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Planejamento de Auditoria SEF-GO 2025

O documento aborda o planejamento da auditoria, destacando sua importância e as fases do processo, que incluem planejamento, execução, relatório e monitoramento. A aula discute a definição de estratégia global e plano de auditoria, enfatizando a necessidade de envolvimento da equipe e atualização contínua do planejamento. Questões práticas e normativas são apresentadas para ilustrar os conceitos discutidos.

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Planejamento de Auditoria SEF-GO 2025

O documento aborda o planejamento da auditoria, destacando sua importância e as fases do processo, que incluem planejamento, execução, relatório e monitoramento. A aula discute a definição de estratégia global e plano de auditoria, enfatizando a necessidade de envolvimento da equipe e atualização contínua do planejamento. Questões práticas e normativas são apresentadas para ilustrar os conceitos discutidos.

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Aula 02

SEFAZ-GO (Auditor Fiscal da Receita


Estadual) Auditoria - 2025 (Pós-Edital)

Autor:
Guilherme Sant'Anna, Tonyvan de
Carvalho Oliveira

13 de Maio de 2025

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Guilherme Sant'Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
Aula 02

Índice
1) Motivação e Contextualização
..............................................................................................................................................................................................3

2) Planejamento de Auditoria
..............................................................................................................................................................................................7

3) Resumo - Planejamento de Auditoria


..............................................................................................................................................................................................
29

4) Questões Comentadas - Planejamento de Auditoria - FCC


..............................................................................................................................................................................................
34

5) Lista de Questões - Planejamento de Auditoria - FCC


..............................................................................................................................................................................................
48

6) Respostas das questões subjetivas - Planejamento de Auditoria


..............................................................................................................................................................................................
55

7) Motivação da Aula
..............................................................................................................................................................................................
58

8) Papéis de Trabalho - Documentação de Auditoria


..............................................................................................................................................................................................
59

9) Resumo - Papéis de Trabalho


..............................................................................................................................................................................................
81

10) Questões Comentadas - Papéis de Trabalho - FCC


..............................................................................................................................................................................................
83

11) Lista de Questões - Papéis de Trabalho - FCC


..............................................................................................................................................................................................
109

12) Respostas das questões subjetivas - Papéis de Trabalho - Documentação de Auditoria


..............................................................................................................................................................................................
122

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Aula 02

MOTIVAÇÃO DA AULA
Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir.

LISTA DE PERGUNTAS

1) O que é planejamento de auditoria?

2) Quais as atividades que devem ser realizadas pelo auditor no início do trabalho de auditoria
corrente?

3) Como o planejamento de auditoria está dividido?

4) Qual a relação existente entre plano de auditoria e estratégia global?

5) Quais as obrigações do Auditor ao definir a estratégia global?

6) Quais as obrigações do Auditor ao definir o plano de auditoria?

7) O planejamento de auditoria é imutável?

8) Quais as obrigações do Auditor antes de começar os trabalhos de auditoria inicial?

9) O planejamento é uma fase isolada? Deve ser encerrado antes de iniciados os trabalhos?

10) Cite aspectos que o planejamento deve considerar antes da identificação e avaliação pelo
auditor dos riscos de distorções relevantes?

11) Caracterize o plano de auditoria.

Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se
preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje!

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CONTEXTUALIZAÇÃO
Podemos dividir o trabalho da auditoria em 3 (três) ou 4 (quatro) grandes fases: o planejamento;
a execução; a emissão do relatório (opinião) do auditor, e – a depender do referencial normativo
que tomarmos por base – o monitoramento.

Essa divisão é utilizada em grande parte pela doutrina, até por servir a fins didáticos. As normas
de auditoria independente não fazem essa separação (ou categorização) de forma expressa. As
normas de auditoria governamental, por sua vez, versam sobre esse fluxo de trabalho
(planejamento; execução; relatório; e monitoramento).

Pois bem, na aula de hoje iremos abordar a primeira fase da auditoria – o Planejamento. Essa é
uma etapa de fundamental importância em qualquer processo administrativo. Afinal, por meio do
planejamento definem-se os objetivos a serem atingidos e como alcançá-los.

Segundo o glossário de termos do controle externo do TCU, “auditoria é processo sistemático,


documentado e independente de se avaliar objetivamente uma situação ou condição para
determinar a extensão na qual os critérios aplicáveis são atendidos, obter evidências quanto a
esse atendimento e relatar os resultados dessa avaliação a um destinatário predeterminado”.

Cada uma das etapas da auditoria é integrada por atividades, iniciando-se com o planejamento,
seguindo com a fase de execução, e terminando com a emissão do relatório. Ressalta-se,
todavia, que o planejamento não é uma fase estanque ou isolada, devendo ser atualizado a
qualquer momento, inclusive durante a execução do trabalho de coleta de evidências que dão
suporte às conclusões do auditor. Além dessas etapas, considera-se que alguns aspectos são
transversais e perpassam por todas as fases do processo de auditoria, tais como: controle de
qualidade, documentação, comunicação, dentre outros. Estes aspectos contribuem para garantir
a eficácia e a credibilidade do trabalho da auditoria.

Vejamos o esquema a seguir, que ilustra bem as etapas do fluxo do trabalho da auditoria:

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Fonte: Programa de aprimoramento profissional em Auditoria do TCU – Auditoria governamental


(2011)

O planejamento é a fase do processo de auditoria em que se desenvolve e se documenta o


plano de um trabalho específico, estabelecendo-se o escopo, o prazo e a alocação de recursos,
bem como se desenvolvendo os procedimentos necessários para consecução do objetivo da
auditoria, tais como: obtenção da visão geral do objeto de auditoria; identificação e avaliação de
objetivos, riscos e controles; elaboração do programa ou projeto de auditoria; e elaboração
preliminar de papéis de trabalho.

Já a execução do programa ou projeto de auditoria é a fase na qual a equipe utiliza as fontes de


informação e aplica os procedimentos previstos durante o planejamento em busca de evidências
para fundamentar as conclusões. O auditor realiza testes, coleta evidências, desenvolve os
achados ou constatações e documenta o trabalho realizado, observando as normas, o método ou
os padrões de auditoria. ==13e1bc==

Por fim, temos o relatório, que consiste no instrumento formal e técnico por intermédio do qual a
equipe comunica aos leitores o objetivo e as questões de auditoria, o escopo e suas eventuais
limitações, a metodologia utilizada, os achados e evidências de auditoria, as conclusões e as
propostas de encaminhamento.

Segundo as Normas de Auditoria Governamental do United States Government Accountability


Office – GAO, são 4 (quatro) as fases ou etapas de um Processo de Auditoria do Setor Público,
quais sejam:

1. Planejamento da Auditoria, que significa determinar o escopo da auditoria, o cronograma, os


objetivos, os critérios, a metodologia a ser usada e os recursos necessários para assegurar que a
auditoria engloba as funções mais importantes da organização, assim como, os processos e os
resultados;

2. Execução, que envolve a coleta, o exame e análise das evidências adequadas em qualidade e
quantidade, de acordo com os objetivos, critérios e metodologia da auditoria, desenvolvidos na
fase de planejamento. Essa fase se processa mediante a aplicação de procedimentos de
auditoria, com a finalidade de:

• testar e avaliar os Controles Internos;

• identificar os efeitos das variações em relação aos critérios e às principais causas;

• desenvolver Conclusões e Recomendações.

3. Relatório, que compreende a comunicação dos resultados das auditorias à administração


superior da entidade em questão, ao ministro respectivo, ao parlamento ou conselho de
diretores, dependendo da natureza da auditoria;

4. O Acompanhamento ou monitoramento (follow-up) que inclui:

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a) uma revisão sistemática das ações desenvolvidas pela administração, a partir das
recomendações ou observações de auditoria efetuadas pelo Escritório do Auditor Geral ou uma
recomendação feita por uma comissão parlamentar;

b) uma avaliação da eficácia das ações corretivas tomadas face aos problemas que originaram as
Recomendações ou as Observações da Auditoria;

c) um relatório sobre os resultados das revisões de acompanhamento apresentado à Câmara dos


Comuns e/ou à administração, conforme o caso.

Fonte: Princípios Fundamentais de Auditoria Operacional– Normas da Intosai: ISSAI 300

Fonte: Princípios Fundamentais de Auditoria do Setor Público – Normas da Intosai: ISSAI 100

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PLANEJAMENTO DA AUDITORIA
A NBC TA 300 (R1) é o normativo que trata da responsabilidade do auditor no planejamento da
auditoria das demonstrações contábeis.

O objetivo do auditor, segundo a norma, é planejar a auditoria de forma a realizá-la de maneira


eficaz. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de
várias maneiras, inclusive para:

Confira uma questão de prova a esse respeito:

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(Senado / 2022) De acordo com a NBC TA 300 (R1) - Planejamento da Auditoria de


Demonstrações Contábeis, o planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global
para o trabalho e o desenvolvimento do plano de auditoria.
Em relação a esse aspecto, avalie os itens a seguir:
I. Auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais.
II. Auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade
e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas.
III. Facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu
trabalho.
Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis em
relação ao que se apresenta em
(A) I, somente.
(B) I e II, somente.
(C) I e III, somente.
(D) II e III, somente.
(E) I, II e III.
Comentários:
O item 2 da NBC TA 300 (R1) diz que “o planejamento da auditoria envolve a definição de
estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. Um planejamento
adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive
para
Auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria;
Auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais – ITEM I
CORRETO;
Auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de
forma eficaz e eficiente ;
Auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e
competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas – ITEM
II CORRETO.
Facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho
- ITEM III CORRETO.;
Auxiliar, se for o caso, na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e
especialistas.”.
Gabarito: E

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A fim de otimizar a eficácia e a eficiência do processo de planejamento, o sócio do trabalho e


outros membros-chave da equipe devem ser envolvidos no planejamento da auditoria, incluindo
o próprio planejamento e a participação na discussão entre os membros da equipe de trabalho.

5. O sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe de trabalho devem ser


envolvidos no planejamento da auditoria, incluindo o planejamento e a participação na
discussão entre os membros da equipe de trabalho.

Nesse contexto, o envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de


trabalho no planejamento da auditoria incorpora a sua experiência e seus pontos de vista,
otimizando assim a eficácia e a eficiência do processo de planejamento.

O planejamento de auditoria está delimitado em duas dimensões:


uma ampla, em nível estratégico (chamada de Estratégia Global) e outra restrita, em nível mais
operacional (chamada Plano de Auditoria), conforme delineado abaixo.

A Estratégia Global define as linhas gerais do trabalho da auditoria (seu alcance, época e
direção). O Plano de Auditoria, por sua vez, detalha o que precisa ser feito para que se cumpram
os objetivos do trabalho. No Plano, basicamente, deve-se descrever os procedimentos de

🙂
auditoria que serão aplicados ao longo dos trabalhos (falou em plano, falou em procedimentos
)

Confira uma questão de prova:

(TCE-RJ / 2021) Acerca do plano de auditoria baseado em risco, julgue os itens subsecutivos.
A estratégia de auditoria descreve o que fazer, e o plano de auditoria como fazê-lo.
Comentários:
A Estratégia (ou Estratégia Global) define as linhas gerais da auditoria, seu alcance, sua época e
sua extensão. Nessa etapa, são definidos os objetivos do trabalho, ou “o que” fazer. Já no plano
de auditoria são definidas as etapas para se atingir os objetivos definidos, ou o “como” chegar
lá. Para tanto, define-se a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria.
Gabarito, portanto, certo.

Saibam que a Estratégia Global e o Plano de Auditoria estão intimamente relacionados. Nesse
sentido, deve-se estabelecer uma estratégia geral que oriente o desenvolvimento do plano. Não
obstante, estratégia global e plano de auditoria não são, necessariamente, processos isolados e
sequenciais! Isso porque alterações em um podem desencadear mudanças no outro. Por fim,

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como veremos adiante, tanto a estratégia global quanto o plano de auditoria devem ser
atualizados e alterados sempre que necessário!

2. O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o


desenvolvimento de plano de auditoria. [...]

[...]

7. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a
época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria.
[Grifo nosso]

[...]

8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve:

(a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance;

(b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a


natureza das comunicações requeridas;

(c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para
orientar os esforços da equipe do trabalho;

(d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando


aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio
do trabalho para a entidade; e

(e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o
trabalho

9. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de:

(a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco,


conforme estabelecido na NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção
Relevante por meio do Entendimento da Entidade e de seu Ambiente;

(b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados


no nível de afirmação, conforme previsto na NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos
Avaliados;

(c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja
em conformidade com as normas de auditoria. [grifos nossos]

10. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria
sempre que necessário no curso da auditoria.

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Ao definir a Estratégia Global, o auditor deve identificar as características do trabalho de maneira


a definir seu alcance; definir os objetivos do relatório para planejar a época da auditoria; dentre
outros fatores (abaixo elencados).

Vejamos algumas questões de prova a esse respeito:

(DPE MS - 2024) Considerando a NBC TA 300 (R1) – Planejamento da Auditoria de


Demonstrações Contábeis, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e
assinale a alternativa com a sequência correta.

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( ) O auditor deve estabelecer um plano de auditoria que defina o alcance, a época e a direção
da auditoria, para orientar o desenvolvimento da estratégia global.

( ) O auditor deve desenvolver a estratégia global, que deve incluir a descrição da natureza, da
época e da extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco.

( ) O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria


sempre que necessário no curso da auditoria.

a) V – V – V.

b) V – V – F.

c) V – F – F.

d) F – V – F.

e) F – F – V.

Comentários:

Questão inverteu, nos 2 primeiros itens, os conceitos relacionados à estratégia global e ao plano
de auditoria. No terceiro item, a questão acerta ao afirmar que o planejamento não é imutável,
devendo-se atualizar e alterar tanto a estratégia quanto o plano sempre que necessário.

Gabarito: E

(SEFAZ GO - 2018) A estratégia global de auditoria

(A) orienta os esforços da equipe do trabalho, considerando fatores não significativos.

(B) não deve levar em conta resultados de atividades preliminares nem o conhecimento obtido
em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho.

(C) deve identificar características do trabalho, desde que não defina o seu alcance.

(D) define o alcance, época e direção de auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de
auditoria.

(E) não pode, desde logo, definir objetivos do relatório do trabalho.

Comentários:

Questão aborda aspectos da parte geral (ampla) do planejamento – a Estratégia global.

Analisando cada alternativa:

Letra A) ERRADO. Ao definir a Estratégia Global, o auditor deve considerar os fatores que são
significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho.

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Letra B) ERRADO. Tanto os resultados de atividades preliminares quanto o conhecimento obtido


em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho na entidade são fatores que devem ser
levados em consideração na definição da Estratégia Global.

Letra C) ERRADO. Ao definir a estratégia global, o auditor deve identificar as características do


trabalho para definir o seu alcance.

Letra D) CORRETA. Ela está em conformidade com a NBC TA 300(R1) – item 7 (acima
apresentado).

Letra E) ERRADO. O auditor deve sim definir os objetivos do relatório de auditoria ao estabelecer
a Estratégia Global.

Gabarito: D
==13e1bc==

(SEFAZ MA – 2016) O documento que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos
de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho é denominado de

(A) roteiro de auditoria.

(B) plano de auditoria.

(C) papeis de trabalho.

(D) normas de auditoria.

(E) estratégia para execução dos trabalhos.

Comentários:

De acordo com a NBC TA 300 (R1), além da Estratégia Global, o auditor deve ainda desenvolver
o plano de auditoria, que inclui a descrição de:

(a) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS planejados de avaliação de risco;

(b) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS adicionais de auditoria planejados no


nível de afirmação;

(c) outros PROCEDIMENTOS de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em
conformidade com as normas de auditoria.

Vejam que, de maneira geral, o desenvolvimento do Plano de Auditoria está intimamente


relacionado à descrição da natureza, época e extensão dos PROCEDIMENTOS de auditoria.

Gabarito: B.

Há algumas atividades (chamadas de “atividades preliminares”) que o auditor deve executar


antes mesmo do planejamento, ou seja, logo no início do trabalho da auditoria corrente, como

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por exemplo: a realização de procedimentos de controle de qualidade relativos à aceitação e


continuidade dos trabalhos, a avaliação de requisitos éticos e de independência e o
estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho.

Atividades preliminares do trabalho de auditoria

6.O auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria corrente:

(a) realizar os procedimentos exigidos pela NBC TA 220 – Controle de Qualidade da


Auditoria de Demonstrações Contábeis relacionados à aceitação a continuidade do
relacionamento e do trabalho;

(b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência, conforme


exigido pela NBC TA 220, itens 9 a 11; e

(c) estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho, conforme exigido pela NBC
TA 210 – Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria, itens 9 a 13.

Realizar essas atividades preliminares no início do trabalho de auditoria corrente auxilia o auditor
na identificação e avaliação de eventos ou situações que possam afetar adversamente sua
capacidade de planejar e realizar o trabalho de auditoria.

Esse ponto é muito cobrado em provas. Vejamos um exemplo:

(ALESC / 2024) Quanto ao planejamento de auditoria, de acordo com o disposto nas Normas
Brasileiras de Contabilidade de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica,
assinale a afirmativa incorreta.
a) O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o
desenvolvimento de plano de auditoria.
b) O auditor deve avaliar a conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência, no
início do trabalho de auditoria.
c) O plano de auditoria deve incluir a descrição da natureza, da época e da extensão dos
procedimentos planejados de avaliação de risco.
d) O planejamento é uma fase isolada da auditoria, que muitas vezes começa logo após (ou em
conexão com) a conclusão da auditoria anterior, incluindo a consideração da época de certas
atividades e certos procedimentos de auditoria que devem ser concluídos antes da realização de
procedimentos adicionais de auditoria.
e) O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria
sempre que for necessário no curso da auditoria.
Comentários:

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Acabamos de ver que o auditor deve avaliar a conformidade com os requisitos éticos, inclusive
independência, no início do trabalho de auditoria corrente. Questões que eventualmente digam
que essas atividades preliminares são realizadas antes do planejamento estão igualmente
corretas. Pelo exposto, a letra B está correta. Nos tópicos anteriores, vimos que as letras A, C e E
estão igualmente corretas. A letra D está errada e versa sobre um ponto que veremos adiante: o
planejamento NÃO é uma etapa isolada. Do contrário, é um processo contínuo e iterativo que
começa logo após o fim da auditoria anterior e vai até a conclusão da auditoria atual.
Gabarito: D.
(SEFAZ DF / 2020) Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o
item a seguir.
Preliminarmente aos trabalhos de auditoria independente das demonstrações contábeis, o
profissional responsável deve avaliar a conformidade com os requisitos éticos, incluindo-se a
independência da equipe de trabalho em relação ao auditado, conforme exigido pelas normas
aplicáveis.
Comentários:
Como vimos, a avaliação da conformidade com requisitos éticos, incluindo-se a independência, é
uma das atividades preliminares do trabalho de auditoria. Portanto, trata-se de algo a ser feito,
como diz o enunciado, preliminarmente aos trabalhos.
Gabarito: certo.

Um dos conceitos mais importantes e explorados pelas bancas refere-se à


flexibilidade (ou possibilidade de alteração) do planejamento da auditoria. Reforçamos que tanto
a Estratégia Global quanto o Plano de Auditoria não são imutáveis, devendo ser atualizados e
alterados sempre que necessário no curso da auditoria. Reiteradamente, encontramos itens ou
assertivas de questões de concursos afirmando que o planejamento não pode ser alterado
(sempre que se deparar com eles, saiba que estão errados). Veja mais uma vez:

10. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria
sempre que necessário no curso da auditoria.

