Bardock: O Sayajin no Ragnarok
Bardock: O Sayajin no Ragnarok
"Toc, toc!"
Um leve toque em seu ombro a fez virar com rapidez, pronta para repreender quem
ousava interrompê-la — até que se deparou com a figura mais inusitada que poderia
imaginar. Um ser baixote, de óculos escuros, pele azulada e duas antenas mexendo de
forma cômica sobre a cabeça.
— "Com sua licença, moça," disse ele com uma voz tranquila e educada, "eu sou o
Kaiô do Norte. Responsável pela gerência do norte do nosso universo. E estou aqui
para lhe ajudar a salvar a Terra... em geral."
— "Nosso... universo?"
— "Sim. O Universo 7, para ser exato. Veja bem, uma decisão divina dessa magnitude,
julgando a humanidade e colocando-a sob o julgamento dos deuses mitológicos, pode
atrair a atenção indesejada do Deus da Destruição do nosso universo. E confie em
mim: você não quer esse sujeito envolvido."
— "Deixe-me selecionar os guerreiros. Não serão da Terra, mas sim de outras raças.
Guerreiros que enfrentaram o impossível. E por motivos estéticos — e pra não
assustar demais vocês — vou dar um 'toque humano' na aparência deles. Deixe
comigo."
Os deuses olharam uns para os outros, confusos e irritados com a interrupção — mas
havia algo na presença do Kaiô que lhes causava hesitação... um peso cósmico por
trás daquele jeito simplório.
— "Muito bem, estranho. Você tem uma chance. Mostre do que esses tais guerreiros
são capazes."
O Kaiô sorriu de canto. Em sua mente, o primeiro nome já havia sido decidido:
— "Vamos começar com alguém que tem uma rixa antiga com o destino... Bardock, venha
à Terra."
O céu acima da arena dos deuses trovejava como se o próprio Odin estivesse furioso
com a ousadia daquela guerra. Relâmpagos cortavam as nuvens e sacudiam os pilares
dourados do coliseu celestial. Milhares de deuses, semideuses, espíritos e
criaturas divinas lotavam as arquibancadas, aguardando o início do primeiro
confronto do Ragnarok.
No centro da arena, Heimdall, com seu eterno olhar determinado e o Galahorn em
mãos, bradava com fervor:
— "Do lado dos humanos..." — a voz ecoava, reverberando até nas camadas mais
profundas do mundo espiritual — "um guerreiro fora do comum! Vindo de uma raça
forjada em batalha, que se ergueu mesmo diante da extinção! Um homem que lutou
sozinho contra um exército e sobreviveu à destruição de seu planeta!"
— "Hoje, ele combate não por sua raça, mas por aquela que acolheu seu filho como um
dos seus! O representante da esperança de um mundo distante... Bardock, o
Sayajin!!"
Os portões da arena se abriram com estrondo. Uma figura envolta em fumaça e luz
caminhava lentamente. Seus passos pesados faziam o chão da arena vibrar. Cabelos
negros eriçados, armadura de batalha em verde escuro e vermelho, e uma expressão
fria, marcada pela dor e determinação. Bardock havia retornado.
Ele não tinha mais sua cauda — um preço para ser aceito como representante da
humanidade — mas ainda carregava em seus olhos o brilho indomável dos Sayajins.
Olhou ao redor, encarando os deuses com desprezo silencioso, como quem não temia
nenhuma entidade ali.
Do lado oposto da arena, o chão tremeu novamente. Raios azuis explodiram no céu. Um
trovão desceu como um pilar de pura energia, revelando a silhueta do oponente:
THOOM!
O ar explodiu entre os dois quando seus punhos colidiram. A arena tremeu. Deuses
nas arquibancadas se ergueram em choque: Bardock, um simples mortal segundo as
regras do Ragnarok, havia parado um golpe direto de Thor com as mãos nuas — e não
havia quebrado nenhum osso.
Thor sorriu. Pela primeira vez em milênios, alguém o forçava a lutar a sério desde
o primeiro golpe.
Com um giro, Thor desferiu uma sequência de golpes com o Mjölnir, cada um capaz de
partir montanhas. Bardock se esquivava com maestria, deslizando pelo campo como um
animal selvagem. A cada desvio, seus olhos iam se adaptando. Estava analisando...
como um caçador.
— "Você não é o primeiro deus arrogante que vejo," resmungou Bardock, antes de
cravar um soco no queixo de Thor, fazendo o gigante recuar.
Thor girou o martelo e o lançou como um raio. Bardock cruzou os braços para se
defender — mas o impacto o lançou dezenas de metros para trás, abrindo uma cratera
no chão da arena.
