FACULDADE UNINASSAU DE BRASÍLIA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
DISCIPLINA: PSICOLOGIA DAS RELAÇÕES FAMILIARES
PROFESSORA: ANA CRISTINA ROQUE
ALUNO MATRÍCULA
SEMESTRE Psicologia - 8º Semestre TURNO
GLOSSÁRIO -
PRINCIPAIS CONCEITOS DA ABORDAGEM SISTÊMICA
1) TERAPIA FAMILIAR (Pensamento Sistêmico) -
Uma abordagem terapêutica que vê o sistema familiar como um todo,
considerando os relacionamentos, a dinâmica familiar, padrões de comunicação. Ajuda a
família a compreender os padrões disfuncionais e promover uma comunicação funcional,
melhorando a compreensão mutua e fortalecer os vínculos.
2) SISTEMA FAMILIAR
É um sistema que está sempre em transformação, cada membro influência e é
influenciado pelos demais membros. A mudança em um membro, afeta todo o
funcionamento familiar. Os sintomas que cada família apresenta podem ser expressões
de tensões ou desequilíbrio, mas a família é um sistema que sempre busca manter seu
equilíbrio interno, estabelecendo regras, implícitas ou explicitas para orientar o
comportamento e a comunicação dos membros.
3) SUBSISTEMA CONJULGAL
É formado por duas pessoas que querem formar uma família, cada cônjuge
desenvolve uma tarefa e função que são complementares e recíprocas, deve ser
desenvolvida uma relação de complementaridade e apoio.
4) SUBSISTEMA PARENTAL
Se configura após o nascimento ou adoção do primeiro filho. Nesse momento
o subsistema conjugal passa a desempenhar tarefas referentes á socialização da criança
e as os papeis de pai e mãe.
5) SUBSISTEMA FRATERNO
Passa a existir com o nascimento ou adoção de um ou mais irmãos, esse
sistema permite que as crianças socializem e aprendam uma com a outra, as crianças
aprendem como fazer amigos, ter aliados, negociar, cooperar e competir. Desenvolvem
suas habilidades sociais.
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DISCIPLINA: PSICOLOGIA DAS RELAÇÕES FAMILIARES
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6) DIFERENCIAÇÃO E INDIFERENCIAÇÃO DO SISTEMA FAMILIAR
Diferenciação é a capacidade individual de cada sujeito criar para si a sua
identidade própria, opinião, metas e limites, mesmo pertencendo a um grupo
familiar. Indiferenciação é quando os membros da família não conseguem
diferenciar sua identidade individual da identidade familiar, há uma fusão
emocional, que gera dependência emocional excessiva, falta de autonomia e
dificuldade de tomar decisões próprias, prejudicando a sua individualidade.
7) REGRAS FAMILIARES
É o que direciona e estrutura o funcionamento do sistema familiar,
moldando cada papel na dinâmica familiar e gerando os papéis específicos, algumas
regras são claramente verbalizadas e explícitas, outras são sutis e implícitas. Quando
essas interações se repetem ao longo do tempo, elas se consolidam em padrões
duradouros e se tornam padrões transacionais.
8) RETROALIMENTAÇÃO
É quando um comportamento gera uma resposta e essa resposta reforça ou
modifica o comportamento original, criando um padrão de interação que se
repetem e moldam a dinâmica familiar.
9) CAUSALIDADE LINEAR
A causalidade linear é um modelo de pensamento onde se entende que um
evento A causa um evento B. É uma lógica de causa e efeito direta, onde um elemento é
identificado como o causador e o outro como a consequência, podendo levar à
culpabilização de um membro da família.
10) CAUSALIDADE CIRCULAR OU CIRCULARIDADE
Entende-se que os comportamentos dos membros da família estão
interconectados e se influenciam mutuamente, formando um ciclo de interações. Não se
busca um culpado, mas sim compreender o padrão relacional de interações recíprocas,
onde não há um início ou fim claro, todos influenciam todos.