A norma complementa que “em decorrência de imprevistos, mudanças nas condições ou na


evidência de auditoria obtida na aplicação de procedimentos de auditoria, o auditor pode ter
que modificar a estratégia global e o plano de auditoria e, portanto, a natureza, a época e a
extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados, considerando a revisão dos
riscos avaliados. Pode ser o caso de informação identificada pelo auditor que difere
significativamente da informação disponível quando o auditor planejou os procedimentos de
auditoria (...)”.

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(Pref. Porto Alegre - ACI - 2024) Analise as assertivas a seguir a respeito do planejamento de
auditoria, de acordo com as normas brasileiras de contabilidade emitidas pelo Conselho
Federal de Contabilidade (NBC TA 300):
I. Ao auditor cabe atualizar e alterar o plano de auditoria sempre que necessário no curso da
auditoria; todavia, a estratégia global de auditoria, elaborada antes do início dos trabalhos,
não pode ser alterada.
II. Ao elaborar o plano de auditoria, o auditor deve incluir a descrição de procedimentos de
auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas
de auditoria.
III. Visando orientar o desenvolvimento do plano de auditoria, o auditor deve estabelecer uma
estratégia global de auditoria que defina, no mínimo, o número de horas e de auditores, bem
como estimativa de custo dos trabalhos da auditoria.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.
Comentários:
O item I está errado, uma vez que tanto o plano de auditoria quanto a estratégia global devem
ser alterados, sempre que necessário, no curso dos trabalhos. O item II está correto, de acordo
com o que vimos anteriormente. O item III está errado: número de horas e de auditores, bem
como estimativa de custo dos trabalhos da auditoria não estão no rol das coisas que o auditor
deve fazer ao definir a estratégia global.
Gabarito: B.

Para otimizar os trabalhos, o auditor deve planejar a natureza, a época e a extensão do


direcionamento e supervisão da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. Há fatores que
tornam o nível de direcionamento e supervisão da equipe maior (mais rigoroso, ou seja, o auditor
tem que ficar mais “em cima” da equipe) ou menor (mais flexível, ou seja, o auditor pode delegar
mais, deixando a equipe mais “solta”). São eles: o porte e a complexidade da entidade; a área
da auditoria; os riscos de distorções relevantes ; e a capacidade e a competência dos membros
individuais da equipe que realiza o trabalho.

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Adicionalmente, durante o planejamento da auditoria o auditor deve documentar: a estratégia


global; o plano de auditoria; as eventuais alterações ocorridas tanto na estratégia quanto no
plano, além das razões dessas alterações.

11. O auditor deve planejar a natureza, a época e a extensão do direcionamento e


supervisão da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho.

12. O auditor deve documentar:

(a) a estratégia global de auditoria;

(b) o plano de auditoria; e

(c) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global de auditoria ou no plano


de auditoria durante o trabalho de auditoria, e as razões dessas alterações. [grifos não
constantes no original]

Geralmente, as bancas costumam cobrar o que o auditor deve documentar quando estiver na
fase de planejamento. Segue o mapa mental que resume essa informação.

Outro ponto da norma, não tão explorado em provas, traz as considerações adicionais a serem
observadas pelo auditor em trabalhos de auditoria inicial. Nesse contexto, o auditor deve realizar
as seguintes atividades antes de começar os trabalhos de auditoria inicial:

(a) aplicar procedimentos exigidos pela norma de controle de qualidade (NBC TA 220), relativos
à aceitação do cliente e do trabalho de auditoria específico; e

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(b) entrar em contato com o auditor antecessor, caso haja mudança de auditores, de acordo com
os requisitos éticos pertinentes

A partir de agora, iremos explorar a Sessão “Aplicação e outros materiais explicativos”. Trata-se
de detalhamentos das informações contidas na introdução e no corpo da norma. Essas
aplicações serão identificadas pela letra “A” (A1; A2; A3 etc.).

Inicialmente, a norma nos alerta que as atividades de planejamento variam conforme os


seguintes aspectos (item A1):

✔ Porte e a complexidade da entidade;


✔ Experiência anterior dos membros-chave da equipe com a entidade;
✔ Mudanças nas circunstâncias que ocorrem durante o trabalho.

Chamamos a sua atenção para o item A2 abaixo (muito explorado). Ele nos diz que o
planejamento não é uma fase isolada, mas um processo dinâmico, contínuo e iterativo, que se
inicia logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, seguindo até a conclusão
do trabalho de auditoria atual. Na sequência, o item A3 chama sua atenção de que o auditor
pode, muito bem, discutir elementos do planejamento com a administração da entidade. Isso
não modifica o fato de que a responsabilidade pelo planejamento da auditoria é, unicamente, do
auditor (ou da firma de auditoria)! Veja:

A2. Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e
iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da
auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o
planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de
auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de
auditoria. Por exemplo, o planejamento inclui a necessidade de considerar, antes da
identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, aspectos como:

(a) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de


risco;

(b) obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório


aplicável à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura;

(c) a determinação da materialidade;

(d) o envolvimento de especialistas;

(e) a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. [grifos não constantes no


original]

A3. O auditor pode optar por discutir esses elementos do planejamento com a
administração da entidade, de forma a facilitar a condução e o gerenciamento do trabalho
de auditoria (por exemplo, coordenar alguns dos procedimentos de auditoria planejados
com o trabalho do pessoal da entidade). Apesar de normalmente essas discussões
ocorrerem, a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria continuam sendo de

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responsabilidade do auditor. Na discussão de temas incluídos na estratégia global de


auditoria ou no plano de auditoria deve-se atentar para não comprometer a eficácia dessa
auditoria. Por exemplo, a discussão com a administração da natureza e da época de
procedimentos de auditoria detalhados pode comprometer a eficácia da auditoria ao tornar
tais procedimentos demasiadamente previsíveis

Em relação ao item A2, visto acima, tenhamos cuidado. É que, por mais que a norma diga que o
planejamento não é algo estanque (ou isolado), deve-se levar em consideração que algumas
atividades e procedimentos devem ser concluídos (ou finalizados) ANTES da aplicação dos
procedimentos adicionais de auditoria. Nesse contexto, deve-se considerar, ANTES da
identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante, diversos aspectos (procedimentos
analíticos, entendimento da estrutura geral da entidade, determinação da materialidade,
envolvimento de especialistas e aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco).

Confira uma questão de prova sobre esses pontos:

(ISS Cuiabá / 2016) O planejamento da auditoria deve definir a estratégia do trabalho e


desenvolver o plano de auditoria. Sobre o planejamento da auditoria, assinale a afirmativa
correta.

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a) O planejamento é uma fase isolada, que termina com o início do trabalho de auditoria.
b) A experiência anterior dos membros-chave da equipe de trabalho com a entidade não
influencia a natureza e a extensão das atividades de planejamento.
c) A estratégia global e o plano de auditoria são de responsabilidade do auditor e da
administração da entidade auditada.
d) A estratégia global deve definir o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o
desenvolvimento do plano.
e) Uma vez iniciada a auditoria, devem permanecer inalterados a estratégia global e o plano de
auditoria.
Comentários:
A: ERRADA: como vimos acima, o planejamento da auditoria NÃO é uma fase isolada, mas um
processo contínuo e iterativo que vai da conclusão da auditoria anterior até o fechamento da
auditoria atual.
B: ERRADA: a natureza e a extensão das atividades de planejamento variam conforme a
experiência anterior dos membros-chave da equipe com a entidade (além do porte e
complexidade da entidade e de mudanças ocorridas durante o trabalho).
C: ERRADA. A responsabilidade pela definição da Estratégia Global e pelo Plano de Auditoria é
unicamente do auditor.
D: CORRETA, nos termos do item 7 da NBC TA 300 (R1) – acima apresentado.
E: ERRADA: como já vimos mais uma vez nesta aula, o auditor deve – sempre que necessário –
atualizar e alterar a Estratégia Global e o Plano de Auditoria (portanto nem um nem outro devem
permanecer inalterados).
Gabarito: D.

Vejamos, na sequência, outros itens importantes da NBC TA 300 (R1), com destaque para os itens
A10, A12 e A16:

A8. O processo de definição da estratégia global auxilia o auditor a determinar,


dependendo da conclusão dos procedimentos de avaliação de risco, temas como:

(a) os recursos a serem alocados em áreas de auditoria específicas, tais como membros da
equipe com experiência adequada para áreas de alto risco ou o envolvimento de
especialista em temas complexos;

(b) os recursos a alocar a áreas de auditoria específicas, tais como o número de membros da
equipe alocados para observar as contagens de estoque em locais relevantes, a extensão
da revisão do trabalho de outros auditores no caso de auditoria de grupo de empresas ou o
orçamento de horas de auditoria a serem alocadas nas áreas de alto risco;

(c) quando esses recursos devem ser alocados, por exemplo, se em etapa intermediária de
auditoria ou em determinada data-base de corte; e

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(d) como esses recursos são gerenciados, direcionados e supervisionados, por exemplo,
para quando estão previstas as reuniões preparatórias e de atualização, como devem
ocorrer as revisões do sócio e do gerente do trabalho (por exemplo, em campo ou fora
dele) e se devem ser realizadas revisões de controle de qualidade do trabalho.

Esclarecendo: reparem que a estratégia global auxilia, bastante, na alocação de recursos,


especialmente humanos, em áreas específicas ou etapas intermediárias.

A10. Uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano de
auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria,
levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso
eficiente dos recursos do auditor. A definição da estratégia global de auditoria e o plano de
auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando
intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças
no outro.

Esclarecendo: a primeira interpretação a que chegamos, a partir da leitura da norma, é de


que a estratégia global e o plano de auditoria são etapas sequenciais. Ocorre que há uma
ressalva importante, e por isso explorada em provas, de que essas etapas NÃO são
necessariamente sequenciais. Isso advém, dentre outros, do fato de que tanto a estratégia
global quanto o plano de auditoria podem ser alterados a qualquer tempo. Por esse motivo,
uma eventual alteração no plano de auditoria pode ocasionar uma mudança na estratégia
global – e é justamente por esse motivo que esses estágios não são necessariamente
sequenciais.

A11. Em auditoria de entidade de pequeno porte, toda a auditoria pode ser conduzida por
equipe pequena de auditoria. Muitas auditorias de entidades de pequeno porte envolvem o
sócio do trabalho trabalhando com um membro da equipe de trabalho ou sozinho. Com
uma equipe menor, a coordenação e a comunicação entre membros da equipe ficam
facilitadas. A definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte
não precisa ser complexa ou um exercício demorado, variando de acordo com o tamanho
da entidade, a complexidade da auditoria e o tamanho da equipe de trabalho. Por
exemplo, um memorando breve, elaborado na conclusão da auditoria anterior, baseado na
revisão dos papéis de trabalho e destacando assuntos identificados na auditoria que acabou
de ser concluída, atualizado no período corrente, com base em discussões com o
proprietário ou administrador da entidade, podem servir como documentação da estratégia
de auditoria para o trabalho de auditoria corrente, caso cubra os temas mencionados no
item 8.

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A12. O plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que
inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados
pelos membros da equipe de trabalho. O planejamento desses procedimentos de auditoria
ocorre no decurso da auditoria, à medida que o plano de auditoria para o trabalho é
desenvolvido.

A13. A determinação da natureza, da época e da extensão dos procedimentos de avaliação


de risco, e dos procedimentos de auditoria adicionais, à medida que eles se relacionam
com as divulgações, é importante, considerando tanto a ampla gama de informações
quanto o nível de detalhes que possam estar incluídos nessas divulgações. Além disso,
certas divulgações podem conter informações obtidas fora do razão geral e dos razões
auxiliares, que também podem afetar os riscos avaliados e a natureza, a época e a extensão
dos procedimentos de auditoria para tratar desses riscos.

A14. A consideração das divulgações no início da auditoria ajuda o auditor a dar a devida
atenção e planejar o tempo adequado para tratar as divulgações da mesma forma que as
classes de transações, de eventos e de saldos contábeis. Considerações preliminares
também podem ajudar o auditor a determinar os efeitos sobre a auditoria de:

• divulgações significativas novas ou revisadas necessárias em decorrência de mudanças no


ambiente, nas condições financeiras ou nas atividades da entidade (por exemplo, mudança
na identificação de segmentos e de comunicação de informações sobre segmentos
decorrentes de combinação de negócios significativa);

• divulgações significativas novas ou revisadas decorrentes de mudanças na estrutura de


relatório financeiro aplicável;

• necessidade de envolvimento de especialista para ajudar nos procedimentos de auditoria


relacionados com divulgações específicas (por exemplo, divulgações relacionadas com
obrigações com previdência e outros benefícios de aposentadoria); e

• assuntos relacionados com divulgações que o auditor pode querer discutir com os
responsáveis pela governança.

A16. A natureza, a época e a extensão do direcionamento e da supervisão dos membros da


equipe e a revisão do seu trabalho podem variar dependendo de diversos fatores,
incluindo:

(a) o porte e a complexidade da entidade;

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(b) a área da auditoria;

(c) os riscos de distorções relevantes (por exemplo, um aumento no risco de distorções


relevantes para uma dada área de auditoria costuma exigir um correspondente aumento na
extensão e no direcionamento e supervisão tempestiva por parte dos membros da equipe e
uma revisão mais detalhada do seu trabalho);

(d) a capacidade e a competência dos membros individuais da equipe que realiza o trabalho
de auditoria. [grifos não constantes no original]

Esclarecendo: Os fatores acima podem tornar o nível de direcionamento e supervisão da


equipe maior (mais rigoroso, ou seja, o auditor tem que ficar mais “em cima” da equipe) ou
menor (mais flexível, ou seja, o auditor pode delegar mais, deixando a equipe mais “solta”).
Por exemplo: uma entidade de porte pequeno, em uma área pouco complexa, com baixo
nível de risco de distorção relevante e membros com alto nível de competência técnica
podem reduzir a necessidade de supervisão e direcionamento. Em cenário oposto, aumenta
a necessidade de o auditor ficar “em cima” do time, intensificando a supervisão e o
direcionamento sobre a equipe.

A17. Quando a auditoria é realizada integralmente pelo sócio do trabalho, não se colocam
questões de direção e supervisão dos membros da equipe de trabalho e de revisão do seu
trabalho. Nesses casos, o sócio do trabalho, tendo dirigido todos os aspectos do trabalho,
estará ciente de todos os assuntos relevantes. A formação de uma visão objetiva da
adequação dos julgamentos feitos no decurso da auditoria pode gerar problemas práticos
quando a mesma pessoa também executa toda a auditoria. Quando existem assuntos
particularmente complexos ou incomuns e a auditoria é realizada por um único profissional,
pode ser recomendável a consulta a outros auditores com experiência adequada ou à
entidade profissional dos auditores.

Documentação

A18. A documentação da estratégia global de auditoria é o registro das decisões-chave


consideradas necessárias para planejar adequadamente a auditoria e comunicar temas
importantes à equipe de trabalho. Por exemplo, o auditor pode resumir a estratégia global
de auditoria na forma de memorando contendo as decisões-chave relativas ao alcance
global, a época e a condução da auditoria.

A19. A documentação do plano de auditoria é o registro da natureza, época e extensão


planejadas dos procedimentos de avaliação de risco e dos procedimentos adicionais de
auditoria no nível da afirmação, em resposta aos riscos avaliados. Também serve para
registrar o apropriado planejamento dos procedimentos de auditoria que podem ser
revisados e aprovados antes da sua aplicação. O auditor pode utilizar programas de
auditoria padrão ou listas de verificação de conclusão da auditoria, adaptados de forma a
refletirem as circunstâncias particulares do trabalho.

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A20. O registro das mudanças significativas na estratégia global de auditoria e no plano de


auditoria, e respectivas mudanças na natureza, época e extensão planejadas dos
procedimentos de auditoria explica o motivo de mudanças significativas, a estratégia global
e o plano de auditoria adotado para a auditoria. Também reflete a resposta apropriada a
mudanças significativas ocorridas no decurso da auditoria.

Considerações adicionais em auditoria inicial

A22. A finalidade e o objetivo do planejamento da auditoria não mudam caso a auditoria


seja inicial ou em trabalho recorrente. Entretanto, no caso de auditoria inicial, o auditor
pode ter a necessidade de estender as atividades de planejamento por falta da experiência
anterior que é normalmente utilizada durante o planejamento dos trabalhos. Para a
auditoria inicial, o auditor pode considerar os seguintes temas adicionais na definição da
estratégia global e do plano de auditoria:

● exceto se for proibido por lei ou norma, manter contato com o auditor antecessor, por
exemplo, para conduzir a revisão de seus papéis de trabalho;
● quaisquer assuntos importantes (inclusive a aplicação de princípios contábeis ou de
auditoria e normas de elaboração de relatórios) discutidos com a administração e
relacionados à escolha do auditor, a comunicação desses temas aos responsáveis pela
governança e como eles afetam a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria;
● os procedimentos de auditoria necessários para obter evidência de auditoria suficiente
e apropriada relativa aos saldos iniciais;
● outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para
trabalhos de auditoria inicial (por exemplo, esse sistema pode exigir o envolvimento de
outro sócio ou profissional experiente para a revisão da estratégia global de auditoria
antes de iniciar procedimentos de auditoria significativos ou de revisão dos relatórios
antes da sua emissão).

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Antes de finalizarmos, vejamos alguns pontos acerca do Planejamento previstos em normas já


revogadas de auditoria, especialmente a NBC T 11 e a NBC T 11 IT - 07 Planejamento da
Auditoria. Infelizmente, em auditoria, a cobrança de normas revogadas é comum, até porque a
doutrina acaba por “eternizar” algumas dessas passagens. Vejamos:

Começando pela NBC T 11:

O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor


Independente e estas normas, e de acordo com os prazos e demais compromissos
contratualmente assumidos com a entidade.

O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades, os fatores


econômicos, legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade, e o nível geral de
competência de sua administração.

O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos,


especialmente os seguintes:

a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações


procedidas em relação ao exercício anterior;

b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade e seu grau


de confiabilidade;

c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade, quer pelo volume de
transações, quer pela complexidade de suas atividades;

d) a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados;

e) a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas;

f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes, especialistas e auditores internos;

g) a natureza, conteúdo e oportunidade dos pareceres, relatórios e outros informes a serem


entregues à entidade; e

h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e


para a entidade prestar informações aos demais usuários externos.

O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por
escrito, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados,
em termos de natureza, oportunidade e extensão.

Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle
de sua execução.

O planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a


orientação e a supervisão do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos
executados.

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A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de que
o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional, independência e
treinamento requeridos nas circunstâncias.

O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que


novos fatos o recomendarem.

(Pref. Paulo Bento / Contador / 2024) Com base nas normas relacionadas à auditoria
independente previstas na NBC T 11, assinale a alternativa INCORRETA.

a) O auditor pode documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho


verbalizando às partes o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão
aplicados, em termos de natureza, oportunidade e extensão.

b) O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor


Independente e esta norma, de acordo com os prazos e os demais compromissos
contratualmente assumidos com a entidade.

c) O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades, os fatores


econômicos, a legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade e o nível geral de
competência de sua administração.

d) Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de
controle de sua execução.

e) A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de
que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional, independência e
treinamentos requeridos nas circunstâncias.

Comentários:

Diferentemente do que diz a assertiva A (nosso gabarito), o auditor deve documentar seu
planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito, detalhando o que for
necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza,
oportunidade e extensão.

☹️
Todas as demais são extraídas literalmente dos trechos acima, frisamos, revogados há muitos
anos

Gabarito: A.

