modulação de uma onda continua ou portadora, para haver uma translação de frequência. Neste
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aspecto, a modulação de pulsos é uma tecnica de processamento de sinais, em vez de uma
modulação propriamente.
Fig. 2.1. Formas de modulação de pulsos, em sequencia de cima para baixo: sinal m(t), sinal PAM,
sinal PDM e sinal PPM
A seguir mostraremos as técnicas para este tipo de modulação:
[Link]. Modulação por Amplitude de Pulso (PAM):
Em modulação de amplitude de pulsos (PAM - Pulse Amplitude Modulation) as amplitudes de um
trem de pulsos regularmente espaçados variam em proporcão direta com os valores das amostras
instantâneas do sinal modulante. Ou seja, em transmissão PAM, a mensagem é levada peIas
variacões da amplitude dos pulsos.
A amplitude do pulso periódico retangular (portadora) é variada de acordo com o sinal da
mensagem original;
Quanto à forma de geração do sinal PAM, podemos ter:
Amostragem Instantânea;
Amostragem Natural;
Amostragem e Retenção.
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AMOSTRAGEM INSTANTÊNEA
Na amostragem instantânea ideal, os pulsos PAM são infinitamente estreitos, podendo ser assim
considerados como impulsos.
Na prática, um sistema PAM com amostragem instantânea ideal é impossível, por não ser possível a
obtenção de pulsos infinitivamente estreitos e pela necessidade de canal de transmissão com
largura de faixa infinita.
Se o pulso utilizado é de duração finita e muito estreito e se sua amplitude é determinada pelo
valor do sinal da mensagem m(t) no instante da amostragem, o sinal PAM pode ser considerado
como de amostragem instantânea, embora a informação do valor da amostra possa existir em um
intervalo de tempo finito.
Embora se possa adotar qualquer formato de pulso, aqui vamos considerar, para exemplificar, a
amostragem realizada por meio de pulsos retangulares de duração T e repetindo-se a cada T
segundos. Para efeito de análise do sinal PAM, resultante de amostragem instantânea, um modelo
de modulador que pode ser utilizado é o mostrado abaixo:
Desta forma o sinal resultante na saída do modulador será dado por:
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Ou de uma outra maneira como mostrado abaixo:
AMOSTRAGEM NATURAL
Um sinal PAM com amostragem natural é formado por uma seqüência de pulsos de duração finita e
com o topo acompanhando a forma de onda do sinal modulante.
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AMOSTRAGEM E RETENÇÃO
A geração de um sinal PAM pelo método de amostragem e retenção é bastante usada na prática,
principalmente nas aplicações onde o sinal PAM será submetido a algum tipo de processamento de
sinal. O sinal resultante é constituído de uma seqüência de pulsos de duração finita e amplitude
constante após o instante de amostragem. A amplitude de cada pulso é igual ao valor da amostra
respectiva no instante inicial do mesmo.
A análise de um sinal PAM produzido por amostragem e retenção pode ser realizada mediante o
emprego de um modelo de modulador como mostrado a seguir. O método consiste na amostragem
por meio de impulsos e a seguir submeter os impulsos a uma retenção durante um tempo
determinado.
O sinal PAM representa um papel muito importante em multiplexagem por divisão do tempo, na
reconstrução da mensagem e no estudo de técnicas de modulação por pulsos mais sofisticados. Daí
ser importante a analise e conhecimento das características dos sinais PAM.
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[Link]. Modulação por Duração de Pulsos (PDM):
Outro método para representar o valor analógico da amostra é modular a duração ou largura (PPM
ou PWM ) de um pulso.
A duração do pulso deve ser inferior à duração do intervalo de tempo atribuído a cada amostra e,
conseqüentemente, inferior à separação entre amostras sucessivas. Na pratica, é assegurado um
tempo de guarda entre o término de um pulso e inicio do seguinte.
