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Velas na Quimbanda: Significados e Usos

O documento apresenta uma estrutura de aula sobre o uso de velas nas religiões de matriz africana, especialmente na Quimbanda, abordando temas como a importância do acendimento, os elementos da vela, o ritual de acendimento, cuidados e a leitura da vela. Também discute as cores das velas e suas correlações com orixás e entidades, enfatizando a sacralidade e responsabilidade no uso das velas. O objetivo é capacitar filhos de santo e consulentes a utilizarem velas de forma consciente e respeitosa.

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Velas na Quimbanda: Significados e Usos

O documento apresenta uma estrutura de aula sobre o uso de velas nas religiões de matriz africana, especialmente na Quimbanda, abordando temas como a importância do acendimento, os elementos da vela, o ritual de acendimento, cuidados e a leitura da vela. Também discute as cores das velas e suas correlações com orixás e entidades, enfatizando a sacralidade e responsabilidade no uso das velas. O objetivo é capacitar filhos de santo e consulentes a utilizarem velas de forma consciente e respeitosa.

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Vou preparar uma aula sobre velas para religiões de matriz africana em

especial quimbanda. gostaria de saber como posso fazer a estrutura de


conteúdos e quais conteúdos posso abordar de maneira específica para que o
filho de santo ou o consulente possa entender: porque acender a vela,
signifiado da cera e da chama, como acender a vela, a vela deve ser
apagada?, cores das velas, como cuidar e limpar, pode deixar a vela apagar e
não acender, e se a vale apagar sozinha, quais são os sinais espirituais da
vela, o que significa ela "chorar" demais ou a cera formar imagens? quais
imagens pode formar e quais significados? relacione as cores da velas com
orixas, entidades exus e pombagiras e todas falanges e o porque de acender a
vela, onde acender, que horario acender? depois de acender, rezar, pedir?
acender depois do pedido? bater paô no final? explique mais sobre vela do
anjo da guarda.

GEMINI e DEEPSEEK INFORMAÇÕES IMPRECISAS EM ESPECIAL CORES


DAS VELAS

RESPONSTA GEMINI

Estrutura de Conteúdo: A Vela na Quimbanda e


Matriz Africana
O objetivo da aula deve ser desmistificar, conscientizar e ensinar a responsabilidade e
a sacralidade do uso da vela.

I. Introdução: O Que é a Vela e Por Que a Usamos?

1. A Vela como Ferramenta Sagrada

 O Princípio: A vela não é apenas um objeto; é um portal, um catalisador de


energia e uma oferenda. Ela representa o fogo, um dos elementos primordiais da
criação.
 O Porquê de Acender a Vela:
o Ativação: O fogo é um elemento ativador que "liga" a energia do pedido
à energia da Entidade/Orixá.
o Luz e Guia: Simboliza a luz que clareia o caminho, tanto do
médium/consulente quanto da Entidade que está sendo chamada para o
trabalho.
o Sustento Energético: Serve como alimento (além de fumo e bebida)
para manter a Entidade em contato com o plano material durante o
trabalho ou pedido.

2. Elementos da Vela (Física e Espiritual)


 A Cera: Representa a matéria (o corpo, a firmeza, o plano material) e a base que
sustenta a chama. É o veículo da energia.
 O Pavio: É a ponte, o fio condutor que liga a cera (matéria) à chama (espírito).
 A Chama: É o espírito da vela, a manifestação do elemento Fogo. É a parte que
se consome e que emana a energia de forma mais intensa.

II. O Ritual de Acendimento e o Compromisso

1. Como Acender a Vela (Preparação e Intenção)

 Local: Onde acender? O local deve ser limpo, seguro e, idealmente, ser o ponto
de força da Entidade (assentamento, peji, conga, ou um local previamente
determinado pelo Guia).
o Para consulentes: Em casa, sempre em locais seguros e em cima de um
pires ou recipiente firme.
 Horário de Acender: Não há um horário "certo" ou "errado" universal. O
horário deve estar ligado à sua intenção e à orientação da Entidade. Exus e
Pombagiras geralmente são firmados após o pôr do sol, mas isso não impede um
acendimento durante o dia, se houver um propósito específico.
 O Momento do Pedido/Reza:
o Ordem: O ideal é que o Pedido/Reza/Evocação venha antes e durante o
acendimento. Você deve firmar sua intenção, acender a vela e, então,
reforçar o pedido, falando com a Entidade. A vela sela o pedido.
 Bater Paó no Final? O Paó (bater palmas) é um cumprimento e saudação a
Orixás, Reis, Rainhas e Entidades. Se a vela for para um Exu ou Pombagira,
bater Paó após firmar é um sinal de respeito e reconhecimento, encerrando o
ritual de firmeza.

