UNIVERSIDADE INDEPENDENTE DE ANGOLA
FACULDADE DE CIÊNCIAS, ENGENHARIAS E TECNOLOGIAS
CURSO: ARQUITECTURA E URBANISMO
Projecto V
CONFORTO AMBIENTAL NA ARQUITECTURA
Fase I – Contextualização Histórica da Área de Intervenção
Docente
Luanda, 2025.
ARILTON ISMAEL PEDRO PAULO
N: 200651
Pré-projecto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
na Faculdade de Ciências de Engenharia e Tecnologia,
da Universidade Independente de Angola,
como requisito básico para
a conclusão do curso de Arquitectura e Urbanismo.
Luanda, 2025.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................4
1.1 JUSTIFICATIVA...........................................................................................................................4
1.2 OBJECTIVO GERAL ....................................................................................................................4
[Link] ESPECÍFICO ...........................................................................................................4
1.4 METODOLOGIA..............................................................................................................................4
1.5 PROBLEMÁTICA ............................................................................................................................4
HIPÓTESE ..........................................................................................................................................4
2.1. ANGOLA .........................................................................................................................................5
2.2. HISTÓRIA DA ANGOLA ..............................................................................................................5
2.3. PRIMEIROS HABITANTES............................................................................................................5
2.4. COLONIZAÇÃO EUROPEIA .........................................................................................................6
2.5. PROCESSO DE DESCOLONIZAÇÃO ...........................................................................................6
2.6. INDEPENDÊNCIA , GUERRA CIVIL e REPÚBLICA. ..................................................................7
2.7. GEOGRAFIA ...................................................................................................................................8
[Link]ÍPIO DE BELAS .....................................................................................................................8
3.1. GEOGRAFIA ...................................................................................................................................8
3.2. INFRAESTRUTURA .......................................................................................................................9
3.2.1 EDUCAÇÃO ..................................................................................................................................9
3.3 CULTURA E LAZER .......................................................................................................................9
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA .........................................................................................................9
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INTRODUÇÃO HIPÓTESE
O presente trabalho trata-se do Metaprojecto direccionado ao curso de Arquitectura e urbanismo do
5º ano pela Universidade Independente de Angola, que tem como tema Edifício de Escritórios. O mesmo Infraestrutura Deficiente: Estradas em mau estado, falta de transporte público
está elaborado de maneiras a simplificar a constituição do metaprojecto, desde os enquadramentos eficiente e escassez de serviços básicos como água e eletricidade.
histórico, legislativo, característico da zona de intervenção até o estudo preliminares da proposta. Desemprego e Economia: Alta taxa de desemprego, dependência de setores
econômicos limitados e falta de oportunidades de negócios para jovens.
Este trabalho foi atribuído no intuito de avaliar as capacidades de investigativa, analítica e projectais,
Educação: Baixa qualidade na educação, falta de escolas bem equipadas e alta evasão
posteriormente obter aquisição do título de Licenciatura em Arquitectura e urbanismo. A realização deste
trabalho e de extrema relevância porque apresentará informações que servirá de base para execução do escolar, impactando o futuro das crianças e jovens.
projecto a ser realizado Saúde Pública: Insuficiência de serviços de saúde, falta de médicos e medicamentos,
além de dificuldade de acesso a hospitais.
JUSTIFICATIVA Segurança: Aumento da criminalidade, falta de policiamento e programas de
prevenção ao crime.
Este trabalho tem contribuído positivamente para o desenvolvimento do projecto do
Meio Ambiente: Problemas com a gestão de resíduos sólidos, poluição e degradação
final do curso de Arquitectura e Urbanismo, trazendo novas formas de projetar,
ambiental, afetando a qualidade de vida.
organizar e representar espaços. Vários Arquitectura e urbanistas buscaram soluções
Participação Cidadã: Baixa participação da população nas decisões políticas e falta
para aperfeiçoar essa integração. Nosso conhecimento sobre o tema é crucial, pois,
de transparência na gestão pública
como futuros arquitetos urbanistas, lidaremos constantemente com essas
problemáticas.