Nesta representação, a modulação implica em variação simétrica da duração dos pulsos em relação
aos instantes de amo s tragem. No entanto, a modulação de duração também pode ser feita de
modo que o flanco anterior ou posterior seja mantido fixo.
A vantagem principal do sistema PDM sobre o PAM é a amplitude constante dos pulsos, o que o
torna relativamente imune a ruídos aditivos. Também, os amplificadores e repetidores não
precisam ser lineares; na realidade, quaisquer variações de amplitude podem ser eliminadas
através de limitações ou ceifamento de amplitude. Com isto, apenas permanecem os tempos de
subida e descida dos pulsos.
Uma maior imunidade a ruidos poderia ser alcançada se os pulsos fossem idealmente retangulares,
uma vez que quaisquer distúrbios aditivos não afetariam os tempos de subida e descida. Na pratica,
os pulsos não podem ser perfeitamente retangulares devido à largura de faixa finita; daí existe
sempre algum conteúdo de contaminação por ruído na informação recebida.
A Figura a seguir ilustra um método bastante simples para a geração de sinal PDM, o sinal da
mensagem é somado a um sinal com forma de onda dente de serra, e o resultado é aplicado a um
circuito de ceifamento. Este circuito transfere à sua saída apenas a parte do sinal acima do nível de
ceifamento, que é aplicada ao circuito de conformação de pulsos. O conformador de pulsos é
basicamente “quadrador” da forma de onda de sua entrada. O circuito de ceifamento e
conformação, em conjunto, produzem na saída uma tensão de valor constante quando a entrada
excede o nível de ceifamento e zero para os demais valores.
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(a)
(b)
(a) Diagrama em blocos de um modulador PDM
(b) Formas de onda de geração do sinal PDM
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[Link]. Modulação por Posição de Pulsos (PPM):
Na modulação por posição de pulsos, a informação do valor da amostra é representada pela
posição no tempo do pulso em relação a um instante de referencia. A amplitude e duração dos
pulsos modulados são constantes.
A figura a seguir mostra uma forma simples de geração do sinal PPM. É possível gerar um sinal PPM
a partir de um sinal PDM, com modulação da borda posterior dos pulsos. Os pulsos modulados em
duração são diferenciados e invertidos, e os picos positivos correspondentes à posição modulada
são transformados para o formado desejado.
A geração de sinal PPM é, na verdade, a principal aplicação do sinal PDM. O sinal PPM apresenta
características superiores ao sinal PDM; neste, as informações estão nas localizações temporais das
bordas dos pulsos, e não nos próprios pulsos. Deste modo, até certo ponto, a potencia inerente aos
pulsos é uma potencia perdida, de forma que é mais eficaz eliminar os pulsos e transmitir as bordas
de interesse. Como não e pode transmitir apenas as bordas, transmitem-se pulsos suficientemente
estreitos, que indicam o instante de ocorrência das bordas dos pulsos que levam informação.
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1.2. MODULAÇÃO EM SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO DIGITAL
Um sistema de comunicação digital é consideravelmente mais complexo que um sistema de
comunicação analógico, pois se o sinal da mensagem tiver a forma analógica, como os sinais de fala
e vídeo, o transmissor primeiramente terá que executar algumas operações para convertê-lo para a
forma digital, para que depois possa modulá-lo e transmiti-lo pelo canal. Na outra ponta o Receptor
deverá executar a operação inversa para entregar o sinal da mensagem ao receptor.
Neste tipo de sistema de comunicação digital, a técnica de modulação utilizada é a Modulação de
Pulso Digital.
1.2.1. Modulação de Pulso Digital
Neste tipo de Modulação, assim como na Modulação de Pulso Analógica, a portadora também
consiste em um pulso periódico retangular.
