DENGUE E ARBOVIROSES
SUPERVISÃO MAIS MÉDICOS – 2025
BRIAN HIDALGO – MFC
RQE - 114607
MANUAL MS - 2024
CASO SUSPEITO DE DENGUE
• Pessoa que viva em área onde se registram casos de dengue, ou que tenha
viajado nos últimos 14 dias para área com ocorrência de transmissão de
dengue (ou presença de Aedes aegypti).
• Deve apresentar febre, usualmente entre dois e sete dias, e duas ou mais
das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantema, mialgias,
artralgias, cefaleia, dor retro-orbital, petéquias, prova do laço positiva e
leucopenia.
CASO SUSPEITO DE DENGUE COM SINAIS DE ALARME
• É todo caso de dengue que, no período de defervescência da febre,
apresenta um ou mais dos seguintes sinais de alarme: dor abdominal
intensa (referida ou à palpação) e contínua; vômitos persistentes; acúmulo
de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); hipotensão
postural e/ou lipotimia; hepatomegalia >2 cm abaixo do rebordo costal;
sangramento de mucosa; letargia e/ou irritabilidade; aumento progressivo
do hematócrito.
CASO CONFIRMADO DE DENGUE
• O critério de confirmação laboratorial pode ser utilizado a partir dos
seguintes testes laboratoriais e seus respectivos resultados:
• a. Detecção da proteína NS1 reagente.
• b. Isolamento viral positivo.
• c. RT-PCR detectável (até o quinto dia de início de sintomas da
doença).
• d. Detecção de anticorpos IgM ELISA (a partir do sexto dia de início
de sintomas da doença).
DENGUE
• A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica
• LEVE / MODERADA / GRAVE
• SINTOMÁTICA / ASSINTOMÁTICA
• TRÊS FASES – FEBRIL / CRÍTICA / RECUPERAÇÃO
FASE FEBRIL
• Febre – 2 A 7 DIAS (39ºC – 40ºC)
• Cefaleia, adinamia, mialgias, artralgias e à dor retro-orbitária.
• Anorexia, náuseas, vômitos, diarreias (pastosa x liquida – GECA)
• Exantema
• 50% dos casos, é predominantemente do tipo maculopapular,
atingindo face, tronco, e membros de forma aditiva, incluindo plantas
de pés e palmas de mãos.
• MAIORIA DOS PACIENTES SE RECUPERA APÓS FASE FEBRIL
FASE CRÍTICA
• INIÍCIO NO DECLÍNIO DA FEBRE
• PODE ACONTECER EM ALGUNS PACIENTES > EVOLUÇÃO PARA AS
FORMAS GRAVES
• SURGEM SINAIS DE ALARME
DENGUE GRAVE
• As formas graves da doença podem se manifestar como choque ou acúmulo de líquidos
com desconforto respiratório, em função do severo extravasamento plasmático.
• CHOQUE
• Ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido por meio do extravasamento
ou sangramento, o que geralmente ocorre entre o quarto ou quinto dia de doença,
com intervalo entre o terceiro e sétimo, geralmente precedido por sinais de alarme.
• O período de extravasamento plasmático e choque leva de 24 a 48 horas, devendo a
equipe assistencial estar atenta às rápidas alterações hemodinâmicas, conforme
Tabela 1.
HEMORRAGIAS GRAVES
• No aparelho digestivo
• Antecedente de úlcera / gastrite
• Uso crônico de AAS, aines, anticoagulantes.
FASE DE RECUPERAÇÃO
• Reabsorção do conteúdo extravasado com melhora gradual e progressiva.
• Débito urinário normaliza ou aumenta
• Bradicardia
• Rash (exantema) cutâneo com ou sem prurido
Dengue na criança
• A dengue na criança pode ser assintomática, apresentar-se como uma síndrome febril
clássica viral ou ainda com sinais e sintomas inespecíficos, como adinamia, sonolência,
recusa da alimentação e de líquidos, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas.
