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Regulamento de Serviços da Aeronáutica

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COMANDO DA AERONÁUTICA

ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA

RISAER

CFC

CAMPO MILITAR
REGULAMENTO INTERNO DOS SERVIÇOS § 2º Para os serviços de Segurança, poderá ser
DA AERONÁUTICA adotado o regime de turno, com duração

TÍTULO I máxima de 8 horas, na sede das OM do


COMAER, ou de 12 horas, em exercícios e
GENERALIDADES
operações que envolvam o desdobramento de
CAPÍTULO I meios de Força Aérea fora das OM do
FINALIDADE COMAER.

Art. 1º Regular a execução dos diferentes § 3º Os serviços de natureza técnica e


serviços e estabelecer os procedimentos de operacional, cujas especificidades, desgaste
rotina administrativa nas Organizações Militares físico e emocional possam provocar perda de
(OM) do Comando da Aeronáutica (COMAER). rendimento ou aumento na margem de erros dos
componentes da equipe, e que apresentem
CAPÍTULO II
necessidade de implantação de escalas
CONCEITUAÇÃO
diferenciadas, obedecerão às regras emanadas
Art. 2º Os significados dos termos empregados dos Órgãos Centrais dos Sistemas.
neste Regulamento estão definidos, na sua
§ 4º O Serviço exercido por servidor público
totalidade, no Glossário do COMAER.
especializado obedece aos limites estabelecidos
TÍTULO II na lei que dispõe sobre o Regime Jurídico dos

ATIVIDADES DE ROTINA NAS Servidores Públicos Civis da União, das

ORGANIZAÇÕES MILITARES Autarquias e das Fundações Públicas Federais.

CAPÍTULO I SERVIÇO DE ESCALA Art. 4º As OM mantêm os Serviços de Escala


de acordo com suas necessidades, possibilidades
Art. 3º Serviço de Escala é aquele, publicado
e peculiaridades, obedecidas as prescrições
em Boletim Interno (BolInt) próprio ou da OM
constantes deste Regulamento.
Apoiadora, atribuído, periodicamente, a
determinado militar ou grupo de militares, bem Art. 5º Os Serviços de Escala são:

como a servidor público ou grupo de servidores, I. - atribuídos a Oficiais:


independentemente das atribuições normais
a) Superior de Dia (Sup D);
permanentes que lhes couberem.
b) Oficial de Recepção de Autoridades (ORA);
§ 1º Os serviços a que se refere o caput deste
c) Oficial de Dia (OD);
artigo têm duração de 24 horas e as equipes
ficam sediadas na OM ou em outras áreas d) Oficial de Comando e Controle (OCC);
determinadas pelo Comandante, Chefe, Diretor e) Oficial de Sobreaviso Jurídico (OSJ);
ou Prefeito da OM.
f) Oficial de Operações (OP);
g) Oficial de Permanência Operacional (OPO); o) Fiscal de Dia ao Rancho;

h) Fiscal de Dia; p) Arrumador de Dia;

i) Auxiliar do Oficial de Dia (Aux OD); q) Cozinheiro de Dia;

j) Auxiliar do Oficial de Operações (Aux r) Comissário de Dia ao Rancho; e


OPO); s) Supervisor de Dia ao Rancho.
k) Médico de Dia; III. - atribuídos a Cabos, Soldados ou Taifeiros:
l) Dentista de Dia; a) Cabo da Guarda;
m) Enfermeiro de Dia; b) Cabo de Dia;
n) Farmacêutico Hospitalar de Dia (FHD); e c) Motorista de Dia;
o) Farmacêutico Bioquímico de Dia (FBD). d) Eletricista de Dia;
II. - atribuídos a Suboficiais e Sargentos: e) Despachante de Dia;
a) Adjunto ao Oficial de Dia (Adj OD); f) Auxiliar do Mecânico de Dia;
b) Adjunto ao Oficial de Permanência g) Corneteiro de Dia;
Operacional (Adj OPO);
h) Armeiro de Dia;
c) Adjunto ao Oficial de Operações (Adj
i) Auxiliar do Enfermeiro de Dia;
OP);
j) Soldado da Guarda;
d) Auxiliar do Fiscal de Dia;
k) Sentinela;
e) Sargento de Dia;
l) Soldado de Plantão;
f) Mecânico de Dia;
m) Arrumador de Dia;
g) Comandante da Guarda;
n) Cozinheiro de Dia;
h) Auxiliar do Enfermeiro de Dia;
o) Comissário de Dia;
i) Eletricista de Dia;
p) Tratorista de Dia; e
j) Motorista de Dia;
q) Balizador.
k) Despachante de Dia;
IV. - atribuídos a uma equipe da OM:
l) Operador da Central de Vigilância
Eletrônica (OCV); a) Serviço de Segurança e Defesa;

m) Adjunto ao Oficial de Comando e b) Equipe de Guarda;

Controle (AOCC); c) Serviço de Plantão;

n) Armeiro de Dia; d) Equipe de Plantão;


e) Equipe de Reforço; c atribuições a serem cumpridas pelo

f) Equipe de Manutenção; escalado;

g) Equipe Contraincêndio; d sistemática de acionamento e de


determinação de tempo mínimo para a
h) Equipe de Enfermagem;
chegada ao local de cumprimento do
i) Equipe de Patrulha; serviço; e
j) Equipe de Apoio ao CAN; e comparecimento imediato ao ser acionado
k) Equipe de Alerta Operacional; para atendimento dos serviços.

l) Equipe de Medida de Controle de Solo; § 3º O comparecimento previsto na alínea “a”


do § 2º deste artigo poderá, a critério do
m) Equipe de Força de Reação; e
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM
n) Equipe de Identificadores.
ser substituído por contato a ser realizado pelo
Art. 6º Serviço de Sobreaviso é aquele, militar escalado definido em Norma Padrão de
publicado em Boletim Interno ou em outro Ação (NPA).
documento determinado pelo Comandante,
§ 4º A participação em Escala de Sobreaviso da
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM, atribuído,
OM não impede, a critério do Comandante,
periodicamente, a determinado militar ou grupo
Chefe, Diretor ou Prefeito, que o militar
de militares independentemente das atribuições
também concorra a outra escala de serviço da
normais permanentes que lhes couberem, para o
OM.
atendimento de atividades técnico-operacionais.
Art. 7º Os Comandantes, Chefes, Diretores ou
§ 1º O serviço, a que se refere o caput deste
Prefeitos podem instituir, em face da missão ou
artigo, tem o período, o local e a estruturação
das necessidades, outros Serviços de Escala
determinados pelo Comandante, Chefe, Diretor
além dos previstos no art. 5º, levando em
ou Prefeito da OM, em atendimento ao proposto
consideração a capacitação técnica, o grau de
pelo Comandante ou Chefe do setor operacional
responsabilidade e o tempo que os seus
que ativará o serviço.
componentes permanecem disponíveis na OM,
§ 2º A normatização desse serviço deve detalhar, de modo a manter uma equivalência entre as
no mínimo, os seguintes parâmetros: escalas.

a comparecimento obrigatório do escalado à Parágrafo único. As atribuições dos


OM para o recebimento e a passagem do componentes da equipe de serviço de que trata
serviço; este artigo são fixadas pelo respectivo

b permanência obrigatória em local Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM.

previamente determinado;
Art. 8º O quantitativo, o posto ou a graduação e NPA, aos militares do seu efetivo o período e o
o quadro ou a especialidade do pessoal escalado motivo por que estarão ausentes para concorrer
para os serviços dependem da relevância e da às escalas de serviço.
natureza do serviço a executar. Art. 12. Atribui-se determinado serviço, sempre
Parágrafo único. Quando a necessidade de que possível, à mesma fração de tropa.
determinado serviço assim o exigir, outros Art. 13. O Comandante, Chefe, Diretor ou
militares podem ser escalados como auxiliares. Prefeito da OM deve estabelecer normas
Art. 9º O militar que não possuir a experiência complementares, detalhando a execução de cada
exigida para o desempenho de determinado serviço, no âmbito de suas atribuições.
serviço será, inicialmente, escalado como CAPÍTULO II
auxiliar de um militar mais antigo.
ESCALA DE SERVIÇO
Parágrafo único. Se mais antigo, terá um
Art. 14. Escala de Serviço é o documento
assistente quando for escalado para o primeiro
configurado em relação nominal de militares ou
serviço na sua OM ou em escala diferente da
fração de tropa destinadas à execução dos
anterior.
serviços previstos neste Regulamento.
Art. 10. O Serviço de Fiscal de Dia é ativado
§ 1º Deverá ser disponibilizada para consulta do
quando o número de oficiais e de aspirantes a
efetivo da OM, com periodicidade prevista em
oficial, que concorrem à escala de Oficial de
NPA, planilha que contenha a contabilização
Dia, for menor que sete.
atualizada da situação dos militares nas
Art. 11. O Comandante, Chefe, Diretor ou respectivas escalas.
Prefeito da OM determina os serviços de escala
§ 2º A Escala de Serviço para os feriados e
que são publicados em Bol Int próprio ou da
demais dias em que não haja expediente será
OM Apoiadora e os que são divulgados por
elaborada separadamente daquela prevista para
intermédio de relação afixada em locais
os dias de expediente normal.
previamente definidos, seguros e de fácil acesso
para os militares envolvidos. Art. 15. As OM manterão controle, em setor
específico, de todas as Escalas de Serviço, dos
§ 1º Com a finalidade de facilitar o
militares que a elas concorrerem, da
planejamento, os setores que confeccionam
escrituração e das alterações, com respectivos
escalas de serviço nas OM deverão, na medida
motivos, que nelas ocorram.
do possível, emitir previsões semanais ou
mensais. § 1º As Escalas de Serviço são regidas por NPA
própria.
§ 2º As Unidades e demais setores das OM
deverão informar, com antecedência prevista em
§ 2º Os registros históricos das escalas e das de serviços executados na mesma escala,
alterações deverão ser mantidos em arquivo atendendo ao disposto no art. 7º.
próprio para fins de controle e distribuição § 1º Permanecendo a situação de igualdade, a
proporcional dos serviços, conforme prazo escala de serviço será organizada obedecendo-se
estipulado em legislação arquivística vigente. à sequência do militar de menor para o de maior
Art. 16. Deverá ser observada entre dois grau hierárquico.
serviços de igual natureza ou não, quando da § 2º Para contagem de folga, o serviço é
confecção da escala, para o mesmo militar, uma considerado como executado desde que o militar
folga mínima de 48 horas, ressalvados os casos escalado o tenha iniciado e permanecido no seu
de impedimento absoluto e justificado dos cumprimento por período igual ou superior a
demais concorrentes da escala, ou de doze horas.
conveniência para a administração, devidamente
§ 3º Ocorrendo atraso na rendição do serviço
motivada.
por lapso de tempo igual ou superior a quatro
§ 1º No serviço por turno, a folga mínima entre horas, será computado, para efeito de folga,
dois serviços corresponderá ao dobro da mais um serviço executado pelo militar que não
duração do turno. foi rendido no horário previsto.
§ 2º Sempre que possível, deverá existir uma § 4º No caso de restabelecimento de um serviço
previsão de militares escalados como reserva que se encontrava desativado, deve-se levar em
para cada posto de serviço, a fim de suprir, em consideração, para contagem de folgas, o
tempo hábil, qualquer falta na equipe que registro histórico da escala desse serviço.
entrará de serviço.
§ 5º Será considerado com maior folga:
§ 3º O Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito
I. - o último militar ou servidor público
da OM poderá, caso a situação assim o exija,
incluído na escala; e
reduzir o intervalo previsto no caput do artigo.
II. - o militar ou servidor público cujo
§ 4º O militar que houver cumprido serviço de
último serviço por ele executado tenha
escala de 24 horas poderá, em caráter
ocorrido em data anterior a dos demais
excepcional e a critério do Comandante, Chefe,
concorrentes da escala.
Diretor ou Prefeito da OM, ser dispensado do
expediente administrativo previsto para o dia § 6º A critério do Comandante, Chefe, Diretor

em que se efetivar a sua substituição, após a ou Prefeito da OM, ao militar ou servidor

passagem de serviço. público afastado temporariamente dos serviços


de sua OM, por quaisquer motivos previstos
Art. 17. A designação para determinado serviço
neste Regulamento, poderá ser atribuído um
deve recair em quem tenha a menor quantidade
lastro de serviços equivalente à quantidade de
serviços executados pelo concorrente com maior profissionais anteriormente obtidas, os militares
folga na respectiva escala. do Quadro Especial de Sargentos da

Art. 18. A designação de militar ou servidor Aeronáutica (QESA) e do Quadro de Taifeiros

público para os diversos Serviços de Escala da (QTA), ao passarem a fazer parte do círculo

OM será feita durante o horário do expediente hierárquico dos Suboficiais e Sargentos,

administrativo, até o último dia útil anterior à poderão ser mantidos ou incluídos, a critério do

execução do serviço, conforme o disposto no Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM,

art. 11 deste Regulamento. no mesmo tipo de serviço de escala ao qual


concorriam antes da respectiva alteração de
Parágrafo único. O Comandante, Chefe,
círculo hierárquico, conforme as necessidades
Diretor ou Prefeito da OM ou seu representante
da Unidade.
legal poderá acionar, a qualquer tempo,
componente do seu efetivo para atender Art. 23. Cadetes e alunos dos cursos de

necessidades do serviço. formação ou estágios de adaptação concorrem


aos serviços normatizados pelos regulamentos e
Art. 19. Quando o número de praças da
pelas instruções das Organizações de Ensino,
graduação prevista para determinada escala de
adequando-se, tanto quanto possível, ao
serviço for menor que o exigido, poderão ser
estabelecido neste Regulamento.
incluídas as praças de graduação imediatamente
inferior, dentro do mesmo círculo, a fim de § 1º As Organizações de Ensino devem

completarem o número necessário. organizar os serviços de escala, visando à


preparação dos cadetes e dos alunos para o
Art. 20. Ao serviço de escala concorrem os
futuro desempenho dos serviços previstos neste
oficiais e as praças prontas, quaisquer que sejam
Regulamento.
os quadros e as especialidades, exceto os casos
previstos em legislação específica. § 2º As OM que realizarem a formação de
soldados poderão organizar serviços de escala
Art. 21. Os militares adidos à OM, desde que
para esses militares, para fins de adestramento e
não haja incompatibilidade funcional ou
preparação para desempenho futuro, desde que
administrativa, concorrem aos serviços de
observadas as condições de capacitação e
escala.
instrução, conforme os arts. 9º e 22.
Art. 22. Para o desempenho dos serviços de
CAPÍTULO III
escala, deverá ser levada em consideração a
capacitação e a instrução dos militares que PARADA E PASSAGEM DE SERVIÇO

concorrem aos serviços. Art. 24. A entrada diária em serviço de

Parágrafo único. Em face da manutenção das escala é precedida de cerimonial, cuja finalidade

respectivas especialidades e qualificações


é realçar a responsabilidade de que está e Praças de acordo com as normas fixadas em
investido o pessoal de serviço. cada OM;

Art. 25. O cerimonial, nas OM que dispuserem II - os Oficiais de Dia, o que entra e o que sai de
de meios e de locais adequados, deve constar de serviço, mantêm-se em linha, em frente à tropa;
parada realizada na forma indicada na Instrução III - o Comandante da Parada, após verificar as
que regulamenta o cerimonial militar, nos faltas, passar em revista o pessoal de serviço,
horários previamente estabelecidos em normas apresentar e obter do Oficial que preside a
internas da OM. autorização para início da cerimônia, coloca-se
Parágrafo único. O cerimonial, nas demais a dez passos do centro da tropa, de frente para
OM, é realizado de acordo com a situação ela e comanda:
peculiar de cada uma, obedecendo, em linhas a) “Parada - Ombro Armas”;
gerais, ao determinado neste capítulo.
b) “Parada em continência à Bandeira (ou
Art. 26. A supervisão do cerimonial de entrada ao Terreno), apresentar armas”. (A
de serviço é de responsabilidade do setor Banda de Música ou Marcial executa os
responsável pelo cerimonial militar da OM. primeiros acordes da marcha batida);
Art. 27. A Parada de Serviço é comandada pelo c) “Parada - Ombro Armas”, “Direita
oficial mais antigo que entra de serviço, e Volver”; e
consta de formatura, de verificação de faltas, de
d) “Parada a seus destinos - Ordinário
revista, de apresentação ao oficial que preside a
marche”. (A tropa segue até um ponto
cerimônia, desfile militar e continência.
determinado, de onde se dispersa,
§ 1º A Parada de Serviço pode ser realizada em seguindo a seus respectivos destinos).
conjunto com a formatura geral da OM, se esta
IV - o pessoal de serviço entra em forma com o
ocorrer no início do expediente.
armamento designado pelo Comandante, Chefe,
§ 2º A Parada de Serviço pode ser encerrada Diretor ou Prefeito da OM; e
com a apresentação ao oficial que preside a
V - nos dias não úteis, a cerimônia será
cerimônia, a critério do Comandante, Chefe,
abreviada, e caberá ao oficial mais antigo que
Diretor ou Prefeito da OM.
entra ou que sai de serviço presidir a cerimônia,
Art. 28. Como regra geral, o dispositivo para o e ao que se segue em antiguidade o comando da
cerimonial da Parada de Serviço obedece às parada.
seguintes normas gerais:
Parágrafo único. Em caso de mau tempo, a
I - o efetivo militar entra em forma da direita parada realizar-se-á em recinto coberto.
para a esquerda na seguinte ordem: Banda de
Música ou Marcial, Equipe de Serviço, Oficiais
Art. 29. Os Oficiais que entram e os que saem Art. 31. O Cabo da Guarda, acompanhado do
de serviço apresentam-se, após a Parada de seu antecessor, deve assistir à transmissão das
Serviço, ao Comandante, Chefe, Diretor ou ordens pelas sentinelas da respectiva guarda.
Prefeito da OM ou ao oficial por ele designado, Art. 32. Na rendição dos Postos de Guarda, nas
para dele receberem as orientações para o OM onde for possível, deve ser observado o
serviço. previsto no Regulamento de Continências,
Parágrafo único. Na sequência, o Oficial de Honras e Sinais de Respeito e Cerimonial
Dia dirige-se ao Corpo da Guarda e os demais Militar das Forças Armadas (RCONT).
oficiais que entram de serviço dirigem-se aos CAPÍTULO IV
seus postos e transmitem as instruções ao
ATRIBUIÇÕES COMUNS AFETAS ÀS
pessoal de serviço sob sua responsabilidade.
EQUIPES DE SERVIÇO
Art. 30. O Comandante da Guarda deve cumprir
Art. 33. Aos integrantes das Equipes de serviço,
os seguintes eventos:
além das atribuições específicas a cada serviço,
I. receber do seu antecessor as instruções das normas oriundas dos Órgãos Centrais de
vigentes e, na presença deste, conferir os presos Sistemas, de ordens e de instruções emanadas
e os detidos sob sua guarda, verificando a do Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da
apresentação pessoal e as condições físicas OM, incumbe:
desses militares; fiscalizar a limpeza, a
I. cumprir e fazer cumprir todas as instruções
arrumação, a higiene e a segurança das
em vigor relativas ao serviço, assim como as
dependências do Corpo da Guarda e das
ordens e normas vigentes;
destinadas aos presos e aos detidos, quando
estas existirem; II. diligenciar para que as alterações havidas
durante o serviço e as providências adotadas
II. transmitir ao Cabo da Guarda as ordens em
sejam comunicadas à autoridade competente;
vigor e determinar que se proceda à substituição
das sentinelas, de tal forma que a Sentinela das III. transmitir aos subordinados das equipes de

Armas seja a última a ser substituída; serviço as ordens e as instruções em vigor,


fiscalizando sua execução;
III. apresentar-se ao Oficial de Dia, juntamente
com o Comandante da Guarda que sai, IV. providenciar a substituição dos faltosos ou

participando-lhe qualquer irregularidade dos que, por ordem ou por motivo de força

verificada; e maior, devam ser afastados do serviço;

IV. reforçar as orientações específicas V. apresentar-se ao chefe do setor competente,

relacionadas aos postos de serviço sob a sua especificado em NPA, ao assumir e ao passar o

responsabilidade. serviço;
VI. zelar pela limpeza das instalações e pela boa necessidade de uso do armamento (mesmo que
apresentação do pessoal de serviço, adotando as apenas saque ou saque e carregamento), tais
medidas corretivas e/ou acionando os setores ações deverão ser relatadas ao Oficial de Dia;
responsáveis, quando necessário; XVI. cumprir os procedimentos previstos pelo
VII. receber do antecessor, e passar ao Sistema de Segurança e Defesa (SISDE) para a
substituto, as ordens e os documentos relativos sua OM;
ao serviço; XVII. cumprir e fazer cumprir todas as normas
VIII. conferir, verificar e receber do seu de segurança relativas ao porte, manejo e
antecessor o material que passará à sua emprego do armamento; e
responsabilidade; XVIII. portar documento, legalmente válido e
IX. seguir rigorosamente as regras de segurança com foto, durante todo o serviço.
para recebimento, porte e devolução do CAPÍTULO V
armamento, munições e demais itens bélicos;
SERVIÇOS INDIVIDUAIS DE OFICIAIS
X. os procedimentos para receber e devolver os
Seção I Superior de Dia
armamentos, por parte dos soldados, deverão ser
acompanhados por um cabo ou sargento da Art. 34. Superior de Dia (Sup D) é o oficial de

equipe de serviço, fiscal da atividade, previsto serviço responsável pela condução das

em NPA; atividades de segurança e defesa em condições


especiais ou em virtude de exigências peculiares
XI. manter-se no local previsto para o serviço a
da OM.
que foi escalado, salvo determinação de
autoridade competente; Art. 35. O serviço de Superior de Dia é ativado
pelo Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da
XII. portar e fiscalizar o uso da braçadeira de
OM, quando houver necessidade de um oficial
serviço, quando previsto;
de maior experiência e grau hierárquico.
XIII. registrar no respectivo "Livro de
Parágrafo único. Este serviço será sempre
Ocorrências", quando for o caso, todas as
ativado quando do estabelecimento das
alterações ocorridas no serviço;
situações especiais de Sobreaviso, de Prontidão
XIV. zelar pela disciplina dos componentes de Parcial e de Prontidão Total.
sua equipe durante todo o período de serviço;
Art. 36. O serviço de Superior de Dia é
XV. cuidar para que o armamento seja mantido atribuído a Capitão ou Major.
na situação de emprego prevista, bem como
§ 1º Se a situação assim o exigir, a critério de
fazer uso do armamento somente em caso de
Oficial-General, poderão ser incluídos Oficiais
real necessidade, respeitando-se rigorosamente
do posto de Tenente-Coronel.
as legislações pertinentes. Em caso de
§ 2º Os Oficiais Médicos concorrerão XI. apresentar-se ao Comandante, Chefe,
exclusivamente ao serviço de Superior de Dia Diretor ou Prefeito da OM tão logo este chegue
ativado nas Organizações de Saúde da à organização, cientificando-o das ocorrências
Aeronáutica. havidas no serviço.

Art. 37. Ao Superior de Dia incumbe: Parágrafo único. Entende-se por Comandante,

I. conhecer e cumprir as ordens emanadas do Chefe, Diretor ou Prefeito da OM, o titular ou o

Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM; seu substituto legal.

II. assumir, na ausência do Comandante, Chefe, Seção II

Diretor ou Prefeito da OM, a coordenação da Oficial de Recepção de Autoridades


segurança e defesa da organização; Art. 38. O Oficial de Recepção de Autoridades
III. zelar pelo cumprimento das medidas de (ORA) é o responsável pela representação do
segurança e defesa; Comandante, Chefe ou Diretor da OM ou

IV. manter estreita ligação com o Comandante, Comandante de Guarnição de Aeronáutica nos

Chefe, Diretor ou Prefeito da OM, informando- movimentos de autoridades civis e militares nos

o de todas as ocorrências que demandem aeródromos e instalações militares.

decisões superiores; Art. 39. O serviço de ORA é ativado pelo

V. cumprir as determinações de autoridade Comandante, Chefe ou Diretor da OM ou pelo

competente, cientificando, no menor prazo Comandante de Guarnição de Aeronáutica

possível, ao Comandante, Chefe, Diretor ou quando houver necessidade, respeitando as

Prefeito da OM; particularidades de cada OM.

VI. receber a apresentação dos demais oficiais Parágrafo único. O serviço de ORA é atribuído

de serviço, cientificando-se de como serão a Capitão.

executados os serviços; Art. 40. Ao ORA incumbe:

VII. receber, na ausência do Comandante, I - conhecer e cumprir as ordens emanadas do


Chefe, Diretor ou Prefeito da OM, qualquer Comandante, Chefe ou Diretor da OM ou do
autoridade que chegue à organização; Comandante de Guarnição de Aeronáutica;

VIII. supervisionar os serviços de escala e os II - representar o Comandante, Chefe ou Diretor


outros serviços quando ativados; da OM ou Comandante de Guarnição de

IX. registrar, no livro do Superior de Dia, todas Aeronáutica nos embarques e desembarques de

as alterações ocorridas no autoridades, coordenando as formalidades


inerentes a essas autoridades; e
X. serviço;
III - cumprir e fazer cumprir as ordens e normas Operacional quando estes não forem ativados na
vigentes. OM.

