Revisão Turbo: Processo Civil para OAB
Revisão Turbo: Processo Civil para OAB
Processo Civil
Processo Civil
Prof. Leonardo Fetter
Prof.ª Tatiane Kipper
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Revisão Turbo |35º Exame de Ordem
Processo Civil
Queridos alunos,
Com carinho,
Equipe 1ª Fase Ceisc ♥
@[Link]
@profetatiane_kipper
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Processo Civil
1.1 Jurisdição
Importante: O exercício da jurisdição (este poder/dever de compor litígios) é inerte – ou seja, para
ser exercido existe a necessidade de provocação (o juiz não tem autonomia para agir por conta
própria, ou seja, de ofício, deve necessariamente ser provocado pela parte interessada, conforme o
artigo 2º do CPC). É o chamado de princípio da ação ou da demanda, ou princípio da iniciativa da
parte.
1.2 Ação
A forma adequada do cidadão provocar o Poder Judiciário, retirando-o da sua inércia, é a
ação, ou seja, é através da ação, que o Poder Judiciário sai da sua inércia e passa a exercer a
jurisdição, o poder-dever de solucionar conflitos de interesses.
O chamado direito de Ação é abstrato (e não concreto), ou seja, para entrar com uma ação
o autor não precisa ter o direito material garantido (perfeitamente possível, dessa forma, que uma
ação seja julgada improcedente – pensar diferente se chegaria no absurdo de dizer que o autor
somente poderia entrar com a ação se fosse ganhar – ou seja, o direito de ação para ser exercido
deveria ser concreto).
Importante: O sistema processual brasileiro definiu dois tipos de ação: Ação de Conhecimento e
Ação de Execução. Apenas essas, então, são ações possíveis de serem apresentadas com o
objetivo de busca a prestação jurisdicional.
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Processo Civil
• Mas qual a forma desta identificação? A mais singela será simplesmente verificar o
índice do CPC – lá consta (a partir do art. 539) o capítulo dos Procedimentos Especiais. Ou seja:
todos os pedidos que vão tramitar utilizando ou respeitando um rito/procedimento especial devem
ter previsão expressa no CPC (importante: ou em lei especial – Exemplo: Lei de Alimentos prevê
procedimento especial para o pedido de alimentos).
• E o Procedimento Comum? O uso deste também é definido pelo pedido, mas de
uma forma ainda mais simples: para todos os pedidos que não tiverem previsão de uso do
procedimento especial, será utilizado o procedimento comum (simples assim).
Para encerrar estas considerações iniciais, vale fazer referência a um último e indispensável
conceito:
2. Intervenção de Terceiros
Tem o advogado direito a carga (levar consigo) dos autos do processo em tramitação,
situação em que será necessário apresentar procuração (art. 107, II e III do CPC).
Importante: Para que o advogado faça carga dos processos que estão arquivados, não é necessária
procuração (art. 7º, XVI da Lei 8.906/1994 – Estatuto da advocacia e da OAB).
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2.2 Litisconsórcio
O litisconsórcio ocorre quando duas ou mais pessoas são partes em um mesmo processo:
Art. 113. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou
passivamente, quando:
I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide;
II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir;
III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito.
No caso de haver mais de um autor, o litisconsórcio será chamado de ativo, havendo mais
de um réu, litisconsórcio passivo, e se houver pluralidade de autores e réus, será chamado de
misto.
O litisconsórcio também pode ser obrigatório ou facultativo.
* Para todos verem: esquema
Ainda, o litisconsórcio poderá ser simples, quando a sentença não tiver que ser igual para
todos os litisconsortes, ou unitário, quando necessariamente precisar ser igual para todos.
Da Assistência (arts. 119 a 124 do CPC): Trata-se de uma intervenção voluntária, em que
um terceiro interessado no conteúdo da sentença intervém no processo a fim de assistir e ajudar a
parte com a qual tenha relação jurídica.
Denunciação da lide (arts. 125 a 129 do CPC): Aqui a intervenção é originada pela iniciativa
de uma das partes, que será chamado de denunciante, cujo objetivo é garantir o direito de regresso
no caso de improcedência do processo.
