Índice
1. Introdução .................................................................................................................... 2
2. Conceito de Texto Dramático ..................................................................................... 3
2.1 Definição do auto ..................................................................................................... 3
2.2 Os gêneros que fazem parte do auto ...................................................................... 3
2.3 O tempo de duração da peça .................................................................................. 4
2.4 Os estilos dos personagens ...................................................................................... 4
3. Conclusão ..................................................................................................................... 6
6. Referências Bibliográficas .............................................................................................. 7
1. Introdução
O presente trabalho ira abordar acerca do texto dramático, este que é uma das principais
formas literárias, caracterizada pela representação de ações através do diálogo e da
encenação. Diferentemente dos textos narrativos e poéticos, o texto dramático é destinado
à representação teatral, isto é, foi concebido para ser visto e ouvido, e não apenas lido.
Neste trabalho, pretende-se compreender o conceito, as características, a estrutura e os
principais elementos do texto dramático, bem como a sua importância no contexto
educativo e cultural.
2
2. Conceito de Texto Dramático
O texto dramático é uma composição literária escrita para ser representada por atores
perante um público. A palavra “drama” vem do grego dran, que significa “agir” ou
“fazer”, o que demonstra que este tipo de texto está ligado à ação. Assim, o texto
dramático apresenta acontecimentos por meio de diálogos e ações das personagens, sem
a intervenção direta de um narrador.
2.1 Definição do auto
Sua definição tornou-se problemática por comportar na época medieval qualquer peça de
teatro. Um auto poderia ser qualquer outra modalidade do gênero dramático. Suas
características formais, temáticas e ideológicas são de difícil caracterização
individualizada.
Inicialmente, os autos eram encenados em templos religiosos, depois nas portas de
entrada das igrejas e pátios. Posteriormente, as apresentações passaram a acontecer em
feiras, mercados e praças públicas, quando se torna um gênero dramático de feição
popular.
Foi nessa época também que, ao sair das igrejas, os autos passaram também a tratar de
assuntos profanos. Não que havia autos religiosos e autos profanos, separadamente. O
que ocorria era a coexistência dos dois elementos dentro da mesma peça.
2.2 Os gêneros que fazem parte do auto
Os textos que fazem parte do gênero dramático são escritos para serem encenados.
Portanto, a princípio, eles não são produzidos para a leitura de leitores(as) comuns, já que
têm como objetivo orientar diretores e atores. Esses textos, de acordo com suas
especificidades, podem ser definidos como:
tragédia;
comédia;
tragicomédia;
auto;
farsa.
3
2.3 O tempo de duração da peça
De qualquer forma, com o passar do tempo, o auto passou a ser definido como uma peça
de curta duração de conteúdo religioso ou profano, burlesco e alegórico, escrito
geralmente em verso.
Sua característica principal é o conteúdo simbólico, cujos personagens são entidades
abstratas, geralmente de caráter religioso ou moral (o pecado, a luxúria, a bondade, a
virtude, entre outros).
2.4 Os estilos dos personagens
As personagens preferidas são planas, apresentando-se, às vezes, como tipos ou
caricaturas, o que resulta no humor da obra. Existem também personagens alegóricas.
Nem sempre encontramos unidade temática e formal; muitos autos fogem à regra. A
linguagem é coloquial, e o cenário, simples. As marcações teatrais são mínimas.
O maior representante luso dessa modalidade dramática é Gil Vicente, com autos que
romperam os tempos e são dramatizados até hoje, como é o caso do Auto da Barca do
Inferno. o Brasil, Ariano Suassuna é um dos grandes exemplos de escritores de autos,
com peças importantíssimas e muito conhecidas, como em O Auto da Compadecida.
4
Características principais
Origem e evolução: Surgiu na Idade Média, por volta do século XII na Espanha,
e se desenvolveu nos séculos XIV e XV em Portugal. Começou nas igrejas e,
depois, passou a ser encenado em praças e outros espaços públicos.
Alegoria: As personagens não são indivíduos, mas personificações de ideias
abstratas como virtudes (bondade, fé) e pecados (luxúria, soberba). Também
inclui figuras como anjos, demônios e santos.
Temática:
o Religiosa: Narra histórias bíblicas, passagens da vida de santos e dogmas
da Igreja, como no caso do Auto Sacramental.
o Profana: Também aborda temas mais mundanos, como a crítica social, o
amor e a política, especialmente após se popularizar.
Estrutura: Costuma ter um único ato. O enredo é simples e didático, geralmente
representando a luta entre o bem e o mal para transmitir uma lição moral.
Elementos cênicos:
o Cenário: Costumava ser bastante simples, com poucas marcações teatrais
nos textos originais.
o Linguagem: É caracterizada por um coloquialismo variado, adaptado ao
público popular. A fala das personagens geralmente representa um "tipo"
ou caricatura social.
o Música e dança: Com o tempo, incorporou elementos como dança e
música, tornando-se uma manifestação mais completa.
Tipos de autos
Os autos podem ser classificados segundo o tema:
Autos religiosos: Inspirados na Bíblia ou na doutrina cristã (ex.: Auto da Alma).
Autos morais: Apresentam alegorias sobre virtudes e pecados, ensinando lições
éticas.
Autos profanos: Abordam temas sociais e políticos, muitas vezes com crítica à
sociedade (ex.: Auto da Índia).
5
3. Conclusão
Realizado o nosso trabalho pudemos perceber que o texto dramático é um género literário
essencial, que combina arte, linguagem e representação social. O auto é um género teatral
de grande valor histórico e literário, pois combina arte, religião, moral e crítica social num
formato simples e acessível
Através do diálogo e da ação, ele permite refletir sobre os comportamentos humanos e os
conflitos do quotidiano.
Para além do seu valor estético, o texto dramático desempenha um papel educativo
importante, estimulando a criatividade, o trabalho em grupo e o pensamento crítico nos
alunos e no público em geral.
6
6. Referências Bibliográficas
ABREU, Maria Helena. Introdução à Literatura: Géneros Literários. Lisboa:
Plátano Editora, 2018.
ARISTÓTELES. Poética. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2014.
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português
Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa, 2008.
VENTURA, Luís. Estudos de Literatura Portuguesa. Porto: Porto Editora,
2020.