Aula 05 - Profs.
Guilherme Sant'Anna e
Tonyvan
SEFAZ-GO (Auditor Fiscal da Receita
Estadual) Auditoria - 2025 (Pós-Edital)
Autor:
Guilherme Sant'Anna, Tonyvan de
Carvalho Oliveira, Paolla Ramos,
Emannuelle Gouveia Rolim
14 de Junho de 2025
05897986690 - Denisson Junior
Guilherme Sant'Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira, Paolla Ramos, Emannuelle Gouveia Rolim
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Índice
1) Motivação e Contextualização
..............................................................................................................................................................................................3
2) Fraude e Erro
..............................................................................................................................................................................................6
3) Resumo - Fraude e Erro
..............................................................................................................................................................................................
28
4) Questões Comentadas - Fraude e Erro - FCC
..............................................................................................................................................................................................
33
5) Lista de Questões - Fraude e Erro - FCC
..............................................................................................................................................................................................
60
6) Respostas das questões subjetivas - Fraude e Erro
..............................................................................................................................................................................................
72
7) Motivação e Contextualização
..............................................................................................................................................................................................
74
8) Risco de Auditoria
..............................................................................................................................................................................................
76
9) Resumo - Risco de Auditoria
..............................................................................................................................................................................................
90
10) Questões Comentadas - Risco de Auditoria - FCC
..............................................................................................................................................................................................
91
11) Lista de Questões - Risco de Auditoria - FCC
..............................................................................................................................................................................................
100
12) Respostas das questões subjetivas - Risco de Auditoria
..............................................................................................................................................................................................
105
13) Motivação e Contextualização
..............................................................................................................................................................................................
107
14) Relevância na Auditoria
..............................................................................................................................................................................................
109
15) Resumo - Relevância na Auditoria
..............................................................................................................................................................................................
121
16) Questões Comentadas - Relevância na Auditoria - FCC
..............................................................................................................................................................................................
122
17) Lista de Questões - Relevância na Auditoria - FCC
..............................................................................................................................................................................................
125
18) Respostas das questões subjetivas - Relevância na Auditoria (Materialidade)
..............................................................................................................................................................................................
127
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MOTIVAÇÃO DA AULA
Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir.
LISTA DE PERGUNTAS
1. De quem é a responsabilidade principal pela prevenção e detecção de fraudes e erros?
2. Qual a responsabilidade do auditor em relação à fraude?
3. O que diferencia a fraude do erro?
4. Com qual tipo de fraude o auditor deve se preocupar?
5. Quais as três características presentes na fraude?
6. O que é fator de risco de fraude?
7. A quem o auditor deve comunicar a identificação de uma fraude ou suspeita de fraude?
8. É possível o auditor se retirar do trabalho em função de fraude ou suspeita de fraude?
Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se
preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje!
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CONTEXTUALIZAÇÃO
De acordo com a NBC TA 240 – Responsabilidade do Auditor em Relação à Fraude no Contexto
da Auditoria de Demonstrações Contábeis, a fraude é o ato intencional de um ou mais
indivíduos da administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que
envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal.
O termo erro, por sua vez, refere-se a ato não intencional resultante de omissão, desatenção, ou
má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações que resultem em
incorreções.
O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter
segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contêm distorções
==13e1bc==
relevantes, causadas por fraude ou erro1. Conforme descrito na NBC TA 200(R1), devido às
limitações inerentes da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes
das demonstrações contábeis possam não ser detectadas, apesar de a auditoria ser devidamente
planejada e realizada de acordo com as normas.
Os efeitos potenciais das limitações inerentes são particularmente significativos no caso da
distorção resultar de fraude. O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente
de fraude é mais alto do que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de erro 2. Isso
porque a fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados,
destinados a ocultá-la, tais como falsificação, omissão deliberada no registro de operações ou
prestação intencional de falsas representações ao auditor. Tais tentativas de ocultação podem
ser ainda mais difíceis de detectar quando associadas a um conluio. O conluio pode levar o
auditor a acreditar que a evidência é persuasiva, quando, na verdade, ela é falsa. A capacidade
do auditor de detectar uma fraude depende de fatores como a habilidade do perpetrador, a
frequência e a extensão da manipulação, o grau de conluio, a dimensão relativa dos valores
individuais manipulados e a posição dos indivíduos envolvidos. Embora o auditor possa ser capaz
de identificar oportunidades potenciais de perpetração de fraude, é difícil para ele determinar se
as distorções em áreas de julgamento como estimativas contábeis foram causadas por fraude ou
erro.
1
A NBC TA 240, ao definir as responsabilidades do auditor em relação a fraude, utiliza a expressão “obter segurança
razoável de que as demonstrações, como um todo, não contêm distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
Lembrem-se que, nos termos da NBC TA 200, o objetivo do auditor é obter segurança razoável de que as
demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por
fraude ou erro. Fiquem atentos ao fato de que há previsão normativa para as 2 sentenças.
2
Há uma evidente impropriedade na sentença destacada acima (presente no corpo da NBC TA 240), fruto da
tradução do inglês para o português. O que se quer dizer é que o risco de não se detectar uma distorção decorrente
de FRAUDE é maior que o risco de não se detectar uma distorção decorrente de ERRO.
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Além disso, o risco do auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude da
administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados, porque a
administração frequentemente tem condições de manipular, direta ou indiretamente, os
registros contábeis, apresentar informações contábeis fraudulentas ou burlar procedimentos de
controle destinados a prevenir fraudes semelhantes, cometidas por outros empregados.
Na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de manter atitude de
ceticismo profissional durante a auditoria, considerando o potencial de burlar os controles pela
administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de auditoria eficazes na detecção
de erros podem não ser eficazes na detecção de fraude.
Nesse contexto, temos que estar atentos à questão da responsabilidade do auditor e da
administração no que concerne à fraude. Muitas questões de prova abordam esse quesito, e
tentam confundi-los ao afirmar que a responsabilidade pela detecção de fraudes e erro é do
auditor – o que não é verdade! Veja:
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FRAUDE E ERRO
A NBC TA 240 (R1) trata da responsabilidade do auditor no que se refere à fraude na auditoria de
demonstrações contábeis. De acordo com esse normativo:
As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro.
O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação
subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.
Você deve memorizar a distinção entre a fraude e o erro (intenção ou não do agente), pois isso é
cobrado em provas regularmente. A NBC TI 01, que trata da Auditoria Interna, traz as definições
a seguir esquematizadas. Esses conceitos são cobrados pelas bancas de forma indistinta, muitas
vezes sem mencionar o escopo (auditoria independente ou interna). Atenção às palavras-chave
de cada instituto (Fraude: omissão intencional, manipulação, adulteração; Erro: omissão não
intencional, desatenção, desconhecimento ou má interpretação). Vejamos:
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Veja a seguir as importantes definições presentes na NBC TA 240 (R1). Veja:
==13e1bc==
Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis pela
governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo1 para obtenção de vantagem injusta
ou ilegal.
Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para
que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.
Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para efeitos das normas de auditoria, o
auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas demonstrações
contábeis Reparem, portanto, que apesar do auditor não ter a responsabilidade principal pela
prevenção e detecção de fraudes, ainda assim ele está preocupado, especificamente, com a
fraude que possa causar distorção relevante nas demonstrações.
Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de
informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. Apesar de o auditor
poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude, ele não estabelece
juridicamente se realmente ocorreu fraude.
1
Dolo: conduta voluntária e intencional de alguém que, praticando ou deixando de praticar uma ação, objetiva um
resultado ilícito ou causar dano a outrem.
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As normas determinam que o auditor não é responsável, nem pode ser responsabilizado, pela
prevenção e detecção de fraudes ou erros relevantes nas demonstrações contábeis. É objetivo
do auditor identificar e avaliar os riscos de distorção relevante decorrentes de fraude; obter
evidências apropriadas e suficientes sobre esses riscos identificados, definindo e implantando
respostas apropriadas; e responder adequadamente face à fraude ou suspeita de fraude.
A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela
governança da entidade e da sua administração.
É importante que a administração, com a supervisão geral dos responsáveis pela governança,
enfatize a prevenção da fraude, o que pode reduzir as oportunidades de sua ocorrência, e a
dissuasão da fraude, o que pode persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da
probabilidade de detecção e punição. Isso envolve um compromisso de criar uma cultura de
honestidade e comportamento ético, que pode ser reforçado por supervisão ativa dos
responsáveis pela governança. A supervisão geral por parte dos responsáveis pela governança
inclui a consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o
processo de elaboração de informações contábeis, tais como tentativas da administração de
gerenciar os resultados para que influenciem a percepção dos analistas quanto à rentabilidade e
desempenho da entidade.
Nesse processo, o auditor é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações
contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
Devido às limitações inerentes da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções
relevantes das demonstrações contábeis possam não ser detectadas, apesar de a auditoria ser
devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria.
O ceticismo profissional, uma das caraterísticas inerentes ao auditor, é especialmente importante
no contexto da responsabilidade do auditor em relação à fraude. Como vimos na
Contextualização, na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de
manter atitude de ceticismo profissional, considerando o potencial de burla dos controles pela
administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de eficazes na detecção de erros
podem não ser eficazes na detecção de fraude. Devemos recordar que, de acordo com a NBC
TA 200, o auditor deve manter postura de ceticismo profissional durante a auditoria,
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reconhecendo a possibilidade de existir distorção relevante decorrente de fraude, não obstante
a experiência passada do auditor em relação à honestidade e integridade da administração e
dos responsáveis pela governança da entidade.
Nesse contexto, a não ser que existam razões para crer no contrário, o auditor deve aceitar
como legítimos registros e os documentos. Caso as condições identificadas durante e auditoria
levem o auditor a acreditar que um documento pode não ser autêntico ou que os termos ali
presentes foram modificados sem que o fato fosse revelado, deve-se investigar o caso.
Ainda no contexto do ceticismo profissional, quando as respostas às indagações junto à
administração ou aos responsáveis pela governança são inconsistentes, o auditor deve investigar
tais inconsistências.
Os dispositivos delineados abaixo são comumente cobrados em provas.
Segundo a NBC TA 240(R1):
Respostas aos riscos avaliados de distorção relevante decorrente de fraude
30. Ao determinar respostas globais para enfrentar os riscos avaliados de distorção
relevante nas demonstrações contábeis, o auditor deve:
(a) alocar e supervisionar o pessoal, levando em conta o conhecimento, a aptidão e a
capacidade dos indivíduos que assumirão responsabilidades significativas pelo trabalho, e
avaliar os riscos de distorção relevante decorrente de fraude;
(b) avaliar se a seleção e a aplicação de políticas contábeis pela entidade, em especial as
relacionadas com medições subjetivas e transações complexas, podem ser indicadores de
informação financeira fraudulenta decorrente de tentativa da administração de manipular os
resultados; e
(c) incorporar elemento de imprevisibilidade na seleção da natureza, época e extensão dos
procedimentos de auditoria.
Esclarecendo: a alínea “a”, acima, nos diz que a supervisão do pessoal deve ser feita
levando-se em consideração seu conhecimento, aptidão e capacidade (e não de maneira
indistinta). A norma complementa ainda que a extensão da supervisão reflete a avaliação
dos riscos e da capacidade dos membros da equipe, ou seja, quanto maior o risco e a
capacidade do membro da equipe, maior deve ser a supervisão por parte do auditor. Com
relação à alínea “c”, a norma complementa que é importante incorporar um elemento de
imprevisibilidade na seleção dos procedimentos de auditoria a serem executados, já que
indivíduos na entidade que estão familiarizados com os procedimentos de auditoria
normalmente executados nos trabalhos podem ser mais capazes de esconder informações
contábeis fraudulentas.
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Procedimentos de auditoria em resposta aos riscos relacionados com controles burlados
pela administração
32. A administração está em posição privilegiada para perpetrar fraudes em função de sua
capacidade para manipular registros contábeis e elaborar demonstrações contábeis
fraudulentas, burlando controles que sob outros aspectos parecem funcionar de forma
efetiva. Embora o nível do risco de burlar controles pela administração varie de entidade
para entidade, o risco, não obstante, está presente em todas as entidades. Como tal burla
pode ocorrer de maneira imprevisível, ela é um risco de distorção relevante decorrente de
fraude e, portanto, um risco significativo.
Esclarecendo: é bastante lógico supor que, em relação a outros empregados da entidade, a
administração (corpo diretivo) tenha maiores condições de perpetrar fraudes mediante
manipulação de registros contábeis e afins.
33. Independentemente da avaliação do auditor dos riscos de que a administração burle
controles, o auditor deve definir e aplicar procedimentos de auditoria para:
(a) Testar a adequação dos lançamentos contábeis registrados no razão geral e outros
ajustes efetuados na elaboração das demonstrações contábeis. Ao definir e aplicar
procedimentos de auditoria para tais testes, o auditor deve:
(i) fazer indagações, junto a indivíduos envolvidos no processo de informação financeira, a
respeito de atividade inadequada ou não usual referente ao processamento de lançamentos
contábeis e outros ajustes;
(ii) selecionar lançamentos contábeis e outros ajustes feitos no final do período sob exame;
e
(iii) considerar a necessidade de testar os lançamentos contábeis e outros ajustes durante o
período.
Indo mais fundo: ao identificar e selecionar lançamentos contábeis e outros ajustes para
testar e determinar o método apropriado de exame dos itens selecionados, deve-se
considerar que são características de lançamento contábil fraudulento: (a) feitos em contas
não relacionadas, não usuais ou raramente usadas, (b) feitos por indivíduos que geralmente
não fazem lançamentos contábeis, (c) registrados no fim do período ou como lançamento
pós-fechamento, com pouca ou nenhuma explicação ou descrição, (d) feitos antes ou
durante o processo de elaboração das demonstrações contábeis que não têm números de
conta, ou (e) que contêm números redondos ou números com finais constantes.
(b) Revisar estimativas contábeis em busca de vícios (critérios ou resultados tendenciosos) e
avaliar se as circunstâncias que geram esses vícios, se houver, representam risco de
distorção relevante decorrente de fraude.
(c) Para operações significativas fora do curso normal dos negócios da entidade, ou que de
outro modo pareçam não usuais, tendo em vista o entendimento da entidade e do seu
ambiente e outras informações obtidas pelo auditor durante a auditoria, ele deve avaliar se
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a justificativa de negócio das operações (ou a ausência dela) sugere que elas podem ter
sido realizadas para gerar informações contábeis fraudulentas ou para ocultar a apropriação
indevida de ativos.
Auditor sem condições de continuar o trabalho
39. Se, como resultado de uma distorção decorrente de fraude ou suspeita de fraude, o
auditor encontrar circunstâncias excepcionais que coloquem em dúvida sua capacidade de
continuar a realizar a auditoria, este deve:
(a) determinar as responsabilidades profissionais e legais aplicáveis à situação, inclusive se é
necessário ou não o auditor informar à pessoa ou pessoas que aprovaram a contratação da
auditoria ou, em alguns casos, às autoridades reguladoras. No Brasil, existem obrigações
determinadas pelas autoridades reguladoras;
(b) considerar se seria apropriado o auditor retirar-se do trabalho, quando essa saída for
possível conforme a lei ou regulamentação aplicável; e
(c) caso o auditor se retire:
(i) discutir com pessoa no nível apropriado da administração e com os responsáveis pela
governança a saída do auditor do trabalho e as razões para a interrupção; e
(ii) determinar se existe exigência profissional ou legal de comunicar a retirada do auditor
do trabalho e as razões da saída à pessoa ou pessoas que contrataram a auditoria ou, em
alguns casos, às autoridades reguladoras.
Esclarecendo: percebe-se que há circunstâncias, excepcionais – frise-se, em que distorções
decorrentes de fraude (ou sua suspeita) levam o auditor a considerar retirar-se do trabalho
(desde que a saída seja permitida por lei ou regulamento). As bancas gostam de explorar tal
dispositivo, uma que ele reflete uma situação extrema para o auditor. Exemplos dessas
circunstâncias extremas são apresentados no item a seguir.
A55. Exemplos de circunstâncias excepcionais que podem surgir e que podem colocar em
dúvida a capacidade do auditor de continuar a executar a auditoria incluem:
• A entidade não toma a ação apropriada com referência a uma fraude, considerada pelo
auditor como necessária nas circunstâncias, mesmo no caso em que a fraude não é
relevante para as demonstrações contábeis.
• A consideração do auditor dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude e dos
resultados da auditoria indica risco significativo de fraude relevante e generalizada.
• O auditor tem preocupação significativa quanto à competência ou integridade da
administração ou dos responsáveis pela governança.
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Representações da administração
40. O auditor deve obter representações da administração e, quando apropriado, dos
responsáveis pela governança, de que:
(a) eles reconhecem sua responsabilidade pelo desenho, implementação e manutenção do
controle interno de prevenção e detecção de fraude;
(b) eles revelaram ao auditor os resultados da avaliação do risco da administração de que as
demonstrações contábeis podem ter distorções relevantes decorrentes de fraude;
(c) eles revelaram ao auditor seu conhecimento sobre a suspeita ou ocorrência de fraude
afetando a entidade, envolvendo:
(i) a administração;
(ii) empregados com funções significativas no controle interno; ou
(iii) outros cuja fraude poderia ter efeito relevante nas demonstrações contábeis; e
(d) eles revelaram ao auditor seu conhecimento de quaisquer suspeitas ou indícios de fraude
que afetassem as demonstrações contábeis da entidade, comunicadas por empregados, ex
empregados, analistas, órgãos reguladores ou outros.
Esclarecendo: o termo utilizado acima (representações da administração) refere-se ao que
se costumava chamar de “Carta de Responsabilidade da Administração” (atualmente
utiliza-se a expressão “Representação Formal”). A representação formal é uma declaração
escrita pela administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar
outra evidência de auditoria (NBC TA 580 (R1), item 7).
Comunicações à administração e aos responsáveis pela governança
41. Caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido informações que indiquem a
possibilidade de fraude, o auditor deve comunicar estes assuntos tempestivamente, salvo
se proibido por lei ou regulamento, à pessoa de nível apropriado da administração que têm
a responsabilidade primordial de prevenir e detectar fraude em assuntos relevantes no
âmbito de suas responsabilidades.
42. A menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na
administração da entidade, se o auditor tiver identificado ou suspeitar de fraude
envolvendo:
(a) a administração;
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(b) empregados com funções significativas no controle interno; ou
(c) outros, cujas fraudes gerem distorção relevante nas demonstrações contábeis, o auditor
deve comunicar tempestivamente esses assuntos aos responsáveis pela governança. Caso o
auditor suspeite de fraude envolvendo a administração, o auditor deve comunicar essas
suspeitas aos responsáveis pela governança e discutir com eles a natureza, a época e a
extensão dos procedimentos de auditoria necessários para concluir a auditoria. Essas
comunicações aos responsáveis pela governança são necessárias a menos que a
comunicação seja proibida por lei ou regulamento.
[...]
Comunicações às autoridades reguladoras e de controle
44. Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude, ele deve determinar se leis,
regulamentos ou requisitos éticos relevantes:
(a) exigem que o auditor comunique à autoridade competente externa à entidade;
(b) estabelecem responsabilidades segundo as quais a comunicação à autoridade
competente externa à entidade pode ser apropriada nas circunstâncias.
Esclarecendo: o dever de manter a confidencialidade do auditor não é absoluto. Se houver
responsabilidades legais relacionadas, por exemplo, à comunicação referente a ocorrência
ou suspeita de fraude a terceiro fora da entidade (autoridades reguladoras e de controle),
não pode o auditor se escusar de fazê-lo, invocando a confidencialidade da informação do
cliente. No Brasil, as regras de comunicação de não conformidade ou suspeita de não
conformidade a autoridades externas à entidade se aplicam somente nos casos em que a
legislação expressamente estabelece dita obrigação, como ocorre, por exemplo, quanto à
obrigação do auditor de comunicar suspeita ou a ocorrência de não conformidade com leis
e regulamentos, conforme determinado por órgãos reguladores para determinados
segmentos regulados, tais como o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores
Mobiliários, ou ainda em decorrência do disposto na Resolução CFC n.º 1.530/2017, que
dispõe sobre os procedimentos a serem observados pelos profissionais e organizações
contábeis, com relação às obrigações previstas na Lei n.º 9.613/1998 (sobre "lavagem" de
dinheiro). Em todos os outros casos, o auditor continua obrigado ao dever profissional de
confidencialidade das informações do cliente.
Esquematizando os casos de comunicação de fraudes ou suspeita de fraude:
● Comunicação à pessoa de nível apropriado da Administração: no caso de identificação
de fraude ou sua possibilidade – ainda que não importantes.
● Comunicação aos Responsáveis pela Governança (verbalmente ou por escrito): no caso
de fraudes envolvendo a administração, empregados com funções significativas no
controle interno ou outros cujas fraudes gerem distorção relevante; ou ainda quaisquer
outros assuntos relacionados a fraude que o auditor julgar relevante para sua
responsabilidade.
● Comunicação às Autoridades Reguladoras e de Controle: quando exigido por lei.
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[...]
