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Concerto em Memória de Antonio Meneses

O documento apresenta a programação da Temporada 2025 da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, destacando um concerto em homenagem ao violoncelista Antonio Meneses, que faleceu em agosto de 2024. O programa inclui obras de Unsuk Chin, Carl Nielsen e Richard Strauss, com performances marcantes que refletem a maestria e a influência de Meneses na música. O evento ocorrerá nos dias 3, 4 e 5 de abril de 2025, na Sala São Paulo.

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Concerto em Memória de Antonio Meneses

O documento apresenta a programação da Temporada 2025 da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, destacando um concerto em homenagem ao violoncelista Antonio Meneses, que faleceu em agosto de 2024. O programa inclui obras de Unsuk Chin, Carl Nielsen e Richard Strauss, com performances marcantes que refletem a maestria e a influência de Meneses na música. O evento ocorrerá nos dias 3, 4 e 5 de abril de 2025, na Sala São Paulo.

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MINISTÉRIO DA CULTURA, GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO,

POR MEIO DA SECRETARIA DA CULTURA, ECONOMIA E INDÚSTRIA CRIATIVAS,


E FUNDAÇÃO OSESP APRESENTAM

Temporada 2025

3, 4 e 5 de abril
1
Antonio Meneses
recife, brasil, 23 de agosto de 1957 – basileia, suíça, 3 de agosto de 2024

Nos anos 1990, em concerto da Osesp regida por Eleazar de


Carvalho, Antonio Meneses foi o solista em Dom Quixote,
de Richard Strauss – uma de suas muitas e memoráveis
participações junto às nossas temporadas. Desde então, a
Orquestra teve em Antonio um parceiro fiel e constante em
momentos cruciais: turnês, gravações e muitas apresentações
na Sala São Paulo. Três décadas passadas, voltamos a convidá-lo
para interpretar a mesma obra. Era para estarmos ouvindo-o
agora. Infeliz, súbita e precocemente, perdemos nosso grande
artista no último agosto.

Dedicamos, assim, este concerto à memória de Antonio Meneses


que, com sua maestria, tocou profundamente o público, também
ensinando e inspirando gerações de músicos.

3
3 DE ABRIL, 4 DE ABRIL, 5 DE ABRIL,
QUINTA-FEIRA, 20H00 SEXTA-FEIRA, 20H00 SÁBADO, 16H30

Sala São Paulo

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp


Emilia Hoving regente
Kim Bak Dinitzen violoncelo
Horácio Schaefer viola

UNSUK CHIN [1961]


Operascope [2023]
[coecomenda osesp com a bayerische staatsorchester e o tongyeong
international music festival | estreia latino-americana]
9 minutos

CARL NIELSEN [1865-1931]


Sinfonia nº 5, Op. 50 [1920-1922]
1. Tempo giusto. Allegro non troppo
2. Allegro. Andante un poco tranquillo. Allegro
34 minutos

intervalo de 20 minutos

RICHARD STRAUSS [1864-1949]


Dom Quixote, Op. 35 – Variações fantásticas sobre um
tema de caráter cavalheiresco [1896-1897]
1. Introdução
2. Tema com variações
3. Finale
38 minutos

