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Funções e Tipos de Moeda na Economia

ço pipe lih. kool

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1.

O que é a moeda e quais as suas funções, espécies de


moeda, os modos de criação (e destruição) da moeda e a
sua importância para a condução e prossecução dos
objetivos da política monetária
O que é a moeda e quais as suas funções
Desde há muito que se recorre às funções da moeda para a caracterizar.

Funções da moeda:
- instrumento geral de trocas: para adquirir e trocar por um produto
- medida comum de valores: utilizada par avaliar economicamente bens
- constituição de reservas liquidas de valores: há a possibilidade de a
moeda manter o seu valor, logo não há necessidade de a gastar logo

A função da constituição de reservas liquidas é discutível, pelo facto de


o valor poder flutuar, como é o caso das cripto moedas.

Um bem só poderá ser considerado moeda se respeitar estas funções e se a


lei aplicável no país o determinar como tal, podendo circular nesse território
como esse estatuto.

Espécies de moeda
Evolução histórica das espécies de moeda
As espécies de moeda durante a história são:
- moeda-mercadoria: objeto com valor
- moeda representativa: notas de banco que podiam ser convertidas em
ouro e prata
- moeda fiduciária: atual

Espécies de moeda com curso legal


Moeda fiduciária- moeda declarada como tendo curso legal e emitida por um
banco central

Esta não é baseada em nenhum tipo de metal, não possuindo um valor


intrínseco, mas utilizado nas trocas, porque os cidadãos confiam que o
banco central manterá o valor da moeda estável ao longo do tempo.

Tipos de moedas:
- moeda metálica: utilizadas para realizar trocos e efetuar pagamentos de
pequeno valor
- notas de banco: emitidas por autoridade legalmente habilitada para o
efeito (banco central), utilizada nas transações correntes
- saldos das contas bancárias à ordem: movimentados através de cheques,
das ordens de transferências

À moeda fiduciária, acresce a moeda escritural, eletrónica e, com alguma


discussão, a cripto moeda.

Modos de criação (e destruição) da moeda


Para compreender como é criada moeda, importa distinguir entre dois tipos
de moeda:
- moeda do banco central: garantida por uma instituição pública, como o
BCE; na área do euro, os bancos centrais nacionais podem criar este tipo de
moeda; é mais visível para os cidadãos sob a forma de notas de banco
- moeda dos bancos comerciais: constitui a maior parte da moeda que as
pessoas efetivamente utilizam; assenta nos ativos detidos pelos bancos
comerciais; portanto, criada quando as instituições de crédito aumentam os
seus balanços

Importância da moeda para a condução e prossecução dos


objetivos da política monetária
Política monetária e os seus objetivos
A política monetária consiste nas decisões que o BCE toma para influenciar o
custo e a quantidade de moeda existente na economia.

Os seus objetivos são:


- manter a estabilidade de preços: garantir que os preços sobem pouco e
sem grandes flutuações, ou seja, garantir que a inflação é baixa e estável
- elevado nível de emprego: quando os preços permanecem estáveis, as
empresas e as pessoas podem planear e investir melhor, criando, assim,
uma economia mais próspera; desta forma, as empresas passam a contratar
mais pessoas para satisfazer a maior necessidade de bens e serviços
- crescimento económico sustentável

A moeda é um aspeto absolutamente central para a Política Monetária, já


que esta depende largamente da credibilidade da moeda e,
consequentemente, o grau de confiança que as pessoas têm quando
decidem utilizá-la, em função da segurança que oferece.
Uma moeda sujeita a constantes desvalorizações não tende a ser mantida
durante muito tempo pelos sujeitos económicos, sob pena de passar a valer
muito menos do que no momento em que a mesma foi recebida. Por outro
lado, sabe-se que se a moeda em circulação se valorizar significativamente,
os bens nele produzidos e destinados à exportação tornar-se-ão
comparativamente mais caros e, por isso, menos competitivos.

2. Quais os instrumentos da Política Monetária


Instrumentos da política monetária
O BCE dispõe de um conjunto de instrumentos para manter os preços
estáveis, sendo estes:
- fixação do nível das taxas de juros oficiais: isto faz aumentar (baixa as
taxas de juro) ou diminuir a inflação (aumenta as taxas de juro), conforme
entenda que se deva incentivar o consumo ou não
- comprar ativos financeiros: permitem apoiar as condições de
financiamento de todos os intervenientes na economia
- conceder empréstimos aos bancos em condições favoráveis: apoia a
concessão de crédito bancários às famílias e às empresas
- dar indicações quanto às suas intenções de política para o futuro:
ajudam as pessoas a compreender como é que o custo de pedir emprestados
deverá evoluir no futuro

O BCE pode criar novos instrumentos, se for necessário, para responder a


novos desafios.