Seção III Art. 44. Ao Oficial de Dia, dentro de sua esfera

Oficial de Dia de atribuições, no trato de questões ligadas à


disciplina, à segurança e defesa da OM e ao
Art. 41. Oficial de Dia (OD) é o responsável
funcionamento normal dos serviços, incumbe:
pela condução das atividades de segurança e
defesa da OM. I. - verificar, acompanhado pelo Comandante da
Guarda ao assumir o serviço, a existência de
§ 1º O Oficial de Dia é também o representante
presos e detidos, adotando as medidas de
do Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da
segurança que se fizerem necessárias;
OM ou do seu substituto, fora do horário do
expediente. II. - diligenciar para que presos não detenham
armas ou objetos perigosos em seu poder, os
§ 2º O Oficial de Dia, por delegação do
quais possam causar lesões pessoais ou danos
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM,
materiais;
tem autoridade para intervir, na ausência dos
responsáveis, em qualquer dependência, sempre III. - dar conhecimento ao Comandante, Chefe,

que irregularidades afetem a segurança e a Diretor ou Prefeito da OM, ou ao seu substituto

defesa, a ordem, os bons costumes, a higiene e a legal, com a maior brevidade possível, das

disciplina, devendo, nesta situação, fazer-se ocorrências que exigirem pronta intervenção do

acompanhar de dois militares da Equipe de Comando, Chefia ou Direção;

Serviço. IV. - reforçar ou ativar qualquer posto de serviço

Art. 42. O Serviço de Oficial de Dia é atribuído quando as circunstâncias assim o exigirem;

a Tenente e a Aspirante a Oficial de todos os V. - conhecer as ordens relativas ao pessoal civil


quadros, exceto aos oficiais médicos e aos ou militar estranho à OM e zelar pela sua
oficiais capelães. execução;

Parágrafo único. Os oficiais dos demais VI. - providenciar alojamento e alimentação


quadros de saúde não concorrerão a este serviço, para as praças que se apresentarem, após o
desde que exista, ativada na OM, escala de expediente, em cumprimento de Ordem de
serviço a ser cumprida integralmente no interior Serviço ou Ordem de Missão;
da OM e específica para seu quadro. VII. - providenciar o atendimento médico para
Art. 43. O Oficial de Dia acumula as os casos de emergência que ocorrerem fora do
atribuições do serviço de Oficial de Operações horário de expediente e requisitar os socorros de
ou do serviço de Oficial de Permanência emergência que se fizerem necessários;
VIII. - fiscalizar o recolhimento de presos e a do Oficial de Dia, se houver, o Adjunto e os
permanência de detidos nos locais previstos, e Sargentos de Dia;
providenciar a sua soltura quando para isso XVI. - realizar rondas e revistas em horários não
estiver autorizado; programados;
IX. - restringir o acesso a qualquer dependência XVII. - receber e conferir todo material que
da OM, fora do horário de expediente, salvo entrar na OM ou dela sair, fora do horário de
pelo respectivo chefe ou por ordem deste, ou expediente e quando não houver agente da
ainda por motivo imperioso que justifique tal administração designado como responsável pelo
medida, registrando este fato no Livro de Partes recebimento ou expedição;
do Oficial de Dia;
XVIII. - auxiliar o Oficial de Operações ou o
X. - providenciar para que sejam transmitidas Oficial de Permanência Operacional no que lhe
corretamente as ordens e executados os toques for solicitado;
regulamentares, anunciando as formaturas e o
XIX. - receber o Comandante, Chefe, Diretor ou
início das atividades da OM, nos horários
Prefeito da OM;
previstos;
XX. - receber qualquer autoridade civil ou
XI. - certificar-se do fechamento correto das
militar e acompanhá-la até a presença do
dependências da OM que assim devam
Comandante, Chefe, Diretor, Prefeito ou de
permanecer, e se as respectivas chaves se
outro Oficial, conforme normas da OM;
encontram no devido lugar ou dispositivo de
acesso ou de segurança ativados; XXI. - impedir, salvo motivo de instrução ou do
serviço, a entrada ou saída de qualquer tropa,
XII. - proceder, ou atribuir ao seu Adjunto, às
exceto quando autorizado pelo Comandante,
revistas regulamentares e às que se tornem
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM;
necessárias;
XXII. - providenciar, no horário de expediente,
XIII. - supervisionar as atividades dos
com o setor competente, a designação de
refeitórios das praças, tendo em vista a
militares para serviço extraordinário ou, quando
normalidade dos serviços do rancho e da
fora deste horário e não havendo outros meios
disciplina;
disponíveis, utilizar militares componentes da
XIV. - providenciar, de acordo com o previsto equipe de serviço;
em norma interna, a identificação de pessoas, de
XXIII. - providenciar, durante o horário de
veículos ou de tropas que pretendam entrar na
expediente, com o escalante da OM, a
OM e a fiscalização quando da saída;
substituição dos militares faltosos ao serviço ou
XV. - escalar para a ronda noturna, de acordo que dele se ausentarem por qualquer motivo e,
com as especificidades de cada OM, o Auxiliar fora desse, utilizar o pessoal disponível na OM;
XXIV. - providenciar, esgotadas as situações informações para localizar o militar citado ou
previstas no inciso XXIII, para que o militar intimado; e
correspondente ao posto onde ocorreu a falta XXXII. - cumprir e fazer cumprir as ordens e
permaneça de serviço, fazendo constar essa normas vigentes.
ocorrência no respectivo livro de partes;
Seção IV
XXV. - providenciar alojamento para as
Oficial de Comando e Controle
tripulações e para os militares em trânsito,
quando solicitado; Art. 45. O Oficial de Comando e Controle
(OCC) é responsável pelo controle e
XXVI. - cumprir e fazer com que sejam
acompanhamento da execução das missões
cumpridas as ordens relativas ao serviço de
designadas pelo COMAE, COMPREP ou Órgão
Oficial de Dia;
ao qual os meios da OM estiverem adjudicados.
XXVII. - registrar, no Livro de Partes do Oficial
Art. 46. O serviço de OCC é ativado pelo
de Dia, todas as alterações ocorridas no serviço;
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM
XXVIII. - orientar os componentes da equipe de ou Comandante de Guarnição de Aeronáutica
serviço quanto às normas previstas, em especial quando houver necessidade, respeitando as
sobre o porte e uso do armamento, uso particularidades de cada OM.
progressivo da força, regras de engajamento,
Parágrafo único. O serviço de OCC é atribuído
meios de comunicação e acionamentos e
a Capitão.
controle de entrada e saída de veículos, pessoal
e material; Art. 47. Ao Oficial de Comando e Controle
incumbe:
XXIX. - orientar, quando fora do horário de
expediente, os militares componentes de escolta I - conhecer e cumprir as ordens emanadas do

e de outras situações relativas aos presos de Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM

justiça quanto ao conhecimento e cumprimento e dos Órgãos acionadores de missão;

das normas vigentes; II - conhecer as missões designadas pelo

XXX. - cumprir e orientar os componentes da COMAE, COMPREP ou Órgão ao qual estiver

equipe de serviço quanto ao previsto nas normas adjudicado, para as Unidades sediadas em sua

que regem a conduta com presos disciplinares e OM;

de justiça; III - controlar os deslocamentos de aeronaves e

XXXI. - diligenciar para que o Oficial de tropas, bem como as evoluções no decorrer das

Justiça, principalmente fora do horário de missões propostas;

expediente e nos dias não úteis, obtenha


IV - atuar como militar de ligação com comunicação e à apresentação do infrator à
COMAE, COMPREP ou Órgão ao qual autoridade policial competente.
estiverem seus meios adjudicados; e § 3º Concorrem ao serviço de OSJ, os oficiais
V - cumprir e fazer cumprir as ordens e normas da especialidade de Serviços Jurídicos (SJU) ou
vigentes. outros oficiais eventualmente designados pela

Seção V autoridade competente.

Oficial de Sobreaviso Jurídico Seção VI

Art. 48. O Oficial de Sobreaviso Jurídico (OSJ) Oficial de Operações

é o responsável por assessorar o Comandante da Art. 49. O Oficial de Operações (OP) é


Organização Militar, o Comandante da responsável pela assistência direta às aeronaves
GUARNAE, o Oficial de Dia ou o Oficial de e tripulações em trânsito, bem como pelo
Operações em relação a assuntos jurídicos, cumprimento das normas e instruções relativas
incumbindo-lhe: às operações aéreas militares.

I - orientar nos casos de dúvida fundada frente § 1º O Serviço de OP pode ser exercido
às ocorrências tipificadas como infração penal cumulativamente com o de Oficial de Dia, a
ou transgressão disciplinar previstas em critério do Comandante, Chefe, Diretor ou
legislação infraconstitucional, auxiliando na Prefeito da OM, se o movimento aéreo assim o
adoção da providência legal e regularmente permitir.
adequada; § 2º As atribuições do OP serão coordenadas
II - orientar nos casos de dúvidas relativas a pelo Oficial de Permanência Operacional nas
demandas externas de cunho jurídico que sejam OM onde este serviço for ativado.
submetidas à organização militar; e Art. 50. O serviço de OP é atribuído a Tenente e
III - dirimir quaisquer outros questionamentos a Aspirante a Oficial do Quadro de Oficiais
jurídicos que surjam das atividades Aviadores.
desenvolvidas pela OM. Parágrafo único. A critério do Comandante,
§ 1º Acionado por fatos que configurem, em Chefe, Diretor ou Prefeito da OM, poderão
tese, crime militar, o OSJ procederá à orientação concorrer a este serviço Oficiais de outros
de acordo com o disposto em norma penal, quadros.
processual penal e em regulamentos do Art. 51. Ao Oficial de Operações incumbe:
COMAER.
I - inspecionar a área militar do aeródromo
§ 2º Acionado por fatos que configurem, em quanto ao estado de conservação e à existência
tese, infração penal de outra natureza que não de animais, de obstáculos ou de objetos que
militar, o OSJ orientará para que se proceda à
possam causar danos às aeronaves (FOD - X - prestar assistência ou apoio à aeronave em
Foreign Object Damage), prejudicando-lhes a trânsito nos serviços necessários à sua operação;
operação e, se necessário, adotar imediatamente XI - acionar os órgãos de controle do espaço
as medidas cabíveis para a correção das aéreo para restabelecer a operação dos
discrepâncias; equipamentos de auxílio à navegação ou de
II - fiscalizar a circulação de veículos e de aproximação do aeródromo, quando isso se fizer
pedestres pelas pistas e áreas de estacionamento necessário;
militares, de acordo com as normas e ordens XII - orientar as tripulações em trânsito quanto
pertinentes ao serviço; ao uso das facilidades existentes na OM;
III - zelar pelo cumprimento das medidas de XIII - comunicar ao órgão de controle do espaço
segurança de voo estabelecidas para a área aéreo as infrações de tráfego aéreo de que tenha
militar do aeródromo; conhecimento;
IV - coordenar, supervisionar e executar, na área XIV - conhecer a movimentação das aeronaves
sob sua responsabilidade, as tarefas em trânsito e daquelas sediadas na OM;
estabelecidas no Plano de Emergência
XV - levar ao conhecimento do Comandante,
Aeronáutica em Aeródromo (PEAA), na
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM ou da
iminência ou ocorrência de acidente ou
autoridade competente as providências que
incidente aeronáutico;
extrapolem suas atribuições;
V - providenciar as medidas de segurança e
XVI - informar ao Comandante, Chefe, Diretor
defesa para as aeronaves em trânsito que
ou Prefeito da OM a chegada de autoridade ou
pernoitem na OM, determinando as medidas que
de oficial de posto superior ao daquele;
se fizerem necessárias;
XVII - interditar qualquer aeronave que utilize
VI - prestar apoio às tripulações em trânsito no
aeródromo militar e que não possua condições
tocante às informações aeronáuticas;
técnicas ou legais para operação, comunicando
VII - zelar para que sejam mantidos atualizados imediatamente tal fato ao Comandante da OM;
os quadros de movimento de aeronaves,
XVIII - receber as autoridades e os
orgânicas ou não, que estejam sendo apoiadas
Comandantes de aeronaves em trânsito na OM,
pela OM;
prestando-lhes o apoio que se fizer necessário;
VIII - manter-se informado sobre os
XIX - colaborar com o Oficial de Dia no que lhe
movimentos de aeronaves militares que se
for solicitado;
destinam ao aeródromo;
XX - controlar, fora do horário do expediente, a
IX - providenciar a correta orientação das
entrada e saída de material em trânsito pelo
aeronaves no solo;
aeródromo, principalmente aeronáutico e bélico, I. - apresentar-se ao Chefe da Seção de
dando quitação naqueles que sejam destinados à Coordenação das Operações Aéreas Militares
sua OM; (SCOAM) no início e no término do serviço;

XXI - comunicar, se necessário por escrito, ao II. - verificar, com os órgãos de controle do
Oficial de Dia os assuntos que devam constar do espaço aéreo, a normalidade de funcionamento
Livro de Partes daquele serviço; dos equipamentos de auxílio à navegação, das

XXII - registrar, no Livro de Partes do Oficial sirenes de alarme de emergência e dos

de Operações, toda e qualquer alteração equipamentos de comunicação;

ocorrida no serviço, mencionando as III. - orientar as tripulações das aeronaves em


providências tomadas; e trânsito quanto à obtenção das informações

XXIII - cumprir e fazer cumprir as ordens e aeronáuticas;

normas vigentes. IV. - manter-se informado sobre os movimentos

Seção VII de aeronaves militares;

Oficial de Permanência Operacional V. - supervisionar o Centro de Operações Aéreas


e Terrestres (COAT) para que sejam mantidos
Art. 52. O Oficial de Permanência Operacional
atualizados os quadros de controle de
(OPO) é o responsável pela coordenação do
movimento de aeronaves;
apoio às operações aéreas militares
desenvolvidas no aeródromo, garantindo a VI. - informar ao chefe do setor responsável o

manutenção da disciplina, a segurança das conteúdo das mensagens-rádio de caráter

instalações e o funcionamento normal do urgente que a Estação de Telecomunicações

serviço. Militares (ETM) receber fora do expediente


normal;
§ 1º Quando for ativado em uma OM o serviço
de OPO, o oficial responsável por esta atividade VII. - coordenar, supervisionar e executar, na

poderá, a critério do Comandante, Chefe ou área sob sua responsabilidade, as tarefas

Diretor da OM, assumir também as atribuições estabelecidas no Plano de Emergência

previstas neste Regulamento para o serviço de Aeronáutica em Aeródromo (PEAA), na

OP. iminência ou ocorrência de acidente ou


incidente aeronáutico;
§ 2º O serviço de OPO é atribuído a Tenente do
Quadro de Oficiais Aviadores. VIII. - conhecer e fazer cumprir as ordens e as
normas em vigor que regulam os serviços na
Art. 53. Ao Oficial de Permanência Operacional
área operacional, bem como, observar as demais
incumbe:
orientações recebidas do Comandante da OM ou
do Chefe da SCOAM;
IX. - registrar, no Livro de Partes do OPO, toda Art. 59. O Serviço de Auxiliar do Oficial de Dia
e qualquer alteração ocorrida no serviço; e (Aux OD) ou do Oficial de

X. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas Operações (Aux OP) é ativado quando ocorrer
vigentes. um dos casos previstos nos arts. 8º ou 9º deste

Seção VIII Regulamento.

Fiscal de Dia Seção X

Art. 54. Fiscal de Dia é o oficial com as Médico de Dia

atribuições, os deveres e as obrigações inerentes Art. 60. Médico de Dia é o oficial responsável
ao serviço de Oficial de Dia. pela coordenação e pela execução da assistência

Parágrafo único. Este serviço é ativado nos médica de emergência afeta à OM.

termos do art. 10. deste Regulamento. Art. 61. O serviço de Médico de Dia, atribuído

Art. 55. O serviço de Fiscal de Dia é atribuído a a Capitães, a Tenentes e a Aspirantes a Oficial

Tenente e a Aspirante a Oficial de todos os Médico, é regular nas Organizações de Saúde da

quadros, exceto aos oficiais médicos e aos Aeronáutica (OSA).

oficiais capelães. § 1º O Médico de Dia deverá receber o serviço

Parágrafo único. Os oficiais dos demais de seu antecessor, tomando ciência de todas as

quadros de saúde não concorrerão a este serviço, ocorrências e passá-lo ao seu substituto legal, na

desde que exista ativada na OM escala de presença de oficial designado pelo Comandante

serviço a ser cumprido integralmente no interior ou Diretor da OSA, informando sobre todas as

da OM e específica para seu quadro. alterações ocorridas no decorrer do serviço.

Art. 56. O Fiscal de Dia pode ausentar-se da § 2º Em outras organizações, este serviço pode

OM para pernoitar em sua residência após o ser ativado a critério do Comandante, Chefe ou

encerramento do jantar, devendo, no entanto, Diretor da OM.

retornar para supervisionar o café da manhã do Art. 62. Ao Médico de Dia, além das
dia seguinte. atribuições e dos deveres constantes das normas

Art. 57. O Fiscal de Dia tem como auxiliar um emanadas da Diretoria de Saúde (DIRSA), dos

Suboficial ou Primeiro- Sargento, dentre os regulamentos em vigor e das ordens do

mais antigos do efetivo da OM. Comandante ou Diretor da OSA, incumbe:

Art. 58. Na ausência do Fiscal de Dia, as suas I. - estar permanentemente em condições de agir

funções são exercidas pelo seu Auxiliar. com presteza no momento e no local onde seus
serviços se tornem necessários;
Seção IX

Auxiliar do Oficial de Dia ou de Operações


II. - examinar as dietas, fiscalizando a sua Comandante, Chefe ou Diretor da OM,
distribuição aos enfermos; informando sobre todas as alterações ocorridas

III. - diligenciar para que sejam cumpridas as no decorrer do serviço.

prescrições médicas aos baixados; Art. 66. Ao Dentista de Dia, além das

IV. - zelar pela disciplina, pela limpeza e pela atribuições e dos deveres constantes das normas

boa apresentação das dependências sob sua emanadas da DIRSA, dos regulamentos em

responsabilidade, providenciando as medidas vigor e das ordens do Comandante, Chefe ou

que se fizerem necessárias; Diretor da OM, incumbe:

V. - informar ao Diretor da OSA todas as I. - estar permanentemente em condições de agir

ocorrências cuja solução estiver fora de sua com presteza no momento e no local onde seus

alçada; serviços se tornem necessários;

VI. - registrar, no Livro de Partes do Médico de II. - supervisionar as escalas de serviço da

Dia, todas as alterações havidas no transcorrer equipe sob sua responsabilidade, procedendo ao

do serviço; e remanejamento de pessoal, sempre que se fizer


necessário;
VII. - cumprir e fazer cumprir as ordens e
normas vigentes. III. - zelar pela disciplina dos componentes de
sua equipe de serviço;
Seção XI
IV. - dar conhecimento ao Chefe da Divisão
Dentista de Dia
Técnica da Odontoclínica ou Chefe do Serviço
Art. 63. Dentista de Dia é o oficial responsável de Odontologia nas demais OSA de todas as
pela execução e pela condução da assistência ocorrências cuja solução estiver fora de sua
odontológica de emergência afeta à OM. alçada;
Art. 64. O Serviço de Dentista de Dia, atribuído V. - informar ao Médico de Dia, quando for o
a Capitães, a Tenentes e a Aspirantes a Oficial caso, a impossibilidade de resolução de alguma
Dentistas, é regular nas Odontoclínicas de ocorrência, para que as providências necessárias
Aeronáutica. possam ser tomadas;
Parágrafo único. Em outras organizações, este VI. – registrar, no Livro de Partes do Dentista de
serviço pode ser ativado a critério do Diretor da Dia, as ocorrências havidas no transcorrer do
OSA. serviço; e
Art. 65. O Dentista de Dia deverá receber o VII. - cumprir e fazer cumprir as ordens e
serviço de seu antecessor, tomando ciência de normas vigentes.
todas as ocorrências e passá-lo ao seu substituto
Seção XII
legal, na presença de oficial designado pelo
Enfermeiro de Dia IV. - prescrever a correta e necessária assistência

Art. 67. Enfermeiro de Dia é o oficial de enfermagem;

responsável pela coordenação, execução e V. - coordenar e prestar cuidados diretos de


condução da assistência de enfermagem afeta à enfermagem a pacientes em estado grave;
OM. VI. - executar ações de enfermagem de alta
Art. 68. O Serviço de Enfermeiro de Dia, complexidade, bem como supervisionar e
atribuído a Capitães, Tenentes e Aspirantes da coordenar a aplicação das técnicas de
Especialidade Enfermagem, dos diversos enfermagem executadas pela sua equipe;
Quadros, é regular nas OSA. VII. - realizar a visita de enfermagem aos
Parágrafo único. Em outras organizações, este pacientes que requeiram cuidados especiais, aos
serviço pode ser ativado a critério do Diretor da pacientes em pré e pós-operatório mediato e
OSA. imediato, e aos pacientes que baixarem durante

Art. 69. O Enfermeiro de Dia deverá receber o o seu serviço;

serviço de seu antecessor, tomando ciência de VIII. - estar permanentemente em condições de


todas as ocorrências e passá-lo ao seu substituto agir com presteza no momento e no local onde
legal, na presença de oficial definido pelo seus serviços se tornem necessários;
Diretor da OSA, informando-o sobre todas as IX. - dar conhecimento ao Chefe do Serviço de
alterações ocorridas no decorrer do serviço. Enfermagem de todas as ocorrências cuja
Art. 70. Ao Enfermeiro de Dia, além das solução estiver fora de sua alçada;
atribuições e dos deveres constantes das normas X. - informar ao Médico de Dia ou ao Oficial de
emanadas da DIRSA, dos regulamentos em Dia, a impossibilidade de resolução de alguma
vigor e das ordens do Diretor da OSA, incumbe: ocorrência, para que as providências necessárias
I. - planejar, organizar, coordenar, supervisionar possam ser tomadas;
e avaliar as atividades técnico- administrativas XI. - registrar, no Livro de Partes do Enfermeiro
da Equipe de Enfermagem sob sua de Dia, as ocorrências havidas no transcorrer do
responsabilidade; serviço; e
II. - supervisionar as escalas de serviço da XII. - cumprir e fazer cumprir as ordens e
equipe de enfermagem, procedendo ao normas vigentes.
remanejamento de pessoal, sempre que se fizer
Seção XIII
necessário;
Farmacêutico Hospitalar de Dia
III. - zelar pela disciplina dos componentes de
sua equipe; Art. 71. Farmacêutico Hospitalar de Dia (FHD)
é o oficial responsável pela execução e
condução das atividades inerentes à Farmácia V. - informar ao Médico de Dia, quando for o
Hospitalar da OM. caso, a impossibilidade de resolução de alguma

Art. 72. O Serviço de FHD é atribuído a ocorrência, para que as providências necessárias

Capitães, Tenentes e Aspirantes a Oficial possam ser tomadas;

Farmacêuticos nas OSA onde houver internação VI. - registrar, no Livro de Partes do
de pacientes. Farmacêutico Hospitalar de Dia, as ocorrências

Parágrafo único. O serviço será ativado na havidas no transcorrer do serviço; e

forma de Sobreaviso, quando o número de VII. - cumprir e fazer cumprir as ordens e


Oficiais e de Aspirantes a Oficial, que normas vigentes.
concorrem à escala de Farmacêutico Hospitalar Seção XIV
de Dia, for menor que sete.
Farmacêutico Bioquímico de Dia
Art. 73. O FHD deverá receber o serviço de seu
Art. 75. Farmacêutico Bioquímico de Dia
antecessor, tomando ciência de todas as
(FBD) é o oficial responsável pela execução e
ocorrências e passá-lo ao seu substituto legal, na
condução das atividades inerentes ao
presença de oficial designado pelo Diretor da
Laboratório de Análises Clínicas da OM.
OSA, informando todas as alterações ocorridas
no decorrer do serviço. Art. 76. O Serviço de FBD é atribuído a
Capitães, Tenentes e Aspirantes a Oficial
Art. 74. Ao FHD, além das atribuições e dos
Farmacêuticos nas OSA, onde houver
deveres constantes das normas e regulamentos
internação de pacientes.
emanados pelo COMAER e o cumprimento das
ordens do Diretor da OSA, incumbe: Parágrafo único. O serviço será ativado na
forma de Sobreaviso, quando o número de
I. - estar permanentemente em condições de agir
Oficiais e de Aspirantes a Oficial, que
com presteza no momento e no local, onde seus
concorrem à escala de Farmacêutico
serviços se tornem necessários;
Bioquímico de Dia, for menor que sete.
II. - supervisionar as escalas de serviço da
Art. 77. O FBD deverá receber o serviço de seu
equipe sob sua responsabilidade, procedendo ao
antecessor, tomando ciência de todas as
remanejamento de pessoal, sempre que se fizer
ocorrências e passá-lo ao seu substituto legal, na
necessário;
presença de oficial designado pelo Diretor da
III. - zelar pela disciplina dos componentes de OSA, informando sobre todas as alterações
sua equipe de serviço; ocorridas no decorrer do serviço.
IV. - dar conhecimento ao Chefe da Divisão ou Art. 78. Ao FBD, além das atribuições e dos
Subdivisão de Farmácia de todas as ocorrências deveres constantes das normas e regulamentos
cuja solução estiver fora de sua alçada;
emanados pelo COMAER e o cumprimento das § 2º Excepcionalmente, caso não seja possível o
ordens do Diretor da OSA, incumbe: cumprimento do art. 19, o serviço de Adjunto

