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Direitos Fundamentais no Direito Constitucional

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Apostila 01 – Direito Constitucional

DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS (PARTE 1)

TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS


Direitos do Homem: uma série de direitos naturais aptos à proteção global do homem e válido em todos os tempos.
Direitos fundamentais: se refere aos direitos da pessoa humana consagrados, em um determinado momento histórico, em um certo Estado.
São direitos constitucionalmente protegidos.
Individuais e coletivos;
Sociais,
De nacionalidade,
Políticos
Sobre Partido Político.
Direitos humanos: é expressão consagrada para se referir aos direitos positivados em tratados internacionais, ou seja, são direitos protegidos
no âmbito do direito internacional público.

AS “GERAÇÕES” DE DIREITOS
Primeira Geração: são os direitos que buscam restringir a ação do Estado sobre o indivíduo, impedindo que este se intrometa de forma abusiva
na vida privada das pessoas. São, por isso, também chamados liberdades negativas.
Direito de defesa dos cidadãos.
São os direitos civis e políticos.
LIBERDADE.

Segunda geração: são os direitos que envolvem prestações positivas do Estado aos indivíduos. São, por isso, também chamados de liberdades
positivas.
São os direitos econômicos, sociais e culturais.
IGUALDADE.

Terceira geração: são os direitos que não protegem interesses individuais, mas que transcendem a órbita dos indivíduos para alcançar a
coletividade.
São os direitos difusos e os coletivos.
FRATERNIDADE.
Quarta geração: Para Paulo Bonavides, estes incluiriam os direitos relacionados à globalização:
Direito à democracia, o direito à informação e o direito ao pluralismo.

Quinta geração: Representados pelo direito à paz.


IMPORTANTE: os direitos de uma geração seguinte se acumulam aos das gerações anteriores.

CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS


Lista de características:
UNIVERSALIDADE: há um núcleo mínimo de direitos que deve ser outorgado a todas as pessoas.
HISTORICIDADE: Surgem a partir das lutas do homem, em que há conquistas progressivas. Por isso mesmo, são mutáveis e sujeitos a
ampliações
INDIVISIBILIDADE: Os direitos fundamentais não podem ser considerados isoladamente, mas sim integrando um conjunto único,
indivisível de direitos.
INALIENABILIDADE: os direitos fundamentais são intransferíveis e inegociáveis.
IMPRESCRITIBILIDADE: os direitos fundamentais não se perdem com o tempo, sendo sempre exigíveis.
IRRENUNCIABILIDADE: o titular dos direitos fundamentais não pode de eles dispor, embora possa deixar de exercê-los.
RELATIVIDADE OU LIMITABILIDADE: não há direitos fundamentais absolutos, pois eles encontram limites em outros direitos.
COMPLEMENTARIDADE: a plena efetivação dos direitos fundamentais deve considerar que eles compõem um sistema único.
CONCORRÊNCIA: os direitos fundamentais podem ser exercidos cumulativamente, podendo um mesmo titular exercitar vários direitos
ao mesmo tempo.
EFETIVIDADE: os Poderes Públicos têm a missão de concretizar (efetivar) os direitos fundamentais.
PROIBIÇÃO DO RETROCESSO: por serem os direitos fundamentais o resultado de um processo evolutivo de conquistas graduais da
Humanidade, não podem ser enfraquecidos ou suprimidos.

DIMENSÕES DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS


Dimensão subjetiva: são direitos exigíveis perante o Estado os quais as pessoas podem exigir que o Estado se abstenha de intervir
indevidamente na esfera privada ou que o Estado atue ofertando prestações positivas. Sujeito os exigem do Estado.
Dimensão objetiva: são qualificados como princípios estruturantes do Estado, cuja eficácia se irradia para todo o ordenamento jurídico.

LIMITES AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS


A imposição de limites aos direitos fundamentais decorre da relatividade que estes possuem. Conforme já comentamos, nenhum direito
fundamental é absoluto: eles encontram limites em outros direitos consagrados no texto constitucional.
A teoria interna (teoria absoluta) considera que o processo de definição dos limites a um direito é interno a este. Não há restrições a um
direito, mas uma simples definição de seus contornos. Os limites do direito lhe são imanentes, intrínsecos.
A teoria externa (teoria relativa), por sua vez, entende que a definição dos limites aos direitos fundamentais é um processo externo a
esses direitos. Em outras palavras, fatores extrínsecos irão determinar os limites dos direitos fundamentais, ou seja, o seu núcleo
essencial.
É a teoria aceita no Brasil.
Limite dos limites: A lei pode impor restrições aos direitos fundamentais, mas há um núcleo essencial que precisa ser protegido, que não
pode ser objeto de violações. Na prática, haverá a análise do caso concreto para defini-lo.