OBJECTIVO GERAL
O objectivo é conhecer a zona de intervenção a partir da investigação histórica Macro
e Micro sobre a área.
OBJECTIVO ESPECÍFICO
Recolher informações sobre o historial macro e micro da zona de intervenção;
1.4 METODOLOGIA
. Para consolidação do mesmo, foram utilizados diversos tipos de fontes (orais e escritas) e
instrumentos de pesquisa para o agrupamento e recolha de dados (observações, Entrevistas, questionários,
e análise de matérias), baseiando-se na revisão da literatura sobre o tema . Esta abordagem requer vasto
uso de material bibliográfico e visita ao espaço de objecto de estudo. A análise de textos, como livros,
teses, dissertações e artigos sobre o tema em questão.
1.5 PROBLEMÁTICA
A área de intervenção no município de Belas enfrenta desafios, apesar de seu grande potencial para
o desenvolvimento habitacional, econômico e comercial devido à localização estratégica, a região
permanece subutilizada. A ausência de um planeamento paisagístico adequado, que considere a gestão das
águas e o potencial de desenvolvimento, impede que a área se torne um ambiente equilibrado, sustentável
e funcional.
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2. Contextualização Histórica Da Área De Intervenção Os portugueses estiveram presentes desde o século XV em alguns pontos do que é hoje o território
de Angola, interagindo de diversas maneiras com os povos nativos, principalmente com os habitantes do
2.1. ANGOLA litoral. A delimitação do território apenas aconteceu no início do século XX. O primeiro europeu a
chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. Angola foi uma colónia portuguesa que apenas
Segundo o Artigo 1.º, Angola é uma República soberana e independente, baseada na dignidade da
abrangeu o actual território do país no século XIX e a "ocupação efectiva", como determinado pela
pessoa humana e na vontade do povo angolano, que tem como objectivo fundamental a construção de uma
Conferência de Berlim em 1884, aconteceu apenas na década de 1920.
sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso social. Para o Artigo 19.º, na
alinha 1. A língua oficial da República de Angola é o português. E para o Artigo 20.º, a capital da República A independência do domínio português foi alcançada em 1975, depois de uma guerra de
de Angola é Luanda. independência. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência do país, ainda em 1975. Após a
independência, Angola foi palco de uma longa e devastadora guerra civil, de 1975 a 2002, sobretudo entre
Para o INE (2013) p.17, Angola situa-se na parte Ocidental da África Austral, a sul do equador, a o MPLA e a UNITA. Apesar do conflito interno, áreas como a Baixa de Cassanje mantiveram activos seus
maior parte do território está compreendida entre os paralelos 4º 22ʼʼ latitude e os meridianos 11º 41ʼʼ e sistemas monárquicos regionais. No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a Frente para a
24º 05ʼʼ longitudes este de Greenwich. Tem uma superfície terrestre de 1.246.700 km², com uma costa Libertação do Enclave de Cabinda, organização de guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda
marítima de 1.650 km2 . A fronteira terrestre ocupa uma área de 4.837 km2 de comprimento. No sentido se encontra activa. É da região de Cabinda que sai aproximadamente 65% do petróleo de Angola.
Norte-Sul o território tem um comprimento aproximado de 1.277 km2 e no sentido Oeste-Este de 1.236
km2. O país tem vastos recursos naturais, como grandes reservas de minerais e de petróleo e, desde 1990,
sua economia tem apresentado taxas de crescimento que estão entre as maiores do mundo, especialmente
Angola, oficialmente República de Angola, é um país da costa ocidental de África, cujo território depois do fim da guerra civil. No entanto, os padrões de vida angolanos continuam baixos e cerca de 70%
principal é limitado a norte e a Nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul da população vive com menos de dois dólares por dia, enquanto as taxas de expectativa de vida e
pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Inclui também o exclave de Cabinda, através do qual faz mortalidade infantil no país continuam entre as piores do mundo, além da presença proeminente da
fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais desigualdade económica, visto que a maioria da riqueza do país está concentrada numa parte
próximo da colónia britânica de Santa Helena. desproporcionalmente pequena da população. Angola também é considerada um dos países menos
desenvolvidos do planeta conforme a Organização das Nações Unidas (ONU) e um dos mais corruptos do
mundo pela Transparência Internacional.