I. - supervisionar as escalas de serviço da equipe ao Oficial de Dia poderá ser exercido por

sob sua responsabilidade, procedendo ao Suboficial.

remanejamento de pessoal, sempre que se fizer Art. 80. Ao Adjunto ao Oficial de dia incumbe:
necessário; I. - executar as determinações do Oficial de Dia;
II. - zelar pela disciplina dos componentes de II. - auxiliar o Oficial de Dia na fiscalização do
sua equipe de serviço; cumprimento das ordens em vigor, relativas ao
III. - dar conhecimento ao Chefe da Divisão ou serviço;
Subdivisão de Farmácia de todas as ocorrências III. - proceder às revistas regulamentares
cuja solução estiver fora de sua alçada; quando determinado;
IV. - informar ao Médico de Dia, quando for o IV. - escriturar os documentos relativos ao
caso, a impossibilidade de resolução de alguma serviço, de modo que estejam prontos para
ocorrência, para que as providências necessárias serem entregues à autoridade competente até
possam ser tomadas; e uma hora após a Parada Diária;
V. - registrar, no Livro do Farmacêutico V. - transmitir as ordens e inteirar-se de sua
Bioquímico de Dia, as ocorrências havidas no execução;
transcorrer do serviço;
VI. - comunicar ao Oficial de Dia todas as
VI. - cumprir e fazer cumprir as ordens e ocorrências anormais de que tenha
normas vigentes. conhecimento;
CAPÍTULO VI VII. fiscalizar as instalações das unidades e
SERVIÇOS INDIVIDUAIS DE subunidades incorporadas, quando determinado;
SUBOFICIAIS E SARGENTOS VIII. - responder perante o Oficial de Dia pela
Seção I execução da limpeza das dependências sob

Adjunto ao Oficial de Dia responsabilidade da Equipe de Serviço;

Art. 79. O Adjunto ao Oficial de Dia (Adj OD) IX. apresentar-se ao Oficial de Dia ao assumir e
ao passar o serviço;
é o auxiliar imediato do Oficial de Dia. X. - permanecer no local designado pelo Oficial

§ 1º O serviço de Adjunto ao Oficial de Dia é de Dia quando da ausência deste, dele não se

atribuído aos Sargentos mais antigos, de acordo afastando, salvo quando autorizado;

com os critérios e as normas estabelecidas pelo XI. - realizar rondas em horários não
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM. programados em coordenação com o Oficial de
Dia; e
XII. - cumprir e fazer cumprir as ordens e IX. - levar ao conhecimento do oficial de
normas vigentes. serviço as irregularidades observadas, bem

Seção II como as deficiências que impeçam o bom


andamento do serviço; e
Adjunto ao Oficial de Permanência
Operacional ou ao Oficial de Operações X. - cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
vigentes.
Art. 81. Adjunto ao Oficial de Permanência
Operacional (Adj OPO) ou ao Oficial de Seção III

Operações (Adj OP) é o auxiliar imediato do Auxiliar do Fiscal de Dia


oficial que exerce estes serviços. Art. 83. Auxiliar do Fiscal de Dia é o
Art. 82. Ao Adjunto ao Oficial de Permanência responsável pelo serviço de Fiscal de Dia, na
Operacional ou ao Oficial de Operações ausência do titular.
incumbe: Art. 84. O serviço de Auxiliar do Fiscal de Dia
I. - escriturar todos os documentos relativos ao é atribuído a Suboficiais e Primeiros-Sargentos
serviço; mais antigos, de acordo com os critérios e as

II. - verificar a disponibilidade de todos os normas estabelecidas pelo Comandante, Chefe,

Equipamentos de Apoio ao Solo (EAS) e Diretor ou Prefeito da OM.

Equipamentos de Apoio à Manutenção ou Item Art. 85. O Auxiliar do Fiscal de Dia deverá
de Apoio (EAM); conhecer todas as normas do serviço e o

III. - atender e providenciar o apoio de solo às processo de acionamento do Fiscal de Dia, na

aeronaves em trânsito que se dirijam ao pátio eventualidade de surgirem situações que exijam

militar; a interferência daquele oficial.

IV. - conferir, ao receber o serviço, o material Seção IV

sob a responsabilidade do setor; V - coordenar e Sargento de Dia


orientar a equipe de serviço na limpeza das Art. 86. O Sargento de Dia é o militar
instalações; responsável pela coordenação dos serviços
V. - informar ao oficial de serviço a previsão de relativos a sua Unidade ou Subunidade e pela
movimento aéreo com destino fiscalização de outros serviços da OM fora do

VI. ao aeródromo; horário de expediente, em conformidade com as


determinações do Oficial de Dia.
VII. - orientar os militares componentes da
equipe para a correta utilização de Art. 87. O Sargento de Dia à Unidade ou à
Subunidade subordina-se ao respectivo
VIII. viaturas, de tratores e dos demais
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito
equipamentos em uso no serviço;
devendo, entretanto, comparecer à Parada de VIII. - manter o Oficial de Dia informado da
Serviço e apresentar-se ao Oficial de Dia logo situação dos presos e dos detidos da sua unidade
após o término do expediente, ou logo após a ou subunidade;
Parada nos dias em que não houver expediente. IX. - reunir o pessoal de serviço para a revista
Art. 88. Ao Sargento de Dia incumbe: do pernoite, comunicando as faltas ao Oficial de

I. - informar ao Oficial de Dia a existência de Dia;

ordens especiais acerca de sua Unidade ou X. - registrar, no Livro de Partes do Sargento de


Subunidade; Dia, todas as alterações ocorridas no serviço,

II. - reforçar as ordens em vigor aos seus bem como as providências tomadas, se for o

subordinados, por meio de briefing, bem como caso; e

controlar o efetivo e fiscalizar a execução do XI. - cumprir e fazer cumprir as ordens e


serviço; normas vigentes.

III. - apresentar ao Oficial de Dia as praças que Seção V


devam ser recolhidas presas ou detidas Mecânico de Dia
pertencentes ao efetivo da sua Unidade ou
Art. 89. Mecânico de Dia é o militar
Subunidade;
responsável pela prestação do apoio de
IV. - solicitar ao Comandante, Chefe, Diretor ou manutenção às aeronaves orgânicas e às que
Prefeito ou a outro oficial da sua Unidade ou estejam em trânsito pela OM.
Subunidade e, na ausência destes ou fora do
Art. 90. Ao Mecânico de Dia incumbe:
horário de expediente, ao Oficial de Dia,
qualquer providência que ultrapasse os limites I. - apresentar-se no início e no término do

de suas atribuições; serviço ao Chefe do Setor de Manutenção da


OM ou ao oficial de serviço;
V. - zelar para que as praças detidas da sua
Unidade ou Subunidade permaneçam nos locais II. - ao assumir o serviço verificar:

determinados; a) o estado de operação de todos os

VI. - conduzir, em forma, os cabos, soldados e Equipamentos de Apoio ao Solo (EAS) e

taifeiros para o refeitório; Equipamentos de Apoio à Manutenção


ou Item de apoio (EAM);
VII. - reunir o pessoal que entra de serviço,
verificando as faltas, os uniformes e os b) o correto preenchimento do Livro de

equipamentos, conduzindo-o ao local da Parada Ocorrências do Mecânico de Dia; e

de Serviço; c) o pleno conhecimento das ordens e das


normas em vigor pelos demais
integrantes da equipe de serviço sob sua III. - responder perante o Oficial de Dia pela
responsabilidade. ordem e disciplina no âmbito das instalações do

III. - atender às saídas e chegadas das aeronaves Portão das Armas;

orgânicas da OM e das aeronaves em trânsito IV. - reforçar as ordens em vigor aos seus
que necessitem de apoio; subordinados, por meio de briefing, bem como

IV. - supervisionar o preparo das aeronaves controlar o efetivo e fiscalizar a execução do

orgânicas ou em trânsito para o pernoite, serviço;

verificando o seu fechamento e o seu bloqueio; V. - fazer cumprir, por todos os componentes de

V. - coordenar o estacionamento de aeronave sua equipe, as atribuições que lhe estão afetas;

orgânica da OM no local previsto quando do VI. - fiscalizar, com frequência, os componentes


acionamento de missões fora dos horários de da sua equipe, colocando-os em forma quando
expediente ou em dias não úteis; e necessário;

VI. - cumprir e fazer cumprir as ordens e VII. - controlar a entrada e a saída de pessoas e
normas vigentes.. de veículos na OM, pelas passagens

Seção VI determinadas, impedindo o ingresso daqueles


não autorizados;
Comandante da Guarda
VIII. - informar imediatamente ao Oficial de
Art. 91. O Comandante da Guarda é o militar
Dia qualquer ocorrência
responsável pela execução das ordens referentes
às atividades de segurança e defesa afetas à IX. extraordinária;

Equipe de Serviço. X. - verificar, ao assumir o serviço, se todas as

Art. 92. Ao Comandante da Guarda incumbe: praças presas e as detidas se

I. I - colocar em forma a Equipe de Serviço do XI. encontram nos locais previstos;

Portão das Armas para as continências XII. - examinar, cuidadosamente, as condições


regulamentares; de segurança, de limpeza e de higiene das

II. - acionar a Equipe de segurança e defesa ou instalações sob sua responsabilidade;

parcela desta, atendendo ao sinal de alarme das XIII. - adotar medidas adicionais de segurança
Sentinelas, cientificando-se imediatamente do sempre que tiver de abrir as prisões;
motivo desse alarme, agindo por iniciativa XIV. - conservar em seu poder, durante o
própria e tomando as providências que a serviço, as chaves das prisões;
situação exigir;
XV. - verificar se as praças da guarda estão
suficientemente instruídas para o serviço;
XVI. exigir dos presos comportamento Art. 93. O Auxiliar do Enfermeiro de Dia é o
compatível com a disciplina militar; SO/SGT do Quadro de Suboficiais e Sargentos

XVII. liberar, no início do expediente, os presos (QSS) ou do Quadro de Sargentos Convocados

por motivo de disciplina autorizados para o (QSCon), da Especialidade Enfermagem,

trabalho de rotina, e recolhê-los após o responsável, no seu nível de incumbência, pela

encerramento das atividades diárias; assistência de enfermagem afeta à OSA.

XVIII. providenciar escolta para o Art. 94. Ao Auxiliar do Enfermeiro de Dia

deslocamento de todos os presos, em especial incumbe:

para os que se encontrem à disposição da Justiça I. auxiliar o Enfermeiro de Dia ou o Médico de


ou considerados de alta periculosidade; Dia no atendimento ao paciente;

XIX. fazer cumprir as normas estabelecidas para II. executar as atividades de enfermagem afetas
visita aos presos; ao serviço;

XX. registrar, no Livro de Partes, os cabos e os III. conferir e controlar o material e o


soldados que entrarem no quartel após a revista equipamento empregados no serviço;
do recolher; IV. estar permanentemente em condições de agir
XXI. escriturar o Livro de Partes do com presteza, no momento e no local onde seus
Comandante da Guarda e entregá-lo, após serviços se tornem necessários;
passar o serviço, ao Oficial de Dia, fazendo nele Art. 99. Ao Motorista de Dia incumbe:
constar ou anexar:
I. apresentar-se, ao Despachante de Dia, ao
a) a relação nominal das praças da guarda; entrar de serviço e no retorno de missões;
b) as fichas de controle e o relatório das II. - cumprir as medidas de segurança relativas
rondas; ao uso e condução de viaturas e equipamentos, e
c) as ocorrências havidas no serviço e as ao manuseio e abastecimento de combustíveis e
providências tomadas; lubrificantes automotivos;;

d) a situação do material carga sob sua III. - cuidar pessoalmente da limpeza e da


responsabilidade; e conservação da viatura sob sua

e) outros registros de acordo com as responsabilidade;

normas da OM. XX - cumprir e fazer IV. estar com sua Carteira Nacional de
cumprir as ordens e normas vigentes. Habilitação em dia, nos termos estabelecidos

Seção VII pelo Código Brasileiro de Trânsito e em


instruções específicas do COMAER;
Auxiliar do Enfermeiro de Dia
V. cumprir as instruções técnicas emitidas pelo de trânsito competentes para a perícia no
setor de transporte; local; e

VI. conferir e sanar as dúvidas para o c) permanecer, caso seja possível, no local
cumprimento de uma ordem de missão; VII - do acidente, para as providências que se
conduzir somente as viaturas para as quais fizerem necessárias.
esteja devidamente habilitado; XII. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
VII. cumprir rigorosamente os horários e os vigentes.
itinerários determinados pela Ordem de Missão Art. 100. Os motoristas que conduzem
ou de Serviço de Transporte, diligenciando para ambulâncias, viaturas contraincêndio, tratores e
chegar aos locais previstos, no mínimo, com dez outros veículos de transportes terrestres
minutos de antecedência; especiais utilizados no COMAER devem
VIII. apresentar-se ao Despachante de Dia após cumprir, além do disposto no Código de
o regresso de cada missão, relatando qualquer Trânsito Brasileiro e das regras previstas neste
discrepância e entregando a Caderneta ou Ficha Regulamento, as normas específicas para a
de Controle de Viatura e a Ordem de Missão operação dessas viaturas.
devidamente preenchidas; Seção X
IX. transportar, exclusivamente, pessoas, Despachante de Dia
materiais e objetos previstos na Ordem de
Art. 101. Despachante de Dia é o militar ou o
Missão;
servidor público responsável pela coordenação
X. cumprir, rigorosamente, as regras dispostas e o controle das missões de apoio de transporte
no Código de Trânsito Brasileiro, observando, de superfície.
em especial, os limites de velocidade previstos
Art. 102. Ao Despachante de Dia incumbe:
para as diversas vias;
I. apresentar-se no início e no término do
XI. - em caso de acidente tomar as seguintes
serviço ao responsável pelo setor;
providências:
II. receber do seu antecessor a relação das
a) comunicar imediatamente ao
missões a serem atendidas durante o seu serviço
Despachante de Dia ou ao oficial de
e das missões em andamento;
serviço os seguintes dados: natureza,
local da ocorrência, vítimas e estado da III. zelar para que os motoristas cumpram as

viatura; missões dentro dos horários preestabelecidos;

b) providenciar o acionamento de socorro IV. rubricar, na saída e na chegada, as

médico, se necessário, e das autoridades Cadernetas ou Fichas de Controle de Viaturas


anotando os dados necessários ao efetivo II. assessorar o militar responsável pelo serviço
controle; de segurança e defesa da OM sobre qualquer

V. empregar corretamente as viaturas de acordo ocorrência, suspeita de ocorrência ou iminência

com a natureza e o tipo da missão; de ocorrência, detectada através do sistema de


imagens;
VI. coordenar a realização da limpeza interna e
externa das viaturas, pelo setor responsável; III. supervisionar o bom funcionamento de todo
o sistema, sendo o responsável por comunicar
VII. receber os Relatórios de Missão de
qualquer restrição do sistema ao setor
Transporte, verificando as alterações ocorridas e
responsável; e
encaminhando ao setor responsável;
IV. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
VIII. encaminhar as viaturas em pane para o
vigentes.
setor responsável pela sua recuperação;
Seção XII
IX. providenciar o registro no livro de
ocorrências das irregularidades observadas Adjunto ao Oficial de Comando e Controle

durante o serviço; Art. 105. Adjunto ao Oficial de Comando e

X. informar, imediatamente, ao chefe do setor Controle (AOCC) é o auxiliar imediato do

ou ao oficial de serviço, quando da ocorrência oficial que exerce este serviço.

de acidente envolvendo viatura da OM, Art. 106. Ao Adjunto ao Oficial de Comando e


transmitindo os dados principais; e Controle incumbe:

XI. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas I. realizar o registro de toda documentação
vigentes. recebida e enviada entre a OM e os Comandos

Seção XI Superiores;

Operador da Central de Vigilância II. controlar, por meio das escalas de voo, a

Eletrônica situação de todos os meios envolvidos em


missões de preparo;
Art. 103. Operador da Central de Vigilância
Eletrônica (OCV) é o militar responsável por III. controlar, por meio de planilha diária, a

monitorar o sistema de segurança eletrônica da movimentação e situação dos meios envolvidos

OM. em missões de emprego;

Art. 104. Ao Operador da Central de Vigilância IV. servir como elo entre os meios em missões

Eletrônica incumbe: fora de sede com suas respectivas Alas e


Comandos Superiores; e
I. - monitorar as imagens geradas pelo sistema
de segurança eletrônica; V. - cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
vigentes.
Seção XIII Seção XIV

Fiscal de Dia ao Rancho Arrumador de Dia

Art. 107. Fiscal de Dia ao rancho é o militar de Art. 109. Arrumador de Dia é o militar de
serviço responsável pelas atividades referentes serviço responsável pelas atividades referentes à
ao controle de acesso, fiscalização e organização e limpeza do refeitório da OM, fora
organização dos refeitórios, nos dias em que do horário de expediente e nos dias não úteis.
houver expediente. Art. 110. O serviço de Arrumador de Dia ao
Parágrafo único. Concorrerão à escala todos os rancho deverá ser realizado por militares cuja
suboficiais da OM alimentadora e OM apoiadas, especialização seja de arrumador.
excetuando-se aqueles que já concorrem a Art. 111. Ao Arrumador de Dia incumbe:
outras escalas.
I. apresentar-se, no início e no término do
Art. 108. Ao Fiscal de Dia ao rancho incumbe: serviço, ao Supervisor de Dia ao Rancho e
I. controlar e contabilizar a entrada dos militares receber orientações e instruções pertinentes ao
no refeitório, autorizando a entrada de acordo serviço;
com as prioridades previstas; II. verificar a limpeza e a higiene das
II. proibir o acesso de pessoas estranhas às instalações, equipamentos e utensílios de copa
dependências do rancho; que serão utilizados, bem como manter-se

III. garantir a entrada de pessoal arranchado e o atento às necessidades de reposição de comida;

controle dos desarranchados, para posterior III. permanecer durante o serviço nas
repasse de etapas; dependências da Seção de Subsistência,

IV. zelar pela disciplina no interior do rancho, devendo solicitar autorização ao Supervisor de

coordenando as diversas filas e completando as Dia ao Rancho para realizar qualquer

mesas; deslocamento que se faça necessário;

V. verificar a apresentação dos alimentos e a IV. manter o refeitório limpo e organizado ao

limpeza de mesas e utensílios que serão longo do dia de acordo com o previsto nos

utilizados na refeição; Procedimentos Operacionais Padronizados; e

VI. fiscalizar para que somente o pessoal V. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas

regularmente autorizado tenha acesso vigentes.

VII. às refeições; e Seção XV

VIII. cumprir e fazer cumprir as ordens e Cozinheiro de Dia

normas vigentes. Art. 112. Cozinheiro de Dia é o militar de


serviço responsável pelas atividades ligadas ao
preparo das refeições servidas no rancho, fora Art. 115. Comissário de Dia ao Rancho é o
do horário de expediente e nos dias não úteis. militar de serviço responsável pelas atividades

Art. 113. O Serviço de Cozinheiro de Dia é referentes ao fornecimento de lanches e outros

atribuído aos militares cuja especialização seja alimentos pela Comissaria da Seção de

de cozinheiro, podendo ser soldado, cabo, Subsistência.

taifeiro, sargento ou suboficial. Art. 116. Ao Comissário de Dia ao Rancho

Art. 114. Ao Cozinheiro de Dia incumbe: incumbe:

I. apresentar-se, no início e no término do I. apresentar-se ao Supervisor de Dia ao

serviço, ao Supervisor de Dia ao Rancho e Rancho, no horário previsto e pronto para o

receber orientações e instruções pertinentes ao serviço, verificando a limpeza e a higiene das

serviço; instalações, equipamentos e utensílios de copa


que serão utilizados;
II. receber do Supervisor de Dia ao Rancho o
material destinado ao preparo do café da manhã, II. realizar o fornecimento de lanches, água e

almoço e jantar, verificando se o alimento está outros materiais requisitados e autorizados para

em adequadas condições de consumo e se os fornecimento às aeronaves em trânsito, ao

equipamentos e utensílios a serem utilizados pessoal em missão terrestre de longa duração,

estão limpos e operando normalmente; aos presos e detidos no xadrez, aos militares e
civis que estiverem em missões nas vilas
III. preparar as refeições, servi-las e, ao término
residenciais militares;
das refeições, recolher os alimentos,
consumidos ou não; III. manter a comissaria limpa e organizada ao
longo do serviço de acordo com o previsto nos
IV. limpar todo o material, equipamentos e
Procedimentos Operacionais Padronizados;
utensílios utilizados na elaboração das refeições
de acordo com o previsto nos Procedimentos IV. verificar se o material fornecido está de

Operacionais Padronizados; acordo com o previsto para o cardápio do dia; e

V. utilizar, em todas as etapas da preparação, os V. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas

Equipamentos de Proteção Individual previstos; vigentes.

e Seção XVII

VI. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas Supervisor de Dia ao Rancho


vigentes.. Art. 117. Supervisor de Dia ao Rancho é o
Seção XVI militar de serviço, responsável pela fiscalização

Comissário de Dia ao Rancho de todas as atividades dos ranchos.


Art. 118. Ao serviço de Supervisor de Dia ao determinação e autorização do Gestor de
rancho concorrerão os Suboficiais e Sargentos, Subsistência; e
do efetivo do rancho. IX. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
Art. 119. Ao Supervisor de Dia ao rancho vigentes.
incumbe: CAPÍTULO VII
I. - apresentar-se, no início e no término do SERVIÇOS INDIVIDUAIS DE CABOS,
serviço, de acordo com os horários previstos em SOLDADOS E TAIFEIROS
NPA específica da OM, ao Gestor de
Seção I Cabo da Guarda
Subsistência e, fora do horário de expediente, ao
Oficial de Dia; Art. 120. O Cabo da Guarda é o auxiliar
imediato e substituto eventual do Comandante
II. coordenar e supervisionar a provisão de
da Guarda.
alimentos e de materiais necessários para a
elaboração das refeições pelas equipes do Art. 121. Ao Cabo da Guarda incumbe:

rancho; I. permanecer nas dependências do Portão das

III. acompanhar, fora do horário do expediente, Armas, dela não se afastando, salvo se

a retirada de material dos estoques, em caso de autorizado pelo Comandante da Guarda;

necessidade e devidamente autorizado pelo II. conduzir as praças para a rendição das
Gestor de Subsistência, juntamente ao Oficial de Sentinelas, assistindo à transmissão das ordens,
Dia, relatando o fato no livro do serviço; assegurando-se de que estas foram bem

IV. fiscalizar a limpeza e organização de todas compreendidas;

as instalações do rancho, relatando as III. conduzir ao rancho a fração das praças de


discrepâncias no livro do serviço; serviço autorizada pelo Oficial de Dia,

V. verificar o estado dos equipamentos e deixando, nas dependências do Portão das

materiais dos setores quanto à limpeza e ao Armas, o número necessário para fazer frente a

funcionamento, relatando as discrepâncias no qualquer situação de emergência;

livro do serviço; IV. informar ao Comandante da Guarda todas

VI. verificar e controlar, diariamente, a as ocorrências do seu conhecimento vinculadas

temperatura de todas as câmaras de resfriamento ao serviço;

e congelamento, bem como outros controles V. cumprir as ordens em vigor quanto à entrada
determinados pelo Gestor de Subsistência; e saída de pessoas, materiais e veículos na OM;

VII. fiscalizar o correto uso dos uniformes; VI. distribuir os quartos de hora de serviço

VIII. receber gêneros alimentícios ou material entre os soldados da Equipe de Serviço;

fora do horário de expediente ou conforme


VII. auxiliar o Comandante da Guarda no II. coordenar a limpeza das dependências sob
controle dos presos e dos detidos e na sua responsabilidade;
manutenção da disciplina; III. distribuir os quartos de hora de serviço
VIII. impedir a saída de soldados, quando entre os plantões;
fardados, com o uniforme em desalinho ou IV. certificar-se de que os plantões conheçam e
comprometendo a apresentação pessoal; cumpram as ordens relativas ao serviço;
IX. apresentar ao Comandante da Guarda, por V. assistir à substituição dos plantões,
ocasião da formatura para o rancho, a relação verificando se as ordens são transmitidas com
das praças que, por motivo de serviço, devam exatidão;
fazer as refeições fora do horário regular;
VI. apresentar-se ao Sargento de Dia logo após
X. comunicar ao Comandante da Guarda as a Parada de Serviço;
ocorrências que extrapolem as suas atribuições;
VII. zelar para que os plantões se mantenham
XI. manter total controle sobre a localização atentos às ocorrências no seu setor;
dos militares mais modernos, sob sua
VIII. verificar, no alojamento das praças, o
responsabilidade, que estejam fora do quarto de
cumprimento do Toque de Alvorada nos dias de
hora, bem como fiscalizar a existência de
expediente;
objetos ou materiais não permitidos pelas
normas internas; e IX. comunicar ao Sargento de Dia as
irregularidades ocorridas em seu serviço, ainda
XII. cumprir e fazer cumprir as ordens e
que já resolvidas;
normas vigentes.
X. zelar pela disciplina e pela arrumação no
Seção II
alojamento;
Cabo de Dia
XI. impedir a presença de pessoas estranhas no
Art. 122. O Cabo de Dia à Unidade ou à alojamento, salvo se para isso estiverem
Subunidade é o auxiliar imediato e o substituto autorizadas;
eventual do Sargento de Dia à Unidade ou à
XII. apresentar ao Sargento de Dia as praças
Subunidade.
que devam comparecer ao atendimento médico;
Art. 123. Ao Cabo de Dia incumbe:
XIII. apresentar ao Sargento de Dia, por
I. verificar com o seu antecessor, na ocasião do ocasião das formaturas para o rancho, a relação
recebimento do serviço, se todas as das praças que, por motivo de serviço, devam
dependências e as instalações estão em ordem e fazer as refeições fora do horário regular;
limpas, e se as praças detidas se encontram no
XIV. apresentar ao Sargento de Dia a relação
alojamento;
das praças que obrigatoriamente devam
pernoitar no quartel, e das que, ao toque de Corneteiro de Dia
silêncio, não se encontrem no alojamento; Art. 128. Corneteiro de Dia é o militar
XV. manter total controle sobre a localização responsável pela execução dos toques de corneta
dos militares mais modernos, sob sua previstos para as atividades militares.
responsabilidade, que estejam fora do quarto de Art. 129. Ao Corneteiro de dia incumbe:
hora, bem como fiscalizar a existência de
I. apresentar-se, antes de assumir as suas
objetos ou materiais não permitidos pelas
funções, ao Oficial de Dia;
normas internas; e
II. executar os toques previstos no RCONT, nos
XVI. cumprir e fazer cumprir as ordens e
horários e nos locais previstos em norma interna
normas vigentes.
da OM;
Seção III
III. permanecer no local determinado em norma
Motorista de Dia específica da OM;
Art. 124. Cumpre as mesmas atribuições IV. estar permanentemente em condições de
previstas para o Serviço de Motorista de Dia atender, com presteza, às orientações do Oficial
incluídas nos arts. 98 ao 100. de Dia, no momento e no local onde for
Seção IV determinado;

Eletricista de Dia V. passar ao seu substituto todas as ordens em

Art. 125. Cumpre as mesmas atribuições vigor e qualquer alteração ocorrida no serviço; e

previstas para o Serviço de Eletricista de Dia VI. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
incluídas nos arts. 95 e 96. vigentes.