4 5
UNSUK CHIN O grupo estreou também, em 2007, Alice in Wonderland
seul, coreia do sul, 1961 [Alice no País das Maravilhas], a primeira ópera de Unsuk
Operascope [2023] Chin – que hoje trabalha em sua segunda obra do gênero,
[coecomenda osesp com a bayerische staatsorchester e o O lado escuro da lua.
tongyeong international music festival | estreia
latino-americana] Foi estimulada por essa história que Chin criou
Operascope, que define como um “tour de force de
orquestração: 3 flautas, 3 oboés, 3 clarinetes, 3 fagotes, 10 minutos pela história da ópera”. Diferentemente do que
6 trompas, 3 trompetes, 4 trombones, tuba, tímpanos, se poderia esperar, contudo, a obra de Chin não apresenta
percussão, piano, celesta e cordas. uma série de paráfrases e citações de temas conhecidos
ou árias famosas. Ao contrário, busca capturar a “aura” da
Estreada em 6 de novembro de 2023, Operascope foi ópera, essa “usina de emoções”, como a compositora define
composta por encomenda da Orquestra do Estado Bávaro o gênero citando o filósofo Alexander Kluge. Para isso, Chin
em comemoração aos seus 500 anos. Uma das três abstrai, isola e recombina pequenos fragmentos musicais
maiores orquestras da cidade de Munique, na Alemanha, que evocam gestos típicos do repertório operístico. O que
essa orquestra foi responsável pela estreia de algumas se escuta é, portanto, um caleidoscópio – daí o -scope do
das mais célebres óperas da história, como Idomeneo título – de alusões espectrais a efeitos, afetos e elementos
de Mozart, Tristão e Isolda e Os mestres cantores de estilísticos comuns aos mais conhecidos dramas musicais.
Nuremberg de Wagner ou Capriccio de Richard Strauss.
Nessa busca pelos códigos e pela gramática da ópera,
ou melhor, por sua essência sonora, Chin produz uma
abertura que, ainda que impeça a identificação de suas
referências e inspirações, gera no público uma estranha e
fascinante sensação de familiaridade.

Igor Reis Reyner


escritor, pesquisador e pianista. doutor em letras pelo king’s
college london. autor do livro corpo sonoro & sound body
(impressões de minas, 2022).

6 7
CARL NIELSEN
nørre lyndelse, dinamarca, 1865 – copenhague, dinamarca, 1931
Sinfonia nº 5, Op. 50 [1920-1922]

orquestração: piccolo, 3 flautas, 2 oboés,


2 clarinetes, 2 fagotes, contrafagote, 4 trompas,
3 trompetes, 3 trombones, tuba, tímpanos,
percussão, celesta e cordas.

Nascido na Dinamarca há 160 anos, Carl Nielsen é Essas oposições se materializam na estrutura da
para seus conterrâneos aquilo que Jean Sibelius e sinfonia, que é dividida em dois movimentos. No primeiro,
Heitor Villa-Lobos são para os finlandeses e os associado pelo compositor à passividade, a música parte
brasileiros: o grande compositor nacional. Em suas de apenas duas notas que são repetidas obsessivamente
sinfonias, porém, são poucas as referências às cantigas pelas violas. Ao menos desde a Sinfonia nº 9 de Ludwig
que embalaram sua infância, passada em uma vila van Beethoven conhecemos aberturas em que murmúrios
camponesa da ilha de Fiônia. Isso decorre do fato de definidos aos poucos e apenas vagamente dão origem a
que, para ele, uma obra sinfônica deve abarcar reflexões temas e motivos mais sólidos, capazes de impelir a música
de caráter mais abstrato. Sua Sinfonia nº 2 – Os quatro adiante. Com efeito, o que se espera é que o compositor
temperamentos [1901-1902], por exemplo, explora as nos mostre os sons in natura e em seguida imponha a eles
diferentes facetas da psicologia humana, ao passo que sua vontade. Nielsen, contudo, deixa nossas expectativas
sua Sinfonia nº 4 – O inextinguível [1914-1916] é uma em suspenso, prolongando um cenário de fragmentos
celebração de todas as “manifestações da vida, isto é, de melódicos “caóticos, quase arbitrários”2.
tudo aquilo que se move, de tudo aquilo que quer viver”.
Como se não bastasse, a obra passa a ser alvo de uma
Nielsen não deu um título à sua Sinfonia nº 5. Ainda verdadeira sabotagem musical. O ataque parte primeiro da
assim, podemos dizer que ela mistura elementos da figura sardônica tocada pelas madeiras, que o compositor
segunda e da quarta sinfonia. Segundo o compositor, relaciona às pulsões destrutivas. Em seguida, entra o
seu objetivo é expressar aquilo que, no fundo, seria “a ritmo maníaco da caixa. Quando a música finalmente
única coisa que a música pode expressar: o contraste consegue se organizar de forma expressiva, a investida
entre forças em repouso e forças ativas”1. Há uma das forças da desordem se intensifica. No clímax do
clara dimensão psicológica na maneira como a obra movimento, Nielsen pede para que o percussionista
representa a estaticidade e o dinamismo, a negação e a improvise do modo mais disruptivo possível, em uma
aceitação da vida. tentativa final de demolir a sinfonia.

