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Salmos: Reflexões sobre Justiça e Fé

Os Salmos expressam louvor, súplica e confiança em Deus, destacando a bem-aventurança dos justos e a condenação dos ímpios. Eles abordam temas como a proteção divina, a justiça, a angústia do povo e a necessidade de retorno a Deus. A mensagem central é a importância de confiar no Senhor e buscar Sua ajuda em tempos de dificuldade.

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Salmos: Reflexões sobre Justiça e Fé

Os Salmos expressam louvor, súplica e confiança em Deus, destacando a bem-aventurança dos justos e a condenação dos ímpios. Eles abordam temas como a proteção divina, a justiça, a angústia do povo e a necessidade de retorno a Deus. A mensagem central é a importância de confiar no Senhor e buscar Sua ajuda em tempos de dificuldade.

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Salmo 1

1 Bem-aventurado o homem que não anda segundo o


conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2 Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei


medita de dia e de noite.

3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de


águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas
folhas não caem; e tudo quanto fizer prosperará.

4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o


vento espalha.

5 Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os


pecadores na congregação dos justos.

6 Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o


caminho dos ímpios perecerá.

Salmo 2
1 Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam
coisas vãs?

2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos


conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:

3 Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as


suas cordas.

4 Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará


deles.

1
5 Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.

6 Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de


Sião.

7 Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu


Filho, eu hoje te gerei.

8 Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da


terra por tua possessão.

9 Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os


despedaçarás como a um vaso de oleiro.

10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir,


juízes da terra.

11 Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor.

12 Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho,


quando em breve se inflamar a sua ira; bem-aventurados
todos aqueles que nele confiam.

Salmo 9
1 Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei
todas as tuas maravilhas.

2 Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores


ao teu nome, ó Altíssimo.

3 Porquanto os meus inimigos retrocederam, caíram e


pereceram diante da tua face.

4 Pois tu sustentaste o meu direito e a minha causa; no


trono te assentaste julgando justamente.

2
5 Repreendeste as nações, destruíste o ímpio, apagaste o
seu nome para sempre e eternamente.

6 Ó inimigo! As destruições estão acabadas para sempre; e


tu arrasaste as cidades; a sua memória pereceu com elas.

7 Mas o Senhor está assentado perpetuamente; já preparou


o seu tribunal para julgar.

8 Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo


sobre povos com retidão.

9 O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido,


um alto refúgio em tempos de angústia.

10 E em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque


tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam.

11 Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião; anunciai


entre os povos os seus feitos.

12 Pois, inquirindo o sangue, lembrou-se deles; não se


esqueceu do clamor dos aflitos.

13 Tem misericórdia de mim, Senhor; vê a minha aflição


causada pelos que me aborrecem, tu que me levantas das
portas da morte.

14 Para que eu conte todos os teus louvores às portas da


filha de Sião, e me alegre na tua salvação.

15 Os gentios enterraram-se na cova que fizeram; na rede


que ocultaram ficou preso o seu pé.

16 O Senhor é conhecido pelo juízo que fez; enlaçado ficou


o ímpio nas obras de suas mãos. (Higaiom. Selá.)

3
17 Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações
que se esquecem de Deus.

18 Porque o necessitado não será para sempre esquecido,


nem a expectação dos pobres se malogrará
perpetuamente.

19 Levanta-te, Senhor; não prevaleça o homem; sejam


julgados os gentios diante da tua face.

20 Põe, Senhor, temor neles, para que saibam as nações


que não passam de homens. (Selá.)

Salmo 10
1 Por que estás ao longe, Senhor? Por que te escondes nos
tempos de angústia?

2 Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o


pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram.

3 Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma, bendiz ao


avarento e renuncia ao Senhor.

4 O ímpio, na altivez do seu rosto, não busca a Deus; todas


as suas cogitações são que não há Deus.

5 Os seus caminhos são sempre atormentadores; os teus


juízos estão longe dele, em alto e despreza a todos os seus
inimigos.