IMPORTANTE!
Esse direito de regresso somente será julgado pelo juiz se o denunciantes perder a ação
principal.
Se a denunciação não for feita, ou for indeferida (ou não for permitida), o direito de regresso
pode ser buscado em ação autônoma – art. 124, §1º do CPC.
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Chamamento ao processo (arts. 130 a 132 do CPC): Ocorre quando o réu chama a integrar
o polo passivo da demanda (apenas em processos de conhecimento) os demais devedores da
mesma dívida, configurando o litisconsórcio passivo.
3. Audiência de Mediação/Conciliação
De acordo com o artigo 334 do CPC, o juiz ao receber a petição e não for caso de improcedência
liminar ou indeferimento, deverá designar a audiência de conciliação ou mediação com
antecedência mínima de 30 dias, sendo que o réu terá que ser citado, pelo menos 20 dias antes da
audiência.
Lembrando que, para não ocorrer a audiência ambas as partes deverão demonstrar
desinteresse (o autor deve afirmar na petição inicial e o réu até 10 dias antes da audiência, por
simples petição) – art. 334, §4º, I do CPC.
A audiência também não será realizada se o juiz, ao receber a inicial, entender que não é o
caso de autocomposição – situação em que mandará citar o réu para contestar.
Ocorrendo a audiência, o comparecimento das partes é obrigatório, sob pena de ato
atentatório contra à dignidade da justiça e sob pena de multa de 2% da vantagem econômica
pretendia ou do valor da causa, na forma do art. 334, §8º do CPC.
As partes devem comparecer e estarem acompanhadas de seus respectivos advogados ou
defensores públicos (art. 334, § 9º do CPC)
Contudo, se a parte não puder comparecer, poderá ser representada por seu advogado, desde
que tenha procuração com poderes específicos (art. 334, §10 do CPC).
4.1 Sentença
A sentença é ato do juiz que extingue o processo (art. 316 do CPC) com ou sem resolução
do mérito (art. 485 e 487, do CPC).
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O magistrado, após a publicação da sentença, não poderá mais alterá-la (art. 494 e 505, do
CPC).
Extinção do processo sem resolução de mérito – art. 485.
A extinção regulada pelo art. 485 do CPC terá como fundamento as circunstâncias listadas
nos incisos de tal dispositivo.
IMPORTANTE!
• a extinção sem resolução do mérito não gera coisa julgada material (art. 502 do CPC) e não
impede que o autor entre novamente com a mesma ação (art. 486 do CPC).
• identificar os conceitos de perempção (art. 486, §3º do CPC), Litispendência (art.337, §§ 1º,
2º e 3º do CPC) e coisa julgada (art. 337, §§ 1º e 4º, art. 502 do CPC).
• a desistência da ação, como causa de extinção sem resolução do mérito, pode ser
apresentada até a sentença (art. 485, §5º do CPC) – antes do oferecimento da contestação
sem necessidade de consentimento do réu; se o pedido ocorrer depois da contestação, será
necessário o consentimento do réu (art. 485, §4º do CPC).
• quando ocorre o falecimento do titular do direito intransmissível, o direito se extingue com a
pessoa do titular, conforme o inciso IX do art. 485 do CPC (no entanto, quando o direito for
transmissível aplica-se o art. 110, sem a extinção, mas sim com a sucessão da parte falecida
pelos seus herdeiros ou sucessores).
A sentença possui limites que, se não respeitados, provocam sua nulidade, são as chamadas
sentenças ultra petita, citra petita e extra petita. Sentença extra petita é aquela que o juiz julga
pedido que não foi proposto pelo autor. Sentença ultra petita é aquela que o juiz condena o réu em
quantidade superior à pedida. A sentença infra ou citra petita é quando o juiz deixa de apreciar
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algum pedido da parte, quando houver cumulação de pedidos.
Importante:
• Nenhum juiz pode decidir questões já decididas anteriormente (efeito da coisa julgada) –
todavia, existe exceções previstas nos incisos do art. 505, I e II do CPC. A coisa julgada não
atinge terceiros (que não participaram do processo) – art. 506 do CPC.