Vejamos, agora, a NBC T 11 - IT 07:

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O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o auditor independente estabelece a


estratégia geral dos trabalhos a executar na entidade a ser auditada, elaborando-o a partir da
contratação dos serviços, estabelecendo a natureza, a oportunidade e a extensão dos exames, de
modo que possa desempenhar uma auditoria eficaz.

O Planejamento da Auditoria é muitas vezes denominado Plano de Auditoria, ou Programa de


Auditoria, conceitos que nesta IT são considerados partes do Planejamento da Auditoria.

As informações obtidas quando da avaliação dos serviços, conforme previsto nas Normas
Profissionais de Auditor Independente aprovadas pelo CFC, devem servir de base, também, para
a elaboração do Planejamento da Auditoria, sendo essa uma etapa subsequente àquela.

O auditor independente deve ter em conta que o Planejamento da


Auditoria é um processo que se inicia na fase de avaliação para a contratação dos serviços. Nesta
etapa devem ser levantadas as informações necessárias para conhecer o tipo de atividade da
entidade, sua complexidade, a legislação aplicável, relatórios, parecer e outros informes a serem
emitidos, para assim determinar a natureza do trabalho a ser executado. A conclusão do
Planejamento da Auditoria só se dá quando o auditor independente completa os trabalhos
preliminares.

As informações obtidas, preliminarmente, para fins de elaboração da proposta de serviços,


juntamente com as levantadas para fins do Planejamento da Auditoria, devem compor a
documentação comprobatória de que o auditor executou estas etapas de acordo com as Normas
de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.

Muitas informações que compõem o planejamento definitivo para determinado período são
confirmadas durante os trabalhos de campo, o que implica a necessidade de o auditor
independente revisá-lo e ajustá-lo à medida que for executando os trabalhos.

O programa de auditoria deve ser preparado por escrito ou por outro meio de registro, o que
facilita o entendimento dos procedimentos de auditoria a serem adotados e propicia uma
orientação mais adequada para a divisão do trabalho.

O detalhamento dos procedimentos de auditoria a serem adotados deve esclarecer o que o


auditor necessita examinar na entidade, com base no seu sistema contábil e de controles
internos.

No programa de auditoria, devem ficar claras as diversas épocas (momentos) para a aplicação
dos procedimentos e a extensão com que os exames serão efetuados.

O programa de auditoria, além de servir como guia e instrumento de controle para a execução
do trabalho, deve abranger todas as áreas a serem examinadas pelo auditor independente.

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(PG-DF / 2021) No que diz respeito à auditoria independente das demonstrações contábeis,
julgue o item que se segue.

O planejamento da auditoria inicia-se depois de finalizada a fase de avaliação para a contratação


dos serviços e é concluído quando o auditor finaliza os trabalhos preliminares, com o
atendimento dos principais objetivos, os quais se referem à obtenção do conhecimento das
atividades da entidade auditada, suas práticas operacionais e outros aspectos que possam vir a
ser fixados segundo as circunstâncias de cada trabalho.

Comentários:

Diferentemente do que diz a assertiva, conforme vimos acima, o Planejamento da Auditoria é um


processo que se inicia já na fase de avaliação para a contratação dos serviços. Item, portanto, já
pode ser considerado como ERRADO.

Ainda de acordo com a norma revogada, a conclusão do Planejamento da Auditoria só se dá


quando o auditor independente completa os trabalhos preliminares. Nesse ponto, precisamos
ficar atentos, uma vez que, segundo a norma atualmente em vigor, o planejamento se inicia logo
após o término da auditoria anterior e vai até a conclusão da auditoria corrente (nesse sentido,
não poderíamos considerar o "fim" ou a "conclusão" do planejamento antes do término da
auditoria).

Gabarito: errado.

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RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS


1.

2.

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3.

4.
==13e1bc==

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5.

6.

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7.

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8.

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QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS - FCC

1.​ (FCC / MPE AM / 2024)

No procedimento de planejamento de auditoria das demonstrações contábeis, o auditor


deve:

I. avaliar a ocorrência de distorções relevantes.

II. estabelecer uma estratégia global de auditoria.

III. compreender o ambiente regulatório aplicável à entidade.

Está correto o que é apresentado em:

a) I, somente.

b) I e II, somente.

c) II e III, somente.

d) I, II e III.

e) I e III, somente.

Comentários

O planejamento de auditoria está delimitado em duas dimensões: uma ampla, em nível


estratégico (chamada de Estratégia Global) e outra restrita, em nível mais operacional
(chamada Plano de Auditoria). Logo, o item II está correto.

Ademais, o planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e
iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da
auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o
planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de
auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de
auditoria. Por exemplo, o planejamento inclui a necessidade de considerar, antes da
identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, aspectos como a
obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e do ambiente regulatório aplicável

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à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura. Logo o item
III está correto.

O item I é uma atividade típica da fase de execução, em que são aplicados os


procedimentos definidos na etapa de planejamento para obtenção de evidências
apropriadas e suficientes quanto a distorções relevantes. Cuidado aqui: o item I não fala em
avaliar os riscos de distorção relevante (isso, sim, poderia ser uma atividade ligada ao
planejamento). Avaliar os riscos de distorção relevante é uma coisa. Aplicar procedimentos
para obter evidências quanto a distorções é outra!

Gabarito: “C”.

2.​ (FCC / SEFAZ PE/ 2022)

A NBC TA 300 (R1) estabelece a responsabilidade do auditor no planejamento da auditoria


das demonstrações contábeis. O auditor deve definir o alcance, a época e a direção da
auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Esses aspectos fazem
parte do estabelecimento

a) da definição dos objetivos do relatório de trabalho de auditoria.

b) da identificação das características do trabalho de auditoria.

c) dos fatores significativos do julgamento profissional.

d) dos resultados das atividades preliminares de auditoria.

e) da estratégia global de auditoria.

Comentários

Questão tranquilíssima.

Como vimos, no escopo do planejamento da auditoria, o auditor deve estabelecer uma


estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época e a direção da auditoria, para
orientar o desenvolvimento do plano de auditoria.

Pelo exposto, o gabarito (de forma bem direta) é a letra E.

As letras A, B, C e D trazem elementos que o auditor deve considerar ao definir a estratégia


global de auditoria.

Gabarito: “E”.

3.​ (FCC / ALAP – 2020)

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Uma boa auditoria fundamenta-se em uma etapa de planejamento adequada. As normas


técnicas buscam as melhores práticas quanto a esse importante expediente preparatório. A
NBC TA 300 estabelece que

a) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva da administração da entidade,


sem interferência do auditor.

b) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva do controle interno.

c) apenas excepcionalmente o auditor deve discutir elementos do planejamento com a


administração da entidade.

d) há a possibilidade de o auditor discutir os elementos do planejamento com a


administração da entidade.

e) há o dever de o auditor discutir os elementos do planejamento com a administração da


entidade.

Comentários

Questão trata de tópicos da NBC TA 300, normativo que regula o planejamento da


auditoria independente, em especial do item A3. Esse item nos ensina que o auditor PODE
discutir elementos do planejamento com a administração da entidade. E mais: isso não
muda em nada o fato de que a responsabilidade pelo planejamento (estratégia global e
plano de auditoria) é do auditor.

A3. O auditor pode optar por discutir esses elementos do planejamento com a
administração da entidade, de forma a facilitar a condução e o gerenciamento do trabalho
de auditoria (por exemplo, coordenar alguns dos procedimentos de auditoria planejados
com o trabalho do pessoal da entidade). Apesar de normalmente essas discussões
ocorrerem, a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria continuam sendo de
responsabilidade do auditor. Na discussão de temas incluídos na estratégia global de
auditoria ou no plano de auditoria deve-se atentar para não comprometer a eficácia dessa
auditoria. Por exemplo, a discussão com a administração da natureza e da época de
procedimentos de auditoria detalhados pode comprometer a eficácia da auditoria ao tornar
tais procedimentos demasiadamente previsíveis.

Vejamos, a seguir, os comentários de cada assertiva.

Letra A: o planejamento da auditoria, por óbvio, é de responsabilidade da própria equipe


de auditoria – e não da administração da entidade auditada (cliente da auditoria) –
ERRADA.

Letra B: idem acima. Quem tem responsabilidade pelo planejamento é o auditor (firma de
auditoria) – e não o controle interno – ERRADA.

Letra C: o planejamento PODE, em circunstâncias normais, ser discutido com a


administração da entidade – ERRADA.

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Letra D: assertiva reflete o entendimento do item A3 da norma. Atenção ao verbo “pode”,


no sentido de que não há obrigação do auditor discutir elementos do planejamento com a
administração – essa é uma faculdade da equipe de auditoria – CORRETA.

Letra E: como mencionado acima, essa discussão de elementos do planejamento com a


administração da entidade é uma faculdade (possibilidade), e não um dever ou obrigação.

Gabarito: “D”.

4.​ (FCC/ SEFAZ GO – AUDITOR FISCAL – 2018)

A estratégia global de auditoria

(A) orienta os esforços da equipe do trabalho, considerando fatores não significativos.

(B) não deve levar em conta resultados de atividades preliminares nem o conhecimento
obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho.

(C) deve identificar características do trabalho, desde que não defina o seu alcance.

(D) define o alcance, época e direção de auditoria, para orientar o desenvolvimento do


plano de auditoria.

(E) não pode, desde logo, definir objetivos do relatório do trabalho.

Comentários

Questão aborda aspectos da parte geral (ampla) do planejamento – a Estratégia global.

Analisando cada alternativa:

Letra A) ERRADA. Ao definir a Estratégia Global, o auditor deve considerar os fatores que
são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho.

8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve:

[...] (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para
orientar os esforços da equipe do trabalho;

Letra B) ERRADA. Tanto os resultados de atividades preliminares quanto o conhecimento


obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho na entidade são fatores que
devem ser levados em consideração na definição da Estratégia Global.

8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve:

[...] (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e,


quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados
pelo sócio do trabalho para a entidade; e

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Letra C) ERRADA. Ao definir a estratégia global, o auditor deve identificar as características


do trabalho para definir o seu alcance.

8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve:

(a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance;

Letra D) CORRETA. Ela está em conformidade com a NBC TA 300(R1) – item 7.

Letra E) ERRADO. O auditor deve sim definir os objetivos do relatório de auditoria ao


estabelecer a Estratégia Global.

8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve:

[...] (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria
e a natureza das comunicações requeridas;

Gabarito: “D”.

5.​ (FCC/ MPE PE –Analista Ministerial – Auditoria – 2018)

As normas de planejamento de auditoria das demonstrações contábeis determinam que se


documente

A) as versões superadas das demonstrações contábeis, plano de auditoria e cópias de


documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos.

B) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global, notas que reflitam


entendimento preliminar e documentos em duplicata.

C) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e cópias de documentos corrigidos


em decorrência de erros tipográficos.

D) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e eventuais alterações significativas


ocorridas na estratégia global.

E) As notas que reflitam entendimento preliminar, o plano de auditoria e eventuais


alterações significativas ocorridas na estratégia global.

Comentários

Ao planejar a auditoria, o auditor deve documentar:

(a) a estratégia global de auditoria;

(b) o plano de auditoria; e

(c) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global de auditoria ou no plano


de auditoria durante o trabalho de auditoria, e as razões dessas alterações.

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É o que diz o item 12 da NBC TA 300 (R1).

Gabarito: “D”.

6.​ (FCC/ TCE RS - Auditor Público Externo - Administração Pública - 2018)

O controle que funciona é o controle preventivo, o controle substantivo, que elege


prioridades e acompanha paripassu a execução de projetos. O controle que funciona é
aquele que orienta, esclarece e alerta, que concentra e aprofunda sua fiscalização naquilo
que é essencial, mediante critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade.
(LIMA, Luiz Henrique. O Controle da Responsabilidade Fiscal e os Desafios para os Tribunais
de Contas em Tempos de Crise. In: LIMA, Luiz Henrique; DE OLIVEIRA, Weder; CAMARGO,
João Batista. Contas Governamentais e Responsabilidade Fiscal: Desafios para o Controle
Externo. Belo Horizonte: Fórum, 2017, p.135)

Acerca da materialidade e planejamento em auditoria, assevera-se:

A) O planejamento, como etapa antecedente e isolada da auditoria, consiste primeiramente


na identificação dos riscos de distorções relevantes e subsequentemente na determinação
da materialidade.

[...]

Comentários

O planejamento da auditoria NÃO é uma fase isolada, mas um processo contínuo e iterativo
que vai da conclusão da auditoria anterior até o fechamento da auditoria atual – item A2,
NBC TA 300 (R1).

Gabarito: “ERRADA”.

7.​ (FCC/ SEFAZ MA – AFRE – 2016)

O documento que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a


serem realizados pelos membros da equipe de trabalho é denominado de

(A) roteiro de auditoria.

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(B) plano de auditoria.

(C) papeis de trabalho.

(D) normas de auditoria.

(E) estratégia para execução dos trabalhos.

Comentários

De acordo com o item 9 da NBC TA 300 (R1), além da Estratégia Global, o auditor deve
ainda desenvolver o plano de auditoria, que inclui a descrição de:

(a) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS planejados de avaliação de


risco;

(b) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS adicionais de auditoria


planejados no nível de afirmação;

(c) outros PROCEDIMENTOS de auditoria planejados e necessários para que o trabalho


esteja em conformidade com as normas de auditoria.

Vejam que, de maneira geral, o desenvolvimento do Plano de Auditoria está intimamente


relacionado à descrição da natureza, época e extensão dos PROCEDIMENTOS de auditoria.
Estrátégia Global - " TRABALHO "
Alcance/Objetivos/Fatores/Resultado/Natureza/Época/Extensão
DO TRABALHO
Gabarito: “B”. Plano de Auditoria- "PROCEDIMENTO"
Natureza/Época/Extensão
DO PROCEDIMENTO
8.​ (FCC/ CGM São Luís – Auditor de Controle Externo – 2015)

Considere os fatores abaixo.

I. Conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade.

II. Existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito
dos trabalhos de Auditoria Interna.

III. O conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos


anteriores, semelhantes e relacionados.

Esses fatores são relevantes na execução dos trabalhos de auditoria, especificamente para a
fase de

a) planejamento.

b) comunicação de resultados.

c) testes de auditoria.

d) especificação de resultados.

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e) detalhamento de achados de auditoria.

Comentários

Questão acerca do planejamento da auditoria interna (explorado detalhadamente em outras


aulas de nossos cursos). Vejamos o que diz, na íntegra, a NBC TI 01 em relação ao
planejamento da auditoria interna:

[Link] – O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames


preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época
do trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da
entidade.

[Link] – O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos


trabalhos, especialmente os seguintes: ==13e1bc==

a) o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da


entidade;

b) o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de


controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade;

c) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem


aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade;

d) a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito


dos trabalhos da Auditoria Interna;

e) o uso do trabalho de especialistas;

f) os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das transações e


operações;

g) o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos


anteriores, semelhantes ou relacionados;

h) as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores internos; e

i) o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade.

[Link] – O planejamento deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente


preparados, detalhando-se o que for necessário à compreensão dos procedimentos que
serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e uso de
especialistas.

[Link] – Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e
meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que
as circunstâncias o exigirem.

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Gabarito: “A”.

9.​ (FCC/ SEFAZ PI – Auditor Fiscal – 2015)

Considere:

I. A elaboração de relatórios e emissão de relatórios e certificados.

II Elaboração dos papéis de trabalho e aplicação de testes.

III. Avaliação dos riscos de auditoria do Sistema de Controle Interno; Planejamento e


elaboração dos programas de trabalho.

IV. Monitoramento ou follow-up.

Os itens acima constituem etapas do trabalho, recomendadas pelas normas de execução


dos trabalhos de auditoria para se obter evidências robustas, e devem obedecer a
sequência lógica seguinte:

A) II, IV, III e I.

B) I, III, IV e II.

C) III, II, I e IV.

D) IV, III, II e I.

E) III, IV, I e II.

Comentários

Como vimos na seção contextualização, podemos dividir o trabalho de auditoria em 03


(três) ou 04 (quatro) etapas, a depender do referencial normativo que tomarmos por base.
No escopo da auditoria governamental, especialmentem podemos dividir os trabalhos de
auditoria nas seguintes fases:

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O planejamento está mencionado expressamente no item III.

A execução, que é a etapa em que se aplicam os testes para obtenção de evidências, está
retratada no item II.

O relatório consta no item I.

O monitoramento está citado de forma expressa no item IV.

Gabarito: “C”.

10.​ (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Orçamento e Finanças – 2014)

Nas atividades de planejamento de auditoria independente, deve o auditor estabelecer


uma estratégia global que defina o alcance, a época e a direção da auditoria. Assim, ao
definir a estratégia global, deve o auditor, entre outros, nos termos da NBC TA 300:

I. Elaborar o plano de auditoria, para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis


na revisão de seu trabalho.

II. Definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a


natureza das comunicações requeridas.

III. Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance.

IV. Considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para
orientar os esforços da equipe do trabalho.

V. Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o


trabalho.

Está correto o que consta APENAS em

a) IV e V

b) III, IV e V

c) II, III, IV e V

d) I e III

e) I, II e III

Comentários

Questão cobra a literalidade do item 8 da NBC TA 300 (R1). Os itens II, III, IV e V estão
previstos no escopo da estratégia global. Veja:

8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve:

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(a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance;

(b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a


natureza das comunicações requeridas;

(c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para
orientar os esforços da equipe do trabalho;

(d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando


aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio
do trabalho para a entidade; e

(e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o
trabalho.

O item I menciona a elaboração do plano de auditoria (etapa que não se confunde com a
definição da estratégia global). Fácil, não é mesmo?!

Gabarito: “C”.

11.​ (FCC/ TCE PI – Auditor Fiscal de Controle Externo – 2014)

O planejamento da auditoria é a fase na qual são fixadas as ações a serem executadas no


trabalho de campo. Entre os principais conceitos sobre os quais está fundamentada esta
atividade figura a

a) legalidade.

b) relevância.

c) impessoalidade.

d) objetividade.

e) publicidade.

Comentários

Questão tomou por base passagem da já revogada NBC T 11.07. Veja:

RELEVÂNCIA E PLANEJAMENTO

40. O auditor independente deve, no planejamento da auditoria, considerar a ocorrência de


fatos relevantes que possam afetar a entidade e a sua opinião sobre as demonstrações
contábeis.

Reparem que as outras assertivas trazem princípios gerais da administração pública (o


famoso mnemônico “LIMPE”), além do princípio da objetividade.

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Gabarito: “B”.

12.​ (FCC/ TRT 13ª – An. Judiciário/Contabilidade – 2014)

A execução dos trabalhos de auditoria é dividida em fases. O conhecimento detalhado da


política e dos instrumentos de gestão de riscos do ente auditado é elemento que deve ser
verificado na fase de

a) testes de auditoria.

b) conclusão dos trabalhos de auditoria.

c) planejamento de auditoria.

d) triagem de achados de auditoria.

e) avaliação de resultados de auditoria.

Comentários

Essa questão é legal para atentarmos ao seguinte fato: o enunciado não menciona Auditoria
Interna, no entanto a base para resposta vem da literalidade da NBC TI 01 – Auditoria
Interna. Isso acontece com frequência em nossa disciplina. A NBC TI 01 traz diversos pontos
que coincidem com temas ligados à auditoria independente (como é o caso do
planejamento, documentação, relatório, etc.). É quase como se tivéssemos uma pequena
amostra de tudo o que estudamos na auditoria independente.

Pois bem, meus amigos. Vejamos o trecho da norma que fornece a base para resolvermos a
questão:

[Link] – O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos,


especialmente os seguintes:

a) o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da


entidade (...)

Pelo exposto, nosso gabarito é claramente a letra C.

