Material Didático
DPOC
Material Didático
MEDWAY
DPOC
Material Didático
DPOC
ÍNDICE
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA 3
ÍNDICE 3
- PONTOS IMPORTANTES 4
INTRODUÇÃO 4
- FISIOPATOLOGIA 5
- QUADRO CLÍNICO 5
- Pontos importantes da anamnese 6
- Pontos importantes do exame físico 7
- DIAGNÓSTICO 8
- DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS 8
- TRATAMENTO 8
- MODELO DE PRESCRIÇÃO 11
CONCLUSÃO 13
Bibliografia 14
2
Material Didático
DPOC
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA
CRÔNICA
ÍNDICE
Por quê estudar descompensação da doença pulmonar obstrutiva
crônica?
• Pontos importantes.
• Introdução.
• Fisiopatologia.
• Quadro clínico.
◦ Pontos importantes da anamnese.
◦ Pontos importantes do exame físico.
• Diagnóstico.
3
Material Didático
DPOC
• Diagnósticos diferenciais.
• Tratamento.
• Conclusão.
PONTOS IMPORTANTES
• A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) está entre as três
principais causas de morte no mundo.
• Reconhecer critérios de exacerbação e guiar terapêutica conforme
quadro clínico.
• Instituir o tratamento baseado em quatro pilares fundamentais:
corticoide sistêmica, beta 2 agonista, antibiótico e suporte
ventilatório.
INTRODUÇÃO
A DPOC é caracterizada por sintomas respiratórios persistentes associado
a limitação ao fluxo de ar, devido a exposição a gases nocivos (principal
causa o tabagismo). A espirometria é necessária para realizar o
diagnóstico, na qual evidencia a redução da relação no volume
4
Material Didático
DPOC
expiratório forçado do primeiro segundo (VEF1) sobre a capacidade vital
forçada (CVF) < 0,7. Já a exacerbação da doença, que será o tema deste
capítulo, é definida como um evento agudo com a piora dos sintomas
respiratórios do paciente, gerando uma mudança na secreção.
FISIOPATOLOGIA
A DPOC é caracterizada por ter dois polos distintos de doença, na qual
podem estar associados no mesmo indivíduo, sendo esses o enfisema
pulmonar e a bronquite crônica.
O enfisema pulmonar é caracterizado pela destruição das paredes
dos espaços aéreos distais do bronquíolo terminal, sem uma fibrose
significativa. Já a bronquite crônica é definida como tosse crônica
produtiva por 3 meses ou mais durante 2 anos consecutivos, sendo
excluída outras causas (ex: bronquiectasias). Todo esse quadro é gerado
devido a exposições crônicas a partículas nocivas, sendo a principal causa
a fumaça do cigarro, entretanto uma outra relatada é em indivíduos
expostos à fumaça do fogão a lenha.
Em relação a descompensação da doença, a maioria dos casos ocorrem
devido a infecções (virais ou bacterianos), porém existe uma parcela por
outros fatores como tromboembolismo pulmonar (TEP), broncoespasmo
e poluição ambiental. Diante dos casos infecciosos, os principais agentes
etiológicos são os vírus e as principais bactérias são Streptococcus
pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis.
QUADRO CLÍNICO
A sintomatologia clássica da DPOC é a tosse crônica, dispneia
(persistente, progressiva e que geralmente piora com esforço físico) e
5
Material Didático
DPOC
expectoração purulenta. A exacerbação é definida como alteração
aguda em um ou mais dos sintomas cardinais:
1. Piora da dispneia.
2. Aumento do volume da expectoração.
3. Mudança no aspecto da expectoração.
Pontos importantes da anamnese
• Duração dos sintomas e se há outros sintomas constitucionais.
• Característica do escarro: aspecto e quantidade.
• Ocorrência de dispneia: caracterizar se houve piora em relação ao
basal, se ocorre durante o repouso ou apenas aos esforços.
• Diagnóstico prévio de DPOC e medicações de uso contínuo.
• Quantidade de internações no último ano, uso recente de
antibiótico, necessidade prévia de ventilação mecânica e uso de O2
domiciliar.
6
Material Didático
DPOC
• Presença de outras comorbidades e qual tratamento atual.