Características da fraude
A1. A fraude, seja na forma de informações contábeis fraudulentas ou de apropriação
indevida de ativos, envolve o incentivo ou a pressão para que ela seja cometida, uma
oportunidade percebida para tal e alguma racionalidade (ou seja, dar razoabilidade a algo
falso) do ato. Por exemplo:
• Pode existir incentivo ou pressão para a informação financeira fraudulenta quando a
administração sofre pressão, de fontes externas ou internas, para alcançar metas de ganhos
ou resultados financeiros previstos (e talvez irrealistas) – em especial porque as
consequências do insucesso no cumprimento dos objetivos financeiros para a administração
podem ser significativas. Do mesmo modo, os indivíduos podem ter um incentivo para se
apropriarem de ativos porque, por exemplo, estão vivendo além de suas possibilidades.
• Pode haver uma oportunidade percebida de perpetrar uma fraude quando um indivíduo
acredita que o controle interno pode ser burlado, por exemplo, porque ele ocupa um cargo
de confiança ou tem conhecimento de deficiências específicas no controle interno.
• Os indivíduos podem ser capazes de racionalizar e perpetrar um ato fraudulento. Algumas
pessoas têm uma postura, caráter ou valores éticos que os levam a perpetrar um ato
desonesto de forma consciente e intencional. Entretanto, mesmo indivíduos normalmente
honestos podem perpetrar uma fraude em ambiente em que sejam suficientemente
pressionados.
[...]
A3. Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do seguinte:
• Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações
contábeis.
• Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou
outras informações significativas.
• Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação,
forma de apresentação ou divulgação.
Observação: cuidado com questões que afirmam que fraudes oriundas de informações
contábeis fraudulentas decorrem exclusivamente por um ou outro dos exemplos acima
listados. Vejam que há várias situações distintas. Atenção às palavras-chave: manipulação,
falsificação, mentira ou omissão intencional, aplicação correta intencional.
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A4. Muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela
administração de controles que aparentemente estão funcionando com eficácia. A
administração pode perpetrar fraude, burlando controles intencionalmente por meio de
técnicas como:
• Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil, de
forma a manipular resultados operacionais ou alcançar outros objetivos.
• Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados para estimar saldos
contábeis.
• Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações contábeis, de eventos
e operações que tenham ocorrido durante o período das demonstrações contábeis que
estão sendo apresentadas.
• Omitir, dificultar ou deturpar divulgações requeridas pela estrutura de relatório financeiro
aplicável ou divulgações que são necessárias para a apresentação adequada.
• Encobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações contábeis.
• Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a
situação patrimonial ou o desempenho da entidade.
• Alterar registros e condições relacionados a operações significativas e não usuais.
[...]
Avaliação dos fatores de risco de fraude
A26. Exemplos de fatores de risco de fraude relacionados a informações contábeis
fraudulentas e apropriação indevida de ativos são apresentados no Apêndice 1. Esses
fatores de risco ilustrativos são classificados com base em três condições que geralmente
estão presentes quando há fraude:
• Incentivo ou pressão para perpetrar fraude.
• Oportunidade percebida de cometer fraude.
• Capacidade de racionalizar a ação fraudulenta.
Fatores de risco que refletem uma atitude que permite a racionalização da ação fraudulenta
podem não ser suscetíveis de observação pelo auditor. Contudo, o auditor pode tomar
conhecimento da existência de tais informações. Embora os fatores de risco de fraude
descritos no Apêndice 1 abranjam um amplo leque de situações que podem vir a ser
enfrentadas pelos auditores, eles são apenas exemplos e outros fatores de risco podem
existir.
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Observação: o fator de risco é um indicativo (ou possibilidade) de incentivo ou pressão para
ocorrência de fraude, não indicando necessariamente sua existência. Eles PODEM, muitas
vezes, indicar riscos relevantes decorrentes de fraudes.
[...]
Justificativa de negócio para transações significativas
A49. Indicadores que podem sugerir que transações significativas, fora do curso normal de
negócios da entidade ou que pareçam de outro modo não usuais podem ter sido
contabilizadas com a intenção de produzir informações contábeis fraudulentas ou ocultar
apropriação indevida de ativos, incluem:
• A forma de tais transações parece excessivamente complexa (por exemplo, a transação
envolve diversas entidades que compõem um grupo consolidado ou terceiros não
relacionados).
• A administração não discutiu a natureza e a contabilização de tais transações com os
responsáveis pela governança da entidade, e há documentação inadequada.
• A administração está dando mais ênfase à necessidade de tratamento contábil específico
do que à razão econômica subjacente da operação.
• Transações que envolvam partes relacionadas não consolidadas, inclusive entidades com
propósito específico, não foram adequadamente revisadas ou aprovadas pelos
encarregados da governança da entidade.
• Transações que envolvem partes relacionadas não identificadas anteriormente ou partes
que não tem a substância ou a capacidade financeira para arcar com a transação sem a
ajuda da entidade sob auditoria. [Grifos não constantes no original]
Esquematizamos, a seguir, algumas das informações trazidas nos dispositivos acima
apresentados:
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O Apêndice 1 da NBC TA 240 (R1) traz exemplos de fatores de risco de fraude relacionados a
informações contábeis fraudulentas e apropriação indevida de ativos. Como visto acima, esses
fatores de risco ilustrativos são classificados com base em três condições que geralmente estão
presentes quando há fraude: incentivo ou pressão para perpetrar fraude; oportunidade
percebida de cometer fraude; e capacidade de racionalizar a ação fraudulenta. O esquema
abaixo traz alguns dos exemplos previstos no Apêndice 1 do normativo.
Sabemos que essa informação não é das mais fáceis de ser “digerida”, no entanto provas
recentes cobraram trechos dessa parte da NBC TA 240 (R1).
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(ISS Teresina – 2016) Nos trabalhos de auditoria independente na Companhia Distribuidora de
Frutas e Legumes do Estado referente ao exercício de 2015, o auditor constatou que, no mês de
novembro de 2015, foram contabilizadas duas notas fiscais de vendas com valores adulterados,
para mais, em R$ 240.000,00. De acordo com as evidências obtidas pelo auditor, as notas fiscais
foram adulteradas, com o objetivo de encobrir desvio de mercadorias no estoque. Segundo a
NBC TA 240, este fato caracteriza
(A) erro na escrituração contábil.
(B) omissão de prejuízos.
(C) fraude.
(D) aumento de receita de vendas
(E) burla no controle interno.
Comentários:
Segundo a NBC TA 240 (R1), “as distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de
fraude ou erro. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não
intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis”.
No mesmo sentido, a NBC TI 01 define fraude e erro:
[Link] – O termo “fraude” aplica-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de
transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e
demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. [Grifo nosso]
Atentem-se à seguinte frase do enunciado: “as notas fiscais foram adulteradas, com o objetivo
de encobrir desvio...”. Ora, ficam muito claro que estamos diante de uma FRAUDE.
Gabarito: C.
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(SEFAZ SC – AUDITOR FISCAL – 2018) Considerando os procedimentos de auditoria contábil a
serem aplicados por um Auditor Fiscal de ICMS, podem-se mencionar alguns exemplos de
testes e situações de fraudes fiscais encontradas em que se evidenciam a Superavaliação ou
Subavaliação de contas do Ativo Disponível do Balanço Patrimonial:
I. Detecção de créditos nas contas do Ativo Disponível que diminuem também as Contas de
Passivo (por exemplo: Créditos em Bancos/Caixa contra Empréstimos – no caso de
pagamento/quitação de empréstimos devidamente comprovados documentalmente).
II. Detecção de créditos a menor nas contas do Ativo Disponível que deixam seu saldo maior e
que diminuem indevidamente as Contas de Despesas (por exemplo: Débitos a menor em
Despesas contra Bancos/Caixa – no caso de Despesas serem contabilizadas por um valor menor
do que o valor efetivo da transação).
III. Detecção de débitos irregulares nas contas do Ativo Disponível que aumentam também
indevidamente as Contas de Passivo (por exemplo: Débitos em Bancos/Caixa contra
Empréstimos – no caso de Empréstimos simulados que não existiram à época ou que não
existem).
IV. Detecção de créditos irregulares nas contas do Ativo Disponível que diminuem também
indevidamente as Contas de Receitas (por exemplo: Créditos em Bancos/Caixa contra Receitas –
no caso de simulação de cancelamento ou de devolução de vendas, de mercadorias que foram
efetivamente entregues e recebidas).
Evidenciam superavaliação ou subavaliação do ativo disponível os exemplos citados APENAS
em
(A) II, III e IV.
(B) I e IV.
(C) II e III.
(D) I e III.
(E) I, II e IV.
Comentários:
Segundo a NBC TA 240 (R1), “Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da
administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo
para obtenção de vantagem injusta ou ilegal”. Informações contábeis fraudulentas podem
decorrer do seguinte:
• Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações contábeis.
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• Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou outras
informações significativas.
• Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação, forma
de apresentação ou divulgação.
Analisando os itens da questão, percebe-se claramente que, à exceção do item “I” (não há nada
de irregular, pois houve pagamento/quitação de empréstimos devidamente comprovados
documentalmente), os demais – II, III e IV – são exemplos de atos intencionais que terão como
consequência a subavaliação ou superavaliação das contas do Disponível.
Portanto, alternativa correta é A.
(SEFAZ SP – AFR – 2002) Examine os conceitos a seguir.
1 - Ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos,
registros e demonstrações contábeis.
2 - Ato não intencional resultante de omissão, desatenção ou má interpretação de fatos na
elaboração de registros e demonstrações contábeis.
Nos termos das normas brasileiras de contabilidade, os conceitos acima identificam,
respectivamente,
a) Erro e fraude.
b) Fraude e descaminho.
c) Descaminho e suborno.
d) Fraude e conluio.
e) Fraude e erro.
Comentários:
Questão facílima. Basta ter em mente o seguinte:
O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação
subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.
Fraude: ato INTENCIONAL (envolve manipulação, adulteração, falsificação...).
Erro: ato NÃO INTENCIONAL (envolve desatenção, desconhecimento, má interpretação...).
Gabarito: E.
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(PETROBRAS – Auditor Júnior – 2018) Em muitas organizações, as fraudes envolvem a burla
pela administração da entidade de controles que aparentemente estão funcionando com
eficácia. Dessa forma, atos praticados por gestores e administradores podem ajudar a perpetrar
fraude.
Dentre as técnicas a seguir, a que NÃO representa uma fraude típica realizada por gestores e
administradores é a(o)
a) alteração de registros e condições relacionados a operações significativas e não usuais.
b) apropriação de dinheiro recebido de clientes, após proceder ao registro contábil do
recebimento.
c) contratação de operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente, de
forma a manipular os resultados operacionais.
d) ocultação ou não divulgação de fatos que possam afetar os valores registrados nas
demonstrações contábeis.
e) registro de lançamentos fictícios no final do período contábil para reverter a situação
patrimonial ou o desempenho da entidade.
Comentários:
A questão aborda exemplos de técnicas utilizadas pela administração para perpetrar fraudes,
previstas na NBC TA 240 (R1). Veja:
A4. Muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela administração de
controles que aparentemente estão funcionando com eficácia. A administração pode perpetrar
fraude, burlando controles intencionalmente por meio de técnicas como:
• Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil, de
forma a manipular resultados operacionais ou alcançar outros objetivos.
• Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados para estimar saldos
contábeis.
• Ocultar ou não divulgar fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações
contábeis.
• Encobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações contábeis.
• Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a situação
patrimonial ou o desempenho da entidade.
• Alterar registros e condições relacionados a operações significativas e não usuais. [grifos não
constantes no original]
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Ante o exposto, conclui-se que a única técnica que NÃO representa uma fraude típica realizada
por gestores e administradores é a apropriação de dinheiro recebido de clientes, uma vez que o
registro contábil desse recebimento foi realizado corretamente, não havendo omissão e/ou
manipulação dessa transação.
Gabarito: B.
(CODEVASF – 2024) Julgue o item que se segue, relativos a auditoria independente, relatório
de auditoria e conceitos pertinentes à auditoria.
Fraude e erro devem ser tratados da mesma maneira na auditoria independente, pois ambos
afetam as demonstrações financeiras.
Comentários:
As distorções nas demonstrações financeiras podem originar-se de fraude ou erro.
O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional à ação
subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. A intenção caracteriza
fraude.
Fraude: Ação intencional que visa obter vantagem ilícita ou burlar normas. Pode envolver
esquemas sofisticados, como falsificação, omissão de registros ou prestação de informações
falsas ao auditor.
Erro: Distorção gerada por negligência ou ato não intencional.
Portanto, a fraude e o erro não devem ser tratados da mesma forma na auditoria independente,
pois o risco de não detectar uma fraude é maior do que o de não detectar um erro. Isso porque
a fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a
ocultá-la, tais como falsificação, omissão deliberada no registro de operações ou prestação
intencional de falsas representações ao auditor. Tais tentativas de ocultação podem ser ainda
mais difíceis de detectar quando associadas a um conluio. O conluio pode levar o auditor a
acreditar que a evidência é persuasiva, quando, na verdade, ela é falsa.
Gabarito: ERRADO.
(SEFAZ SE – 2022) Em seu trabalho, o auditor deve estar apto a distinguir entre um erro e uma
fraude com fins fiscais. A principal característica que distingue a fraude do erro é a
A) falta de qualificação profissional.
B) relevância.
C) ineficácia dos controles internos.
D) intencionalidade.
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E) ausência de dolo.
Comentários:
As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro.
O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser INTENCIONAL OU NÃO
INTENCIONAL à ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. A
intenção caracteriza fraude.
Fraude: Ação intencional que visa obter vantagem ilícita ou burlar normas. Pode envolver
esquemas sofisticados, como falsificação, omissão de registros ou prestação de informações
falsas ao auditor.
Erro: Distorção gerada por negligência ou ato não intencional.
Gabarito: D.
(ALECE – 2021) Durante a realização dos testes de contas a pagar, ao analisar a documentação
que suportava as operações realizadas, o auditor independente observou que algumas notas
fiscais não eram autênticas. Nessa situação hipotética, diante de um indício de fraude, o auditor
A) não precisa comunicar à administração da empresa, pois não é responsabilidade da auditoria
independente a identificação de fraude.
B) deve comunicar a identificação da fraude ao funcionário envolvido.
C) deve comunicar a fraude à administração da empresa, mesmo que os valores envolvidos não
representem distorção relevante.
D) não precisa avaliar as implicações da distorção relativamente a outros aspectos da auditoria,
devendo manter o seu planejamento inicial.
E) deve comunicar o assunto à administração da empresa, mas somente quando da finalização
dos trabalhos, ao emitir a sua opinião.
Comentários:
Questão aborda o conhecimento da atitude a ser tomada pelo auditor quando identificar indício
de fraude no decorrer dos trabalhos de auditoria.
Segundo a NBC TA 240(R1):
41. Caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido informações que indiquem a
possibilidade de fraude, o auditor deve comunicar esses assuntos tempestivamente, salvo se
proibido por lei ou regulamento, à pessoa de nível apropriado da administração que têm a
responsabilidade primordial de prevenir e detectar fraude em assuntos relevantes no âmbito de
suas responsabilidades (ver itens A61 e A62).[grifo nosso]
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Ante o exposto, como o auditor identificou a fraude nas notas fiscais (não eram autênticas),
então ele deve comunicar estes assuntos tempestivamente à pessoa responsável da
administração, nos termos da norma supracitada.
Nosso gabarito é a letra C.
Vejamos os erros das demais alternativas:
Letra A: ERRADA. Conforme a explicação acima, o auditor deve comunicar tempestivamente a
fraude identificada à pessoa responsável pela administração.
Letra B: ERRADA. Não faz sentido fazer a comunicação da fraude identificada ao funcionário
envolvido.
Letra D: ERRADA. Totalmente equivocada.
Letra E: ERRADA. Conforme a explicação acima, o auditor deve comunicar tempestivamente,
não necessariamente ao final do trabalho, a fraude identificada à pessoa responsável pela
administração.
Gabarito: C.
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RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS
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A administração pode perpetrar fraude, burlando controles intencionalmente por
meio de técnicas como:
• Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do
período contábil, de forma a manipular resultados operacionais ou alcançar
outros objetivos.
• Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados para
estimar saldos contábeis.
• Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações
contábeis, de eventos e operações que tenham ocorrido durante o período
das demonstrações contábeis que estão sendo apresentadas.
• Omitir, dificultar ou deturpar divulgações requeridas pela estrutura de
relatório financeiro aplicável ou divulgações que são necessárias para a
apresentação adequada.
• Encobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações
contábeis.
• Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir
erroneamente a situação patrimonial ou o desempenho da entidade.
• Alterar registros e condições relacionados a operações significativas e não
usuais.
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Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do seguinte:
• Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de
registros contábeis ou documentos comprobatórios que serviram de base
à elaboração de demonstrações contábeis.
• Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de
eventos, operações ou outras informações significativas.
• Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a
valores, classificação, forma de apresentação ou divulgação.
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QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS - FCC
1. (FCC / TRT 23 / 2022)
Considere os seguintes itens:
I. Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações
contábeis.
II. Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou
outras informações significativas.
III. Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação,
forma de apresentação ou divulgação.
De acordo com a NBC TA 240, essas ações dão causa a informações contábeis
a) desqualificadas.
b) errôneas.
c) fraudulentas.
d) impróprias.
e) ineficazes.
Comentários
Há 02 espécies relevantes de fraude com as quais o auditor deve se preocupar:
informações contábeis fraudulentas e apropriação indébita de ativos. Em relação ao
primeiro caso, são exemplos de fraudes:
- Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações
contábeis.
- Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou
outras informações significativas.
- Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação,
forma de apresentação ou divulgação.
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Gabarito, portanto, letra C.
Gabarito: C.
2. (FCC / SEFAZ AP / 2022)
A NBC TA 240 (R1) dispõe sobre fraude no contexto de auditoria contábil. Conforme a
citada norma,
a) a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é do auditor
independente e, em seguida, dos responsáveis pela governança e administração da
entidade.
b) o risco do auditor não detectar uma distorção relevante cometida por empregados é
maior do que no caso de fraude decorrente de fraude da administração, porque a
administração dificilmente tem condições de acessar diretamente os registros contábeis.
c) o risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de erro é mais alto do
que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de fraude.
d) o auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por
obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contêm
distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
e) o auditor deve manter-se tranquilo durante a auditoria, tendo em mente que
procedimentos de auditoria têm elevada eficácia na detecção de distorções relevantes
decorrentes de fraudes e de erros.
Comentários
No contexto da auditoria das demonstrações contábeis, o auditor é responsável por obter
segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contêm
distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. Analisando as demais assertivas:
Letra A: ERRADA. Não é o auditor que tem a responsabilidade principal de detectar
fraudes. Essa responsabilidade é dos responsáveis pela governança em conjunto com a
administração da entidade.
Letra B: ERRADA. O risco do auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de
fraude da administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados,
porque a administração frequentemente tem condições de manipular, direta ou
indiretamente, os registros contábeis, apresentar informações contábeis fraudulentas ou
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burlar procedimentos de controle destinados a prevenir fraudes semelhantes, cometidas
por outros empregados.
Letra C: ERRADA. Segundo a NBC TA 240, o risco de não ser detectada uma distorção
relevante decorrente de fraude é mais alto do que o risco de não ser detectada uma fraude
decorrente de erro (há uma evidente impropriedade nessa sentença - presente no corpo da
NBC TA 240 -, fruto da tradução do inglês para o português. O que se quer dizer é que o
risco de não se detectar uma distorção decorrente de FRAUDE é mais alto que o risco de
não se detectar uma distorção decorrente de ERRO).
Letra E: ERRADA. Na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de
manter atitude de ceticismo profissional, considerando o potencial de burla dos controles
pela administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de eficazes na detecção
de erros podem não ser eficazes na detecção de fraude.
Gabarito: D.
3. (FCC / ALAP – 2020)
É responsabilidade do auditor, segundo a NBC TA 240,
a) estabelecer se a fraude ocorreu, em seu conceito jurídico.
b) prevenir e detectar a fraude, principalmente.
c) estabelecer se eventual fraude causou distorções relevantes, principalmente.
d) não se manter cético ao que narram os empregados da auditada, posto que são os
principais incumbidos de cumprir os procedimentos de controle.
e) manter-se cético aos sinais de fraude, pois é relativamente mais difícil para a
administração ter condições de manipular os registros contábeis.
Comentários
Questão aborda trechos diversos da NBC TA 240(R1), em especial os relacionados às
responsabilidades do auditor (e da própria entidade) em relação à fraude.
De inicío, temos que recordar que a responsabilidade principal pela prevenção e detecção
de fraudes e erros NÃO é do auditor, mas sim dos responsáveis pela governança e da
administração da entidade (letra B ERRADA). A responsabilidade do auditor é obter
segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contêm
distorções relevantes causadas por fraude ou erro.
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Nesse contexto, o auditor não deve se preocupar com qualquer tipo de fraude, mas com
aquela que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis (letra C CORRETA).
Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude,
ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude (letra A ERRADA).