Percebam que o conceito acima também está em linha com o que prevê diversos pontos da
NBC TA 300 (R1), especialmente o item A2 (abaixo transcrito):

A2. Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e
iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da
auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o
planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de
auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de
auditoria. Por exemplo, o planejamento inclui a necessidade de considerar, antes da
identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, aspectos como:

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(a) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de


risco;

b) obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório aplicável


à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura;

(c) a determinação da materialidade;

(d) o envolvimento de especialistas;

(e) a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco.

Gabarito: “C”.

13.​(FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011)

A fase da auditoria em que se determina o momento da realização de cada uma das tarefas
é chamada de

a) planejamento.

b) análise de risco.

c) estudo de caso.

d) evidenciação.

e) seleção de programa de trabalho.

Comentários

Em diferentes trechos da NBC TA 300, é dito que o auditor deve determinar a “época” de
diversos elementos (direção da auditoria, recursos necessários para realizar o trabalho,
procedimentos de auditoria, etc. Podemos entender essa “época” como “momento”. Veja:

2. O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o


desenvolvimento de plano de auditoria. [...]

7. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a
época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria.

8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve:

[...]

(e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o
trabalho.

9. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de:

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(a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco;

(b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados


no nível de afirmação; [...] (Grifos nossos)

Gabarito: “A”.

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LISTA DE QUESTÕES -FCC

1.​ (FCC / MPE AM / 2024)

No procedimento de planejamento de auditoria das demonstrações contábeis, o auditor


deve:

I. avaliar a ocorrência de distorções relevantes.

II. estabelecer uma estratégia global de auditoria.

III. compreender o ambiente regulatório aplicável à entidade.

Está correto o que é apresentado em:

a) I, somente.

b) I e II, somente.

c) II e III, somente.

d) I, II e III.

e) I e III, somente.

2.​ (FCC / SEFAZ PE/ 2022)

A NBC TA 300 (R1) estabelece a responsabilidade do auditor no planejamento da auditoria


das demonstrações contábeis. O auditor deve definir o alcance, a época e a direção da
auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Esses aspectos fazem
parte do estabelecimento

a) da definição dos objetivos do relatório de trabalho de auditoria.

b) da identificação das características do trabalho de auditoria.

c) dos fatores significativos do julgamento profissional.

d) dos resultados das atividades preliminares de auditoria.

e) da estratégia global de auditoria.

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3.​ (FCC / ALAP – 2020)

Uma boa auditoria fundamenta-se em uma etapa de planejamento adequada. As normas


técnicas buscam as melhores práticas quanto a esse importante expediente preparatório. A
NBC TA 300 estabelece que

a) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva da administração da entidade,


sem interferência do auditor.

b) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva do controle interno.

c) apenas excepcionalmente o auditor deve discutir elementos do planejamento com a


administração da entidade.

d) há a possibilidade de o auditor discutir os elementos do planejamento com a


administração da entidade.

e) há o dever de o auditor discutir os elementos do planejamento com a administração da


entidade.

4.​ (FCC/ SEFAZ GO – AUDITOR FISCAL – 2018)

A estratégia global de auditoria

(A) orienta os esforços da equipe do trabalho, considerando fatores não significativos.

(B) não deve levar em conta resultados de atividades preliminares nem o conhecimento
obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho.

(C) deve identificar características do trabalho, desde que não defina o seu alcance.

(D) define o alcance, época e direção de auditoria, para orientar o desenvolvimento do


plano de auditoria.

(E) não pode, desde logo, definir objetivos do relatório do trabalho.

5.​ (FCC/ MPE PE –Analista Ministerial – Auditoria – 2018)

As normas de planejamento de auditoria das demonstrações contábeis determinam que se


documente

A) as versões superadas das demonstrações contábeis, plano de auditoria e cópias de


documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos.

B) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global, notas que reflitam


entendimento preliminar e documentos em duplicata.

C) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e cópias de documentos corrigidos


em decorrência de erros tipográficos.

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D) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e eventuais alterações significativas


ocorridas na estratégia global.

E) As notas que reflitam entendimento preliminar, o plano de auditoria e eventuais


alterações significativas ocorridas na estratégia global.

6.​ (FCC/ TCE RS - Auditor Público Externo - Administração Pública - 2018)

O controle que funciona é o controle preventivo, o controle substantivo, que elege


prioridades e acompanha paripassu a execução de projetos. O controle que funciona é
aquele que orienta, esclarece e alerta, que concentra e aprofunda sua fiscalização naquilo
que é essencial, mediante critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade.
(LIMA, Luiz Henrique. O Controle da Responsabilidade Fiscal e os Desafios para os Tribunais
de Contas em Tempos de Crise. In: LIMA, Luiz Henrique; DE OLIVEIRA, Weder; CAMARGO,
João Batista. Contas Governamentais e Responsabilidade Fiscal: Desafios para o Controle
Externo. Belo Horizonte: Fórum, 2017, p.135)

Acerca da materialidade e planejamento em auditoria, assevera-se:

A) O planejamento, como etapa antecedente e isolada da auditoria, consiste primeiramente


na identificação dos riscos de distorções relevantes e subsequentemente na determinação
da materialidade.

[...]

7.​ (FCC/ SEFAZ MA – AFRE – 2016)

O documento que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a


serem realizados pelos membros da equipe de trabalho é denominado de

(A) roteiro de auditoria.

(B) plano de auditoria.

(C) papeis de trabalho.

(D) normas de auditoria.

(E) estratégia para execução dos trabalhos.

8.​ (FCC/ CGM São Luís – Auditor de Controle Externo – 2015)

Considere os fatores abaixo.

I. Conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade.

II. Existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito
dos trabalhos de Auditoria Interna.

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III. O conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos


anteriores, semelhantes e relacionados.

Esses fatores são relevantes na execução dos trabalhos de auditoria, especificamente para a
fase de

a) planejamento.

b) comunicação de resultados.

c) testes de auditoria.

d) especificação de resultados.

e) detalhamento de achados de auditoria.

9.​ (FCC/ SEFAZ PI – Auditor Fiscal – 2015)

Considere:

I. A elaboração de relatórios e emissão de relatórios e certificados.

II Elaboração dos papéis de trabalho e aplicação de testes.

III. Avaliação dos riscos de auditoria do Sistema de Controle Interno; Planejamento e


elaboração dos programas de trabalho.

IV. Monitoramento ou follow-up.

Os itens acima constituem etapas do trabalho, recomendadas pelas normas de execução


dos trabalhos de auditoria para se obter evidências robustas, e devem obedecer a
sequência lógica seguinte:

A) II, IV, III e I.

B) I, III, IV e II.

C) III, II, I e IV.

D) IV, III, II e I.

E) III, IV, I e II.

10.​ (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Orçamento e Finanças – 2014)

Nas atividades de planejamento de auditoria independente, deve o auditor estabelecer


uma estratégia global que defina o alcance, a época e a direção da auditoria. Assim, ao
definir a estratégia global, deve o auditor, entre outros, nos termos da NBC TA 300:

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I. Elaborar o plano de auditoria, para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis


na revisão de seu trabalho.

II. Definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a


natureza das comunicações requeridas.

III. Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance.

IV. Considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para
orientar os esforços da equipe do trabalho.

V. Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o


trabalho.

Está correto o que consta APENAS em ==13e1bc==

a) IV e V

b) III, IV e V

c) II, III, IV e V

d) I e III

e) I, II e III

11.​ (FCC/ TCE PI – Auditor Fiscal de Controle Externo – 2014)

O planejamento da auditoria é a fase na qual são fixadas as ações a serem executadas no


trabalho de campo. Entre os principais conceitos sobre os quais está fundamentada esta
atividade figura a

a) legalidade.

b) relevância.

c) impessoalidade.

d) objetividade.

e) publicidade.

12.​ (FCC/ TRT 13ª – An. Judiciário/Contabilidade – 2014)

A execução dos trabalhos de auditoria é dividida em fases. O conhecimento detalhado da


política e dos instrumentos de gestão de riscos do ente auditado é elemento que deve ser
verificado na fase de

a) testes de auditoria.

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b) conclusão dos trabalhos de auditoria.

c) planejamento de auditoria.

d) triagem de achados de auditoria.

e) avaliação de resultados de auditoria.

13.​ (FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011)

A fase da auditoria em que se determina o momento da realização de cada uma das tarefas
é chamada de

a) planejamento.

b) análise de risco.

c) estudo de caso.

d) evidenciação.

e) seleção de programa de trabalho.

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GABARITO

1.​ C
2.​ E
3.​ D
4.​ D
5.​ D
6.​ ERRADA
7.​ B
8.​ A
9.​ C
10.​C
11.​B
12.​C
13.​A

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RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS


1) O que é planejamento de auditoria?

Resposta: É a primeira etapa ou fase do processo de auditoria. Nele é determinado o escopo da


auditoria, o cronograma, os objetivos, os critérios, a metodologia a ser usada e os recursos
necessários para assegurar que a auditoria englobe as funções mais importantes da organização,
assim como os processos e os resultados.

2) Quais as atividades que devem ser realizadas pelo auditor no início do trabalho de auditoria
corrente?

Resposta: o auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria


corrente:

a) realizar procedimentos de Controle de Qualidade relacionados à aceitação e continuidade de


relacionamentos com clientes e trabalhos de auditoria;

b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência;

c) estabelecer entendimento dos termos do trabalho.

3) Como o planejamento de auditoria está dividido?

Resposta: O planejamento de auditoria está delimitado em duas dimensões: uma ampla


(chamada de Estratégia Global) e outra restrita (chamada Plano de Auditoria).

4) Qual a relação existente entre plano de auditoria e estratégia global?

Resposta: A estratégia global de auditoria define o alcance, a época e a direção da auditoria,


para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Uma vez definida a estratégia global,
pode ser desenvolvido plano de auditoria para tratar dos diversos temas nela identificados,
levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente
dos recursos disponíveis. A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria
detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando intimamente
relacionados, uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças no outro.

5) Quais as obrigações do Auditor ao definir a estratégia global?

Resposta:

a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance;

b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a


natureza das comunicações requeridas;

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c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar
os esforços da equipe do trabalho;

d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando


aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do
trabalho para a entidade; e

e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho.

6) Quais as obrigações do Auditor ao definir o plano de auditoria?

Resposta:

a) Incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de


avaliação de risco; ==13e1bc==

(b) Incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de


auditoria planejados no nível de afirmação;

(c) Deve incluir a descrição de outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para
que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria.

7) O planejamento de auditoria é imutável?

Resposta: Não. O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global quanto o plano de
auditoria sempre que necessário no curso da auditoria.

8) Quais as obrigações do Auditor antes de começar os trabalhos de auditoria inicial?

Resposta: auditor deve realizar as seguintes atividades antes de começar os trabalhos de


auditoria inicial:

a) aplicar procedimentos relativos à aceitação do cliente e do trabalho de auditoria específico; e

b) entrar em contato com o auditor antecessor, caso haja mudança de auditores, de acordo com
os requisitos éticos pertinentes.

9) O planejamento é uma fase isolada? Deve ser encerrado antes de iniciados os trabalhos?

Resposta: Não e não. Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo
contínuo e iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da
auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o
planejamento inclui a consideração da época (momento) de algumas atividades e procedimentos
de auditoria (pontuais) que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos
adicionais de auditoria.

10) Cite aspectos que o planejamento deve considerar antes da identificação e avaliação pelo
auditor dos riscos de distorções relevantes?

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a) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco;

b) obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório aplicável à


entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura;

c) a determinação da materialidade;

d) o envolvimento de especialistas;

e) a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco.

11) Caracterize o plano de auditoria.

Resposta: O plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que
inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos
membros da equipe de trabalho. O planejamento desses procedimentos de auditoria ocorre no
decurso da auditoria, à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido.

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MOTIVAÇÃO DA AULA
Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir.

LISTA DE PERGUNTAS
O que é Documentação de Auditoria?
Como (em que contexto) o auditor deve preparar a documentação de auditoria?
A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de quais fatores?
A documentação de auditoria substitui os registros contábeis da entidade?
Qual o período de retenção da documentação de auditoria?
Qual o limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria?
De quem é a propriedade da documentação de auditoria? ==13e1bc==

Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se
preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje!

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PAPÉIS DE TRABALHO - DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA


O registro da Documentação de Auditoria é um aspecto transversal, que passa por todas as
etapas do trabalho de Auditoria. De acordo com as normas de auditoria Independente,
Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da
evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor.

Percebam, de início, que a documentação é algo mais amplo do que, por exemplo, as evidências
de auditoria. A documentação engloba, além do registro das evidências, o registro dos
procedimentos executados e das conclusões alcançadas.

A NBC TA 230 (R1) trata da responsabilidade do auditor na elaboração da documentação de


auditoria para a auditoria das demonstrações contábeis.

Nesse contexto, o objetivo do auditor é preparar documentação que forneça:

✔​ Registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e


✔​ Evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas e
as exigências legais e regulamentares aplicáveis.

O que é então a documentação de auditoria?

De acordo com a NBC TA 230 (R1), documentação de auditoria é o registro dos procedimentos
de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo
auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). Na prática, as
expressões “documentação de auditoria” e “papéis de trabalho” são sinônimas. Percebam que
estamos diante de um conceito amplo (registro de procedimentos, evidências e conclusões –
elaborados tanto em meio físico quanto em meio eletrônico).

Já o arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de armazenamento,


em forma física ou eletrônica que contém os registros que constituem a documentação de
trabalho específico.

Fiquem atentos para as diferenças entre esses 2 conceitos. Esquematizando:

​ Documentação de auditoria (papéis de trabalho): registro dos procedimentos, evidências e


conclusões.
​ Arquivo de auditoria: pastas que contêm os registros que constituem a documentação de
auditoria.

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Confira uma questão de prova:

(Telebrás / 2022) Com relação aos papéis de trabalho, julgue o próximo item.

A elaboração dos papéis de trabalho pode se dar tanto por meio físico como por meio
eletrônico, devendo o arquivamento dessa documentação ser efetuado de modo racional e
sistemático.

Comentários:

A parte inicial da questão pode ser, tranquilamente, considerada como correta com base no que
acabamos de ver. Para a parte final, precisamos trazer um conceito presente em uma norma
revogada (NBC T 11), e que ainda consta na NBC TI 01 (que trata da Auditoria Interna). Nesse
contexto, os papéis de trabalho devem ser elaborados, organizados e arquivados de forma
sistemática e racional.

Gabarito, portanto, certo.

A documentação de auditoria preparada pelo auditor no decorrer dos trabalhos deve fornecer
evidência de que o objetivo global do auditor foi cumprido, bem como de que a auditoria foi
planejada e executada de acordo com as normas, leis e regulamentos aplicáveis. Para fins
didáticos, chamamos essas 2 finalidades acima apresentadas como finalidades “principais” da
documentação de auditoria.

A norma traz ainda diversas finalidades adicionais da documentação de auditoria – todas elas
importantes e comumente cobradas em provas. São elas: auxiliar a equipe de trabalho no
planejamento e na execução da auditoria; assistir aos membros responsáveis pela direção no
cumprimento de suas responsabilidades; permitir que a equipe de trabalho possa ser
responsabilizada; manter registro de assuntos importantes para auditorias futuras; permitir
revisões, controle de qualidade e inspeções externas.

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Apresentamos a seguir – “na veia” – os dispositivos mais cobrados da NBC TA 230 (R1). Veja:

2. A documentação de auditoria, que atende às exigências desta Norma e às exigências


específicas de documentação de outras normas de auditoria relevantes, fornece:

(a) evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo
global do auditor (NBC TA 200); e

(b) evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas
de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem:

• assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria;

• assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do


trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão...;

• permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho;

• manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras;

• permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade


com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade...;

• permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis.

6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos
abaixo:

(a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da


evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente
também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”).

(b) Arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de


armazenamento, em forma física ou eletrônica que contêm os registros que constituem a
documentação de trabalho específico.

(c) Auditor experiente é um indivíduo (interno ou externo à firma de auditoria) que possui
experiência prática de auditoria e conhecimento razoável de:

(i) processos de auditoria;

(ii) normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(iii) ambiente de negócios em que opera a entidade; e

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(iv) assuntos de auditoria e de relatório financeiro relevantes ao setor de atividade da


entidade. [grifos não constantes no original]

Confira uma questão de prova:

(TCE-PI / 2021 - Adaptada) Julgue o item a seguir:

A elaboração de papéis de trabalho tem entre as suas finalidades registrar as evidências e o


cumprimento do trabalho.

Comentários:

Apesar de não literal, a questão está correta. Como visto acima, a documentação de auditoria
fornece, dentre outros, evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao
cumprimento do objetivo global do auditor. Essa finalidade está dentro do que chamamos, para
fins didáticos, de finalidades "principais" da documentação de auditoria.

Gabarito: certo.

Esquematizando as finalidades – principais e adicionais – da


documentação de auditoria:

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O auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria.


A elaboração tempestiva de documentação de auditoria suficiente e apropriada aprimora a
qualidade da auditoria e facilita a revisão e a avaliação eficazes da evidência de auditoria e das
conclusões obtidas antes da finalização do relatório do auditor. A documentação elaborada após
a execução do trabalho de auditoria tende a ser menos precisa do que aquela elaborada no
momento em que o trabalho é executado. A ideia é simples: o auditor deve preparar a
documentação em tempo hábil, preferencialmente no momento em que o trabalho é executado
(de maneira concomitante). O registro tempestivo da documentação aprimora a qualidade da
auditoria como um todo. Cenário oposto, que portanto não aprimoraria a qualidade da auditoria
(ou a atrapalharia), seria executar o trabalho e deixar para efetuar os registros que irão compor a
documentação apenas ao final.

Outro ponto MUITO cobrado é o que veremos agora, que diz respeito ao nível de detalhe com
que o auditor deve preparar a documentação. Imagine-se diante da difícil tarefa de documentar
todo trabalho efetuado. Seria normal ter dúvidas quanto ao nível de detalhe dessa
documentação, se mais profundo (muito detalhado) ou mais raso (pouco detalhado). A norma nos
ensina que nem uma coisa nem outra, ou seja, o auditor deve preparar documentação que seja
suficiente (na medida) para que outro auditor experiente (sem envolvimento com o trabalho)

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amanhã ou depois olhe para essa documentação e consiga entender o contexto geral do
trabalho.

Logo, deve-se preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um
auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda:

(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com
as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e

(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles
e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.

Atenção ao termo “suficiente” utilizado acima (vira e mexe é objeto de cobrança em questões);
atente-se também ao fato de que a documentação de auditoria deve ser preparada de maneira
que um auditor experiente (e não um usuário qualquer) entenda os procedimentos executados,
as evidências e as conclusões obtidas. Não seria “justo” exigir que o auditor preparasse
documentação suficiente para que qualquer pessoa no mundo compreendesse o que foi feito ao
longo dos trabalhos (procedimentos aplicados, evidências coletadas e conclusões alcançadas).

Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados, o


auditor deve registrar ainda:

(a) as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados;

(b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; e

(c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão.

Cabe ressaltar que, durante a execução da auditoria, o auditor deve documentar, também, as
discussões de assuntos significativos com a administração, responsáveis pela governança e
outros, incluindo a natureza dos assuntos significativos discutidos, e quando e com quem as
discussões ocorreram. Se forem identificadas informações referentes a um assunto significativo
que sejam inconsistentes com a sua conclusão final, deve-se documentar como essa
inconsistência foi tratada.

Adicionalmente, se – em circunstâncias excepcionais – o auditor julgar necessário não atender


um requisito relevante de uma norma, ele deve documentar como os procedimentos alternativos
de auditoria executados cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para o não
atendimento.