• Histórico prévio ou atual de tabagismo.
Pontos importantes do exame físico
• Avaliar sinais de sepse: sinais vitais, com destaque para frequência
cardíaca, pressão arterial e alteração do estado mental.
• Avaliar frequência respiratória e saturação de oxigênio.
• Avaliar sinais de desconforto respiratório: uso de musculatura
acessória, presença de tiragem de fúrcula, intercostal ou
subdiafragmática, dificuldade em falar frases, taquipnéia e cianose.
• Exame pulmonar pulmonar buscando identificar diminuição de
murmúrios vesiculares, presença de crepitações, estertores ou
sibilos.
• Sinais de congestão sistêmica: estase jugular, hepatomegalia,
edema MMII.
7
Material Didático
DPOC
DIAGNÓSTICO
Indivíduo portador de DPOC, que evolui de forma aguda com piora da
dispneia, alteração no aspecto da expectoração e/ou aumento do
volume da expectoração. Além disso, é importante solicitar exames,
principalmente radiografia de tórax (avaliar complicações e diagnósticos
diferenciais) e gasometria arterial.
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
Diante de um paciente com DPOC que chega no pronto socorro com
quadro agudo, é importante diferenciar de um quadro de
tromboembolismo pulmonar (se suspeita, pode-se realizar TC tórax com
protocolo para TEP), pneumotórax (solicitar RX tórax), edema pulmonar
por causa cardíaca (solicitar ECG, enzimas cardíacas e BNP) e pneumonia
(solicitar PCR e RX tórax).
TRATAMENTO
O tratamento do DPOC exacerbado consiste em quatro pilares
fundamentais: broncodilatadores inalatórios, corticóide sistêmico,
antibioticoterapia para casos selecionados e suporte ventilatório e de
oxigênio.
Os broncodilatadores consistem nos beta-2-agonistas inalatórios ou
anticolinérgicos, em casos graves recomenda-se utilizá-los em
combinação. Os glicocorticóides podem ser administrados por via oral ou
endovenosa, não havendo superioridade de um modo em relação ao
outro. A medicação via oral de escolha é prednisona 40mg uma vez ao
dia e a forma endovenosa de escolha é a metilprednisolona 40 a
8
Material Didático
DPOC
60mg uma ou duas vezes ao dia. Como alternativa endovenosa
podemos utilizar a hidrocortisona ou a dexametasona em doses
equivalentes.
Quanto ao uso de oxigenoterapia, está indicado com intuito de manter
a saturação entre 88-92% ou PaO2 de 60-65mmHg, utilizando o menor
fluxo possível de oxigênio para manter nessa faixa. Caso o paciente
evolua com piora da sonolência, deve-se suspeitar de retenção de
CO2 (carbonarcose), sendo a ventilação não invasiva (VNI) a
terapêutica de escolha.
Deve-se indicar VNI em pacientes com acidose respiratória aguda
(PaCO2 > 60 e pH < 7,35), hipoxemia refratária e sinais de dispneia grave.
Sugestão para iniciar em modo espontâneo, com pressão inspiratória de
8-12 cmH2O e uma pressão expiratória de 5 cmH2O. A ventilação invasiva
(IOT) está indicada nos pacientes que falharam ou apresentam
contraindicação para VNI, rebaixamento importante do nível de
consciência, arritmias ventriculares graves, instabilidade hemodinâmica
grave e impossibilidade de aspiração de secreções. Sugestão para iniciar
com FiO2 com intuito de manter SatO2 90-94% ou PaO2 60-72 mmHg,
Vc 5-6 ml/kg, FR 8-12 irpm, PEEP 3-5 cmH2O, I/E 3:1, pressão de pico < 45 e
pressão de platô < 30 cmH2O.
O uso de antibióticos está indicado em casos específicos, tais como:
• Quando paciente apresentar 2 dos 3 critérios cardinais: aumento da
dispneia, aumento do volume da expectoração e/ou aumento da
purulência do escarro.
• Quando o único critério cardinal apresentado for mudança do
aspecto da secreção com escarro de aspecto purulento.
9
Material Didático
DPOC
• Em pacientes que necessitarem de suporte ventilatório invasivo ou
não invasivo (configuram exacerbações de maior gravidade).