Seção V Seção VIII

Despachante de Dia Armeiro de Dia

Art. 126. Cumpre as mesmas atribuições Art. 130. Armeiro de Dia é o militar de
previstas para o Serviço de Despachante de Dia serviço responsável pela guarda, conferência,
incluídas nos arts. 101 e 102. distribuição e recebimento do armamento

Seção VI individual e munição previstos para os


componentes da equipe de serviço.
Auxiliar do Mecânico de Dia
Art. 131. Ao Armeiro de Dia incumbe:
Art. 127. Contribui para o cumprimento de
todas as atribuições previstas para o Serviço de I. - apresentar-se, no início e no término do

Mecânico de Dia, incluídas nos arts. 89 e 90. serviço, ao mais antigo da equipe de serviço;

Seção VII
II. - conferir os itens bélicos a serem escala oficialmente divulgada, mediante
distribuídos aos integrantes da equipe de serviço chancela em livro próprio e conferência positiva
conforme normas em vigor. de seus documentos de identificação legalmente

III. - inspecionar e conferir os itens bélicos a válidos; e

serem recebidos pelo militar que entra de XI. - cumprir e fazer cumprir as ordens e
serviço, na presença desse militar, e relatar normas vigentes.
imediatamente ao Oficial de Dia, qualquer Seção IX
irregularidade ocorrida;
Auxiliar do Enfermeiro de dia
IV. - escriturar, imediatamente, qualquer
Art. 132. O Auxiliar do Enfermeiro de Dia é o
discrepância quantitativa ou qualitativa de itens
militar ou servidor público responsável, dentro
bélicos;
do seu nível de competência legal, pelo apoio
V. - impedir o ingresso de pessoas não referente às atividades de enfermagem afetas à
autorizadas no seu local de serviço; OM.
VI. - entregar os itens bélicos aos militares Art. 133. Ao Auxiliar do Enfermeiro de Dia
escalados para serviço armado, de acordo com a incumbe:
escala oficialmente divulgada, mediante
I. - apoiar as atividades de auxiliar de
chancela em livro próprio e conferência positiva
enfermagem, dentro do seu nível de
de seus documentos de identificação legalmente
competência legal;
válidos.
II. - conferir e controlar o material e o
VII. dar sinal de alarme imediato, utilizando-se
equipamento empregados no serviço;
dos meios disponíveis, sempre que:
III. - estar permanentemente em condições de
VIII. observar qualquer movimento suspeito na
agir com presteza, no momento e no local onde
circunvizinhança do seu Posto de Serviço; e
seus serviços sejam necessários;
a) surgir qualquer situação que possa
IV. comunicar imediatamente ao Enfermeiro de
colocar em perigo a sua integridade
Dia ou ao Médico de Dia, ou, ainda, na ausência
física ou a segurança do seu Posto de
destes, ao Oficial de Dia, quaisquer ocorrências
Serviço.
havidas durante o serviço que extrapolem seu
IX. manter a reserva de armamento e de nível de decisão; e
munição previstas para atender às necessidades
V. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
imediatas do serviço, determinadas pelo Oficial
vigentes.
de Dia;
Seção X
X. receber os itens bélicos dos militares
escalados para serviço armado, de acordo com a Soldado da Guarda
Art. 134. Soldado da Guarda é a praça armada § 1º Sentinela das Armas é a sentinela fixa
incumbida da segurança e defesa de responsável pela segurança no Portão Principal
determinado local ou instalação. da OM.

Art. 135. Ao Soldado da Guarda incumbe: § 2º As demais Sentinelas da OM, sejam fixas

I. - conhecer, cumprir e fazer cumprir, ou móveis, recebem a denominação do seu local

fielmente, as ordens relativas às normas de de serviço.

Segurança e Defesa, especialmente aquelas Art. 137. A Sentinela é inviolável segundo


relativas ao seu posto de serviço; prerrogativas que lhe são conferidas, sendo

II. - manter-se, nas horas de descanso, em local passível de punição quem atentar contra sua

determinado, de onde só se afastará por ordem autoridade ou integridade.

ou permissão do Comandante da Guarda; Art. 138. A Sentinela, no seu posto de serviço,

III. - manter-se, sempre, uniformizado e deve estar sempre com o seu armamento

equipado, pronto para entrar em ação em alimentado.

atendimento a qualquer eventualidade; Art. 139. À Sentinela, quando no seu quarto de

IV. - conhecer a sua atuação no dispositivo de hora de serviço, incumbe: I - estar sempre alerta

vigilância e alarme da OM, utilizando-o com e vigilante;

presteza, quando necessário, de acordo com o I. portar sempre o seu armamento, mantendo-o
previsto nas normas vigentes; e em condições de pronta resposta, dentro das

V. normas de segurança previstas, não o


abandonando em qualquer hipótese;
VI. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
vigentes. II. empregar o seu armamento estritamente de
acordo com as normas em vigor e as ordens
Seção XI
recebidas;
Sentinela
III.
Art. 136. A Sentinela é a praça armada que tem
IV. abster-se de conversar, fumar, ler, manusear
por incumbência a vigilância de uma área,
equipamentos eletrônicos e de qualquer outra
podendo ser:
atividade que possa comprometer a vigilância
I. fixa, quando restrita a um determinado durante o seu quarto de hora ou turno;
local; e
V. evitar explicações e esclarecimentos a
II. móvel, quando se desloca por um pessoas estranhas ao serviço, chamando para
itinerário previamente estabelecido. isso o Cabo da Guarda ou quem o substitua;
VI. impedir aglomeração de pessoas nas b) dar sinal de aproximação de qualquer
proximidades de seu posto; grupo de pessoas não identificado ou de

VII. guardar sigilo, quando for o caso, de ordens tropa, logo que o perceba; e

recebidas; c) fazer parar, a uma distância que lhe

VIII. cumprir as normas de serviço quanto à permita a necessária identificação,

entrada de pessoas, de veículos e de tropas na veículos, grupo de pessoas

OM; desconhecidas ou tropa que pretendam


entrar na OM.
IX. prestar as continências regulamentares;
XIII. cumprir e fazer cumprir as ordens e
X. impedir a saída da OM de militares ou de
normas vigentes.
civis conduzindo qualquer material não
autorizado, sem o conhecimento e a autorização Art. 140. O serviço em cada Posto de Sentinela

do Oficial de Dia; poderá ser dividido em períodos iguais,


distribuídos a três ou mais soldados, durante as
XI. dar sinal de alarme quando:
24 horas. Cada sentinela, preferencialmente, não
a) perceber qualquer movimento suspeito deve permanecer no seu posto por mais de duas
na circunvizinhança de seu Posto de horas consecutivas, salvo quando o posto for
Serviço; ativado em regime de turno. Nesse caso, deverá
b) qualquer pessoa insistir em adentrar à ser distribuído em períodos máximos de oito
OM antes de ser identificada; horas.

c) ocorrer tentativa de violação da Parágrafo único. Observando-se as


segurança de instalações sob sua características do posto de sentinela, o grau de
responsabilidade ou de fuga de presos; adestramento e a experiência dos militares, a
desacato à sua autoridade ou às ordens escala de serviço poderá ser composta por
relativas ao seu Posto de Serviço; número menor de militares que o previsto no
caput do artigo, quando estritamente necessário
d) verificar qualquer anormalidade de
e devidamente autorizado pelo Comandante da
caráter grave; e
Guarnição de Aeronáutica a que pertencer a
e) receber ordem do Cabo da Guarda, do
OM, atentando sempre para que não haja
Comandante da Guarda ou do Oficial de
prejuízo da qualidade do serviço e para que os
Dia.
militares envolvidos não sofram desgaste de
XII. adotar as seguintes medidas em situações qualquer natureza.
que exijam maiores precauções de segurança:
Art. 141. Os Postos de Serviço isolados ou
a) fazer passar afastado do seu Posto de considerados mais vulneráveis podem ser
Serviço todas as pessoas e os veículos; guarnecidos por mais de uma sentinela.
Seção XII anormalidade ao Sargento de Dia ou ao Cabo de

Soldado de Plantão Dia da sua Unidade ou Subunidade;

Art. 142. O Soldado de Plantão é a praça IX. impedir qualquer perturbação do silêncio

encarregada da vigilância de alojamento e das após o respectivo Toque;

dependências anexas, tais como banheiros, X. impedir a entrada de soldados de outras


corredores e varandas, de acordo com as normas Unidades ou Subunidades no alojamento sob
estabelecidas para esse serviço. sua responsabilidade, entre a Revista do

Art. 143. Ao Soldado de Plantão incumbe: Recolher e o Toque de Alvorada;

I. estar atento a todas as ocorrências no XI. relacionar as praças que, estando no

alojamento; Pernoite, se recolherem ao alojamento depois do


toque de silêncio;
II. anunciar a entrada de qualquer oficial, com
voz de: "Atenção Alojamento", sendo XII. comunicar ao Oficial de Dia ou ao seu

dispensada essa atitude nos horários substituto legal, quando constatado:

compreendidos entre a Revista do Recolher e a a) a realização de jogos com baralho ou de


Alvorada; outros tipos de jogos de azar;

III. apresentar-se ao oficial que adentrar ao b) o consumo de bebidas alcoólicas; e


alojamento logo após ter atendido ao disposto c) o uso de substância entorpecente, no
no inciso II deste artigo; alojamento ou nas dependências anexas.
IV. impedir a saída das praças detidas no XIII. impedir o uso de cigarro, charuto,
alojamento, salvo por motivo de serviço ou por cachimbo ou cigarrilha no interior do
ordem de autoridade competente; alojamento e nas dependências fechadas; e
V. zelar pela limpeza das dependências sob sua XIV. comunicar imediatamente à autoridade
responsabilidade e pela arrumação das camas; competente todas as discrepâncias ocorridas; e
VI. providenciar para que a praça levante-se da XV. cumprir e fazer cumprir as ordens e normas
cama logo após o Toque de Alvorada, exceto se vigentes.
não houver expediente;
Seção XIII
VII. impedir a presença de pessoas estranhas no
Arrumador de Dia
alojamento, salvo se autorizadas;
Art. 144. Cumpre as mesmas atribuições
VIII. fiscalizar a entrada e a saída de qualquer
previstas para o Serviço de Arrumador de Dia
material portado pelas praças no alojamento sob
incluídas nos arts. 109 a 111.
a sua responsabilidade, informando qualquer
Seção XIV
Cozinheiro de Dia Art. 149. Balizador é o militar responsável por
conduzir as aeronaves durante os procedimentos
de saída e chegada na aérea operacional.
Art. 145. Cumpre as mesmas atribuições
previstas para o Serviço de Cozinheiro de Dia Art. 150. Ao Balizador incumbe:

incluídas nos arts. 112 a 114. I. zelar pela segurança de voo na aérea

Seção XV operacional;

Comissário de Dia ao Rancho II. conduzir os deslocamentos de aeronaves


ao ingressarem e abandonarem a área
Art. 146. Cumpre as mesmas atribuições
operacional;
previstas para o Serviço de Comissário de Dia
ao Rancho incluídas nos arts. 115 e 116. III. servir como elo entre as tripulações de
voo atendidas e a equipe de serviço na
Seção XVI
área operacional; e
Tratorista de Dia
IV. cumprir e fazer cumprir as ordens e
Art. 147. Tratorista é o militar responsável por normas vigentes.
conduzir, com auxílio de um veículo rebocador,
CAPÍTULO VIII
aeronaves e equipamentos de apoio ao solo,
proporcionando apoio à atividade aérea. SERVIÇOS DE EQUIPES

Art. 148. Ao Tratorista incumbe: Seção I

I. zelar pela segurança de voo na aérea Serviço de Segurança e Defesa

operacional; Art. 151. O Serviço de Segurança e Defesa é

II. conduzir aeronaves e equipamentos de atribuído a equipes com efetivo e equipamentos

apoio ao solo na extensão de toda área variáveis, destinando-se à vigilância e à

operacional; segurança da OM e à guarda de presos.

III. servir como elo entre as tripulações de Art. 152. O Serviço de Segurança e Defesa, em

voo atendidas e a equipe de serviço na função da área ocupada, da disposição das

área operacional; e instalações, do vulto da tropa empregada e da


dispersão dos Postos de Sentinelas, é atribuído,
IV. cumprir e fazer cumprir as ordens e
a critério do Comandante, Chefe, Diretor ou
normas vigentes.
Prefeito da OM, às seguintes equipes:
Seção XVII
I. Equipe de Guarda do Portão das Armas;
Balizador
II. Equipe de Guarda de Presos;
III. Equipe de Guarda de Instalações e de V. zelar pelo cumprimento das determinações
Equipamentos (paiol, aeronaves e referentes a presos e a detidos sob a
outros); responsabilidade da OM; e

IV. Equipe de Guarda de Portões VI. cumprir e fazer cumprir as normas de


Secundários; e serviço quanto à entrada de pessoas, tropas ou

V. outras Equipes de Guarda estabelecidas veículos pertencentes ou não à OM.

em NPA da OM. Seção III

Parágrafo único. O Comandante, Chefe, Serviço de Plantão


Diretor ou Prefeito da OM deve especificar com Art. 154. O Serviço de Plantão é atribuído ao
exatidão em norma interna, para cada Equipe de Cabo de Dia às Unidades e Subunidades e aos
Guarda ativada: o posto, a área de vigilância, o Soldados de Plantão, destinando-se à vigilância,
efetivo, o armamento e munição, os horários, o à segurança e à guarda de alojamento e
local de pernoite, as atribuições e os deveres dependências anexas, tais como banheiros,
individuais dos seus componentes. corredores e varandas, de acordo com as normas
Seção II estabelecidas para esse serviço.

Equipes de Guarda Seção IV

Art. 153. A Equipe de Guarda é subordinada ao Equipe de Plantão


Oficial de Dia, e a ela incumbe: Art. 155. À Equipe de Plantão de alojamento
I. garantir a segurança, a vigilância e a defesa da incumbe:
OM; I. manter a disciplina e a limpeza no
II. manter presos e detidos nos locais alojamento e nas dependências anexas;
determinados, não permitindo a sua saída, salvo II. manter a vigilância sobre as praças
por ordem de autoridade competente; detidas no alojamento;
III. impedir a saída de Praças, quando fardadas, III. comunicar ao Oficial de Dia ou ao seu
com o uniforme em desalinho ou substituto legal, quando constatado:
comprometendo a apresentação pessoal;
a) a realização de jogos com baralho ou de
IV. impedir a aglomeração de pessoas nas outros tipos de jogos de azar;
proximidades das prisões, nas imediações do
b) o consumo de bebidas alcoólicas; e
Portão das Armas e dos Postos de Serviço e em
outros locais discriminados pelo Comandante, c) o uso de substância entorpecente, no

Chefe, Diretor ou Prefeito da OM; alojamento ou nas dependências anexas.


IV. dar imediato conhecimento, ao Art. 159. As praças da Equipe de Reforço são
responsável pela sua Equipe de Serviço, escaladas de modo semelhante às praças da
sobre qualquer alteração ou não Equipe de Guarda e são apresentadas pelo
cumprimento das normas relativas ao Comandante da Guarda ao Oficial de Dia no
serviço; e término do expediente.

V. cumprir e fazer cumprir as Parágrafo único. Durante o expediente, os


determinações das autoridades militares da equipe de reforço participam dos
competentes. trabalhos de rotina da OM.

Parágrafo único. Quando constatadas Art. 160. A Equipe de Reforço tem suas
quaisquer das ocorrências previstas no inciso incumbências incluídas nas normas internas de
III, deverão ser anotados os nomes dos militares serviços aprovadas pelo Comandante, Chefe,
e providenciado para que não se altere o estado Diretor ou Prefeito da OM.
e a situação das coisas, dos instrumentos ou dos Seção VI
objetos que tenham relação com os fatos.
Equipe de Manutenção
Art. 156. Os componentes da Equipe de Plantão
Art. 161. As Equipes de Manutenção são
permanecem na OM durante
aquelas destinadas à assistência técnica do
Parágrafo único. O Cabo de Dia à Unidade ou material aéreo ou equipamento especializado em
Subunidade e o Soldado de todo o serviço. Hora trânsito ou existente na OM e aos trabalhos de
permanecem nas dependências previstas para o manutenção.
seu serviço, com o equipamento estipulado nas
Art. 162. As Equipes de Manutenção têm
normas internas da OM.
efetivo e composição variáveis, conforme o
Seção V vulto do trabalho a ser executado.
Equipe de Reforço Art. 163. As atribuições dos militares das
Art. 157. A atividade de segurança e defesa, Equipes de Manutenção são fixadas pelo chefe
sempre que a situação o exigir, é ampliada após do setor responsável.
o término do expediente pelo estabelecimento Art. 164. As Equipes de Manutenção são
de novos Postos de Sentinela ou pelo acréscimo supervisionadas por Oficial, Suboficial ou
do número de sentinelas nos postos já Inspetor qualificado.
existentes, constituindo-se na Equipe de
Seção VII
Reforço.
Equipe Contraincêndio
Art. 158. As atividades da Equipe de Reforço
iniciam-se após o término do expediente e Art. 165. A Equipe Contraincêndio é a

terminam com o início do expediente seguinte. responsável pelo combate ao fogo, pelas
medidas preventivas e demais atividades III. outras atividades determinadas por
correlatas. autoridade competente de acordo com

Art. 166. As incumbências da Equipe norma interna da OM.

Contraincêndio são fixadas em normas Art. 171. O efetivo da Equipe de Patrulha deve
elaboradas pelo Órgão Central do Sistema de adequar-se à relevância do evento e do grau de
Contraincêndio e complementadas em normas responsabilidade requerido para o serviço que
internas aprovadas pelo Comandante, Chefe, será executado.
Diretor ou Prefeito da OM. Seção X
Seção VIII Equipe de Enfermagem Equipe de Apoio ao CAN
Art. 167. Equipe de Enfermagem é a Art. 172. A Equipe de Apoio ao CAN tem por
responsável pela prestação da assistência de finalidade executar as atividades relativas ao
enfermagem aos pacientes em situações de recebimento, armazenamento, triagem e
emergência ou internados na OM. expedição, embarque e desembarque de material
Art. 168. As atribuições da Equipe de e/ou pessoal das aeronaves e/ou outros meios de
Enfermagem são fixadas em normas internas da transporte que executem missões do Sistema do
OM, em consonância com as diretrizes do Correio Aéreo Nacional (SISCAN), em
Órgão Central do Sistema de Saúde. conformidade com as normas do Centro de

Art. 169. A Equipe de Enfermagem tem efetivo Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA).

e composição variáveis, segundo o número de Seção XI


pacientes internados ou na emergência e o vulto Equipe de Alerta Operacional
da assistência da enfermagem a ser prestada.
Art. 173. A Equipe de Alerta Operacional tem
Seção IX por finalidade atender aos acionamentos
Equipe de Patrulha previstos nas normas elaboradas pelos

Art. 170. A Equipe de Patrulha destina-se ao Comandos Operacionais, para o cumprimento

cumprimento de atividades especiais da OM, de missões previstas na Doutrina Básica da

tais como: FAB.

I. condução de presos que estejam sob a Parágrafo único. A composição das equipes, as

responsabilidade da Aeronáutica; aeronaves a serem utilizadas, a estrutura de


acionamento das tripulações, o controle das
II. atendimento de solicitação de autoridade
missões, o tempo de permanência dos
judiciária ou policial quando estejam
tripulantes em estado de alerta e demais critérios
envolvidos militares da Aeronáutica; e
serão especificados em normas que
regulamentem os tipos de alerta a serem Equipe de Identificadores
empregados no COMAER. Art. 177. A Equipe de Identificadores é
Seção XII responsável por identificar, permitir ou negar o

Equipe de Medidas de Controle de Solo ingresso de pessoa ou veículo em determinado


posto de controle de acesso à OM, sendo
Art. 174. A Equipe de Medidas de Controle de
subordinada ao Oficial de Dia.
Solo atuará por meio do emprego das Unidades
de Infantaria no desempenho da Ação de Polícia Art. 178. À Equipe de Identificadores incumbe:

da Aeronáutica, realizando a abordagem e I. reconhecer positivamente e registrar a entrada


revista da aeronave e de seus tripulantes e e saída do pessoal orgânico da OM;
passageiros, o isolamento do local para fins II. cumprir e fazer cumprir as determinações das
periciais, quando necessário, e a execução de autoridades competentes;
prisão em flagrante delito.
III. identificar visitantes, militares e servidores
Seção XIII de outras Unidades e
Equipe de Força de Reação IV. prestadores de serviço (eventuais) não
Art. 175. A Equipe de Força de Reação é orgânicos; e
responsável por atuar, em pronta resposta, na V. anunciar as autoridades militares e civis que
garantia da segurança e defesa no perímetro de adentrarem a Unidade durante o expediente e
toda OM. comunicar ao Oficial de Dia.
Art. 176. À Equipe de Força de Reação CAPÍTULO IX
incumbe:
DISPOSIÇÕES COMUNS PARA OS
I. manter a prontidão total para atender qualquer COMPONENTES DAS EQUIPES DE
ameaça que ofereça risco à segurança da OM; SERVIÇO
II. atuar como força de dissuasão em rondas Art. 179. O uniforme dos militares
programadas ou inopinadas, conforme componentes das equipes de serviço é o previsto
orientação superior; no RUMAER.
III. possuir o conhecimento das Ordens, Planos Art. 180. Os integrantes das Equipes de Guarda
e Normas de Segurança e Defesa da OM e dos usam o armamento institucional e o quantitativo
Comandos Superiores; e da respectiva munição determinados pelo
IV. cumprir e fazer cumprir as determinações Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM.
das autoridades competentes. § 1º O armamento para uso durante o
Seção XIV serviço pelos oficiais, suboficiais e sargentos é
pistola, obrigatoriamente pertencente à dotação II. Parada ou Desfile;
do COMAER. III. Guarda ou Escolta Fúnebres;
§ 2º Em situações de emergência e a critério do IV. Representação;
Oficial de Dia, os militares discriminados no §
V. Guarda em instalações, pertencentes ou não à
1º deste artigo poderão utilizar-se de outro tipo
Aeronáutica;
de armamento em uso no COMAER, desde que
possuam instrução e treinamento adequados, VI. Viagem a Serviço;

devendo tal fato ser informado ao Comandante, VII. Serviço de Justiça; e


Chefe, Diretor ou Prefeito da OM.
VIII. Estafeta.
§ 3º Os componentes das demais equipes de
CAPÍTULO XI
serviço podem também utilizar armamento
REVISTA
institucional, de acordo com o especificado em
norma da OM. Art. 184. Revista é a atividade que tem por
finalidade a verificação da presença do efetivo,
Art. 181. Os componentes das Equipes de
a existência e o estado do material e do
Serviço devem receber treinamento e utilizar os
fardamento, e também para qualquer outra
Equipamentos de Proteção Individual (EPI),
verificação julgada necessária.
adequados para cada atividade, de acordo com
as normas internas que tratam do assunto, no § 1º As atividades previstas para as revistas
âmbito da OM. devem ser realizadas periodicamente, de acordo
com programação previamente elaborada pela
CAPÍTULO X
OM.
SERVIÇO EXTERNO
§ 2º Quando a revista tiver por finalidade a
Art. 182. O Serviço Externo é todo aquele
verificação do estado do fardamento e de
prestado fora do âmbito da OM e determinado
material será obrigatória a presença dos
pelo Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da
militares responsáveis pelos setores correlatos.
OM, e será considerado:
Art. 185. A Revista, quanto à sua programação,
I. regular, quando realizado rotineiramente
pode ser:
e cumprindo o disposto em norma
I. Revista Normal é a prevista na rotina da
interna; ou
OM ou a fixada em instruções
II. eventual, quando atendendo Ordem de
específicas; e
Missão ou de Serviço específica.
II. Revista Extraordinária é a determinada
Art. 183. Os Serviços Externos podem ser:
pelo Comandante, Chefe, Diretor ou
I. Patrulha, Ronda ou Escolta;
Prefeito da OM ou por outra autoridade obedecendo a um dispositivo previamente
competente, quando julgada necessária. determinado.

