Competências Gerenciais na Gestão Moderna
Competências Gerenciais na Gestão Moderna
INTRODUÇÃO
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ocorrendo afetam profundamente todas as organizações, do ponto de vista estrutural, cultural
e comportamental, transformando o papel das pessoas que nelas trabalham.
Isidro-Filho (2006) afirma ainda que novas formas de pensar as organizações e seu
ambiente se fazem necessárias para que comportamentos mais adequados sejam emitidos em
vista da adaptabilidade e flexibilidade, bem como produção e lucratividade enquanto
determinantes do diferencial competitivo.
Atualmente a gestão de pessoas vem passando por um processo de transformação
contínua, em decorrência da fragilidade dos sistemas tradicionais, centrados principalmente
em cargos e salários. O ritmo acelerado das transformações tecnológicas está colocando um
novo desafio para as empresas brasileiras.
Hoje já não basta mais às organizações desenvolverem e capacitarem seus
profissionais para responderem às demandas da gestão moderna. É necessário definir quais
são as competências que serão capazes de assegurar a sobrevivência das organizações para
mantê-las num patamar competitivo.
De acordo com Bitencourt (2001), neste contexto a gestão de competências surge
como uma resposta alternativa de capacitação e traz consigo reflexões importantes sobre o
papel das pessoas, o significado do trabalho e a educação continuada.
Conforme Zarifian (2001), as organizações precisam mostrar seu diferencial por meio
da qualidade e diversificação dos produtos, da expansão da prestação de serviços
personalizados.
Para que consigam lidar com tais desafios, as empresas passam a necessitar cada vez
mais de pessoas, principalmente ocupando cargos estratégicos e de chefia, que apreendam
com grande rapidez a nova realidade e a convertam em benefícios, de forma que as ameaças
transformem-se, na maioria das vezes, em oportunidades para a organização.
De acordo com Hamel e Prahalad (1997) as organizações precisam estar em sintonia
com as demandas desse ambiente, e ao mesmo tempo promoverem mudanças em seu
ambiente interno para se capacitarem em responder ao meio externo.
Antigamente o domínio das habilidades técnicas eram suficientes para o bom
desempenho dos gestores, porém hoje é necessário o desenvolvimento contínuo de
conhecimentos, habilidades e atitudes para que uma organização obtenha sucesso.
Neste contexto busca-se compreender quais as competências gerenciais requeridas
atualmente e seu papel estratégico para que as organizações alcancem e mantenham-se nos
níveis de competitividade requeridos. Cabe, então, à área de Recursos Humanos, além de
outras funções, ajudar os gerentes a administrarem seus subordinados.
9
O papel tradicional de pensar e comandar pessoas foi útil apenas para a Era Industrial.
Em substituição ao antigo paradigma autoritário e centralizador, ganha força a vertente que
prega o empowerment das pessoas e equipes, o que significa confiança nas pessoas para que
elas possam alcançar níveis elevados de criatividade, inovação, qualidade e etc.
Diante deste cenário moderno e competitivo, as Organizações precisam ter em seu
quadro funcional composto por profissionais competentes, para que sua administração possa
se modernizar. Os gestores deverão enfrentar os desafios e oportunidades deste cenário, pois o
crescimento ou o fracasso das organizações dependerão de seu desempenho. Desse modo, as
competências gerenciais devem ser identificadas, desenvolvidas e enriquecidas, para fazer
frente às novas demandas.
Na educação, o conceito de competências está ligado à formação das pessoas, razão
pela qual sua definição está ligada ao conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes dos
indivíduos passíveis de treinamento.
No planejamento estratégico, o conceito de competência foi introduzido por Prahalad e
Hamel (1990,1995) e é utilizado como um conjunto de habilidades e tecnologia que permite a
uma empresa oferecer um determinado benefício ao cliente, diferente do de sua concorrência.
Para esses autores a aquisição de competências organizacionais é um aprendizado coletivo da
organização passível de reprodução e compartilhamento.
Conforme Rabechini (2003) as empresas têm passado por um processo de
transformação, organizando-se para poder dar respostas eficazes e rápidas, aos problemas
ambientais, especialmente, aqueles que se referem à competição e posicionamento de
mercado.