8 9
O segundo movimento se vale do contraponto para
simbolizar o esforço de conquistar o autocontrole. Isso é
particularmente claro nas duas fugas que ocupam a parte
central do movimento. A primeira começa com um tema
saltitante tocado pelos violinos em pianíssimo, mas logo
ganha impulso e consegue seguir adiante mesmo quando
os clarinetes tresloucados tentam interrompê-la. Já a
segunda fuga parte de um tema mais lírico e conduz à
triunfante seção final. Associado por Nielsen à atividade,
o movimento é um poderoso esforço de reconstrução da
música após a catástrofe.

Não se sabe ao certo o que seria essa catástrofe, nem


exatamente quando Nielsen começou a escrever a
sinfonia. Alguns sugerem que a obra seria uma maneira
de elaborar o choque da Primeira Guerra Mundial (ainda
que o compositor não tenha se envolvido diretamente no
conflito), enquanto outros apontam para atribulações de
seu casamento com a escultora Anne Marie Brodersen.
De todo modo, o processo de escrita foi custoso para
o compositor, que completou a partitura apenas nove
dias antes da estreia, em janeiro de 1922. O público de
Copenhague recebeu com entusiasmo essa sinfonia tão
estranha quanto arrebatadora.

Paulo Sampaio
doutorando em música e mestre em filosofia pela universidade
de são paulo. em 2024, se formou no curso livre de redação e
crítica musical da academia de música da osesp.
Carl Nielsen em 1887, fotografado por Christen Pedersen.

1
O depoimento de Nielsen pode ser encontrado em FANNING, David.
Nielsen: Symphony. Cambridge: Cambridge University Press, 1997. p. 99.
2
Ibid.

10 11
RICHARD STRAUSS A bela introdução, “cavalheiresca e galante”, anuncia
munique, alemanha, 1864 – garmisch-partenkirchen, alemanha, 1949 o caráter geral da obra, marcada pelo contraste entre
Dom Quixote, Op. 35 – Variações fantásticas sobre momentos irônicos e trágicos, seguindo os devaneios do
um tema de caráter cavalheiresco [1896-1897] empobrecido fidalgo provinciano, obcecado pela leitura
de novelas de cavalaria. Cordas e sopros dialogam
orquestração: piccolo, 2 flautas, 2 oboés, corne-inglês, de maneira “rapsódica”, abrindo caminho para que o
2 clarinetes, requinta, clarone, 3 fagotes, contrafagote, violoncelo solista enuncie, finalmente, o tema de Dom
6 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, tuba, tímpanos, Quixote, logo acompanhado por intervenções da viola,
percussão, harpa, tuba tenor e cordas. que representa seu fiel escudeiro, o sensato e bonachão
Sancho Pança.
As desvairadas aventuras de Dom Quixote de la Mancha,
personagem do romance de Miguel de Cervantes [1547-1616], Na primeira variação, uma orquestração complexa e
inspiraram, do Barroco ao Modernismo, compositores colorida, característica das obras de Strauss, ilumina o
de toda a Europa. Das odes de Henry Purcell às canções famoso combate com os moinhos de vento, culminando
de Maurice Ravel, o “cavaleiro da triste figura” foi tema de em um glissando das harpas que mimetiza a ridícula
diversas óperas (Antonio Salieri, Gaetano Donizetti, Jules derrota de nosso herói. Revigorado pela busca de
Massenet, entre outros) e composições instrumentais, como novas aventuras, Dom Quixote enfrenta, na belicosa
as de Georg Philipp Telemann, Anton Rubinstein e Manuel de e dissonante segunda variação, um outro adversário
Falla. imaginário, o “poderoso exército” de carneiros.