3. O que é uma união monetária? Requisitos.


Exemplos de uniões monetárias perfeitas e
imperfeitas. Saber identificar os custos e
benefícios de participação numa união monetária,
em particular na UEM europeia. Ter em conta os
"choques assimétricos" e a "teoria das áreas
monetárias ótimas"
O que é uma união monetária
União monetária- acordo celebrado entre dois ou mais Estados soberanos
com vista à aplicação de um regime jurídico comum em matéria monetária
Esta cooperação pode ser feita através:
- estabilização e harmonia dos seus sistemas cambiais, com referência
a uma moeda para manter o valor das suas moedas semelhante
- adoção de uma moeda única

Requisitos de uma união monetária:


- tem de ser formalizada por um acordo solene celebrado entre dois ou mais
Estados que dela farão parte integrante

- implica uma limitação efetiva da soberania monetária e cambial dos


Estados participantes

- sujeição a um conjunto de obrigações destinadas a garantir a liberdade de


circulação dos pagamentos e dos capitais em todo o território da União

- as decisões que estiverem na sua origem têm de revestir a forma


constitucional e legalmente apropriada

As decisões não podem ser meramente tácitas ou informais, sob pena


de não se traduzirem numa estabilidade no ato unificação monetária.

- no caso de se decidir pela não substituição das antigas moedas por uma
nova moeda única, a união monetária implica a fixação definitiva das taxas
de cambio das moedas integradas no momento da criação da união entre
todas as moedas participantes

Não é possível falar numa união monetária pontual ou transitória.

Estas moedas ainda em circulação perdem a qualidade de moedas,


passando a corresponder a uma quota-parte da “nova” moeda,
virtualmente criada.

- todas as regras aplicáveis à moeda e à sua utilização, bem como as


decisões de politica monetária, destinadas a garantir a confiança, a
previsibilidade e a segurança do valor da unidade monetária por parte dos
utilizadores sejam iguais em todo o território dos países que façam parte
dessa união
- no domínio relativo à banca comercial, tem de ser disciplinado
similarmente em todo o território da união monetária

Isto evita que não haja controlo efetivo deste instrumento por parte
das autoridades competentes.

- é necessário identificar qual/quais entidade/s dispõem de competência para


determinar a emissão de moeda e de que modo esses poderes serão
efetivamente exercidos em toda a união

- identificar os aspetos considerados essenciais de convergência económica


e social entre os Estados que integram a união monetária, de forma a
funcionar sustentavelmente no medio e longo prazo

Uniões monetárias perfeitas e imperfeitas


União monetária perfeita- área onde há uma moeda única, coordenação total
das políticas económicas e orçamentais, e uma unificação política profunda,
com um federalismo fiscal onde os países renunciam à soberania fiscal (ex.:
EUA)

União monetária imperfeita- carece de um governo fiscal centralizado e de


uma unificação política completa, o que a torna mais frágil (ex.: União
Europeia)

Custos e benefícios de participação numa união monetária


Os custos incidem sobre a capacidade e a margem de ação do Estado na
economia através de instrumentos de política monetária e cambial, que
passam a estar nas mãos da EU, podendo estes ser transitórios ou
permanentes, conforme se trata de custos que apenas sucedem quando se
entra da UEM, ou não.

Os custos são:
- perda da soberania em prol da UEM e dos BCE
- desaparecimento do instrumento da taxa de cambio que permitia usar a
desvalorização competitiva das moedas
- a convergência nominal da moeda não chega para assegurar a
convergência real entre os EM, levando a choques assimétricos

Os benefícios incidem sobre as melhorias no plano de eficiência económica


com redução de custos na produção e transação de bens e serviços.
Os benefícios são:
- estabilidade de preços
- fim da especulação cambial
- reforço do papel internacional da EU e do próprio euro
- eliminação dos custos de transação, já que não há necessidade de
converter moedas, logo não se tem de pagar comissões às instituições
bancárias

Choques assimétricos e teoria das áreas monetárias ótimas


Choques assimétricos- referem-se a crises ou perturbações económicas que
afetam os Estados-membros, ou as suas regiões, de forma diferente e
desigual

Estes surgem quando existem divergências entre os Estados em


aspetos económicos e sociais considerados essenciais.

Teoria das áreas monetárias ótimas- é um referencial para avaliar se a


adoção de uma moeda única é benéfica para um conjunto de países

Essa teoria analisa se os custos e benefícios de uma união monetária


são favoráveis, considerando alguns critérios, como a flexibilidade de
preços e salários.
Se essas condições forem satisfeitas, os países podem absorver
choques económicos de forma mais eficiente sem uma política
monetária nacional independente.