EFICÁCIA
Vertical: só cobre a relação entre Estado e indivíduo. NÃO é ACEITA NO BRASIL.
Horizontal: estendeu sua aplicação também às relações entre particulares. É ACEITA NO BRASIL.
Teoria da eficácia direta e imediata, os direitos fundamentais incidem diretamente nas relações entre particulares.
Estes estariam tão obrigados a cumpri-los quanto o Poder Público. Esta é a tese que prevalece no Brasil, tendo sido adotada pelo STF.

DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CF
Rol não exaustivo.
Estão espalhados pela CF.
Art. 5 são os catalogados, os demais, que estão espalhados, são não catalogados.
Há direitos fundamentais exclusivos aos estrangeiros.
Há direitos fundamentais exclusivos aos brasileiros natos.

DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS: PARTE I


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
A doutrina considera, inclusive, que os diversos incisos do art. 5º são desdobramentos dos direitos previstos no caput desse artigo.
VIDA, LIBERDADE, IGUALDADE, SEGURANÇA E PROPRIEDADE.
O estrangeiro, mesmo aquele sem domicílio no Brasil, tem direito a todas as prerrogativas básicas que lhe assegurem a preservação do
status da liberdade.
PJ e o Estado também são possuidores de direitos fundamentais.
Direito à vida: busca pela felicidade, vida digna, alcança a vida intrauterina e extrauterina, é relativo.

I - Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
Igualdade perante a lei: destina-se aos aplicadores do direito.
Igualdade na lei: destina-se ao legislador.
Poderá haver tratamento desigual (discriminatório) entre pessoas que estão em situações diferentes.
A realização da igualdade material não proíbe que a lei crie discriminações, desde que estas obedeçam ao princípio da razoabilidade.
Exigência de ser mulher para trabalhar em presídio feminino.
É legítima a previsão de limites de idade em concursos públicos, quando justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser
preenchido.

II - Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
Princípio da legalidade: se apresenta quando a Carta Magna utiliza a palavra “lei” em um sentido mais amplo, abrangendo não somente a
lei em sentido estrito, mas todo e qualquer ato normativo estatal.
Significa a submissão e o respeito à lei, ou a atuação dentro da esfera estabelecida pelo legislador.
Submissão e o respeito à lei e aos atos normativos em geral.
Reserva legal: é evidenciado quando a Constituição exige expressamente que determinada matéria seja regulada por lei formal ou atos
com força de lei (como decretos autônomos, por exemplo). O vocábulo “lei” é, aqui, usado em um sentido mais restrito.
Há exigência de um conteúdo específico.
Não é qualquer “lei”, mas uma específica.
Consiste em estatuir que a regulamentação de determinadas matérias há de fazer-se necessariamente por lei.
Consiste na necessidade de a regulamentação de determinadas matérias ser feita necessariamente por lei formal.
Tipos:
Na reserva legal absoluta, a norma constitucional exige, para sua integral regulamentação, a edição de lei formal,
entendida como ato normativo emanado do Congresso Nacional e elaborado de acordo com o processo legislativo previsto
pela Constituição.
Na reserva legal relativa, por sua vez, apesar de a Constituição exigir lei formal, esta permite que a lei fixe apenas
parâmetros de atuação para o órgão administrativo, que poderá complementá-la por ato infralegal, respeitados os limites
estabelecidos pela legislação.
A reserva legal simples é aquela que exige lei formal para dispor sobre determinada matéria, mas não especifica qual o
conteúdo ou a finalidade do ato.
A reserva legal qualificada, por sua vez, além de exigir lei formal para dispor sobre determinada matéria, já define,
previamente, o conteúdo da lei e a finalidade do ato.
Exemplo: inviolabilidade de interceptação telefônica exige investigação criminal ou instrução processual penal.
3. (CESPE/ Procurador do Município de Fortaleza 2017) O princípio da legalidade diferencia-se do da reserva legal: o primeiro
pressupõe a submissão e o respeito à lei e aos atos normativos em geral; o segundo consiste na necessidade de a regulamentação
de determinadas matérias ser feita necessariamente por lei formal. Correto.

III - Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;


IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Denúncia anônima não pode ensejar penalidade a ninguém, porém poderá ser usada para iniciar investigação policial.
As peças apócrifas não podem ser incorporadas, formalmente, ao processo, salvo quanto tais documentos forem produzidos
pelo acusado, ou, ainda, quando constituírem, eles próprios, o corpo de delito.
São permitidas passeatas e outras manifestações em prol da legalização do aborto e das drogas.
Não são permitidos discursos de ódio.
Não é necessário ser formado em jornalismo para exercer a função.

V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
Aplicação a pessoas físicas e pessoas jurídicas.
Proporcional ao agravo.
Pode ser acumulado com indenização por dano material, moral ou à imagem.

VI - É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a
proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII - É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII - Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Escusa de consciência.
Eximir-se de obrigação E recusa de prestação alternativa.

IX - É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, ainda que em tom áspero, contundente, sarcástico,
irônico ou irreverente, especialmente contra as autoridades e aparelhos de Estado. Entretanto, esse profissional responderá, penal e
civilmente, pelos abusos que cometer.
A liberdade de manifestação não pode ser restringida pelo exercício ilegítimo da censura estatal, ainda que praticada em sede
jurisdicional.

X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação;
O direito à intimidade e à vida privada. Resguarda, portanto, a esfera mais secreta da vida de uma pessoa, tudo que diz respeito a seu
modo de pensar e de agir.
O direito à honra. Blinda, desse modo, o sentimento de dignidade e a reputação dos indivíduos, o “bom nome” que os diferencia na
sociedade.
O direito à imagem. Defende a representação que as pessoas possuem perante si mesmas e os outros.
As pessoas jurídicas também poderão ser indenizadas por dano moral, uma vez que são titulares dos direitos à honra e à imagem.
É válida decisão judicial proibindo a publicação de fatos relativos a um indivíduo por empresa jornalística.
A dor de se perder um membro da família, por exemplo, pode ensejar indenização por danos morais.
O direito à privacidade também foi objeto de análise do STF na ADI 4815, na qual se avaliou a necessidade de autorização prévia
para a publicação de biografias.
Intimidade envolve o sigilo bancário. Podem quebrá-lo:
O Poder Judiciário pode determinar a quebra do sigilo bancário e do sigilo fiscal.
As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI‘s) federais e estaduais.
A LC nº 105/2001 permite que as autoridades fiscais procedam à requisição de informações a instituições financeiras.
Ministério Público pode determinar a quebra do sigilo bancário de conta da titularidade de ente público.
Na jurisprudência do STF, também se reconhece, em caráter excepcionalíssimo, a possibilidade de quebra de sigilo
bancário pelo Ministério Público.
TCU e TCEs não podem determinar a quebra de sigilo bancário, mas as operações financeiras que envolvam recursos
públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário.

XI - A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
Casa:
Qualquer compartimento habitado;
Qualquer aposento ocupado de habitação coletiva; e
Qualquer compartimento privado não aberto ao público.
Na prática: não só a residência do indivíduo, mas também escritórios profissionais, local de trabalho, consultórios médicos e
odontológicos, trailers, barcos, recinto ocupado temporariamente, imóvel alugado e aposentos de habitação coletiva.
Não se pode invocar a inviolabilidade de domicílio como escudo para a prática de atos ilícitos:
É permitido o ingresso de autoridade policial no estabelecimento profissional, inclusive durante a noite, para instalar
equipamentos de captação de som.
Crimes permanentes fazem que o quesito flagrante delito seja possível.
Fisco pode, por meio de ordem judicial, realizar busca em residências com o propósito de identificar ocorrência de fato gerador.

XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas , salvo, no último caso,
por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
Admite-se, mesmo sem previsão expressa na Constituição, que lei ou decisão judicial também possam estabelecer hipóteses de
interceptação das correspondências e das comunicações telegráficas e de dados.
Captura de HD não é interceptação de comunicação, mas do dado em si.
Pode-se checar celular do preso em flagrante delito.
A interceptação das comunicações telefônicas somente será possível quando atendidos três requisitos:
Ordem judicial;
Existência de investigação criminal ou instrução processual penal;
Lei que preveja as hipóteses e a forma em que esta poderá ocorrer;
É possível crimes-achados: “é válida a prova de um crime descoberto acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente
para apuração de crime diverso”.
“É lícita a prova obtida mediante gravação telefônica feita por um dos interlocutores sem a autorização judicial, caso haja investigação
criminosa daquele que desconhece a gravação está sendo feita”.
Gravação telefônica sem consentimento é crime, salvo quando houver a gravação de conversa com sequestradores.
Interceptação telefônica consiste na captação de conversas telefônicas feita por terceiro (autoridade policial) sem o
conhecimento de nenhum dos interlocutores.
Escuta telefônica, por sua vez, é a captação de conversa telefônica feita por um terceiro, com o conhecimento de apenas um dos
interlocutores.
Gravação telefônica é feita por um dos interlocutores do diálogo, sem o consentimento ou ciência do outro.

XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
Devido ao potencial lesivo de certas atividades.

XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

XV - É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele
sair com seus bens;

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não
frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

XVII – É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu
funcionamento;
Associação pode representar associados judicial e extrajudicialmente, incluído aí o âmbito administrativo, por meio de autorização.

XIX - As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro
caso, o trânsito em julgado;
Para que exista uma associação, é necessária a presença de três requisitos:
Pluralidade de pessoas: a associação é uma sociedade, uma união de pessoas com um fim determinado.
Estabilidade: ao contrário da reunião, que tem caráter transitório (esporádico), as associações têm caráter permanente.
Surgem a partir de um ato de vontade.
Dissolvidas: decisão judicial e trânsito em julgado;
Suspensas: decisão judicial.
Associação equivale à cooperativa.

XX - Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

XXI - As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou
extrajudicialmente;
Na representação processual, o representante não age como parte do processo; ele apenas atua em nome da parte, a pessoa
representada.

XXII - É garantido o direito de propriedade;

XXIII - A propriedade atenderá a sua função social;

XXIV - A lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e
prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
Se a propriedade estiver atendendo a função social, só poderá ser desapropriada:
Por necessidade;
Utilidade pública;
Por interesse social.
Há casos em que a indenização pela desapropriação não será em dinheiro:
Desapropriação para fins de reforma agrária (título da dívida agrária);
Desapropriação de imóvel urbano não-edificado que não cumpriu sua função social (títulos da dívida pública, 10 anos);
Desapropriação confiscatória (onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho escravo).

XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário
indenização ulterior, se houver dano;
Trata-se da requisição administrativa.

XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de
débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;
Conclui-se que:
A pequena propriedade rural trabalhada pela família pode ser objeto de penhora para pagamento de débitos estranhos à sua
atividade produtiva.
A pequena propriedade rural trabalhada pela família não pode ser objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de
sua atividade produtiva.
A pequena propriedade rural, caso não trabalhada pela família, pode ser penhorada para pagamento de débitos decorrentes e
estranhos à sua atividade produtiva.

XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo
que a lei fixar;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades
desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e
às respectivas representações sindicais e associativas;

XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico
e econômico do País;

XXX - é garantido o direito de herança;

XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros,
sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus";

Questões:
72. (CESPE / EBC - 2011). O Poder Judiciário não pode, sob a alegação do direito a isonomia, estender a determinada categoria de servidores
públicos vantagens concedidas a outras por lei. CORRETO.
Súmula 339 do STF: “não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob
fundamento de isonomia”.

118. (CESPE / TCE-TO – 2009). Um advogado que esteja sendo investigado por formação de quadrilha e outros crimes não poderá sofrer, em seu
escritório, uma escuta ambiental captada por gravador instalado por força de decisão judicial, já que tal fato viola o princípio de proteção do
domicílio. ERRADA.
Apesar de o escritório estar abrangido pelo conceito de “casa”, o STF entende que não se pode invocar a inviolabilidade de domicílio
como escudo para a prática de atos ilícitos em seu interior. Com base nisso, a Corte autorizou a instalação de escuta em um escritório de
advogados, por ordem judicial.
Pode-se quebrar o sigilo telefônico entre acusado e defensor, a fim de impedir que o direito de sigilo não sirva de escudo de práticas
ilegais.
Pode-se quebrar o sigilo de correspondência de um detento, a fim de impedir que o direito de sigilo não sirva de escudo de práticas
ilegais.
Receita federal não pode apreender bem com o propósito de coagir o pagamento de impostos atrasados.
Receita federal não pode obstaculizar a atividade empresarial a fim de haver imposto atrasado.

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