2. Cuidados e Manutenção

 Cuidar e Limpar: A área da vela deve ser mantida limpa. A limpeza do local
(do conga, peji ou pires) é um ato de respeito e zelo pela Entidade. O local sujo
pode "esfriar" a energia do trabalho.
 Apagar ou Não Apagar?
o A Regra Geral: Uma vela acesa para um trabalho ou uma firmeza não
deve ser apagada (soprada, abafada). Deixe-a queimar até o fim.
o A Exceção: Se houver risco real de incêndio ou necessidade urgente de
sair, a vela deve ser apagada com um abafador próprio ou com os
dedos úmidos, nunca assoprada. Ao reacender, deve-se reforçar a
intenção e pedir licença à Entidade.
 Deixar Apagar e Não Acender Mais: Isso é visto como quebra de
compromisso ou desrespeito. A vela, se firmada, deve ter seu ciclo de queima
completo. Se a pessoa desiste do pedido, deve se desculpar com a Entidade e
retirar o que restou com respeito.

III. A Leitura da Vela (Os Sinais Espirituais)


1. A Chama: Linguagem do Espírito

 Chama Alta e Forte: Sinal de boa conexão e força na energia. A Entidade está
presente e o trabalho está sendo aceito.
 Chama Baixa e Fraca: Pode indicar pouca energia do consulente, resistência
espiritual no ambiente ou dificuldade da Entidade em "assentar" no trabalho (Ex:
ambiente carregado).
 Chama que Estala/Solta Faíscas: Sinal de que a Entidade está "limpando" ou
"quebrando" energias negativas. Uma disputa ou embate espiritual.
 Chama que Balança Demais (sem vento): Grande movimentação de energias.
Alerta para a presença de outras energias no ambiente (positivas ou negativas).

2. A Cera: O Choro da Vela

 O Significado de "Chorar" Demais: O escorrimento da cera ("choro") é a


parte material da vela que não foi consumida pela energia da chama. O choro
excessivo pode ter vários significados, dependendo de como a cera se comporta:
o A Cera Suja o Lado Esquerdo: Indica que o problema está relacionado
ao lado emocional, ancestral, ou energias externas negativas.
o A Cera Suja o Lado Direito: Indica que o problema está relacionado ao
lado material, financeiro, ou dificuldade em concretizar o pedido.
o A Vela Queima Limpa: A cera quase não escorre. É o melhor sinal,
indicando que a energia material foi totalmente transmutada pela chama
(espírito).

3. A Cera Forma Imagens (Ceromancia)

A formação de imagens na cera (Ceromancia) é uma arte intuitiva e deve ser


interpretada com cautela, mas existem guias gerais:

 Serpentes/Cobras: Ligadas à cura, sabedoria, ou traição/fofoca (depende do


contexto).
 Coração: Amor, paixão, ou problemas emocionais no pedido.
 Mão/Braço: Ajuda, intervenção de uma terceira pessoa, ou pedido de auxílio.
 Círculos/Anéis: Conclusão de um ciclo, proteção, ou amarração/repetição de
problemas.
 Figuras Humanas: Representa a pessoa do pedido, um Guia, ou um inimigo
espiritual.

IV. Cores e Entidades na Quimbanda

As cores são vibratórias e se conectam diretamente com o Princípio da Entidade.

Relação na
Cor da Vela Significado e Uso
Quimbanda

Vermelha e Preta Exu e Pombagira de Comando, Força, Proteção, Lei, Abertura


Relação na
Cor da Vela Significado e Uso
Quimbanda

de Caminhos, Justiça. Uso mais comum na


Linha (Tronqueira)
Quimbanda.

Sedução, Paixão, Dinamismo, Vitalidade,


Vermelha Pomba Gira (geral)
Abertura de Caminhos Rápida.

Limpeza de Magia Negra, Desobsessão,


Preta Exu (geral) Quebra de Demandas, Conhecimento da
Noite (Sombra).

Paz, Limpeza Espiritual, Claridade,


Orixás e Falanges de Iemanjá, Oxalá (pode ser usada em
Branca
Luz substituição, quando não se sabe a cor
correta).

Exu e Pombagira do Prosperidade, Riqueza, Sucesso Material,


Amarela/Dourada
Ouro Dinheiro.

Eguns e Entidades
Transmutação, Morte e Renascimento,
Roxa/Lilás ligadas à
Ligação com o Astral Superior.
Transformação

Cura física e espiritual, Prosperidade


Verde Exu Curador
(crescimento), Equilíbrio.