A letra D ERRA ao dizer que o auditor não deve se manter cético. O ceticismo profissional
deve ser mantido ao longo de TODA auditoria, sendo uma característica especialmente
importante no contexto da responsabilidade do auditor em relação à fraude (como nos
ensina a NBC TA 200, “o auditor deve manter postura de ceticismo profissional durante a
auditoria, reconhecendo a possibilidade de existir distorção relevante decorrente de
fraude”).
A letra E também ERRA ao dizer que é mais difícil para a administração ter condições de
manipular registros contábeis, agindo de forma fraudulenta. É justamente o contrário, ou
seja, quem está no poder (corpo diretivo da entidade) tem maiores condições de manipular
registros e informações. A NBC TA 240 nos ensina que “A administração está em posição
privilegiada para perpetrar fraudes em função de sua capacidade para manipular registros
contábeis e elaborar demonstrações contábeis fraudulentas, burlando controles que sob
outros aspectos parecem funcionar de forma efetiva.[...]”.
Gabarito: “C”.
4. (FCC - Auditor Fiscal – SEFAZ GO - 2018)
Fatores de risco para a ocorrência de fraude são pressões/incentivos, oportunidades ou
atitudes/racionalizações que ocorrem naturalmente nos mercados, mas que acabam por
favorecer o surgimento de distorções relevantes e intencionalmente causadas nas
demonstrações contábeis. A alternativa que contém, respectivamente, uma
pressão/incentivo, uma oportunidade e uma atitude/racionalização reconhecidas nas
normas como fatores de risco é:
a) Mudança previstas nos planos de benefícios dos empregados / obrigações financeiras
pessoais / relacionamentos adversos entre a entidade e empregados com acesso a
dinheiro.
b) Alto nível de competição ou saturação do mercado, acompanhada por declínio da
margem de retorno / garantias pessoais em dívidas da entidade / partes significativas da
remuneração atreladas a metas agressivas de performance.
c) Demissões previstas de empregados / ativos pequenos sem identificação clara de
propriedade / mudança do estilo de vida de funcionários com acesso a ativos.
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d) Tolerância a pequenos roubos / remuneração incompatível com a expectativa / grandes
quantias em dinheiro em mãos.
e) Segregação inadequada de funções / investigação inadequada da vida pregressa de
candidatos a empregos / falta de conciliação completa de ativos.
Comentários
Questão traz um tópico nunca cobrado até então! Você até poderia analisar as assertivas
pela lógica, mas ela é muito mais pela “decoreba”. Por isso é até natural tomar um susto na
primeira leitura.
A NBC TA 240(R1) define Fatores de risco de fraude como sendo eventos ou condições
que indiquem incentivo ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam
oportunidade para que ela ocorra.
Os fatores de risco de fraude identificados no Apêndice 1 da norma são exemplos de
fatores que podem ser enfrentados pelos auditores em uma grande variedade de
situações. São apresentados, separadamente, exemplos relacionados aos dois tipos de
fraude relevantes para o auditor: informações contábeis fraudulentas e apropriação
indevida de ativos.
Para cada um destes tipos de fraude, os fatores de risco são classificados ainda com base
nas três condições geralmente presentes quando ocorrem distorções relevantes
decorrentes de fraude:
(a) Incentivo ou pressão para perpetrar fraude.
(b) Oportunidade percebida de cometer fraude. e
(c)Capacidade de racionalizar a ação fraudulenta (atitudes/racionalizações).
Embora os fatores de risco abranjam um amplo leque de situações, eles são apenas
exemplos e, portanto, o auditor pode identificar fatores de risco adicionais ou diferentes.
Diz a norma que nem todos estes exemplos são relevantes em todas as circunstâncias e
alguns podem ter mais ou menos significado em entidades de tamanho diferente ou com
características de propriedade ou circunstâncias diferentes. A ordem dos exemplos de
fatores de risco fornecidos não se destina a refletir sua importância relativa ou a frequência
da ocorrência.
Vejamos o que diz a norma:
Apêndice 1
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[...]
Fatores de risco relacionados a distorções decorrentes de apropriação indevida de ativos
também são classificados segundo as três condições geralmente presentes quando há
fraude: incentivo/pressão, oportunidade e atitude/racionalização. Alguns dos fatores de
risco relacionados a distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas também
podem estar presentes quando ocorrerem distorções originárias de apropriação indevida
de ativos. Por exemplo, o monitoramento ineficaz da administração e outras deficiências no
controle interno podem estar presentes quando existirem distorções decorrentes de
informação contábil fraudulenta ou apropriação indevida de ativos.
Incentivos/Pressões
Obrigações financeiras pessoais podem criar pressão sobre a administração ou
empregados com acesso a dinheiro ou outros ativos suscetíveis de roubo para que se
apropriem indevidamente de tais ativos. Relacionamentos adversos entre a entidade e
empregados com acesso a dinheiro ou outros ativos suscetíveis de roubo podem motivar
esses empregados a apropriar-se indevidamente de tais ativos. Por exemplo, relações
adversas podem ser criadas pelo seguinte:
• Demissões conhecidas ou previstas de empregados.
• Mudanças recentes ou previstas na forma de remuneração ou nos planos de benefícios
dos empregados.
• Promoção, remuneração ou outras recompensas incompatíveis com as expectativas.
Oportunidades
Certas características ou circunstâncias podem aumentar a suscetibilidade dos ativos à
apropriação indevida. Por exemplo, as oportunidades de apropriação indevida de ativos
aumentam quando existe o seguinte:
•Grandes quantias de dinheiro em mão ou processadas.
•Itens de estoque com tamanho pequeno, com alto valor ou em alta procura.
• Ativos facilmente conversíveis, tais como títulos ao portador, diamantes ou chips de
computador.
• Ativos fixos de tamanho pequeno, comercializáveis ou sem identificação clara de
propriedade.
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O controle interno inadequado sobre os ativos pode aumentar a suscetibilidade de
apropriação indevida dos ativos. Por exemplo, a apropriação indevida de ativos pode
ocorrer por causa do seguinte:
•Segregação inadequada de funções ou de verificações independentes.
•Supervisão geral inadequada dos gastos da alta administração, tais como viagens e outros
reembolsos.
•Supervisão geral inadequada pela administração dos empregados responsáveis por ativos,
por exemplo, supervisão ou monitoramento inadequado de locais remotos.
•Investigação inadequada da vida pregressa de candidatos a empregos com acesso a
ativos.
•Registros inadequados referentes aos ativos.
•Sistema inadequado de autorização e aprovação de operações (por exemplo, em
compras).
•Salvaguardas físicas inadequadas de dinheiro, investimento, estoque ou ativos fixos.
•Falta de conciliação completa e tempestiva de ativos.
•Falta de documentação tempestiva e apropriada de transações, por exemplo, créditos por
devolução de mercadoria.
•Falta de férias obrigatórias para empregados que executam funções-chave de controle.
•Entendimento inadequado de tecnologia da informação pela administração, o que
possibilita aos empregados de tecnologia da informação perpetrar apropriação indevida.
•Controles inadequados para o acesso a registros automatizados, incluindo os controles e o
exame dos registros de eventos dos sistemas computadorizados.
Atitudes/racionalizações
• Falta de consideração em relação à necessidade de monitorar ou reduzir riscos
relacionados com apropriações indevidas de ativos.
• Falta de consideração em relação ao controle interno sobre apropriação indevida de
ativos por burlar os controles existentes ou por omissão em tomar medidas corretivas sobre
deficiências no controle interno.
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• Conduta que indique desagrado ou insatisfação com a entidade ou o tratamento de seus
empregados.
• Mudanças na conduta ou estilo de vida que possam indicar que ativos foram
indevidamente apropriados.
• Tolerância de pequenos roubos. [grifo nosso]`
Pelos trechos destacados acima, percebemos que a associação correta é aquela prevista na
Letra “c” (nosso gabarito).
Gabarito: “C”.
5. (FCC / ALESE – 2018)
A NBC TA 240, que trata da Responsabilidade do Auditor em relação à fraude, no contexto
da Auditoria das Demonstrações Contábeis, estabelece quais são os objetivos do auditor.
De acordo com esta NBC, encontram-se entre os objetivos do auditor
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a) reparar, sempre que possível, distorções relevantes nas demonstrações contábeis,
decorrentes de fraudes, minimizando as consequências para a empresa.
b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis,
decorrente de fraude, bem como responder adequadamente face à fraude ou à suspeita
de fraude identificada durante a auditoria.
c) comunicar ao Ministério Público distorções relevantes nas demonstrações contábeis,
decorrentes de fraudes, e, tratando-se de instituição ligada ao mercado de valores
mobiliários, solicitar, justificadamente, a atuação da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM).
d) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraude identificada em relação
a tributos não lançados ou não pagos, exceto quanto àqueles devidos na qualidade de
responsável ou substituto tributário, comunicando o fato à Fazenda Pública interessada.
e) obter evidências de auditoria sobre os riscos identificados de distorção relevante e
decorrente de fraude, comunicando o resultado da auditoria ao Banco Central do Brasil,
em prazo não superior a 30 dias, quando se tratar de evidências obtidas junto a instituições
financeiras.
Comentários
Questão aborda os objetivos específicos do auditor em relação à fraude. Segundo a NBC
TA 240(R1):
Os objetivos do auditor são:
(a) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis
decorrente de fraude;
(b) obter evidências de auditoria suficientes e apropriadas sobre os riscos identificados de
distorção relevante decorrente de fraude, por meio da definição e implantação de
respostas apropriadas; e
(c) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraudes identificada durante a
auditoria.[grifo nosso]
Pelo exposto, especialmente trechos em negrito acima destacados, nosso gabarito é a letra
B. Todas as demais assertivas carecem de previsão normativa.
Cabe ressaltar que a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos
responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. Já o auditor que realiza
auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter segurança
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razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções
relevantes, causadas por fraude ou erro. Conforme descrito na NBC TA 200, devido às
limitações inerentes da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções
relevantes das demonstrações contábeis podem não ser detectadas, apesar de a auditoria
ser devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria.
Gabarito: “B”.
6. (FCC / ALESE – 2018)
De acordo com a NBCTA 240, que regula a Responsabilidade do Auditor em relação à
fraude, no contexto da Auditoria das Demonstrações Contábeis, as distorções nestas
demonstrações
a) podem originar-se de fraude leve ou de fraude grave, sendo que o fator que distingue
uma da outra é que a fraude grave é dolosa, enquanto que a fraude leve não o é.
b) só podem originar-se de fraude leve, de fraude grave ou de erro inescusável, sendo que
na fraude grave há dolo, na fraude leve não há dolo, mas há culpa grave, e no erro há culpa
leve.
c) só podem originar-se de fraude in eligendo, de fraude in vigilando, de erro inescusável e
de erro escusável, sendo que as duas modalidades de fraude não são intencionais, pois não
são praticadas pela administração, mas pelos responsáveis pela governança, enquanto que
os erros inescusáveis são intencionais e se revestem de características dolosas.
d) também podem originar-se de fraude presumida, decorrente de culpa in eligendo, que
ocorre quando se preenchem os quadros da empresa com funcionários destinados a
praticar atos fraudulentos, ou de culpa in vigilando, que ocorre quando se exerce incentivo
ou pressão sobre funcionários para que eles passem a praticar ou tolerar a prática de ato
fraudulento.
e) podem originar-se de fraude ou erro, sendo que o fator distintivo entre fraude e erro
está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em
distorção nas demonstrações contábeis.
Comentários
Distorção, nos termos da NBC TA 200 (R1), “é a diferença entre o valor, a classificação, a
apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada e o valor, a
classificação, a apresentação ou a divulgação que é exigida para que o item esteja de
acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. As distorções podem originar-se
de erro ou fraude”.
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Segundo a NBC TA 240 (R1), “as distorções nas demonstrações contábeis podem originar-
se de fraude ou erro. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional
ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações
contábeis”.
Questão extraída literalmente da norma supracitada.
Gabarito: “E”.
7. (FCC / DPE AM – 2018)
Analisando uma série de notas fiscais em processos relativos a adiantamentos de fundos, o
servidor encarregado do controle interno lembrou-se de ter visto o nome do mesmo
estabelecimento comercial em outro processo que já havia sido aprovado.
Ele procedeu à recuperação do processo no arquivo e, comparando documentos, pôde
averiguar que se tratava da imagem do mesmo cupom fiscal juntado em duas prestações
de contas.
Acerca dessa situação hipotética,
a) não deveria ter o controlador interno se socorrido de sua memória, pois excedeu a
amplitude definida no planejamento de auditoria, tendo o desarquivamento e a análise do
documento ocorrido fora das hipóteses previstas nas normas de auditoria.
b) ainda que se apure irregularidade, não há o que ser feito em relação à primeira
prestação de contas de adiantamento, haja vista a sua aprovação.
c) da simples narrativa acima conclui-se que ocorreu fraude, que, por configurar crime,
deve ser de imediato comunicada à autoridade policial.
d) apenas da narrativa acima não se conclui que ocorreu fraude, mas o papel pode
constituir evidência de auditoria em processo administrativo.
e) a assinatura do superior hierárquico do servidor em alcance supre o vício de duplicidade.
Comentários
O enunciado não menciona, nem de forma expressa e nem tampouco implícita, que houve
intenção de quem quer que seja para a ocorrência da divergência apurada pelo servidor do
controle interno. De fato há uma distorção (mesma nota fiscal utilizada em mais de um
processo de prestação de contas); no entanto, não há elementos no enunciado que nos
façam concluir se estamos diante de fraude (ato intencional) ou erro (ato não intencional).
Em realidade, o enunciado não fala nada sobre o momento da prática do ato que
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ocasionou a distorção, limitando-se somente a falar sobre o momento em que foi
detectada a divergência. Vamos então avaliar cada assertiva.
Letras A e B – alternativas absurdas. O servidor deve usar os meios que estiver ao seu
alcance para coletar evidências de auditoria. Independente de aprovação prévia, a
distorção deve ser documentada e relatada.
Letra C – para concluirmos sobre a ocorrência de fraude o enunciado deveria trazer
elementos que nos fizessem crer que houve manifesta intenção de um agente para a
ocorrência do desvio apurado. Sobre a comunicação à polícia, não há nada a esse respeito
nas normas de auditoria.
Letra D – nosso gabarito. Alternativa está perfeita. Não se pode concluir pela ocorrência de
fraude e os documentos analisados devem constituir evidência de auditoria.
==13e1bc==
Letra E – mais uma absurda. É lógico que uma simples assinatura de quem quer que seja
(superior ou não) não supre o vício observado pelo controlador interno. Nesse cenário,
seria mais o caso de se instaurar processo administrativo, respeitando o direito ao
contraditório e à ampla defesa, para posterior adoção de providências cabíveis.
Gabarito: “D”.
8. (FCC / TRT 24ª Região – 2017)
De acordo com a conceituação prevista na NBC TA 240, que trata da responsabilidade do
auditor em relação à fraude, no contexto da auditoria de demonstrações contábeis,
a) demonstrações contábeis devem ser consideradas fraudulentas apenas quando
decorram de manipulação, falsificação ou alteração de registros contábeis ou documentos
comprobatórios que serviram de base à sua elaboração.
b) fatores de risco de fraude, quando detectados e documentados pelo auditor, devem ser
relatados como evidência da ocorrência de fraude, ou, no mínimo, de distorção relevante.
c) o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente
veda qualquer espécie de comunicação de identificação de fraude a autoridades de
supervisão.
d) fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão
para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.
e) a aplicação incorreta, intencional, dos princípios contábeis relativos a valores,
classificação, forma de apresentação ou divulgação poderá ensejar distorção significativa
decorrente de erro, não caracterizando, contudo, fraude.
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Comentários
Questão trata de aspectos gerais da NBC TA 240 (R1). Vamos avaliar cada assertiva.
Letra A: INCORRETA. Questão de auditoria usou a expressão “apenas”, em regra, já pode
desconfiar (cuidado pois há casos em que a própria norma utilizar vocábulos como
“somente”, “apenas”, etc.). O item A3 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito – grifos
nossos) traz exemplos de situações que ocasionam informações fraudulentas. Além da
situação trazida na assertiva, há outras – o que a torna incorreta.
A3. Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do seguinte:
• Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações
contábeis.
• Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou
outras informações significativas.
• Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação,
forma de apresentação ou divulgação.
Letra B: INCORRETA. A assertiva erra ao dizer que fatores de risco de fraude identificados
DEVEM (necessariamente) ser relatados (ou considerados como) fraude. Pela inteligência
da NBC TA 240 (R1), vemos claramente que o fator de risco é um indicativo (ou
possibilidade) de incentivo ou pressão para ocorrência de fraude, não indicando
necessariamente sua existência. Eles PODEM, muitas vezes, indicar riscos relevantes
decorrentes de fraudes. Vejamos:
Para efeito desta Norma, os termos abaixo têm os seguintes significados:
(...) Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou
pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.
(...)
O auditor deve avaliar se as informações obtidas com outros procedimentos de avaliação
de risco e atividades relacionadas realizadas indicam a presença de um ou mais fatores de
risco de fraude. Embora os fatores de risco de fraude não indiquem necessariamente a sua
efetiva existência, eles muitas vezes estão presentes em ocorrências de fraude e, portanto,
podem indicar riscos de distorção relevante decorrente de fraude.
Letra C: INCORRETA. Vimos em questão anterior que o auditor DEVE comunicar a
ocorrência de fraude à administração da entidade (ou aos responsáveis pela governança,
quando há envolvimento da própria administração). Percebemos que a comunicação a
pessoas da própria entidade (administração e responsáveis pela governança) é um dever, e
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não uma faculdade do auditor. A questão que se coloca é em relação à comunicação para
pessoas de fora da entidade. Em regra, o auditor tem o dever profissional de respeitar a
confidencialidade da informação do cliente. No entanto, há casos em que a
responsabilidade legal do auditor se sobrepõe ao dever de confidencialidade, gerando a
necessidade de comunicação da ocorrência de fraude a terceiros de fora da entidade,
como é o caso de autoridades de supervisão (reguladores ou de controle). É o que se extrai
da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcritas – grifos nossos).
Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude, deve determinar se há
responsabilidade de comunicar a ocorrência ou suspeita a um terceiro fora da entidade.
Embora o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do
cliente possa impedir que tais informações sejam dadas, as responsabilidades legais do
auditor podem sobrepor-se ao dever de confidencialidade em algumas situações.
(...)
O dever profissional do auditor de manter a confidencialidade das informações do cliente
pode impedir que ele relate a fraude a uma parte fora da entidade cliente. Contudo, a
responsabilidade legal do auditor e, em certas circunstâncias, o dever de confidencialidade
pode ser passado por cima por estatuto, lei ou tribunais de direito. No Brasil, o auditor de
instituição financeira tem o dever de relatar a ocorrência de fraude a autoridades de
supervisão. Em outros segmentos o auditor também tem dever de relatar distorções nos
casos em que a administração e os responsáveis pela governança deixam de adotar ações
corretivas.
Letra D: CORRETA, nos termos exatos da NBC TA 240 (R1) – trecho apresentado acima.
Letra E: INCORRETA. Vimos, acima, exemplos de situações que ocasionam informações
fraudulentas. A aplicação incorreta intencional de princípios contábeis está nesse rol (item
A3 da NBC TA 240 R1). Assertiva, portanto, erra ao falar que se trata de situação de ERRO.
Gabarito: “D”.
9. (FCC / TRF 3ª Região – 2016)
Nos termos da NBC TA 240, considere:
I. Erro que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.
II. Distorção decorrente de informações fraudulentas.
III. Distorção decorrente de apropriação indébita de ativos.
É distorção intencional pertinente para o auditor o que consta em
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a) I e III, apenas.
b) II, apenas.
c) I, II e III.
d) I e II, apenas.
e) II e III, apenas.
Comentários
Questão recorrente nas provas de auditoria, independentemente de banca examinadora ou
área. Aqui, você deve observar a intenção do agente quando da realização de cada
constatação pelo auditor. Ressalte-se que, segundo a NBC TA 240, “as distorções nas
demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. O fator distintivo entre
fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que
resulta em distorção nas demonstrações contábeis”. Além disso, “fraude é o ato intencional
de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis pela governança,
empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal.
Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções
decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos”.
Para ajudá-los com a memorização, segue mapa mental que consolida as informações
previstas na NBC TI 01:
O Erro, por definição, é ato não intencional (logo o item I é descartado). A Fraude com a
qual o auditor está preocupado é aquela que causa distorção relevante nas demonstrações
contábeis. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções
decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos.
Logo os itens II e III são intencionais e pertinentes para o auditor.
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Gabarito: “E”.
10. (FCC / SEFAZ MA – 2016)
Na auditoria realizada na companhia distribuidora de peças e acessórios para veículos leves
e pesados, o auditor registrou as seguintes constatações:
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores contabilizados como
receitas de aplicações financeiras.
II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no livro apuração do
ICMS referente a compras para comercialização.
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi concedido desconto
no pagamento com atraso de duplicatas a receber efetuado pelo cliente.
IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de justificar saque na
tesouraria da empresa.
Segundo as Normas de Auditoria, as constatações registradas pelo auditor caracterizam,
respectivamente,
a) fraude, erro, fraude e fraude.
b) erro, fraude, fraude e fraude.
c) erro, fraude, erro e fraude.
d) fraude, fraude, erro e erro.
e) erro, fraude, fraude e erro.