• Não é permitido as partes discutirem novamente questões já decididas e preclusas (art. 507
do CPC).
Ainda, pode ser proposta no prazo de dois anos a partir do trânsito em julgado (art. 975 do
CPC). A competência para julgar a rescisória é do Tribunal – a denominada competência originária.
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Apelação
Agravo de instrumento
Agravo interno
Recursos: art. 994 do
Embargos de declaração
Embargos de divergência
Recurso especial
Recurso extraordinário
Recurso ordinário
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Decisões
recorríveis
Decisão
Decisão
Sentença Acórdão monocrática do
interlocutória
relator
Decisões são
monocráticas e pronunciamentos
acórdãos dos Tribunais
Obs: Tem ainda a decisão do presidente ou vice-presidente do tribunal de origem, que inadmitir
Recurso Especial ou Recurso Extraordinário, conforme 1.042 do CPC.
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6. Recurso de Apelação
Previsão legal
Cabimento
Preliminar de apelação
Cuidado: Qualquer matéria prevista no artigo 1.015 do CPC, se decidida na sentença, é atacada
por recurso de apelação, conforme art. 1.009, §3º do CPC.
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Efeito Regressivo:
• Possibilidade de retratação, no prazo de cinco dias.
• No CPC se admite a retratação no recurso de apelação em três situações específicas:
Art. 331 do
indeferimento da petição inicial
CPC
Art. 332,§3º do CPC improcedência liminar do pedido
Art. 485, §7º do
extinção do processo sem resolução de mérito
CPC
Efeito Suspensivo
Exceção: no recurso de apelação, não há efeito suspensivo nas decisões listadas no art.
1.012, §1º, do CPC:
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Nas hipóteses em que o recurso de apelação não tenha efeito suspensivo automático, a
parte pode requerê-lo, demonstrando a probabilidade de provimento do recurso e risco de dano
grave de difícil ou impossível reparação, conforme o artigo 1.012, §4º, e o artigo 995, parágrafo
único, ambos do CPC.
7. Agravo de Instrumento
Previsão legal
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8. Embargos de Declaração
Previsão legal
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Cabimento
9. Agravo Interno
Previsão legal
Cabimento
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Previsão legal
Artigo 1.027 e 1.028 do Código de Processo Civil e Artigos 102, II, e 105, II, da
Constituição Federal.
Cabimento
Conforme o CPC, caberá ao STF (art. 1.027, I do CPC) o julgamento do recurso ordinário
quando a decisão for denegatória de mandado de segurança, mandado de injunção e habeas
data e for em competência originária dos tribunais superiores. Ainda, conforme o inciso II, alínea
“a” do art. 1.027 do CPC, compete ao STJ o julgamento do recurso ordinário quando a decisão
for denegatória de mandado de segurança em competência originária proferida pelo TJ ou TRF.
O recurso ordinário pode atacar sentença, desde que envolva as partes referidas no inciso
II do art. 109 da CF, consoante art. 1.027, II, alínea b, do CPC, ou seja, os processos em que
forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, Município
ou pessoa residente ou domiciliada no País. Neste caso, o recurso ordinário será julgado pelo
STJ.
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Previsão legal
Procedimento
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Divergência no âmbito do
mesmo tribunal (dentro STJ cabe embargos de
ou dentro do STF) nos divergência
termos do art. 1.043 do CPC
Previsão legal
Cabimento
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Processo Civil
Previsão legal
Cabimento
O art. 700 do CPC estabelece que a ação monitória pode ser proposta por
aquele que afirmar, com base em prova escrita sem eficácia de título
executivo, ter direito de exigir do devedor capaz:
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Processo Civil
14. Oposição
Previsão legal
Cabimento
Cuidado: As partes na ação de oposição são chamadas de opoente (quem propõe a oposição)
e opostos (em face de quem se opõe a oposição, sendo os autores e réus do processo principal);
Previsão legal
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Previsão legal
Ainda, conforme o § 2º do art. 674 do CPC, considera-se terceiro, para ajuizamento dos
embargos:
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Caderno de Questões – Processo Civil
Leonardo Fetter e Tatiane Kipper
Processo Civil
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Caderno de Questões – Processo Civil
Leonardo Fetter e Tatiane Kipper
35º Exame
1) FGV - 2022 - OAB - 35º Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q54
No âmbito de um contrato de prestação de serviços celebrado entre as sociedades empresárias Infraestrutura S.A. e
Campo Lindo S.A., foi prevista cláusula compromissória arbitral, na qual as partes acordaram que qualquer litígio de
natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetido a um tribunal arbitral. Surgido o conflito, e havendo
resistência de Infraestrutura S.A. quanto à instituição da arbitragem, assinale a opção que representa a conduta que
pode ser adotada por Campo Lindo S.A.