A Gestão por Competências então se caracteriza pela busca por um RH estratégico
onde não se pode mais pensar em sub-divisões e sub-áreas em RH, ou seja, o Recrutamento e
Seleção e Treinamentos não podem ser montados desarticulados da estratégia da empresa. As
pessoas que chegam ao nível gerencial não podem ser indicadas por afinidade ou
apadrinhamento. Os gerentes devem apresentar perfil para liderar e para tanto é necessário
promover o mapeamento das competências.
No dia-a-dia corporativo, a busca de talentos gerenciais é uma tarefa constante para o
departamento de recursos humanos de todas as organizações. Uma forma de facilitar essa
busca é a identificação de parâmetros aplicáveis aos contextos corporativos e isto pode ser
feito através da categorização de características percebidas como necessárias aos profissionais
que ocupam cargos de gestão.
10
1.1. Problema:
[Link] Específicos:
11
A importância de se estudar as competências gerenciais, encontra suporte na notória
percepção da falta de pesquisas que abordem o tema e no fato de que as competências
humanas podem gerar e sustentar as competências organizacionais necessárias para alavancar
toda e qualquer organização.
Nesse sentido, o presente estudo contribuiu para a literatura no que se refere
diferenciação de conceitos e modelos utilizados em pesquisas e contribui para o
enriquecimento do tema com a investigação de relações entre as variáveis estudadas,
identificando oportunidades de desenvolvimento teórico e metodológico buscando enriquecer
a literatura existente.
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2. REFERENCIAL TEÓRICO
Este capítulo tem por objetivo apresentar a fundamentação teórica que norteou a
concepção deste trabalho. Nesta pesquisa foram tomadas como fonte as referências clássicas e
contemporâneas, sobretudo nas áreas de competências e estratégias.
O termo competência é utilizado desde a Idade Média quando correspondia a
habilidade que alguém ou uma instituição possuía para apreciar e julgar determinadas
questões, por conseqüência o termo passou então a designar a capacidade de alguém para
pronunciar-se sobre determinado assunto e posteriormente foi utilizado para qualificar o
indivíduo capaz de realizar determinado trabalho.
Após a Revolução Industrial o termo competência foi incorporado a linguagem
organizacional sendo utilizado para qualificar a pessoa capaz de desempenhar eficientemente
determinado papel.
A utilização do termo competência, no contexto organizacional, gerou variados
significados, o que resultou em diversas formas de conceituar o termo. Existem então duas
grandes correntes: a norte-americana e a francesa. Para os norte-americanos (Boyatzis, 1982,
Excluído: um com
e McClelland,1973 por exemplo) o termo significa um conjunto de qualificações que uma
pessoa deve ter para executar um trabalho com nível superior de desempenho. Já para o
francês como Le Bortef (1995), apud Fleury e Fleury (2001) a competência não é estado ou
conhecimento que se tem nem é resultado de treinamento. Competência é na verdade colocar
em prática o que se sabe em um determinado contexto, marcado geralmente pelas relações de
trabalho, cultura da empresa, imprevistos, limitações de tempo e recursos etc. Pode-se,
portanto, falar-se de competência apenas quando há competência em ação, isto é, saber ser e
saber mobilizar conhecimentos em diferentes contextos.
Segundo Fleury e Fleury (2000) competência é uma palavra do senso comum,
utilizada para designar uma pessoa qualificada para realizar alguma coisa. O seu oposto, ou o
seu antônimo, não implica apenas a negação desta capacidade, mas guarda um sentimento
pejorativo, depreciativo. Chega mesmo a sinalizar que a pessoa se encontra ou se encontrará
brevemente marginalizada dos circuitos de trabalho e de reconhecimento social.
Excluído:
O tema competência passou a fazer parte das discussões acadêmicas e empresariais,
associado a diferentes conhecimentos: a competência do indivíduo, as core competences (das
organizações) e dos países (sistemas educacionais e formação de competências). Para Dutra et
al (2000) a competência pode ser prevista ou estruturada, de modo que se estabeleça um
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conjunto qualificador ideal, para que a pessoa apresente uma realização superior em seu
trabalho.
No quadro a seguir, podem-se visualizar algumas definições e enfoques do conceito de
competências ao longo do tempo.
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Nesta pesquisa foi utilizado o conceito de Carbone et al (2006) que aponta que
competência é a combinação sinergética de conhecimentos, habilidades e atitudes expressadas
por meio do desempenho profissional dentro do contexto organizacional, que agregam valor
às pessoas e organizações.