Comentários
Questão se resolve somente pelos conceitos de Fraude, trazidos na NBC TA 240 (R1),
transcritos abaixo (grifos nossos).
As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. O fator
distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação
subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.
(...)
Para efeito desta Norma, os termos abaixo têm os seguintes significados:
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(a) Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis
pela governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem
injusta ou ilegal.
Percebam então que a fraude é um ato intencional, que envolve dolo para obtenção de
alguma vantagem injusta ou ilegal. O erro, por sua vez, é não intencional. Esquematizando:
Somente com os conceitos acima podemos facilmente resolver a questão, vejamos.
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores contabilizados como
receitas de aplicações financeiras.
Não há qualquer menção à intenção do agente que ocasionou a distorção. Logo, estamos
diante de ERRO.
II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no livro apuração do
ICMS referente a compras para comercialização.
“Adulteração para mais” já nos indica que houve intenção do agente, portanto estamos
diante de FRAUDE (futuros auditores da área estadual verão isso acontecer bastante na
prática).
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi concedido desconto
no pagamento com atraso de duplicatas a receber efetuado pelo cliente.
Ora, desatenção do funcionário só pode ser ERRO. Não houve, no caso, intenção do
agente.
IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de justificar saque na
tesouraria da empresa.
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Opa, falou em registro fictício com objetivo (palavra-chave) de justificar um saque estamos
diante de FRAUDE!
Gabarito: “C”.
11. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) – 2015)
Um analista de sistemas alterou uma informação sobre o faturamento de uma empresa
diretamente nos bancos de dados, sem o uso do sistema de informação que deveria
utilizar. Apesar de não ser essa a intenção do analista, a alteração gerou distorção nos
registros da empresa em relação a sua realidade fiscal. Referente ao ato do analista e a
responsabilidade do auditor independente das demonstrações contábeis que identificou a
situação, é correto afirmar que
a) não é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu fraude.
b) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu fraude.
c) é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu erro.
d) é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu
erro.
e) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu erro.
Comentários
A questão trata de uma situação em que devemos avaliar a intenção do agente ao realizar
o ato. No caso em tela, um analista de sistemas alterou uma informação sobre o
faturamento de uma empresa diretamente nos bancos de dados, sem o uso do sistema de
informação que deveria utilizar. Enunciado diz que não era essa a intenção do analista, de
onde se conclui que houve um erro.
A responsabilidade primária pela prevenção e detecção da fraude e erro é dos
responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. Dessa forma, esse tipo
de ocorrência não é responsabilidade do auditor. O auditor é responsável por obter
segurança razoável de que as demonstrações, como um todo, não contém distorção
relevante causadas por fraude ou erro.
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Gabarito: “E”.
12. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) – 2015)
No exame das contas bancárias − Bancos Conta Movimento do Balanço Patrimonial da
Empresa de Distribuição de Gás e Gasolina para os hospitais estaduais, o auditor
independente constatou que o encarregado da tesouraria da entidade desviou R$
90.000,00 para conta bancária própria. Para justificar-se, foi apresentada ao auditor a
quitação de uma duplicata referente a uma compra fictícia. Segundo às Normas de
Auditoria − NBC TAs, o ato praticado pelo encarregado da tesouraria caracteriza
a) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do auditor
independente.
b) um roubo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do controle interno da
entidade.
c) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é dos responsáveis pela
governança da entidade e da sua administração.
d) um desvio de ativo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do conselho
fiscal da entidade.
e) uma evidência de auditoria que produz distorções irrelevantes nas demonstrações
contábeis da entidade
Comentários
No caso em tela, o auditor independente constatou que o encarregado da tesouraria da
entidade desviou R$ 90.000,00 para conta bancária própria, ou seja, ele quis – de forma
intencional – causar desfalque na Banco Conta Movimento da entidade. Por isso estamos
diante de uma fraude! Para justificar esse desembolso, apresentou a quitação de uma
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duplicata referente a uma compra fictícia. Mais uma vez, fica clara a intenção do agente em
perpetrar o desfalque.
Adicionalmente, a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos
responsáveis pela governança da entidade e da sua administração (e não do auditor!).
Gabarito: “C”.
13. (FCC – TRT 11ª Região – An. Judiciário/Contabilidade – 2017)
De acordo com a NBC TA 240 (R1), no contexto da auditoria de demonstrações contábeis,
a responsabilidade do auditor em relação à fraude é EXCETO:
a) O ceticismo profissional é um dos requisitos para o trabalho de auditoria considerando o
potencial de burlar os controles pela administração, e de reconhecer o fato de que
procedimentos de auditoria eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na
detecção de fraude.
b) A discussão entre os membros da equipe de trabalho para determinar os assuntos que
devem ser comunicados aos membros da equipe, deve enfatizar especialmente como e em
que pontos as demonstrações contábeis da entidade são suscetíveis de distorção relevante
decorrente de fraude, inclusive como a fraude pode ocorrer.
c) Na identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude, o
auditor deve, com base na presunção de que há riscos de fraude no reconhecimento de
receitas, avaliar que tipos de receita, operações ou afirmações de receita geram esses
riscos.
d) O auditor deve determinar se, para responder aos riscos identificados da administração
vir a burlar os controles, precisa aplicar outros procedimentos de quando há riscos
adicionais específicos de que a administração possa burlar os controles não cobertos pelos
procedimentos já aplicados.
e) Nos casos em que o auditor identifique a ocorrência de fraudes ou obtido informações
que indiquem a possibilidade de fraude, o auditor deve, exclusivamente, comunicar estes
assuntos de maneira formal ao principal da entidade, desde que este não seja o
responsável pela governança.
Comentários
Questão trata de aspectos gerais da NBC TA 240 (R1). Vamos analisar cada assertiva.
Letra A: CORRETA, nos exatos termos do item 8 da norma (abaixo transcrito – grifos
nossos).
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8. Na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de manter atitude
de ceticismo profissional durante a auditoria, considerando o potencial de burlar os
controles pela administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de auditoria
eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na detecção de fraude. Os
requerimentos desta Norma destinam-se a auxiliar o auditor na identificação e avaliação
dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude e na elaboração de procedimentos
para detectar tal distorção.
Letra B: CORRETA, nos termos do item 16 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito – grifos
nossos).
16. A NBC TA 315 requer a discussão entre os membros da equipe de trabalho e que o
sócio (ou responsável técnico) do trabalho determine os assuntos que devem ser
comunicados aos membros da equipe não envolvidos na discussão. Essa discussão deve
enfatizar especialmente como e em que pontos as demonstrações contábeis da entidade
são suscetíveis de distorção relevante decorrente de fraude, inclusive como a fraude pode
ocorrer. A discussão deve ocorrer deixando de lado a possível convicção dos membros da
equipe de trabalho de que a administração e os responsáveis pela governança são
honestos e íntegros.
Letra C: CORRETA nos termos do item 27 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito – grifos
nossos).
27. Na identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude, o
auditor deve, com base na presunção de que há riscos de fraude no reconhecimento de
receitas, avaliar que tipos de receita, operações ou afirmações de receita geram esses
riscos. O item 47 especifica a documentação requerida no caso em que o auditor conclui
que a presunção não é aplicável nas circunstâncias do trabalho e, portanto, não identifica o
reconhecimento de receitas como um risco de distorção relevante decorrente de fraude.
Letra D: CORRETA nos termos do item 34 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito – grifos
nossos).
34. O auditor deve determinar se, para responder aos riscos identificados da administração
vir a burlar os controles, o auditor precisa aplicar outros procedimentos de auditoria além
dos mencionados anteriormente (isto é, quando há riscos adicionais específicos de que a
administração possa burlar os controles não cobertos pelos procedimentos aplicados para
atender as exigências do item 32).
Letra E: ERRADA pelo que extraímos dos itens 41 e 42 da NBC TA 240 (R1) (abaixo
transcritos – grifos nossos).
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41. Caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido informações que indiquem a
possibilidade de fraude, o auditor deve comunicar estes assuntos tempestivamente, salvo
se proibido por lei ou regulamento, à pessoa de nível apropriado da administração que têm
a responsabilidade primordial de prevenir e detectar fraude em assuntos relevantes no
âmbito de suas responsabilidades.
42. A menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na
administração da entidade, se o auditor tiver identificado ou suspeitar de fraude
envolvendo a administração; empregados com funções significativas no controle interno; ou
outros, cujas fraudes gerem distorção relevante nas demonstrações contábeis, o auditor
deve comunicar tempestivamente esses assuntos aos responsáveis pela governança. Caso o
auditor suspeite de fraude envolvendo a administração, o auditor deve comunicar essas
suspeitas aos responsáveis pela governança e discutir com eles a natureza, época e
extensão dos procedimentos de auditoria necessários para concluir a auditoria.
Logo, meus amigos, a assertiva erra ao dizer que a comunicação é feita exclusivamente ao
principal da entidade (erro tosco, em certa medida) e desde que não seja responsável pela
governança. Vimos acima que a comunicação deve ser feita tempestivamente à
administração da entidade e, em alguns casos, diretamente aos responsáveis pela
governança (notadamente nos casos de envolvimento da administração na fraude
identificada).
Gabarito: “E”.
14. (FCC/ TRT 23ª Região – An. Judiciário/Contabilidade – 2016)
Nos termos da NBC TA 240, para efeito das normas de auditoria, o auditor deve se
preocupar com a fraude
a) relacionada à constituição societária da entidade auditada.
b) que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis.
c) sujeita às penas previstas na Constituição Federal.
d) que configura improbidade administrativa.
e) que possa configurar lavagem de dinheiro.
Comentários
Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para efeitos das normas de
auditoria, o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas
demonstrações contábeis. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o
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auditor – distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação
indébita de ativos. Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a
ocorrência de fraude, ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude.
É o que nos ensina a NBC TA 240 (R1).
Gabarito: “B”.
15. (FCC/ TCM-GO – Auditor Conselheiro Substituto – 2015)
Com relação à responsabilidade do Auditor relativamente à fraude, é correto afirmar que:
a) A principal responsabilidade do Auditor é emitir uma opinião limpa sobre as
demonstrações contábeis.
b) O Auditor é responsável apenas pelo exame da documentação que lhe for fornecida.
c) O Auditor é responsável por obter segurança de que as Demonstrações Contábeis como
um todo não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
d) O Auditor responde apenas sobre os serviços explicitamente contratados.
e) Embora haja limitações inerentes na auditoria, o Auditor é responsável pela prevenção e
detecção de fraude.
Comentários
Nos termos da NBC TA 240 (R1), o auditor que realiza auditoria de acordo com as normas
de auditoria é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações
contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
A NBC TA 240, ao definir as responsabilidades do auditor em relação à fraude, utiliza a
expressão “obter segurança razoável de que as demonstrações, como um todo, não
contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro”. Lembre-se que, nos termos da
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NBC TA 200, o objetivo do auditor é obter segurança razoável de que as demonstrações
contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se
causadas por fraude ou erro. Fiquem atentos ao fato de que há previsão normativa para as
2 sentenças.
Gabarito: “C”.
16. (FCC/ CGM São Luís – Auditor Controle Interno – Geral – 2015)
Nos termos da NBC TA 240, fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da
administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva
dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. Os eventos ou condições que indiquem
incentivo ou pressão para a ocorrência da fraude são denominados
a) fatores de risco.
b) elementos de associação.
c) aspectos condicionantes.
d) facilitadores.
e) causadores.
Comentários
A NBC TA 240(R1) define fatores de risco de fraude como sendo eventos ou condições que
indiquem incentivos ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam
oportunidade para que ela ocorra.
Gabarito: “A”.
17. (FCC/ CGM São Luís – Auditor Controle Interno – Geral – 2015)
Considere as hipóteses abaixo.
I. A entidade não toma a ação apropriada com referência a uma fraude, considerada pelo
auditor como necessária nas circunstâncias, mesmo no caso em que a fraude não é
relevante para as demonstrações contábeis.
II. A consideração do auditor dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude e dos
resultados da auditoria indica risco significativo de fraude relevante e generalizada.
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III. O auditor tem preocupação significativa quanto à competência ou integridade da
administração ou dos responsáveis pela governança.
Constitui circunstância excepcional que pode surgir e colocar em dúvida a capacidade do
auditor, deixando-o sem condições de continuar os trabalhos, o indicado em
a) I, apenas.
b) I, II e III.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) II, apenas.
Comentários
A NBC TA 240(R1) enumera alguns exemplos de circunstâncias excepcionais que podem
surgir e que podem colocar em dúvida a capacidade do auditor de continuar a executar a
auditoria. São eles:
• A entidade não toma a ação apropriada com referência a uma fraude, considerada pelo
auditor como necessária nas circunstâncias, mesmo no caso em que a fraude não é
relevante para as demonstrações contábeis – item I correto.
• A consideração do auditor dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude e dos
resultados da auditoria indica risco significativo de fraude relevante e generalizada – item II
correto.
• O auditor tem preocupação significativa quanto à competência ou integridade da
administração ou dos responsáveis pela governança – item III correto.
Gabarito: “B”.
18. (FCC/ TRT 15ª Região – An. Judiciário/Contabilidade – 2013)
São formas de burla pela Administração, de controles que aparentemente estão
funcionando com eficácia:
I. Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil, de
forma a modificar os resultados operacionais ou alcançar outros objetivos.
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II. Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados para estimar
saldos contábeis.
III. Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações contábeis, de
eventos e operações que tenham ocorrido durante o período das demonstrações contábeis
que estão sendo apresentadas.
IV. Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a
situação patrimonial ou o desempenho da entidade.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) III e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
Comentários
Vamos avaliar os itens com base no que diz a NBC TA 240 (R1):
A4. Muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela
administração de controles que aparentemente estão funcionando com eficácia. A
administração pode perpetrar fraude, burlando controles intencionalmente por meio de
técnicas como:
• Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil, de
forma a manipular resultados operacionais ou alcançar outros objetivos – item I correto.
• Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados para estimar saldos
contábeis – item II correto.
• Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações contábeis, de eventos
e operações que tenham ocorrido durante o período das demonstrações contábeis que
estão sendo apresentadas – item III correto.
• Omitir, dificultar ou deturpar divulgações requeridas pela estrutura de relatório financeiro
aplicável ou divulgações que são necessárias para a apresentação adequada.
• Encobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações contábeis.
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• Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a
situação patrimonial ou o desempenho da entidade – item IV correto.
• Alterar registros e condições relacionados a operações significativas e não usuais.
[...]
Gabarito: “C”.
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LISTA DE QUESTÕES - FCC
1. (FCC / TRT 23 / 2022)
Considere os seguintes itens:
I. Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações
contábeis.
II. Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou
outras informações significativas.
III. Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação,
forma de apresentação ou divulgação.
De acordo com a NBC TA 240, essas ações dão causa a informações contábeis
a) desqualificadas.
b) errôneas.
c) fraudulentas.
d) impróprias.
e) ineficazes.
2. (FCC / SEFAZ AP / 2022)
A NBC TA 240 (R1) dispõe sobre fraude no contexto de auditoria contábil. Conforme a
citada norma,
a) a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é do auditor
independente e, em seguida, dos responsáveis pela governança e administração da
entidade.
b) o risco do auditor não detectar uma distorção relevante cometida por empregados é
maior do que no caso de fraude decorrente de fraude da administração, porque a
administração dificilmente tem condições de acessar diretamente os registros contábeis.
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c) o risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de erro é mais alto do
que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de fraude.
d) o auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por
obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contêm
distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
e) o auditor deve manter-se tranquilo durante a auditoria, tendo em mente que
procedimentos de auditoria têm elevada eficácia na detecção de distorções relevantes
decorrentes de fraudes e de erros.
3. (FCC / ALAP – 2020)
É responsabilidade do auditor, segundo a NBC TA 240,
a) estabelecer se a fraude ocorreu, em seu conceito jurídico.
b) prevenir e detectar a fraude, principalmente.
c) estabelecer se eventual fraude causou distorções relevantes, principalmente.
d) não se manter cético ao que narram os empregados da auditada, posto que são os
principais incumbidos de cumprir os procedimentos de controle.
e) manter-se cético aos sinais de fraude, pois é relativamente mais difícil para a
administração ter condições de manipular os registros contábeis.
4. (FCC - Auditor Fiscal – SEFAZ GO - 2018)
Fatores de risco para a ocorrência de fraude são pressões/incentivos, oportunidades ou
atitudes/racionalizações que ocorrem naturalmente nos mercados, mas que acabam por
favorecer o surgimento de distorções relevantes e intencionalmente causadas nas
demonstrações contábeis. A alternativa que contém, respectivamente, uma
pressão/incentivo, uma oportunidade e uma atitude/racionalização reconhecidas nas
normas como fatores de risco é:
a) Mudança previstas nos planos de benefícios dos empregados / obrigações financeiras
pessoais / relacionamentos adversos entre a entidade e empregados com acesso a
dinheiro.
b) Alto nível de competição ou saturação do mercado, acompanhada por declínio da
margem de retorno / garantias pessoais em dívidas da entidade / partes significativas da
remuneração atreladas a metas agressivas de performance.
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c) Demissões previstas de empregados / ativos pequenos sem identificação clara de
propriedade / mudança do estilo de vida de funcionários com acesso a ativos.
d) Tolerância a pequenos roubos / remuneração incompatível com a expectativa / grandes
quantias em dinheiro em mãos.
e) Segregação inadequada de funções / investigação inadequada da vida pregressa de
candidatos a empregos / falta de conciliação completa de ativos.
5. (FCC / ALESE – 2018)
A NBC TA 240, que trata da Responsabilidade do Auditor em relação à fraude, no contexto
da Auditoria das Demonstrações Contábeis, estabelece quais são os objetivos do auditor.
De acordo com esta NBC, encontram-se entre os objetivos do auditor
a) reparar, sempre que possível, distorções relevantes nas demonstrações contábeis,
decorrentes de fraudes, minimizando as consequências para a empresa.
b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis,
decorrente de fraude, bem como responder adequadamente face à fraude ou à suspeita
de fraude identificada durante a auditoria.
c) comunicar ao Ministério Público distorções relevantes nas demonstrações contábeis,
decorrentes de fraudes, e, tratando-se de instituição ligada ao mercado de valores
mobiliários, solicitar, justificadamente, a atuação da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM).
d) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraude identificada em relação
a tributos não lançados ou não pagos, exceto quanto àqueles devidos na qualidade de
responsável ou substituto tributário, comunicando o fato à Fazenda Pública interessada.
e) obter evidências de auditoria sobre os riscos identificados de distorção relevante e
decorrente de fraude, comunicando o resultado da auditoria ao Banco Central do Brasil,
em prazo não superior a 30 dias, quando se tratar de evidências obtidas junto a instituições
financeiras.
6. (FCC / ALESE – 2018)
De acordo com a NBCTA 240, que regula a Responsabilidade do Auditor em relação à
fraude, no contexto da Auditoria das Demonstrações Contábeis, as distorções nestas
demonstrações
a) podem originar-se de fraude leve ou de fraude grave, sendo que o fator que distingue
uma da outra é que a fraude grave é dolosa, enquanto que a fraude leve não o é.
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b) só podem originar-se de fraude leve, de fraude grave ou de erro inescusável, sendo que
na fraude grave há dolo, na fraude leve não há dolo, mas há culpa grave, e no erro há culpa
leve.
c) só podem originar-se de fraude in eligendo, de fraude in vigilando, de erro inescusável e
de erro escusável, sendo que as duas modalidades de fraude não são intencionais, pois não
são praticadas pela administração, mas pelos responsáveis pela governança, enquanto que
os erros inescusáveis são intencionais e se revestem de características dolosas.
d) também podem originar-se de fraude presumida, decorrente de culpa in eligendo, que
ocorre quando se preenchem os quadros da empresa com funcionários destinados a
praticar atos fraudulentos, ou de culpa in vigilando, que ocorre quando se exerce incentivo
ou pressão sobre funcionários para que eles passem a praticar ou tolerar a prática de ato
fraudulento.
e) podem originar-se de fraude ou erro, sendo que o fator distintivo entre fraude e erro
está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em
distorção nas demonstrações contábeis.
7. (FCC / DPE AM – 2018)
Analisando uma série de notas fiscais em processos relativos a adiantamentos de fundos, o
servidor encarregado do controle interno lembrou-se de ter visto o nome do mesmo
estabelecimento comercial em outro processo que já havia sido aprovado.
Ele procedeu à recuperação do processo no arquivo e, comparando documentos, pôde
averiguar que se tratava da imagem do mesmo cupom fiscal juntado em duas prestações
de contas.
Acerca dessa situação hipotética,
a) não deveria ter o controlador interno se socorrido de sua memória, pois excedeu a
amplitude definida no planejamento de auditoria, tendo o desarquivamento e a análise do
documento ocorrido fora das hipóteses previstas nas normas de auditoria.
b) ainda que se apure irregularidade, não há o que ser feito em relação à primeira
prestação de contas de adiantamento, haja vista a sua aprovação.
c) da simples narrativa acima conclui-se que ocorreu fraude, que, por configurar crime,
deve ser de imediato comunicada à autoridade policial.
d) apenas da narrativa acima não se conclui que ocorreu fraude, mas o papel pode
constituir evidência de auditoria em processo administrativo.