2.3. PRIMEIROS HABITANTES
Os habitantes originais de Angola foram caçadores-colectores coissã, dispersos e pouco numerosos.
A expansão dos povos bantos, chegando do norte a partir do segundo milénio, forçou os coissã (quando
não eram absorvidos) a recuar para o sul onde grupos residuais existem até hoje, em Angola, na Namíbia
e no Botsuana.
Os bantos eram agricultores e caçadores. A sua expansão, a partir da África Centro-Ocidental, se deu
em grupos menores, que se relocalizaram de acordo com as circunstâncias político-económicas e
ecológicas. Entre os séculos XIV e XVII, uma série de reinos foi estabelecida, sendo o principal o Reino
do Congo que abrangeu o Noroeste da Angola de hoje e uma faixa adjacente da hoje República
Democrática do Congo, da República do Congo e do Gabão; a sua capital situava-se em Mabanza Congo
e o seu apogeu se deu durante os séculos XIII e XIV.
2.2. HISTÓRIA DA ANGOLA
Desde os tempos remotos que o território angolano vem a ser habitado por diferentes etnias ainda na
Pré-História, o território já era habitado, como atestam vestígios encontrados na região, como as pinturas Outro reino importante foi o Reino do Dongo, constituído naquela altura a Sul/Sudeste do Reino do
rupestres de Tchitundo-Hulo que têm cerca de 2000 anos de existência. Anos mais tarde, na Proto-História, Congo. No Nordeste da Angola actual, mas com o seu centro no Sul da actual República Democrática do
viveram povos organizados, como os Khoisan grandes caçadores nómades. Congo, constituiu-se, sem contacto com os reinos atrás referidos, o Reino de Lunda.
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Em 1482 chegou na foz do rio Congo uma frota portuguesa, comandada pelo navegador Diogo Cão significativa de controle e de gestão. Esta garantiu o funcionamento de uma economia assente em dois
que de imediato estabeleceu relações com o Reino do Congo. Este foi o primeiro contacto de europeus pilares: o de uma imigração portuguesa que, em poucas décadas, fez subir a população europeia para mais
com habitantes do território hoje abrangido por Angola, contacto este que viria a ser determinante para o de 100 000, com uma forte componente empresarial, e o de uma população africana sem direito à cidadania,
futuro deste território e das suas populações. na sua maioria — ou seja, com a excepção dos povos (agro-)pastores do Sul — remetida para uma pequena
agricultura orientada para os produtos exigidos pelo colonizador (café, milho, sisal), pagando impostos e
taxas de vária ordem, e muitas vezes obrigada, por circunstâncias económicas e/ou pressão administrativa,
a aceitar trabalhos assalariados geralmente mal pagos.
2.4. COLONIZAÇÃO EUROPEIA
A partir do fim do século XV, Portugal seguiu na região uma dupla estratégia. Por um lado, marcou Entre 1939 e 1943, o exército português realizou operações contra os nómadas Mucubal, acusados de
continuamente presença no Reino do Congo, por intermédio de (sempre poucos, mas influentes) padres rebelião, que levaram à morte de metade de sua população. Os sobreviventes foram encarcerados em
cultos (portugueses e italianos) que promoveram uma lenta cristianização e introduziram elementos da campos de trabalho forçado, onde a grande maioria deles pereceu devido à brutalidade do sistema de
cultura europeia. Por outro, estabeleceu em 1575 uma feitoria em Luanda, num ponto de fácil acesso ao trabalho, subnutrição e execuções.