As competências podem ser humanas ou organizacionais. Para Carbone et al (2006) as
competências humanas são reveladas quando as pessoas agem diante das situações
profissionais com as quais se deparam e servem como ligação entre as condutas individuais e
a estratégia da organização. Já as Competências organizacionais estão relacionadas às
competências que a empresa reconhecidamente possui e, portanto, depende não somente das
pessoas, mas também da gestão que utiliza e da tecnologia que a suporta. As competências
são consideradas como fonte de valor para o indivíduo e a organização, pois contribuem para
o sucesso dos objetivos organizacionais e expressam o reconhecimento social sobre a
capacidade das pessoas. Elas resultam da mobilização de uma combinação de recursos e
insumos e é expressada quando há resultados no trabalho.
Conforme Figura 1, podemos verificar que as competências estão relacionadas aos
conhecimentos, habilidades e atitudes que uma pessoas ou organização devem ter para
alcançar um determinado desempenho. De acordo com Fleury e Fleury (2000) a competência
é percebida como estoque de recursos, que o indivíduo detém.
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De acordo com Borges-Andrade (1986) o Conhecimento refere-se a um corpo
organizado de informações de natureza técnica ou administrativa, o qual se aplicado faz com
que o desempenho adequado do trabalho seja possível. A Habilidade refere-se à capacidade
de desempenhar operações de trabalho com facilidade e precisão. Inclui comportamentos
motores ou verbais que favorecem a realização das tarefas inerentes à função. As
especificações das habilidades normalmente implicam um padrão de desempenho requerido
para operações efetivas do trabalho. A Atitude é a predisposição do indivíduo que se
manifesta verbalmente ou não, assumindo caráter de favorabilidade ou desfavorabilidade em
relação a um objeto, pessoa ou fato, ou denota sentimentos do trabalhador a respeito do que
ele faz ou sobre a organização em que trabalha ou alguma pessoa competente da mesma.
Esses três elementos juntos geram o desempenho profissional que é expresso pelo
comportamento que a pessoa manifesta no trabalho e suas conseqüências em termo de
realizações e resultados.
As dimensões do conhecimento (saber), das habilidades (saber fazer) e das Atitudes
(saber agir) estão inter-relacionadas e muitas vezes se confundem. As competências podem
ser um atributo associado a um grupo de trabalho ou da organização como um todo e pode ser
de valor distintivo e de vantagem competitiva.
As competências humanas podem ser consideradas técnicas e gerenciais e as
competências organizacionais podem ser classificadas como básicas (necessárias) e essenciais
(diferenciais).
O propósito de gestão por competências é alinhado as competências humanas para
gerar e sustentar as competências organizacionais necessárias para o alcance dos objetivos
organizacionais.
De acordo com Brandão e Guimarães (2001) a gestão de competência pode ser
visualizada como instrumento que faz parte de um mesmo movimento, quando a ênfase recai
sobre as pessoas como recursos determinantes do sucesso organizacional. Em outras palavras,
ela faz parte de um sistema maior de gestão organizacional que direciona recrutamento,
seleção, treinamento, dentre outros, para o desenvolvimento e capacitação das competências
necessárias para atingir os objetivos da organização.
Para Neri (1999) a competência para perceber, priorizar e desenvolver conhecimentos,
habilidades e atitudes e valores críticos para o sucesso as pessoas e da empresa é muito
importante para que a organização consiga retorno dos investimentos em treinamento e
desenvolvimento de recursos humanos.
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Fleury (2002) cita algumas competências que deveriam ser adotadas. São elas: saber
agir (saber julgar, escolher, decidir); mobilizar recursos (criar sinergia e mobilizar recursos e
competências); saber comunicar (compreender, trabalhar, transmitir informações,
conhecimentos); integrar saberes múltiplos e complexos; saber aprender (trabalhar o
conhecimento e a experiência, rever modelos mentais, saber se desenvolver); saber se engajar
e se comprometer (saber empreender, assumir riscos comprometer-se); assumir
responsabilidades (ser responsável, assumindo riscos e as conseqüências de suas ações, sendo
por isso reconhecido) e ter visão estratégica (conhecer e entender o negócio da organização,
seu ambiente, identificando oportunidades e alternativas).
Muitos autores sugerem ser necessário que toda organização procure identificar suas
competências essenciais (core competences).