• Pacientes imunossuprimidos.
• Pacientes com sinais de sepse.
As opções terapêuticas via oral são Amoxicilina/Clavulanato, macrolídeos
(ex: Azitromicina) ou quinolonas respiratórias (ex: Levofloxacino 500mg)
durante 5-7 dias.
Em pacientes com risco de Pseudomonas o espectro do antibiótico deve
ser ampliado, a opção via oral é a levofloxacino 750 mg VO 1x ao dia e
opções endovenosas são Levofloxacino, Piperacilina + Tazobactam ou
Ceftazidima. Pacientes com risco de Pseudomonas são:
• Presença de bronquiectasias
• Exma prévio com VEF1 < 50%.
• > 2 exacerbações no ano.
• Uso de antibiótico < 3 meses.
10
Material Didático
DPOC
• Cultura de escarro prévio com identificação de Pseudomonas.
As indicações de internação hospitalar são sintomas graves,
comorbidades associadas graves, cianose e edema periférico, falha no
tratamento inicial ou incapacidade de suporte domiciliar. Já as
indicações de internação em UTI são instabilidade hemodinâmica,
necessidade de ventilação invasiva, dispneia severa que não responde a
medidas iniciais, alteração no estado mental (letargia, coma), hipoxemia
com PaO2 < 40 mmHg ou acidose importante (pH < 7,25).
MODELO DE PRESCRIÇÃO
Medicações inalatórias:
• Beta 2 agonista: Salbutamol 4 a 8 puffs 20 em 20 min na primeira
hora e após manter 2 em 2h (espaçar intervalo de inalações
conforme tolerância) - ATENÇÃO: em pacientes com dispnéia e
desconforto respiratório o uso de dispositivo inalatório pode não ser
eficaz, nesse caso recomenda-se o uso de espaçador.
• Anticolinérgicos: Brometo de ipratrópio (Atrovent) 40 gotas + SF
10ml via inalatória de 6 em 6 horas.
Medicações via oral
11
Material Didático
DPOC
• Corticoide: Prednisona 40mg 1 vez ao dia por 5 dias.
• Antibióticos:
◦ Amoxicilina + Clavulanato de potassio (875 + 125 mg) via oral 12
em 12 horas por 5 a 7 dias.
◦ Azitromicina 500mg via oral 1 vez ao dia por 5 a 7 dias.
◦ Levofloxacino 500 mg via oral 1 vez ao dia por 7 dias.
◦ Levofloxacino 750 mg via oral 1 vez ao dia por 5 dias (dose de
cobertura para Pseudomonas).
Medicações endovenosas
• Corticoide:
• Metilprednisolona 40 mg endovenoso 12 em 12 horas por 5 dias.
• Hidrocortisona 100 mg endovenoso de 8 em 8 horas por 5 dias.
12
Material Didático
DPOC
• Dexametasona 6 mg endovenoso 1 vez ao dia por 10 dias (opção em
exacerbações por COVID).
• Antibióticos:
◦ Levofloxacino 750 mg endovenoso 1 vez ao dia por 5 dias.
◦ Ceftazidima 2 g endovenoso 8 em 8 horas por 7 dias.
◦ Piperacilina + Tazobactam 4.5 g endovenosa 6 em 6 horas por
7 dias.
CONCLUSÃO
Perante a grande quantidade de portadores de DPOC, é importante
identificar um quadro de exacerbação, bem como excluir outros
diagnósticos diferenciais (por exemplo o TEP que será abordado em
outro capítulo), iniciar o tratamento mais breve possível e complicações
mais graves.
13
Material Didático
DPOC
Bibliografia
1. GOLD Reports 2021.
2. Uptodate: COPD exacerbations: Management.
3. VELASCO, Irineu Tadeu et al. Medicina de emergência: abordagem
prática, 15ª edição, Manole, 2021.