mar e à proximidade dos reinos do Congo e de Dongo. Gradualmente tomaram o controle, através de uma Nos anos 1950 começou a articular-se uma resistência multifacetada contra a dominação colonial,
série de tratados e guerras, de uma faixa que se estendeu de Luanda em direcção ao Reino do Dongo. Este impulsionada pela descolonização que se havia iniciado no continente africano, depois do fim da Segunda
território, de uma dimensão ainda bastante limitada, passou mais tarde a ser designado como Angola. Por Guerra Mundial, em 1945. Esta resistência, que visava a transformação da colónia de Angola em país
intermédio dos Reinos do Congo, do Dongo e da Matamba, Luanda desenvolveu um tráfico de escravos independente, desembocou a partir de 1961 num combate armado contra Portugal que teve três principais
com destino a Portugal, ao Brasil e à América Central que passou a constituir a sua base económica. Esse protagonistas:
processo tem que ser visto contra o pano de fundo de um sistemático tráfego de escravos a partir de Luanda.
o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), cuja principal base social eram os
Os holandeses ocuparam Angola entre 1641 e 1648, procurando estabelecer alianças com os estados ambundos e a população mestiça, bem como partes da inteligência branca, e que tinha laços com
africanos da região. Em 1648, Portugal retomou Luanda e iniciou um processo de conquista militar dos partidos comunistas em Portugal e países pertencentes ao então Pacto de Varsóvia;
estados do Congo e Dongo que terminou com a vitória dos portugueses em 1671, redundando num controle a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), com fortes raízes sociais entre os congos e
sobre aqueles reinos. No entanto, Portugal tinha começado a estender a sua presença no litoral em direcção vínculos com o governo dos Estados Unidos e ao regime de Mobutu Sese Seko no Zaire, entre
ao Sul. Em 1657 estabeleceu uma povoação perto da actual cidade de Porto Amboim, transferida em 1617 outros;
para a actual Benguela que se tornou numa segunda feitoria, independente da de Luanda. Benguela assumiu a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), socialmente enraizada entre os
aos poucos o controle sobre um pequeno território a norte e leste, e iniciou por sua vez um tráfego de ovimbundos e beneficiária de algum apoio por parte da China.
escravos, com a ajuda de intermediários africanos radicados no Planalto Central da Angola de hoje.
Perante a ameaça das outras potências coloniais, de se apropriarem de partes do território reclamada por
Portugal, este país iniciou finalmente, na sequência da Conferência de Berlim, um esforço que visava a O conflito armado levou à saída — com destino a Portugal, mas também à África do Sul e ao Brasil
ocupação de todo o território da Angola actual. Dados os seus recursos limitados, os progressos neste da maior parte dos cerca de 350 000 portugueses que na altura estavam radicados em Angola. Em
sentido foram, no entanto, lentos: ainda em 1906, apenas 5% a 6% dos territórios podiam, com alguma consequência da política colonial, estes constituíam a maior parte dos quadros do território, o que levou a
razão, ser considerados "efectivamente ocupados". Só depois do advento da República em Portugal, em que a administração pública, a indústria, a agricultura e o comércio caíssem em colapso. Por outro lado,
1910, a expansão do Estado colonial avançou de forma mais consequente. Em meados dos anos 1920 os ovimbundos que tinham sido recrutados pela administração colonial para trabalhar nas plantações de
estava alcançado um domínio integral do território, muito embora houvesse ainda em 1941 um breve surto café e tabaco e nas minas de diamantes do Norte, também decidiram voltar às suas terras de origem no
de "resistência primária", da parte da etnia vacuval. Embora lento, este esforço de ocupação não deixou, planalto central. A outrora próspera economia angolana caiu assim em decadência.
porém, de provocar novas dinâmicas sociais, económicas e políticas.