Art. 186. Nas OM são realizadas, Art. 189. A Formatura pode ser:
rotineiramente, as seguintes revistas, com a I. quanto ao efetivo, Geral ou Parcial; e
finalidade principal de verificar a presença do
II. quanto à programação, Ordinária ou
efetivo:
Extraordinária.
I. Revista de Início do Expediente é a
Art. 190. Formatura Geral é aquela na qual
executada nos dias úteis, à qual
participa todo o efetivo da OM, exceto aqueles
comparecem todos os militares, podendo
que não podem abandonar a atividade a que
ser realizada em formaturas parciais nas
estiverem empenhados.
diversas Unidades e Subunidades que
compõem a OM; § 1º Para a realização de Formatura Geral, são
divulgados, com a devida antecedência: hora,
II. Revista da Equipe de Serviço é a
local, uniforme, armamento, dispositivo e outros
realizada na Parada de Serviço; e
esclarecimentos que se fizerem necessários.
III. Revista do Recolher é a realizada em
§ 2º O Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito
horário determinado pelo Comandante,
da OM determinará a disposição e a composição
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM entre
da tropa, de acordo com as características do
o jantar e o Toque de Silêncio, à qual
local de sua realização e a finalidade da
comparecem todos os militares de
Formatura Geral.
serviço que não estejam cumprindo
quarto de hora e aqueles relacionados § 3º Na Unidade Incorporada, a sequência a ser

para pernoite. obedecida para a realização das Formaturas


Gerais é a seguinte:
Art. 187. O Oficial de Dia pode, após o término
do expediente e sempre que julgar necessário, I. os oficiais inspecionam os militares que

realizar verificações de presença de militares lhes são diretamente subordinados;

que obrigatoriamente devam estar na OM, II. apresenta-os ao oficial mais antigo
evitando, contudo, perturbar o repouso do presente, que a conduz para o local da
pessoal após o toque de silêncio. Formatura Geral; e

CAPÍTULO XII III. a Unidade é apresentada ao oficial que

FORMATURAS comandará a Formatura Geral.

Art. 188. Formatura é toda concentração de § 4º O Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito

pessoal militar armado ou desarmado, da OM ou a autoridade que a presidirá, somente


aproxima-se do local da Formatura Geral,
depois de avisado pelo oficial responsável que a preparados, não só para atender às atividades de
tropa se encontra pronta para o início do evento. rotina, como também, a situações de

§ 5º Após a recepção do Comandante, Chefe, emergência.

Diretor ou Prefeito da OM ou da autoridade que Parágrafo único. Para alcançar este objetivo
presidirá a Formatura, o oficial em comando devem ser elaborados planos ou instruções
apresenta a tropa e solicita permissão para dar abrangendo o seguinte, no que couber à OM:
sequência ao evento. I. instrução aérea;
Art. 191. Formatura Parcial é aquela em que II. instrução de ética e cidadania;
uma ou mais Unidades ou Subunidades
III. instrução militar;
agrupam-se para determinada finalidade.
IV. condicionamento físico;
Parágrafo único. A Formatura Parcial obedece,
no que se aplicar, ao previsto nos parágrafos do V. prática de tiro; e

art. 190. VI. outras julgadas de interesse.

Art. 192. Formaturas Ordinárias são as Art. 196. Os planos e instruções são elaborados
destinadas a atender às atividades de rotina da visando a atender ao aprimoramento de cada
OM, especificadas nas normas internas. militar e, principalmente, ao aumento da

Art. 193. Formaturas Extraordinárias são eficácia do trabalho de equipe da OM, de modo

aquelas não constantes da rotina, que podem ser a mantê-la permanentemente apta para cumprir

programadas com antecedência ou determinadas sua missão.

sem prévio aviso pelo Comandante, Chefe, Art. 197. A OM que não dispuser de local e de
Diretor ou Prefeito da OM, para atender à instalações adequados ao desenvolvimento da
determinada finalidade. instrução deve buscar, na medida do possível, o

Art. 194. O dispositivo e o cerimonial das apoio de outras organizações.

formaturas obedecem ao estabelecido nos Art. 198. A instrução do corpo discente, nas
regulamentos específicos e nas normas Organizações de Ensino, obedece ao
complementares baixadas pelo Comandante, estabelecido nos respectivos currículos.
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM.
CAPÍTULO XIV
CAPÍTULO XIII
RANCHO
INSTRUÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES
Art. 199. A alimentação do pessoal da OM deve
MILITARES
merecer especial atenção do Comandante, Chefe
Art. 195. É responsabilidade do Comandante, ou Diretor e de toda a administração.
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM manter os
subordinados eficientemente instruídos e
Art. 200. Nas OM com rancho organizado, Art. 204. A equipe mínima responsável pela
haverá, em princípio, duas refeições diárias: execução das atividades relativas a cozinhas e
café e almoço, servidas de acordo com o horário refeitórios das OM fora do horário de
estabelecido. expediente e nos dias não úteis deverá ser

§ 1º Para os Cadetes e Alunos das Organizações composta pelos militares a seguir:

de Ensino em regime de internato, ao pessoal de I. Supervisor de dia ao Rancho;


serviço da OM, bem como para militares presos, II. Cozinheiro de dia; e
haverá, à noite, o jantar e, mais tarde, uma
III. Arrumador de dia.
quarta refeição denominada ceia.
§ 1º Conforme demanda da OM e a critério do
§ 2º As Organizações de Saúde seguem regras
Gestor de Subsistência e do Chefe, Comandante
específicas, emitidas pela DIRSA, quanto ao
ou Diretor da OM, poderá ser ativado, ainda, o
fornecimento de refeições.
serviço de Comissário de Dia e de Fiscal de Dia
Art. 201. As organizações devem ter refeitórios ao rancho.
separados para Oficiais, para Suboficiais e
§ 2º Poderá, ainda, haver escalas de atividades
Sargentos, e para Cabos, Soldados e Taifeiros.
extras, como em apoio de subsistência a
§ 1º Nas Organizações de Ensino, os Cadetes, os eventos.
Alunos ou os Estagiários terão refeitório
TÍTULO III
próprio.
SITUAÇÕES ESPECIAIS NAS
§ 2º Os servidores públicos devem frequentar os
ORGANIZAÇÕES MILITARES
refeitórios destinados aos militares, com base na
equivalência dos respectivos níveis, observadas CAPÍTULO I

as legislações específicas quanto ao GENERALIDADES


ressarcimento e autorização para a alimentação.
Art. 205. Situações Especiais nas OM são
Art. 202. Nos refeitórios, incumbe ao militar de aquelas decorrentes da decretação de Estado de
maior grau hierárquico ou ao mais antigo em Defesa, de Estado de Sítio, de Intervenção
cada mesa, zelar pela ordem e pela disciplina Federal e de Garantia da Lei e da Ordem.
durante as refeições.
Art. 206. As Situações Especiais são
Art. 203. A liberação para consumo das classificadas em:
refeições preparadas nos refeitórios das OM será
I. Sobreaviso;
realizada de acordo com as normas específicas
II. Prontidão Parcial; e
emitidas pelo Órgão Central do Sistema de
Subsistência. III. Prontidão Total.
Art. 207. As Situações Especiais podem ser Art. 214. A Situação de Sobreaviso implica a
treinadas em manobras e operações militares. adoção de medidas acauteladoras quanto à

Art. 208. A autoridade competente para segurança e defesa da OM e à colocação do

determinar a Prontidão Total é o Comandante da efetivo em alerta, com a possibilidade de ser

Aeronáutica (CMTAER). acionado, a qualquer momento, para o emprego


imediato.
Art. 209. As autoridades competentes para
determinar situação de Prontidão Parcial e de § 1º O Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito

Sobreaviso são: da OM especifica a parcela do efetivo militar


que deve permanecer na organização e toma as
I. o Comandante da Aeronáutica;
providências necessárias em decorrência dos
II. o Chefe do Estado-Maior da acontecimentos e das ordens recebidas.
Aeronáutica; e
§ 2º Na Situação de Sobreaviso, os militares que
III. os Oficiais-Generais, na respectiva não pernoitarem na OM devem ficar preparados
cadeia de comando. para, prontamente, atenderem ao Plano de
Art. 210. Nas Situações Especiais, é ativado o Reunião.
Serviço de Superior de Dia. § 3º Os trabalhos de rotina da OM não sofrem
Art. 211. Para atender a cada Situação Especial, solução de continuidade.
as OM devem possuir planos específicos para CAPÍTULO III
cada situação, previstos no Plano de Segurança
PRONTIDÃO PARCIAL
e Defesa (PSD).
Art. 215. A Situação de Prontidão Parcial
Parágrafo único. Comandante, Chefe, Diretor
implica:
ou Prefeito da OM devem manter atualizados os
planos de que trata o caput deste artigo e I. adotar medidas acauteladoras de

propiciar treinamento para o efetivo envolvido. segurança e defesa da OM; II - atender a


qualquer emergência, no mais curto
Art. 212. O militar, ao tomar conhecimento do
prazo possível;
estabelecimento de Situação Especial, deve
entrar imediatamente em contato com sua OM. II. manter, pernoitando na OM, 1/3 do
efetivo pronto para as ações terrestres,
Art. 213. O militar que, em consequência do
aéreas e para o apoio necessário ao seu
estabelecimento de Situação Especial, necessitar
desenvolvimento;
permanecer em outra OM, nela será arranchado.
III. manter as aeronaves preparadas para
CAPÍTULO II
emprego imediato, na quantidade
SOBREAVISO determinada pelo escalão superior;
IV. manter, tanto quanto possível, a rotina aéreas e prestar o apoio necessário ao seu
normal da OM; e desenvolvimento;

V. cancelar, por determinação do II. ativar um Centro de Controle de Operações e


Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito Comunicações;
da OM, todas as dispensas do serviço III. alcançar, no menor prazo possível, o
concedidas aos militares. máximo de disponibilidade em aeronaves, em
Parágrafo único. Na Situação de Prontidão viaturas e nos demais equipamentos;
Parcial, os militares que não pernoitarem na OM IV. reforçar as ações de segurança e defesa da
devem ficar preparados para, prontamente, OM;
atenderem ao Plano de Reunião.
V. manter tripulações em alerta e aeronaves
Art. 216. As OM podem reduzir o quantitativo prontas para realizar as missões determinadas;
estabelecido no inciso III do artigo 215, desde
VI. distribuir itens bélicos e todo o equipamento
que este dispositivo se encontre previsto no
de proteção e segurança aos
PSD, e que essas OM não estejam incluídas em
uma ou mais dentre as seguintes condições: VII. militares, de acordo com normas internas
da OM, caso não esteja estabelecido no
I. possuir Unidade de Infantaria na sua
respectivo PSD;
estrutura organizacional;
VIII. centralizar o controle de todos os meios de
II. sediar Unidade Aérea; ou
apoio logístico específicos de cada OM;
III. estar envolvida diretamente no apoio das
IX. reforçar as medidas de segurança e de
ações terrestres e aéreas.
controle do abastecimento de água, de gêneros
Art. 217. A autoridade que determinou a alimentícios e de energia elétrica; e
Prontidão Parcial pode autorizar a redução ou o
X. ressaltar para todo o efetivo a necessidade de
acréscimo do efetivo previsto no inciso III do
se manter o sigilo das atividades desenvolvidas
art. 215.
e das ordens em vigor na OM.
CAPÍTULO IV
Art. 219. Na Situação de Prontidão Total são
PRONTIDÃO TOTAL interrompidas licenças, férias, dispensas e
Art. 218. A Situação de Prontidão Total implica outros afastamentos temporários em que se
adoção das seguintes medidas, além de outras encontrar o militar, exceto as baixas
específicas a cada OM: hospitalares.

I. manter, pernoitando na OM, a totalidade do § 1º O militar deverá apresentar-se a sua OM no


efetivo pronto para executar ações terrestres ou menor prazo possível.
§ 2º O militar deverá entrar em contato com o VII. atender à situação de saúde do militar ou de
seu chefe imediato ou apresentar-se à OM mais seus dependentes mediante requerimento e de
próxima quando estiver fora de sede e acordo com o parecer da Junta Regular de Saúde
impossibilitado de regressar à sua Unidade. (JRS) ou da Junta Especial de Saúde (JES); e

TÍTULO IV VIII. atender a interesse próprio de ordem

SITUAÇÃO DO PESSOAL NAS particular do militar mediante requerimento.

ORGANIZAÇÕES MILITARES Parágrafo único. A transferência de militar,

CAPÍTULO I atendendo a quaisquer das situações descritas


nos incisos I ao VIII deste artigo, far-se-á em
MOVIMENTAÇÃO
observância ao disposto na Instrução que
Art. 220. Movimentação é o termo genérico que regulamenta movimentações na Aeronáutica.
abrange toda transferência, classificação,
Art. 222. A movimentação de pessoal militar da
nomeação, designação ou qualquer outro ato
Aeronáutica é realizada por intermédio de:
que implique o afastamento do militar de uma
OM com destino a outra Organização. I. Decreto Presidencial:

Parágrafo único. Quando a movimentação for a) quando se tratar de oficial-general;

considerada de caráter temporário, o b) para provimento de cargo na Presidência


afastamento do militar não será necessariamente e na Vice-Presidência da República;
com destino a outra OM. c) para comissão, em caráter permanente,
Art. 221. A movimentação do pessoal militar no exterior; e
tem por finalidade: d) para constituição de delegação brasileira
I. atender às necessidades do COMAER; em missão oficial no exterior.

II. preencher cargos, comissões e funções II. Portaria do CMTAER:


militares; a) para provimento de cargo de
III. completar os efetivos fixados; Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito

IV. assegurar o efetivo mínimo indispensável ao de OM, exceto se oficial-general;

cumprimento da missão da OM; b) para provimento de cargo

V. compatibilizar os postos e as graduações privativo de oficial-

militares com os cargos e as funções a general ocupado interinamente por

desempenhar; Coronel;

VI. atender aos requisitos previstos na c) para provimento de cargo de Oficial do

legislação em vigor; seu Gabinete;


d) para transferência, classificação ou V. ato de Comandante, Chefe ou Diretor de
designação de oficiais colocados à OM, em movimentação de militar pertencente
disposição de órgão não subordinado ao ao seu efetivo, considerada de caráter
CMTAER; temporário, com mudança de sede e sem

e) para transferência, classificação ou desligamento, para atividades de até 180 dias

designação de oficiais colocados à em comissões; e

disposição de organizações que os VI. ato de Comandante, Chefe ou Diretor de


vinculem ao Gabinete do Comandante Órgão de Direção-Geral, Setorial e de
da Aeronáutica (GABAER); Assistência Direta ao Comandante (ODGSA),

f) para provimento de cargo de Chefe de quando se tratar de matrícula em curso

Estado-Maior de OM, quando exercido promovido por este ou por organização a ele

por oficial superior; subordinada, com duração de até 180 dias,


ressalvados os casos previstos no inciso IV
g) para o cargo de Chefe de Gabinete de
deste artigo.
OM cujo comando é exercido por
oficial-general; Art. 223. A movimentação para atender a
interesse próprio de ordem particular do militar
h) para o exercício de função civil ou
deverá ser pleiteada por intermédio de
militar em órgão público da
requerimento fundamentado que justifique a
administração federal, estadual ou
pretensão.
municipal, direta ou indireta;
Art. 224. A movimentação por motivo de saúde
i) para representante da Aeronáutica em
visa atender ao tratamento de saúde do próprio
comissões de qualquer natureza, exceto
militar ou de seus dependentes e deverá ser
as de que trata o inciso V deste artigo;
requerida pelo militar ao Diretor de
j) para missão no exterior, de caráter Administração do Pessoal, via Diretoria de
eventual ou transitória; e Saúde da Aeronáutica (DIRSA).
k) para provimento de outros cargos § 1º Ao requerimento de movimentação por
definidos em portaria específica do motivo de saúde, a ser encaminhado para a
CMTAER. DIRSA, deve ser anexada cópia do parecer da
III. ato do Diretor de Administração do Pessoal, Junta Regular de Saúde (JRS) ou da Junta
quando se tratar de oficiais e praças não Especial de Saúde (JES).
enquadrados nos incisos I e II deste artigo; § 2º A DIRSA encaminhará o processo à
IV. ato do Diretor de Ensino, quando se tratar DIRAP, anexando cópia da Ata da Junta
de matrícula em cursos de carreira, com duração Superior de Saúde (JSS), a qual deverá ser
de até 180 dias; publicada no Boletim do Comando da
Aeronáutica (BCA) e transcrita no Boletim determina necessariamente a efetivação da sua
Interno (BolInt) próprio ou da OM Apoiadora. transferência para outra OM.

Art. 225. Como regra geral, a movimentação do § 1º A indicação de opções pelo militar na
pessoal militar da Aeronáutica deverá ser Proposta de PLAMOV não obriga o
realizada no mês de dezembro, de modo a atendimento por parte do COMAER.
possibilitar que as OM obtenham maior § 2º A seleção dos militares a serem incluídos
rendimento das suas atividades. em Proposta do PLAMOV será amparada em
Parágrafo único. A movimentação de militar, critérios estabelecidos em instrução emitida pelo
para fim de matrícula em curso ou estágio, está Órgão Central do Sistema de Pessoal da
condicionada à data prevista para o início das Aeronáutica.
atividades curriculares. § 3º A movimentação de militares oriundos de
Art. 226. O militar pode ser movimentado em Curso de Formação ou Estágio de Adaptação
qualquer época do ano, independente do seu atenderá ao critério de escolha do militar,
tempo de serviço na OM, quando houver observados prioritariamente: as vagas, por
incompatibilidade de posto ou graduação com o especialidade, existentes nas OM e a
cargo, por motivo de saúde ou no interesse da precedência hierárquica.
administração. Art. 230. O militar que se encontrar no
Art. 227. O oficial superior, em princípio, não desempenho de funções técnico- científicas só
deve permanecer mais de dois anos no mesmo deve ser movimentado se houver na OM outro
cargo de Comandante, Chefe, Diretor ou militar que possa substituí-lo, sem trazer
Prefeito da OM. prejuízo ao serviço.

Parágrafo único. O tempo de permanência de Parágrafo único. Não havendo na OM outro


Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM, militar que possa substituí-lo, somente após a
no mesmo cargo, poderá ser prorrogado, a classificação do substituto com as qualificações
critério da Administração. técnico-científicas exigidas poderá aquele

Art. 228. O prazo de permanência mínimo do militar ser movimentado.

oficial, do suboficial e do sargento em cada Art. 231. A movimentação de Oficiais dos


localidade será estabelecido em instrução Quadros da área de Saúde e do Quadro de
própria, de acordo com os critérios para Oficiais Intendentes deve ser realizada em
movimentação. coordenação com os respectivos órgãos centrais.

Art. 229. A inclusão de militar em Proposta de Art. 232. A movimentação de militares do


Plano de Movimentação (PLAMOV) não Quadro de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica,
do Quadro de Oficiais Especialistas da
Aeronáutica da especialidade Guarda e V. coordenação com os Órgãos Centrais
Segurança, e de suboficiais e sargentos da dos Sistemas correspondentes aos
especialidade de Guarda e Segurança é feita quadros e especialidades, quando for o
mediante coordenação com o Comando de caso.
Preparo (COMPREP). Parágrafo único. Não se enquadram na
Art. 233. O ato de movimentação de militar situação do caput deste artigo, as
implica, automaticamente, a dispensa do cargo movimentações de caráter temporário de que
que vinha exercendo, a menos que haja trata o inciso V, do art. 222 deste Regulamento.
declaração em contrário, ressalvados os casos de Art. 236. O Estado-Maior da Aeronáutica
movimentação de caráter temporário de que (EMAER), os Comandos-Gerais e
trata o inciso V, do art. 222. Departamentos, a Secretaria de Economia,
Art. 234. A promoção do militar implicará a Finanças e Administração da Aeronáutica
exoneração ou dispensa do cargo que vinha (SEFA) e o Gabinete do Comandante da
exercendo se houver incompatibilidade de posto Aeronáutica (GABAER) encaminharão à
ou graduação ou interesse da Administração. DIRAP, em data a ser definida pelo Comando-

Art. 235. A Diretoria de Administração do Geral do Pessoal (COMGEP), as respectivas

Pessoal (DIRAP) consolida anualmente o Propostas de PLAMOV e das OM subordinadas,

PLAMOV, em coordenação com os ODGSA atendendo ao disposto na Instrução que trata de

observando, dentre outros, as seguintes movimentações no COMAER.

condicionantes: Parágrafo único. Cabe a esses órgãos

I. disponibilidade de recursos financeiros; estabelecer o cronograma de eventos a ser


cumprido pelas OM subordinadas, a fim de
II. existência de qualquer compromisso
atender aos prazos estabelecidos pelo Órgão
quanto à classificação do militar em
Central do Sistema de Pessoal.
determinada OM, em face da realização
de curso específico inerente à atividade Art. 237. O Comandante, Chefe, Diretor ou

daquela unidade; Prefeito da OM deve providenciar para que seja


informado aos militares do seu efetivo quando
III. situação do militar quando houver
da inclusão destes na Proposta do PLAMOV.
incidência em dispositivos do Estatuto
dos Militares que importe na sua Art. 238. O militar movimentado é excluído do

transferência "ex-officio" para a reserva; estado efetivo da OM a partir da primeira


comunicação oficial do ato, ficando adido,
IV. existência de pedido de transferência
aguardando desligamento, exceto quando se
para a reserva; e
tratar de movimentação temporária conforme o
inciso V, do art. 222.
Art. 239. O desligamento do militar deve relacionados à Transmissão/Assunção do Cargo
processar-se de acordo com o previsto no da OM, devendo constar, pelo menos:
Capítulo II, Seção III “Desligamento”, deste I. o ato de exoneração ou dispensa, a
Regulamento. exclusão e o desligamento do
Art. 240. A Instrução do Comando da Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito
Aeronáutica (ICA) que estabelece os substituído;
procedimentos relativos à movimentação dos II. o ato de nomeação, inclusão,
militares será elaborada pelo COMGEP. apresentação e assunção do
CAPÍTULO II Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito

INCLUSÃO - EXCLUSÃO - substituto, e a concessão da Gratificação

DESLIGAMENTO de Representação; e

Seção I Inclusão III. a transcrição do Termo de Transmissão e


Assunção de Cargo, da Ata de Reunião
Art. 241. Inclusão é o ato pelo qual o militar
da Administração referente à
passa a pertencer ao efetivo de uma OM.
Transmissão de Cargo.
Parágrafo único. A inclusão do militar é
§ 2º No dia da transmissão/assunção
efetivada por intermédio da transcrição do ato
mencionada no § 1º, a responsabilidade pela
da sua movimentação em Bol Int próprio ou da
OM será do Comandante, Chefe, Diretor ou
OM Apoiadora vinculada à OM de destino.
Prefeito substituto.
Seção II
§ 3º Quando se tratar de Oficial exercendo cargo
Exclusão de Comando ou Chefia de setores da OM
Art. 242. Exclusão é o ato pelo qual o militar previsto no Regimento Interno, no mesmo
deixa de pertencer ao efetivo de uma boletim em que for publicado o ato que deu
Organização, sendo efetivada por intermédio da causa a sua exclusão deve constar também:
transcrição do ato que a motivou, em Bol Int I. a dispensa do cargo que exerce; e
próprio ou da OM Apoiadora vinculada, o qual
II. a designação de outro Oficial para
menciona se o militar é desligado ou se passa à
substituí-lo.
condição de adido aguardando desligamento.
Seção III
§ 1º Em se tratando de Transmissão do Cargo de
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM, Desligamento

na mesma data será editado um Aditamento ao Art. 243. Desligamento é o ato pelo qual o
Bol Int próprio ou da OM Apoiadora, versando, militar é desvinculado completamente de uma
exclusivamente, sobre os itens específicos e OM para seguir destino.
Art. 244. O prazo para desligamento de militar I. Guia de Moradia, se for o caso;
movimentado, nas situações abaixo II. Ofício de apresentação à OM de destino,
especificadas, tem a seguinte duração a contar no caso de praças;
da data de sua exclusão, devendo estes prazos
III. Requisição ou indenização de passagem
constarem do ato publicado em Bol Int próprio
e de transporte de bagagem e
ou da OM Apoiadora:
indenização de ajuda de custo, quando
I. oito dias úteis, quando não houver carga movimentado para outra localidade; e
a passar;
IV. Processo de Assistência Pré-Escolar, se
II. dez dias úteis, quando houver carga ou for o caso.
recursos financeiros a passar;
Parágrafo único. O Setor de Pessoal da OM
III. vinte e cinco dias úteis, quando se tratar deverá manter atualizados os dados pessoais
de Agente de Controle Interno ou de dos seus militares.
oficial detentor de carga de
Art. 247. A OM Apoiadora da Unidade de
Almoxarifado; e
origem deve encaminhar à OM Apoiadora da
IV. trinta dias úteis, quando se tratar de Unidade de destino o seguinte:
Agente-Diretor.
I. Documentos referentes à pensão
§ 1º A contagem do prazo de que trata este alimentícia, quando for o caso; e
artigo iniciar-se-á na data em que cessarem para
II. Documentos referentes a benefícios, a
o militar as condições de baixa hospitalar, gozo
outros encargos ou ônus de qualquer
de férias ou de licença, e de cumprimento de
natureza vinculados à remuneração do
punição disciplinar.
militar.
§ 2º Os prazos fixados neste artigo poderão ser
Art. 248. Qualquer ocorrência envolvendo o
dilatados por Oficial-General da respectiva
militar movimentado que possa retardar a
cadeia de comando, até o limite de trinta dias,
efetivação do seu desligamento deve ser
desde que não ultrapassem o fixado em lei.
comunicada à DIRAP e à OM de destino.
Art. 245. Havendo somente um oficial médico
Parágrafo único. A critério do Comandante,
ou intendente na OM, exercendo função
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM de origem e
específica do seu Quadro, o desligamento far-
caso a ocorrência comprometa, excessivamente,
se-á após a apresentação do substituto,
o prazo normal previsto para apresentação do
observado o disposto no art. 244.
militar na OM de destino, deverá também ser
Art. 246. A OM Apoiadora deve comunicada ao Órgão superior da cadeia de
providenciar para o militar, quando do seu comando.
desligamento, dentre outros, os seguintes itens:
Art. 249. A OM de origem deve comunicar aos IV. quando estiver aguardando regularização
órgãos previstos nas normas que disciplinam o de situação;
assunto, utilizando-se do sistema que estiver V. quando entrar em gozo de licença por
implantado, os dados referentes à movimentação período superior a trinta dias; e VI - em
de militares do seu efetivo. outros casos, conforme previsto em
CAPÍTULO III legislação pertinente.