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e) a assinatura do superior hierárquico do servidor em alcance supre o vício de duplicidade.
8. (FCC / TRT 24ª Região – 2017)
De acordo com a conceituação prevista na NBC TA 240, que trata da responsabilidade do
auditor em relação à fraude, no contexto da auditoria de demonstrações contábeis,
a) demonstrações contábeis devem ser consideradas fraudulentas apenas quando
decorram de manipulação, falsificação ou alteração de registros contábeis ou documentos
comprobatórios que serviram de base à sua elaboração.
b) fatores de risco de fraude, quando detectados e documentados pelo auditor, devem ser
relatados como evidência da ocorrência de fraude, ou, no mínimo, de distorção relevante.
c) o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente
veda qualquer espécie de comunicação de identificação de fraude a autoridades de
supervisão.
d) fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão
para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.
e) a aplicação incorreta, intencional, dos princípios contábeis relativos a valores,
classificação, forma de apresentação ou divulgação poderá ensejar distorção significativa
decorrente de erro, não caracterizando, contudo, fraude.
9. (FCC / TRF 3ª Região – 2016)
Nos termos da NBC TA 240, considere:
I. Erro que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.
II. Distorção decorrente de informações fraudulentas.
III. Distorção decorrente de apropriação indébita de ativos.
É distorção intencional pertinente para o auditor o que consta em
a) I e III, apenas.
b) II, apenas.
c) I, II e III.
d) I e II, apenas.
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e) II e III, apenas.
10. (FCC / SEFAZ MA – 2016)
Na auditoria realizada na companhia distribuidora de peças e acessórios para veículos leves
e pesados, o auditor registrou as seguintes constatações:
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores contabilizados como
receitas de aplicações financeiras.
II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no livro apuração do
ICMS referente a compras para comercialização.
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi concedido desconto
no pagamento com atraso de duplicatas a receber efetuado pelo cliente.
IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de justificar saque na
tesouraria da empresa.
Segundo as Normas de Auditoria, as constatações registradas pelo auditor caracterizam,
respectivamente,
a) fraude, erro, fraude e fraude.
b) erro, fraude, fraude e fraude.
c) erro, fraude, erro e fraude.
d) fraude, fraude, erro e erro.
e) erro, fraude, fraude e erro.
11. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) – 2015)
Um analista de sistemas alterou uma informação sobre o faturamento de uma empresa
diretamente nos bancos de dados, sem o uso do sistema de informação que deveria
utilizar. Apesar de não ser essa a intenção do analista, a alteração gerou distorção nos
registros da empresa em relação a sua realidade fiscal. Referente ao ato do analista e a
responsabilidade do auditor independente das demonstrações contábeis que identificou a
situação, é correto afirmar que
a) não é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu fraude.
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b) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu fraude.
c) é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu erro.
d) é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu
erro.
e) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista
cometeu erro.
12. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) – 2015)
No exame das contas bancárias − Bancos Conta Movimento do Balanço Patrimonial da
Empresa de Distribuição de Gás e Gasolina para os hospitais estaduais, o auditor
independente constatou que o encarregado da tesouraria da entidade desviou R$
90.000,00 para conta bancária própria. Para justificar-se, foi apresentada ao auditor a
quitação de uma duplicata referente a uma compra fictícia. Segundo às Normas de
Auditoria − NBC TAs, o ato praticado pelo encarregado da tesouraria caracteriza
a) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do auditor
independente.
b) um roubo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do controle interno da
entidade.
c) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é dos responsáveis pela
governança da entidade e da sua administração.
d) um desvio de ativo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do conselho
fiscal da entidade.
e) uma evidência de auditoria que produz distorções irrelevantes nas demonstrações
contábeis da entidade
13. (FCC – TRT 11ª Região – An. Judiciário/Contabilidade – 2017)
De acordo com a NBC TA 240 (R1), no contexto da auditoria de demonstrações contábeis,
a responsabilidade do auditor em relação à fraude é EXCETO:
a) O ceticismo profissional é um dos requisitos para o trabalho de auditoria considerando o
potencial de burlar os controles pela administração, e de reconhecer o fato de que
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procedimentos de auditoria eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na
detecção de fraude.
b) A discussão entre os membros da equipe de trabalho para determinar os assuntos que
devem ser comunicados aos membros da equipe, deve enfatizar especialmente como e em
que pontos as demonstrações contábeis da entidade são suscetíveis de distorção relevante
decorrente de fraude, inclusive como a fraude pode ocorrer.
c) Na identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude, o
auditor deve, com base na presunção de que há riscos de fraude no reconhecimento de
receitas, avaliar que tipos de receita, operações ou afirmações de receita geram esses
riscos.
d) O auditor deve determinar se, para responder aos riscos identificados da administração
vir a burlar os controles, precisa aplicar outros procedimentos de quando há riscos
adicionais específicos de que a administração possa burlar os controles não cobertos pelos
procedimentos já aplicados.
e) Nos casos em que o auditor identifique a ocorrência de fraudes ou obtido informações
que indiquem a possibilidade de fraude, o auditor deve, exclusivamente, comunicar estes
assuntos de maneira formal ao principal da entidade, desde que este não seja o
responsável pela governança.
14. (FCC/ TRT 23ª Região – An. Judiciário/Contabilidade – 2016)
Nos termos da NBC TA 240, para efeito das normas de auditoria, o auditor deve se
preocupar com a fraude
a) relacionada à constituição societária da entidade auditada.
b) que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis.
c) sujeita às penas previstas na Constituição Federal.
d) que configura improbidade administrativa.
e) que possa configurar lavagem de dinheiro.
15. (FCC/ TCM-GO – Auditor Conselheiro Substituto – 2015)
Com relação à responsabilidade do Auditor relativamente à fraude, é correto afirmar que:
a) A principal responsabilidade do Auditor é emitir uma opinião limpa sobre as
demonstrações contábeis.
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b) O Auditor é responsável apenas pelo exame da documentação que lhe for fornecida.
c) O Auditor é responsável por obter segurança de que as Demonstrações Contábeis como
um todo não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
d) O Auditor responde apenas sobre os serviços explicitamente contratados.
e) Embora haja limitações inerentes na auditoria, o Auditor é responsável pela prevenção e
detecção de fraude.
16. (FCC/ CGM São Luís – Auditor Controle Interno – Geral – 2015)
Nos termos da NBC TA 240, fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da
administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva
dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. Os eventos ou condições que indiquem
incentivo ou pressão para a ocorrência da fraude são denominados
a) fatores de risco.
b) elementos de associação.
c) aspectos condicionantes.
d) facilitadores.
e) causadores.
17. (FCC/ CGM São Luís – Auditor Controle Interno – Geral – 2015)
Considere as hipóteses abaixo.
I. A entidade não toma a ação apropriada com referência a uma fraude, considerada pelo
auditor como necessária nas circunstâncias, mesmo no caso em que a fraude não é
relevante para as demonstrações contábeis.
II. A consideração do auditor dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude e dos
resultados da auditoria indica risco significativo de fraude relevante e generalizada.
III. O auditor tem preocupação significativa quanto à competência ou integridade da
administração ou dos responsáveis pela governança.
Constitui circunstância excepcional que pode surgir e colocar em dúvida a capacidade do
auditor, deixando-o sem condições de continuar os trabalhos, o indicado em
a) I, apenas.
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b) I, II e III.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) II, apenas.
18. (FCC/ TRT 15ª Região – An. Judiciário/Contabilidade – 2013)
São formas de burla pela Administração, de controles que aparentemente estão
funcionando com eficácia:
I. Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil,
==13e1bc==
de forma a modificar os resultados operacionais ou alcançar outros objetivos.
II. Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados para estimar
saldos contábeis.
III. Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações contábeis, de
eventos e operações que tenham ocorrido durante o período das demonstrações contábeis
que estão sendo apresentadas.
IV. Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a
situação patrimonial ou o desempenho da entidade.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) III e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
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GABARITO
1. C
2. D
3. C
4. C
5. B
6. E
7. D
8. D
9. E
10. C
11. E
12. C
13. E
14. B
15. C
16. A
17. B
18. C
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RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS
1) De quem é a responsabilidade principal pela prevenção e detecção de fraudes e erros?
Resposta: A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é da responsáveis
pela governança da entidade e da sua administração. Muito cuidado aqui: essa responsabilidade
primária, ou principal, não é do auditor.
2) Qual a responsabilidade do auditor em relação à fraude?
Resposta: O auditor é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações
contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
==13e1bc==
3. O que diferencia a fraude do erro?
Resposta: O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional
a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.
Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis pela
governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou
ilegal. O Erro é ato não intencional.
4. Com qual tipo de fraude o auditor deve se preocupar?
Resposta: embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para efeitos das normas de
auditoria, o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas
demonstrações contábeis.
Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de
informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos.
Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude, ele
não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude
5. Quais as três características presentes na fraude?
Resposta: a fraude, seja na forma de informações contábeis fraudulentas ou de apropriação
indevida de ativos, envolve o incentivo ou a pressão para que ela seja cometida, uma
oportunidade percebida para tal e alguma racionalidade.
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6. O que é fator de risco de fraude?
Resposta: fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou
pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.
Reparem que a presença de fatores de risco de fraude não se confunde com a ocorrência,
efetivamente, da fraude.
7. A quem o auditor deve comunicar a identificação de uma fraude ou suspeita de fraude?
Resposta: as normas apresentam algumas “instâncias” a quem o auditor deve reportar uma
fraude ou suspeita de fraude. Em resumo, temos o seguinte:
• Comunicação à Administração: no caso de identificação de fraude ou sua possibilidade –
ainda que não importante.
• Comunicação aos Responsáveis pela Governança (verbalmente ou por escrito): no caso de
fraudes envolvendo a administração, empregados com funções significativas no controle
interno ou outros cujas fraudes gerem distorção relevante; ou ainda quaisquer outros
assuntos relacionados a fraude que o auditor julgar relevante para sua responsabilidade.
• Comunicação às Autoridades Reguladoras e de Controle: quando exigido por lei.
8. É possível o auditor se retirar do trabalho em função de fraude ou suspeita de fraude?
Resposta: Sim. Se, como resultado de uma distorção decorrente de fraude ou suspeita de
fraude, o auditor encontrar circunstâncias excepcionais que coloquem em dúvida sua capacidade
de continuar a realizar a auditoria, ele deve: i. determinar as responsabilidades profissionais e
legais aplicáveis à situação; ii) considerar se seria apropriado o auditor retirar-se do trabalho,
quando essa saída for possível conforme a lei ou regulamentação aplicável.
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MOTIVAÇÃO DA AULA
Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir.
LISTA DE PERGUNTAS
O que define o Risco de Auditoria?
O que é Risco de Detecção?
O que é Risco de Distorção Relevante?
O que é Risco Inerente?
O que é Risco de Controle?
Qual a relação entre o Risco de Detecção e o Risco de Distorção Relevante?
Qual a relação entre risco e relevância?
Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se
preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje!
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CONTEXTUALIZAÇÃO
O Risco de Auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.
Percebam então que há risco de auditoria quando:
1. O auditor expressa opinião INADEQUADA (não menciona que há distorção);
2. As demonstrações CONTÊM distorção relevante.
Na situação oposta, ou seja, o auditor opina que há distorções quando elas não estão presentes
(não há distorção relevante), não estamos diante de um Risco de Auditoria.
==13e1bc==
Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos
relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados. A relevância deve
ser considerada pelo auditor quando: i) determinar a natureza, oportunidade e extensão dos
procedimentos de auditoria; ii) avaliar o efeito das distorções sobre os saldos, denominações e
classificação das contas; e iii) determinar a adequação da apresentação e da divulgação da
informação contábil.
Finalmente, pode-se dizer que há uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível
estabelecido de relevância; isto é, quanto menor for o risco de auditoria, maior será o valor
estabelecido como nível de relevância, e vice-versa. O auditor independente toma essa relação
inversa em conta ao determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de
auditoria. Por exemplo, se na execução de procedimentos específicos de auditoria, o auditor
independente determinar que o nível de risco é maior que o previsto na fase de planejamento, o
nível de relevância preliminarmente estabelecido deve ser reduzido.
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RISCO DE AUDITORIA
O Risco de Auditoria é tratado primordialmente na NBC TA 200 (R1). Há outras normas que
acabam abordando o tópico de forma direta ou indireta, como é o caso da NBC TA 315 (R2) –
Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da
Entidade e do seu Ambiente, e da NBC TA 330 (R1) – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados.
O objetivo do auditor, segundo a NBC TA 315, é identificar e avaliar os riscos de distorção
relevante independentemente se causados por fraude ou erro, nos níveis das demonstrações
contábeis e da afirmação, proporcionando assim uma base para o planejamento e a
implementação das respostas aos riscos avaliados de distorção relevante.
Deve-se planejar e realizar a auditoria de forma tal que seja obtida segurança razoável para
emitir uma opinião adequada sobre as demonstrações financeiras. Essa opinião é decorrente de
um trabalho que foi planejado para obter segurança razoável, mas não absoluta, de que as
demonstrações não contêm distorção relevante. Se a segurança não é absoluta, então existe
algum risco de que as demonstrações tenham algum erro que o auditor não conseguiu detectar
durante a auditoria (Boynton et al), sendo sua responsabilidade reduzir tal risco a um nível
aceitavelmente baixo.
Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada
quando as demonstrações financeiras contiverem distorção relevante, ou seja, é o risco de que o
auditor possa inadvertidamente não modificar sua opinião sobre demonstrações financeiras que
contêm distorções relevantes.
Como dissemos anteriormente, na situação oposta, ou seja, quando o auditor opina que há
distorções e elas não estão presentes (não há distorção relevante), não estamos diante de um
Risco de Auditoria.
Percebe-se que o risco de auditoria está relacionado de forma inversamente proporcional à
segurança pretendida para o trabalho de auditoria, ou seja, quanto maior o risco, menor será a
segurança do auditor e quanto menor o risco, maior será a segurança do trabalho. Na prática, o
risco de auditoria é inevitável. Cabe ao auditor decidir qual o tamanho do risco que ele está
disposto a tolerar para chegar uma conclusão sobre os demonstrativos financeiros (TCE, 2012).
É neste contexto que a abordagem de auditoria baseada em risco orienta os auditores na coleta
de evidências, de modo a permitir alcançar o desejado grau de segurança das conclusões do
trabalho, ou seja, reduzir o risco de emitir uma opinião inadequada sobre demonstrações
financeiras que apresentam distorções relevantes.
O risco de auditoria é uma função do risco de distorção relevante e do risco de detecção, a
seguir discriminados.
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O risco de distorção relevante é composto dos riscos inerente e de controle. Esses são os
chamados riscos da entidade, e existem independentemente da auditoria. Representam o risco
de que as demonstrações financeiras contenham distorções relevantes, antes da auditoria.
O risco inerente é a suscetibilidade de afirmações da administração a respeito de transações,
saldos contábeis ou divulgações conterem distorções relevantes, pressupondo que não haja
controles relacionados.
O risco de controle é a possibilidade de que os controles internos adotados pela administração
não sejam eficazes para prevenir, detectar e corrigir tempestivamente distorções nas afirmações
que, individualmente ou em conjunto com outras distorções, possam ser relevantes.
Já o risco de detecção se relaciona com os procedimentos que são determinados pelo auditor
para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. É, portanto, função da eficácia do
procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor.
Podemos afirmar que os riscos de distorção relevante são os riscos da ENTIDADE enquanto que
o risco de detecção é risco do AUDITOR.
Para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo, o auditor:
a) avalia os riscos de distorção relevante, que envolve o risco inerente e o risco de controle; e
b) controla o risco de detecção, estabelecendo a extensão (quantidade ou amostra) de
procedimentos substantivos necessários, bem como a natureza e a época em que deverão ser
realizados. Isso pode ser conseguido realizando procedimentos que respondam aos riscos
identificados de distorção relevante, em nível de demonstrações financeiras e de afirmações
para classes de transações, saldos contábeis e divulgações (IFAC, 2010).
Reparem que o auditor pode apenas “avaliar” os riscos de distorção relevante, ao passo que
pode “controlar” os riscos de detecção!
A seguir, apresentaremos “na veia” os principais tópicos da NBC TA 200 (R1) que dizem respeito
ao risco de auditoria. Sempre que necessário, faremos os esclarecimentos devidos:
13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir:
[...]
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(c) Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria
inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco
de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
[...]
(e) Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para
reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção
existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.
[...]
(n) Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham
distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir
no nível das afirmações:
(i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo
contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em
conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles
relacionados;
(ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação
sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante,
individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e
corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.
[...]
Esclarecendo: como dissemos anteriormente, os riscos de distorção relevante são os riscos
da ENTIDADE enquanto que o risco de detecção é risco do AUDITOR. Atentem-se às
palavras-chave de cada espécie do risco de auditoria: risco de detecção (“procedimentos
executados não detectem uma distorção”); risco de distorção relevante (“demonstrações
contenham distorção antes da auditoria”); risco inerente (“afirmação suscetível a distorção
relevante antes da consideração de quaisquer controles”); risco de controle (“distorção que
possa ocorrer em uma afirmação não seja prevenida, detectada e corrigida pelo controle
interno”).
Risco de auditoria
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A34. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de
detecção. A avaliação dos riscos baseia-se em procedimentos de auditoria para a obtenção
de informações necessárias para essa finalidade e evidências obtidas ao longo de toda a
auditoria. A avaliação dos riscos é antes uma questão de julgamento profissional que uma
questão passível de mensuração precisa.
A35. Para fins das NBCs TA, o risco de auditoria não inclui o risco de que o auditor possa
expressar uma opinião de que as demonstrações contábeis contêm distorção relevante
quando esse não é o caso. Esse risco geralmente é insignificante. Além disso, o risco de
auditoria é um termo técnico relacionado ao processo de auditoria; ele não se refere aos
riscos de negócio do auditor, tais como perda decorrente de litígio, publicidade adversa ou
outros eventos surgidos em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis.
Risco de distorção relevante
A36. Os riscos de distorção relevante podem existir em dois níveis:
• no nível geral da demonstração contábil; e
• no nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações.
A37. Riscos de distorção relevante no nível geral da demonstração contábil referem-se aos
riscos de distorção relevante que se relacionam de forma disseminada às demonstrações
contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações.
A38. Os riscos de distorção relevante no nível da afirmação são avaliados para que se
determine a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria
necessários para a obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente. Essa
evidência possibilita ao auditor expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis
em um nível aceitavelmente baixo de risco de auditoria. Os auditores usam várias
abordagens para cumprir o objetivo de avaliar os riscos de distorção relevante. Por
exemplo, o auditor pode fazer uso de um modelo que expresse a relação geral dos
componentes do risco de auditoria em termos matemáticos para chegar a um nível
aceitável de risco de detecção. Alguns auditores julgam tal modelo útil no planejamento de
procedimentos de auditoria.
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A39. Os riscos de distorção relevante no nível da afirmação consistem em dois
componentes: risco inerente e risco de controle. O risco inerente e o risco de controle são
riscos da entidade; eles existem independentemente da auditoria das demonstrações
contábeis.
Observação: o esquema apresentado abaixo permite uma melhor visualização do risco de
auditoria e suas espécies.
A40. O risco inerente é mais alto para algumas afirmações e classes relacionadas de
transações, saldos contábeis e divulgações do que para outras. Por exemplo, ele pode ser
==13e1bc==
mais alto para cálculos complexos ou contas compostas de valores derivados de
estimativas contábeis sujeitas à incerteza significativa de estimativa. Circunstâncias externas
que dão origem a riscos de negócios também podem influenciar o risco inerente. (...).
A41. O risco de controle é uma função da eficácia do desenho (controles estabelecidos), da
implementação e da manutenção do controle interno pela administração no tratamento
dos riscos identificados que ameaçam o cumprimento dos objetivos da entidade, que são
relevantes para a elaboração das demonstrações contábeis da entidade. Contudo, o
controle interno, independentemente da qualidade da sua estrutura e operação, pode
reduzir, mas não eliminar, os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis,
por causa das limitações inerentes ao controle interno. Essas limitações incluem, por
exemplo, a possibilidade de erros ou equívocos humanos, ou de controles contornados por
conluio ou burla inapropriada da administração. Portanto, algum risco de controle sempre
existe. As NBCs TA oferecem as condições nas quais existe a exigência, ou a possibilidade
de escolha pelo auditor, de testar a eficácia dos controles na determinação da natureza,
época e extensão de procedimentos substantivos a serem executados.
Observação: destacamos o termo “SEMPRE” – utilizado acima. Já alertamos que, em
muitos casos, podemos considerar falsos enunciados de questões que falam que “sempre”
há determinado tipo de situação. Temos aqui uma exceção, uma vez que a norma assevera
que “um risco de controle sempre existe”. Isso por conta das limitações inerentes ao
trabalho do auditor.