Se, também em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou


adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar:

(a) as circunstâncias identificadas;

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(b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas


conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e

(c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram


executadas e revisadas.

Vamos compreender que a situação acima é uma exceção à regra, segundo a qual o auditor
executa procedimentos, obtém evidências e chega a conclusões apenas até a data do relatório.
Por ser uma situação excepcional (por exemplo: a ocorrência de eventos subsequentes), há que
se documentar as circunstâncias identificadas, quais procedimentos foram executados e quem os
aplicou e revisou.

No fluxo normal do trabalho, o auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e


completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de auditoria
tempestivamente após a data do relatório (um limite de tempo apropriado para concluir a
montagem do arquivo final de auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do
relatório do auditor). Após a montagem desse arquivo, ele não apaga nem descarta
documentação de auditoria de qualquer natureza antes do fim do seu período de guarda dessa
documentação (5 anos, no mínimo). Vejam, portanto, que após a montagem do arquivo o auditor
não pode mais jogar nada fora. O contrário pode acontecer, ou seja, mesmo após a montagem
do arquivo final, pode-se - eventualmente - modificar a documentação existente ou acrescentar
nova documentação. Isso poderia acontecer, por exemplo, diante da necessidade de
esclarecimento da documentação de auditoria existente em resposta a comentários recebidos
durante as inspeções de monitoramento executadas por partes internas ou externas.

Nesses casos, ou seja, quando o auditor julgar necessário modificar a documentação de auditoria
existente ou acrescentar nova documentação (descartar não pode!) após a montagem do arquivo
final, ele deve - independentemente da natureza das modificações ou acréscimos - documentar
as razões específicas para fazê-los e quando e por quem foram executados e revisados.

Destacamos o termo “após” acima pelo seguinte motivo: após a montagem do arquivo final, não
há que se falar em descarte (de nenhuma natureza) na documentação pelo seu período de
guarda (ou custódia). Como veremos mais à frente na aula (item A22 da NBC TA 230), durante
(reparem na diferença) o processo de montagem do arquivo final, podem ser feitas alterações na
documentação, desde que tais alterações sejam de natureza administrativa (exemplo: descartar
documentação superada e acrescentar referências cruzadas).

Outro item da norma muito cobrado em provas é o período de retenção da documentação de


auditoria. Fiquem atentos porque as bancas costumam modificar, ou o período de retenção (não
inferior a 5 anos), ou o termo inicial da contagem desse prazo (data do relatório). Veja:

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Confira algumas questões de prova:

(CM São Paulo / 2024) Considerando as orientações da NBC TA 230 sobre a documentação de
auditoria, assinale a afirmativa correta.

a) Não se exige a documentação de informações referentes a assuntos significativos


inconsistentes com a conclusão final do auditor.

b) O auditor pode deixar de atender a um requisito relevante de uma norma de auditoria desde
que documente os procedimentos alternativos executados para cumprir a finalidade desse
requisito.

c) Após a data do relatório, o auditor não poderá executar procedimentos novos ou adicionais
que possam alterar a sua conclusão.

d) A documentação da auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de


armazenamento, em forma física ou eletrônica que contêm os registros que constituem a
documentação de trabalho específico.

e) É vedado ao profissional de auditoria modificar a documentação existente ou acrescentar


novas documentações de auditoria após a montagem do respectivo arquivo final.

Comentários:

Letra A: errada. Vimos que o auditor deve documentar as discussões de assuntos significativos
com a administração, responsáveis pela governança e outros, incluindo a natureza dos assuntos
significativos discutidos, e quando e com quem as discussões ocorreram. Se forem identificadas

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informações referentes a um assunto significativo que sejam inconsistentes com a sua conclusão
final, deve-se documentar como essa inconsistência foi tratada.

Letra B: correta. Foi exatamente isso que vimos acima. Se, em circunstâncias excepcionais, o
auditor julgar necessário não atender um requisito relevante de uma norma, ele deve documentar
como os procedimentos alternativos executados cumprem a finalidade desse requisito, e as
razões para o não atendimento.

Letra C: errada. Isso pode acontecer em circunstâncias excepcionais. Se, nesses casos, o auditor
executar procedimentos novos ou adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do
relatório, deve documentar : as circunstâncias identificadas; os procedimentos novos ou
adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas conclusões alcançadas, e seu
efeito sobre o relatório do auditor; e quando e por quem as modificações resultantes da
documentação de auditoria foram executadas e revisadas.

Letra D: errada. Assertiva confunde os conceitos de documentação e arquivo de auditoria.

Letra E: errada. Após a montagem do arquivo final da auditoria, o que não se pode fazer é
apagar nem tampouco descartar documentação, ou seja, não se pode jogar nada fora. Mesmo
após a montagem do arquivo final, pode-se - eventualmente - modificar a documentação
existente ou acrescentar nova documentação.

Gabarito: B.

(Telebrás / 2022) Com relação aos papéis de trabalho, julgue o próximo item.

O período de retenção dos papéis de trabalho não deve ser inferior a três anos, contados da
data do relatório do auditor.

Comentários:

O período de retenção é não inferior a cinco anos (ao invés de três, como propõe o enunciado)
da data do relatório.

Gabarito, portanto, errado.

(TCE RJ / 2021) Acerca do plano de auditoria baseado em risco, julge os itens subsecutivos.

O auditor deve montar a documentação em arquivo e completar o processo antes da data do


relatório da auditoria.

Comentários:

O prazo para concluir a montagem do arquivo final de auditoria geralmente não ultrapassa 60
dias após a data do relatório do auditor. Veja que questão diz que o prazo expira antes dessa
data.

Gabarito, portanto, errado.

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Chamamos sua atenção de que tanto o prazo para concluir a montagem do arquivo final quanto
o prazo de guarda (ou custódia) da documentação começam a contar a partir da data do relatório
de auditoria.

Em relação à confidencialidade e propriedade da documentação de auditoria, a NBC TA 230


(norma atualmente em vigor) é silente, ou seja, não fala nada sobre o tema. Precisamos, então,
recorrer às normas de auditoria revogadas, compreendendo que os conceitos ali presentes ainda
são válidos. Nesse sentido, tanto a já revogada NBC T 11 (e suas interpretações) quanto a versão
revogada da NBC PA 01, dispunham que:

●​ Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor.


●​ Partes ou excertos destes podem, a critério do auditor, ser postos à disposição da
entidade (cliente), desde que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho
realizado ou a independência da firma ou do seu pessoal.
●​ Os papéis de trabalho, quando solicitados por terceiros, somente podem ser
disponibilizados após autorização formal da entidade auditada.
●​ A confidencialidade dos papéis de trabalho é dever permanente do auditor. Os requisitos
éticos relevantes estabelecem a obrigação do pessoal da firma de observar durante todo o
tempo a confidencialidade das informações contidas na documentação do trabalho, a
menos que tenha sido fornecida uma autorização específica pelo cliente para a sua
divulgação, ou que haja responsabilidades nos termos de leis, de regulamentos ou de
requisitos éticos relevantes para isso.

Entendemos que a confidencialidade da documentação é muito mais em relação a terceiros do


que propriamente em relação à entidade na qual a auditoria é realizada.

Confira uma questão de prova:

(CGE PB / 2024) Em sua atuação nos trabalhos de auditoria, um auditor deve adotar
procedimentos adequados quanto à elaboração, integridade e guarda dos papéis de trabalho,
que constituem a documentação de auditoria.

À luz das normas brasileiras de auditoria, esses documentos:

a) devem ser custodiados pelo prazo máximo de cinco anos;

b) são elaborados exclusivamente pelo auditor responsável;

c) podem, a critério do auditor, ser postos à disposição da entidade;

d) são de propriedade compartilhada entre auditor e entidade auditada;

e) podem ser disponibilizados a terceiros após o prazo de confidencialidade.

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Comentários:

Letra A: errada. O prazo de custódia geralmente é não inferior a (ou seja, no mínimo) 5 anos, a
contar da data do relatório.

Letra B: errada. Os papéis de trabalho constituem a documentação preparada (ou elaborada)


pelo auditor ou fornecida a este (pela entidade ou até por terceiros) na execução da auditoria.

Letra C: correta. Disponibilizar a documentação para a entidade (cliente) é uma faculdade do


auditor.

Letra D: errada. Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor.

Letra E: errada. Os papéis de trabalho só podem ser disponibilizados a terceiros se houver


autorização (formal) da entidade auditada.

Gabarito: C.

Para finalizar, iremos explorar itens que já foram objeto de cobranças por diversas bancas e, em
seguida, apresentaremos esquemas com as principais informações a eles correspondentes. Veja:

A2. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores


como:

(a) tamanho e complexidade da entidade;

(b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados;

(c) riscos identificados de distorção relevante;

(d) importância da evidência de auditoria obtida;

(e) natureza e extensão das exceções identificadas;

(f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente


determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria
obtida;

(g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas.

Esclarecendo: “exceções” são, em linhas gerais, as respostas às solicitações de confirmação


externa do auditor que diferem do valor ou informação que se quer confirmar.

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A3. A documentação de auditoria pode ser registrada em papel, em formatos eletrônicos


ou outros. Exemplos de documentação de auditoria incluem:

(a) programas de auditoria;

(b) análises;

(c) memorandos de assuntos do trabalho;

(d) resumos de assuntos significativos;

(e) cartas de confirmação e representação;

(f) listas de verificação;


==13e1bc==

(g) correspondências (inclusive correio eletrônico) referentes a assuntos significativos.

O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por exemplo, contratos
e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de auditoria. A
documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da entidade.

Cuidado: reparem que a documentação pode ser registrada em diferentes formatos como
papel, meio eletrônico e outros. Apesar de o auditor poder utilizar resumos ou cópias de
registros da entidade como parte da documentação, ela jamais substitui os registros
contábeis da entidade!

Confira uma questão de prova:

(Pref. São José dos Campos / 2024) Na auditoria das demonstrações contábeis, as alternativas a
seguir representam documentação de auditoria adequada para o trabalho executado pelo
auditor ou para as conclusões obtidas, com exceção de uma. Assinale-a.

a) análises.

b) explicações verbais do auditor.

c) resumos de assuntos significativos.

d) memorandos de assuntos do trabalho.

e) correspondência eletrônica referente a assuntos significativos.

Comentários:

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Todas as assertivas, com exceção da letra B, trazem exemplos de documentação de auditoria.


Como veremos adiante, explicações verbais do auditor, por si só, não representam
documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas,
mas podem ser usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de
auditoria.

Gabarito: B.

A4. O auditor não precisa incluir na documentação de auditoria versões superadas de


papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que reflitam entendimento
incompleto ou preliminar, cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de
erros tipográficos ou de outro tipo de documentos em duplicata.

Atenção: essa é uma passagem bem explorada. Não há necessidade de se documentar


versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, além de notas
incompletas ou com erros que tenham sido corrigidos.

A5. Explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada
para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas podem ser
usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria.

Atenção: a parte final do item acima é uma ressalva importante. Por mais que uma
explicação verbal, sozinha, não represente documentação, ela pode ser usada para explicar
informações presentes em outra documentação.

A7. A documentação de auditoria fornece evidências de que a auditoria está em


conformidade com as normas de auditoria. Contudo, não é necessário nem praticável para
o auditor documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos
profissionais exercidos na auditoria. Além disso, é desnecessário o auditor documentar
separadamente (como em lista de verificação, por exemplo) a conformidade em assuntos já
demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria. Por exemplo:

• a existência de plano de auditoria adequadamente documentado demonstra que o


auditor planejou a auditoria;

• a existência de carta de contratação assinada no arquivo de auditoria demonstra que o


auditor e a administração concordaram com os termos do trabalho de auditoria, ou, quando
apropriado, junto aos responsáveis pela governança;

• o relatório do auditor que contém opinião com ressalva demonstra que o auditor cumpriu
o requisito de expressar opinião com ressalva sob as circunstâncias especificadas nas
normas;

• em relação às exigências que se aplicam geralmente ao longo de toda a auditoria, pode


haver várias maneiras pelas quais a conformidade a elas pode ser demonstrada no arquivo
de auditoria. Por exemplo, o ceticismo profissional do auditor pode não ser passível de
documentação. Não obstante, a documentação de auditoria pode fornecer evidências do
exercício do ceticismo profissional em conformidade com as normas.

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Esclarecendo: não seria de se esperar que o auditor saísse documento tudo o que foi feito
ao longo do trabalho. Do contrário, não é necessário nem prático documentar todas as
questões de que o auditor trata. Entretanto, qualquer matéria que, por ser relevante, possa
influir sobre o seu relatório, deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e
as conclusões do auditor.

A8. Julgar a importância de assunto exige análise objetiva dos fatos e circunstâncias.
Exemplos de assuntos significativos incluem:

∙ assuntos que dão origem a riscos significativos;

∙ resultados de procedimentos de auditoria que indiquem

(i) que as demonstrações contábeis podem conter distorção relevante, ou

(ii) a necessidade de revisar a avaliação anterior dos riscos de distorção relevante feita pelo
auditor e as respostas do auditor aos riscos avaliados;

∙ circunstâncias que causam dificuldade significativa ao auditor para aplicar os


procedimentos de auditoria necessários;

∙ constatações que possam resultar em modificação do relatório de auditoria ou na inclusão


de parágrafo de ênfase no relatório do auditor.

A9. Um fator importante na determinação da forma, conteúdo e extensão da documentação


de auditoria sobre assuntos significativos é a extensão do julgamento profissional exercido
na execução do trabalho e avaliação dos resultados. A documentação das decisões
profissionais tomadas, quando significativas, serve para explicar as conclusões do auditor e
reforçar a qualidade da decisão. Tais assuntos são de particular interesse para os
responsáveis pela revisão da documentação de auditoria, inclusive os que conduzirem
auditorias subseqüentes, quando forem rever assuntos de importância recorrente (por
exemplo, na execução de revisão retrospectiva de estimativas contábeis).

A11. O auditor pode considerar útil preparar e reter como parte da documentação de
auditoria um resumo (conhecido também como memorando de conclusão) que descreva os
assuntos significativos identificados durante a auditoria e como eles foram tratados, ou que
inclua referências cruzadas a outros documentos comprobatórios relevantes que forneçam
tal informação (...) a elaboração de tal resumo pode dar suporte ao auditor na consideração
dos assuntos significativos. Também pode ajudar o auditor a considerar se, à luz dos
procedimentos de auditoria executados e das conclusões obtidas, há qualquer objetivo
relevante das normas de auditoria que não possa ser atendido que impediriam o auditor de
atingir o seu objetivo global.

A14. A documentação não se limita aos registros elaborados pelo auditor, mas podem
incluir outros registros apropriados, como minutas de reuniões elaboradas pelo pessoal da
entidade e acordadas com o auditor. O auditor pode discutir assuntos significativos com
outros empregados da entidade e terceiros, como pessoas que prestam serviço de
consultoria.

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Esclarecendo: esse item reflete uma ideia usualmente cobrada em provas de que os papéis
de trabalho constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na
execução da auditoria.

A16. A documentação para a auditoria de entidade de pequeno porte geralmente é menos


extensa do que a documentação de uma entidade de maior porte. Além disso, no caso de
auditoria em que o sócio do trabalho executa todo o trabalho, a documentação não incluirá
assuntos que possam ter de ser documentados apenas para informar ou instruir membros
da equipe de trabalho ou para fornecer evidência de revisão por outros membros da equipe
(por exemplo, não há assuntos a documentar relativamente a discussões ou supervisão da
equipe).

A21. A NBC PA 01, item 45, requer que as firmas de auditoria estabeleçam políticas e
procedimentos para a conclusão tempestiva da montagem dos arquivos de auditoria. Um
limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria
geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor (NBC PA 01, item
A54).

A22. A conclusão da montagem do arquivo final de auditoria após a data do relatório do


auditor é um processo administrativo que não envolve a execução de novos procedimentos
de auditoria nem novas conclusões. Contudo, novas modificações podem ser feitas na
documentação de auditoria durante o processo final de montagem se essas forem de
natureza administrativa. Exemplos de tais modificações incluem:

(a) apagar ou descartar documentação superada;

(b) selecionar, conferir e acrescentar referências cruzadas aos documentos de trabalho;

(c) conferir itens das listas de verificação evidenciando ter cumprido os passos relativos ao
processo de montagem do arquivo;

(d) documentar evidência de auditoria que o auditor obteve, discutiu e com a qual
concordou junto aos membros relevantes da equipe de trabalho antes da data do relatório
de auditoria.

A23. A NBC PA 01, item 47, requer que as firmas estabeleçam políticas e procedimentos
para a retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de
auditoria geralmente não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou,
se posterior, da data do relatório do auditor do grupo (NBC PA 01, item A61).

A24. Um exemplo de circunstância em que o auditor pode julgar necessário modificar a


documentação de auditoria existente ou acrescentar nova documentação de auditoria após
ter sido completada a montagem do arquivo é a necessidade de esclarecimento da
documentação de auditoria existente em resposta a comentários recebidos durante as
inspeções de monitoramento executadas por partes internas ou externas. [grifos não
constantes no original]

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(SEFAZ GO - 2018) A documentação de auditoria:

I. Também é conhecida como “papéis de trabalho”.

II. Deve ser preparada de modo que um leigo possa entender a natureza, época e extensão
dos procedimentos de auditoria executados.

III. Deve ser sigilosa, ocultando, por exemplo, o nome do profissional que executou o trabalho
de auditoria.

IV. Trata-se de coleção de papéis para a elaboração do relatório final que pode,
excepcionalmente, conter documentos emitidos após a data desse relatório.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e IV.

(B) I e III.

(C) I e II.

(D) III e IV.

(E) II e IV.

Comentários:

Questão aborda aspectos gerais de documentação de auditoria. Analisando cada item:

I. Item correto. Segundo a NBC TA 230(R1):

6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos
abaixo:

(a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da


evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente
também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”).

II. Item errado. Não é um leigo que deve ser capaz de entender os procedimentos executados,
mas um auditor experiente.

Segundo a NBC TA 230(R1):

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Forma, conteúdo e extensão da documentação de auditoria

8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que
um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda:

(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com
as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria


obtida; e

(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.
[grifo nosso]

III. Item errado. Não há respaldo para tal afirmação nas normas. Entendemos que é necessário
estar explícito o nome do profissional que executou a auditoria.

IV. Item correto. É possível aceitar o item como correto a partir da definição de documentação
de auditoria (registro das conclusões alcançadas pelo auditor) e do item que trata dos assuntos
surgidos após a data do relatório:

13. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais


ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar:

(a) as circunstâncias identificadas;

(b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as


novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e

(c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram


executadas e revisadas.

Vejam que, em condições normais, não se executam novos procedimentos após a data do
relatório. No entanto, em circunstâncias excepcionais, isso pode acontecer. Nesse caso, o
auditor deve documentar as circunstâncias identificadas, os procedimentos novos executados
(além das novas evidências e conclusões obtidas) e quem efetivamente os executou e revisou.

Gabarito: A.

(DPE RS / 2017) Considere os itens abaixo.

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I. Assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria.

II. Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do
trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão.

III. Permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho.

IV. Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras.

V. Permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis.

Nos termos da NBC TA 230, esses itens representam as denominadas finalidades adicionais

a) dos papéis de trabalho.

b) da documentação de auditoria.

c) do planejamento da auditoria.

d) dos registros contábeis fidedignos.

e) do relatório de auditoria.