2.5. PROCESSO DE DESCOLONIZAÇÃO
Alcançada a desejada "ocupação efectiva", Portugal — melhor dito: o regime ditatorial, entretanto
instaurado naquele país por António de Oliveira Salazar — concentrou-se em Angola na consolidação do
Estado colonial. Esta meta foi atingida com alguma eficácia. Num lapso de tempo relativamente curto foi
edificada uma máquina administrativa dotada de uma capacidade não sem falhas, mas sem dúvida
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No dia 11 de novembro de 1975 foi proclamada a independência de Angola, pelo MPLA em Luanda, e consequência da política colonial, estes constituíam a maior parte dos quadros do território, o que levou a
pela FNLA e UNITA, em conjunto no Huambo. As forças armadas Portuguesas que ainda permaneciam que a administração pública, a indústria, a agricultura e o comércio caíssem em colapso. Por outro lado,
no território regressaram a Portugal. os ovimbundos que tinham sido recrutados pela administração colonial para trabalhar nas plantações de
café e tabaco e nas minas de diamantes do Norte, também decidiram voltar às suas terras de origem no
planalto central. A outrora próspera economia angolana caiu assim em decadência.
No dia 11 de novembro de 1975 foi proclamada a independência de Angola, pelo MPLA em Luanda,
e pela FNLA e UNITA, em conjunto no Huambo. As forças armadas Portuguesas que ainda permaneciam
no território regressaram a Portugal.
2.6. INDEPENDÊNCIA , GUERRA CIVIL e REPÚBLICA.
Membros do FNLA durante treinamentos em 1973. Com a independência de Angola começaram dois processos que se condicionaram mutuamente. Por
Fonte : Google, 1973
um lado, o MPLA — que em 1977 adoptou o marxismo-leninismo como doutrina — estabeleceu um
regime político e económico inspirado pelo modelo então em vigor nos países do "bloco socialista",
portanto monopartidário e baseado numa economia estatal, de planificação central. Enquanto a
A finalidade desta reorientação foi a de ganhar "mentes e corações" das populações angolanas para componente política deste regime chegou a funcionar dentro dos moldes postulados, embora com um rigor
o modelo de uma Angola multi-racial que continuasse a fazer parte de Portugal, ou ficar estreitamente algo menor do que em certos países "socialistas" da Europa. A componente económica foi fortemente
ligado à "Metrópole". Essa opção foi, no entanto, rejeitada pelos três movimentos de libertação que prejudicada pela luta armada e, no fundo, só se sustentou graças ao petróleo cuja exploração o regime
continuaram a sua luta. Nesta começaram, porém, a registar-se mais retrocessos do que progressos, e nos confiou a companhias petrolíferas americanas.
primeiros anos 1970 as hipóteses de conseguir a independência pelas armas tornaram-se muito [Link] Por outro lado, iniciou-se logo depois da declaração da independência a Guerra Civil Angolana entre
maior parte do território a vida continuou com a normalidade colonial. É certo que houve uma série de os três movimentos, uma vez que a FNLA e, sobretudo, a UNITA não se conformaram nem com a sua
medidas de segurança, das quais algumas — como controles de circulação, ou o estabelecimento de derrota militar, nem com a sua exclusão do sistema político. Esta guerra durou até 2002 e terminou com a
"aldeias concentradas" em zonas como o Planalto Central, no Cuanza Norte e no Cuanza Sul. afectaram a morte, em combate, do líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi. Assumindo raramente o carácter de uma
população em grau maior ou menor. A situação alterou-se completamente quando em abril de 1974 guerra "regular", ela consistiu no essencial numa guerra de guerrilha que nos anos 1990 envolveu
aconteceu em Portugal a Revolução dos Cravos, um golpe militar que pôs fim à ditadura em Portugal. Os praticamente o país inteiro. Ela custou milhares de mortos e feridos e destruições de vulto em aldeias,
novos detentores do poder proclamaram de imediato a sua intenção de permitir sem demora o acesso das cidades e infraestruturas (estradas, caminhos de ferro, pontes). Uma parte considerável da população rural,
colónias portuguesas à independência. especialmente a do Planalto Central e de algumas regiões do Leste, fugiu para as cidades ou para outras
A perspectiva da independência provocada pela Revolução dos Cravos em Portugal, em abril de 1974, regiões, inclusive países vizinhos.