Risco de detecção
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A44. Para um dado nível de risco de auditoria, o nível aceitável de risco de detecção tem
uma relação inversa com os riscos avaliados de distorção relevante no nível da afirmação.
Por exemplo, quanto maiores são os riscos de distorção relevante que o auditor acredita
existir, menor é o risco de detecção que pode ser aceito e, portanto, mais persuasivas são
as evidências de auditoria exigidas.
Esclarecendo: percebe-se que há relação INVERSA entre o Risco de Detecção e o Risco de
Distorção Relevante (no nível da afirmação). Tenhamos em mente que o auditor pode
influenciar somente o Risco de Detecção (lembrem-se que o risco de distorção relevante é
o risco da entidade). Por isso, se houver um alto risco de distorção relevante presente, o
auditor deve tolerar um baixo risco de detecção, agindo assim no sentido de coletar
evidências persuasivas e aplicar procedimentos efetivos.
A45. O risco de detecção se relaciona com a natureza, a época e a extensão dos
procedimentos que são determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um
nível baixo aceitável. Portanto, é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de
sua aplicação pelo auditor. Assuntos como:
• planejamento adequado;
• designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho;
• aplicação de ceticismo profissional; e
• supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado, ajudam a aprimorar a eficácia
do procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o
auditor possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado, aplicar erroneamente
um procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da
auditoria.
A46. A NBC TA 300 e a NBC TA 330 estabelecem exigências e fornecem orientação sobre
o planejamento da auditoria das demonstrações contábeis e as respostas do auditor aos
riscos avaliados. O risco de detecção, porém, só pode ser reduzido, não eliminado, devido
às limitações inerentes de uma auditoria. Portanto, sempre existe risco de detecção.
Observação: da mesma maneira que ocorre com o Risco de Controle (uma das espécies do
risco de distorção relevante), não é possível eliminar totalmente o Risco de Detecção, de
maneira que sempre existe risco de detecção. Tanto para o risco de controle, quanto para
o risco de detecção, a causa para a impossibilidade de eliminação é a mesma: a limitação
inerente da auditoria.
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Limitação inerente da auditoria
A47. O auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco de auditoria a zero, e, portanto,
não pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de
distorção relevante devido a fraude ou erro. Isso porque uma auditoria tem limitações
inerentes, e, como resultado, a maior parte das evidências de auditoria que propiciam ao
auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua opinião são persuasivas ao invés de
conclusivas. As limitações inerentes de uma auditoria originam-se da:
• natureza das informações contábeis;
• natureza dos procedimentos de auditoria; e
• necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período de tempo razoável
e a um custo razoável. [Grifos não constantes no original]
Finalmente, apresentaremos algumas definições presentes na NBC TA 315 (R2), relacionadas ao
Risco. A segunda revisão da NBC TA 315, ou seja, R2, foi publicada em setembro de 2021,
tendo produzido efeitos a partir de janeiro de 2022. Essa versão introduziu algumas alterações
pontuais nas definições abaixo apresentadas.
4. Para fins das normas de auditoria, os termos têm os seguintes significados:
[...]
(b) Risco de negócio é um risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou
falta de ações significativas que podem afetar adversamente a capacidade da entidade de
alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou
estratégias inapropriadas.
[...]
(j) Procedimentos de avaliação de riscos são procedimentos de auditoria planejados e
realizados para identificar e avaliar os riscos de distorção relevante independentemente se
causados por fraude ou erro nos níveis das demonstrações contábeis e da afirmação.
(l) Risco significativo é o risco identificado de distorção relevante: (i) para o qual a avaliação
do risco inerente está próxima ao limite superior do spectrum de risco inerente devido à
extensão na qual os fatores de risco inerentes afetam a combinação de probabilidade de
ocorrência da distorção e a magnitude da distorção potencial caso ocorra a distorção; ou
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(ii) ele deve ser tratado como risco significativo de acordo com os requisitos de outras
normas de auditoria.
Esclarecendo: "spectrum do risco inerente" nada mais é que a extensão (ou intervalo) na
qual o risco inerente varia. Portanto, quando um risco está próximo do limite superior desse
intervalo, é considerado como significativo. Ademais, deve-se tratar um risco como
significativo quando houver previsão para tal em outras normas de auditoria.
Procedimentos de avaliação de risco e atividades relacionadas.
13. O auditor deve planejar e realizar procedimentos de avaliação de riscos para obter
evidência de auditoria que forneça uma base adequada para:
(a) a identificação e a avaliação dos riscos de distorção relevante, independentemente se
causados por fraude ou erro, nos níveis das demonstrações contábeis e da afirmação; e
(b) o planejamento de procedimentos adicionais de auditoria de acordo com a NBC TA
330.
O auditor deve planejar e realizar procedimentos de avaliação de riscos de forma não
tendenciosa em relação à obtenção de evidência de auditoria que possa ser comprobatória
ou em relação à exclusão de evidência de auditoria que possa ser contraditória.
Observação: neste ponto, a versão anterior da NBC TA 315 (chamada de R1), trazia uma
passagem recorrentemente cobrada em provas, segundo a qual os procedimentos de
avaliação de riscos por si só não fornecem evidências de auditoria apropriada e suficiente
para suportar a opinião da auditoria. Chamamos sua atenção pelo fato de que,
infelizmente, é comum a cobrança de trechos de normas revogadas em provas de auditoria.
Atualmente, a NBC TA 315 (R2) traz situações para as quais os procedimentos substantivos,
sozinhos, não fornecem evidência de auditoria apropriada e suficiente.
14. Os procedimentos de avaliação de riscos devem incluir:
(a) indagações junto à administração e a outros indivíduos apropriados da entidade,
incluindo indivíduos da função de auditoria interna (caso essa função exista);
(b) procedimentos analíticos;
(c) observação e inspeção.
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15. Na obtenção de evidência de auditoria, o auditor deve considerar as informações de:
(a) procedimentos do auditor com relação à aceitação ou à continuação da relação com o
cliente ou do trabalho de auditoria; e
(b) quando aplicável, outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade.
16. Quando o auditor pretende usar as informações obtidas a partir da sua experiência
anterior com a entidade e de procedimentos de auditoria realizados em auditorias
anteriores, o auditor deve avaliar se essas informações continuam sendo relevantes e
confiáveis como evidência de auditoria para a auditoria atual.
17. O sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe encarregada do trabalho
devem discutir a aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável e a suscetibilidade
das demonstrações contábeis da entidade à distorção relevante.
18. Quando houver membros da equipe não envolvidos na discussão com o time de
auditoria, o sócio do trabalho deve determinar quais assuntos devem ser comunicados a
esses membros.
Identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante
28. O auditor deve identificar os riscos de distorção relevante e determinar se eles existem:
(a) no nível das demonstrações contábeis; e
(b) no nível da afirmação para classes de transações, saldos de conta e divulgações;
29. O auditor deve determinar as afirmações relevantes e as respectivas classes de
transações, saldos contábeis e divulgações significativas.
30. Para os riscos identificados de distorção relevante no nível das demonstrações
contábeis, o auditor deve avaliar os riscos e:
(a) determinar se esses riscos afetam a avaliação dos riscos no nível da afirmação; e
(b) avaliar a natureza e a extensão de seu efeito generalizado nas demonstrações contábeis.
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(ISS Teresina – Auditor Fiscal – 2016) O risco de distorção relevante é o risco de que as
demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Segundo a NBC
TA 200, podem ocorrer no nível
(A) geral da demonstração contábil e no nível da afirmação para classes de transações, saldos
contábeis e divulgações.
(B) de controle das normas e registros contábeis e no nível dos processos operacionais e
administrativos.
(C) da implementação e manutenção do controle interno e no nível da afirmação para classes
de transações, saldos contábeis e divulgações.
(D) de controle das normas e registros contábeis e no nível da afirmação para classes de
transações, saldos contábeis e divulgações.
(E) geral da demonstração contábil e no nível dos processos operacionais e administrativos.
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Comentários:
Questão trata dos níveis em que pode ocorrer os Riscos de Distorção Relevante. De acordo
com a NBC TA 200 (R1):
Item A36. Os riscos de distorção relevante podem existir em dois níveis:
• No nível geral da demonstração contábil; e
• No nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações.
Gabarito: A.
(ALESE – Analista Legislativo - Contabilidade – 2018) A NBC TA 200, que estabelece os
objetivos gerais do auditor independente e a condução da auditoria em conformidade com
normas de auditoria, definiu alguns termos e expressões de relevância para interpretação
destas Normas. De acordo com a referida NBC TA 200,
a) risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é
uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
b) asseguração razoável é, no contexto da auditoria de demonstrações econômico-financeiras
da entidade, a interpretação de dados desta natureza, flexibilizada pelo ceticismo profissional.
c) risco de distorção relevante é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor
para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção
existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto, com outras distorções.
d) risco de detecção é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção
relevante antes da auditoria.
e) ceticismo profissional é postura do auditor que reflete a maneira de processar,
cautelosamente, informação expressa em termos financeiros, a respeito de eventos
econômicos positivos ocorridos em períodos passados, relativamente a uma entidade
específica.
Comentários:
Questão aborda aspectos gerais da NBC TA 200, especialmente aqueles ligados ao Risco de
Auditoria. Vamos analisar cada assertiva:
Letra A – Correta (nosso gabarito): trata-se da definição exata do Risco de Auditoria.
Letra B – Errada. Vimos anteriormente que asseguração razoável é um nível elevado, mas não
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absoluto de segurança.
Letra C – Errada. Assertiva traz o conceito do Risco de detecção.
Letra D – Errada. Assertiva traz o conceito do Risco de distorção relevante.
Letra E – Errada. Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e
alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma
avaliação crítica das evidências de auditoria.
Gabarito: A.
(DESENVOLVE – Auditor – 2014) Risco de auditoria é o risco de que
a) o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações
contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de
distorção relevante e do risco de detecção.
b) os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível
aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante.
c) os procedimentos inadequadamente executados pelo auditor para a condução da auditoria
a um nível aceitável e, também, não apresente condições de evidenciar e detectar operações
que envolvam riscos que possam ser caracterizadas como relevantes.
d) o auditor apresente sua opinião de auditoria de forma contundente a respeito de pontos
relevantes das demonstrações contábeis sobre as quais possua apenas conhecimento
superficial.
e) o auditor expresse sua opinião de auditoria de forma superficial sobre distorções nas
demonstrações contábeis.
Comentários:
Questão aborda o conceito de Risco de Auditoria. Você deve ficar atento às palavras-chaves:
“opinião inadequada” e “distorção relevante”. Segundo a NBC TA 200 (R1):
13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir:
[...]
(c) Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é
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uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
Gabarito: A.
(AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS – 2019) A emissão de opinião inadequada do auditor sobre
demonstrações contábeis finais que contenham distorção relevante caracteriza o risco
a) de auditoria.
b) de controle.
c) de detecção.
d) de distorção relevante.
e) inerente.
Comentários:
Mais uma que aborda a definição do Risco de Auditoria. Segundo a NBC TA 200 (R1):
Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é
uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
As demais assertivas dizem respeito às espécies do Risco de Auditoria.
Portanto, alternativa correta é A.
(CAGE RS / 2014) De acordo com a NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de
Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e do seu Ambiente, o auditor
deve aplicar procedimentos de avaliação de riscos para fornecer uma base para a identificação
e avaliação de riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis e nas afirmações. No
processo de avaliação dos riscos, o auditor deve aplicar os seguintes procedimentos:
a) Inspeção de documentos, tais como planos e estratégias de negócio, e indagações à
administração e a outros na entidade com probabilidade de auxiliar na identificação de riscos
de distorção relevante devido a fraude ou erro.
b) Contagem de caixa e circularização de bancos para identificar a existência de risco de
fraude por apropriação indébita.
c) Circularização de advogados e de partes relacionadas com vistas a avaliar o risco de
contingências.
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d) Acompanhamento do inventário físico, reexecução de controles internos de faturamento e
inspeção de imobilizado, com vistas a avaliar o risco de distorção relevante nos ciclos
operacionais relevantes.
e) Análise de uma amostra de notas fiscais de faturamento emitidas no final do ano e os
respectivos comprovantes de embarque da mercadoria, com vistas a identificar o risco de
faturamento antecipado.
Comentários:
Questão trata dos “procedimentos de avaliação de risco e atividades relacionadas”, previstos
na NBC TA 315. De acordo com o normativo, os procedimentos de avaliação de riscos
incluem:
(a) indagações à administração, às pessoas apropriadas da auditoria interna (se houver essa
função) e a outros na entidade que, no julgamento do auditor, possam ter informações com
possibilidade de auxiliar na identificação de riscos de distorção relevante causados por fraude
ou erro;
(b) procedimentos analíticos;
(c) observação e inspeção.
O trecho acima encontrava-se presente na versão anterior da NBC TA 315 (chamada de R1).
Como visto acima, a versão atual traz essa mesma ideia, porém com alguns ajustes no texto.
Em decorrência da previsão acima, nosso gabarito é a letra A.
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RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS
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QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS - FCC
1. (FCC/ ALESE – Analista Legislativo - Contabilidade – 2018)
A NBC TA 200, que estabelece os objetivos gerais do auditor independente e a condução
da auditoria em conformidade com normas de auditoria, definiu alguns termos e
expressões de relevância para interpretação destas Normas. De acordo com a referida
NBC TA 200,
a) risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria
inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco
de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
b) asseguração razoável é, no contexto da auditoria de demonstrações econômico-
financeiras da entidade, a interpretação de dados desta natureza, flexibilizada pelo
ceticismo profissional.
c) risco de distorção relevante é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor
para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma
distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto, com outras
distorções.
d) risco de detecção é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção
relevante antes da auditoria.
e) ceticismo profissional é postura do auditor que reflete a maneira de processar,
cautelosamente, informação expressa em termos financeiros, a respeito de eventos
econômicos positivos ocorridos em períodos passados, relativamente a uma entidade
específica.
Comentários
Questão aborda aspectos gerais da NBC TA 200, especialmente aqueles ligados ao Risco
de Auditoria. Vamos analisar cada assertiva:
Letra A – Correta (nosso gabarito): trata-se da definição exata do Risco de Auditoria.
Letra B – Errada. Asseguração (ou segurança) razoável é um nível elevado, mas não
absoluto de segurança.
Letra C – Errada. Assertiva traz o conceito do Risco de detecção.
Letra D – Errada. Assertiva traz o conceito do Risco de distorção relevante.
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Letra E – Errada. Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e
alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma
avaliação crítica das evidências de auditoria.
Gabarito: “A”.
2. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – 2018)
Em auditoria, risco é a possibilidade de que uma distorção relevante nas demonstrações
contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, passe despercebida e cause
manifestação incorreta do auditor. Acerca dos riscos e seu controle:
a) alguns riscos, na opinião do auditor, requerem uma consideração especial e, por esse
motivo, são definidos como significativos.
b) os procedimentos de avaliação de riscos, por si só, fornecem evidências de auditoria
apropriadas e suficientes para suportar a opinião da auditoria.
c) na avaliação de riscos, não se deve realizar indagações à administração, à auditoria
interna ou a outros da própria entidade, por tendenciosidade de respostas.
d) para a avaliação de riscos, a estrutura societária da entidade auditada ou sua natureza é
irrelevante.
e) o auditor deve tomar o cuidado de não empregar sua experiência prévia com a entidade
auditada como fonte de informações para avaliação de riscos.
Comentários
Vamos analisar cada item à luz da NBC TA 315 (versão anterior, denominada R1) –
Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante.
A: CERTA. Risco significativo, de acordo com a NBC TA 315(R1), é o risco de distorção
relevante identificado e avaliado que, no julgamento do auditor, requer consideração
especial na auditoria.
B: ERRADA. A NBC TA 315(R1) diz o contrário, ou seja, os procedimentos de avaliação de
riscos, por si só, NÃO fornecem evidências de auditoria apropriadas e suficientes para
suportar a opinião da auditoria.
C: ERRADA. A indagação à administração ou a outros da entidade é um dos procedimentos
de avaliação de risco previstos no normativo supramencionado. Veja:
6. Os procedimentos de avaliação de riscos incluem:
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(a) indagações à administração, às pessoas apropriadas da auditoria interna (se houver essa
função) e a outros na entidade que, no julgamento do auditor, possam ter informações com
possibilidade de auxiliar na identificação de riscos de distorção relevante causados por
fraude ou erro;
(b) procedimentos analíticos;
(c) observação e inspeção.
D: ERRADA. O entendimento da natureza da entidade, incluindo suas estruturas societária
e de governança, é relevante para a avaliação dos controles internos e riscos da entidade.
E: ERRADA. A experiência prévia do auditor junto à entidade e procedimentos de auditoria
executados em auditorias anteriores pode fornecer uma série de informações relacionadas
à avaliação de riscos (tais como, distorções passadas e se elas foram corrigidas
tempestivamente, mudanças significativas que a entidade ou suas operações possam ter
sofrido desde o período financeiro anterior, etc.).
Gabarito: “A”.
3. (FCC/ MPE PE – Analista Ministerial – Auditoria – 2018)
Segundo as normas de auditoria, o risco de negócio resulta de:
a) distorção relevante identificada e avaliada que, no julgamento do auditor, requer
consideração especial na auditoria.
b) condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam
afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas
estratégias.
c) processo planejado, implementado e mantido pelos responsáveis pela governança,
administração e outros empregados para fornecer segurança razoável quanto à realização
dos objetivos da entidade.
d) declarações da administração, explícitas ou não, que estão incorporadas às
demonstrações contábeis, utilizadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de
distorções potenciais que possam ocorrer.
e) procedimentos de auditoria aplicados para a obtenção do entendimento da entidade e
do seu ambiente, para a identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante.
Comentários
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Mais uma que cobra definição prevista na NBC TA 315 (versão anterior, denominada R1).
Veja o que diz a norma:
Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta
de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de
alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou
estratégias inadequadas.
Gabarito: “B”.
4. (FCC/ ISS Teresina – Auditor Fiscal – 2016)
O risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham
distorção relevante antes da auditoria. Segundo a NBC TA 200, podem ocorrer no nível
(A) geral da demonstração contábil e no nível da afirmação para classes de transações,
saldos contábeis e divulgações.
(B) de controle das normas e registros contábeis e no nível dos processos operacionais e
administrativos.
(C) da implementação e manutenção do controle interno e no nível da afirmação para
classes de transações, saldos contábeis e divulgações.
(D) de controle das normas e registros contábeis e no nível da afirmação para classes de
transações, saldos contábeis e divulgações.
(E) geral da demonstração contábil e no nível dos processos operacionais e administrativos.
Comentários
Questão trata dos níveis em que pode ocorrer os Riscos de Distorção Relevante. De acordo
com a NBC TA 200 (R1):
Os riscos de distorção relevante podem existir em dois níveis:
• No nível geral da demonstração contábil; e
• No nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações.
Gabarito: “A”.
5. (FCC/PGE MT – Analista – Contador – 2016)
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Os riscos de distorção relevante no nível de afirmação foram classificados pela Norma
Brasileira de Contabilidade do Trabalho de Auditoria 200 (NBC TA 200) (R1) em dois
componentes: riscos inerentes e riscos de controle. NÃO representa risco inerente:
a) cálculos complexos ou contas compostas de valores derivados de estimativas contábeis
sujeitas à incerteza significativa de estimativa.
b) circunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios.
c) desenvolvimentos tecnológicos que tornam obsoleto um produto específico e alteram o
valor do estoque.
d) erros ou equívocos humanos, intencionais ou não.
e) informação específica como a falta de capital de giro suficiente para a continuidade das
operações.
Comentários
A NBC TA 200 (R1), em seu item A40, traz um detalhamento acerca do Risco Inerente, o
que incluem alguns exemplos de sua ocorrência. Veja:
A40. O risco inerente é mais alto para algumas afirmações e classes relacionadas de
transações, saldos contábeis e divulgações do que para outras. Por exemplo, ele pode ser
mais alto para cálculos complexos ou contas compostas de valores derivados de estimativas
contábeis sujeitas à incerteza significativa de estimativa. Circunstâncias externas que dão
origem a riscos de negócios também podem influenciar o risco inerente. Por exemplo,
desenvolvimentos tecnológicos podem tornar obsoleto um produto específico, tornando
assim o estoque mais suscetível de distorção em relação à superavaliação. Fatores na
entidade e no seu ambiente, relacionados às várias ou todas as classes de transações,
saldos contábeis ou divulgações também podem influenciar o risco inerente relacionado a
uma afirmação específica. Tais fatores podem incluir, por exemplo, falta de capital de giro
suficiente para a continuidade das operações ou um setor em declínio caracterizado por um
grande número de falências.
Analisando os trechos acima destacados, percebe-se que a única assertiva que não consta
nos exemplos mencionados é a letra D.
É bem verdade que os erros ou equívocos humanos são exemplos de limitações inerentes
ao trabalho da auditoria, de acordo com a mesma NBC TA 200(R1).Veja:
A41. O risco de controle é uma função da eficácia do desenho (controles estabelecidos), da
implementação e da manutenção do controle interno pela administração (...). Contudo, o
controle interno (...) pode reduzir, mas não eliminar, os riscos de distorção relevante nas
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demonstrações contábeis, por causa das limitações inerentes ao controle interno. Essas
limitações incluem, por exemplo, a possibilidade de erros ou equívocos humanos, ou de
controles contornados por conluio ou burla inapropriada da administração. Portanto, algum
risco de controle sempre existe.