O “engenhoso fidalgo” também foi celebrado em um A sabedoria prosaica de Sancho revela-se na variação
longo poema sinfônico (peça baseada em um “programa” seguinte, em contraponto aos delírios de seu mestre.
extra-musical, geralmente de origem literária) do Durante toda a peça, Strauss usa o contraste entre
compositor alemão Richard Strauss. Escrita entre 1896 os dois personagens para uma alternância de temas,
e 1897, a obra traz como novidade a presença de um motivos, ritmos e harmonias. O encontro com uma
solista, o virtuoso violoncelo que incorpora e expressa os procissão de penitentes inspira a próxima variação:
delírios do herói de Cervantes, ilustrando musicalmente, confundindo os religiosos com um bando de ladrões,
em uma série de dez “variações fantásticas”, alguns Quixote segue o seu código de honra e, para desespero de
momentos decisivos do romance. Sancho, os ataca ferozmente, sofrendo uma nova derrota.

12 13
O violoncelo solista sonha então com Dulcineia, no belo
interlúdio que configura a quinta variação: uma lenta
declamação dos sentimentos mais profundos do cavaleiro
por sua amada ideal. O inesperado encontro com a donzela
dos sonhos, na realidade uma simples lavadeira, marca
a sexta variação. A comicidade do desencontro amoroso
gera contrastes grotescos, conduzindo à variação seguinte,
a famosa “cavalgada pelos ares”, ilustrada por motivos
cromáticos, glissandos e máquinas de vento.

Na oitava variação, o turbilhão dos ares se metamorfoseia


em águas agitadas, que recordam o tema dos moinhos
para apresentar o cômico naufrágio de um patético “barco
encantado”. A corajosa luta contra os poderosos magos,
pobres monges beneditinos montados em suas mulas, é
retratada na nona variação, que prepara o definitivo combate
contra o Cavaleiro da Lua Branca, aventura final de nosso
herói, também marcada por uma derrota humilhante.

O final tem como título “O retorno à sabedoria: Dom Quixote


vive seus últimos dias em contemplação, aguardando sua
morte”. O poema sinfônico rememora os principais temas da
obra, entrelaçando motivos cômicos e fúnebres. Fascinado
por heróis complexos e polêmicos (outras de suas obras
celebraram Don Juan, Till Eulenspiegel, Zarathustra, e
o próprio artista, em “A vida do herói”), Richard Strauss
enfrentou o desafio de representar as ambiguidades de Dom
Quixote sem jamais perder a tensão, também presente no
romance, entre delírio e realidade, ironia e tragédia, amor e
desilusão, contradições que tornam essa obra uma aventura
musical “quixotesca”, no melhor sentido da palavra.

O Cavaleiro da Lua Branca derrota Dom Quixote. Edição francesa de 1866.


Jorge de Almeida
doutor em filosofia e professor de teoria literária e literatura
comparada na USP. tradutor e crítico, é professor convidado da
academia de música da osesp.

14 15
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp Emilia Hoving regente

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da A jovem regente de Helsinque começou sua carreira profissional como assistente
cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais de Hannu Lintu, na Sinfônica da Rádio Finlandesa em 2019, e de Mikko Franck, na
profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 Rádio França entre 2020 e 2022. Na temporada 2024-2025, a finlandesa retorna
mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, à Philharmonia Orchestra, à Filarmônica Real de Estocolmo, à Filarmônica de
tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Helsinque e à Sinfônica de Stavanger, além de estrear à frente da Filarmônica
Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e de Estrasburgo, da Orquestra Nacional da Bélgica, da Orquestra Nacional
Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma Real Escocesa, da Orquestra Nacional da BBC do País de Gales e da Orquestra
editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou de Castilla y León. Nos últimos meses, apresentou-se pela primeira vez com
turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados a Filarmônica da Rádio França e com a Sinfônica da BBC. Hoving fez sua
Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes estreia no Japão em 2022, no Suntory Hall, com a Sinfônica Yomiuri Nippon.
festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como Também participou do Festival Avanti! Summer Sounds 2023. A maestra está
o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall profundamente envolvida com o projeto da Filarmônica de Helsinque de resgatar
em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo as obras de compositores nativos de séculos passados.
concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São
Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