e a cessação imediata dos combates por parte das forças militares portuguesas em Angola, levou a uma No fim dos anos 1990, o MPLA decidiu abandonar a doutrina marxista-leninista e mudar o regime para
acirrada luta armada pelo poder entre os três movimentos e os seus aliados. um sistema de democracia multipartidária e uma economia de mercado. UNITA e FNLA aceitaram
A FNLA entrou em Angola com um exército regular, treinado e equipado pelas Forças Armadas participar no regime novo e concorreram às primeiras eleições realizadas em Angola, em 1992, das quais
Zairenses, com o apoio dos EUA; o MPLA conseguiu mobilizar rapidamente a intervenção de milhares de o MPLA saiu como vencedor. Não aceitando os resultados destas eleições, a UNITA retomou de imediato
soldados cubanos, com o apoio logístico da União Soviética; e a UNITA obteve o apoio das forças armadas a guerra, mas participou ao mesmo tempo no sistema político.
do regime de apartheid então vigente na África do Sul. Esforços do novo regime português para que se Logo a seguir a morte do seu líder histórico, a UNITA abandonou as armas e seu braço armado — as
constituísse um governo de unidade nacional não tiveram êxito. Entretanto, a luta da liderança do MPLA Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA) — foi desmobilizado ou integrado nas Forças Armadas
pelo poder, antes e depois da declaração da independência, causou inúmeras vítimas. Angolanas. Tal como a FNLA, passou a concentrar-se na participação, como partido, no parlamento e
O conflito armado levou à saída com destino a Portugal, mas também à África do Sul e ao Brasil — outras instâncias políticas. Na situação de paz, depois de quatro décadas de conflito armado, começou a
da maior parte dos cerca de 350 000 portugueses que na altura estavam radicados em Angola. Em reconstrução do país e, graças a um notável crescimento da economia, um desenvolvimento globalmente
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bastante acentuado, mas por enquanto com fortes disparidades regionais e desigualdades sociais. A paz Em 15 de setembro de 1962, por intermédio da portaria n.º 12.388, ocorre a criação do posto administrativo
está também a favorecer a consolidação de uma identidade social abrangente, "nacional", que começou a de Belas, vinculado a circunscrição de Viana. O posto administrativo da Barra do Cuanza já existia.
formar-se paulatinamente a partir dos anos 1950.
A mudança de panorama em relação a região de Belas ocorreu com a chamada expansão da "Luanda Sul",
Politicamente, continua a ter um forte predomínio do MPLA, que obteve claras maiorias parlamentares um ambicioso projeto habitacional, iniciado em 2001, numa área de cerca de 800 hectares, a cerca de 15
nas eleições realizadas em 1992, 2008 e 2012, garantindo a permanência nas funções de Presidente do quilómetros a sul do centro de Luanda. Inicialmente o enorme conjunto habitacional foi denominado "Nova
Estado, entre 1979 e 2017, de José Eduardo dos Santos. Enquanto a FNLA desapareceu praticamente da Vida". De uma área periférica, Belas passou a ser a morada da alta burguesia angolana.
cena, a UNITA consolidou, nas eleições de 2012, a sua posição como principal partido de oposição. A
nível económico, Angola registou por um lado um forte crescimento, enfrentando, por outro lado,
dificuldades que a obrigaram a solicitar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), não conseguindo
travar o surgimento de desigualdades económicas e sociais muito acentuadas.
2.7. GEOGRAFIA
Angola situa-se na costa atlântica Sul da África Ocidental, entre a Namíbia e a República do Congo.
Também faz fronteira com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, a oriente. O país está dividido
entre uma faixa costeira árida, que se estende desde a Namíbia, chegando praticamente até Luanda, um
planalto interior húmido, uma savana seca no interior sul e sudeste, e floresta tropical no norte e em
Fig. 3 Localização de Belas no mapa de Angola
Cabinda. O rio Zambeze e vários afluentes do rio Congo têm as suas nascentes em Angola. A faixa costeira
é temperada pela corrente fria de Benguela, originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Fonte:
Baixa Califórnia. Existe uma estação das chuvas curta, que vai de fevereiro a abril. Os Verões são quentes
e secos, os Invernos são temperados.