Como a questão pede taxativamente exemplos de Riscos Inerentes, o gabarito, de fato, é a
letra D.
Gabarito: “D”.
6. (FCC/ TCE CE – Técnico Controle Externo – Auditoria TI – 2015)
O planejamento de procedimentos adicionais de auditoria de sistemas de informação
contábeis deve considerar as razões para a avaliação atribuída ao risco de distorção
relevante no nível de afirmações para cada classe de transações, saldo de contas e
divulgações, incluindo:
I. o risco inerente às características particulares da classe de transações eletrônicas e seus
dados.
II. obter evidência de auditoria para determinar se os controles estão operando
eficazmente.
III. obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto menor for a avaliação de risco do
auditor.
IV. o esgotamento da análise dos riscos avaliados de distorção relevante no nível de
afirmações.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e IV.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I e III.
e) I e II.
Comentários
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De acordo com a NBC TA 330 (R1) – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados,
dependendo das repostas gerais dos riscos das distorções relevantes, o auditor irá avaliar
quais os procedimentos a serem realizados, objetivando obter evidência de auditoria
apropriada e suficiente. Veja:
Respostas gerais
5. O auditor deve planejar e implementar respostas gerais para tratar dos riscos avaliados
de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis.
[...]
6. O auditor deve planejar e executar procedimentos adicionais de auditoria, cuja natureza,
época e extensão se baseiam e respondem aos riscos avaliados de distorção relevante no
==13e1bc==
nível de afirmações.
7. Ao planejar procedimentos adicionais de auditoria a serem realizados, o auditor deve:
(a) considerar as razões para a avaliação atribuída ao risco de distorção relevante no nível
de afirmações para cada classe de transações, saldo de contas e divulgações, incluindo:
(i) a probabilidade de distorção relevante devido às características particulares da classe
de transações, saldo de contas ou divulgação relevantes (isto é, o risco inerente); e
(ii) se a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes (isto é, o risco de
controle), exigindo assim que o auditor obtenha evidência de auditoria para determinar
se os controles estão operando eficazmente (isto é, o auditor pretende confiar na
efetividade operacional dos controles para determinar a natureza, época e extensão dos
procedimentos substantivos); e
(b) obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for a avaliação de risco do
auditor.
Pelo exposto, em especial itens acima sublinhados, percebemos que os itens I e II estão
corretos. O item III está errado, pois a evidência deve ser mais persuasiva quanto MAIOR a
avaliação de risco. O item IV está errado, uma vez que não há previsão normativa para esse
“esgotamento” da análise dos riscos avaliados.
Gabarito: “E”.
7. (FCC/ TCE SP – Auditor – 2013)
Em auditoria, o denominado risco de detecção:
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A) independe da suficiência e adequação das evidências de auditoria coletadas pelo
auditor para emissão de seu relatório.
B) é uma função direta da eficácia dos controles internos da entidade que está sendo
auditada.
C) é invariável, qualquer que seja a atividade da entidade e as classes de transações por ela
praticadas.
D) existe independentemente da auditoria das demonstrações contábeis, ou seja, é
inerente à entidade.
E) está diretamente relacionado com a natureza, a época e a extensão dos procedimentos
de auditoria.
Comentários
O risco de auditoria é uma função do risco de distorção relevante e do risco de detecção.
Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir
o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente
que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções
Veja que o risco de detecção se relaciona com os procedimentos que são determinados
pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. É, portanto, função
da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor.
Podemos afirmar que os riscos de distorção relevante são os riscos da ENTIDADE enquanto
que o risco de detecção é risco do AUDITOR.
Vejamos o que diz a NBC TA 200(R1):
A45. O risco de detecção se relaciona com a natureza, a época e a extensão dos
procedimentos que são determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um
nível baixo aceitável. Portanto, é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de
sua aplicação pelo auditor. Assuntos como:
• planejamento adequado;
• designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho;
• aplicação de ceticismo profissional; e
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• supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado, ajudam a aprimorar a eficácia do
procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor
possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado, aplicar erroneamente um
procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da
auditoria.
Pelo exposto, o gabarito é a letra E. O Risco de detecção depende da suficiência e
adequação das evidências coletadas (letra A errada). A letra B traz elementos do Risco de
Controle. Vimos acima que há assuntos que influenciam a possibilidade de que o auditor
possa selecionar ou aplicar erroneamente algum procedimento de auditoria – o que tem
relação direta com a exposição ao Risco de Detecção. Os riscos inerente e de controle
existem independentemente da auditoria (letra D errada).
Gabarito: “E”.
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LISTA DE QUESTÕES - FCC
1. (FCC/ ALESE – Analista Legislativo - Contabilidade – 2018)
A NBC TA 200, que estabelece os objetivos gerais do auditor independente e a condução
da auditoria em conformidade com normas de auditoria, definiu alguns termos e expressões
de relevância para interpretação destas Normas. De acordo com a referida NBC TA 200,
a) risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é
uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
b) asseguração razoável é, no contexto da auditoria de demonstrações econômico-
financeiras da entidade, a interpretação de dados desta natureza, flexibilizada pelo ceticismo
profissional.
c) risco de distorção relevante é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor
para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção
existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto, com outras distorções.
d) risco de detecção é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção
relevante antes da auditoria.
e) ceticismo profissional é postura do auditor que reflete a maneira de processar,
cautelosamente, informação expressa em termos financeiros, a respeito de eventos
econômicos positivos ocorridos em períodos passados, relativamente a uma entidade
específica.
2. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – 2018)
Em auditoria, risco é a possibilidade de que uma distorção relevante nas demonstrações
contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, passe despercebida e cause
manifestação incorreta do auditor. Acerca dos riscos e seu controle:
a) alguns riscos, na opinião do auditor, requerem uma consideração especial e, por esse
motivo, são definidos como significativos.
b) os procedimentos de avaliação de riscos, por si só, fornecem evidências de auditoria
apropriadas e suficientes para suportar a opinião da auditoria.
c) na avaliação de riscos, não se deve realizar indagações à administração, à auditoria interna
ou a outros da própria entidade, por tendenciosidade de respostas.
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d) para a avaliação de riscos, a estrutura societária da entidade auditada ou sua natureza é
irrelevante.
e) o auditor deve tomar o cuidado de não empregar sua experiência prévia com a entidade
auditada como fonte de informações para avaliação de riscos.
3. (FCC/ MPE PE – Analista Ministerial – Auditoria – 2018)
Segundo as normas de auditoria, o risco de negócio resulta de:
a) distorção relevante identificada e avaliada que, no julgamento do auditor, requer
consideração especial na auditoria.
b) condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam
==13e1bc==
afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas
estratégias.
c) processo planejado, implementado e mantido pelos responsáveis pela governança,
administração e outros empregados para fornecer segurança razoável quanto à realização
dos objetivos da entidade.
d) declarações da administração, explícitas ou não, que estão incorporadas às
demonstrações contábeis, utilizadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de
distorções potenciais que possam ocorrer.
e) procedimentos de auditoria aplicados para a obtenção do entendimento da entidade e
do seu ambiente, para a identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante.
4. (FCC/ ISS Teresina – Auditor Fiscal – 2016)
O risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham
distorção relevante antes da auditoria. Segundo a NBC TA 200, podem ocorrer no nível
(A) geral da demonstração contábil e no nível da afirmação para classes de transações, saldos
contábeis e divulgações.
(B) de controle das normas e registros contábeis e no nível dos processos operacionais e
administrativos.
(C) da implementação e manutenção do controle interno e no nível da afirmação para classes
de transações, saldos contábeis e divulgações.
(D) de controle das normas e registros contábeis e no nível da afirmação para classes de
transações, saldos contábeis e divulgações.
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(E) geral da demonstração contábil e no nível dos processos operacionais e administrativos.
5. (FCC/PGE MT – Analista – Contador – 2016)
Os riscos de distorção relevante no nível de afirmação foram classificados pela Norma
Brasileira de Contabilidade do Trabalho de Auditoria 200 (NBC TA 200) (R1) em dois
componentes: riscos inerentes e riscos de controle. NÃO representa risco inerente:
a) cálculos complexos ou contas compostas de valores derivados de estimativas contábeis
sujeitas à incerteza significativa de estimativa.
b) circunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios.
c) desenvolvimentos tecnológicos que tornam obsoleto um produto específico e alteram o
valor do estoque.
d) erros ou equívocos humanos, intencionais ou não.
e) informação específica como a falta de capital de giro suficiente para a continuidade das
operações.
6. (FCC/ TCE CE – Técnico Controle Externo – Auditoria TI – 2015)
O planejamento de procedimentos adicionais de auditoria de sistemas de informação
contábeis deve considerar as razões para a avaliação atribuída ao risco de distorção relevante
no nível de afirmações para cada classe de transações, saldo de contas e divulgações,
incluindo:
I. o risco inerente às características particulares da classe de transações eletrônicas e seus
dados.
II. obter evidência de auditoria para determinar se os controles estão operando eficazmente.
III. obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto menor for a avaliação de risco do
auditor.
IV. o esgotamento da análise dos riscos avaliados de distorção relevante no nível de
afirmações.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e IV.
b) II e III.
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c) III e IV.
d) I e III.
e) I e II.
7. (FCC/ TCE SP – Auditor – 2013)
Em auditoria, o denominado risco de detecção:
A) independe da suficiência e adequação das evidências de auditoria coletadas pelo auditor
para emissão de seu relatório.
B) é uma função direta da eficácia dos controles internos da entidade que está sendo
auditada.
C) é invariável, qualquer que seja a atividade da entidade e as classes de transações por ela
praticadas.
D) existe independentemente da auditoria das demonstrações contábeis, ou seja, é inerente
à entidade.
E) está diretamente relacionado com a natureza, a época e a extensão dos procedimentos
de auditoria.
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GABARITO
1. A
2. A
3. B
4. A
5. D
6. E
7. E
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RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS
O que define o Risco de Auditoria?
Resposta: Risco de que o auditor expresse uma OPINIÃO de auditoria INADEQUADA quando as
demonstrações contábeis contiverem DISTORÇÕES RELEVANTES.
O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
O que é Risco de Detecção?
Resposta: É o risco de que os PROCEDIMENTOS EXECUTADOS PELO AUDITOR para reduzir o
risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo NÃO DETECTEM uma distorção existente que
==13e1bc==
possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. É também
conhecido como RISCO DO AUDITOR.
O que é Risco de Distorção Relevante?
Resposta: É o Risco de que as demonstrações contábeis contenham distorções relevante ANTES
DA AUDITORIA. Também é conhecido como RISCO DA ENTIDADE e é composto pelo Risco
Inerente e pelo Risco de Controle.
O que é Risco Inerente?
Resposta: É a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou
divulgação a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras
distorções, ANTES DE QUAISQUER CONTROLES RELACIONADOS.
O que é Risco de Controle?
Resposta: É o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe
de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em
conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente
pelo CONTROLE INTERNO DA ENTIDADE. O risco de controle é uma função da eficácia do
desenho (controles estabelecidos), da implementação e da manutenção do controle interno pela
administração.
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Qual a relação entre o Risco de Detecção e o Risco de Distorção Relevante?
Resposta: Há uma relação INVERSA entre o Risco de Detecção e o Risco de Distorção Relevante.
O auditor só pode influenciar o Risco de Detecção (risco do auditor). Dessa maneira, se houver
um alto risco de distorção relevante presente, o auditor deve tolerar um baixo risco de detecção,
agindo no sentido de coletar evidências persuasivas e aplicar procedimentos efetivos.
Qual a relação entre risco e relevância?
Resposta: Existe uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível estabelecido de
relevância; isto é, quanto menor for o risco de auditoria, maior será o valor estabelecido como
nível de relevância, e vice-versa. O auditor independente toma essa relação inversa em conta ao
determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria. Por exemplo, se
na execução de procedimentos específicos de auditoria, o auditor independente determinar que
o nível de risco é maior que o previsto na fase de planejamento, o nível de relevância,
preliminarmente estabelecido, deve ser reduzido (o que significa que o auditor ira selecionar um
número maior de itens para aplicação de testes e procedimentos para, de alguma maneira,
“compensar” o maior risco avaliado).
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MOTIVAÇÃO DA AULA
Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir.
LISTA DE PERGUNTAS
O que significa relevância, no contexto das evidências de auditoria?
Quando uma distorção é considerada relevante?
O que é materialidade para execução de auditoria?
Como se dá a determinação da materialidade em auditoria?
É possível revisar a materialidade? Quando?
Qual a relação entre risco e relevância?
Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se
preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje!
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CONTEXTUALIZAÇÃO
Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos
relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados. A relevância deve
ser considerada pelo auditor quando: i) determinar a natureza, oportunidade e extensão dos
procedimentos de auditoria; ii) avaliar o efeito das distorções sobre os saldos, denominações e
classificação das contas; e iii) determinar a adequação da apresentação e da divulgação da
informação contábil.
Finalmente, pode-se dizer que há uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível
estabelecido de relevância; isto é, quanto menor for o risco de auditoria, maior será o valor
estabelecido como nível de relevância, e vice-versa. O auditor independente toma essa relação
inversa em conta ao determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de
==13e1bc==
auditoria. Por exemplo, se na execução de procedimentos específicos de auditoria, o auditor
independente determinar que o nível de risco é maior que o previsto na fase de planejamento, o
nível de relevância preliminarmente estabelecido deve ser reduzido.
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RELEVÂNCIA NA AUDITORIA
Podemos estudar a chamada Relevância da Auditoria sob 2 aspectos. O primeiro diz respeito à
relevância como atributo, ou característica, da evidência de auditoria. A segunda está
relacionada à materialidade no planejamento e na execução da auditoria. Nesse último caso,
muitas vezes as expressões relevância e materialidade são usadas de forma indistinta.
Relevância como Características da Evidência de Auditoria
Ao estabelecer e executar procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar a relevância e
a confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria. A qualidade de
toda evidência de auditoria é afetada pela relevância e confiabilidade das informações em que
ela se baseia.
Percebam então que a relevância é uma das características da evidência de auditoria, que afeta
diretamente sua qualidade. Devemos recordar que a medida de qualidade da evidência de
auditoria é chamada de Adequação, enquanto a medida de quantidade é denominada
Suficiência.
Vejamos abaixo a definição de relevância, trazida pela NBC TA 500 (R1) – Evidência de Auditoria.
Adiantamos que se trata de um conceito abstrato, de difícil assimilação. Saibam, porém, que
quando aparece em provas geralmente exige-se a literalidade do que consta na norma.
A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do procedimento de
auditoria e, quando apropriado, a afirmação em consideração. A relevância das informações a
serem utilizadas como evidência de auditoria pode ser afetada pela direção do teste. Por
exemplo, se a finalidade de um procedimento de auditoria é testar para verificar se há
superavaliação na existência ou valorização das contas a pagar, testar as contas a pagar
registradas pode ser um procedimento de auditoria relevante. Por outro lado, para testar se há
subavaliação na existência ou valorização das contas a pagar, testar as contas a pagar registradas
não seria relevante, mas testar informações como desembolsos subsequentes, faturas não pagas,
faturas de fornecedores e exceções apontadas nos relatórios de recebimento de mercadorias
podem ser relevantes.
Um dado conjunto de procedimentos de auditoria pode fornecer evidência relevante para certas
afirmações, mas não para outras. Por exemplo, a inspeção de documentos relacionados com a
cobrança de contas a receber após o fim do período pode fornecer evidência de auditoria
referente à existência e valorização, mas não necessariamente ao corte. Similarmente, a
obtenção de evidência de auditoria referente a uma afirmação específica, por exemplo, a
existência de estoque, não substitui a obtenção de evidência de auditoria referente a outra
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afirmação, por exemplo, a valorização desse estoque. Por outro lado, evidência de auditoria de
diferentes fontes ou de diferente natureza pode ser relevante para a mesma afirmação.
A evidência de auditoria tem natureza cumulativa e é obtida principalmente a partir dos
procedimentos realizados durante o curso do trabalho. Como vimos acima, a relevância está
associada à adequação da evidência de auditoria. Adequação é a medida da qualidade da
evidência de auditoria, isto é, sua relevância e sua confiabilidade para fornecer suporte às
conclusões em que se fundamenta a opinião do auditor.
(Auditor (UFG) – 2017) A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do
procedimento de auditoria e, quando apropriado, sobre a afirmação da administração em
consideração. A relevância das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria
pode ser afetada
a) pela direção do teste.
b) pelas fontes de evidência.
c) pelas amostras disponíveis.
d) pela natureza da transação.
Comentários:
Questão aborda aspecto pontual acerca da relevância em auditoria, que pode ser afetada pelo
teste a ser aplicado pelo auditor na busca de evidências para fundamentar a sua opinião. A
evidência é relevante se for relacionada, de forma clara e lógica, aos critérios e objetivos da
auditoria; que expõe apenas aquilo que tem importância dentro do contexto e que deve ser
levado em consideração em face dos seus objetivos.
Segundo a NBC TA 500(R1):
Relevância
A27. A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do procedimento de
auditoria e, quando apropriado, a afirmação em consideração. A relevância das informações a
serem utilizadas como evidência de auditoria pode ser afetada pela direção do teste.
Nesse tipo de questão, deve ser observada a literalidade da norma, pois é exatamente assim
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que as bancas costumam cobrar.
Portanto, alternativa correta é A.
Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria
A NBC TA 320 (R1) – Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria trata da
responsabilidade do auditor independente de aplicar o conceito de materialidade no
planejamento e na execução de auditoria de demonstrações contábeis.
O objetivo do auditor é aplicar o conceito de materialidade adequadamente no planejamento e
na execução da auditoria.
==13e1bc==
Inicialmente, a norma delimita o que é considerado “Distorção Relevante”, além de apresentar
outros importantes conceitos.
Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for
razoavelmente esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto,
influenciar as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações
contábeis.
Julgamentos sobre materialidade são feitos à luz das circunstâncias envolvidas, e são
afetados pela magnitude e natureza das distorções, ou a combinação de ambos.
Julgamentos sobre quais assuntos são relevantes para usuários das demonstrações
contábeis são baseados em considerações sobre as necessidades de informações
financeiras comuns a usuários como um grupo. Não é considerado o possível efeito de
distorções sobre usuários individuais específicos, cujas necessidades podem variar
significativamente.
Percebam que – nesse contexto – relevância, materialidade e concretude são sinônimos.
A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é
afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das
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demonstrações contábeis. Vejam então que não há uma regra (ou valor) pré-definida sobre o
que é material ou relevante em auditoria.
O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da
auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não
corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório
do auditor independente.
Mas, afinal, o que é materialidade?
Para fins das normas de auditoria, materialidade para execução da auditoria significa o valor ou
valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações
contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que
as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as
demonstrações contábeis como um todo. Se aplicável, materialidade para execução da auditoria
refere-se, também, ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou níveis de
materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis e divulgações.
A definição acima não é nada intuitiva. Saibam, porém, que não há muito como fugir da
literalidade desse conceito nas provas da nossa matéria.
Podemos entender a materialidade como um valor (ou faixa de valores) a partir do qual o
Auditor começa a se preocupar no momento de selecionar os testes e procedimentos a serem
executados, ou ainda no momento de classificar como relevante uma distorção identificada. Em
outras palavras, a materialidade é o montante máximo pelo qual o auditor considera que as
demonstrações contábeis possam estar distorcidas, sem que isso seja materialmente relevante
para os seus utilizadores.
A determinação de materialidade para execução de testes não é um cálculo mecânico simples e
envolve o exercício de julgamento profissional. É afetado pelo entendimento que o auditor
possui sobre a entidade, atualizado durante a execução dos procedimentos de avaliação de
risco, e pela natureza e extensão de distorções identificadas em auditorias anteriores e, dessa
maneira, pelas expectativas do auditor em relação a distorções no período corrente.
Assim como ocorre com o planejamento da auditoria propriamente, o auditor deve revisar a
materialidade para as demonstrações contábeis como um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis
de materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação) no caso
de tomar conhecimento de informações durante a auditoria que o teriam levado a determinar
inicialmente um valor diferente. Em outras palavras, a determinação da materialidade não é algo
imutável.
O auditor deve incluir na documentação de auditoria os seguintes valores e fatores considerados
em sua determinação:
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(a) materialidade para as demonstrações contábeis como um todo;
(b) se aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos
contábeis ou divulgação;
(c) materialidade para execução da auditoria; e
(d) qualquer revisão ocorrida nos itens listados acima (“a” a “c) com o andamento da auditoria.
Apresentaremos a seguir algumas definições presentes na NBC TA 320 (R1), usualmente
cobradas em provas.