A) Campo Lindo S.A. pode adotar medida coercitiva, mediante autorização do tribunal arbitral, para que Infraestrutura
S.A. se submeta forçosamente ao procedimento arbitral, em respeito à cláusula compromissória firmada no contrato de
prestação de serviço.
B) Campo Lindo S.A. pode submeter o conflito à jurisdição arbitral, ainda que sem participação de Infraestrutura S.A., o
qual será considerado revel e contra si presumir-se-ão verdadeiras todas as alegações de fato formuladas pelo
requerente Campo Lindo S.A.
C) Campo Lindo S.A. pode requerer a citação de Infraestrutura S.A. para comparecer em juízo no intuito de lavrar
compromisso arbitral, designando o juiz audiência especial com esse fim.
D) Campo Lindo S.A. pode ajuizar ação judicial contra Infraestrutura S.A., para que o Poder Judiciário resolva o mérito
do conflito decorrente do contrato de prestação de serviço celebrado entre as partes.
30º Exame
2) FGV – 2019 - OAB - 30º Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q54
Daniel, sensibilizado com a necessidade de Joana em alugar um apartamento, disponibiliza-se a ser seu fiador no
contrato de locação, fazendo constar nele cláusula de benefício de ordem. Um ano e meio após a assinatura do contrato,
Daniel é citado em ação judicial visando à cobrança de aluguéis atrasados.
Ciente de que Joana possui bens suficientes para fazer frente à dívida contraída, Daniel consulta você, como
advogado(a), sobre a possibilidade de Joana também figurar no polo passivo da ação.
Diante do caso narrado, assinale a opção que apresenta a modalidade de intervenção de terceiros a ser arguida por
Daniel em sua contestação.
A) Assistência.
B) Denunciação da lide.
C) Chamamento ao processo.
D) Nomeação à autoria.
3) FGV - 2019 - OAB - 30º Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q51
Carolina foi citada para comparecer com seu advogado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos (CEJUSC) da
comarca da capital, para Audiência de Mediação (Art. 334 do CPC), interessada em restabelecer o diálogo com Nestor,
seu ex-marido.
O fato de o advogado de seu ex-cônjuge conversar intimamente com o mediador Teófilo, que asseverava ter celebrado
cinco acordos na qualidade de mediador na última semana, retirou sua concentração e a deixou desconfiada da lisura
daquela audiência.
Não tendo sido possível o acordo nessa primeira oportunidade, foi marcada uma nova sessão de mediação para buscar
a composição entre as partes, quinze dias mais tarde. Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
A) Carolina pode comparecer sem seu advogado na próxima sessão de mediação.
B) O advogado só pode atuar como mediador no CEJUSC se realizar concurso público específico para integrar quadro
próprio do tribunal.
C) Pode haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não podendo exceder 2 (dois) meses da
data de realização da primeira sessão, desde que necessária(s) à composição das partes.
D) O mediador judicial pode atuar como advogado da parte no CEJUSC, pois o CPC apenas impede o exercício da
advocacia nos juízos em que desempenhe suas funções.
