Nomes: Arthur “ZumBe” Machado de Deus e Luiz “Dinho” Fernando Ramos de Andrade
Turma: Profissionalizante 1
Aula: Linguagens Teatrais
Peter Brook
Nascido no dia 21 de março de 1925, em Chiswick, Londres, Reino Unido, filho de
imigrantes lituanos judeus assinou sua primeira produção aos 17 anos, mas mesmo
começando muito cedo ele não teve muito destaque ao grande público, isso porque ele não
se rendia a uma arte de caráter mais comercial, porém ele foi idolatrado por gerações de
artistas no final de 1960 sendo considerado um revolucionário de seu ramo.
Os seus maiores feitos foram entre trabalhar no Royal Opera House e Royal Shakespeare
Theatre dirigindo a peça épica Mahabharata de 1985, na qual dirigiu por quatro anos, essa
que era baseada na mitologia hindu, foi adaptada para cinema inclusive, também criou o
Centro Internacional de Pesquisa Teatral em 1971 e o teatro Bouffes du Nord em 1974 em
Paris, lá ele juntava diversos atores e atrizes de diversas culturas ao redor do mundo.
Brook mostrou que a improvisação era a melhor forma de sair do “teatro morto” era assim
chamado quando o teatro tradicional quando ele após ser criado a sua cênica depois de se
repetido varias e varias vezes se tornava cada previsível, se distanciando do “teatro vivo”, a
ideia dele era criar algo novo sempre, algo que mostrasse o cotidiano para estimular o
nosso olhar crítico e entender o que não conhecíamos com mesma finalidade, era para
compreender melhor a vida.
Para Brook, “quando o homem perde o sentimento do assombro, a vida perde o sentido”, e
com o teatro não é diferente, por isso considera que o ator verdadeiramente criativo é um
espaço vazio, que não teme abandonar as formas previamente fixadas, seja um gesto, uma
fala ou marca de cena, e sempre está disposto a recomeçar, pois a repetição pode e deve
ser diferente, por mais contraditório que isso possa parecer. É na real conexão consigo,
com os colegas de cena e com a plateia que os atores encontram o frescor de cada
apresentação, seja através da energia de uma palavra ou de um movimento: “A arte dos
detalhes é que conduz ao coração do mistério”.
Se na proposta do Stanislávski os atores tem que ter referências em vários aspectos como
passado e circunstâncias do presente, para Brook teria poucas sugestões, pois para ele era
melhor o vazio, o ator teria a liberdade em cena com várias possibilidade para criar cenas
que surgem histórias, emoções e tudo que compõe os personagens, enquanto o
Stanislávski tenta ser o mais técnico possível, o Brook fala de forma mais metafórica, já
que isso é uma busca interior de redescoberta e consciência absoluta da ação teatral no
tempo presente, Brook queria que os atores estivessem em risco, para que eles tivessem
mais coragem para ter possibilidade em cena.
Brook procura “[…] confrontar o ator o tempo todo com suas próprias barreiras, nos pontos
em que, no lugar da verdade de uma nova descoberta, ele coloca uma mentira”, já que para
construir um personagem é preciso desconstruir: “[…] remover tijolo por tijolo os entraves
dos músculos, ideias e inibições do ator que se interpõem entre ele e o papel, até que um
dia, numa lufada de vento, o personagem penetra por todos os seus poros”.
Admirador sagaz da obra de Shakespeare, por tornar visível o mundo espiritual e invisível
através de formas e ações que levam o público a uma extrema percepção da realidade,
diante das diferentes camadas de significação construídas na cena, Brook afirma que são
raros os artistas que conseguem unir de forma autêntica o mundo visível e o mundo
invisível na arte, mas aqueles que conseguem isso sobrevivem eternamente através das
suas obras.
Peter Brook morreu no dia 2 de julho de 2022 em Paris, estava com 92 anos, a vida desse
artista foi demonstrar que a arte e a vida são uma só e podemos replicar no teatro dando
mais vida do que nunca.