Para Prahalad (1997) a competitividade de uma empresa ocorre em função de sua
habilidade de desenvolver e manter competências únicas e essenciais, que permitem gerar
produtos inesperados. Para ele, as empresas que conseguem alcançar o sucesso descobrem
aquilo que sabem fazer de melhor - competências essenciais – e devem aproveitá-las ao
máximo. Ainda se acordo com este autor as competências essenciais são aquelas que
conferem vantagem competitiva, gerando valor distinto percebido pelo cliente.
Segundo Prahalad (1997) existem três condições para se identificar uma competência
essencial à organização são elas:
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As competências organizacionais estão formadas pelo conjunto de conhecimentos,
habilidades, tecnologias e comportamentos que uma organização possui e consegue
manifestar de forma integrada na sua atuação, causando impacto no seu desempenho e
contribuindo para os resultados.
Após a identificação das competências organizacionais, é necessário verificar quais
competências humanas a organização precisa para dar suporte as competências
organizacionais. A partir daí se faz necessário desenvolver as competências das pessoas que
fazem parte da organização ou selecionar e desenvolver novos talentos para as referidas
competências, pois são as pessoas que fazem a diferença e podem criar e implementar novas
tecnologias, produtos ou serviços.
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Para Harb (2005) a aquisição de competências individuais é um processo de
aprendizagem contínua, que evolui objetivando melhor desempenho, fundamentado em
propósitos pessoais e/ou organizacionais de forma responsável.
Por último cabe considerar que a maioria dos autores considera que as competências
humanas devem ser aquelas necessárias às competências organizacionais, de modo que a
organização seja competitiva e possa atingir seu objetivo com efetividade.
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conhecimento específico de um cargo gerencial, normalmente associado à habilidades
humanas, que representam uma forma de lidar com as pessoas, e habilidades conceituais, que
representam a necessidade de o gerente ter uma visão do todo, uma visão sistêmica.
O trabalho gerencial é fundamental na definição e alcance dos objetivos
organizacionais, na formulação e implementação de estratégias e na realização da visão de
futuro da empresa.
A noção de competência gerencial deve ser pensada como uma ação através da qual
se mobilizam conhecimentos, habilidades e atitudes pessoais e profissionais a fim de cumprir
com certa tarefa ou responsabilidade numa determinada situação.
20
3.MÉTODO
21
Tabela 1– Resultados descritivos dos dados demográficos e funcionais da amostra final.
VARIÁVEL F %
SEXO
Feminino 22 52
Masculino 20 48
NÍVEL DE INSTRUÇÃO
FAIXA ETÁRIA
CARGO
Nível operacional 19 45
Nível técnico 13 31
Nível gerencial 7 17
Casos omissos 3 7
TEMPO DE SERVIÇO
Até 2 anos 12 29
De 2 a 5 anos 9 21
De 5 a 7 anos 9 21
Acima de 7 anos 12 29
F= Freqüência absoluta
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3.3. Instrumento de Pesquisa
Para efetuar o mapeamento das competências existentes na entidade foi utilizada uma
entrevista semi-estruturada que solicitava aos respondentes quais os conhecimentos,
habilidades e atitudes mais importantes que um gestor deveria apresentar para atuar na
Excluído: s
Autarquia. Foi transmitido aos respondentes da entrevista o conceito de conhecimento,
habilidade e atitude proposto por com Borges-Andrade (1986) onde, o Conhecimento refere-
se a um corpo organizado de informações de natureza técnica ou administrativa, o qual se
aplicado faz com que o desempenho adequado do trabalho seja possível. A Habilidade
refere-se à capacidade de desempenhar operações de trabalho com facilidade e precisão.
Inclui comportamentos motores ou verbais que favorecem a realização das tarefas inerentes à
função. As especificações das habilidades normalmente implicam um padrão de desempenho
requerido para operações efetivas do trabalho. A Atitude é a predisposição do indivíduo que
se manifesta verbalmente ou não, assumindo caráter de favorabilidade ou desfavorabilidade
23
em relação a um objeto, pessoa ou fato, ou denota sentimentos do trabalhador a respeito do
que ele faz ou sobre a organização em que trabalha ou alguma pessoa competente da mesma.
Essa etapa do trabalho foi concluída com a colaboração de 18 funcionários, ou seja,
10% da população. Após a realização das entrevistas, as respostas mais freqüentes foram
utilizadas como base para a elaboração do questionário para verificação do domínio das
competências que foram consideradas relevantes.
Para verificar a percepção dos funcionários acerca das competências gerenciais da
Autarquia foi utilizado instrumento de pesquisa elaborado pela autora desse trabalho, com
uma escala de 5 pontos que tem por objetivo descrever o domínio pelo Gestor de cada
competência listada em forma de item afirmativo.