11) MORFOGÊNESE
É o princípio que descreve a dinâmica de mudança e transformação de um
sistema familiar, refere à capacidade de uma família de mudar, adaptar-se e se reorganizar
diante das transformações internas, como crescimento dos filhos ou externas, como crises,
perdas, mudanças sociais, etc. Envolve flexibilidade relacional, adaptação a novas fases e
capacidade de se reestruturar diante de novos desafios.
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12) EQUIFINALIDADE
É a definição onde, diferentes caminhos podem levar ao mesmo resultado
dentro de um sistema, como é o caso da família.
13) LEALDADE FAMILIAR
É o conjunto de vínculos de obrigação moral, afetiva e relacional que une os
membros da família, funcionando como laços invisíveis que moldam o comportamento
dos indivíduos em nome da manutenção da coesão familiar e do sentimento de
pertencimento. Pode ser implícita ou explícita.
14) TRIANGULAÇÃO FAMILIAR
Um conceito da teoria de Bowen, onde duas pessoas com o mesmo nível de
self se relacionam amorosamente e sendo incapazes de solucionarem um problema
conjugal, acabam utilizando um terceiro elemento para escape de tensão, podendo ser
filho, doença, trabalho, relações extraconjugais.
15) COALIZÃO
É um termo de Salvador Minuchin, onde dois membros da família
(frequentemente de gerações diferentes) se unem de forma rígida e oculta, em detrimento
de um terceiro membro, criando desequilíbrios no sistema familiar.
16) FRONTEIRAS
São os limites ou regras existentes entre os territórios no sistema familiar.
Delimitando quem, como e até onde participa na vida de cada membro.
Fronteiras Nítidas – Define claramente as funções e espaço de cada
integrante. Oferece apoio, flexibilidade, comunicação saudável e funcionam
com equilíbrio, garantindo equilíbrio entre individualidade e coesão familiar.
Fronteiras Difusas – Existe uma confusão de papéis, compromete a
autonomia e independência dos indivíduos, onde cada membro se envolve
demais na vida do outro. Traz fusão emocional, invasão de privacidade e
confusão de papéis.
Fronteiras Rígidas - Pode trazer distanciamento familiar e falta de
comunicação, comprometendo a função protetora da família. Demonstra
excesso de distância, isolamento e pouco apoio emocional.
17) TRANGERACIONALIDADE
É o processo pelo qual elementos da história e das relações familiares são
passados entre gerações, influenciando os comportamentos, escolhas, sintomas e
vínculos dos membros atuais da família. Padrões emocionais, comportamentais, crenças,
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traumas, lealdades e dinâmicas relacionais são transmitidos de uma geração para outra,
de forma consciente ou inconsciente.
18) 05 AXIOMAS DA COMUNICAÇÃO
É impossível não se comunicar – é impossível não se comunicar, até o
silêncio traz uma mensagem, todo comportamento é uma forma de
comunicação por si mesmo, de forma implícita como explícita.
A comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto de relação – não
só o conteúdo da mensagem é importante, mas também a forma que a
pessoa expressa e busca ser entendida, e a qualidade da nossa relação
também pode interferir na mensagem. O conteúdo é o que transmitimos e o
aspecto relação refere a forma que comunicamos a mensagem, tom de voz,
expressões, o tom de voz ou expressão pode interferir na forma em que a
mensagem é recebida.
A pontuação dá significado de acordo com a pessoa – Cada um de nós
construímos uma versão sobre o que vivemos e experimentamos, assim,
toda informação que chega até nós é filtrada com base nessa experiência já
construída, levando a pessoas compreenderem de forma diferente vários
conceitos, como amor, amizade e confiança.
Modo digital e modo analógico – Modo digital é sobre o que dizemos através
das palavras, veículo da comunicação. Modo analógico é a forma não-verbal
que nos expressamos, o veiculo da relação.
Comunicação simétrica e complementar – é a maneira como nos
relacionamos com o outro. De maneira ou posição igual - simétrica, ou a
partir de diferenças ou posições diferentes, onde um assume o papel de
dominante e o outro submisso - comunicação complementar.