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Tipos de Sistemas e Tectônica de Placas

Um subsistema é uma parte do universo composta por matéria e energia, com limites definidos. O sistema terrestre é dividido em quatro subsistemas: atmosfera, biosfera, hidrosfera e geosfera, cada um com características específicas. As rochas são classificadas em magmáticas, sedimentares e metamórficas, e a tectônica de placas explica a dinâmica da crosta terrestre através de limites divergentes, convergentes e conservativos.
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Tipos de Sistemas e Tectônica de Placas

Um subsistema é uma parte do universo composta por matéria e energia, com limites definidos. O sistema terrestre é dividido em quatro subsistemas: atmosfera, biosfera, hidrosfera e geosfera, cada um com características específicas. As rochas são classificadas em magmáticas, sedimentares e metamórficas, e a tectônica de placas explica a dinâmica da crosta terrestre através de limites divergentes, convergentes e conservativos.
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O que é um subsistema?

É qualquer parte do universo constituída por matéria e energia. Dividida por


limite ou fronteira (real ou imaginário).
Quais são os tipos de sistemas?
O sistema aberto permite troca de matéria e energia.
O sistema fechado permite troca de energia mas não permite troca de
matéria.
O sistema isolado não permite troca de matéria e não permite troca de
energia.
Sistema terrestre:
O sistema terrestre é dividido por 4 subsistemas: atmosfera, biosfera,
hidrosfera e geosfera.
A atmosfera é componente gasosa do planeta que dentro dela existem 5
camadas a troposfera (vento), a estratosfera (camada de ozono), a mesosfera e
a troposfera são camadas superiores da atmosfera, e a exosfera a camada mais
externa.
A biosfera é formada por todos os seres vivos e por toda a matéria orgânica
que não sofreu decomposição.
A hidrosfera é formada por toda a água, nos estados sólidos, líquidos e
gasosos (evoporação,precipitação,infiltração, transpiração, escorrência
subterrânea, escorrência supercial e evotranspiração).
A geosfera é o subsistema que vai desde a superfície até ao centro (litosfera,
atenosfera, mesosfera, núcleo externo e núcleo interno). A geosfera está em
constante mudança é o suporte de outros sistemas terrestres.
Tipos de rochas:
As rochas podem ser magmáticas, metamórficas e sedimentares.
As rochas magmáticas são mais abundantes na crusta. Formam-se a partir do
arrefecimento e cristalização do magma, que podem ser vulcânicas (extrusivas)
que se formam à superfície com arrefecimento rápido como o basalto, e
plutónicas (intrusivas) que se formam em profundidade com arrefecimento
lento como o granito.
As rochas sedimentares ocupam a maioria da área superficial, formam-se a
superfície ou à sua proximidade e têm duas etapas:
-> a sedimentogénese que ocorre a formação e a acumulação de sedimentos
consideram-se os processos de meteorização (alteração física e química), a
erosão (remoção de partículas), no transporte (deslocação dos detritos e
solutos por ação dos agentes de transporte), e na sedimentação (deposição dos
sedimentos por ação gravítica ou precipitação química).
-> na diagénese ocorre litificação dos sedimentos (compactação e cimentação).
As rochas detríticas-fragmentos de várias dimensões (areias, arenitos,
conglomerados e argilitos).
As rochas quimiogénicas- formadas pela precipitação de substâncias dissolvidas
na água (calcário e sal-gema).
As rochas biogénicas –formadas pela acumulação de seres vivos (calcário
conquífero, calcário recifal e carvão).
As rochas metamórficas resultam da alteração das rochas como o protólito
quando sujeitas a pressões e temperaturas elevadas.
No metamorfismo regional, as condições de temperaturas as forças da
natureza são determinadas como rochas com foliação (gnaisse, ardósia e xisto).
No metamorfismo de contacto o calor prevalece sobre a pressão na zona da
crusta onde está a acumulação de magma originam rochas não foliadas
(mármore e corneana).
Princípios do raciocínio lógico:
No catastrofismo as estruturas geológicas resultam de grandes catástrofes
No uniformitarismo os processos geológicos internos e externos são os
mesmos que atuaram ao longo da história da Terra. Tem 3 princípios base:
 as leis naturais são constantes ao tempo e ao espaço;
 as causas que provocaram determinados fenómenos no passado são
semelhantes às que provocaram os mesmos efeitos no presente-princípios do
atualismos:
 a maior parte das mudanças geológicas são lentas e graduais-gradualismo.
No neocatastrofismo tudo ocorre lentamente mas ocorrem catástrofes.
Deriva da tectónica:
Wegener queria defender que os continentes se mexeram pois antes
formavam o “pangeia” (os continentes estavam juntos), mas ele não sabia
exatamente o que fazia mexer os continentes.
Argumentos que defendiam a ideia de Wegener:
No argumento litológico Wegener analisou a semelhança entre as cadeias
montanhosas e entre as rochas existentes.
No argumento morfológico Wegener analisou que os continentes formavam
um “puzzle”.
No argumento paleontológico Wegener viu que havia várias presenças de
fósseis, animais da mesma espécie em continentes. Os fósseis de plantas
encontrados em sítios e climas diferentes.
No argumento paleoclimático Wegener viu que em algumas zonas havia
vestígios de glaciares. Wegener considerou por esses registos esses locais
tinham proximidade no Sul.
Expansão dos fundos oceânicos:
Ao longo dos anos descobriram que a teoria de Wegener era realmente
verdade.
A plataforma continental é submersa com um leve declive.
O talude continental é submerso com um declive médio de 10º desde a
plataforma até a planície abissal.
As planícies abissais são horizontais e profundas no fundo do oceano.
As fossas oceânicas são depressões profundas e alongadas nos fundos dos
oceânicos associadas à zona de subducção.
O rífte é a fratura ao longo da zona central de uma dorsal atlântica.
A dorsal atlântica é uma cadeia montanhosa submersa, que se prolonga por
dezenas de milhares de quilómetros.
Argumentos que apoiam a tectónica de placas:
1-Oceanografia- a tecnologia permitiu descobrir o conhecimento da morfologia
dos oceanos;
2-Morfologia do fundo oceânico- um lado do rífte é espelhado do outro;
3-Espessura dos sedimentos no fundo oceânico-quanto maior for a
proximidade do rífte, menor é a espessura dos sedimentos que recobrem a
crosta oceânica;
4-Atividade sísmica- a maioria dos epicentros localiza-se nos limites das placas
tectónicas pois são zonas geologicamente ativas;
5-Atividade vulcânica- a maioria dos vulcões localiza-se nos limites das placas
tectónicas pois são zonas geologicamente ativas;
6-Idade da crusta oceânica- quanto maior for a proximidade do rífte, menor a
idade da crusta oceânica.
Teoria da tectónica de placas:
Limites divergentes ou construtivos:
Ocorre emissão de magma, através do rífte, que, ao consolidar, forma placa
oceânica para ambos os lados. No rífte encontra-se a separação das placas.
Limites convergentes ou destrutivos:
Limite entre placas oceânicas
A placa mais antiga, que é mais fria e mais densa, sofre subducção, formando-
se uma fossa oceânica.
Na placa que não sofre subducção ocorre vulcanismo, formando-se um arco
insular.
Ocorrem sismos nas duas placas.
Exemplos: Japão, arco das Aleutas, Caraíbas e Indonésia.
Limite entre placa oceânica e placa continental
Desta convergência resulta a subducção da placa oceânica, mais densa, ao
longo da fossa oceânica.
Formação de uma cadeia montanhosa (orogenia) com intensa atividade
vulcânica, na placa continental (arco magmático com rochas plutónicas e
vulcânicas).
Ocorrem sismos em ambas as placas.
Exemplo: Andes.
Subducção-placa oceânica mergulha sob uma placa continental.
Limite entre placas continentais
A colisão de duas placas continentais resulta no espessamento crustal e na
formação de uma cadeia de montanhas (orogenia).
Ocorrem sismos em ambas as placas.
Exemplo: Himalaias e Alpes.
Obducção-choque de placas (sobem).
Limites conservativos:
As placas movimentam-se lateralmente uma em relação à outra, não
ocorrendo construção nem destruição de placas.
Consequências da tectónica de placas:
Formação de cadeia montanhosas -o choque entre duas placas está na origem
da formação de montanhas. Exemplo: Himalaias.
Deformação dos materiais – as forças que atuam sobre as massas rochosas
podem causar-lhes deformações, tais como dobras e falhas.
Distribuição dos seres vivos – ao moverem-se e ao moldarem o relevo, as placas
podem aproximar ou afastar as populações de seres vivos, contribuindo para o
mecanismo da evolução de espécies.
Datação das rochas:
Os fósseis são restos de seres vivos ou de evidências das suas atividades
biológicas preservados em diversos materiais.