ADIÇÃO Parágrafo único. A adição de que trata o inciso

Art. 250. Adição é o ato administrativo pelo I deste artigo é feita à OM a que pertence o

qual a Aeronáutica vincula militares do militar promovido, e perdura até a publicação

COMAER a outra Organização, distinta ou não do ato que regularize a sua situação.

da OM a que pertence ou presta serviço, para os Art. 252. Quando o militar for promovido a
fins que se fizerem necessários. posto superior ao do Comandante, Chefe,

§ 1º O(s) ato(s) de adição deverá(ão) especificar Diretor ou Prefeito da OM, passará à situação de

a(s) sua(s) finalidade(s) e a(s) OM à(às) qual(is) adido ao escalão imediatamente superior, na

o militar ficará adido, devendo nele(s) respectiva cadeia de comando.

constar(em) todos os efeitos previstos. Parágrafo único. Caso a adição ultrapasse o

§ 2º O militar da ativa poderá também ser período de um ano, nos termos do caput deste

mantido adido à OM a que pertence quando artigo, o militar da ativa deverá ser transferido

excluído do efetivo, aguardando a publicação de ex officio.

seu desligamento. Art. 253. O militar da ativa fica adido à OM da

Art. 251. O militar da ativa passa à situação de Aeronáutica especificada no ato de sua

adido, para os efeitos determinados no ato de designação, quando designado para

adição: desempenhar comissão, ou para realizar curso


ou estágio, inclusive no exterior, de duração
I. - quando promovido, se o novo posto ou
superior a trinta dias em organização não
graduação ficar incompatível com os
pertencente à estrutura do COMAER.
cargos da OM, nos termos do artigo 234
deste Regulamento; Parágrafo único. Ato normativo do CMTAER
especificará as OM às quais os militares
II. - quando excluído do efetivo de uma
passarão à condição de adidos.
OM em virtude de movimentação;
Art. 254. Quando designado para realizar curso
III. - quando matriculado em curso ou
ou estágio de duração superior a trinta e inferior
estágio de instrução de duração maior
a 180 dias em OM do COMAER, o militar da
que trinta e inferior a 180 dias;
ativa permanece no efetivo a que pertence e
passa à situação de adido à organização em que I. - no início e no término de férias, de licenças
for matriculado. e de outros afastamentos temporários do

Art. 255. O militar da ativa ficará adido à serviço;

DIRAP quando matriculado em curso ou estágio II. antes do afastamento da OM por necessidade
no exterior que implique mudança de sede. do serviço e por ocasião do regresso;

Art. 256. O militar da ativa em gozo de licença III. ao ser desligado da OM;
por período superior a trinta dias passará à IV. ao chegar à OM de destino por
condição de adido à OM a que pertence. movimentação ou incorporação; V - ao passar
CAPÍTULO IV ou assumir cargo militar;

APRESENTAÇÃO V. ao ser promovido;

Art. 257. Apresentação é o ato formal cumprido VI. ao mudar de residência;


pelo militar para comunicar a sua OM qualquer VII. a sua OM de adição no início e no término
mudança de sua situação administrativa prevista de sua missão; e
em regulamento, ordem ou norma.
VIII. se oficial, diariamente, na primeira
Art. 258. De acordo com o estabelecido pelo oportunidade, ao Comandante, Chefe, Diretor
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM ou Prefeito da OM a que pertence, e a seu chefe
a apresentação do militar pode ser: imediato.
I. verbal, quando feita diretamente à Parágrafo único. O Comandante, Chefe,
autoridade; Diretor ou Prefeito da OM pode limitar a
II. por escrito, se registrada em ficha ou obrigatoriedade prevista no inciso IX deste
livro apropriado; III - verbal e por artigo aos seus auxiliares imediatos.
escrito; ou Art. 260. A apresentação é feita durante o
III. por meio eletrônico, quando realizada expediente do primeiro dia útil, exceto em
por intermédio de sistema ou aplicativo situação especial, quando o militar deve
próprio, homologado pelo COMAER. apresentar-se imediatamente, mesmo fora do

Parágrafo único. O militar que empreender expediente.

qualquer tipo de viagem, ainda que de caráter Art. 261. Os militares do efetivo de uma OM,
particular, deverá apresentar-se, de acordo com além da apresentação ao Órgão de Pessoal,
norma interna da OM, informando o telefone e o devem:
endereço onde possa ser localizado. I. se oficial, apresentar-se ao Comandante
Art. 259. O militar deve apresentar-se, ainda, e ao Chefe imediato; e
nas seguintes situações:
II. se praça, apresentar-se ao Chefe diplomática local, compete-lhe comunicar a esta
imediato. a sua presença.

Art. 262. O militar que chegar ou sair de uma § 2º Caso o local de destino do militar não seja
OM que não a sua, se oficial, deve apresentar-se o mesmo da localidade onde as autoridades
ao Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da mencionadas no caput deste artigo encontram-se
OM; se praça, ao Órgão de Pessoal, sediadas, a apresentação deve ser feita
participando o motivo de sua presença. utilizando-se dos meios de comunicação

§ 1º Caso o Comandante, Chefe, Diretor ou disponíveis, salvo determinação superior.

Prefeito da OM não possa receber o oficial, a CAPÍTULO V


apresentação far-se-á ao oficial que o substitui. SUBSTITUIÇÃO
§ 2º No caso de o Oficial possuir grau Art. 265. A substituição em OM da Aeronáutica
hierárquico superior ao do Comandante, Chefe, obedece ao disposto neste Regulamento,
Diretor ou Prefeito da OM, deve comunicar-lhe quando, em seu próprio regulamento, não se
tanto da sua chegada quanto da sua saída. estabelecerem disposições específicas.
§ 3º A apresentação fora do horário do Art. 266. A substituição pode ser:
expediente é feita ao Oficial de Dia e, caso o
I. definitiva - quando houver afastamento
militar possua grau hierárquico superior, este
definitivo do detentor do cargo;
apenas comunica a sua chegada, devendo o
Oficial-de-dia consultar se há necessidade de II. interina - quando, mantendo o cargo, há

sua presença. previsão de o militar afastar-se da função


por período previsto superior a trinta
Art. 263. O militar movimentado, ao
dias; e
apresentar-se à OM de destino, deve fazê-lo
munido dos documentos de que trata o artigo III. eventual - quando o militar se afasta do

246 deste Regulamento. cargo, por período de até trinta dias.

Art. 264. A apresentação do militar quando no § 1º A substituição interina obedece ao princípio

exterior, em Missão Transitória com mudança geral de hierarquia, respeitados os quadros e as

de sede ou em Missão Permanente, deve ser especialidades.

feita ao Adido Aeronáutico e, na falta deste, ao § 2º A substituição por motivo de férias é


Adido Militar Brasileiro ou ainda, ao eventual.
representante diplomático do Brasil, se houver.
Art. 267. Na substituição eventual, responde
§ 1º Sempre que o militar for de grau pelo cargo o substituto legal ou na falta deste, o
hierárquico mais elevado que o da autoridade militar para tal designado.
§ 1º O substituto legal do Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM e observando-se as
Diretor ou Prefeito será o militar de maior grau normas sistêmicas em vigor.
hierárquico após o titular possuidor das Parágrafo único. Excepcionalmente, a critério
qualificações previstas no Regulamento ou no do Comandante da Aeronáutica e mediante
Regimento Interno da OM. edição de ato normativo, os suboficiais poderão
§ 2º Na substituição eventual do Chefe do substituir os oficiais subalternos no desempenho
EMAER, poderá responder o Oficial-General de dos cargos e funções de chefia onde prestam
maior grau hierárquico em exercício de cargo no serviço, em atendimento às necessidades
COMAER, não incluído em categoria especial. administrativas, até que haja o completamento

§ 3º Caso não exista no efetivo da Unidade legal.

oficial possuidor das condições exigidas para Art. 272. Quando, por motivo de substituição
substituir o Comandante, Chefe, Diretor ou do Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da
Prefeito deverá ser designado oficial habilitado OM, permanecer na organização, oficial de
e pertencente à OM imediatamente acima na outro quadro, de grau hierárquico superior ao do
estrutura regimental vigente. substituto, o mais antigo fica adido ao escalão

Art. 268. As substituições definitiva, interina ou superior, continuando a prestar serviço na

eventual são publicadas em Boletim Interno unidade ou no órgão a que pertence.

(BolInt) próprio ou da OM Apoiadora. Parágrafo único. Nesse caso, os pedidos de

Art. 269. Para efeito das substituições providências relacionados às suas atribuições

definitivas, interinas ou eventuais, deverá ser lhe serão encaminhados em forma de solicitação

seguido o previsto no Regulamento de e não poderão deixar de ser atendidos.

Administração da Aeronáutica (RADA) no que CAPÍTULO VI


diz respeito à transmissão de bens e valores. FALECIMENTO DE MILITAR
Parágrafo único. Ao substituto eventual não é Art. 273. As providências decorrentes do óbito
permitido iniciativa que venha alterar ordens de militar da ativa são tomadas concomitante e
expressas do titular do cargo. coordenadamente:
Art. 270. Em cada OM, somente concorrem às I. pela OM a que o militar pertencia como
substituições os militares prontos para exercer o efetivo ou adido;
cargo ou a função do militar substituído.
II. pela OM onde ocorreu o óbito;
Art. 271. Os Aspirantes a Oficial concorrem às
III. pela OM Apoiadora da Unidade à qual o
substituições como se fossem oficiais
militar pertencia;
subalternos, a critério do Comandante, Chefe,
IV. pela Guarnição quando houver traslado III. o traslado do corpo do militar da ativa
do corpo para sepultamento em falecido;
cemitério localizado próximo à sua sede, IV. as providências da OM na qual o militar
e for solicitado o apoio pela OM a que estava servindo ou à qual o militar estava adido
pertencia o militar; por ocasião do seu falecimento;
V. pela OSA na qual o militar estava V. as atribuições da OM, que não seja aquela a
cumprindo baixa hospitalar. qual o militar pertence ou esteja adido e, em
Parágrafo único. Para cumprimento do cuja área de jurisdição ocorra o falecimento;
disposto neste artigo, cada Guarnição deverá VI. as providências relativas ao sepultamento a
emitir normativo, com a finalidade de serem executadas pela OM, caso este ocorra em
padronizar e agilizar os procedimentos para o localidade distinta daquela na qual está sediada
sepultamento. a OM que o militar estava servindo ou adido;
Art. 274. As providências de âmbito geral, VII. as providências administrativas para a
relativas ao falecimento de militar, são realização do sepultamento;
estabelecidas em instrumento legal emitido pela
VIII. a coordenação das atribuições relativas ao
Diretoria de Administração da Aeronáutica
velório, ao sepultamento, ato religioso e às
(DIRAD), responsável pela normatização das
honras fúnebres;
atividades de Funeral no âmbito do COMAER.
IX. a composição e atribuições de comissão nas
§ 1º Os Órgãos competentes,
OM para o desenvolvimento das providências
complementarmente ao disposto no caput do
relativas ao funeral; e
artigo, devem estabelecer instrumento legal que
contenha procedimentos padronizados relativos X. o sepultamento de militar na Cripta ou no

às suas atribuições, em coordenação com as Panteão dos Aviadores, localizados no

demais OM de sua área de jurisdição e de Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro,

acordo com as normas emitidas pela DIRAD. quando for o caso.

§ 2º O instrumento legal a que se refere o § 1º Art. 275. Quando da ocorrência de óbito de

deste artigo deverá conter, no mínimo, capítulos militar da ativa, a OM em cuja área de

que versem, especificamente, sobre: jurisdição tenha ocorrido o fato ou aquela que
dele tenha tomado conhecimento, deve
I. a participação aos familiares do falecimento
comunicá-lo imediatamente à Guarnição da área
do militar;
e à OM à qual o militar pertencia.
II. a divulgação do falecimento do militar e
§ 1º A OM a que pertencia o militar deverá
designação de Comissão de Representação;
informar, imediatamente, os dados conhecidos
acerca do óbito:
I. ao GABAER; II - à DIRAP; e inciso III e IV do art. 273 são precedidas das

II. à Secretaria de Promoções (SECPROM), seguintes informações:

se oficial ou praça, exceto soldado. I. o apoio pretendido;

§ 2º As providências mencionadas no parágrafo II. o posto ou a graduação e o nome


§ 1º devem, também, ser adotadas pela OSA completo do militar falecido;
onde ocorrer o óbito de militar da ativa. III. o local, a data e a hora da chegada do
§ 3º Em complemento ao parágrafo anterior, corpo;
dentre os dados a serem informados, deverão ser IV. o cemitério e a hora desejada para o
considerados: sepultamento;
I. o posto ou a graduação, o quadro e a V. a necessidade ou não de honras fúnebres
especialidade, se houver, e o nome do e o ato religioso desejado;
militar por extenso;
VI. necessidades médicas excepcionais e
II. a caracterização do óbito: ocorrência ou número provável de acompanhantes; e
não em serviço;
VII. outras informações pertinentes.
III. caso seja possível, a "causa mortis"; e
Art. 277. Em cada Guarnição e em cada OM
IV. outros dados julgados necessários. apoiadora haverá, em caráter permanente, uma
§ 4º As OSA deverão observar o disposto no comissão subordinada aos respectivos
caput deste artigo, quando do óbito de militar Comandantes, para o trato das providências
hospitalizado. relativas ao falecimento de militares da ativa.

Art. 276. Compete à OM a que pertencia o Parágrafo único. As OM apoiadas deverão


militar, a participação à família e a coordenação designar militares suficientes para
das providências relativas ao velório, ao traslado estabelecerem os contatos necessários com a
do corpo, às honras fúnebres, aos atos religiosos OM Apoiadora correspondente.
e ao sepultamento. Art. 278. A comunicação para o sepultamento e
§ 1º Quando qualquer desses eventos ocorrer em para os atos religiosos, em caso de falecimento
município distante da sede da OM, esta pode em serviço, será realizada sempre em nome da
solicitar a colaboração de organização sediada maior autoridade da Aeronáutica existente na
naquela localidade, que atenderá com a devida Guarnição onde se realizam esses atos.
prioridade. Art. 279. As OM sediadas na localidade onde se
§ 2º No caso de traslado do corpo para realizarem as cerimônias fúnebres (velório,
sepultamento em área jurisdicionada a outra sepultamento e atos religiosos) fazem-se
organização, as providências referentes aos representar por oficiais e praças.
Art. 280. O sepultamento de militar falecido em Parágrafo único. No arrolamento dos bens
acidente aéreo pode ser realizado na Cripta ou serão separados, os bens particulares e os
no Panteão dos Aviadores, desde que haja pertencentes à União, deixados pelo militar.
aquiescência da família. Art. 286. Para realizar o arrolamento dos bens é
Art. 281. A exumação de restos mortais de designada, em Boletim Interno (BolInt) próprio
militares sepultados na Cripta ou no Panteão dos ou da OM Apoiadora, Comissão de Arrolamento
Aviadores será providenciada pelo COMAER, de Bens, composta por dois oficiais, sendo o
após cinco anos, devendo ser dada ciência aos mais antigo o seu Presidente, e um sargento que
respectivos familiares. será o escrivão.

Art. 282. A OM a que pertencia o militar Art. 287. Feito o arrolamento pela Comissão, os
falecido deve remeter à DIRAP, dentro do bens particulares de toda ordem são recolhidos,
menor prazo possível, o histórico militar ou o embalados e lacrados, quando pertinente, ao
respectivo complemento, para o andamento do Setor de Material de Intendência da OM até o
processo de pensão militar. encerramento dos trabalhos e a consequente

Art. 283. As providências relativas à habilitação entrega desses bens, mediante recibo que

dos beneficiários à pensão deixada pelo militar contenha os dados qualificadores do

falecido são estabelecidas por Instruções beneficiário ou de outra pessoa da família

expedidas pela DIRAD e pela DIRAP. legalmente habilitada para recebê-los.

Art. 284. Para o cumprimento do disposto neste § 1º Caso o militar não possua dependentes ou

Capítulo as OM devem emitir NPA acerca dos haja dificuldades para que beneficiário ou

procedimentos a serem executados, no âmbito pessoa da família receba os bens a que se refere

da Unidade, em consonância com as Instruções o caput do artigo, poderão ser entregues,

da DIRAD, da DIRAP e das Guarnições. mediante recibo, a militar ou a outra pessoa


designada, desde que também conste desse
CAPÍTULO VII
documento os dados previstos e, em anexo,
ARROLAMENTO DE BENS procuração reconhecida em cartório emitida por
Art. 285. Arrolamento de bens é o inventário pessoa da família.
analítico dos objetos de qualquer tipo deixados § 2º O lacre só pode ser retirado para entrega e
na OM pelo militar falecido, considerado conferência dos bens a quem de direito, na
ausente ou desaparecido, na ativa, ou pelo presença dos membros da Comissão, devendo
militar na inatividade, designado para o este ato e a assinatura de cada um dos presentes
exercício de efetivo serviço. constar do respectivo recibo.

Art. 288. Os bens pertencentes à União serão


recolhidos, após conferência pelo militar
responsável, ao Setor de Material de Intendência II. para tratar de interesse particular;
da OM, acompanhados da 2a via do Termo de III. para tratamento de saúde própria;
Arrolamento de Bens e mediante recibo na 1a
IV. para tratamento de saúde de pessoa da
via.
família;
Art. 289. Terminados os trabalhos da Comissão
V. para acompanhar cônjuge ou companheiro(a);
de Arrolamento de Bens, o seu Presidente redige
o Termo de Arrolamento de Bens, VI. à gestante e à adotante; e

contemplando, separadamente, os bens VII. paternidade.


particulares e os pertencentes à União, deixados
§ 1º Toda concessão de licença deve ser
pelo militar de acordo com os modelos previstos
homologada por intermédio de publicação em
(no Anexo A para os bens particulares e no
Boletim Interno (BolInt) próprio ou da OM
Anexo B para os bens pertencentes à União).
Apoiadora.
Art. 290. O Termo de Arrolamento de Bens é
§ 2º As licenças constantes deste artigo poderão
confeccionado em duas vias; arquivando-se na
ser gozadas no exterior, respeitados os
OM o original devidamente quitado pela pessoa
respectivos prazos e disposições legais em
habilitada, sendo a segunda via entregue com os
vigor, sendo concedidas pelas autoridades
bens particulares arrolados.
constantes do art. 295.
Parágrafo único. O Termo de Arrolamento de
Art. 293. Uma vez concedida qualquer licença
Bens é publicado no Boletim Interno (Bol Int)
constante do art. 292 com duração superior a
próprio ou da OM Apoiadora, sendo a 1a via
trinta dias, o militar é exonerado do cargo ou
arquivada no setor de pessoal.
dispensado das funções que exerce, excluído do
TÍTULO V efetivo e passa à situação de adido à mesma

AFASTAMENTOS TEMPORÁRIOS DO OM.

SERVIÇO Seção I

CAPÍTULO I Licença Especial

LICENÇAS Art. 294. Licença Especial (LESP) é a

Art. 291. Licença é a autorização concedida ao autorização para afastamento total do serviço,

militar para o afastamento total do serviço, em relativa a cada decênio de tempo de efetivo

caráter temporário, obedecidas as disposições serviço prestado até 29 de dezembro de 2000,

legais e regulamentares. concedida ao militar que a requeira, sem que


implique qualquer restrição para sua carreira.
Art. 292. As licenças podem ser:
§ 1º Na concessão da LESP, deve ser observada
I. especial;
a opção manifestada pelo militar por intermédio
de documento previsto para esse fim, em vigor tenha sido publicado em Boletim Interno
no COMAER. (BolInt) próprio ou da OM Apoiadora.

§ 2º A LESP, quando solicitada pelo interessado Art. 297. Deferidos os requerimentos, a OM


e julgada conveniente pela autoridade elabora, na primeira quinzena de junho e de
competente, tem a duração de seis meses, dezembro, o Plano de Concessão de LESP, onde
podendo ser gozada: devem constar, além dos nomes dos militares, as

I. de uma só vez; ou datas de início e de término das respectivas


Licenças.
II. em três períodos de dois meses; ou III -
em dois períodos de três meses. Parágrafo único. O Plano de Concessão de
LESP deve, tanto quanto possível, considerar as
§ 3º O militar que tiver direito a mais de um
opções dos militares acerca de datas e dos
período de LESP, integral ou parcial, poderá
períodos a serem gozados, devendo ser
gozá-los seguidamente.
publicado no Boletim Interno (Bol Int) próprio
Art. 295. São autoridades competentes para ou da OM Apoiadora, no início da 2ª quinzena
conceder LESP: de junho e de dezembro do ano considerado.
I. - o CMTAER - aos Oficiais-Generais Art. 298. Aprovado o Plano de Concessão de
que lhe são diretamente subordinados; e LESP, o militar entra no gozo dessa Licença na
II. os Comandantes, Chefes, Diretores ou data fixada, podendo interrompê-la,
Prefeitos de OM - aos militares quelhes voluntariamente, desde que cumprido:
são diretamente subordinados. I. um ou dois períodos de dois meses; ou
Art. 296. Para entrar em gozo de LESP, o II. um período de três meses.
militar deve requerer à autoridade competente
Art. 299. O período de gozo da LESP não
nos meses de maio ou novembro.
interrompe a contagem do tempo de serviço
§ 1º No requerimento deve ser declarado o referente a novo decênio.
período ou os períodos, que o militar deseja
Art. 300. É assegurado o direito ao gozo de
gozá-la, a data ou as datas de início e a
LESP, no período concedido, ao militar que
localidade ou as localidades onde pretende
tendo o seu requerimento deferido, vier a ser
permanecer durante a referida licença.
movimentado.
§ 2º Pode o militar requerer a LESP e iniciá-la
Art. 301. São autoridades competentes
em qualquer época do ano, para tratamento da
paraautorizar o militar a gozar LESP no exterior
própria saúde ou de seu dependente,
as mencionadas nos incisos I, II e III do
comprovado por Junta de Saúde da Aeronáutica,
parágrafo único do artigo 342.
mesmo que o Plano de Concessão de LESP já
§ 1º No requerimento à autoridade competente, Art. 304. Licença para Tratar de Interesse
o militar deverá informar: Particular (LTIP) é a autorização para o

a) sua situação perante as Justiças Militar e afastamento total do serviço concedida ao

Comum Criminal; militar com mais de dez anos de efetivo serviço,


que a requeira.
b) que está ciente de que, na ocorrência de
interrupção da LESP nos casos previstos Art. 305. A LTIP é concedida a critério da

no art. 302, as despesas são de sua administração e terá duração máxima de um

inteira responsabilidade; e ano, prorrogável por igual período, observados


os termos do Estatuto dos Militares.
c) seu endereço, no exterior, quando for o
caso. Parágrafo único. O requerimento do
interessado deverá dar entrada no COMGEP
Art. 302. A LESP pode ser interrompida a
com antecedência mínima de quinze dias da
pedido ou nas seguintes situações: I - em caso
data de início da LTIP.
de mobilização e de estado de guerra;
Art. 306. A LTIP não é remunerada e
I. em caso de decretação de estado de
interrompe a contagem de tempo de serviço,
defesa, de estado de sítio ou de
salvo, neste último caso, para a finalidade de
intervenção federal;
indicação para a quota compulsória.
II. para cumprimento de sentença que
Art. 307. A LTIP é concedida, mediante
importe em restrição da liberdade
requerimento do interessado pelo:
individual;
I. CMTAER aos Oficiais-Generais que lhe
III. para cumprimento de punição
são diretamente subordinados; ou
disciplinar; e
II. Comandante-Geral do Pessoal aos
IV. em caso de denúncia ou pronúncia em
demais militares.
processo criminal ou quando indiciado
em Inquérito Policial Militar (IPM), a Art. 308. A LTIP pode ser interrompida, a

juízo da autoridade que efetuou a qualquer tempo, a pedido do militar ou no

denúncia, a pronúncia ou a indiciação. interesse do serviço.