Silêncio. Poeira.
— "Tsc..." Bardock se ergueu, cuspindo sangue. "Ele é mais forte do que pensei..."
As mãos cerraram. A aura começou a subir. Um vento dourado soprou pela arena.
FWOOOOM!
O chão ao redor de Bardock se desfez. Raios dourados explodiram de seu corpo, sua
aura rugia como um dragão. Seus cabelos se ergueram, os olhos ficaram verdes.
— "CHEGA DE BRINCADEIRA."
Super Sayajin.
Thor avançou, agora sério. O martelo desceu com a força de um relâmpago primordial
— e Bardock o segurou com uma única mão.
— "Minha vez."
— "Eu não luto por honra divina," disse Bardock, voando a toda velocidade.
Os dois se chocaram novamente no ar. O embate virou uma tempestade. Cada golpe
gerava ondas de choque que rachavam os pilares da arena. Thor conjurou uma
tempestade divina, cobrindo o campo em eletricidade. Bardock atravessou os raios
como se fossem brisa.
— "JULGAMENTO DIVINO!"
Uma lança de energia celeste desceu dos céus. Bardock encarou, o punho cerrado e
brilhando com energia dourada.
O Sayajin lançou seu punho contra a lança. Um clarão cegou todos por um instante.
BOOOOOOOM!!!
Quando a luz cessou, a arena estava destruída. Um cratera colossal marcava o
centro. No meio dela, apenas um guerreiro ainda em pé.
Bardock.
Seu cabelo dourado tremulava ao vento. Thor jazia caído, imóvel, o martelo partido
ao meio. A plateia estava em silêncio. Odin cerrava os punhos em raiva contida.
Brunhilde caminhava pelos corredores do salão de seleção, agora com passos mais
leves. Seus olhos carregavam um brilho inédito: esperança. A vitória de Bardock
havia abalado o orgulho dos deuses... e acendido a chama da possibilidade de
sobrevivência da humanidade.
Ao chegar, viu o pequeno ser azul de óculos escuros flutuando no ar, comendo uma
tigela de noodles interdimensionais.
— "Ah, finalmente alguém me chama pelo nome direito!" — disse ele, animado. — "Mas
pode me chamar só de Kaiô. Senhor Kaiô se você quiser ser respeitosa."
— "Admito que no começo achei sua presença... inconveniente. Mas seu guerreiro não
apenas venceu: ele humilhou um deus nórdico. Você realmente acredita que esses tais
Sayajins podem vencer todos os combates?"
— "Eles são mais do que guerreiros. São como... explosões ambulantes de emoção
pura. Orgulho, raiva, compaixão, sacrifício... Eles lutam como se cada soco
definisse o destino de alguém que amam."
Ele estalou os dedos. Um pequeno portal se abriu atrás dele, com relâmpagos
dançando ao redor. Uma silhueta surgiu no centro: braços cruzados, queixo erguido,
olhar impaciente.
— "Venha, meu príncipe. Sua vez de mostrar a esses deuses o que significa carregar
o orgulho Sayajin."
A figura saiu da luz. Armadura clássica de batalha, botas brancas, cabelos
espetados e a expressão de sempre: superioridade absoluta.
— "Tsc... Fazem deuses aqui também? Que piada. Espero que esse tal de Shiva não
seja mais um fraco querendo posar de rei."
VEGETA.
— "Já cuidei disso. Nada de transformações lunares por enquanto... Mas se Shiva
quiser brincar com chamas, Vegeta vai mostrar como é que se incendeia o céu."
Brunhilde observou Vegeta se afastar em direção aos portões da arena, cada passo
carregado de confiança e provocação.
Os sinos soaram.
Shiva adentrou com seus quatro braços flamejantes se movendo em sincronia, o corpo
em constante rotação, como se dançasse até mesmo ao caminhar. Seu sorriso era
selvagem, mas seus olhos estavam atentos.
Vegeta apareceu, braços cruzados, capa ondulando atrás de si. Seus olhos analisaram
o adversário com frieza.
Shiva sorriu.
— "Confiança não. Dança. Cada passo que dou é um prelúdio da destruição. Prepare-se
para ser envolvido na dança final, mortal."
A LUTA COMEÇA
Shiva partiu em um giro infernal, seus quatro braços criando labaredas que se
expandiram como um furacão de chamas. Vegeta não se moveu.
Até que...
BOOM!
Num instante, Vegeta surgiu atrás de Shiva e aplicou um chute na coluna dele,
jogando-o longe, através de três colunas da arena.