16 17
Kim Bak Dinitzen violoncelo Horácio Schaefer viola

O violoncelista dinamarquês tem sido solista em importantes orquestras, além Já aos 15 anos, o violista atuava como chefe de naipe da Orquestra Jovem do
de ter conquistado uma série de distinções em seu país natal, como os Prêmios Estado de São Paulo. Mudou-se para a Alemanha em 1971, para se aperfeiçoar
Victor Borge e Jacob Gade. Fora da Dinamarca, ganhou o East & West Artists com Max Rostal. Em seus estudos em música de câmara, foi orientado por
Prize pela estreia em Nova York e o 1º Prêmio de Violoncelo na Competição membros de renomados quartetos europeus, como o Melos Quartett, de
Internacional de Washington (EUA). Isso lhe rendeu recitais no Carnegie Hall e Stuttgart, e o Amadeus Quartet, de Londres. Em 1979, obteve o mestrado na
na Phillips Collection, em Washington D.C. Na Europa, conquistou prêmios no Escola Superior de Música e Dança de Colônia. A partir daquele ano, passou a
Concurso Nórdico de Violoncelo em Turku, Finlândia, e no Concurso Cassadó desenvolver carreira como solista, recitalista e camerista, tocando em diversas
em Florença, Itália. Estreou em recital no Wigmore Hall, em Londres, em 1991, e cidades da Alemanha. Integrou a orquestra de câmara barroca Deutsche
desde então se apresentou nos EUA e na Europa, tanto como solista quanto em Bachsolisten e foi chefe de naipe das violas da Filarmônica de Essen. Foi membro
recitais, participando também de festivais internacionais em Båstad (Suécia), do Quarteto Ravel, com o qual realizou diversas turnês e gravações para
Prussia Cove (Inglaterra), Hakuba (Japão), Rio de Janeiro e Recife. Dinitzen rádios europeias. Durante três anos, tocou na Sinfônica da Rádio de Frankfurt,
lecionou no Royal Northern College of Music, em Manchester, na Academia Real compondo também o sexteto de cordas dessa orquestra. Schaefer foi violista do
Escocesa de Música e Drama, em Glasgow, e na Academia Real Dinamarquesa de Quarteto Amazônia, com o qual venceu, em 2002, o Grammy Latino de Melhor
Música. Foi membro da Orquestra de Câmara da Europa e violoncelista principal Álbum de Música Clássica, com Adiós Nonino: Quarteto Amazônia toca Astor
da Orquestra Real Dinamarquesa. Desde 2024, é violoncelo solista da Osesp. Piazzolla (Kuarup Music, 2001).