Art. 303. Cessado o motivo da interrupção da Art. 309. À LTIP aplica-se o disposto nos arts.

LESP, o militar retorna ao gozo dessa licença 302 e 303.

até completar o período total que lhe foi Seção III


concedido. Licença para Tratamento de Saúde Própria
Seção II Art. 310. Licença para Tratamento de Saúde
Licença para Tratar de Interesse Particular Própria (LTSP) é o afastamento total do serviço
concedido ao militar mediante parecer de Junta madrasta e enteado(a), ou dependentes previstos
de Saúde da Aeronáutica. no Estatuto dos Militares.

Art. 311. A LTSP tem duração mínima de Art. 317. A LTPF é concedida mediante
quinze dias e máxima de seis meses, requerimento do interessado, ao qual deve ser
prorrogáveis por períodos de iguais limites. anexado parecer de Junta de Saúde da

Art. 312. A concessão da LTSP é homologada Aeronáutica, declarando ser necessário o

pelas autoridades mencionadas no art. 295, a acompanhamento do militar junto à pessoa

contar da data especificada na Ata da Junta de doente.

Saúde, por meio da publicação do Boletim Art. 318. A LTPF é concedida pelas autoridades
Interno (Bol Int) próprio ou da OM Apoiadora. mencionadas no artigo 295.

Art. 313. Terminada a LTSP, o militar deve, de § 1º O deferimento do requerimento deve ser
imediato, ser novamente submetido à Junta de publicado em Boletim Interno (Bol Int) próprio
Saúde. ou da OM Apoiadora e conter as datas de início

Parágrafo único. No caso de necessidade de e de término de licença.

nova Licença, esta terá início na data imediata § 2º A duração máxima da licença é de seis
ao término da anterior. meses.

Art. 314. A data de início da LTSP deve constar Art. 319. Havendo necessidade de nova LTPF,
do parecer da Junta de Saúde. um novo processo deve ser iniciado.

Art. 315. A autoridade que conceder a LTSP Seção V


deverá comunicá-la à SECPROM. Licença para Acompanhar Cônjuge ou
Seção IV Companheiro(a)

Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa Art. 320. A Licença para Acompanhar Cônjuge
da Família ou Companheiro(a) (LACC) é a autorização

Art. 316. Licença para Tratamento de Saúde de para o afastamento total do serviço, concedida a

Pessoa da Família (LTPF) é o afastamento total militar com mais de dez anos de efetivo serviço,

do serviço concedido ao militar para atender aos que a requeira para acompanhar cônjuge ou

encargos decorrentes de doença de pessoa da companheiro(a) que, sendo servidor da União

família. ou militar das Forças Armadas, for, de ofício,


exercer atividade em órgão público federal
Parágrafo único. Para efeito desta Licença, são
situado em outro ponto do território nacional ou
consideradas pessoas da família: cônjuge ou
no exterior, diverso da localização da
companheiro(a), pais, filhos, padrasto ou
organização militar do requerente.
§ 1º A licença será concedida sempre com Art. 322. A LACC pode ser
prejuízo da remuneração e da contagem de interrompida a qualquer tempo, a pedido do
tempo de efetivo serviço, exceto, quanto a este militar
último, para fins de indicação para a quota Seção VI
compulsória.
Licença à Gestante e à Adotante
§ 2º O prazo máximo para gozo da licença será
Art. 323. A Licença à Gestante (LGA) e à
de 24 meses, podendo ser concedido de forma
Adotante é o afastamento total do serviço, sem
contínua ou fracionada.
prejuízo da remuneração, concedida às
§ 3º Para a concessão da licença para militares, inclusive às temporárias, pelo
acompanhar companheiro(a), há necessidade de Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM,
que seja reconhecida a união estável entre os decorrentes do nascimento de filho, da adoção
companheiros, de acordo com a legislação ou guarda judicial.
específica.
Art. 324. A LGA terá duração de 120 dias,
§ 4º Não será concedida a licença de que trata podendo ser prorrogada por mais sessenta dias.
este artigo, quando o militar acompanhante
Art. 325. A prorrogação da referida licença será
puder ser passado à disposição ou à situação de
garantida às militares que arequeiram até o final
adido, ser movimentado para outra organização
do primeiro mês após o parto.
militar do Comando da Aeronáutica ou ser
cedido à organização militar de outra Força Art. 326. A prorrogação a que se refere o art.

Armada para o desempenho de funções 324 iniciar-se-á no dia subsequente ao término

compatíveis com o seu nível hierárquico. do período inicial da Licença à Gestante e à


Adotante.
§ 5º A passagem à disposição, à situação de
adido ou a movimentação para outra Art. 327. A LGA iniciar-se-á:

organização militar do Comando da I. a critério da militar interessada,


Aeronáutica, ou ainda, a cessão à organização mediante requerimento, no início do
militar de outra Força Armada, de que trata o § primeiro dia do nono mês de gestação,
4º deste artigo, será sempre sem ônus para a salvo no caso de antecipação por
União e, na nesta última hipótese, sempre com a prescrição médica; e
aquiescência das Forças Armadas envolvidas.
II. a partir da data do parto prematuro ou
Art. 321. A LACC é concedida, mediante normal.
requerimento do interessado, pelo: I - CMTAER
Art. 328. No caso de natimorto, decorridos
aos oficiais-generais que lhe são diretamente
trinta dias do parto, a militar será submetida à
subordinados; ou II - Comandante-Geral do
Pessoal aos demais militares.
inspeção de saúde e, se julgada apta, reassumirá Parágrafo único. O tempo de serviço adicional
o exercício de suas funções. cumprido pela militar temporária em função do

Art. 329. No caso de aborto, atestado pela Junta disposto no caput deste artigo contará para todos

de Inspeção de Saúde das Forças Armadas, a os fins de direito, exceto para fins de

militar terá direito a trinta dias de licença para caracterização de estabilidade.

tratamento de saúde própria. Seção VII

Art. 330. Durante o período da licença, as Licença-Paternidade


militares não poderão exercer qualquer Art. 334. Licença-Paternidade é a autorização
atividade remunerada, e a criança não poderá ser para o afastamento total do serviço, com
mantida em creche ou organização similar. duração de vinte dias consecutivos, concedida
Parágrafo único. Em caso de ocorrência de pelo Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da
quaisquer situações previstas no caput deste OM ao militar por ocasião do nascimento ou
art., a militar perderá o direito à prorrogação, adoção de filhos.
sem prejuízo do devido ressarcimento ao erário. CAPÍTULO II
Art. 331. Durante o período de amamentação do FÉRIAS
próprio filho, até que este complete seis meses
Art. 335. Férias é o afastamento total do serviço
de idade, a militar terá direito, durante a jornada
anual e obrigatório, concedido ao militar para
de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá
descanso, obedecidos os seguintes conceitos:
ser parcelada em dois períodos de meia hora.
I. Período aquisitivo - espaço de tempo
Parágrafo único. Poderá ocorrer a prorrogação
decorrido entre a data de incorporação
do período de seis meses em razão da saúde do
ou de matrícula ou de nomeação ou de
filho da militar, desde que atestado e proposto
designação ou de reconvocação e o dia
por Junta de Saúde da Aeronáutica.
anterior à data em que o militar
Art. 332. A LGA, quando se referir à adoção ou completar um ano de efetivo serviço, e
guarda judicial de criança, será concedida assim sucessivamente, até a passagem do
mediante apresentação do respectivo Termo de militar para a reserva; e
Adoção/Judicial.
II. Período concessivo - espaço de tempo
Art. 333. Se o tempo de serviço da militar contado a partir do primeiro dia após
temporária for concluído durante a licença à completar cada período aquisitivo
gestante ou à adotante, a militar deverá ser correspondente sendo encerrado no dia
licenciada ao término da referida licença e após anterior à data que começar o próximo
ser julgada apta em inspeção de saúde para fins período concessivo.
de licenciamento.
§ 1º As férias não podem ser negadas por pessoa da família não será computado como
motivo de acúmulo de encargos, por período aquisitivo.
necessidade do serviço ou devido a punições § 9º O período aquisitivo adquirido antes do
disciplinares. início da licença para tratamento de saúde
§ 2º As férias dos militares têm duração de trinta própria ou de pessoa da família não será
dias. prejudicado, podendo o gozo das respectivas

§ 3º O primeiro período aquisitivo de direito às férias ser autorizado após o retorno às suas

férias corresponde a doze meses contínuos de funções.

serviço. Art. 336. As férias a que faz jus o militar

§ 4º Ocorrendo o licenciamento antes de referem-se ao período aquisitivo

completar o 1º período aquisitivo, o militar não correspondente.

fará jus a férias. § 1º A concessão das férias deverá ser publicada

§ 5º As férias dos militares podem também ser em tempo hábil no Boletim Interno (BolInt)

gozadas de forma parcelada, sendo três períodos próprio ou da OM Apoiadora, constando o

de dez dias, dois períodos de quinze dias ou um período aquisitivo que as originou, de modo a

período de dez dias e outro de vinte dias permitir o saque dos direitos financeiros,

mediante solicitação do interessado e autorizado conforme prazo estabelecido em legislação

pelo Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da específica.

OM. § 2º Quando as férias do militar forem

§ 6º O militar que entrar em gozo de Licença parceladas, os direitos financeiros serão gerados

para Acompanhar Cônjuge, sem que tenha por ocasião da concessão do primeiro período.

completado o período aquisitivo de um ano de § 3º A apresentação do militar para o início e


efetivo serviço, terá o seu período interrompido término das férias será publicada em Boletim
na data anterior ao início da Licença, e iniciará Interno (BolInt) próprio ou da OM Apoiadora e
um novo período no ato da sua apresentação por constará dos seus assentamentos.
término da Licença, até que se complete o § 4º Caso o militar não tenha sido incluído no
período de um ano, iniciando-se um novo plano de férias e/ou não tenha se apresentado
período na data imediatamente posterior. para início de gozo de férias ao longo de todo o
§ 7º A última parcela deverá ter o gozo iniciado período concessivo correspondente, salvo se
até o último dia do período concessivo. motivado por uma das situações listadas nos

§ 8º O período em que o militar permanecer em arts. 344 e 345 do presente Regulamento, a

licença para tratamento de saúde própria ou de Administração deverá conceder férias ex officio
ao militar a contar do último dia do período
concessivo respectivo. Nesse caso, o militar período concessivo de um semestre de
deverá se apresentar obrigatoriamente, seja para atividades, terá suas férias calculadas, somando-
início de gozo das férias, seja para desistência se o:
delas. I. resíduo relativo a período anterior ao
Art. 337. A concessão de férias ao militar é início da atividade;
atribuição do Comandante, Chefe, Diretor ou II. resíduo relativo ao período em que
Prefeito da OM. exerceu a atividade; e
§ 1º A concessão de férias a Comandante, III. resíduo relativo ao período a partir do
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM é atribuição qual deixou de exercer a atividade até o
da autoridade à qual estiver diretamente dia anterior à data que completar um ano
subordinado administrativamente. de efetivo serviço.
§ 2º A concessão de férias a militar indiciado em § 3º O militar, ao concluir o primeiro período
IPM, submetido a Conselho de Justificação, a concessivo de um semestre no exercício dessa
Conselho de Disciplina ou respondendo a atividade, nas condições requeridas, terá
processo, depende da prévia concordância da computado para efeito de férias, o resíduo
autoridade que presidir tais atos. relativo ao período inicial incompleto em que
Art. 338. Na concessão de férias, deve ser não exerceu tal atividade.
observado, além do previsto neste Regulamento, Art. 340. O militar que servir em Localidade
o disposto na legislação que trata da Especial, assim definida em legislação própria,
remuneração dos militares. tem direito a um adicional de no máximo quinze
Art. 339. O militar que opera diretamente dias, correspondente ao somatório de dias de
equipamentos de raios-X ou com emissão de viagem ao local de destino e ao regresso à sede,
substâncias radioativas por um semestre caso vá gozar as férias fora da sede da OM.
ininterrupto tem direito a um período de vinte Parágrafo único. O quantitativo de dias até o
dias consecutivos de férias radiológicas, não limite previsto no caput será estabelecido pelo
acumuláveis, a ser gozado imediatamente após o Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM,
término daquele semestre. considerando-se os meios de transporte
§ 1º O militar só poderá iniciar as atividades utilizados pelo militar.
com raios-X ou com substâncias radioativas, Art. 341. As OM devem elaborar o Plano de
após ter gozado as férias referentes ao período Férias considerando o interesse da
concessivo em andamento. administração e, tanto quanto possível, o do
§ 2º O militar, ao deixar de exercer as atividades militar.
descritas no caput e antes de completar o
Parágrafo único. O Plano de Férias e as suas I. de extrema necessidade do serviço;
eventuais alterações devem ser publicados em II. transferência para inatividade;
Boletim Interno (BolInt) próprio ou da OM
III. cumprimento de punição disciplinar de
Apoiadora.
natureza grave;
Art. 342. O militar pode gozar suas férias no
IV. baixa hospitalar;
exterior, mediante requerimento à autoridade
competente. V. Licença à Gestante e à Adotante;

Parágrafo único. São autoridades competentes VI. Licença Paternidade;

para conceder autorização para gozo de férias VII. Licença para Tratamento de Saúde Própria;
no exterior:
VIII. Licença para Tratamento de Saúde de
I. o CMTAER - para os Tenentes- Pessoa da Família;
Brigadeiros;
IX. luto;
II. o Comandante-geral do Pessoal – para
X. indiciamento em Inquérito Policial Militar;
os Majores-Brigadeiros e Brigadeiros; e
XI. submissão a Conselho de Justificação ou a
III. os Comandantes, Chefes ou Diretores
Conselho de Disciplina; e
de OM - para os demais militares que
XII. respondendo a processo criminal.
lhes são diretamente subordinados.
§ 2º A situação prevista no inciso I do § 1º
Art. 343. Com exceção do previsto no art. 340,
deverá ocorrer em caráter excepcional,
o período de férias inclui o tempo que for gasto
devidamente justificada e mediante autorização
em viagem.
do Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da
Art. 344. As férias são interrompidas
OM e, no caso deste, da autoridade à qual
automaticamente por motivo de Prontidão Total.
estiver diretamente subordinado
Art. 345. Além do motivo previsto no art. 344, administrativamente, devendo ser publicada em
as férias podem ser interrompidas ou não Boletim Interno (Bol Int) próprio ou da OM
concedidas, dentro do período concessivo Apoiadora.
previsto no art. 335, somente por determinação
§ 3º No caso das situações previstas nos incisos
do CMTAER, nos casos de manutenção da
X, XI e XII do § 1º, deverá ser solicitado pela
ordem pública, de interesse da defesa nacional
autoridade que presidir tais atos.
ou de extrema necessidade do serviço.
§ 4º Com exceção do militar enquadrado no
§ 1º As férias também serão interrompidas ou
inciso II do § 1º deste artigo, o fato motivador
não concedidas, por ato do Comandante, Chefe,
da não concessão ou da interrupção das férias
Diretor ou Prefeito da OM dentro do período
deverá ser publicado no Boletim Interno
previsto, nos seguintes casos:
(BolInt) próprio ou da OM Apoiadora e § 1º Como regra geral, nos cursos com duração
registrado nos assentamentos do militar, a fim superior a 180 dias, entre outras condicionantes,
de assegurar o gozo dessas férias tão logo expire deve ser observado o seguinte:
aquele motivo, mesmo que o prazo para a I. o período de férias, a ser estabelecido
concessão já tenha terminado, sem prejuízo dos para cada OM de ensino, respeitando as
direitos financeiros inerentes. peculiaridades de cada curso, os direitos
Art. 346. Se a movimentação do militar for financeiros e atendendo ao previsto no §
publicada no Boletim Interno (BolInt) próprio 2º do art. 285; e
ou da OM Apoiadora antes do início de suas II. o recesso escolar e o período letivo de
férias, estas serão incluídas no Plano de Férias cada OM de ensino.
da OM de destino dentro do seu atual período
§ 2º Além das férias regulamentares, os
concessivo.
estabelecimentos de ensino poderão conceder,
Art. 347. O militar não perderá o direito às também, períodos de recesso escolar durante o
férias que tiver o seu período concessivo ano letivo.
expirado entre as datas do desligamento da sua
§ 3º No cumprimento do disposto no § 2º deste
OM de origem e de apresentação na OM de
artigo, o ato de concessão de férias ou de
destino.
recesso escolar deverá ser publicado em Boletim
Parágrafo único. Após a publicação em Interno (Bol Int) próprio ou da OM Apoiadora.
boletim interno da apresentação do militar na
§ 4º Quando da conclusão ou do desligamento,
OM de destino, o Comandante, Chefe, Diretor
por qualquer motivo, do curso ou do estágio, a
ou Prefeito da OM deverá providenciar a
OM de ensino deverá publicar a situação das
inclusão do militar no Plano de Férias da OM.
férias de cada militar concludente ou desligado
Art. 348. O militar cuja movimentação tenha e encaminhar essa situação à OM de destino.
sido publicada em Boletim Interno (Bol Int)
§ 5º Os afastamentos ocorridos antes de
próprio ou da OM Apoiadora, encontrando-se
completar o primeiro período aquisitivo não
em gozo de férias, deve completá-las.
serão considerados como férias e sim como
Art. 349. As férias de militares, quando na recesso escolar, não ensejando quaisquer
condição de alunos em Cursos de Formação ou direitos financeiros.
Estágios de Adaptação, são fixadas e concedidas
Art. 350. Os militares alunos que concluírem
de acordo com o estabelecido em normas
cursos ou estágios ou que forem desligados por
internas dos respectivos estabelecimentos de
qualquer outro motivo de um estabelecimento
ensino.
de ensino têm suas férias concedidas pela OM
de destino.
Art. 351. O militar perde o direito às férias Art. 353. Dispensa do serviço é a autorização,
quando: em caráter temporário, concedida ao militar para

I. for condenado, por sentença transitada afastamento total do serviço.

em julgado, à pena restritiva de Art. 354. A dispensa do serviço pode ser


liberdade, desde que não tenha sido concedida ao militar:
concedida suspensão condicional da I. como recompensa;
pena;
II. para desconto em férias; e
II. for condenado, por sentença transitada
III. em decorrência de prescrição médica.
em julgado, à pena de suspensão do
exercício do cargo ou função; e § 1º As dispensas do serviço devem ser
publicadas no Boletim Interno (BolInt) próprio
III. gozar trinta dias ou mais, consecutivos
ou da OM Apoiadora, especificando-se o tipo, a
ou não, de Licença para Tratar de
data de início e a sua duração.
Interesse Particular.
§ 2º As dispensas do serviço relativas aos
Art. 352. O militar a serviço da União, no
incisos I e II deste artigo podem ser gozadas no
exterior, em missão de prazo inferior a um ano,
exterior, mediante autorização das autoridades
pode gozar as férias a que tiver direito antes de
competentes, constantes do art. 342 deste
seu regresso ao Brasil mediante:
Regulamento.
I. - prévia concessão das férias pela
Seção II
autoridade a que estiver vinculado; e
Dispensa como Recompensa
II. - autorização para gozá-las no exterior,
concedida pelas autoridades constantes Art. 355. A dispensa do serviço como

do art. 342. recompensa é concedida como reconhecimento


aos bons serviços prestados pelo militar.
Parágrafo único. O militar, no gozo das férias
de que trata este artigo, não tem direito à Art. 356. A dispensa do serviço como

retribuição no exterior e não terá computado recompensa pode ser concedida aos militares

este tempo como período no estrangeiro para que lhes são subordinados, dentro dos limites

todo e qualquer efeito. previstos, pelas seguintes autoridades:

CAPÍTULO III I. Comandante da Aeronáutica até trinta


dias;
DISPENSAS
II. Oficiais em função de:
Seção I
a) Tenente-Brigadeiro - até 25 dias;
Dispensa do Serviço
b) Major-Brigadeiro - até vinte dias;
c) Brigadeiro - até quinze dias; deduzidos os dias referentes às dispensas do

d) Coronel - até dez dias; serviço para desconto em férias.

e) Tenente-Coronel - até oito dias; Seção IV

f) Major - até seis dias; Dispensa em Decorrência de Prescrição


Médica
g) Capitão - até quatro dias; e
Art. 358. A dispensa do serviço em decorrência
h) Tenente - até dois dias.
de prescrição médica poderá ser concedida pelo
Parágrafo único. Atribuição para concessão de Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM,
dispensa aos tenentes é exclusiva para aqueles por indicação de oficial médico, até o limite de
que exercem o cargo de Comandante ou Chefe quinze dias, prorrogáveis por igual período,
de Destacamento ou de Subunidade isolada. apenas uma vez.
Seção III § 1º A concessão da dispensa do serviço pelo
Dispensa para Desconto em Férias Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM
deverá ser homologada por meio de publicação
Art. 357. A dispensa do serviço para desconto
em Boletim Interno (Bol Int) próprio ou da OM
em férias é concedida, a critério do
Apoiadora.
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM,
atendido ao interesse do serviço, ao militar que § 2º O militar que estiver dispensado do serviço
a solicitar, devidamente justificada. em decorrência de prescrição médica também
estará impossibilitado de realizar missões fora
§ 1º Os dias concedidos como dispensa para
de sede.
desconto em férias serão suprimidos do período
de férias a que o militar tenha ou venha a ter Art. 359. As dispensas constantes dos art. 353 a
direito. 358 poderão ser gozadas no exterior, respeitados
os respectivos prazos e disposições legais em
§ 2º O Boletim Interno (Bol Int) próprio ou da
vigor, sendo concedidas pelas autoridades
OM Apoiadora deverá conter o período
constantes do art. 342.
aquisitivo a que estas dispensas estarão
vinculadas e o cálculo dos dias residuais para CAPÍTULO IV
efeito de gozo. OUTROS AFASTAMENTOS
§ 3º Quando do desligamento do militar por Seção I
motivo de transferência para a reserva
Afastamento Total do Serviço
remunerada, de reforma, de demissão, de
licenciamento ou de falecimento, do cálculo da Art. 360. O militar tem direito aos afastamentos

Indenização de Férias não gozadas deverão ser totais do serviço, obedecidas as disposições
legais e regulamentares, por motivo de:
I. núpcias; § 2º O(a) companheiro(a) de que trata o caput é

II. luto; aquele devidamente reconhecimento e incluído


nos assentamentos do(a) militar.
III. trânsito; e
§ 3º O afastamento por motivo de luto, quando a
IV. instalação.
situação assim o exigir, poderá ocorrer no
Seção II exterior, mediante autorização do Comandante,
Núpcias Chefe, Diretor ou Prefeito da OM.

Art. 361. O afastamento total do serviço por Seção IV


motivo de núpcias é concedido pelo Trânsito
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM,
Art. 363. O Trânsito é o afastamento total do
devendo ser solicitado pelo interessado, com
serviço, concedido ao militar quando
antecedência mínima de dez dias.
movimentado de uma localidade para outra.
§ 1º Esse afastamento é concedido pelo período
Parágrafo único. O Trânsito tem duração de até
de oito dias, a contar da data do matrimônio ou
trinta dias e será concedido de acordo com a
da constituição de união estável.
Tabela constante do Anexo C deste
§ 2º As núpcias poderão ser gozadas no exterior Regulamento.
mediante requerimento ao Comandante, Chefe,
Art. 364. O Trânsito é concedido pelo
Diretor ou Prefeito da OM encaminhado com
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM
antecedência mínima de quinze dias.
a que pertencia o militar movimentado, tem
Seção III início no dia seguinte ao desligamento e finda
Luto quando esgotados os dias previstos para este
tipo de dispensa.
Art. 362. O afastamento total do serviço por
motivo de luto é concedido pelo Comandante, Art. 365. O Comandante, Chefe, Diretor ou
Chefe, Diretor ou Prefeito da OM tão logo tenha Prefeito da OM, além do disposto na Tabela
conhecimento do óbito do cônjuge, do(a) constante do Anexo C e até o limite previsto no
companheiro(a), de pais, avós maternos e Parágrafo único do art. 363, poderá ampliar o
paternos, netos, padrasto, madrasta, nora, genro, período de trânsito concedido ao militar,
sogros, filhos, enteados, tutelados ou irmãos do considerando: os meios de transporte
militar. disponíveis para o seu deslocamento até a OM
de destino, o quantitativo e a idade dos
§ 1º Esse afastamento é concedido pelo período
dependentes e outros fatores que possam influir
de oito dias, a contar da data do óbito.
no tempo de que o militar necessite para a sua
viagem.
Art. 366. Não se concede trânsito a militar exterior, pelo prazo de dez dias, estando ou não
movimentado entre OM situadas na mesma acompanhado de seus dependentes, cônjuge ou
localidade. companheiro(a).