— "Lento."
Vegeta soltou um rugido. Seu cabelo dourou, a aura flamejante dourada surgiu em um
estrondo.
Shiva começou a dançar, acelerando cada movimento, e o chão começou a queimar sob
seus pés.
Os dois colidiram no centro da arena como dois meteoros. Cada soco de Shiva gerava
ondas de calor. Cada golpe de Vegeta quebrava o ar como vidro.
Vegeta explodiu em eletricidade. Cada golpe seu agora criava crateras. Shiva
apanhava... mas sorria.
Vegeta desapareceu. Quando reapareceu, sua aura era calma, flamejante e vermelha.
Shiva arregalou os olhos.
— "Isso ainda não é nada." — Vegeta desapareceu de novo, e desta vez, Shiva foi
socado dezenas de vezes em milésimos.
Vegeta subiu a aura ao azul cintilante. Shiva invocou sua dança do mil braços,
agora com chamas azuis envolvendo seus punhos.
Eles se chocaram no ar como dois deuses em guerra, destruindo o teto da arena com o
impacto. O céu parecia partir.
Shiva, agora mais ferido, com sangue escorrendo da boca, ainda sorria.
Eles colidiram com força total. Shiva tentou finalizar com seu golpe máximo: a
Dança Final da Aniquilação, concentrando sua energia em um soco divino.
Vegeta sorriu.
Vegeta surgiu... olhos negros com íris prateadas, aura roxa da destruição, seu ki
fazia o chão evaporar. Era sua forma divina de Deus da Destruição.
— "Hakai."
Antes que pudesse reagir, Vegeta atravessou seu peito com um soco. A aura de
destruição penetrou no corpo do deus, desintegrando-o de dentro para fora.
— "Fim da dança."
Vegeta caminhou, sangue e fumaça em seus ombros, e disse sem olhar para trás:
O salão estava silencioso, mas o ar carregado com a energia dos deuses ainda
vibrava após a vitória de Vegeta. Kaiô do Norte, com os braços cruzados e expressão
séria — algo raro para seu habitual bom humor — observava a imensa parede celestial
onde os nomes dos próximos combatentes eram revelados.
Bruhilda caminhava ao lado dele, expressão firme, mas curiosa. Ela ergueu os olhos
e disse:
— "O próximo representante divino... será Poseidon."
— "O deus que despreza toda forma de vida inferior. Um ser que enxerga a humanidade
como sujeira aos pés de sua perfeição divina." — completou Bruhilda com certo nojo.
— "O próximo será... Freeza. Por muito tempo conhecido como o mais poderoso do
universo, o Imperador do Mal. Aquele que fez até mesmo os deuses menores tremerem
diante do seu poder. Eu sei que ele não recusaria a chance de provar que é superior
até mesmo aos deuses — em troca, claro, de mais uma vida nova."
De dentro dele surgiu uma figura alta, esguia, de pele clara e aparência humana —
mas com traços frios, olhos dourados com pupilas de réptil e uma aura sinistra que
parecia sufocar o ar ao redor.
Ele usava um terno branco com detalhes dourados, luvas negras e uma bengala que
mais parecia um acessório de realeza do que apoio. Sua presença era majestosa, mas
ameaçadora.
— "Ora, ora... eu ouvi dizer que me ofereceram uma nova vida em troca de matar um
deus arrogante?"
Kaiô assentiu.
— "Você está em um torneio entre deuses e humanos. Defenda a humanidade — mesmo que
só pela sua diversão e por seus próprios fins."
— "Heh... Que ironia deliciosa. Defender os humanos... eu, que quase os exterminei
em outro universo. Mas muito bem. Se terei o prazer de quebrar um deus com minhas
próprias mãos, estarei mais do que disposto."
Ele deu meia-volta com elegância, a bengala batendo ritmadamente no chão, enquanto
sumia pelas sombras do salão, indo se preparar para o combate.
Kaiô comentou:
— "A humanidade precisa de guerreiros poderosos. Mas, às vezes, precisa de monstros
ainda piores para vencer os verdadeiros demônios."
Início do Combate
Poseidon não disse uma palavra. Com um movimento sutil, fez o tridente dançar nas
mãos e lançou uma onda de energia aquática, comprimida como uma lança.
Freeza nem se moveu. Levantou apenas um dedo e a rajada foi anulada com um leve
brilho roxo.
O impacto foi absoluto. O golpe atingiu Freeza em cheio, sacudindo a arena com uma
explosão de pressão d'água.
A poeira baixou.
Ele limpou a poeira do terno com a luva, sem sequer olhar para o ferimento
inexistente.