Para verificar as necessidades de desenvolvimento das competências listadas, foi
utilizada a seguinte fórmula proposta por Borges-Andrade e Lima (1983): 1) N= i x (4 - d);
onde: N = necessidade, i = importância e d = domínio. Na fórmula, o número 4 representava
a maior pontuação possível (0 a 4 ). Esta fórmula foi adaptada em função da escala utilizada
no presente estudo, pois o questionário aplicado permitia aos respondentes pontuar cada item
com uma escala de 1 a 5 pontos, portanto a fórmula foi adaptada para N= i x (5 - d).
Segundo Borges - Andrade e Magalhães (2001) utilizando esta fórmula definiu-se
operacionalmente necessidades como sendo o produto da importância de conhecimentos,
habilidades e atitudes, pela ausência de quantidade ou domínio desses conhecimentos,
habilidades e atitudes. Ou seja, o desempenho dos gestores está diretamente relacionado com
a existência ou não dos conhecimentos, habilidade e atitudes considerados importantes pelos
funcionários.
Para a análise dos dados foram utilizados técnicas de estatística descritiva, média e
desvio-padrão. Os dados obtidos foram sistematizados sob forma de tabelas e gráficos.
24
A grande parte da literatura apenas reproduz os textos dos teóricos mais
contemporâneos havendo muita repetição e pouco material inovador.
25
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
26
17. Proativo, se antecede aos acontecimentos. 3,28 1,11
18. Sabe lidar com as pessoas usando diplomacia. 3,47 0,99
19. Demonstra segurança em suas atitudes. 3,73 0,96
20. Apresenta flexibilidade em relação a condutas e idéias. 3,11 1,34
21. Demonstra comprometimento com a entidade. 4,30 0,78
22. Respeita as diferenças. 3,63 1,06
23. Sabe ouvir opiniões. 3,35 1,14
24. Está aberto a novas idéias. 3,59 1,16
25. Apresenta dinamismo. 3,52 0,99
26. Conhece a organização como um todo (objetivo, missão, visão e
3,95 1,18
etc.)
27. Mantém bom relacionamento interpessoal com seus
3,83 0,96
subordinados.
28. Implementa ações de comunicação interna. 2,88 1,01
29. Promove um bom ambiente de trabalho. 3,64 1,03
30. Estabelece formas para disseminar seu conhecimento. 3,07 1,13
27
Em estatística descritiva, a moda é o valor que detém o maior número de observações,
ou seja, o valor ou valores mais freqüentes. A moda não é necessariamente única. O Máximo
é a maior observação e o Mínimo a menor observação
Índice
de Prioridade
Geral I x (5 -
TABULAÇÃO DOS DADOS - PESQUISA Moda Mín Máx D)
1. Apresenta conhecimentos sobre Gestão de Pessoas. 3 1 4 11,55
2. Colabora com os funcionários, visando atingir os objetivos da
3 1 5 7,74
equipe em um clima de harmonia.
3. Avalia as condições de execução de trabalho de seus subordinados
3 1 5 10,36
para adequá-las.
4. Desenvolve formas criativas de realizar tarefas cotidianas. 4 1 4 11,55
5. Trata seus funcionários de forma amigável. 5 2 5 4,88
6. Desenvolve estratégias para alcançar resultados. 3 1 5 9,76
7. Comunica-se, na forma oral e escrita, com clareza. 4 2 5 6,79
8. Apresenta bom relacionamento com pessoas do mesmo nível
4 1 5 5,24
hierárquico.
9. Delega tarefas para sua equipe. 5 1 5 5,12
10. Busca atualizar-se constantemente através de cursos e etc. 4 1 5 8,17
11. Planeja suas ações no trabalho. 3 1 5 8,93
12. Demonstra conhecimentos sobre liderança. 4 1 5 9,64
13. Apresenta conhecimento sobre a sua área de atuação (conhecimentos
4 1 5 6,19
específicos).