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Caderno de Questões – Processo Civil
Leonardo Fetter e Tatiane Kipper
23º Exame
4) FGV - 2017 - OAB - 23º Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q56
Luana, em litígio instaurado em face de Luciano, viu seu pedido ser julgado improcedente, o que veio a ser confirmado
pelo tribunal local, transitando em julgado. O advogado da autora a alerta no sentido de que, apesar de a decisão do
tribunal local basear-se em acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça em regime repetitivo, o precedente não
seria aplicável ao seu caso, pois se trata de hipótese fática distinta. Afirmou, assim, ser possível reverter a situação por
meio do ajuizamento de ação rescisória. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.
A) Não cabe a ação rescisória, pois a previsão de cabimento de rescisão do julgado se destina às hipóteses de violação
à lei e não de precedente.
B) Cabe a ação rescisória, com base na aplicação equivocada do precedente mencionado.
C) Cabe a ação rescisória, porque o erro sobre o precedente se equipara à situação da prova falsa.
D) Não cabe ação rescisória com base em tal fundamento, eis que a hipótese é de ofensa à coisa julgada.
5) FGV - 2017 - OAB - 23º Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q57
Roberta ingressou com ação de reparação de danos em face de Carlos Daniel, cirurgião plástico, devido à sua
insatisfação com o resultado do procedimento estético por ele realizado. Antes da citação do réu, Roberta, já
acostumada com sua nova feição e considerando a opinião dos seus amigos (de que estaria mais bonita), troca de ideia
e desiste da demanda proposta. A desistência foi homologada em juízo por sentença. Após seis meses, quando da total
recuperação da cirurgia, Roberta percebeu que o resultado ficara completamente diferente do prometido, razão pela
qual resolve ingressar novamente com a demanda. A demanda de Roberta deverá ser
A) extinta sem resolução do mérito, por ferir a coisa julgada.
B) extinta sem resolução do mérito, em razão da litispendência.
C) distribuída por dependência.
D) submetida à livre distribuição, pois se trata de nova demanda.
33º Exame
6) FGV - 2021 - OAB - XXXIII Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q56
A corretora de seguros XYZ ajuizou ação de cobrança em face da Alegria Assistência Médica, pugnando pelo
pagamento da taxa de comissão de corretagem que a segunda se recusa a pagar, apesar de a autora estar
prestando devidamente serviços de corretagem.
O juízo de primeiro grau julgou pela procedência do pedido, na mesma oportunidade concedendo tutela antecipada,
para que a Alegria faça os pagamentos da comissão devida mensalmente.
Nessa circunstância, o(a) advogado(a) da Alegria Assistência Médica, buscando imediatamente suspender os
efeitos da sentença, deve
A) interpor Recurso Extraordinário, no prazo de 15 dias úteis, para que o Supremo Tribunal Federal reforme a
sentença e pleiteando efeito suspensivo.
B) interpor Apelação Cível, no prazo de 15 dias úteis, objetivando a reforma da sentença, e pleitear efeito suspensivo
diretamente ao tribunal, por pedido próprio, durante a tramitação da apelação em primeiro grau.
C) impetrar Mandado de Segurança contra a decisão que reputa ilegal, tendo como autoridade coatora o juízo
sentenciante, para sustar os efeitos da sentença.
D) interpor Agravo de Instrumento, no prazo de 15 dias úteis, para reforma da tutela antecipada.
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Caderno de Questões – Processo Civil
Leonardo Fetter e Tatiane Kipper
32º Exame
7) FGV - 2021 - OAB - XXXII Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q54
Em determinado Mandado de Segurança individual, contra ato de um dos Ministros de Estado, o Superior Tribunal de
Justiça, em sua competência constitucional originária, denegou a segurança na primeira e única instância de
jurisdição. Diante do julgamento desse caso concreto, assinale a opção que apresenta a hipótese de cabimento para
o Recurso Ordinário Constitucional dirigido ao STF.
B) Os mandados de segurança, os habeas data e os mandados de injunção decididos em última instância pelos
tribunais superiores, quando concessiva a decisão.
C) Os mandados de segurança decididos em única instância pelos tribunais regionais federais ou pelos tribunais de
justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão.
D) Os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro,
Município ou pessoa residente ou domiciliada no país.