— "Você é um verme miserável. Sua energia é uma piada, e acho melhor eu nem
desperdiçar a minha. A sua não vale nada."
A plateia silenciou. Poseidon franziu o cenho pela primeira vez, sentindo... raiva?
Com um estalar de dedos, sua aura roxa explodiu em volta do corpo. Seu terno se
dissolveu em energia, revelando sua verdadeira forma — esguia, mortal, a pele clara
agora com placas brilhantes arroxeadas e douradas. Era sua Forma Dourada — o ápice
da evolução do Imperador.
Poseidon atacou novamente, agora com golpes rápidos, lâminas de água e pressão
cortando o ar como navalhas. Freeza desviava com um único dedo, saltando entre os
golpes com uma dança cruel.
Um único golpe no peito de Poseidon quebrou sua armadura divina. O deus cuspiu
sangue — pela primeira vez.
— "A diferença entre nós é simples. Eu me tornei deus. Você nasceu um. A diferença
é que eu lutei por isso... e matei milhares no caminho."
Freeza lançou a esfera. Poseidon tentou erguer o tridente, mas já era tarde.
Heimdall anunciou:
O campo tremeu. Do lado dos deuses, o orgulho de Poseidon havia sido esmagado de
forma brutal.
Kaiô estalou a língua com um leve sorriso divertido, ajeitando os óculos escuros.
Kaiô então se virou para um círculo de energia dourada que começava a girar
lentamente no centro do salão.
— "Pois bem. Um herói... para outro herói." — seus olhos brilharam. — "O próximo
representante da humanidade será... o sayajin do futuro perdido. Gohan!"
As valquírias ao redor se entreolharam, tocadas pela aura trágica que ele exalava.
Ele andava firme, mas havia em seus olhos uma dor e um fogo que nenhum outro
carregava.
Kaiô desceu os degraus do salão e parou diante do rapaz. Por um momento, o silêncio
reinou.
— "Olá novamente, Gohan." — disse Kaiô com a voz mais suave que jamais usara até
então. — "Nem imagino tudo que você sentiu em vida... o peso que carregou... e a
culpa por não conseguir salvar o seu mundo."
Gohan olhou nos olhos do velho mestre, com uma expressão firme e determinada.
— "Sim, senhor Kaiô. Eu falhei antes... perdi tudo... mas não vou falhar de novo.
Não importa quem esteja no caminho. Lutarei até o fim pela Terra, como meu pai
faria."
— "Então está decidido." — ela disse. — "O próximo combate será: Hércules... contra
Gohan."
Nos céus do Valhalla, trovões anunciaram que a batalha estava para começar. A
justiça dos deuses enfrentaria a justiça de um homem que não teve sequer o
privilégio de crescer em paz.
[Fim do Capítulo 8]
O silêncio caiu por um instante quando Gohan surgiu no campo. Sem um dos braços,
com o manto rasgado de seu antigo mestre Piccolo esvoaçando, ele olhou adiante como
se cada passo ecoasse uma promessa.
A batalha começa
— "Eu luto pela justiça e pela honra da humanidade. Mas se você representa os
humanos, então não serei misericordioso."
— "Eu também luto pela humanidade. Pela minha... e pela que ainda pode ser salva.
Vamos acabar logo com isso."
Hércules avança, seu bastão desce como um raio dourado. Gohan salta com incrível
agilidade, desviando mesmo com o equilíbrio comprometido por não ter um braço.
BOOM!
O impacto do bastão no chão cria uma cratera, mas Gohan já está acima dele, os
olhos brilhando em dourado.
— "HAAAAAAAA!!"
Ele desperta o Super Saiyajin, seus cabelos se tornam dourados, a energia em volta
dele ondula como fogo vivo.
Gohan acerta um chute no queixo de Hércules, seguido por uma sequência de joelhadas
e socos. Mesmo com um braço só, sua técnica é impecável — o treinamento com Piccolo
o tornou letal mesmo limitado.
Hércules recua e se impulsiona com fúria, seu bastão ganha aura flamejante e ele
grita:
Um golpe direto atinge Gohan no peito, lançando-o longe. Poeira sobe. O público
prende o fôlego.
Mas quando ela baixa… Gohan ainda está de pé, respirando pesado, uma rachadura em
sua armadura.
— "...Incrível..." — sorri. — "Você... é mais herói do que muitos que conheci entre
os deuses."
Bruhilda observa Gohan voltar ao portal, respirando com dificuldade, mas com um
brilho no olhar.
— "Ele superou mais do que qualquer um jamais saberá..." — diz ela, suavemente.