14. Motiva sua equipe de trabalho. 4 1 5 8,57
15. Busca resolver problemas de forma eficaz. 4 2 5 7,02
16. Possui habilidade para tratar com adversidades. 4 1 5 7,62
17. Proativo, se antecede aos acontecimentos. 3 1 5 8,57
Sabe lidar com as pessoas usando diplomacia. 3 1 5 7,62
19. Demonstra segurança em suas atitudes. 4 1 5 6,31
20. Apresenta flexibilidade em relação a condutas e idéias. 3 1 5 9,40
21. Demonstra comprometimento com a entidade. 5 2 5 3,45
22. Respeita as diferenças. 3 1 5 6,83
23. Sabe ouvir opiniões. 4 1 5 8,21
24. Está aberto a novas idéias. 4 1 5 7,02
25. Apresenta dinamismo. 4 1 5 7,38
26. Conhece a organização como um todo (objetivo, missão, visão e etc.) 5 1 5 5,24
27. Mantém bom relacionamento interpessoal com seus subordinados. 4 2 5 5,83
28. Implementa ações de comunicação interna. 3 1 5 10,60
29. Promove um bom ambiente de trabalho. 4 1 5 6,79
30. Estabelece formas para disseminar seu conhecimento. 4 1 5 9,64
28
Na tabulação dos dados do questionário os itens 5, 9, 21 e 26 tiveram a Moda mais
alta encontrada, 5- Domina totalmente, da escala de concordância. Isso significa que a grande
maioria dos funcionários respondentes consideram que os gestores da Autarquia tratam seus
funcionários de forma amigável, delegam tarefas, demonstram comprometimento com a
entidade e apresentam conhecimento sobre a organização com um todo.
Analisando a coluna Máximo da tabela 3 é possível verificar que com exceção dos
itens 1 e 4 que receberam nota 4 (Domina muito) todos os itens receberam a maior nota da
escala utilizada . Isso indica que pela percepção dos funcionários muitos dos gestores da
autarquia apresentam as competências listadas, porém, em geral a Moda encontrada foi 3
(Domina razoavelmente). Já na coluna Mínimo da mesma tabela, os itens 5, 7, 15, 21 e 27
receberam nota 2 (Domina pouco) os demais itens receberam 1 (Não domina).
A partir da análise dos dados apresentados pode-se aferir que a percepção dos
funcionários em relação ao domínio das competências listadas não é homogênea, pois a
grande maioria dos itens receberam nota máxima e mínima.
Todos os itens do questionário foram considerados de importância 5. Analisando a
coluna do Índice de Prioridades Geral -IPG é possível verificar que com exceção dos itens 6
(IPG=4,88) e 21(IPG=3,45), todos as demais competências deverão ser treinadas, uma vez
que os índices acima de 5 são considerados como passives de treinamento. Os maiores
índices encontrado foram os itens 1 (IPG=11,55) e 4( IPG=11,55).
Com o resultado obtido através da utilização da fórmula do IPG é possível verificar
quais as competências que deverão ser treinadas para melhorar o domínio e o desempenho
dos gestores da Autarquia. Segundo Borges - Andrade e Magalhães (2001), treinamento é
uma forma de educação especializada, uma vez que seu propósito é preparar o indivíduo para
o desempenho eficiente de uma determinada tarefa que lhe é atribuída.
Para desenvolver as competências percebidas como de baixo domínio pelos
respondentes da pesquisa, é necessário que a entidade busque estabelecer mecanismos
eficazes para desenvolver as competências de seus gestores. Esses mecanismos podem ser
criados ou oferecidos através de cursos, seminários, treinamentos e etc.
Sugere-se que o desenvolvimento de competências relacionadas com conhecimento
deva ser treinado mediante cursos de educação formal e de longa duração. Para aquisição ou
desenvolvimento de competências relacionadas com habilidades indicam-se cursos práticos e
para aumentar o domínio das atitudes desejadas é necessário buscar treinamentos específicos
para este fim.
29
5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇOES
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARBONE, Pedro Paulo.; BRANDÃO, Hugo.; LEITE, João Batista.; VILHEN, Rosa Maria.
Gestão por competências e gestão do conhecimento. [Link]. Rio de Janeiro:FVG,2006.
DUTRA, Joel Souza.; HIPÓLITO, José Antonio Monteiro.; SILVA, Cassiano Machado.
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Revista de Administração Contemporânea, v. 4, n. 1, Jan./Abr. P. 161-176, 2000.
PRAHALAD, C.K.; HAMEL, Gary. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para
obter o controle do seu setor e criar os mercados de amanhã. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
CHIAVENATO, Administração nos novos tempos. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
31
NERI, Aguinaldo A. Gestão de RH por competências e a empregabilidade. Campinas-SP:
Papirus,1999.
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