Comentários:

Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria, segundo a NBC TA


230 (R1). Veja:

3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem:

• assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria;

• assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do


trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão (...);

• permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho;

• manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras;

• permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade


com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (...);

• permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis. [grifo nosso]

Assim, todos os itens enumerados na questão são finalidades adicionais da documentação de


auditoria.

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Portanto, alternativa correta é B.

Essa questão poderia ser anulada, pois a própria NBC TA 230 (R1) esclarece que a
documentação de auditoria é usualmente utilizada com a expressão “papéis de trabalho”, o
que levaria a questão apresentar duas alternativas corretas.

Em regra, questões desse tipo não são anuladas porque a banca “blindou” o enunciado com a
expressão “nos termos na NBC TA 230” e se prendeu à literalidade da norma. Vejam que, de
fato, a nomenclatura “oficial” é Documentação de Auditoria, que também é conhecida como
Papéis de Trabalho.

Gabarito: B.

(ISS Cuiabá – 2016) De acordo com a NBC TA 230, Documentação de Auditoria, o auditor
deve preparar documentação suficiente para que um auditor experiente, sem nenhum
envolvimento anterior com a auditoria, entenda:

I. a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com
as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

II. os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida.

III. os assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.

Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.

b) I e II, apenas.

c) I e III, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I, II e III.

Comentários: conforme vimos acima, o auditor deve preparar tempestivamente a


documentação de auditoria, que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem
nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda:

(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir
com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria


obtida; e

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(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.

Pelo exposto, todos os itens estão corretos (literalidade da norma).

Gabarito: E

Outro ponto recorrente nas provas é a classificação da documentação da auditoria em corrente e


permanente. Tal categorização é prevista pela doutrina, essencialmente.

Quanto à sua natureza, Crepaldi explicita que os papéis de trabalho devem ser organizados
conforme sua finalidade, separando-os em dois grupos:

I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância diária e contínua, ano após
ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema, área ou objeto da auditoria. Exemplos:
histórico da empresa, estatuto, composição do capital social, informações contábeis, dos
sistemas contábeis e operacionais e ainda informações relativas à participação da empresa no
mercado.

II- Pasta corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso. Exemplos:


planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e análise de contas etc. [grifo
nosso]

No mesmo sentido, Almeida Cavalcanti dispõe que os papéis de trabalho podem ser de natureza
corrente ou permanente, sendo os correntes utilizados em apenas um exercício social, e os
permanentes em mais de um exercício.

Segundo o autor, são exemplos de papéis de trabalho correntes: caixas e bancos, contas a
receber, estoques, aplicações financeiras, receitas e despesas, demonstrações financeiras, etc.
Por outro lado, são exemplos de papéis de trabalho permanente: estatuto ou contrato social,
cópias de contrato bancário de financiamento de longo prazo, manuais de procedimentos
internos, legislações aplicáveis à entidade auditada etc.

De forma semelhante, as Normas de Auditoria do TCU (NAT) classificam os papéis de trabalho


em transitórios (ou correntes) e permanentes. De acordo com o normativo, ao final da auditoria,
todos os papéis de trabalho obtidos devem ser classificados em transitórios ou permanentes:

Transitórios são aqueles necessários ao trabalho somente por um período limitado, para
assegurar a execução de um procedimento ou a obtenção de outros papéis de trabalho
subsequentes;

Todos os demais papéis de trabalho obtidos, não classificados como transitórios, são
considerados como papéis de trabalho permanentes.

Ainda de acordo com Crepaldi, quando da elaboração dos papéis de trabalho, o auditor deverá
levar em consideração alguns pontos essenciais, a saber:

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• Concisão: os papéis de trabalho devem ser concisos, de forma que todos entendam sem a
necessidade de explicações por parte da pessoa que os elaborou. Qualquer pessoa com
conhecimento razoável de auditoria deve ser capaz de interpretar a maneira com que foi
conduzido o trabalho;

• Objetividade: os papéis de trabalho devem ser objetivos, de forma que se entenda aonde o
auditor pretende chegar. Não se deve divagar nas conclusões e observações obtidas no decorrer
da auditoria, para que seja possível manter a objetividade do trabalho;

• Limpeza: os papéis de trabalho devem ser limpos, de forma a não prejudicar o entendimento
destes. Excesso de informações, fontes de pesquisa, ao invés de demonstrar a profundidade dos
exames, pode transparecer falta de planejamento, o que pode prejudicar o entendimento do
trabalho realizado;

• Lógica: os papéis de trabalho devem ser elaborados de forma lógica de raciocínio, na


sequência natural do objetivo a ser atingido. A “abertura” de papéis de trabalho com rigor lógico
e desencadeamento de etapas favorece a revisão e entendimento do que foi executado pelo
auditor;

• Completude: os papéis de trabalho devem ser completos por si só, evitando assim que o
revisor destes tenha que recorrer a novas informações para fundamentar o que foi executado
pelo auditor.

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RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS

==13e1bc==

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13.

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QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS - FCC

1.​ (FCC / MPE AM / 2024)

A documentação de auditoria deve apresentar evidências que

a) evitem a conclusão de que a auditoria foi executada em conformidade com o exigido.

b) evitem a condução de inspeções externas.

c) evitem o objetivo global do auditor.

d) possibilitem a responsabilização da equipe pelo trabalho.

e) possibilitem o sigilo, para auditorias futuras, de assuntos de importância recorrente.

Comentários:

A documentação de auditoria preparada pelo auditor no decorrer dos trabalhos deve


fornecer evidência de que o objetivo global do auditor foi cumprido (letra C errada), bem
como de que a auditoria foi planejada e executada de acordo com as normas, leis e
regulamentos aplicáveis (letra A errada). Para fins didáticos, chamamos essas 2 finalidades
acima apresentadas como finalidades “principais” da documentação de auditoria.

A norma traz ainda diversas finalidades adicionais da documentação de auditoria. São elas:
auxiliar a equipe de trabalho no planejamento e na execução da auditoria; assistir aos
membros responsáveis pela direção no cumprimento de suas responsabilidades; permitir
que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada (letra D correta); manter registro de
assuntos importantes para auditorias futuras (letra E errada); permitir revisões, controle de
qualidade e inspeções externas (letra B errada).

Pelo exposto, o gabarito é a letra D.

Gabarito: D

2.​ (FCC / TRT 20 / 2024)

Com base na NBC TA 230,

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a) de forma geral, o período de guarda da documentação de auditoria é de dez anos, a


partir do envio, pelo auditor independente, de seu relatório final.

b) a documentação de auditoria deve ser elaborada de forma que um leigo possa entender
os procedimentos e conclusões da auditoria.

c) em casos excepcionais, o auditor pode julgar necessário não atender um requisito


relevante de determinada norma, sendo necessário documentar os procedimentos
alternativos que cumprem a finalidade desse requisito e os motivos do não atendimento.

d) arquivo de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da


evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor.

e) a documentação de auditoria é utilizada apenas para a elaboração do relatório final e


não pode conter documentos emitidos após a data desse relatório.
==13e1bc==

Comentários:

Se – em circunstâncias excepcionais – o auditor julgar necessário não atender um requisito


relevante de uma norma, ele deve documentar como os procedimentos alternativos de
auditoria executados cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para o não
atendimento. Pelo exposto, o gabarito é a letra C.

Vamos analisar as demais:

A: ERRADA. O prazo de guarda é, geralmente, não inferior a 5 anos a contar da data do


relatório.

B: ERRADA. A documentação de auditoria deve ser elaborada de forma que um auditor


experiente (e não um leigo) possa entender, dentre outros, os procedimentos e conclusões
da auditoria.

D: ERRADA. Assertiva traz o conceito de documentação de auditoria (e não de arquivo de


auditoria).

E: ERRADA. A documentação pode conter documentos emitidos após a data do relatório.


Isso acontece em circunstâncias excepcionais, nas quais o auditor executa procedimentos
novos ou adicionais ou chega a outras conclusões após a data do relatório. Nesse caso,
deve-se documentar:

(a) as circunstâncias identificadas;


(b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as
novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e
(c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram
executadas e revisadas.

Gabarito: C

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3.​ (FCC / TRT 23 – 2022)

Consoante determina a NBC TA 230,

a) a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria independem da


natureza e extensão das exceções identificadas.

b) o auditor não precisa incluir na documentação de auditoria notas que reflitam


entendimento incompleto ou preliminar.

c) a documentação de auditoria, se obtida de acordo com as normas brasileiras de


contabilidade, substitui os registros contábeis da entidade.

d) o auditor não pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade como parte da
documentação de auditoria.

e) explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para
o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, nem podem ser usadas
para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria.

Comentários:

Vamos analisar cada questão:

A: ERRADA. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem,


dentre outros, da natureza e extensão das exceções identificadas. “Exceções” são, em
linhas gerais, as respostas às solicitações de confirmação externa do auditor que diferem do
valor ou informação que se quer confirmar.

B: CERTA. Como vimos, o auditor não precisa incluir, na documentação de auditoria,


versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que reflitam
entendimento incompleto ou preliminar, cópias anteriores de documentos corrigidos em
decorrência de erros tipográficos ou de outro tipo de documentos em duplicata.

C e D: ERRADAS. Apesar de o auditor poder utilizar resumos ou cópias de registros da


entidade como parte da documentação, ela jamais substitui os registros contábeis da
entidade!

E: ERRADA. O erro está na parte final. De fato, explicações verbais do auditor, por si só, não
representam documentação adequada. Porém, elas (as explicações verbais) podem ser
usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria.

Gabarito: B

4.​ (FCC / ALAP – 2020)

A expressão papéis de trabalho vem sendo derrogada pelo termo documentação de


auditoria em normas que estabelecem que ela deve ser preparada de forma que um

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a) auditor experiente entenda a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria


executados, desde que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria.

b) leigo que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria consiga entender a natureza,
época e extensão dos procedimentos de auditoria executados.

c) auditor experiente entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a


evidência de auditoria obtida, ainda que não tenha tido envolvimento anterior com a
auditoria.

d) auditor inexperiente e que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda
os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida.

e) leigo que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda os resultados
dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida.

Comentários

Questão exige conhecimento do “famoso” item 8 da NBC TA 230, segundo o qual – em


resumo – a documentação deve ser preparada de maneira SUFICIENTE para que um auditor
EXPERIENTE (sem nenhum envolvimento com a auditoria) entenda: a natureza, época e a
extensão dos procedimentos aplicados; os resultados desses procedimentos, ou seja, as
evidências obtidas; e os principais assuntos identificados e as conclusões alcançadas.

Gabarito: “C”.

5.​ (FCC – Auditor Fiscal/SEFAZ BA– 2019)

De acordo com a NBC TA 230 (R1), a documentação de auditoria, também conhecida como
papéis de trabalho,

I. permite a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis.

II. fornece evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do
objetivo global do auditor.

III. permite que a equipe de trabalho possa ser exonerada de responsabilidade por seu
trabalho, quando as conclusões apresentadas tiverem tido a participação de mais de um
especialista do auditor.

IV. fornece evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as
normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e III.

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(B) I, III e IV.

(C) II e IV.

(D) I, II e IV.

(E) II e III

Comentários

Questão aborda as finalidades da documentação de auditoria – principais e adicionais.


Segundo a NBC TA 230(R1):

Percebam que somente a “III” apresenta um erro sutil, pois a documentação de auditoria
permite que a equipe de trabalho possa responsabilizada (e não "exonerada de
responsabilidade").

Portanto, alternativa correta é D.

Gabarito: “D”.

6.​ (FCC - AUDITOR FISCAL / SEFAZ GO - 2018)

A documentação de auditoria:

I. Também é conhecida como “papéis de trabalho”.

II. Deve ser preparada de modo que um leigo possa entender a natureza, época e extensão
dos procedimentos de auditoria executados.

III. Deve ser sigilosa, ocultando, por exemplo, o nome do profissional que executou o
trabalho de auditoria.

IV. Trata-se de coleção de papéis para a elaboração do relatório final que pode,
excepcionalmente, conter documentos emitidos após a data desse relatório.

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Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e IV.

(B) I e III.

(C) I e II.

(D) III e IV.

(E) II e IV.

Comentários

Questão aborda aspectos gerais de documentação de auditoria, segundo a NBC TA


230(R1).

Analisando cada item:

I. Item correto. Segundo a NBC TA 230(R1):

6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos
abaixo:

(a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da


evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente
também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”).

II. Item errado. Não é um leigo que deve ser capaz de entender os procedimentos
executados, mas um auditor experiente.

Segundo a NBC TA 230(R1):

8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir
que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda:

(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir
com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria


obtida; e

(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.

III. Item errado. Não há respaldo para tal afirmação nas normas. Entendemos que é
necessário estar explícito o nome do profissional que executou a auditoria.

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IV. Item correto. É possível aceitar o item como correto a partir da definição de
documentação de auditoria (registro das conclusões alcançadas pelo auditor), segundo a
NBC TA 230(R1), e do item que trata dos assuntos surgidos após a data do relatório. Veja:

13.
Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais
ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar:

(a) as circunstâncias identificadas;

(b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as


novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e

(c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram


executadas e revisadas.

Reparem que a situação acima, ou seja, execução de procedimentos novos ou obtenção de


novas conclusões APÓS A DATA DO RELATÓRIO, só pode ocorrer EM CIRCUSNTÂNCIAS
EXCEPCIONAIS. Nesse caso, o auditor deve documentar as circunstâncias identificadas, os
novos procedimentos executados e a identificação de por quem e quando as modificações
foram executadas e revisadas.

Gabarito: “A”.

7.​ (FCC/ ALESE – An. Legislativo/Contabilidade – 2018)

A NBC TA 230 estabelece, no tocante especificamente à forma, conteúdo e extensão da


documentação de auditoria, que o auditor deve preparar documentação de auditoria que
seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior
com a auditoria, entenda

a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir


com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo
registrar, inclusive, as características que identificam os itens ou assuntos específicos
testados, vedados estes registros quando a entidade for instituição financeira.

b) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, sendo


obrigatório o registro da data em que foi concluída a auditoria, mas vedado o registro da
pessoa que executou o trabalho, exceto quando houver determinação judicial específica
nesse sentido.

c) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria


obtida, bem como a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria

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executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares


aplicáveis, devendo registrar, inclusive, quem revisou o trabalho de auditoria executado,
bem como a data e extensão de tal revisão.

d) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões,
sendo facultativa a documentação da discussão destes assuntos, quando mantidas apenas
com os responsáveis pela governança da entidade, mas vedada, em qualquer caso, a
identificação da pessoa com quem as discussões ocorreram.

e) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões,
dispensada a documentação referente ao modo como foram tratadas as informações que se
mostraram inconsistentes com a sua conclusão final.

Comentários

Questão utiliza parte do que acabamos de apresentar na anterior (item 8 da NBC TA 230
R1) e mais um pouco (item 9 da NBC TA 230 R1). Vejamos:

Item 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para
permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria,
entenda:

(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir
com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria


obtida; e

(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.

Item 9. Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria


executados, o auditor deve registrar:

(a) as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados;

(b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído;

(c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão.

Pela literalidade dos itens trazidos acima, nosso gabarito só pode ser a letra C. Reparem
que o item 9 define o que o deve ser documentado especificamente em relação aos
procedimentos executados. Vamos analisar os erros das demais assertivas:

a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir


com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo

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registrar, inclusive, as características que identificam os itens ou assuntos específicos


testados, vedados estes registros quando a entidade for instituição financeira. Não existe
previsão normativa para tal vedação.

b) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, sendo


obrigatório o registro da data em que foi concluída a auditoria, mas vedado o registro da
pessoa que executou o trabalho, exceto quando houver determinação judicial específica
nesse sentido. O item 9, “b”, diz que deve ser documentado quem executou o trabalho e a
data em que foi concluído.

d) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões,
sendo facultativa a documentação da discussão destes assuntos, quando mantidas apenas
com os responsáveis pela governança da entidade, mas vedada, em qualquer caso, a
identificação da pessoa com quem as discussões ocorreram.

10. O auditor deve documentar discussões de assuntos significativos com a administração,


os responsáveis pela governança e outros, incluindo a natureza dos assuntos significativos
discutidos e quando e com quem as discussões ocorreram.

e) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões,
dispensada a documentação referente ao modo como foram tratadas as informações que se
mostraram inconsistentes com a sua conclusão final.

11. Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que são


inconsistentes com a sua conclusão final, ele deve documentar como tratou essa
inconsistência.

Gabarito: “C”.

8.​ (FCC/ MPE PE – Analista Ministerial – Auditoria – 2018)

Embora a conclusão da montagem do arquivo final de auditoria constitua processo


administrativo desprovido de novos testes e conclusões, novas modificações de natureza
administrativa podem ser feitas na documentação de auditoria nessa etapa, para suprimir,
apagar ou descartar

a) evidências desfavoráveis à conclusão apresentada.

b) referências cruzadas aos documentos de trabalho.

c) documentação superada.

d) evidência de auditoria que o auditor obteve antes da data do relatório de auditoria.

e) identificação de quem executou o trabalho de auditoria.

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Comentários

Questão trata da montagem do arquivo final de auditoria. De acordo com a norma, o


auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e completar o processo
administrativo de montagem do arquivo final de auditoria, tempestivamente após a data do
relatório. Reparem que a montagem do arquivo final é um processo quase que mecânico.
Nesse processo, não devem ser efetuados novos procedimentos e nem tampouco devem
ser extraídas novas conclusões. Há ressalvas quanto a modificações de natureza
administrativa na documentação, podendo essas serem feitas durante a montagem do
arquivo final (exemplo: descarte de documentação superada). A regra, no entanto, é que
após a montagem do arquivo final de auditoria, o auditor não apaga nem descarta
documentação de qualquer natureza antes do fim de seu período de guarda (5 anos da
data do relatório).

Gabarito: “C”.

9.​ (FCC/ TRF 5ª Região – An. Judiciário/Contadoria – 2017)

Na auditoria das demonstrações contábeis, de acordo com a NBC TA 230 (R1) −


Documentação de Auditoria, a documentação de auditoria, que atende às exigências de tal
Norma e às exigências específicas de documentação de outras normas de auditoria
relevantes, fornece evidência

a) da base do auditor para uma conclusão sobre a segurança absoluta de que as


demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante.

b) de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de


auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

c) da base para o auditor promover alterações nos registros contábeis de forma que possa
ter razoável segurança que, como um todo, as demonstrações contábeis estão livres de
distorção relevante.

d) de que o risco de auditoria foi eliminado, mesmo na existência de riscos de distorção


relevante e de detecção.

e) de que o auditor não exercitou o julgamento profissional ao planejar e executar a


auditoria de demonstrações contábeis.

Comentários

De acordo com a NBC TA 230:

2. A documentação de auditoria, que atende às exigências desta Norma e às exigências


específicas de documentação de outras normas de auditoria relevantes, fornece:

(a) evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo
global do audito; e

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(b) evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas
de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

Pelo exposto, o gabarito é letra B. Vejam que as demais assertivas trazem situações não
previstas em normas ou então “absurdas” no contexto da auditoria (“segurança absoluta”;
“risco foi eliminado”).

Gabarito: “B”.

10.​ (FCC - Analista (DPE RS) / Contabilidade - 2017)

Considere os itens abaixo.

I. Assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria.

II. Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do
trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão.

III. Permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho.

IV. Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras.

V. Permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis.

Nos termos da NBC TA 230, esses itens representam as denominadas finalidades adicionais

a) dos papéis de trabalho.

b) da documentação de auditoria.

c) do planejamento da auditoria.

d) dos registros contábeis fidedignos.

e) do relatório de auditoria.