18 19
Orquestra Sinfônica do violas oboés tuba
Estado de São Paulo – Osesp Horácio Schaefer solista | emérito Arcadio Minczuk solista Filipe Queirós solista
Maria Angélica Cameron concertino Natan Albuquerque Jr. corne-inglês
diretor musical e regente titular Peter Pas concertino Peter Apps tímpanos
Thierry Fischer André Rodrigues Ricardo Barbosa Elizabeth Del Grande solista | emérita
Andrés Lepage Ricardo Bologna solista
violinos David Marques Silva clarinetes
Emmanuele Baldini spalla Éderson Fernandes Ovanir Buosi solista percussão
Cláudio Cruz spalla convidado Galina Rakhimova Sérgio Burgani solista Ricardo Righini 1ª percussão
Davi Graton solista — primeiros violinos Olga Vassilevich Daniel Rosas requinta Alfredo Lima
Yuriy Rakevich Sarah Pires Nivaldo Orsi clarone Armando Yamada
solista — primeiros violinos Simeon Grinberg Giuliano Rosas Rubén Zúñiga
Adrian Petrutiu Vladimir Klementiev
solista — segundos violinos fagotes
Amanda Martins violoncelos Alexandre Silvério solista harpa
solista — segundos violinos Kim Bak Dinitzen solista José Arion Liñarez solista Liuba Klevtsova solista
Igor Sarudiansky Heloisa Meirelles concertino Romeu Rabelo contrafagote
concertino— primeiros violinos Rodrigo Andrade concertino Francisco Formiga convidados deste programa
Matthew Thorpe Adriana Holtz Tiago Meira flauta
concertino— segundos violinos Bráulio Marques Lima trompas Ariã Yamanaka piano e celesta
Alexey Chashnikov Douglas Kier Luiz Garcia solista
Anderson Farinelli Jin Joo Doh André Gonçalves
Andreas Uhlemann Maria Luísa Cameron José Costa Filho
Camila Yasuda Marialbi Trisolio Nikolay Genov * cargo interino
Carolina Kliemann Regina Vasconcellos Luciano Pereira do Amaral ** academista da osesp
César A. Miranda *** cargo temporário
Cristian Sandu contrabaixos trompetes
Déborah Santos Ana Valéria Poles solista Fernando Dissenha solista os nomes estão relacionados em ordem
Elena Klementieva Pedro Gadelha solista Antonio Carlos Lopes Jr. solista* alfabética, por categoria. informações
Elina Suris Marco Delestre concertino Marcos Motta utility sujeitas a alterações.
Florian Cristea Max Ebert Filho concertino Marcelo Matos
Gheorghe Voicu Alexandre Rosa
Guilherme Peres Almir Amarante trombones
Irina Kodin Cláudio Torezan Darcio Gianelli solista
Katia Spássova Jefferson Collacico Wagner Polistchuk solista
Leandro Dias Lucas Amorim Esposito Alex Tartaglia
Marcio Kim Ney Vasconcelos Fernando Chipoletti
Paulo Paschoal Antonio Domiciano**
Rodolfo Lota trombone baixo
Soraya Landim flautas Darrin Coleman Milling solista
Sung-Eun Cho Claudia Nascimento solista
Svetlana Tereshkova Fabíola Alves piccolo
Tatiana Vinogradova José Ananias
Sávio Araújo

20 21
Governo do Estado Fundação Osesp
de São Paulo
presidente de honra
governador Fernando Henrique Cardoso
Tarcísio de Freitas
conselho de administração
vice-governador Pedro Pullen Parente presidente
Felicio Ramuth Stefano Bridelli vice-presidente
Ana Carla Abrão Costa
Célia Kochen Parnes
Secretaria da Cultura, Economia Claudia Nascimento
e Indústria Criativas Luiz Lara
Marcelo Kayath
secretária de estado Mario Engler Pinto Junior
Marilia Marton Mônica Waldvogel
Ney Vasconcelos
secretário executivo Tatyana Vasconcelos Araújo de Freitas
Marcelo Henrique Assis
comissão de nomeação
chefe de gabinete Fernando Henrique Cardoso presidente
Daniel Scheiblich Rodrigues Celso Lafer
Fábio Colletti Barbosa
coordenadora das unidades de formação Horacio Lafer Piva
cultural e difusão, bibliotecas e leitura Pedro Moreira Salles
Adriane Freitag David
diretor executivo
coordenadora da unidade de monitoramento Marcelo Lopes
dos contratos de gestão
Marina Sequetto Pereira superintendente geral
Fausto A. Marcucci Arruda
coordenadora da unidade de preservação do
patrimônio histórico superintendente de comunicação
Mariana de Souza Rolim e marketing
Mariana Stanisci
coordenadora da unidade de fomento
e economia criativa conheça toda a equipe em:
Liana Crocco HTTPS://[Link]/FOSESP/PT/SOBRE