A técnica mais utilizada neste tipo de modulação é a:
[Link]. Modulação por Código de Pulso - PCM (do inglês – Pulse Code Modulation)
Os métodos de modulação de pulsos tratados no capitulo anterior caracterizam-se por representar
analogicamente a informação a ser transmitida. Os parâmetros modulados variam continuamente,
podendo assumir qualquer valor correspondente a faixa de variação da mensagem. Se o parâmetro
modulado (amplitude, duração ou posição) é modificado pelo ruido, não há possibilidade de o
receptor distinguir o valor transmitido exato.
No entanto, admitamos que apenas alguns valores discretos sejam permitidos para o parâmetro
modulado. Se a separação entre os valores for grande, em relação as amplitudes do ruído, o
receptor poderá decidir facilmente qual foi o valor específico transmitido. Consequentemente, o
efeito do ruido aleatório poderá ser virtualmente eliminado. A transformação pela qual a faixa
dinâmica do sinal e discretizada em uma quantidade finita de níveis e chamada de quantização.
Nos sistemas de modulação por códigos de pulsos os valores discretos das amostras são
transmitidos através de códigos de pulsos. Neste caso a transmissão é essencialmente digital. Alem
da característica de amplitude discreta, os sistemas de modulação por códigos de pulsos (PCM) de
longa distância podem usar repetidores regenerativos, com o que se consegue uma vantagem
adicional em relação a qualquer forma de transmissão analógica.
Outras vantagens que podem ser acrescentadas são a possibilidade de processamento da
informação em tempo não real, controle e/ou correção de erros na transmissão e utilização em
grande escala de técnicas digitais.
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Um esquema geral de um sistema PCM está mostrado na Fig. 1.1.
O sinal m(t), devidamente limitado em faixa, é primeiramente amostrado, obedecendo ao critério
de Nyquist. A forma de amostragem e usualmente a do tipo amostragem e retenção. Na
representação da Fig. 1.1 foi omitida a operação de multiplexagem por divisão de tempo,
geralmente existente, para a transmissão, pelo mesmo meio de varias informações independente.
Os valores amostrados são, a seguir, quantizados, isto é, aproximados para os valores discretos
prefixados mais próximos. O sinal discreto no tempo (em virtude de amostragem) e discreto em
amplitude (em virtude da quantizaçao) e processado pelo codificador, cuja função básica e converter
os valores quantizados em sequências digitais codificadas, uma sequência para cada amostra,
gerando assim o sinal PCM que é transmitido.
Fig. 1.1. Esquema geral de um sistema MCP: (a) Unidade de transmissão e (b) Unidade de recepção
Na unidade de recepção, o sinal MCP é submetido à decodificação, onde as seqüencias digitais
codificadas são, uma a uma, convertidas para os níveis de tensão correspondentes (sinal PAM). O
sinal de saída do decodificador é então aplicado ao filtro de reconstrução, a fim de se recuperar o
sinal modulante que, a menos do erro resultante da quantizaçao, será igual ao sinal m(t).
Nos itens a seguir será discutida cada uma das fases de processamento do sinal em um sistema
PCM.
QUANTIZAÇAO
Como afirmado anteriormente, a quantizaçao torna possível a decisão do valor correto da amostra
na recepção, reduzindo enormemente o efeito do ruido aleatório acrescentado ao sinal durante a
transmissão.
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A quantização consiste essencialmente na subdivisão da faixa dinâmica do sinal em um
determinado número de níveis discretos, chamados níveis de quantização. Uma vez que, por
facilidade de implementação, a codificação dos níveis é feita de acordo com o sistema binário, o
numero de níveis de quantização é geralmente uma potencia inteira de 2.
Deste modo, em cada instante de amostragem, a amplitude do sinal á aproximada para o nível de
quantizaçao mais próximo. A Fig. 1.2 ilustra o processo de aproximação. Nesta figura, i, j e k são
níveis de quantizaçao quaisquer definidos a priori. No meio do intervalo entre dois níveis de
quantização sucessivos, chamado passo de quantização, tem-se o nível de decisão. Qualquer
amostra, cuja amplitude se situe entre dois níveis de decisão sucessivos, será arredondada para o
nível de quantização compreendido entre eles.