6 Diz em seu coração: Não serei abalado, nunca me verei na


adversidade.

7 A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de


astúcia; debaixo da sua língua há malícia e maldade.

4
8 Põe-se nos cerrados das aldeias; nos lugares ocultos
mata o inocente; os seus olhos estão ocultamente fixos
sobre o pobre.

9 Arma ciladas em esconderijos, como o leão no seu covil;


arma ciladas para roubar o pobre; rouba-o, prendendo-o na
sua rede.

10 Encolhe-se, abaixa-se, para que os pobres caiam em


suas fortes garras.

11 Diz em seu coração: Deus esqueceu-se, cobriu o seu


rosto, e nunca verá isto.

12 Levanta-te, Senhor; ó Deus, levanta a tua mão; não te


esqueças dos humildes.

13 Por que blasfema de Deus o ímpio, dizendo no seu


coração: Tu não o inquirirás?

14 Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para


o retribuíres com a tua mão; a ti se entrega o pobre; tu és o
auxílio do órfão.

15 Quebra o braço do ímpio e malvado; busca a sua


impiedade, até que nenhuma encontres.

16 O Senhor é Rei eterno; da sua terra perecerão os gentios.

17 Senhor, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás o


seu coração; os teus ouvidos estarão abertos para eles;

18 Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que


o homem que é da terra não oprima mais.

5
Salmo 18
1 Eu te amarei, ó Senhor, fortaleza minha.

2 O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu


libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio;
o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto
refúgio.

3 Invocarei o nome do Senhor, que é digno de louvor, e


ficarei livre dos meus inimigos.

4 Cordéis de morte me cercaram, e torrentes de impiedade


me assombraram.

5 Cordas do inferno me cingiram, laços de morte me


surpreenderam.

6 Na angústia invoquei ao Senhor, e clamei ao meu Deus;


desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos
chegou o meu clamor perante a sua face.

7 Então a terra se abalou e tremeu; os fundamentos dos


montes também se moveram e se abalaram, porquanto se
indignou.

8 Do seu nariz subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que


consumia; carvões se acenderam dele.

9 Abaixou os céus e desceu, e a escuridão estava debaixo


de seus pés.

10 E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as


asas do vento.

11 Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o


cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.

6
12 Ao resplendor da sua presença as nuvens se
espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo.

13 E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua


voz; e havia saraiva e brasas de fogo.

14 Despediu as suas setas, e os espalhou; multiplicou


raios, e os perturbou.

15 Então foram vistas as profundezas das águas, e foram


descobertos os fundamentos do mundo, pela tua
repreensão, Senhor, pelo sopro do vento das tuas narinas.

16 Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas


águas.

17 Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me odiavam,


pois eram mais poderosos do que eu.

18 Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o


Senhor foi o meu amparo.

19 Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque


tinha prazer em mim.

20 Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça,


retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.

21 Porque guardei os caminhos do Senhor, e não me apartei


impiamente do meu Deus.

22 Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e


não rejeitei os seus estatutos.

23 Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha


iniquidade.

7
24 Pelo que me retribuiu o Senhor conforme a minha
justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus
olhos.

25 Com o benigno te mostrarás benigno, e com o homem


sincero te mostrarás sincero.

26 Com o puro te mostrarás puro, e com o perverso te


mostrarás rígido.

27 Porque tu livrarás o povo aflito, e abaterás os olhos


altivos.

28 Porque tu acenderás a minha candeia; o Senhor meu


Deus iluminará as minhas trevas.

29 Porque contigo entrei pelo meio de um esquadrão, e com


o meu Deus saltei uma muralha.

30 O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é


provada; é um escudo para todos os que nele confiam.

31 Porque quem é Deus senão o Senhor? E quem é rochedo


senão o nosso Deus?

32 Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu


caminho.

33 Faz os meus pés como os das cervas, e põe-me nas


minhas alturas.