4. Cooperação e integração económica e monetária


no continente europeu, em particular: (i) o Plano
Werner e o objetivo de uma UEM europeia; (ii) a
crise do Sistema Monetário Internacional e a
"serpente monetária europeia"; (iii) o Sistema
Monetário Europeu (SME).
Plano Werner e o objetivo de uma UEM europeia
Com o avanço do projeto inicial de realização do Mercado Comum europeu,
foi-se tomando consciência dos custos financeiros e políticos da
diferenciação das taxas de cambio entre as moedas dos EM, mas também
dos perigos inerentes às políticas unilaterais de desvalorização competitiva.

Na cimeira de Haia de 1969, foi reafirmada a vontade de fazer progredir a


Comunidade no sentido de uma união económica, tendo sido decidida a
elaboração de um plano de execução faseada com vista à criação da mesma.

Devido às fortes divergências surgidas em torno do caminho a seguir no


processo de unificação monetária europeia, Pierre Werner foi encarregue de
presidir a preparação de um novo relatório, para que houvesse um
compromisso entre as teses ditas “economistas” e “monetaristas”.

A união monetária proposta, em 1970, assentava na:


- convertibilidade interna das moedas dos EM
- eliminação das margens de flutuação das taxas de câmbio
- fixação irrevogável das paridades cambiais
- liberalização total dos movimentos de capitais

O plano considerou que, independentemente de se manterem ou não os


símbolos monetários nacionais, a politica monetária teria de passar a ser
totalmente controlada por um órgão comunitário em detrimento das
competências dos EM.

A crise do sistema monetário internacional e a “serpente


monetária europeia”
Em 1971, os EUA declararam a inconvertibilidade total do dólar em ouro,
pondo fim ao sistema monetário internacional.
Com isto, os países da Benelux propuseram a manutenção das margens de
variação e a flutuação conjunta das moedas nacionais em relação ao dólar.
Os restantes EM não aceitaram a proposta, mas os países da Benelux
adotaram-na, nascendo a designada “serpente monetária europeia”, que
tornava as taxas de câmbio mais estáveis e previsíveis.

Mais tarde, em 1972, é acordado estreitar as margens de flutuação entre as


moedas dos EM, com redução dos limites máximos de variação contra o
dólar americano, nascendo a segunda “serpente monetária no túnel”.
Podendo os participantes entrar e sair em função de critérios nacionais, esta
durou muito pouco, devido à situação económica difícil que atingiu na altura
a generalidade dos países, mas também das dificuldades de funcionamento
do sistema, muito débil do ponto de vista institucional.
Em 1973, o dólar desvalorizou bruscamente, contribuindo para a criação de
tensões na “serpente monetária” europeia e evidenciando a distinção entre
moedas fortes e moedas fracas.

Deixou de existir “túnel” com a flutuação livre do dólar quando se decidiu


abandonar a defesa de qualquer paridade contra o dólar, passando as
moedas participantes na “serpente” a flutuar em conjunto, dando lugar a
uma zona de estabilidade em torno do marco alemão.

A terceira “serpente fora do túnel” manteve-se até ao surgimento do


Sistema Monetário Europeu, em 1979.

O Sistema Monetário Europeu


Parecia faltar um Sistema Monetário Europeu, com poder para gerir reservas
em divisas e tomar decisões monetárias, quer internas à Comunidade quer
relativas às suas relações cambiais externas.

O Sistema Monetário Europeu tinha por finalidade principal a estabilização


das taxas de câmbio entre as moedas dos países membros e o
aprofundamento da cooperação e solidariedade monetárias na perspetiva de
uma mais rápida integração continental.

Esperava-se que a cooperação monetária internacional minimizasse as


flutuações mais intensas dos câmbios à escala mundial e que a Europa
conseguisse fazer valer mais eficazmente as suas posições.

O objetivo era a criação de uma zona de estabilidade monetária, com


flutuação livre e generalizada das moedas e em que o dólar deixara de ser o
instrumento de troca mais adequado.

O SME assentava em três elementos principais:


- ECU: cabaz composto por quantidades absolutas das moedas dos EM, em
função do respetivo peso económico relativo, que veio substituir a Unidade
de Conta Europeia
- mecanismo de taxas de cambio
- conjunto de linhas de credito entre os bancos centrais

Após a criação do SME, verificou-se uma crescente liberalização dos


movimentos de capitais entre os EM.
5. A criação da UEM europeia e do Euro, em particular: (i) o Relatório Delors;
(ii) as três fases da UEM; (iii) o Tratado da União Europeia e os critérios de
convergência de Maastricht; (iv) o Sistema Europeu de Bancos Centrais, o
Banco Central Europeu (independência do BCE; de que instrumentos dispõe
o BCE em tempos de crises económicas graves) e o Eurossistema; (v) o Pacto
de Estabilidade e Crescimento e o seu incumprimento.

6. A relevância da política de coesão económica, social e territorial da União


Europeia.

7. A união bancária e a união de mercados financeiros

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