8) FGV - 2021 - OAB - XXXII Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q57
Em determinada demanda indenizatória, houve a condenação do réu para pagar a quantia de R$ 10.000 (dez mil
reais) em sentença transitada em julgada em prol do autor. Na qualidade de patrono deste último, assinale a opção
que representa a medida adequada a ser providenciada.
A) Aguardar o depósito judicial da quantia referente à condenação, pois as sentenças que condenam a obrigação de
pagar são instauradas de ofício, independentemente de requerimento do exequente, assim como as obrigaçõesde
fazer e não fazer.
B) Peticionar a inclusão de multa legal e honorários advocatícios tão logo seja certificado o trânsito em julgado,
independentemente de qualquer prazo para que o réu cumpra voluntariamente a obrigação, já que ela deveria ter
sido cumprida logo após a publicação da sentença.
C) Aguardar a iniciativa do juiz para instauração da fase executiva, para atender ao princípio da cooperação,
consagrado no Art. 6º do CPC.
D) Peticionar para iniciar a fase executiva após a certificação do trânsito em julgado, requerendo a intimação do
devedor para pagamento voluntário no prazo de 15 dias, sob pena de acréscimos de consectários legais.
31º Exame
9) FGV - 2020 - OAB - XXXI Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q57
O arquiteto Fernando ajuizou ação exclusivamente em face de Daniela, sua cliente, buscando a cobrança de valores
que não teriam sido pagos no âmbito de um contrato de reforma de apartamento. Daniela, devidamente citada,
deixou de oferecer contestação, mas, em litisconsórcio com seu marido José, apresentou reconvenção em peça
autônoma, buscando indenização por danos morais em face de Fernando e sua empresa, sob o argumento de que
estes, após a conclusão das obras de reforma, expuseram, em site próprio, fotos do interior do imóvel dos reconvintes
sem que tivessem autorização para tanto. Diante dessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta.
A) Como Daniela deixou de contestar a ação, ela e seu marido não poderiam ter apresentado reconvenção,
devendoter ajuizado ação autônoma para buscar a indenização pretendida.
B) A reconvenção deverá ser processada, a despeito de Daniela não ter contestado a ação originária, na
medida em que o réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação.
C) A reconvenção não poderá ser processada, na medida em que não é lícito a Daniela propor reconvenção
em litisconsórcio com seu marido, que é um terceiro que não faz parte da ação originária.
D) A reconvenção não poderá ser processada, na medida em que não é lícito a Daniela incluir no polo passivo
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da reconvenção a empresa de Fernando, que é um terceiro que não faz parte da ação originária.
27º Exame
10) FGV - 2018 - OAB - XXVII Exame de Ordem Unificado - Primeira Fase – Q51
Márcia está muito doente e necessita fazer uso contínuo do medicamento XYZ para sobreviver. Embora, durante os
últimos anos, tenha obtido os medicamentos no único hospital público da cidade em que reside, foi informada de
que aquela era a última caixa e que, no mês seguinte, o medicamento não seria mais fornecido pela rede pública.
Diante de tal circunstância, desejando obter o fornecimento do medicamento, Márcia procura você, como
advogado(a), para elaborar a petição inicial e ajuizar a demanda que obrigue o Poder Público ao fornecimento do
medicamento XYZ. A petição inicial distribuída trouxe o pedido de medicamentos em caráter antecedente e tão
somente a indicação do pedido de tutela final, expondo na lide o direito que busca realizar e o perigo de dano à
saúde de Márcia. A respeito do caso mencionado, assinale a afirmativa correta.
A) O(A) advogado(a) de Márcia fez uso da denominada tutela da evidência, em que se requer a demonstração do
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.
B) O procedimento adotado está equivocado, pois a formulação completa da causa de pedir e do pedido final é
requisito do requerimento de tutela antecedente.
C) O(A) advogado(a) agiu corretamente, sendo possível a formulação de requerimento de tutela antecipada
antecedente para o fornecimento de medicamento.
D) Ocorrerá o indeferimento de plano da petição inicial, caso o juiz entenda que não há elementos para a concessão
da tutela antecipada.
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