Art. 367. O trânsito do militar será interrompido Art. 371. A instalação é concedida pelo
por motivo de baixa hospitalar, reiniciando-se Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM
após a alta, salvo prescrição médica em de destino, observado o previsto no art. 360.
contrário. Art. 372. O direito à instalação se estende
Art. 368. O trânsito concedido a militares também ao militar movimentado em uma
designados para missão no exterior, tanto na ida mesma localidade, desde que exista
quanto no regresso, tem a duração de: obrigatoriedade de mudança de residência.

I. até quinze dias, quando a missão for de Parágrafo único. A instalação será também
duração inferior a seis meses; e concedida ao militar que seja obrigado a mudar

II. até trinta dias, quando a missão for de de um Próprio Nacional Residencial (PNR) para

duração igual ou superior a seis outro, por motivo de promoção ou para atender
a interesse da administração.
meses.
Art. 373. Cessa o direito à instalação quando
Parágrafo único. Em casos especiais, por
transcorridos 180 dias da apresentação do
concessão do Comandante da Aeronáutica, o
militar à OM de destino.
limite do inciso I, deste artigo, pode ser
ampliado, respeitado o limite máximo de trinta TÍTULO VI

dias. GUARNIÇÃO DE AERONÁUTICA

Art. 369. A contagem do trânsito a que se refere Art. 374. Guarnição de Aeronáutica é o
o art. 368 se inicia na data do desligamento da conjunto de Organizações Militares do
OM ou da comunicação oficial acerca do COMAER e frações de OM, existentes em
término da missão à autoridade à qual o militar determinada localidade, as quais, por
esteja vinculado administrativamente. deliberação do Comandante da Aeronáutica, são

Seção V consideradas, para fins específicos, como


constituindo um todo.
Instalação
Parágrafo único. Quando necessário, pode
Art. 370. A Instalação é o afastamento total do
haver mais de uma Guarnição na mesma
serviço concedido ao militar para atender,
localidade.
prioritariamente, às necessidades decorrentes de
sua mudança de residência em virtude de sua Art. 375. A Guarnição de Aeronáutica é

movimentação no país ou para missão no constituída por ato do Comandante da


Aeronáutica, mediante proposta do EMAER e
toma, em princípio, a denominação da observado o prescrito nos art. 34 a 37 deste
localidade onde ficam sediadas as Organizações Regulamento.
Militares que a compõem. Art. 380. O serviço de Superior de Dia à
Art. 376. A constituição da Guarnição tem Guarnição pode ser ativado pelo Comandante da
como finalidade estabelecer a unidade de Guarnição quando se fizer necessário um oficial
comando para: inteligência, segurança e defesa, de maior experiência e antiguidade para
justiça e disciplina, Polícia Judiciária Militar, coordenar os Serviços de Segurança e Defesa
comunicação social, saúde, assistência social, das OM que a compõem.
assistência religiosa, solenidades e cerimônias § 1º O Comandante da Guarnição é o
cívico-militares, representação do Comandante responsável pelo estabelecimento das normas
da Aeronáutica, normas administrativas complementares para o serviço de que trata este
complementares, e outros assuntos de interesse artigo.
das OM que a compõem.
§ 2º Para esse serviço, concorrem oficiais das
Art. 377. O Comando de Guarnição compete ao diferentes OM em quantidades proporcionais a
oficial, da ativa da Aeronáutica, seus efetivos, exceto os Oficiais dos Quadros de
preferencialmente o de maior grau hierárquico Saúde.
do efetivo do conjunto de Organizações
Art. 381. As Equipes de Serviço de Segurança e
Militares do COMAER e frações de OM,
Defesa das OM de uma Guarnição ficam
existentes em determinada localidade,
subordinadas ao oficial escalado para este
excluindo-se os oficiais-generais do Alto-
serviço, quando ativado o serviço de Superior
Comando da Aeronáutica (ALTCOM).
de Dia à Guarnição.
Parágrafo único. A substituição de
Art. 382. Os Serviços de Escala da Guarnição
Comandante de Guarnição obedece à
obedecem, no que couber, ao disposto nos
precedência hierárquica entre oficiais prontos na
Capítulos I a IX do Título II deste Regulamento.
Guarnição.
Art. 383. As responsabilidades de Comandante
Art. 378. As ordens que dizem respeito à
de Guarnição de Aeronáutica e as respectivas
Guarnição devem ser transmitidas a todas as
constituições dessas Guarnições serão
OM que a compõem.
estabelecidas em legislação interna própria do
Art. 379. Para o serviço de escala da Guarnição, COMAER.
concorrem os militares das OM que a compõem.
TÍTULO VII
Parágrafo único. Quando for ativado o Serviço
ASSUNTOS GERAIS
de Superior de Dia à Guarnição, deve ser
CAPÍTULO I
GALERIA DE RETRATOS III. recinto, dispondo-se o retrato referente

Art. 384. Nas OM da Aeronáutica devem existir ao inciso IV ao centro, o correspondente

os retratos do(s): ao V à direita e o mencionado no inciso


VI à esquerda; todos na mesma altura
I. Presidente da República;
(vide Anexo D).
II. Ministro da Defesa;
§ 2º Os retratos previstos no inciso VII são
III. Comandante da Aeronáutica; colocados em recinto de destaque da OM,
IV. Marechal do Ar Alberto Santos Dumont, podendo ser: Salão Nobre, Sala de Recepção,
Patrono da Aeronáutica e Pai da Aviação; Biblioteca ou no Gabinete do Comandante,
Chefe ou Diretor, se este os comportar.
V. Marechal do Ar Eduardo Gomes, Patrono da
Força Aérea; § 3º No GABAER, em recinto de destaque, são
dispostos os retratos de todos os ex-Ministros e
VI. Gomes, Patrono da Força Aérea;
ex-Comandantes da Aeronáutica, excetuando-se
VII. Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho, primeiro
os que tenham sido nomeados interinamente ou
Ministro da Aeronáutica; e
os que apenas tenham respondido pelos
VIII. ex-Comandantes, ex-Chefes ou ex- respectivos cargos.
Diretores da OM que tenham efetivamente
Art. 385. Os retratos previstos no art. 384,
exercido o cargo.
guarnecidos por vidros e molduras simples de
§ 1º Os retratos previstos nos incisos I, II, III, madeira envernizada, ou metálica, têm as
IV, V e VI ficam expostos no gabinete do seguintes dimensões:
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM
I. fotografias: medindo 40 cm x 50 cm
e, sempre que possível, na seguinte disposição:
com moldura de 6 cm de largura, para os
I. os retratos previstos nos incisos I, II e III casos dos incisos I, II, III , IV e V; e
ficam em posição de destaque, sendo o
II. fotografias: 30 cm x 40 cm com moldura
retrato referente ao inciso I colocado à
de 4 cm de largura, para o caso dos
direita do retrato correspondente ao
incisos VI e VII; e
inciso II, que por sua vez fica à direita
III. as fotografias previstas no inciso VII do
do retrato mencionado no inciso III (vide
art. 384 devem obedecer ao seguinte:
Anexo D); e
(a) cores naturais;
II. os retratos previstos nos incisos IV, V e
VI ficam destacados do conjunto citado (b) fundo em azul celeste;
no inciso I deste parágrafo e, (c) o fotografado posicionado com o corpo
preferencialmente, colocados em outra voltado, aproximadamente, trinta graus
parede do mesmo para a direita, a cabeça na posição
vertical e com o rosto sem inclinação, Art. 389. A Bandeira Nacional da OM é
voltado para a objetiva da câmara; guardada, em armário próprio com porta

(d) o Comandante, Chefe, Diretor ou envidraçada, no Gabinete do Comandante,

Prefeito da OM deve trajar o 5º Chefe, Diretor ou Prefeito da OM ou no Salão

Uniforme RUMAER ou seu sucedâneo, Nobre.

com barretas de condecorações; e Parágrafo único. A Bandeira Nacional, presa a

(e) o Comandante de Unidade Aérea pode uma haste de madeira coberta por fita verde-

trajar o 8º Uniforme RUMAER, ou seu amarela, é conduzida por um oficial em tempo

sucedâneo, desde que os ex- de paz e incorporada à tropa em solenidades e

comandantes já estejam trajando esse formaturas, exceto em manobras e exercícios.

uniforme nos retratos anteriores. Art. 390. As OM devem possuir também

Art. 386. Sob cada fotografia e na moldura dos Bandeira Nacional para ser hasteada no mastro

ex-Comandantes, ex-Chefes, ex-Diretores ou principal.

ex-Prefeitos da OM, deve ser colocada uma § 1º Quando várias bandeiras ou insígnias são
plaqueta medindo 8 cm x 2 cm, onde constará o hasteadas ou arriadas simultaneamente, a
posto e o nome do homenageado e as datas de Bandeira Nacional é a primeira a alcançar o
início e de término do seu Comando, Chefia ou topo e a última a atingir a base do mastro.
Direção. § 2º Não é admitido no mesmo mastro, bandeira
Art. 387. A inauguração de retratos de ex- ou insígnia de dimensões superiores às da
Comandantes, ex-Chefes, ex-Diretores ou ex- Bandeira Nacional.
Prefeitos é realizada na presença dos oficiais da CAPÍTULO III
OM, na data em que o homenageado deixar o
ESTANDARTES - INSÍGNIAS DE
cargo.
AUTORIDADES - BRASÕES -
CAPÍTULO II EMBLEMAS – FLÂMULAS
BANDEIRA NACIONAL Art. 391. Estandartes são pavilhões adotados
Art. 388. As OM têm sob sua guarda uma para representar as OM.
Bandeira Nacional, símbolo da Pátria, destinada Art. 392. As OM possuidoras de Estandarte
a estimular o elevado sentimento de sacrifício devem conduzi-lo nas condições estabelecidas
no cumprimento do dever. para a Bandeira Nacional, sempre à esquerda
Parágrafo único. O cerimonial e a forma de desta.
apresentação da Bandeira Nacional estão Art. 393. O Estandarte será guardado nas
previstos no RCONT e na legislação específica mesmas condições da Bandeira Nacional da
relativa aos Símbolos Nacionais. OM, ou junto a ela.
Art. 394. As medidas do Estandarte devem, b) não havendo verga no mastro, a Insígnia
tanto quanto possível, aproximar-se das da autoridade visitante é colocada na
dimensões da Bandeira Nacional, sem, contudo, mesma adriça, acima da Insígnia do
ultrapassá-las. Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito

Parágrafo único. Como a Bandeira Nacional, o da OM;

Estandarte também será preso a uma haste c) se, nesse mesmo mastro, estiver a
coberta por fita de no máximo duas cores, Bandeira Nacional, a Insígnia fica a dois
dentre as que em si predominam. metros abaixo dela;

Art. 395. Insígnias são distintivos militares d) considera-se "frente do mastro" o lado
destinados à identificação de determinadas do mastro onde está colocada a adriça
autoridades. principal; e

Art. 396. O uso das Insígnias é regulado de e) considera-se "direita ou esquerda da


acordo com as seguintes normas: verga" a extremidade da verga que fica à

I. as Insígnias são usadas nos mastros das OM direita ou à esquerda da frente do

ou em veículos de transporte oficial para indicar mastro.

a presença de autoridade; VI. estando presentes várias autoridades

II. a Insígnia não pode ser içada em plano mais visitantes na OM, somente é içada a Insígnia da

elevado que o da Bandeira Nacional; autoridade de maior grau hierárquico;

III. quando a Bandeira Nacional for hasteada a VII. quando existirem mais de uma OM em

meio mastro, em sinal de luto, a Insígnia deve uma mesma edificação, é içada a Insígnia da

permanecer, no máximo, na mesma altura da autoridade de maior grau hierárquico presente;

Bandeira; nesse caso, a Insígnia de visitante só é içada se


este for de maior grau hierárquico que o da
IV. a Insígnia é içada logo que a autoridade
autoridade presente;
entra na OM e arriada à sua saída;
VIII. para o içamento de Insígnias, não há
V. nas OM da Aeronáutica, a Insígnia do
formalidade militar, devendo nas OM, ser
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito é içada
efetuado pelo militar para isso designado;
à esquerda da verga do mastro, ficando o lado
direito reservado para a autoridade visitante: IX. as Insígnias são içadas somente no período
compreendido entre o toque de alvorada e as
a) a Insígnia de autoridade visitante
dezoito horas, mesmo nos dias em que não
somente é içada se esta for de posto
houver expediente;
superior ao do Comandante, Chefe,
Diretor ou Prefeito da OM;
X. quando o Comandante, Chefe ou Diretor III. de Chefe do Estado-Maior da
residir na área da OM, sua Insígnia só será içada Aeronáutica;
quando ele comparecer aos trabalhos diurnos; e IV. de Tenente-Brigadeiro;
XI. nos veículos de transporte (carros, V. de Major-Brigadeiro; e
embarcações ou aeronaves) a Insígnia do
VI. de Brigadeiro.
Comandante, Chefe, Diretor ou Prefeito da OM
será colocada em local visível. § 3º As Guarnições de Aeronáutica deverão
possuir uma coletânea completa de insígnias
Art. 397. As Insígnias em uso no COMAER são
para emprestar às OM de sua área de jurisdição,
as seguintes:
quando se fizer necessário.
I. de Presidente da República;
Art. 398. Quando uma OM for visitada por
II. de Vice-Presidente da República; autoridade de outra Força Armada, nacional ou
III. de Ministro de Estado da Defesa; estrangeira, hierarquicamente superior ao

IV. de Comandante da Aeronáutica; Comandante, Chefe ou Diretor, será içada a


Insígnia da Aeronáutica correspondente ao
V. de Marechal do Ar;
cargo ou ao posto daquela autoridade.
VI. de Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica;
Art. 399. O brasão representa um motivo ou
VII. de Tenente-Brigadeiro; fato que lembra a missão ou certas
VIII. de Major-Brigadeiro; características de determinada instituição dentro
das convenções da Heráldica.
IX. de Brigadeiro;
Parágrafo único. No COMAER haverá um só
X. de Coronel;
brasão, dele privativo, o Gládio Alado, que
XI. de Tenente-Coronel;
representará todas as suas OM.
XII. de Major; e
Art. 400. Os emblemas na Aeronáutica,
XIII. de Capitão. propostos pelas OM e Unidades, terão por

§ 1º As OM da Aeronáutica deverão possuir as finalidade a representação simbólica de sua

Insígnias do Comandante, Chefe ou Diretor e de missão, do seu histórico e de fatos marcantes.

seu substituto imediato, além daquelas que a Parágrafo Único. Os procedimentos para a
prática recomendar como de uso frequente. aprovação dos referidos emblemas estão

§ 2º As OM isoladas, além do disposto no § 1º, previstos na ICA 903-1 “Símbolos Heráldicos

deverão dispor das seguintes insígnias: do Comando da Aeronáutica”.

I. de Ministro de Estado da Defesa;

II. de Comandante da Aeronáutica;


Art. 401. As OM da Aeronáutica possuidoras de Art. 407. Havendo necessidade e possibilidade,
Estandarte podem possuir Flâmulas a ele as OM podem ter, além de Centros Sociais,
correspondentes. barbearias, sapatarias, lavanderias e outras

Art. 402. As normas elaboradas pelo GABAER facilidades destinadas ao seu pessoal.

e INCAER detalham a execução do previsto CAPÍTULO V


neste Capítulo. DISPOSIÇÕES FINAIS
CAPÍTULO IV Art. 408. Os Comandantes, Chefes, Diretores
CENTROS SOCIAIS ou Prefeitos da OM, ao implantarem serviços

Art. 403. Centros Sociais são os locais físicos para o atendimento de necessidades específicas

destinados à promoção de intercâmbio social, de suas OM, deverão utilizar designações ou

recreativo, cultural, educacional, assistencial e nomenclaturas diferentes daquelas destinadas às

cívico, primordialmente entre os militares e seus Equipes de Serviço constantes deste

familiares e entre estes e os demais segmentos Regulamento.

da sociedade. Art. 409. O servidor público, quando em

Art. 404. As OM devem, dentro de suas Serviço de Escala previsto neste Regulamento,

possibilidades, possuir locais destinados ao referente a sua formação profissional, cumpre as

funcionamento de Centros Sociais para Oficiais, mesmas atribuições estabelecidas para os

para Suboficiais e Sargentos, e para Cabos, militares, observado o disposto no Regime

Soldados e Taifeiros. Jurídico dos Servidores Civis da União, das


Autarquias e das Fundações Públicas Federais.
Parágrafo único. Os servidores públicos
podem frequentar os Centros Sociais, obedecida Art. 410. Nos serviços abaixo relacionados,

a equivalência dos respectivos níveis. ficam instituídas as seguintes abreviaturas, para


uso exclusivo nas braçadeiras:
Art. 405. Ligados aos Centros Sociais e dentro
das possibilidades de cada OM podem existir I. atribuídos a Oficiais:

locais destinados prioritariamente à hospedagem a) Superior de Dia (Sup D);


dos militares da Aeronáutica e de suas famílias, b) Oficial de Dia (OD);
quando em trânsito.
c) Oficial de Operações (OP); e
Art. 406. Os Centros Sociais que fazem parte da
d) Oficial de Permanência Operacional
estrutura regimental das OM devem ser regidos
(OPO).
por instruções aprovadas pelo Comandante,
Chefe ou Diretor, tendo em vista a situação II. atribuídos a Suboficiais e Sargentos:

particular de cada OM e são dirigidos por a) Adjunto ao Oficial de Dia (Adj OD);
militares por ele designados.
b) Adjunto ao Oficial de Permanência
Operacional (Adj OPO);

c) Adjunto ao Oficial de Operações (Adj


OP);

d) Mecânico de Dia (Mec D); e

e) Comandante da Guarda (Cmt G); e

f) Fiscal de Dia ao Rancho (Fis D).

Parágrafo único. Os demais componentes das


Equipes de Serviço, a critério dos Comandantes,
Chefes ou Diretores de OM, poderão utilizar, na
braçadeira, a abreviatura SV.

Art. 411. Os casos não previstos neste


Regulamento serão submetidos à apreciação do
Comandante da Aeronáutica, por intermédio do
Estado-Maior da Aeronáutica.
Anexo A - Termo de Arrolamento de Bens Particulares

MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
OM

TERMO DE ARROLAMENTO DE BENS PARTICULARES

Bens particulares deixados pelo ______________________________________________


(posto, graduação ou categoria funcional e nome completo)

Aos dias do mês de de , no quartel desta Unidade (ou localidade em que tiver sido
feita a arrecadação dos bens do falecido, ausente ou desaparecido), a Comissão nomeada pelo
Boletim Interno n.º , de de de , sob a Presidência do (posto, quadro e
nome completo) , composta pelo (posto, graduação ou categoria funcional e nome
completo)_ - Membro e pelo (posto, graduação ou categoria
funcional e nome completo)_ - Escrivão, reuniu-se para arrecadar e inventaria
todos os bens particulares pertencentes ao (posto, graduação ou categoria funcional e
nome completo - falecido, ausente ou desaparecido )__________, abaixo discriminados:

1 Uma pasta de couro (dimensões e características);


2 Roupas (elaborar listagem por tipo: calças, camisas, paletós, etc, discriminando seus detalhes);
3 Um dicionário da língua portuguesa (editora, autor, etc.);
4 Um rádio portátil (discriminar marca, modelo, cor e outros dados pertinentes);
5 Um cartão magnético do Banco XXX (discriminar número da conta corrente e demais dados);
6 Revolver, pistola ou outro tipo de armamento (discriminar tipo, marca, modelo, calibre, etc,
lacrar e informar o local de guarda. Ex: Material Bélico, cofre, etc);
7 Valores em dinheiro (discriminar a moeda, o total de cédulas de cada valor e o total geral);
8 Automóvel, motocicleta, bicicleta ou outro veículo (discriminar marca, modelo, ano, cor, etc; e,
caso possível, anexar o documento de propriedade. Lacrar e informar o local de depósito - Ex:
STS, Hangar, Almoxarifado, etc);
9 Documentos de identidade, certidões ou outros tipos de documentos; e
10 Assim subseqüentemente, listar todos os objetos, bens ou valores.
OBSERVAÇÃO: o fardamento, quando se tratar de oficial, suboficial ou sargento, é incluído neste
Termo, em virtude de se tratar de itens adquiridos pelo militar, passando então, para a categoria de
bens particulares.
Continuação do Anexo A - Termo de Arrolamento de Bens Particulares

COMANDO DA AERONÁUTICA - (Fl. 2 do Termo de Arrolamento de Bens Particulares


relativo ao (posto/graduação/categoria funcional e nome completo) , do efetivo da
_(OM) .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

E, por não haver mais bens para enumerar e descrever no presente Termo de Arrolamento deu-
se o mesmo por concluído e encerrado.

(posto, quadro e nome completo) – Presidente

(posto, graduação ou categoria funcional e nome completo) – Membro

(posto, graduação ou categoria funcional e nome completo) – Escrivão

TESTEMUNHAS (se houver)

(nome completo) (endereço) (telefone)

(nome completo) (endereço) (telefone)

RECIBO

Recebi os bens constantes deste Termo.

Município-UF, de de .

(assinatura)
Nome:
Identidade: CPF:
Grau de Parentesco:
Endereço/telefone:
Anexo B - Termo de Arrolamento de Bens da Fazenda Nacional

MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
OM

TERMO DE ARROLAMENTO DE BENS DA FAZENDA NACIONAL

Bens da Fazenda Nacional deixados pelo __________________________________________


.(posto, graduação ou categoria funcional e nome completo)

Aos dias do mês de de , no quartel desta Unidade (ou localidade em que tiver sido
feita a arrecadação dos bens do falecido, ausente ou desaparecido), a Comissão nomeada pelo
Boletim Interno n.º , de de de , sob a Presidência do (posto, quadro e
nome completo) , composta pelo (posto, graduação ou categoria funcional e nome
completo)____________ - Membro e pelo ____________(posto, graduação ou categoria funcional e
nome completo)____________- Escrivão, reuniu-se para arrecadar e inventariar todos os bens da
Fazenda Nacional pertencentes ao (posto, graduação ou categoria funcional e nome completo -
falecido, ausente ou desaparecido , abaixo discriminados:

1 Manta de lã azul ou cinza (dimensões e características);

2 Sapatos, botas, tênis ou outros calçados da farda (discriminar a quantidade por cada tipo);

3 Camisas, calças, camisetas, túnicas, japonas, abrigos ou outras peças de vestuário da farda
(discriminar a quantidade por cada tipo);

4 Macacão, luvas ou blusão de vôo; macacão, luvas ou abrigo de manutenção e outras peças e
acessórios entregues ao militar sob cautela (discriminar a quantidade por cada tipo);

5 Capacete, talabarte, cinto, porta-pistola, luvas, mochila ou outros acessórios e peças previstas
para desfiles, formaturas ou acampamentos (discriminar a quantidade por cada tipo); e

6 Todas as demais peças ou acessórios previstos no RUMAER e bens da Fazenda Nacional.

OBSERVAÇÃO: o fardamento, quando se tratar de cadete, aluno, cabo, soldado ou taifeiro, é incluído
neste Termo, em virtude de se tratar de bens da Fazenda Nacional.
Continuação do Anexo B - Termo de Arrolamento de Bens da Fazenda Nacional

COMANDO DA DEFESA - (Fl. 2 do Termo de Arrolamento de Bens da Fazenda Nacional


deixados pelo____________________________ (posto/graduação/categoria funcional e nome
completo) _____________, do efetivo da _______________(OM) _____ .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

E, por não haver mais bens para enumerar e descrever no presente Termo deu- se por concluído
e encerrado.

(posto, quadro e nome completo) – Presidente

(posto, graduação ou categoria funcional e nome completo) – Membro

(posto, graduação ou categoria funcional e nome completo) – Escrivão

TESTEMUNHAS (se houver)

(nome completo) (endereço) (telefone)

(nome completo) (endereço) (telefone)

RECIBO EM ____/____/_____

(posto, quadro e nome completo do Chefe do Almoxarifado)


Anexo C - Tabela referente à concessão de dias de trânsito

PERÍODO CONCESSIVO DISTÂNCIA

30 dias A partir de 1500 km


25 dias De 1200 a 1499 km

20 dias De 900 a 1199 km

15 dias De 600 a 899 km


10 dias Até 599 km
Anexo D - Quadro de retratos

PRESIDENTE MINISTRO COMANDANTE


DA DA DA
REPÚBLICA DEFESA AERONÁUTICA

EDUARDO SANTOS SALGADO


GOMES DUMONT FILHO

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