34 Adestra as minhas mãos para a peleja, de sorte que os


meus braços quebraram um arco de cobre.

35 Também me deste o escudo da tua salvação; a tua


destra me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu.

8
36 Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não
vacilaram os meus artelhos.

37 Persegui os meus inimigos, e os alcancei; não voltei


senão depois de os ter consumido.

38 Atravessei-os, de sorte que não puderam levantar-se;


caíram debaixo dos meus pés.

39 Pois me cingiste de força para a peleja; fizeste abater


debaixo de mim aqueles que contra mim se levantaram.

40 Deste-me também o pescoço dos meus inimigos, para


que eu pudesse destruir os que me odeiam.

41 Clamaram, mas não houve quem os livrasse; até ao


Senhor, mas ele não lhes respondeu.

42 Então os esmiucei como o pó diante do vento; deitei-os


fora como a lama das ruas.

43 Livraste-me das contendas do povo; puseste-me por


cabeça das nações; um povo que não conheci me servirá.

44 Em ouvindo a minha voz, me obedecerão; os filhos dos


estranhos se submeterão a mim.

45 Os estranhos descairão, e terão medo nos seus


esconderijos.

46 O Senhor vive; e bendito seja o meu rochedo, e exaltado


seja o Deus da minha salvação.

47 É Deus que me vinga inteiramente, e sujeita os povos


debaixo de mim.

9
48 O que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltaste
sobre os que se levantaram contra mim; livraste-me do
homem violento.

49 Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre os gentios, e


cantarei louvores ao teu nome.

50 É ele que engrandece as vitórias do seu rei, e usa de


benignidade com o seu ungido, com Davi e com a sua
posteridade para sempre.

Salmo 20
1 O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de
Jacó te proteja.

2 Envie-te socorro desde o seu santuário, e te sustenha


desde Sião.

3 Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus


holocaustos. (Selá.)

4 Conceda-te conforme o teu coração, e cumpra todo o teu


conselho.

5 Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do


nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o Senhor todas
as tuas petições.

6 Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele o ouvirá


desde o seu santo céu com a força salvadora da sua destra.

7 Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós


faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.

10
8 Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e
estamos de pé.

9 Salva-nos, Senhor; ouça-nos o rei quando clamarmos.

Salmo 80
1 Ó Pastor de Israel, que guias a José como a um rebanho;
tu que te assentas entre os querubins, resplandece.

2 Perante Efraim, e Benjamim, e Manassés, desperta o teu


poder, e vem salvar-nos.

3 Faze-nos voltar, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e


seremos salvos.

4 Ó Senhor, Deus dos Exércitos, até quando te indignarás


contra a oração do teu povo?

5 Tu os sustentas com pão de lágrimas, e lhes dás a beber


lágrimas em abundância.

6 Tu nos pões por objeto de contenda entre os nossos


vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós entre si.

7 Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o


teu rosto, e seremos salvos.

8 Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a


plantaste.

9 Preparaste-lhe lugar, e fizeste com que ela deitasse


raízes, e enchesse a terra.

10 Os montes cobriram-se da sua sombra, e os seus


sarmentos eram como os cedros de Deus.

11
11 Estendeu a sua ramagem até ao mar, e os seus ramos
até ao rio.

12 Por que derribaste então as suas valas, de modo que a


vindimam todos os que passam pelo caminho?

13 O javali da selva a devasta, e as feras do campo a


devoram.

14 Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos; olha


desde os céus, e vê, e visita esta vinha.

15 A videira que a tua destra plantou, e o sarmento que


fortificaste para ti.

16 Está queimada pelo fogo, está cortada; perece pela


repreensão da tua face.

17 Seja a tua mão sobre o homem da tua destra, sobre o


filho do homem, que fortificaste para ti.

18 Assim, não nos retiraremos de ti; guarda-nos em vida, e


invocaremos o teu nome.

19 Faze-nos voltar, Senhor, Deus dos Exércitos; faze


resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

12

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