E Kaiô completa:
[Fim do Capítulo 9]
O salão de seleção estava silencioso, mas a tensão era quase palpável. Bruhilda,
acompanhada de suas irmãs Valquírias, observava atentamente o Kaiô do Norte, que
caminhava de um lado para o outro com as mãos cruzadas atrás das costas, seus
óculos refletindo a luz divina que emanava do salão.
— "A próxima luta será contra... Zeus," — disse Bruhilda, com um olhar sério. —
"Não é apenas um deus... É o líder. O mais arrogante. O mais perigoso."
— "Majin Boo… é uma entidade caótica. Criado para matar deuses, literalmente. Ele
destruiu planetas com um tapa e venceu vários Kaioshins em sua época de glória.
Mas... ele pode ser meio imprevisível. Nunca se sabe se ele vai lutar ou se vai
querer transformar Zeus em chocolate só por diversão."
— "Agora, esse aqui…" — disse ele, apontando para outro nome — "Cell."
— "Criado para ser o guerreiro perfeito. DNA dos maiores lutadores da Terra. Ele
tem a frieza de um estrategista, a regeneração dos namekuseijins, a arrogância de
um príncipe e o instinto de um assassino. Mas... também carrega o orgulho. Pode
querer brincar demais com a luta se achar que tem vantagem."
Bruhilda cruzou os braços, avaliando cada opção com seriedade. Uma das valquírias
apontou para um nome mais abaixo.
— "Ah… Piccolo. Ele foi um inimigo feroz, mas se tornou um dos maiores mestres.
Treinou Gohan, salvou o mundo mais de uma vez. Suas técnicas são únicas:
regeneração, extensão de membros, técnicas como a explosão demoníaca e o
Makankosappo. Além disso, é um gênio em combate. Calmo, tático, analítico."
— "Ou talvez devêssemos arriscar e colocar Boo. A criatura que desafia a própria
lógica."
— "A escolha tem que ser cuidadosa. Estamos diante de Zeus, o Pai dos Deuses.
Precisamos de alguém que o irrite, o desafie… ou o humilhe."
— "Sim. Mas vou deixar vocês pensarem mais um pouquinho. Vou dar uma volta,
refletir sobre como quebrar o ego do rei do Olimpo da forma mais memorável
possível."
— "Já decidi," — disse ele, ajustando os óculos. — "A próxima luta será contra
Zeus, o rei dos deuses, correto? Então precisamos de alguém que quebre sua
confiança… não apenas com força, mas com crueldade calculada. E quem melhor para
isso do que…"
Ele estalou os dedos. Um portal se abriu atrás dele, girando com energia cósmica.
— "Não." — respondeu Kaiô com um brilho nos olhos. — "Desta vez, é alguém
diferente."
Do portal, uma figura elegante começou a surgir. Seu corpo era alto, magro, de
postura imponente. Pele branca como mármore, cabelos longos e escuros amarrados em
rabo de cavalo, trajes negros com detalhes em dourado. Seus olhos eram afiados como
lâminas. Sua aparência era humana, mas seu poder… fazia o ar do salão vibrar.
— "Cell." — anunciou Kaiô. — "Ou melhor... a forma humana de Cell, adaptada para
representar a humanidade."
— "Você sempre foi bom demais para ser ignorado, Cell. E agora, tem a chance de
mostrar seu valor... contra o deus supremo do Olimpo."
— "Zeus, hein? Um velho de músculos inflados que se acha invencível. Vai ser
divertido desmontar essa ilusão… célula por célula."
— "Eu represento apenas a mim mesmo," — respondeu Cell, com um sorriso frio. —
"Mas, por essa chance… de lutar contra um deus… e sair vitorioso diante do
universo? Eu jogo o jogo de vocês."
— "Você terá sua chance. Mas lembre-se, Zeus não é qualquer oponente. Ele brinca
com o tempo, se diverte com a dor, e já destruiu titãs por puro tédio."
— "Ótimo." — disse ele com frieza. — "Então será ainda mais gratificante arrancar
aquele sorriso arrogante do rosto dele."
A arena pulsava. Trovões rasgavam o céu acima do coliseu divino, como se a própria
natureza reverenciasse a presença de Zeus. O deus dos deuses desceu do céu num raio
de pura energia, pousando com um estrondo. Seus músculos brilhavam com eletricidade
pura, e seu olhar arrogante varria os arredores como se já soubesse o desfecho da
luta.
— “Na quinta luta do Ragnarok! Do lado dos deuses! O Rei do Olimpo! Aquele que
desafiou os Titãs! O que transformou o caos em ordem divina! ZEEEEUUUUUS!!!”
