Patologia Fisiopatologia Sintomas Diagnóstico Tratamento
Queda na progesterona, aumenta Dor hipogástrica em cólica que acompanha o ciclo menstrual tratamento empírico
a produção do Ac. Araquidônico, sem que haja uma patologia associada que explique os sintomas. Diagnóstico clínio, pode-se usar US (1ª escolha) AINES (1ª linha, inicio 1 a
Dismenorreia pela lipoxigenase forma leucotrienos Pode estar associado : lombalgia, dor em MMII, nauseas, preferencialmente transvaginal em não vírgens dois dias antes do fluxo,
Primária e pela cicloxigenase prostaglandinas vômitos, cefaléia, irritabilidade e fraqueza. Normalmente em vírgens pode se pedir RM (exames de imagens até os 2 a 3 dias da
(PGF2α e PGE2), leva vasoconstrição inicia-se na adolescência, está associada a ciclos ovulatórios (não servem para descartar dismenorreia secundária) menstruação) e
e contração, causando isquemia é comum o inicio desde a menarca). contraceptivos
Dor pélvica acíclica, dispareunia, sangramento uterino anormal, Normalmente é necessário exames de imagens
Dismenorreia Varia de acordo com a etiologia dores desde a menarca. As possiveis etiologias são: endometriose, US (preferência para o transvaginal), RM, Tratado de acordo com a
Secundária adenomiose, leiomiomas uterinos, pólipos uterinos, malformação por vezes há indicação de laparoscopia. etiologia específica
mulleriana, DIP, massas anexiais.
deve ser tratado mesmo que
presumidamente, rastrando
IST's e CA por hpv. Deve ser
Normalmente ocorre em mulheres jovens, sem hábitos sexuais Diagnóstico clínio, havendo os 3 criterios maiores internada quando: emergência
seguros, devido aos agentes que causam cervicite. O diu é um fator e ao menos um dos menores (Maiores: dor em cirurgica, ATO ou peritonite,
Processo inflamatório da região de risco. Sinal de Chandelier positivo (Dor à mobilidade do colo). baixo ventre expontânea; dor a palpação anexial; hiv ou imunossuprimidos,
pélvica, que ocorre pela propagação classificada em: (0- cervicites; 1a- endometrite; 1b- salpingite sem dor à mobilidade cervical) (Menores: temperatura intolerancia ao antibiótico,
de microorganismo, do colo e da peritonite; 2- salpingite com peritonite; 3- piosalpingite/abscesso oral > 38,3°C; secreção vaginal/ cervical anormal; uso de DIU, gravidez.
DIP vagina para órgão superiores: tubas, tubo-ovariano; 4a-abscesso tubo-ovariano roto; 4b-hidrossalpingite VHS ou PCR aumentado; isolamento gonococo Tratamento ambulatorial:
endométrio, peritônio. O principal /hidro oforosalpinge). Pode cursar de maneira assintomática. ou clamídia endocervical). Deve ser descartado ceftriaxona 500mg IM DU +
agente é a Chlamydia trachomatis. normalmente a dor ocorre bilateralmente, disúria, dispareunia, gravidez ectópica e apendicite. USG e RM que Doxiciclina 100mg VO 1cp 2/dia
alteração do ciclo menstrual. Pode haver febre e corrimento. que sugere ATO, pode ser um critério tambem, por 14 dias + metronidazol
bem como, biopsia endometrial que aponte 250mg, 2/dia por 14dias
endometrite e laparoscopia que demonste Tratamento hospitalar:
infecção tubária ou tuboperitonial. ceftriaxona 1g IV+metronidazol
O parceiro deve ser tratado, com DU 500mg IM de 400mg 12 em 12h+doxiciclina
ceftriaxona e 1g de azitromicina VO DU. 100mg VO 12/12h
Hipersecreção de LH, aumento da O diagnóstico é feito pelos critérios de Rotterdam O tratamento é feito por:
amplitude dos pulso, secreção de fsh sendo necesário a presença de 2 dos 3 critérios: perda de peso, mudanças de
baixo ou dentro do limite inferior. 1- oligo-amenorreia (90 dias sem menstruar, ou a hábitos, em todos os casos.
O LH alto leva a uma hiperatividade ocorrência de menos de 9 ciclos em um ano); para tratar o Androgenismo:
das células da teca, para produzirem 2- hiperandrogenismo clínico e/ou laboratorial usa-se anticoncepcionais,
uma alta quantidade de androgênios. clinicamente avaliada pelo índice de Ferriman - de preferencia progestágenos
Sem níveis adequados de FSH os Gallwey; antiandrogênicos. O estrógeno
folículos não se desenvolvem. Os sintomas da SOP são referentes ao hiperandrogenismo e a 3- Alteração USG (policísticos, 20 ou mais cistos de age inibindo a 5-alfa-redutase
SOP Portadoras tambêm costumam hiperinsulinemia. Sendo assim a paciente terá, acne, oleosidade diâmetro de 2 a 9mm e/ou volume ovariano maior e aumentando o SHBG. O
apresentar resistência a insulina e da pele, hirsutismo, queda de cabelo, infertilidade (anovulação ou igual a 10cm³. progestágeno inibe a secreção
hiperinsulinemia compensatória. crônica). Acantose nigricans, DM2. Lembrando que trata-se de um diagnóstico de de lh. 1ª etinilestradiol +
esse aumento de insulina contribui exclusão. Deve solicitar de exames: beta-hcg, drospirenona. Tratamento
sinergicamente com o LH na produção fsh, lh, tsh, testosterona total, SDHEA, prolactina, ineficaz em 6 meses, usa-se
de andrógenos. Ela também está 17-hidroxi-Progesterona. espironolactona, ciproterona e
relacionada com a diminuição na finasterida. O tratamento da
produção do SHBG. infertilidade é feito com:
Letrozol, clomifeno.