Fig. 1.2. Processo de Quantizaçao. (a) Amostras não-quantizadas ; (b) Amostras quantizadas.
ERRO DE QUANTIZAÇAO
O mecanismo de quantização altera as amplitudes originais das amostras, acrescentando, portanto,
um erro no sinal, que chamamos erro de quantizaçao. A Fig. 1.3 ilustra o aparecimento do erro de
quantização, que consiste na diferença existente entre a amplitude real da amostra a ser codificada
e aquela do nível de quan em que foi enquadrada a amostra.
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Fig. 1.3. Efeito da quantização. (a) Sinais original e amostrado; (b) Amostras quantizadas; (c) Erro de
quantização.
CODIFICAÇÃO
A etapa final do processo de geração de ura sinal PCM é a codificação dos níveis de quantização
para a transmissão. A codificação é a operação através da qual se estabelece a correspondência
entre um numero adequado de símbolos, de acordo com um determinado código, e o nível de
quantização que deve ser representado.
Uma forma de codificação dos níveis de quantização é enumerar seqüencialmente esses níveis e
adotar um código digital para representar cada um dos números. A forma mais simples é empregar
a codificação binária.
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n
O número de níveis de quantização que se pode representar com um código binário é igual a 2 ,
onde n é o número de dígitos binários, ou bits, em cada pálavra-códígo. Por exemplo, numa
codificação com 4 bíts é possível a representação de 16 níveis de quantização, onde:
0000 - corresponde ao nível 0
0001 - corresponde ao nível 1
0010 - corresponde ao nível 2
: : : : :
1111 - corresponde ao nível 15
Também, é possível o emprego de um código ternário ou quaternário para a codificação.
Generalizando, temos que, se b é a base do código e n é o número de símbolos da palavra-código, o
numero de níveis de quantizaçao que se pode representar e igual a b n.
A codificação binária é a mais utilizada atualmente, em razão da maior facilidade de implementação
e de deteção dos símbolos binários (presença ou ausência de pulso, por exemplo). Códigos com
base superior a 2 podem ser empregados em aplicações em que se tem uma alta relação
sinal/ruido ou em que se exige uma largura de faixa de frequência estreita.
Apresentaremos a seguir, para exemplificar, a forma de codificação utilizada no sistema PCM
telefônico obedecendo ao padrão adotado no Brasil. A sequência de codificação ou palavra-código
é constituida de oito dígitos binários ou bits. A curva de compressão é a baseada na lei A,
aproximada por 13 segundos de reta, cuja metade positiva está mostrada na Fig. 1.6.
Com 8 bits é possível a codificação de 256 níveis de quantização, sendo 128 níveis do lado positivo
e 128 do lado negativo. Em cada lado tem-se 8 segmentos, cada um dos quais é subdividido
linearmente em 16 níveis de quantização. A Fig. 1.6 indica o significado de cada um dos oito bits das
palavras-código, onde:
o b1 codifica a polaridade da amostra, sendo que b1=0 indica amostra negativa e b1=1
indica amostra positiva
o b2, b3 e b4 codificam o segmento, de acordo com a tabela 1
o b5, b6, b7 e b8 codificam o nível de quantização dentro do segmento, de acordo com a
tabela 2
Fig. 1.6. Significado dos bits da palavra-código
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Tabela 1
Tabela 2
REPRESENTAÇÃO ELÉTRICA DE DÍGITOS BINÁRIOS
Para a transmissão do valor do nível de quantização, representado agora pela palavra-codigo, os
dígitos binários 0 e 1 são representados através de pulsos elétricos. Uma forma usualmente
adotada consiste em representar o bit 1 por um pulso de um formato conveniente e o bit 0 por
ausência de pulso, após a determinação do tempo reservado para a transmissão de cada bit.
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