Cell caminhou calmamente até o centro da arena, vestindo uma túnica escura dividida
ao centro, como se fosse um nobre guerreiro do submundo. Seu sorriso era fino,
debochado. Ele olhou para Zeus como se analisasse um inseto.
A luta começou.
Zeus avançou como um raio — sua velocidade era brutal. O chão explodia a cada
passo, mas Cell desviava com elegância, usando o mínimo de movimentos. Num impulso,
ele lançou um Kamehameha concentrado. Zeus gargalhou e socou o feixe, dissipando a
energia.
— “Bom aquecimento!”
Zeus socou o ar, criando ondas de choque que cortavam a arena como lâminas
invisíveis. Cell usou o Taiyoken — um clarão solar explodiu da palma de sua mão,
cegando o deus por segundos.
Aproveitando a brecha, Cell ativou o Kaiôken x5, sua aura ficou vermelha e
pulsante. Ele se moveu como um borrão, acertando Zeus com uma sequência de socos e
chutes. O deus cambaleou, surpreso, mas riu com um fio de sangue escorrendo pela
boca.
Zeus se transformou. Seu corpo secou, tornou-se magro e enrugado, mas ao mesmo
tempo sua aura ficou densa como um sol colapsando.
— “Modo Adamas!”
Com um golpe de palma, ele arremessou Cell contra a parede da arena. O bio-androide
se ergueu, metade do rosto destruído. Sorriu.
Seu corpo regenerou em segundos. Em seguida, Cell ativou sua aura dourada — uma
simulação do Super Saiyajin — e usou o Kaiôken x10 por cima. Seu poder explodiu,
fazendo deuses menores desmaiarem apenas com a pressão.
Zeus rugiu e partiu para o ataque. Os dois trocavam golpes tão rápidos que os olhos
humanos não conseguiam acompanhar. No ápice da luta, Cell canalizou uma técnica de
corte de energia: Kienzan.
Zeus tentou desviar, mas uma das lâminas rasgou seu ombro esquerdo. Pela primeira
vez, ele vacilou.
— “HRAAAAH!!”
Zeus concentrou todo o seu poder num último ataque — um raio divino carregado por
mil trovões. Cell, com um olhar frio, simplesmente o absorveu usando sua habilidade
de conversão energética.
Ele desapareceu, surgindo atrás de Zeus e cravando um soco direto em seu abdômen.
O coliseu silenciou.
Zeus caiu de joelhos, sua forma divina colapsando lentamente. Com um sorriso
sereno, o deus do Olimpo olhou para Cell e disse:
— “Que… deleite.”
E caiu, derrotado.
Heimdall gritou, a multidão explodiu. E Cell apenas virou-se, limpando o sangue das
mãos, com um sorriso gélido.
Sentado em seu trono de nuvens, o Senhor Kaiô tamborilava os dedos sobre o braço da
cadeira, olhos semicerrados, como se tentasse ouvir o destino sussurrar a próxima
peça no tabuleiro.
— "E então... quem será o próximo deus, minha cara Bruhilda?" — perguntou com sua
voz sempre carregada de humor, mas agora levemente cautelosa.
Bruhilda cruzou os braços. Seu semblante era mais sombrio do que o usual. Com um
leve suspiro, ela respondeu:
— "Belzebu."
— "Majin... o quê?"
— "Majin Boo. Você foi criado para destruir tudo... mas aprendeu a gostar da vida.
Agora, quero que lute por ela."
O ser rosado olhou ao redor. Seu olhar parou nas valquírias — e ele sorriu com
dentes de açúcar.
Era um humano alto, de cabelos bagunçados rosados como algodão-doce, pele alva e
olhos grandes e doces. Trajava um sobretudo branco e roxo, e mantinha uma expressão
serena, mas claramente lunática. Ainda mascava o pirulito, agora em forma de
bengala.
— "Apresento a vocês... Majin Boo, agora em forma humana. O terror dos deuses, mas
com alma de criança."
Bruhilda assentiu com respeito, mesmo sem saber como reagir totalmente.
— "E agora..." — completou o Senhor Kaiô, olhando para o céu onde o nome de Belzebu
já brilhava nas nuvens — "...vamos ver se o Príncipe do Fim encontrará paz… ou mais
caos."
Do outro lado, saltitando com seu pirulito de bengala, estava Majin Boo, em sua
forma Kid humana. Os olhos grandes e sorriso bobo contrastavam absurdamente com o
ambiente pesado ao redor. Ao ver Belzebu, Boo apenas apontou o pirulito para ele.