14
NOSSOS CURSOS
Curso de preparação anual para a fase teórica das provas de
residência médica, incluindo as mais concorridas do estado de
São Paulo, como USP, Unifesp e Unicamp. Conheça as opções:
• Extensivo Base (1 ano): fundamentos teóricos para quem
está no 5º ano da faculdade e vai iniciar a sua preparação
• Extensivo São Paulo (1 ano): ideal para quem quer passar
na residência em São Paulo. Oferece acesso ao Intensivo
São Paulo, liberado a partir do segundo semestre
• Extensivo Programado (2 anos): a opção mais completa
e robusta para quem busca se preparar de forma contínua
desde o quinto ano. É composto por 4 cursos: Medway
Mentoria e Extensivo Base no primeiro ano e Extensivo
São Paulo e Intensivo São Paulo no segundo
Todos os Extensivos oferecem videoaulas completas,
apostilas online, banco com mais de 40 mil questões
comentadas, simulados originais, mapa de estudos,
revisões programadas e muito mais, favorecendo o estudo
ativo e as revisões inteligentes.
CLIQUE AQUI
PARA SABER MAIS
As melhores técnicas de organização e de estudos para as
provas de residência médica, incluindo dicas para direcionar o
seu mindset rumo à aprovação e dashboards para gerenciar o
seu desempenho. Faça como alguns dos nossos mentorados
e alcance rendimento superior a 80% nas provas.
CLIQUE AQUI
PARA SABER MAIS
Intensivos
Preparação direcionada para quem quer alcançar a sua
melhor performance na reta final dos estudos para as provas
de residência médica. Estudo planejado com base em guias
estatísticos, aulas específicas por instituição e simulados para
que você foque no conteúdo que realmente cai na prova que
vai prestar, seja em São Paulo, na Bahia, em Minas Gerais, no
Paraná ou Enare.
CLIQUE AQUI
PARA SABER MAIS
O QUE NOSSOS ALUNOS
ESTÃO FALANDO
ACESSE GRATUITAMENTE
Aplicativo Medway
Estude de qualquer lugar com mais de 41 mil questões de residência
médica comentadas no padrão Medway de qualidade. Crie sua
própria trilha de questões com filtros personalizados e acesse provas
antigas, simulados e apostilas.
CLIQUE AQUI
PARA SABER MAIS
Disponíveis em todas as plataformas de áudio e também no
YouTube. Conheça os programas:
• Finalmente Residente: dicas sobre carreira e entrevistas
com especialistas de diversas áreas que mandam o papo
reto sobre como é cada residência.
• Projeto R1: dicas de estudos, preparação e entrevistas
inspiradoras com quem já passou na residência.
CLIQUE AQUI
PARA SABER MAIS
Blog da Medway
Informe-se com artigos sobre editais, concorrências, notas de
corte, atualizações nos processos seletivos, especialidades e
medicina de emergência.
CLIQUE AQUI
PARA SABER MAIS
FICOU ALGUMA DÚVIDA?
Fala com a gente! Garantimos muita atenção e resposta rápida para
o que você precisar, seja uma dica de estudos, um desabafo ou uma
dúvida em relação aos cursos ou ao conteúdo. Estamos com você até
o final, combinado?
Nós adoramos falar com você. Se quiser ou precisar, é só nos chamar
no WhatsApp!
Lembre-se de seguir a Medway nas redes sociais também! ;)
Grande abraço e sucesso na sua jornada!
SOBRE A MEDWAY
A Medway existe para ser a marca de confiança do Médico. Estamos
sempre com você, principalmente durante a jornada de aprovação
para a residência médica.
Acreditamos que um ensino de qualidade faz toda a diferença na
carreira do profissional de medicina e impacta de forma positiva a
assistência lá na ponta.
Só nos últimos 3 anos, aprovamos 3.600 alunos na residência médica
em todo o Brasil, sendo 61% deles no estado de SP. Em 2022, quase
50% dos aprovados nas instituições mais concorridas de São Paulo
(USP-SP, USP-RP, Unifesp, Unicamp e Iamspe) foram alunos Medway.
Conseguimos isso unindo alguns elementos que são as nossas
marcas registradas: proximidade com os alunos, aulas e professores
excelentes, estudo direcionado e uma plataforma com mais de 41
mil questões comentadas, personalizável para suas necessidades.
Seguimos focados em acompanhar você rumo à aprovação na
residência médica dos seus sonhos, seja na Bahia, em Minas Gerais,
no Paraná, em São Paulo ou em instituições espalhadas pelo Brasil
(Enare).
Com a Medway, o R1 é logo ali!