• Em menores de 2 anos de idade, os sinais e sintomas de dor podem se manifestar por
choro persistente, adinamia e irritabilidade, sendo capazes de serem confundidos com
outros quadros infecciosos febris, próprios da faixa etária.
• No geral, o agravamento é súbito, diferentemente do que ocorre no adulto, em que os
sinais de alarme são mais facilmente detectados.
Dengue na gestante
• Devem ser tratadas de acordo com o estadiamento clínico da dengue e necessitam de
vigilância, independentemente da gravidade. O médico deve atentar-se aos riscos para a
mãe e o feto.
• Em relação à mãe infectada, os riscos estão principalmente relacionados ao aumento de
sangramentos de origem obstétrica e às alterações fisiológicas da gravidez, que podem
interferir nas manifestações clínicas da doença.
• Gestantes com sangramento, independentemente do período gestacional, devem ser
questionadas quanto à presença de febre ou ao histórico de febre nos últimos sete dias.
•
DIAGNOSTICO
DIFERENCIAL
ATENDIMENTO PACIENTE COM DENGUE
• A) FEBRE – AFERIDA OU REFERIDA – DATA DE INÍCIO
• B) SINAIS DE ALARME (VIDE TABELA)
• C) VERIFICAR ALTERAÇÕES GASTROINTESTINAIS
• NÁUSEA, VÔMITOS, DIARREIA
• D) ALTERAÇÕES ESTADO DE CÒNSCIÊNCIA
• IRRITABILIDADE, SONOLÊNCIA, LETARGIA, TONTURA, OUTROS
• E) DIURESE
• F) FAMILIARES COM DENGUE
• G) ANTECEDENTES PESSOAIS
• LACTENTES (24 MESES) , IDOSOS, GESTANTES, ASMA, DM, HAS
EXAME FÍSICO
• a. AVALIAR sinais vitais de temperatura, qualidade e pressão de pulso, frequência cardíaca, pressão arterial
média (PAM) e frequência respiratória.
• b. Avaliar o estado de consciência com a escala de Glasgow.
• c. Verificar o estado de hidratação.
• d. Verificar o estado hemodinâmico por meio do pulso e da pressão arterial
• e. Investigar a presença de efusão pleural, taquipneia, respiração de Kussmaul.
• f. Pesquisar a presença de dor abdominal, ascite e hepatomegalia.
• g. Investigar a presença de exantema, petéquias ou sinal de Herman (mar vermelho com ilhas brancas).
• h. Buscar manifestações hemorrágicas espontâneas ou induzidas, como a prova do laço, sendo esta
frequentemente negativa em caso de obesidade e durante o choque.
PERGUNTAS
• É DENGUE?
• QUAL FASE?
• TEM SINAIS DE ALARME?
• QUAL O ESTADO HEMODINÂMICO/HIDRATAÇÃO
• CONDIÇÕES COM RISCO DE GRAVIDADE?
• QUAL O ESTADIAMENTO (GRUPO A,B,C,D)
• REQUER HOSPITALIZAÇÃO?
FLUXOGRAMAS - ATENDIMENTO
INTERNAÇÃO HOSPITALAR
• a. Presença de sinais de alarme ou de choque, sangramento grave ou comprometimento grave de órgão
(Grupos C e D).
• b. Recusa à ingestão de alimentos e líquidos.
• c. Comprometimento respiratório: dor torácica, dificuldade respiratória, diminuição do murmúrio
vesicular ou outros sinais de gravidade.
• d. Impossibilidade de seguimento ou retorno à unidade de saúde por condições clínicas ou sociais.
• e. Comorbidades descompensadas ou de difícil controle, como diabetes mellitus, hipertensão arterial,
insuficiência cardíaca, uso de dicumarínicos, crise asmática e anemia falciforme.
• f. Outras situações a critério clínico.
CUIDADOS
OBRIGADO