Comentários

Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria, segundo a NBC


TA 230(R1). Veja:

3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem:

• assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria;

• assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do


trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão em

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conformidade com a NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações


Contábeis;

• permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho;

• manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras;

• permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade;

• permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis. [Grifos nossos]

Assim, todos os itens enumerados na questão são finalidades adicionais da documentação


de auditoria.

Gabarito: “B”.

11.​ (FCC/ TST – An. Jud. – Contador – 2017)

Um auditor independente, durante os trabalhos de auditoria, julgou necessário NÃO


atender um requisito relevante de uma norma. Nesse caso, nos termos da NBC TA 230, ele
deve

a) trancar a auditoria e refazer o planejamento.

b) justificar ao auditado a opção do não atendimento.

c) reorganizar a extensão dos procedimentos de auditoria executados.

d) reavaliar os resultados dos procedimentos de auditoria executados.

e) documentar como os procedimentos alternativos executados cumprem a finalidade do


requisito não atendido.

Comentários

Questão interessante, que trata de situação atípica, qual seja: não atendimento de requisito
relevante de norma específica. Vejamos os itens correspondentes da norma:

Item 12. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor julgar necessário não atender um
requisito relevante de uma norma, ele deve documentar como os procedimentos
alternativos de auditoria executados cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para
o não atendimento.

Gabarito: “E”.

12.​ (FCC/ SEFAZ MA – Auditor Fiscal – 2016)

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Nas auditorias das demonstrações contábeis o auditor deve preparar tempestivamente a


documentação de auditoria. Quanto à forma, ao conteúdo e à extensão, o auditor deve
levar em conta, entre outros, os seguintes fatores:

I. Resultado de auditorias anteriores e os ajustes promovidos pela entidade.

II. Natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados.

III. Volume dos recursos e a importância das transações realizadas pela entidade.

IV. Riscos identificados de distorção relevante.

V. Tamanho e complexidade da entidade.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) II, IV e V.

(B) I, III e IV.

(C) II e III.

(D) III, IV e V.

(E) I, II, e V.

Comentários

Questão aborda um assunto recorrentemente cobrado pela FCC. Trata-se dos fatores que
influenciam a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria. Vejamos o
que diz o item A2 da NBC TA 230:

“A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores


como:

(a) tamanho e complexidade da entidade;

(b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados;

(c) riscos identificados de distorção relevante;

(d) importância da evidência de auditoria obtida;

(e) natureza e extensão das exceções identificadas;

(f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente


determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria
obtida;

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(g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas”.

Os itens II, IV e V são os únicos que constam no rol trazido pelo item A2 da norma
supracitada.

Gabarito: “A”.

13.​ (FCC/ COPERGAS PE – Contador – 2016)

As demonstrações contábeis do exercício de 2015 da Companhia Distribuidora de Águas


Potáveis do Nordeste serão auditadas pela firma TOC Auditores e Consultoria Contábil. Na
realização dos trabalhos de auditoria, o Auditor deve montar a documentação em arquivo
de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de
auditoria tempestivamente. Segundo as Normas de Auditoria – NBC PA 01 e TA 230, um
limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria não
pode ultrapassar:

A) 30 dias após a data do relatório do auditor.

B) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria.

C) 60 dias após a data do relatório do auditor.

D) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria

E) 60 dias após a revisão da documentação de auditoria.

Comentários

Questão trata do prazo para conclusão da montagem do arquivo final de auditoria. Vejamos
os itens correspondentes da norma:

Item A21. A NBC PA 01, item 45, requer que as firmas de auditoria estabeleçam políticas e
procedimentos para a conclusão tempestiva da montagem dos arquivos de auditoria. Um
limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria
geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor

Temos que guardar 2 informações importantes aqui. A primeira é o prazo propriamente dito
(60 dias); a segunda é o início da contagem do prazo (data do relatório de auditoria). Uma
terceira informação relevante é que esse limite de tempo “geralmente não ultrapassa” 60
dias. Já a questão assevera que o prazo “não pode ultrapassar” (de forma taxativa), motivo
pelo qual a questão foi ANULADA. Na prova você marcaria letra C e “segue o baile”.

Gabarito: “ANULADA”.

14.​ (FCC/ TRT 23ª Região – An. Jud. – Contabilidade – 2016)

Sobre entidade auditada, considere:

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I. Complexidade.

II. Localização.

III. Finalidade social.

IV. Tamanho.

Nos termos da NBC TA 230, a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de


auditoria dependem dos fatores que constam em

a) I, II e IV, apenas.

b) I, II, III e IV.

c) II, III e IV, apenas.

d) I e IV, apenas.

e) I, II e III, apenas.

Comentários

Mais uma que exige conhecimento dos fatores que influenciam a forma, o conteúdo e a
extensão da documentação de auditoria. Veja mais uma vez o que diz o item A2 da NBC TA
230:

“A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores


como:

(a) tamanho e complexidade da entidade;

(b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados;

(c) riscos identificados de distorção relevante;

(d) importância da evidência de auditoria obtida;

(e) natureza e extensão das exceções identificadas;

(f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente


determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria
obtida;

(g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas”.

Gabarito: “D”.

15.​ (FCC/ PGE MT – Analista/Contabilidade – 2016)

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Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade do Trabalho de Auditoria 230 (NBC TA 230)


(R1) não representa documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou
para as conclusões obtidas, mas, pode ser usada para explicar ou esclarecer informações
contidas na documentação de auditoria:

a) programas de auditoria.

b) análises.

c) memorandos de assuntos do trabalho.

d) listas de verificação.

e) explicações verbais do auditor.

Comentários

Questão bem direta, resolvível com conhecimento do item A5 da NBC TA 230 (R1). Veja:

A5. Explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada
para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas podem ser
usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria.

Gabarito: “E”.

16.​ (FCC/ TCE-CE – ACE/Contabilidade – 2015)

A Companhia de Distribuição de Alimentos do Nordeste, por exigências legais, contratou o


auditor independente para realizar a auditoria das demonstrações contábeis do exercício de
2014. Com relação à documentação de auditoria, nos termos das NBC TAs, o objetivo do
auditor é preparar documentação que forneça

(A) evidência de que o auditor aplicou procedimentos de auditoria necessários e suficientes


para detectar possíveis fraudes na empresa.

(B) segurança que as demonstrações contábeis estão livres de irregulares que possam
comprometer a credibilidade da empresa.

(C) registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor, e evidências


de que a auditoria foi planejada executada em conformidade com as normas e as
exigências legais e regulamentares aplicáveis.

(D) registro das causas e efeitos da falta de competitividade, quando houver, da empresa no
mercado.

(E) evidência de que os trabalhos foram adequados ao objeto da auditoria e que o auditor é
o responsável pela prevenção e detecção de fraudes e erros.

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Comentários

Questão sobre os objetivos do Auditor Independente relacionados à documentação. Vale


ressaltar que quase todas as NBC TA trazem, em seu corpo, o Objetivo do Auditor
relacionados ao tema tratado (documentação, amostragem, planejamento, etc.).

Nos termos do item 5 da NBC TA 230, o “objetivo do auditor é preparar documentação


que forneça:

(a) registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e

(b) evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as


normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis”.

Gabarito: “C”.

17.​ (FCC/ TCE-CE – ACE/Atividade Jurídica – 2015)

Com base na documentação de auditoria normatizada pela NBC TA 230,

a) o auditor deve documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos


exercidos na auditoria.

b) é necessário que o auditor documente separadamente a conformidade em assuntos,


ainda que já demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria.

c) explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para
o trabalho executado pelo auditor ou para conclusões obtidas, mas podem ser usadas para
explicar ou esclarecer informações obtidas na documentação de auditoria.

d) a documentação de auditoria deve sempre ser registrada em papel, condição necessária


para comprovar os fundamentos da conclusão do auditor.

e) a precisão da documentação elaborada pelo auditor independe se foi feita de forma


tempestiva ou após a realização do trabalho de auditoria.

Comentários

Questão bacana que traz diversos pontos interessantes da norma. Vejamos a seguir os
comentários de cada assertiva:

A - Errada. O Item A7 da NBC TA 230 diz justamente o contrário. Vejamos:

Item A7. A documentação de auditoria fornece evidências de que a auditoria está em


conformidade com as normas de auditoria. Contudo, não é necessário nem praticável para
o auditor documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos
profissionais exercidos na auditoria. Além disso, é desnecessário o auditor documentar

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separadamente (como em lista de verificação, por exemplo) a conformidade em assuntos já


demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria.

B - Errada. Acabamos de apresentar o item A7 da norma. Reparem na parte final que diz ser
desnecessário essa documentação em separado de assuntos cuja conformidade restou
demonstrada por documentos já incluídos no arquivo de auditoria.

C - Correta. É exatamente o que diz o importante item A5 da norma. Vejamos:

Item A5. Explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação
adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas
podem ser usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de
auditoria.

D - Errada. De acordo com o também importante item A3 da norma, “a documentação de


auditoria pode ser registrada em papel, em formatos eletrônicos ou outros. Exemplos de
documentação de auditoria incluem: (a) programas de auditoria; (b) análises; (c)
memorandos de assuntos do trabalho; (d) resumos de assuntos significativos; (e) cartas de
confirmação e representação; (f) listas de verificação; (g) correspondências (inclusive correio
eletrônico) referentes a assuntos significativos (...)”.

Cabe aqui um destaque para a parte final do item A3, não cobrada nessa questão
especificamente. Vejamos: “(...) O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da
entidade (por exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da
documentação de auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros
contábeis da entidade”. Parece óbvia essa não substituição dos registros contábeis pela
documentação de auditoria, mas os examinadores tentam – de forma recorrente – fazer
você acreditar no contrário. Portanto, meus amigos, fiquem ligados!

E - Errada. Assertiva trata de um ponto importante que é a elaboração tempestiva da


documentação de auditoria. Vejamos os itens da norma relacionados:

Item 7. O auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria.

Item A1. A elaboração tempestiva de documentação de auditoria suficiente e apropriada


aprimora a qualidade da auditoria e facilita a revisão e a avaliação eficazes da evidência de
auditoria e das conclusões obtidas antes da finalização do relatório do auditor. A
documentação elaborada após a execução do trabalho de auditoria tende a ser menos
precisa do que aquela elaborada no momento em que o trabalho é executado.

Podemos extrair pelo menos 2 coisas dos itens apresentados acima:

Em primeiro lugar, é possível sim elaborar documentação de auditoria após a execução do


trabalho. Em segundo lugar, que a documentação elaborada após a execução do trabalho
tende a ser MENOS PRECISA que aquela elaborada tempestivamente (daí o erro na
assertiva).

Gabarito: “C”.

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18.​ (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015)

Considere os itens abaixo.

I. O objetivo do Auditor Interno é preparar documentação que forneça registro suficiente do


embasamento do seu relatório.

II. Arquivo de auditoria compreende o registro de procedimentos de auditoria executados,


da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor.

III. A documentação de auditoria pode substituir os registros contábeis da entidade.

Sobre a documentação de auditoria, está correto o que se afirma em

a) I e II, apenas.

b) II, apenas.

c) I apenas.

d) I, II e III.

e) II e III, apenas.

Comentários

Item I: CORRETO. De acordo com a NBC TA 230 (R1), o objetivo do auditor é preparar
documentação que forneça:

✔​ Registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e


✔​ Evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as
normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis.

Item II: ERRADO. Essa é a definição da documentação de auditoria. Vamos relembrar:

-- Documentação de auditoria (papéis de trabalho): registro dos procedimentos, evidências


e conclusões.

-- Arquivo de auditoria: pasta que contém os registros que constituem a documentação de


auditoria.

Item III: ERRADO. O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por
exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de
auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da
entidade.

Gabarito: “C”.

19.​ (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015)

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Considere as hipóteses abaixo.

I. O Auditor Interno pode não atender um requisito relevante de uma norma.

II. O Auditor Interno pode executar procedimentos adicionais referentes a fatos ocorridos
após a data do relatório de auditoria.

III. O Auditor Interno deve documentar inconsistências em relação a sua conclusão final,
referentes a assuntos significativos.

Nos termos da NBC TA 230, está correto o que se afirma em

a) III, apenas.

b) I, II e III.

c) II e III, apenas.

d) II, apenas.

e) I e III, apenas.

Comentários

I. CORRETO. O auditor até pode não atender um requisito relevante de uma norma. Nesse
caso, ele deve documentar como os procedimentos alternativos cumprem a finalidade
desse requisito, e as razões para o não atendimento.

12. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor julgar necessário não atender um requisito
relevante de uma norma, ele deve documentar como os procedimentos alternativos de
auditoria executados cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para o não
atendimento.

Item II. CORRETO. Vimos que isso pode acontecer em circunstâncias excepcionais.

13. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou


adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve
documentar:

(a) as circunstâncias identificadas;

(b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as


novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e

(c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram


executadas e revisadas.

Item III: CORRETO, nos termos do item 11 da NBC TA 230 (R1):

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11. Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que são


inconsistentes com a sua conclusão final, ele deve documentar como tratou essa
inconsistência.

Gabarito: “B”.

20.​ (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Contabilidade – 2014)

No decorrer dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis da empresa


Distribuidora de Aços Rígidos do Brasil S/A, o auditor independente constatou que o valor
do saldo da conta duplicatas a receber, em 31.12.2013, apresentava uma diferença de R$
150.000,00, referente a três duplicatas, de um mesmo cliente, pagas no mês de novembro
de 2013, não baixadas do saldo. Quanto à evidência de auditoria, nos termos da NBC TA
230, o auditor deve registrá-la

a) no relatório da auditoria, expressando uma opinião com ressalvas.

b) no livro de ocorrências de achados de auditoria.

c) no relatório da auditoria, expressando uma opinião sem ressalvas.

d) em documentação de Auditoria (papéis de trabalho).

e) no relatório da auditoria, com abstenção de opinião.

Comentários

Questão muito tranquila. A evidência de auditoria obtida (bem como os procedimentos


executados e as conclusões alcançadas) deve ser registrada na documentação de auditoria.

6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos
abaixo: (a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria
executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo
auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”).

Gabarito: “D”.

21.​ (FCC/ SEFAZ PE – AFTE -2014)

Na auditoria interna realizada na tesouraria de determinada empresa de produtos


alimentícios, referente à movimentação financeira do mês de agosto de 2014, o auditor
constatou que a empresa pagou três duplicatas sem a devida comprovação de compra ou
recebimento do material. A fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua
opinião, críticas, sugestões e recomendações, as informações e provas obtidas no curso da
auditoria serão registrados

(A) nos papeis de trabalho.

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(B) no certificado de auditoria.

(C) no relatório de auditoria.

(D) no programa de auditoria.

(E) na ata de conclusão da auditoria.

Comentários

Questão bem parecida com a anterior, sendo que estamos no escopo da Auditoria Interna,
conforme citado no enunciado. Vejamos a seguir todos os tópicos referentes aos Papéis de
Trabalho (documentação de auditoria), presentes na NBC TI 01 (norma explorada com
detalhes em outras aulas de nossos cursos). Reparem como os conceitos são semelhantes:

Item 12.1.2 – Papéis de Trabalho

[Link] – A Auditoria Interna deve ser documentada por meio de papéis de trabalho,
elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma
sistemática e racional.

[Link] – Os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações


e provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar
suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações.

[Link] – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para
propiciarem a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão
dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do
suporte das conclusões alcançadas.

[Link] – Análises, demonstrações ou quaisquer outros documentos devem ter sua


integridade verificada sempre que forem anexados aos papéis de trabalho.

Gabarito: “A”.

22.​ (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014)

Os papéis de trabalho:

I. devem conter o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de


auditoria relevante obtida e das conclusões alcançadas pelo auditor.

II. devem ser preparados de forma suficiente para que sejam compreendidos por qualquer
usuário da informação contábil.

III. têm como objetivo auxiliar a execução dos exames, servir de suporte aos relatórios e
como prova em questões judiciais.

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Está correto o que se afirma APENAS em

A) I.

B) II.

C) I e III.

D) I e II.

E) II e III.

Comentários

Questão traz umas “cascas de banana” nos itens II e III. Vejamos cada item a seguir:

Item I – Correto. Tenho até vergonha de trazer novamente esse conceito (rs). Já vimos
anteriormente que essa é exatamente a letra do item 6 da NBC TA 230.

Item II – Errado de acordo com o item 8 da NBC TA 230, a seguir descrito:

Item 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para
permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria,
entenda:

(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir
com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria


obtida; e

(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.

Ora, a documentação de auditoria deve ser preparada de maneira que um auditor


experiente (e não um usuário qualquer – por isso a incorreção do item) entenda os
procedimentos executados, as evidências e as conclusões obtidas. Fiquem ligados ainda no
termo “suficiente”, que já foi objeto de cobrança em questões (da FCC inclusive).

Item III – Correto. Item bem difícil e, de certa forma, controverso. Vejamos cada parte do
item separadamente. Os papéis de trabalho têm como objetivo:

●​ Auxiliar a execução dos exames – correto, nos termos do item 5 da NBC TA 230, que
trata das finalidades adicionais dos papéis de trabalho. Consta no rol do item 5 o
seguinte: “assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria”.
●​ Servir de suporte aos relatórios – igualmente correto (e óbvio, em certa medida). O item
5 da NBC TA 230 diz que o objetivo do auditor é preparar documentação de auditoria
que forneça registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor.

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●​ Servir como prova em questões judiciais. Aqui reside a controvérsia da questão. Não há
tal previsão expressa nas normas de auditoria. Encontramos registros na doutrina que
dizem que os papéis de trabalho têm como objetivo “representar na justiça as evidências
do trabalho executado, acumular provas necessárias para suportar o parecer do auditor”.
Portanto a banca considerou o item como correto. Aliás, a banca já defendeu esse
argumento como correto em outras ocasiões.

Gabarito: “C”.

23.​ (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014)

Os papéis de trabalho devem ter abrangência e detalhamento para propiciar a


compreensão do planejamento de auditoria em grau

a) suficiente.

b) adequado.

c) relevante.

d) exato.

e) relativo.

Comentários

Vimos os alertando para a expressão “suficiente” prevista no item 8 da NBC TA 230 (R1).
Veja mais uma vez:

8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir
que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda
[...]

Gabarito: “A”.

24.​ (FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011)

Sobre os papéis de trabalho é correto afirmar que são

a) de propriedade da empresa ou órgão auditado.

b) documentos elaborados pelo auditor na fase que antecede o planejamento da auditoria.

c) o conjunto de formulários que contém os apontamentos obtidos pelo auditor durante o


seu exame.

d) as atividades desempenhadas por cada integrante do grupo de auditoria.

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e) os documentos, selecionados pelo auditor, que devem ficar arquivados por, pelo menos,
dez anos após a emissão do parecer de auditoria.

Comentários

Letra A: ERRADA. Assertiva trata de um importante ponto previsto na NBC PA 01: a


propriedade da documentação de auditoria. Saibam de pronto, meus amigos, que a
propriedade da documentação de trabalho é da firma de auditoria, e não da entidade
auditada! Vejamos o que diz o item A63 da NBC PA 01 – Controle de Qualidade para
Firmas de Auditores Independentes:

Item A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu


critério, disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde
que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de
trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal.

Quando a norma diz “firma”, podemos entender como sendo um único profissional ou uma
sociedade de pessoas que atuam como auditor independente.

Letra B: ERRADA. Os documentos são elaborados ao longo de toda a auditoria.

Letra C: CORRETO. Definição não está errada, mas é incompleta, principalmente pelo que
atualmente é previsto pela NBC TA 230 (R1). Sabemos que a documentação é algo mais
amplo, que envolve o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de
auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor.