O gongo soou.
Sem hesitar, Belzebu avançou com velocidade absurda, invocando enxames de insetos
negros como névoa. Eles se atiraram sobre Boo, cobrindo o corpo do pequeno rosado.
As criaturas começaram a corroer a pele de Boo… mas ele apenas ria, como se fosse
cócegas. Então, sua carne se regenerou com estalos grotescos, e ele abriu a boca
largamente:
Boo cuspiu um fantasma rosa — uma cópia de si mesmo com rosto demoníaco — que voou
direto contra Belzebu. Antes que pudesse reagir, o espectro explodiu violentamente,
arremessando o deus contra uma pilastra.
Ele estendeu os braços, invocando lanças negras de energia morta, e atirou uma
atrás da outra. Majin Boo esquivava rindo… mas sua infantilidade começou a ser um
problema. Ele começou a girar, dançar, e tomar golpes diretos por distração.
Puff!
Uma explosão de vapor rosa preencheu a arena — e de dentro dela, saiu Super Boo, em
sua forma adulta. Alto, musculoso, olhar sério e postura ereta.
— "Agora... vou parar de brincar." — disse ele com uma voz mais grave.
O deus foi lançado contra o chão, mas levantou-se mais uma vez.
— "Você... é persistente."
Boo então esticou seu braço como um chicote, envolvendo o corpo do deus como um
laço elástico gosmento. Em seguida, puxou com brutalidade, fazendo Belzebu bater
contra seu joelho dobrado com um som seco. O deus grunhiu de dor.
Boo cuspiu outro fantasma explosivo, e mais outro, e mais outro — quatro no total.
Todos cercaram Belzebu como abelhas em torno do mel podre.
BOOM!
A arena estremeceu.
— "Então é assim que é... ser derrotado aos poucos... pela loucura."
— "Chega de diversão..."
Puff!
Outra transformação.
Agora surgia a forma mais temida: Evil Boo. Mais magro, cruel, com olhos afiados e
aura ameaçadora. A arena mergulhou em uma sensação de opressão.
— "Acho que me diverti o bastante com você, inseto." — disse com desprezo. — "Sua
energia fede. Você quer morrer? Eu vou te matar lentamente."
Boo apareceu atrás de Belzebu com um teleporte, socando o deus no estômago com
tamanha força que seu corpo se arqueou. Antes que o deus pudesse reagir, Evil Boo
esticou o braço, prendendo sua cabeça com uma gosma chicletosa, e o puxou
violentamente para o chão.
— "Morra gritando."
E então apagou.
Vitória da Humanidade — 5 a 1.
O salão de seleção estava mais silencioso do que nunca. Após a brutalidade cômica
de Majin Boo, as Valquírias se reuniram novamente ao redor da grande mesa divina,
com olhos atentos para a próxima escolha.
Bruhilda se levantou, firme como sempre, e anunciou com sua voz grave:
— "O próximo deus será Ares. O deus da guerra bruta. A encarnação do instinto
assassino e da sede de combate."
— "Ares, é? Um deus movido por fúria sem propósito… Hahaha! Que tal um pouco de
disciplina para esse guerreiro indisciplinado?"
Kaiô sorriu com confiança e caminhou até o grande portal no centro do salão.
Estalou os dedos, e o véu dimensional se abriu, revelando uma figura baixa,
corcunda, de barba branca comprida, óculos escuros e uma tartaruga nas costas.
— "Senhoras e senhores!" — anunciou Kaiô. — "O primeiro humano que eu trago para
vocês! Considerado imortal, pois nem o tempo consegue levá-lo. Possui mais de 500
anos de experiência em combate e disciplina! Criador do lendário Kamehameha! E
desenvolvedor, mesmo que acidental, de uma técnica divina com seus infinitos
treinos!"
— "Guerra sem honra não é nada além de destruição. Acho que posso ensinar isso pro
seu deus raivoso, hã?"
As Valquírias hesitaram, mas havia algo no tom do velho que soava... verdadeiro.
Autêntico.
Bruhilda suspirou.
— "Está decidido. Ares enfrentará… o homem que desafiou o tempo com treino e
disciplina."
Ares, o próprio Deus da Guerra, surgiu em meio a uma explosão de chamas vermelhas e
faíscas douradas. Vestia uma armadura escarlate decorada com crânios, e seus olhos
ardiam como brasa viva. Carregava uma lança forjada no próprio âmago do ódio e um
escudo marcado pelas guerras dos séculos. O silêncio se formou. Até mesmo os deuses
sentiam a brutalidade em sua presença.