Como reflexo de uma forte crescimento econômico e populacional, o município de Belas foi criado em
As terras altas do interior têm um clima suave com uma estação das chuvas de Novembro a Abril, seguida 31 de março de 2011 a partir de terras dos municípios de Luanda e Viana.
por uma estação seca, mais fria, de Maio a Outubro. As altitudes variam bastante, encontrando-se as zonas
mais interiores entre os 1.000 e os 2.000 m. As regiões do norte e Cabinda têm chuvas ao longo de quase
todo o ano. A maioria dos rios de Angola nasce no planalto do Bié, os principais são: o Cuanza, o Cuango, Desde a aprovação do "Plano Diretor Geral Metropolitano de Luanda", em 2015, Belas deixou de ser um
o Cuando, o Cubango e o Cunene. município com multicentralidades ancoradas nas suas duas comunas, para uma só cidade, composta de
duas comunas-distritos e três distritos. A Quilamba deixou de ser uma comuna para tornar-se um bairro-
[Link]ÍPIO DE BELAS distrito, a real centralidade da cidade de Belas. O mesmo plano inseriu a cidade de Belas como uma das
Belas é uma cidade e município da província de Luanda, em Angola. componentes da "Região Metropolitana de Luanda". Além disso em 2016, dentro do mesmo plano para a
"Região Metropolitana de Luanda", foi criado, a partir da subdivisão do território de Belas, o novo
Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com município de Talatona (antiga zona Luanda Sul).
uma população de 1 230 101 habitantes, sendo o quarto município mais populoso da nação, ficando atrás
somente de Luanda, Viana e Cacuaco.
3.1. GEOGRAFIA
O município é constituído pelas comunas-sede (homônima) e pela comuna-distrito de Barra do Cuanza. Belas é limitado a norte pelo município de Talatona, a leste pelo de Viana, a sul pelo de Quissama e a
Subdivide-se, além disso, nos distritos urbanos de Quilamba, Benfica e Mussulo e Ramiro. oeste pelo oceano Atlâ[Link] a sua situação geográfica, Belas tem um clima tropical seco, com
A povoação da área territorial de Belas iniciou-se oficialmente em 29 de outubro de 1562, quando o padre verões secos, invernos temperados e níveis de precipitação variável.
António Mendes organiza uma missão de catequese junto a um povoado do reino do Dongo que estava
estabelecido na foz do rio Cuanza, iniciando a povoação do actual distrito urbano da Barra do Cuanza. A
pequena localidade permaneceu por muito tempo como ponto de paragem e vila de pescadores.
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Todo o cordão-litoral e península do Mussulo, bem como da própria baía do Mussulo e duas ilhas REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
internas — ilha da Cazanga (ou ilha dos Padres) e a ilha da Quissanga — são administrados por este Belas (Angola) – Wikipédia, a enciclopédia livre
município. Outra formação geográfica marcante dentro do território municipal é o Miradouro da Lua,
Angola – Wikipédia, a enciclopédia livre
que são grandes falésias.
Fig. 4 Macro e micro localização de Belas
Fonte: Google maps, 2023
3.2. INFRAESTRUTURA
3.2.1 EDUCAÇÃO
O município de Belas possui alguns campus e polos de ensino superior, sendo que o mais importante é o
da Universidade de Belas, localizado na região entre os bairros Mundial e das Tendas. Já como
instituição pública há o Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda, a Faculdade de Artes da
Universidade de Luanda e um polo de ensino de educação física, desportos e comunicações da
Universidade Agostinho Neto, todos no Kilamba.
3.3 CULTURA E LAZER
O Pavilhão Multiúsos de Luanda, localizado no bairro da Quilamba, está neste município
Fig. 4 Pavilhão Multiuso do Kilamba
Fonte : Google, 2023.
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