Letra D: ERRADA. Totalmente absurda!

Letra E: ERRADA. Assertiva trata de mais um ponto muito cobrado pela FCC e outras
bancas: o período pelo qual deve ser mantida (custodiada) a documentação de auditoria.
Vejamos o que diz o item A23 da NBC TA 230:

“A NBC PA 01, item 47, requer que as firmas estabeleçam políticas e procedimentos para a
retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de auditoria
geralmente não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou, se
posterior, da data do relatório do auditor do grupo”.

Gabarito: “C”.

25.​ (FCC/ SEFAZ SP – APOFP – 2010)

Em auditoria, são considerados permanentes somente os seguintes papéis de trabalho:

a) guias de auditoria, questionários e diagramação de rotinas.

b) gráficos, questionários e diagramação de rotinas.

c) gráficos, tabelas estatísticas e guias de auditoria.

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d) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e guias de auditoria.

e) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e gráficos.

Comentários

Segundo a NBC TA 230(R1), “documentação de auditoria é o registro dos procedimentos


de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões
alcançadas pelo auditor” (usualmente é também utilizada a expressão “papéis de
trabalho”)”. Quanto à sua natureza, Crepaldi, em sua obra, na versão digital, “Auditoria
Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.17” explicita que os papéis de
trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade, separando-os em dois grupos:

I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância de importância diária e
contínua, ano após ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema, área ou objeto
da auditoria. Exemplos: histórico da empresa, estatuto, composição do capital social,
informações contábeis, dos sistemas contábeis e operacionais e ainda informações relativas
a participação da empresa no mercado.

II- Pasta corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso. Exemplos:


planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e análise de contas etc.
[grifo nosso].

Dessa maneira, o importante aqui é conhecer os conceitos de pasta permanente e corrente.


Nessa questão, a banca considerou como permanentes os papéis de trabalho presentes na
letra A. Parece-nos que os guias e as diagramações de rotina são de fato permanentes. Já
os questionários são bastante duvidosos (se pensarmos na resposta de um questionário
seria mais o caso de serem correntes; já quando pensamos num modelo de questionário
padrão a ser aplicada em determinadas situação, aí sim estaríamos no contexto da pasta
permanente).

Gabarito: “A”.

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LISTA DE QUESTÕES - FCC

1.​ (FCC / MPE AM / 2024)

A documentação de auditoria deve apresentar evidências que

a) evitem a conclusão de que a auditoria foi executada em conformidade com o exigido.

b) evitem a condução de inspeções externas.

c) evitem o objetivo global do auditor.

d) possibilitem a responsabilização da equipe pelo trabalho.

e) possibilitem o sigilo, para auditorias futuras, de assuntos de importância recorrente.

2.​ (FCC / TRT 20 / 2024)

Com base na NBC TA 230,

a) de forma geral, o período de guarda da documentação de auditoria é de dez anos, a


partir do envio, pelo auditor independente, de seu relatório final.

b) a documentação de auditoria deve ser elaborada de forma que um leigo possa entender
os procedimentos e conclusões da auditoria.

c) em casos excepcionais, o auditor pode julgar necessário não atender um requisito


relevante de determinada norma, sendo necessário documentar os procedimentos
alternativos que cumprem a finalidade desse requisito e os motivos do não atendimento.

d) arquivo de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da


evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor.

e) a documentação de auditoria é utilizada apenas para a elaboração do relatório final e


não pode conter documentos emitidos após a data desse relatório.

3.​ (FCC / TRT 23 – 2022)

Consoante determina a NBC TA 230,

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a) a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria independem da


natureza e extensão das exceções identificadas.

b) o auditor não precisa incluir na documentação de auditoria notas que reflitam


entendimento incompleto ou preliminar.

c) a documentação de auditoria, se obtida de acordo com as normas brasileiras de


contabilidade, substitui os registros contábeis da entidade.

d) o auditor não pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade como parte da
documentação de auditoria.

e) explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para
o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, nem podem ser usadas
para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria.

4.​ (FCC / ALAP – 2020)

A expressão papéis de trabalho vem sendo derrogada pelo termo documentação de


auditoria em normas que estabelecem que ela deve ser preparada de forma que um

a) auditor experiente entenda a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria


executados, desde que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria.

b) leigo que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria consiga entender a natureza,
época e extensão dos procedimentos de auditoria executados.

c) auditor experiente entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a


evidência de auditoria obtida, ainda que não tenha tido envolvimento anterior com a
auditoria.

d) auditor inexperiente e que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda
os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida.

e) leigo que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda os resultados
dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida.

5.​ (FCC – Auditor Fiscal/SEFAZ BA– 2019)

De acordo com a NBC TA 230 (R1), a documentação de auditoria, também conhecida como
papéis de trabalho,

I. permite a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis.

II. fornece evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do
objetivo global do auditor.

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III. permite que a equipe de trabalho possa ser exonerada de responsabilidade por seu
trabalho, quando as conclusões apresentadas tiverem tido a participação de mais de um
especialista do auditor.

IV. fornece evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as
normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e III.

(B) I, III e IV.

(C) II e IV.

(D) I, II e IV.

(E) II e III

6.​ (FCC - AUDITOR FISCAL / SEFAZ GO - 2018)

A documentação de auditoria:

I. Também é conhecida como “papéis de trabalho”.

II. Deve ser preparada de modo que um leigo possa entender a natureza, época e extensão
dos procedimentos de auditoria executados.

III. Deve ser sigilosa, ocultando, por exemplo, o nome do profissional que executou o
trabalho de auditoria.

IV. Trata-se de coleção de papéis para a elaboração do relatório final que pode,
excepcionalmente, conter documentos emitidos após a data desse relatório.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e IV.

(B) I e III.

(C) I e II.

(D) III e IV.

(E) II e IV.

7.​ (FCC/ ALESE – An. Legislativo/Contabilidade – 2018)

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A NBC TA 230 estabelece, no tocante especificamente à forma, conteúdo e extensão da


documentação de auditoria, que o auditor deve preparar documentação de auditoria que
seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior
com a auditoria, entenda:

a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir


com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo
registrar, inclusive, as características que identificam os itens ou assuntos específicos
testados, vedados estes registros quando a entidade for instituição financeira.

b) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, sendo


obrigatório o registro da data em que foi concluída a auditoria, mas vedado o registro da
pessoa que executou o trabalho, exceto quando houver determinação judicial específica
nesse sentido.

c) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria


obtida, bem como a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria
executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares
aplicáveis, devendo registrar, inclusive, quem revisou o trabalho de auditoria executado,
bem como a data e extensão de tal revisão.

d) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões,
sendo facultativa a documentação da discussão destes assuntos, quando mantidas apenas
com os responsáveis pela governança da entidade, mas vedada, em qualquer caso, a
identificação da pessoa com quem as discussões ocorreram.

e) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões,
dispensada a documentação referente ao modo como foram tratadas as informações que se
mostraram inconsistentes com a sua conclusão final.

8.​ (FCC/ MPE PE – Analista Ministerial – Auditoria – 2018)

Embora a conclusão da montagem do arquivo final de auditoria constitua processo


administrativo desprovido de novos testes e conclusões, novas modificações de natureza
administrativa podem ser feitas na documentação de auditoria nessa etapa, para suprimir,
apagar ou descartar

a) evidências desfavoráveis à conclusão apresentada.

b) referências cruzadas aos documentos de trabalho.

c) documentação superada.

d) evidência de auditoria que o auditor obteve antes da data do relatório de auditoria.

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e) identificação de quem executou o trabalho de auditoria.

9.​ (FCC/ TRF 5ª Região – An. Judiciário/Contadoria – 2017)

Na auditoria das demonstrações contábeis, de acordo com a NBC TA 230 (R1) −


Documentação de Auditoria, a documentação de auditoria, que atende às exigências de tal
Norma e às exigências específicas de documentação de outras normas de auditoria
relevantes, fornece evidência

a) da base do auditor para uma conclusão sobre a segurança absoluta de que as


demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante.

b) de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de


auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

c) da base para o auditor promover alterações nos registros contábeis de forma que possa
ter razoável segurança que, como um todo, as demonstrações contábeis estão livres de
distorção relevante.

d) de que o risco de auditoria foi eliminado, mesmo na existência de riscos de distorção


relevante e de detecção.

e) de que o auditor não exercitou o julgamento profissional ao planejar e executar a


auditoria de demonstrações contábeis.

10.​ (FCC - Analista (DPE RS) / Contabilidade - 2017)

Considere os itens abaixo.

I. Assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria.

II. Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do
trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão.

III. Permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho.

IV. Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras.

V. Permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,


regulamentares e outras exigências aplicáveis.

Nos termos da NBC TA 230, esses itens representam as denominadas finalidades adicionais

a) dos papéis de trabalho.

b) da documentação de auditoria.

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c) do planejamento da auditoria.

d) dos registros contábeis fidedignos.

e) do relatório de auditoria.

11.​ (FCC/ TST – An. Jud. – Contador – 2017)

Um auditor independente, durante os trabalhos de auditoria, julgou necessário NÃO


atender um requisito relevante de uma norma. Nesse caso, nos termos da NBC TA 230, ele
deve

a) trancar a auditoria e refazer o planejamento.

b) justificar ao auditado a opção do não atendimento.

c) reorganizar a extensão dos procedimentos de auditoria executados.

d) reavaliar os resultados dos procedimentos de auditoria executados.

e) documentar como os procedimentos alternativos executados cumprem a finalidade do


requisito não atendido.

12.​ (FCC/ SEFAZ MA – Auditor Fiscal – 2016)

Nas auditorias das demonstrações contábeis o auditor deve preparar tempestivamente a


documentação de auditoria. Quanto à forma, ao conteúdo e à extensão, o auditor deve
levar em conta, entre outros, os seguintes fatores:

I. Resultado de auditorias anteriores e os ajustes promovidos pela entidade.

II. Natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados.

III. Volume dos recursos e a importância das transações realizadas pela entidade.

IV. Riscos identificados de distorção relevante.

V. Tamanho e complexidade da entidade.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) II, IV e V.

(B) I, III e IV.

(C) II e III.

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(D) III, IV e V.

(E) I, II, e V.

13.​ (FCC/ COPERGAS PE – Contador – 2016)

As demonstrações contábeis do exercício de 2015 da Companhia Distribuidora de Águas


Potáveis do Nordeste serão auditadas pela firma TOC Auditores e Consultoria Contábil. Na
realização dos trabalhos de auditoria, o Auditor deve montar a documentação em arquivo
de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de
auditoria tempestivamente. Segundo as Normas de Auditoria – NBC PA 01 e TA 230, um
limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria não
pode ultrapassar:

A) 30 dias após a data do relatório do auditor.

B) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria.

C) 60 dias após a data do relatório do auditor.

D) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria

E) 60 dias após a revisão da documentação de auditoria.

14.​ (FCC/ TRT 23ª Região – An. Jud. – Contabilidade – 2016)

Sobre entidade auditada, considere:

I. Complexidade.

II. Localização.

III. Finalidade social.

IV. Tamanho.

Nos termos da NBC TA 230, a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de


auditoria dependem dos fatores que constam em

a) I, II e IV, apenas.

b) I, II, III e IV.

c) II, III e IV, apenas.

d) I e IV, apenas.

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e) I, II e III, apenas.

15.​ (FCC/ PGE MT – Analista/Contabilidade – 2016)

Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade do Trabalho de Auditoria 230 (NBC TA 230)


(R1) não representa documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou
para as conclusões obtidas, mas, pode ser usada para explicar ou esclarecer informações
contidas na documentação de auditoria:

a) programas de auditoria.

b) análises.

c) memorandos de assuntos do trabalho.

d) listas de verificação.

e) explicações verbais do auditor.

16.​ (FCC/ TCE-CE – ACE/Contabilidade – 2015)

A Companhia de Distribuição de Alimentos do Nordeste, por exigências legais, contratou o


auditor independente para realizar a auditoria das demonstrações contábeis do exercício de
2014. Com relação à documentação de auditoria, nos termos das NBC TAs, o objetivo do
auditor é preparar documentação que forneça

(A) evidência de que o auditor aplicou procedimentos de auditoria necessários e suficientes


para detectar possíveis fraudes na empresa.

(B) segurança que as demonstrações contábeis estão livres de irregulares que possam
comprometer a credibilidade da empresa.

(C) registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor, e evidências


de que a auditoria foi planejada executada em conformidade com as normas e as
exigências legais e regulamentares aplicáveis.

(D) registro das causas e efeitos da falta de competitividade, quando houver, da empresa no
mercado.

(E) evidência de que os trabalhos foram adequados ao objeto da auditoria e que o auditor é
o responsável pela prevenção e detecção de fraudes e erros.

17.​ (FCC/ TCE-CE – ACE/Atividade Jurídica – 2015)

Com base na documentação de auditoria normatizada pela NBC TA 230,

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a) o auditor deve documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos


exercidos na auditoria.

b) é necessário que o auditor documente separadamente a conformidade em assuntos,


ainda que já demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria.

c) explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para
o trabalho executado pelo auditor ou para conclusões obtidas, mas podem ser usadas para
explicar ou esclarecer informações obtidas na documentação de auditoria.

d) a documentação de auditoria deve sempre ser registrada em papel, condição necessária


para comprovar os fundamentos da conclusão do auditor.

e) a precisão da documentação elaborada pelo auditor independe se foi feita de forma


tempestiva ou após a realização do trabalho de auditoria.

18.​ (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015)

Considere os itens abaixo.

I. O objetivo do Auditor Interno é preparar documentação que forneça registro suficiente do


embasamento do seu relatório.

II. Arquivo de auditoria compreende o registro de procedimentos de auditoria executados,


da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor.

III. A documentação de auditoria pode substituir os registros contábeis da entidade.

Sobre a documentação de auditoria, está correto o que se afirma em

a) I e II, apenas.

b) II, apenas.

c) I apenas.

d) I, II e III.

e) II e III, apenas.

19.​ (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015)

Considere as hipóteses abaixo.

I. O Auditor Interno pode não atender um requisito relevante de uma norma.

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II. O Auditor Interno pode executar procedimentos adicionais referentes a fatos ocorridos
após a data do relatório de auditoria.

III. O Auditor Interno deve documentar inconsistências em relação a sua conclusão final,
referentes a assuntos significativos.

Nos termos da NBC TA 230, está correto o que se afirma em

a) III, apenas.

b) I, II e III.

c) II e III, apenas.

d) II, apenas.

e) I e III, apenas.

20.​ (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Contabilidade – 2014)

No decorrer dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis da empresa


Distribuidora de Aços Rígidos do Brasil S/A, o auditor independente constatou que o valor
do saldo da conta duplicatas a receber, em 31.12.2013, apresentava uma diferença de R$
150.000,00, referente a três duplicatas, de um mesmo cliente, pagas no mês de novembro
de 2013, não baixadas do saldo. Quanto à evidência de auditoria, nos termos da NBC TA
230, o auditor deve registrá-la

a) no relatório da auditoria, expressando uma opinião com ressalvas.

b) no livro de ocorrências de achados de auditoria.

c) no relatório da auditoria, expressando uma opinião sem ressalvas.

d) em documentação de Auditoria (papéis de trabalho).

e) no relatório da auditoria, com abstenção de opinião.

21.​ (FCC/ SEFAZ PE – AFTE -2014)

Na auditoria interna realizada na tesouraria de determinada empresa de produtos


alimentícios, referente à movimentação financeira do mês de agosto de 2014, o auditor
constatou que a empresa pagou três duplicatas sem a devida comprovação de compra ou
recebimento do material. A fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua
opinião, críticas, sugestões e recomendações, as informações e provas obtidas no curso da
auditoria serão registrados

(A) nos papeis de trabalho.

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(B) no certificado de auditoria.

(C) no relatório de auditoria.

(D) no programa de auditoria.

(E) na ata de conclusão da auditoria.

22.​ (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014)

Os papéis de trabalho:

I. devem conter o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de


auditoria relevante obtida e das conclusões alcançadas pelo auditor.
==13e1bc==

II. devem ser preparados de forma suficiente para que sejam compreendidos por qualquer
usuário da informação contábil.

III. têm como objetivo auxiliar a execução dos exames, servir de suporte aos relatórios e
como prova em questões judiciais.

Está correto o que se afirma APENAS em

A) I.

B) II.

C) I e III.

D) I e II.

E) II e III.

23.​ (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014)

Os papéis de trabalho devem ter abrangência e detalhamento para propiciar a


compreensão do planejamento de auditoria em grau

a) suficiente.

b) adequado.

c) relevante.

d) exato.

e) relativo.

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24.​ (FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011)

Sobre os papéis de trabalho é correto afirmar que são

a) de propriedade da empresa ou órgão auditado.

b) documentos elaborados pelo auditor na fase que antecede o planejamento da auditoria.

c) o conjunto de formulários que contém os apontamentos obtidos pelo auditor durante o


seu exame.

d) as atividades desempenhadas por cada integrante do grupo de auditoria.

e) os documentos, selecionados pelo auditor, que devem ficar arquivados por, pelo menos,
dez anos após a emissão do parecer de auditoria.

25.​ (FCC/ SEFAZ SP – APOFP – 2010)

Em auditoria, são considerados permanentes somente os seguintes papéis de trabalho:

a) guias de auditoria, questionários e diagramação de rotinas.

b) gráficos, questionários e diagramação de rotinas.

c) gráficos, tabelas estatísticas e guias de auditoria.

d) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e guias de auditoria.

e) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e gráficos.

GABARITO

1.​ D 8.​ C
2.​ C 9.​ B
3.​ B 10.​B
4.​ C 11.​E
5.​ D 12.​A
6.​ A 13.​ANULADA
7.​ C 14.​D

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15.​E
16.​C
17.​C
18.​C
19.​B
20.​D
21.​A
22.​C
23.​A
24.​C
25.​A

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RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS


O que é Documentação de Auditoria?

Resposta: Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados,


da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente
também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”).

Como (em que contexto) o auditor deve preparar a documentação de auditoria?

Resposta: o auditor deve preparar tempestivamente documentação de auditoria que seja


suficiente para permitir que um auditor experiente*, sem nenhum envolvimento anterior com a
auditoria, entenda:

(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com
as normas e exigências legais e regulamentares aplicáveis;

(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e

(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito


deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões.

*Auditor experiente é um indivíduo (interno ou externo à firma de auditoria) que possui


experiência prática de auditoria e conhecimento razoável de: (i) processos de auditoria; (ii)
normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (iii) ambiente de negócios
em que opera a entidade; e (iv) assuntos de auditoria e de relatório financeiro relevantes ao
setor de atividade da entidade.

A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de quais fatores?

(a) tamanho e complexidade da entidade;

(b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados;

(c) riscos identificados de distorção relevante;

(d) importância da evidência de auditoria obtida;

(e) natureza e extensão das exceções identificadas;

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(f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente


determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria
obtida;

(g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas.

A documentação de auditoria substitui os registros contábeis da entidade?

Resposta: Não. O auditor até pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade como
parte da documentação de auditoria. No entanto, frisamos que a documentação de auditoria
não substitui os registros contábeis da entidade.
==13e1bc==

Qual o período de retenção da documentação de auditoria?

Resposta: O período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não é inferior a cinco
anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do auditor do
grupo.

Qual o limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria?

Resposta: Um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de


auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor.

De quem é a propriedade da documentação de auditoria?

Resposta: A documentação do trabalho é de propriedade da firma (que executa a auditoria), e


não da entidade auditada. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da
documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade
do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do
seu pessoal.

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