Do outro lado da arena, surgia calmamente Mestre Kame, curvado, com seu casco de
tartaruga nas costas, apoiando-se em seu cajado.
— “Tartarugas vivem muito tempo... e aprendem mais do que qualquer leão raivoso.”
O gongo soou.
Ares avançou como um trovão, lançando sua lança com força para perfurar o coração
do velho. Mas Kame girou seu cajado com maestria, redirecionando o ataque com
mínima movimentação. Usava o peso do casco como âncora, agindo com calma, como
água.
Ares bufava a cada esquiva do velho. Ele batia, chutava, atacava com o escudo, mas
Mestre Kame se movia com leveza. Seu bastão raspava o chão, desviava golpes e
criava pequenas aberturas com contra-ataques precisos nos nervos do deus.
Com um salto veloz, Kame apareceu no ponto cego de Ares e aplicou um soco no
estômago. Ares recuou, surpreso.
— “Hrm… você…”
“MAX POWER!!!”
Seu corpo cresceu, tornou-se colossal, os músculos expandiram com perfeição. Mas ao
contrário de transformações selvagens, seus movimentos permaneciam rápidos e
refinados. Era como se cada célula do corpo soubesse o que fazer antes mesmo dele
pensar.
Ares rugiu e avançou com seu instinto guerreiro, agora levando o combate a sério.
Trocaram golpes titânicos, socos que explodiam o ar e criavam crateras. Kame
recuava, bloqueava com o bastão, redirecionava com o corpo.
O Kamehameha atingiu o deus com força tremenda, fazendo-o voar e se arrastar metros
na arena.
Kame fechou os olhos. Seu corpo brilhou com um leve tom branco-azulado.
— “Essa técnica… eu a desenvolvi durante séculos de meditação e combate. Um estado
onde o corpo se move por si. Sem pensamento. Apenas reação.”
Ele havia entrado em seu estado divino: “Corrente Instintiva”, uma variação humana
rudimentar do Instinto Superior Presságio.
Ares, confiante, golpeava em velocidades absurdas. Mas Kame era intocável. Cada
ataque era evitado por milímetros. O velho se movia como se dançasse, e contra-
atacava com força controlada, atingindo pontos vitais de Ares, quebrando sua
postura e sua ferocidade.
Nos segundos finais, Kame concentrou sua energia e aplicou um golpe com o bastão no
queixo de Ares, seguido de uma rasteira e um soco direto ao centro do peito. Ares
caiu de joelhos.
Fim da luta.
Kame respirava com dificuldade, voltando à sua forma normal. Ares, no chão, sorria.
Os céus, antes preenchidos pela tensão de combates divinos, agora estavam calmos
como um lago. As cinzas da última batalha ainda pairavam no ar quando Heimdall, com
sua voz poderosa e ecoante, ergueu seu braço e anunciou:
— "Nem mesmo os mais poderosos entre os deuses podem mais virar o placar. Com isso,
declaro o fim do Ragnarok… e a vitória da humanidade!"
Na plataforma central, o Senhor Kaiô caminhava com um sorriso leve, seus óculos
refletindo o brilho de mil emoções. As Valquírias o rodeavam, reverentes.
— "Senhor Kaiô… sem sua ajuda, talvez não tivéssemos vencido." disse Brunhilda,
inclinando-se respeitosamente.
— "Bah… só fiz meu trabalho, moças. Escolhi alguns caras que não seguem regras... e
deixei o caos fazer o resto."
Ele virou-se de costas, preparando-se para o portal dimensional.
— "Nos vemos daqui uns mil anos se esses idiotas resolverem tentar exterminar os
humanos de novo. Até lá... vou tirar uma soneca."
O portal se abriu atrás dele, irradiando luz. Antes de partir, ele parou e olhou
sobre o ombro.
— "E não se esqueçam: mesmo o menor dos humanos pode desafiar os deuses… quando
carrega o peso certo nas costas."
Kaiô desapareceu.
• Freeza, agora em sua forma humana, ria com superioridade: "Hmph. Claro que
vencemos. Vocês têm sorte por eu estar do mesmo lado."
• Cell, em forma humana, ajustava as luvas com frieza: "Previsível. A perfeição não
falha."
• Majin Boo, na forma kid humana, saltava feliz com um pirulito gigante.
• Mestre Kame, sentado, abanando-se com calma, olhava os céus: "Heh… velhos ainda
podem ensinar lições."
A humanidade havia vencido. Não com deuses, mas com guerreiros que desafiaram seu
destino.
Fim do torneio.