22 23
Próximos concertos Algumas dicas Serviços Acesso à Sala

6 DE ABRIL Falando de Música Café da Sala Estacionamento


Estação CCR das Artes Em semanas de concertos sinfônicos, Tradicional ponto de encontro antes Funcionamento diário, das 6h às 22h
sempre às quintas-feiras, você dos concertos e nos intervalos, ou até o fim do evento. O bilhete é
Coro da Osesp encontra em nosso canal no YouTube localizado no Hall Principal, oferece retirado na entrada e o pagamento
Thomas Blunt regente um vídeo sobre o programa, com cafés, doces, salgados e pratos deve ser efetuado em um dos dois
Obras de Heinrich Schütz e comentários de regentes, solistas e rápidos em dias de eventos. caixas – no 1º subsolo ou no
Johannes Brahms. outros convidados especiais. Hall Principal.
Cafeteria Lillas Pastia
Gravações Situada dentro da Loja Clássicos, Reserva de Táxi | Área de Embarque
6 DE ABRIL Antes de a música começar e nos oferece bebidas, salgados finos e e Desembarque
Estação CCR das Artes aplausos, fique à vontade para filmar confeitaria premiada. Agende sua corrida de volta para
e fotografar, mas registros não são casa com a Use Táxi, no estande
Septeto 1913 permitidos durante a performance. Loja Clássicos localizado no Boulevard. Há, ainda,
Amanda Martins violino Possui CDs, DVDs e livros de música uma área interna exclusiva para
Matthew Thorpe violino Entrada e saída da Sala de Concertos clássica, oferece também uma seleção embarque e desembarque de
Sarah Pires viola Após o terceiro sinal, as portas especial de publicações de outras passageiros, atendendo táxis ou
André Rodrigues viola da sala de concerto são fechadas. artes, ficção, não-ficção, infanto- carros particulares.
Kim Bak Dinitzen violoncelo Quando for permitido entrar após o juvenis. Inclui uma seção de presentes
Adriana Holtz violoncelo início do concerto, siga as instruções e souvenirs. Acesso Estação Luz
Pedro Gadelha contrabaixo dos indicadores e ocupe rápida e Use a passagem direta que liga
Flávia Kele soprano silenciosamente o primeiro lugar vago. Restaurante da Sala o estacionamento da Sala com a
Cristiane Minczuk Oferece almoço de segunda a sexta, Plataforma 1 da CPTM, dentro da
mezzo soprano Silêncio das 12h às 15h, e jantar de acordo Estação Luz. Ela está aberta todos os
Anderson Sousa tenor Uma das matérias-primas da música com o calendário de concertos — dias, das 6h às 23h30. Garanta o seu
Erick Souza barítono de concerto é o silêncio. Desligue seu mediante reserva pelo telefone bilhete previamente nos guichês da
Israel Mascarenhas piano celular ou coloque-o no modo avião; (11) 3333-3441. Estação ou pelo celular, usando o TOP
Fernando Tomimura piano deixe para fazer comentários no – Aplicativo de Mobilidade, disponível
intervalo entre as obras ou ao fim. na App Store e no Google Play.
Obras de Richard Wagner,
Johannes Brahms e Comidas e bebidas
Richard Strauss. O consumo não é permitido no interior
da sala de concertos. Conheça nossas
áreas destinadas a isso na Sala.

Aplausos
Como há livros que trazem capítulos
ou séries fracionadas em episódios,
algumas obras são dividias em
movimentos. Nesses casos, o ideal é
Agenda completa e ingressos aguardar os aplausos para o fim da Confira todos os horários de
execução. Se ficou na dúvida, espere funcionamento e outros detalhes em:
pelos outros. [Link]/servicos

24 25
[Link] Créditos de Livreto
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/OSESP GERENTE DE COMUNICAÇÃO

/VIDEOSOSESP MARIANA GARCIA


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p. 3 antonio meneses. © satoko kuroda


p. 6 unsuk chin. © priska ketterer
p. 8 carl nielsen em 1887, fotografado por christen pedersen. © danish royal library
p. 12 o cavaleiro da lua branca derrota dom quixote. edição francesa de 1866. [paris, histoire de
l'admirable don quichotte de la manche (hachette et cie.)]. © biblioteca virtual miguel de cervantes
p. 14 osesp. © mario daiola
p. 15 emilia hoving. © laura oja
p. 16 kim bak dinitzen. © mario daloia
p. 17 horácio schaefer. © mario daloia

26
Na identidade visual da Osesp, cada cor
da paleta leva o nome de um sentimento.
Nesta capa, usamos Fascínio inspirada por
Dom Quixote, Op. 35 de Richard Strauss.

comunicação fundacao osesp, 2025

pronac: 245467

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