2. A estrutura de relatórios financeiros frequentemente discute o conceito de materialidade
no contexto da elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. Embora a
estrutura de relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes, ela em geral
explica que:
• Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões
econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis;
• Julgamentos sobre materialidade são feitos à luz das circunstâncias envolvidas, e são
afetados pela magnitude e natureza das distorções, ou a combinação de ambos; e
• Julgamentos sobre quais assuntos são relevantes para usuários das demonstrações
contábeis são baseados em considerações sobre as necessidades de informações
financeiras comuns a usuários como um grupo. Não é considerado o possível efeito de
distorções sobre usuários individuais específicos, cujas necessidades podem variar
significativamente.
A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para a Elaboração e
Apresentação de Demonstrações Contábeis indica que, para entidade com fins lucrativos,
considerando que são os investidores que fornecem o capital de risco para o
empreendimento, o fornecimento de demonstrações contábeis que atendam suas
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necessidades atendem, também, a maioria das necessidades dos outros usuários das
demonstrações contábeis.
4. A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional
e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos
usuários das demonstrações contábeis. Neste contexto, é razoável que o auditor assuma
que os usuários:
(a) possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, de contabilidade
e a disposição de estudar as informações das demonstrações contábeis com razoável
diligência;
(b) entendem que as demonstrações contábeis são elaboradas, apresentadas e auditadas
considerando níveis de materialidade;
(c) reconhecem as incertezas inerentes à mensuração de valores baseados no uso de
estimativas, julgamento e a consideração sobre eventos futuros; e
(d) tomam decisões econômicas razoáveis com base nas informações das demonstrações
contábeis.
6. Ao planejar a auditoria, o auditor exerce julgamento sobre as distorções que são
consideradas relevantes. Esses julgamentos fornecem a base para:
(a) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco;
(b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante; e
(c) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria.
A materialidade determinada no planejamento da auditoria não estabelece
necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou
em conjunto, serão sempre avaliadas como não relevantes. As circunstâncias relacionadas a
algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam
abaixo do limite de materialidade. Não é praticável definir procedimentos de auditoria para
detectar todas as distorções que poderiam ser relevantes somente por sua natureza. No
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entanto, a consideração da natureza das potenciais distorções nas divulgações é relevante
para o planejamento dos procedimentos de auditoria para tratar os riscos de distorção
relevante. Adicionalmente, ao avaliar o efeito de todas as distorções não corrigidas sobre
as demonstrações contábeis, o auditor deve considerar não apenas a magnitude, mas,
também, a natureza de distorções não corrigidas, e as circunstâncias específicas de sua
ocorrência.
Esclarecendo: cuidado com questões que afirmam que há um valor mínimo para
classificação da relevância ou materialidade. Como vimos acima, não se determina
necessariamente um “piso” para materialidade. Isso porque as circunstâncias relacionadas a
algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam
abaixo do limite global de materialidade.
9. Para fins das normas de auditoria, materialidade para execução da auditoria significa o
valor ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as
demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a
probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam
a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Se aplicável,
materialidade para execução da auditoria refere-se, também, ao valor ou valores fixados
pelo auditor inferiores ao nível ou níveis de materialidade para classes específicas de
transações, saldos contábeis e divulgações.
Esclarecendo: podemos entender a materialidade como um valor (ou faixa de valores) a
partir do qual o Auditor começa a se preocupar no momento de selecionar os testes e
procedimentos a serem executados, ou ainda no momento de classificar como relevante
uma distorção identificada.
10. Ao estabelecer a estratégia global de auditoria, o auditor deve determinar a
materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Se, nas circunstâncias
específicas da entidade, houver uma ou mais classes específicas de transações, saldos
contábeis ou divulgação para as quais se poderia razoavelmente esperar que distorções de
valores menores que a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo
influenciem as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas demonstrações
contábeis, o auditor deve determinar, também, o nível ou níveis de materialidade a serem
aplicados a essas classes específicas de transações, saldos contábeis e divulgações.
Esclarecendo: durante o planejamento da auditoria, o auditor deve determinar a
materialidade global (para as demonstrações contábeis como um todo). Caso haja
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necessidade, o auditor determina também níveis de materialidade específicos. Esses níveis
são, de acordo com a norma, menores que a materialidade global.
11. O auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo
de avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão
de procedimentos adicionais de auditoria.
A1. [...] A materialidade e os riscos de auditoria são levados em consideração durante a
auditoria, especialmente na:
(a) identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante;
(b) determinação da natureza, época e extensão de procedimentos adicionais de auditoria;
e
(c) avaliação do efeito de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações
contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente.
A2. A identificação e a avaliação dos riscos de distorção relevante envolve o uso de
julgamento profissional para identificar as classes de transações, os saldos contábeis e as
divulgações, incluindo divulgações qualitativas, cuja distorção pode ser relevante (ou seja,
em geral, distorções são consideradas relevantes se puder ser razoavelmente esperado que
elas influenciem as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações
contábeis como um todo). Ao considerar se distorções em divulgações qualitativas podem
ser relevantes, o auditor pode identificar fatores relevantes, tais como:
• as circunstâncias da entidade para o período (por exemplo, a entidade pode ter se
envolvido na combinação de negócios significativa durante o período);
• a estrutura de relatório financeiro aplicável, incluindo mudanças nessa estrutura (por
exemplo, nova norma para apresentação de relatório financeiro pode exigir novas
divulgações qualitativas que sejam significativas para a entidade);
• divulgações qualitativas que são importantes para os usuários das demonstrações
contábeis devido à natureza da entidade (por exemplo, divulgações de risco de liquidez
podem ser importantes para os usuários das demonstrações contábeis de instituição
financeira).
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A3. No caso de entidade do setor público, os legisladores e reguladores são
frequentemente os principais usuários das demonstrações contábeis. Além disso, as
demonstrações contábeis podem ser utilizadas para se tomar outras decisões que não
sejam econômicas. A determinação da materialidade para as demonstrações contábeis
como um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de
transações, saldos contábeis ou divulgação) em uma auditoria das demonstrações
contábeis de entidade do setor público é, portanto, influenciada por lei, regulamentação
ou outra autoridade e pelas necessidades de informações financeiras de legisladores e do
público em relação a programas do setor público.
Esclarecendo: podemos inferir que a determinação da materialidade em entidades do setor
público é diferente em relação a entidades privadas. Isso decorre das necessidades
específicas de usuários (legisladores, etc.), da própria função pública (em que por vezes o
interesse econômico é secundário), e também por previsões legais ou regulamentares.
A13. Planejar a auditoria somente para detectar distorção individualmente relevante
negligencia o fato de que as distorções individualmente irrelevantes em conjunto podem
levar à distorção relevante das demonstrações contábeis e não deixa margem para
possíveis distorções não detectadas. A materialidade para execução da auditoria (que,
conforme definição, é um ou mais valores) é fixada para reduzir a um nível adequadamente
baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto
nas demonstrações contábeis excedam a materialidade para as demonstrações contábeis
como um todo. Da mesma forma, a materialidade para execução da auditoria relacionada a
um nível de materialidade determinado para classe específica de transações, saldos
contábeis ou divulgação é fixada para reduzir a um nível adequadamente baixo a
probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto nessa
classe específica de transações, saldos contábeis ou divulgação excedam o nível de
materialidade para essa classe específica de transações, saldos contábeis ou divulgação. A
determinação de materialidade para execução de testes não é um cálculo mecânico
simples e envolve o exercício de julgamento profissional. É afetado pelo entendimento que
o auditor possui sobre a entidade, atualizado durante a execução dos procedimentos de
avaliação de risco, e pela natureza e extensão de distorções identificadas em auditorias
anteriores e, dessa maneira, pelas expectativas do auditor em relação a distorções no
período corrente.
(SEFAZ SP – AFR – 2013) Uma demonstração contábil apresenta distorções relevantes, quando
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o valor de distorções
(A) corrigidas não foi divulgado nas notas explicativas e supera a materialidade global
estabelecida pelo auditor.
(B) corrigidas, individualmente ou em conjunto, é maior que a materialidade global
estabelecida para o trabalho.
(C) não corrigidas, individualmente, é menor que a materialidade global.
(D) não corrigidas, individualmente ou em conjunto, é maior que a materialidade global
estabelecida para o trabalho.
(E) não corrigidas, individualmente ou em conjunto, supera o valor de R$ 10.000.000,00.
Comentários:
Para fins das normas de auditoria, “materialidade para execução da auditoria significa o valor
ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações
contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de
que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para
as demonstrações contábeis como um todo. Se aplicável, materialidade para execução da
auditoria refere-se, também, ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou
níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis e
divulgações.” (Item 9 NBC TA 320 - R1).
Podemos entender a materialidade como um valor (ou faixa de valores) a partir do qual o
Auditor começa a se preocupar no momento de selecionar os testes e procedimentos a serem
executados, ou ainda no momento de classificar como relevante uma distorção identificada.
Em outras palavras, a materialidade é o montante máximo pelo qual o auditor considera que
as demonstrações contábeis possam estar distorcidas, sem que isso seja materialmente
relevante para os seus utilizadores.
Ora, pelo exposto acima (sublinhado, inclusive), nosso gabarito só pode a letra D. As assertivas
que falam em distorções CORRIGIDAS (letras A e B) nem merecem nossa atenção, uma vez
que a materialidade está ligada às distorções NÃO CORRIGIDAS (como visto acima no item 9
da norma). A letra C peca ao falar que é relevante a distorção não corrigida e MENOR que a
materialidade global. Não há um valor pré-definido com relação à materialidade (letra E
errada).
Gabarito: D.
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(IPSM SJC – Analista de Gestão Municipal / Contabilidade – 2018) Suponha que, ao auditar
determinada entidade, se descubra, dentre seus registros operacionais, que, no conjunto de
demonstrações contábeis consta a informação de uma Receita de Vendas no valor de
R$ 1.000.000; mas, na verdade, esse recebimento foi fruto do ganho de um processo judicial
pela empresa. Esse fato configura um problema do ponto de vista de sua materialidade, em
função
a) de seu potencial de alterar decisões dos usuários.
b) da norma da objetividade.
c) do princípio da entidade e do postulado da continuidade.
d) da norma da consistência dentre os períodos.
e) de já ter ocorrido o recebimento.
Comentários:
Questão cobra o conhecimento do item 2, da NBC TA 320. Veja mais uma vez:
2. A estrutura de relatórios financeiros frequentemente discute o conceito de materialidade no
contexto da elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. Embora a estrutura de
relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes, ela em geral explica que:
• Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões
econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis [...];
Gabarito: A.
(Polícia Científica PE – Ciências Contábeis – 2016) Acerca de auditoria de demonstrações
contábeis, assinale a opção correta.
c) O conceito de materialidade é objetivo, de utilização obrigatória e está expressamente
determinado nas Normas Brasileiras de Contabilidade.
Comentários:
Vamos analisar somente a alternativa C, uma vez que as demais estão fora do escopo dos
temas tratados neste relatório.
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Como dissemos, não há uma regra (ou valor) pré-definida sobre o que é material ou relevante.
“A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é
afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários
das demonstrações contábeis.” (Item 4 - NBC TA 320 R1). Assim, podemos entender a
assertiva em comento como INCORRETA, uma vez que o conceito de materialidade não é
objetivo.
Gabarito: assertiva ERRADA.
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RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS
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QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS - FCC
1. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Na avaliação de materialidade, é razoável que o auditor assuma que os usuários de
demonstrações financeiras
a) possuem aprofundado conhecimento de economia.
b) não sabem que as demonstrações contábeis são auditadas considerando níveis de
materialidade.
c) possuem conhecimento razoável de contabilidade.
d) não possuem disposição para estudar as informações contábeis com diligência.
e) possuem aprofundado conhecimento das atividades econômicas.
Comentários:
Segundo a NBC TA 320(R1), "a determinação de materialidade pelo auditor é uma questão
de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de
informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. Neste contexto, é
razoável que o auditor assuma que os usuários:
(a) possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, de
contabilidade e a disposição de estudar as informações das demonstrações contábeis com
razoável diligência;
(b) entendem que as demonstrações contábeis são elaboradas, apresentadas e auditadas
considerando níveis de materialidade;
(c) reconhecem as incertezas inerentes à mensuração de valores baseados no uso de
estimativas, julgamento e a consideração sobre eventos futuros; e
(d) tomam decisões econômicas razoáveis com base nas informações das demonstrações
contábeis". [Grifos não constantes no original]
Gabarito: “C”
2. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – 2018)
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O controle que funciona é o controle preventivo, o controle substantivo, que elege
prioridades e acompanha paripassu a execução de projetos. O controle que funciona é
aquele que orienta, esclarece e alerta, que concentra e aprofunda sua fiscalização naquilo
que é essencial, mediante critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade.
(LIMA, Luiz Henrique. O Controle da Responsabilidade Fiscal e os Desafios
para os Tribunais de Contas em Tempos de Crise. In: LIMA, Luiz Henrique;
DE OLIVEIRA, Weder; CAMARGO, João Batista. Contas Governamentais e
Responsabilidade Fiscal: Desafios para o Controle Externo. Belo Horizonte:
Fórum, 2017, p.135)
Acerca da materialidade e planejamento em auditoria, assevera-se:
a) O planejamento, como etapa antecedente e isolada da auditoria, consiste primeiramente
==13e1bc==
na identificação dos riscos de distorções relevantes e subsequentemente na determinação
da materialidade.
b) É possível, na ponderação de materialidade, estabelecer um valor abaixo do qual as
distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como
não relevantes.
c) Independentemente das informações reveladas no transcurso da auditoria, é importante
que o auditor não revise a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo.
d) No controle de legalidade que faz o Tribunal de Contas, não se deve levar em conta a
materialidade, pois todas as transações devem ser individualmente apreciadas.
e) A avaliação de relevância de eventuais distorções é o fundamento para determinação da
época, extensão e natureza de procedimentos a aplicar.
Comentários
Questão traz elementos da materialidade no planejamento e execução da auditoria. Vamos
analisar cada assertiva.
A: ERRADA. Sabemos que o planejamento não é uma fase isolada da auditoria. Ademais,
podemos entender que a determinação da materialidade se dá nas fases de planejamento
e execução da auditoria.
B: ERRADA. A NBC TA 320(R1) diz o contrário. Veja:
Item 6. (...) A materialidade determinada no planejamento da auditoria não estabelece
necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou
em conjunto, serão sempre avaliadas como não relevantes. As circunstâncias relacionadas a
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algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam
abaixo do limite de materialidade (...)
C: ERRADA. O auditor deve revisar a materialidade para as demonstrações contábeis como
um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de
transações, saldos contábeis ou divulgação) no caso de tomar conhecimento de
informações durante a auditoria que o teriam levado a determinar inicialmente um valor (ou
valores) diferente.
D: ERRADA. A materialidade é importante para execução da auditoria com o objetivo de
avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de
procedimentos adicionais de auditoria.
E: CORRETA. De acordo com a NBC TA 320(R1):
6. Ao planejar a auditoria, o auditor exerce julgamento sobre as distorções que são
consideradas relevantes. Esses julgamentos fornecem a base para:
(a) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco;
(b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante; e
(c) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria.
Ademais:
11. O auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo
de avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão
de procedimentos adicionais de auditoria.
Vimos que, nesse contexto, relevância e materialidade podem ser tomadas como
sinônimos.
Gabarito: “E”.
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LISTA DE QUESTÕES - FCC
1. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Na avaliação de materialidade, é razoável que o auditor assuma que os usuários de
demonstrações financeiras
a) possuem aprofundado conhecimento de economia.
b) não sabem que as demonstrações contábeis são auditadas considerando níveis de
materialidade.
c) possuem conhecimento razoável de contabilidade. ==13e1bc==
d) não possuem disposição para estudar as informações contábeis com diligência.
e) possuem aprofundado conhecimento das atividades econômicas.
2. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – 2018)
O controle que funciona é o controle preventivo, o controle substantivo, que elege
prioridades e acompanha paripassu a execução de projetos. O controle que funciona é
aquele que orienta, esclarece e alerta, que concentra e aprofunda sua fiscalização naquilo
que é essencial, mediante critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade.
(LIMA, Luiz Henrique. O Controle da Responsabilidade Fiscal e os Desafios
para os Tribunais de Contas em Tempos de Crise. In: LIMA, Luiz Henrique;
DE OLIVEIRA, Weder; CAMARGO, João Batista. Contas Governamentais e
Responsabilidade Fiscal: Desafios para o Controle Externo. Belo Horizonte:
Fórum, 2017, p.135)
Acerca da materialidade e planejamento em auditoria, assevera-se:
a) O planejamento, como etapa antecedente e isolada da auditoria, consiste primeiramente
na identificação dos riscos de distorções relevantes e subsequentemente na determinação
da materialidade.
b) É possível, na ponderação de materialidade, estabelecer um valor abaixo do qual as
distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como
não relevantes.
c) Independentemente das informações reveladas no transcurso da auditoria, é importante
que o auditor não revise a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo.
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d) No controle de legalidade que faz o Tribunal de Contas, não se deve levar em conta a
materialidade, pois todas as transações devem ser individualmente apreciadas.
e) A avaliação de relevância de eventuais distorções é o fundamento para determinação da
época, extensão e natureza de procedimentos a aplicar.
GABARITO
1. C
2. E
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RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS
O que significa relevância, no contexto das evidências de auditoria?
Resposta: A relevância é uma das características da evidência de auditoria, que afeta
diretamente sua qualidade. A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade
do procedimento de auditoria e, quando apropriado, a afirmação em consideração. A relevância
das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria pode ser afetada pela direção
do teste.
Quando uma distorção é considerada relevante?
Resposta: distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente
esperado que possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões econômicas de
usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. Nesse contexto, relevância e
materialidade podem ser entendidas, em termos práticos, como sinônimos. Reparem quão
subjetivo é o conceito de relevância. Para que uma distorção seja considerada relevante, o
auditor – no uso de seu julgamento profissional – tem que considerar razoável supor que ela
possa influenciar a tomada de decisão dos usuários das demonstrações contábeis. Esses
julgamentos sobre a materialidade são feitos à luz das circunstâncias envolvidas (não se pode
efetuar o julgamento sem considerar as circunstâncias específicas envolvidas em cada caso), e
são afetados tanto pela magnitude quanto pela natureza das distorções.
Outro ponto importante, e bastante lógico de entendermos, é: julgamentos sobre quais assuntos
são relevantes para usuários das demonstrações contábeis são baseados em considerações
sobre as necessidades de informações financeiras comuns a usuários como um grupo. Não é
considerado o possível efeito de distorções sobre usuários individuais específicos, cujas
necessidades podem variar significativamente (ora, se o auditor tem que julgar que uma
distorção é relevante quando for capaz de influenciar a decisão dos usuários, ele tem que tomar
as necessidades dos usuários como um grupo – não sendo possível pensar em cada necessidade
específica de usuários tomados individualmente).
O que é materialidade para execução de auditoria?
Resposta: Não há uma regra pré-definida sobre o que é material ou relevante. “A determinação
de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela
percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das
demonstrações contábeis.”
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Para fins das normas de auditoria, “materialidade para execução da auditoria significa o valor ou
valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações
contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que
as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as
demonstrações contábeis como um todo. Se aplicável, materialidade para execução da auditoria
refere-se, também, ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou níveis de
materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis e divulgações.”
Podemos entender a materialidade como um valor (ou faixa de valores) a partir do qual o
Auditor começa a se preocupar no momento de selecionar os testes e procedimentos a serem
executados, ou ainda no momento de classificar como relevante uma distorção identificada. Em
outras palavras, a materialidade é o montante máximo pelo qual o auditor considera que as
demonstrações contábeis possam estar distorcidas, sem que isso seja materialmente relevante
para os seus utilizadores.
==13e1bc==
Como se dá a determinação da materialidade em auditoria?
Resposta: O auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo
de avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de
procedimentos adicionais de auditoria.
Adicionalmente, temos que a determinação de materialidade para execução de testes não é um
cálculo mecânico simples e envolve o exercício de julgamento profissional. É afetado pelo
entendimento que o auditor possui sobre a entidade, atualizado durante a execução dos
procedimentos de avaliação de risco, e pela natureza e extensão de distorções identificadas em
auditorias anteriores e, dessa maneira, pelas expectativas do auditor em relação a distorções no
período corrente.
É possível revisar a materialidade? Quando?
Resposta: Sim. O auditor deve revisar a materialidade para as demonstrações contábeis como
um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de
transações, saldos contábeis ou divulgação) no caso de tomar conhecimento de informações
durante a auditoria que o teriam levado a determinar inicialmente um valor (ou valores)
diferente.
Qual a relação entre risco e relevância?
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Resposta: Existe uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível estabelecido de
relevância; isto é, quanto menor for o risco de auditoria, maior será o valor estabelecido como
nível de relevância, e vice-versa. O auditor independente toma essa relação inversa em conta ao
determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria. Por exemplo, se
na execução de procedimentos específicos de auditoria, o auditor determinar que o nível de
risco é maior que o previsto na fase de planejamento, o nível de relevância, preliminarmente
estabelecido, deve ser reduzido (o que significa que o auditor irá selecionar um número maior de
itens para aplicação de testes e procedimentos para, de alguma maneira, “compensar” o maior
risco avaliado).
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