0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações2 páginas

O Fogo e o Caos: A Queda de Carthos

https://www.dndbeyond.com/campaigns/join/72002212063132417https://wigglypaint.net/https://wigglypaint.net/

Enviado por

otiquirb
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações2 páginas

O Fogo e o Caos: A Queda de Carthos

https://www.dndbeyond.com/campaigns/join/72002212063132417https://wigglypaint.net/https://wigglypaint.net/

Enviado por

otiquirb
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Por eras incontáveis, os deuses primordiais mantiveram uma tênue harmonia.

Carthos,
o Deus do Fogo, prosperava em sua criação. Ele via o fogo como a origem de tudo: a
força que dava vida, que movia montanhas, que trazia calor às almas frias dos
mortais. Sob seu comando, as chamas cresceram, expandiram-se para além dos
horizontes, e onde o fogo tocava, surgia a vida. Mas, com o passar do tempo, sua
obsessão em manter a chama acesa começou a consumir sua própria essência.

Carthos, inicialmente inspirador, passou a ser uma força destruidora, seu desejo
por mais fogo tornou-se uma fome insaciável. A chama que ele tanto nutria passou a
queimar com um fervor incontrolável. Sua crença de que a chama deveria arder
eternamente se transformou em fanatismo, e ele começou a exigir que tudo, mesmo a
própria criação, fosse sacrificado para alimentar seu fogo.

Nyvanna, a Deusa do Caos, observava a transformação de seu irmão com uma mistura de
fascínio e preocupação. O caos estava em sua natureza, mas até ela via o perigo no
desequilíbrio que Carthos estava causando. Seus redemoinhos de energia, que antes
flertavam com as chamas de Carthos em danças imprevisíveis, agora se chocavam
contra o fogo devorador. Seus seguidores começaram a perceber que o caos que ela
trazia era ofuscado pelo inferno constante que Carthos impunha ao mundo.

Vardos, o Deus da Morte, permaneceu quieto por um tempo, como uma sombra à
espreita. Ele sabia que tudo tinha um fim, até mesmo as chamas de Carthos. Porém,
enquanto Carthos alimentava sua chama incessantemente, a morte não chegava ao mundo
como deveria. As almas não descansavam, o ciclo da vida estava preso em um loop
infinito de criação e destruição. Isso era uma afronta ao equilíbrio natural que
Vardos representava.

Lilithra, sempre nas sombras, foi a primeira a perceber o verdadeiro perigo. Sua
conexão com o desconhecido permitiu que ela visse o caminho que Carthos trilhava.
Ele estava consumido pelo medo de que sua chama se apagasse e, com isso, seu
próprio poder. Esse medo o estava levando à loucura, e essa loucura o faria
transformar o mundo em um mar de cinzas e desespero. Se não fosse contido, ele
queimaria tudo, até o vazio.

Em seu fanatismo, Carthos declarou que nenhum ser, mortal ou imortal, poderia
desafiar a eternidade de sua chama. Ele começou a exigir sacrifícios, enviando seus
servos para trazerem vidas e almas para queimar em seus fogos. Cidades inteiras
foram consumidas, florestas se transformaram em cinzas, e o mundo começou a gritar
por alívio do calor insuportável.

Nyvanna tentou confrontá-lo, mas mesmo seu caos parecia insignificante diante da
destruição controlada e incansável do fogo. Suas energias selvagens eram devoradas
pelas chamas. Cada vez que tentava distorcer a realidade ao redor de Carthos, ele
simplesmente incendiava suas criações, rindo de sua futilidade.

Então, Vardos se moveu, silencioso como sempre. Ele não lutou diretamente contra
Carthos; sabia que o fogo, por mais forte que fosse, acabaria eventualmente. Mas
Carthos desafiava esse destino, e isso era inaceitável. Vardos começou a trabalhar
nas sombras com Lilithra. Juntos, forjaram um plano sombrio, algo que desafiaria
até mesmo os deuses.

Vardos começou a sussurrar no ouvido dos mortais, instigando-os a aceitar a morte


como uma dádiva, um alívio do calor insuportável. Os humanos, antes desesperados
para manter suas vidas, começaram a se entregar à morte com um senso de propósito.
Lilithra, por sua vez, oferecia poder e conhecimento aos poucos corajosos o
suficiente para mergulhar na escuridão e buscar os segredos que poderiam desafiar
as chamas eternas.

Enquanto Carthos se tornava cada vez mais tirano, seus próprios seguidores
começaram a questioná-lo. Eles viam as promessas de vida eterna se transformarem em
um inferno sem fim. O medo do Deus do Fogo crescia, mas ele não recuava. Ele não
via que sua própria loucura era a centelha que incendiaria sua ruína.

A batalha final não seria travada com espadas ou magias devastadoras, mas sim com a
aceitação inevitável de que o fogo, como tudo, tinha que chegar ao seu fim. Vardos
esperava pacientemente, enquanto Lilithra se preparava para a última jogada.

O que ninguém sabia, nem mesmo Carthos, era que a chama primordial que ele tanto
protegia estava morrendo. A verdadeira pergunta era: quem estaria preparado para o
mundo que surgiria das cinzas?

Você também pode gostar