As condições para uma boa fossilização: deposição de um sedimento fino e


impermeável sobre o organismo, logo após a sua morte; existência de baixa
humidade; existência de baixa temperatura; existência de partes duras.
As informações que os fósseis nos fornecem: desenvolvimento da vida e o seu
processo de evolução; distribuição dos continentes e oceanos ao longo dos
tempos; condições paleoclimáticas da região onde são encontrados; modo de
formação das rochas que os contêm.
Processos de fossilização:
 mineralização – não sobra nada do ser vivo (substituído por minerais);
 moldagem – uma cópia da estrutura do organismo;
 marcas ou icnofósseis – vestígios da atividade
mumificação ou conservação – inclui as partes moles, ocorre maioritariamente
no gelo.
Bom fóssil de idade: viveram durante curtos períodos de tempo; tiveram ampla
distribuição geográfica; existiram em grande número.
Datação relativa:
Princípio da horizontalidade inicial – os estratos geralmente formam-se, por
deposição dos sedimentos na posição horizontal ou próximo desta.
Princípio da sobreposição – numa sequência de estratos que mantêm a sua
posição original, um estrato é mais antigo do que aqueles que estão por cima e
mais recente do que aqueles que estão por baixo.
Princípio da identidade paleontológica – os fósseis de idade (que viveram em
um intervalo de tempo relativamente curto) permitem datar com maior
precisão os estratos que os contêm. Com o qual é possível atribuir a mesma
idade relativa a estratos que apresentem os mesmos fósseis.
Princípios da inclusão (xenólitos) – um fragmento de uma rocha incluída noutra
é mais antiga do que a rocha que o contêm. O fragmento de granito (cor clara)
incluído na rocha basáltica (cor escura) indica a sua idade mais antiga.
Princípio da interseção – uma estrutura geológica (falha, intrusão ígnea) que
corta outra é mais recente do que esta.

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