Exu do Mar (ou


Azul Escuro Sabedoria, Mistérios, Intuição.
Marinheiros)

Relação com Orixás (Exemplo Básico)

 Embora a Quimbanda lide com Exus e Pombagiras, é importante saber que eles
são a Lei do Orixá em ação na matéria.
 Exemplo: O Exu Tiriri pode usar o vermelho e preto, mas ele responde a uma
vibração maior ligada a Obaluaiê/Omulu (Lei, Passagem) ou Ogum (Lei,
Caminho). A vela é para o Exu, mas o Exu trabalha sob a Lei Divina.
Conclusão e Próximos Passos

 Reforce: O elemento mais importante na firmeza da vela é a FÉ e a


INTENÇÃO CLARA. A vela é a materialização do seu compromisso.
 Recolhimento: A cera, ao terminar, deve ser recolhida e descartada na natureza
(pés de árvores, mato) ou em local apropriado, agradecendo o trabalho da
Entidade.

Este plano de aula fornece uma base sólida, ética e profundamente espiritual para o uso
das velas.

Gostaria que eu detalhasse um dos tópicos, como a Ceromancia (leitura da cera), ou


que eu criasse um pequeno roteiro de reza/evocação para firmar uma vela de Exu?

DEEPSEEK

Estrutura da Aula: O Sagrado do Fogo - As Velas


na Quimbanda
Objetivo da Aula: Capacitar filhos de santo e consulentes a
utilizarem velas de forma consciente, respeitosa e eficaz, entendendo
os fundamentos por trás de cada ato.

Público-Alvo: Iniciantes e pessoas com médio conhecimento,


buscando fundamentação.

Conteúdos a Serem Abordados

1. Introdução: Por Que Acendemos Velas?

 O Fogo como Elemento Sagrado: O fogo é um dos


elementos primordiais. Ele purifica, transforma, eleva e
transmuta.
 A Vela como Alimentação e Meio de Comunicação: A vela
não é apenas um objeto. Ela é:
o Alimento Energético: A chama e a fumaça carregam a
energia da nossa intenção e oferecem axé (força vital) às
entidades.
o Meio de Comunicação: Através da chama e da queima
da cera, as entidades podem sinalizar, confirmar ou
alertar sobre o andamento do trabalho.
o Foco de Intenção: O ato de acender a vela concentra
nossa mente e vontade em um objetivo específico.

2. Os Elementos da Vela e Seus Significados

 A Cera (o Corpo): Representa a materialização, o plano físico.


É o "corpo" do trabalho onde as energias se manifestam. A cera
derretida é a materialização da energia atuando.
 O Pavio (a Mente/Espírito): É o condutor, o elemento que
liga o físico (cera) ao espiritual (fogo). Representa nossa
intenção e vontade direcionadas.
 A Chama (o Espírito/Alma): É a parte viva, dinâmica e
espiritual. Representa a presença da entidade, a energia em
ação. O comportamento da chama é a "voz" do trabalho.

3. O Ritual de Acender: O "Como Fazer" com Fundamentos

 Preparação Pessoal: A importância de estar limpo (física e


mentalmente) e focado. Lavar as mãos antes de manusear a
vela.
 Preparação do Ambiente: O local deve ser limpo e
preferencialmente já consagrado (peji, congá, cruzeiro).
 Como Acender:
o Fósforo de Madeira: Preferível. A madeira é um
elemento natural. Evite isqueiros, especialmente os de
plástico.
o Intenção e Oração: Antes de acender, já tenha em
mente o seu pedido ou agradecimento. Sussurre o nome
da entidade e seu objetivo.
 A Vela Deve Ser Apagada? NUNCA. Na Quimbanda, a vela
deve queimar até o fim.
o Fundamento: Apagar a vela interrompe o trabalho de
forma brusca, "desconectando" a oferenda. Pode ser visto
como um desrespeito à entidade. Se for extremamente
necessário, use um apagador de velas ou molhe os dedos
e pinte o pavio, nunca sopre.
 Pode Deixar a Vela Apagar e Não Acender? Sim, mas com
contexto.
o Se a vela queimou completamente, o trabalho se
encerrou. Só se acende outra se for um novo trabalho ou
uma continuação (ex: uma vela por dia por 7 dias).
o Jamais se deve abandonar uma vela acesa e sair de casa
por longos períodos por questão de segurança.

4. As Cores e Suas Correlações (Uma Visão Geral da


Quimbanda)

ATENÇÃO: As cores podem variar de casa para casa e de falange


para falange. Esta é uma visão geral e consolidada.

Orixá Entidades / Falanges da


Cor Propósito Geral
Regente Quimbanda

Força, paixão,
Exus e Pombagiras em vitalidade,
Vermelh Ogum,
geral, Falange do Fogo, proteção
a Iansã
Exu Caveira. guerreira,
conquista.

Proteção pesada,
Exus de Lei, Exu Tranca-
absorção de
Nanã, Ruas, Exu Morcego,
Preta negatividade,
Omulu Pombagira da Kalunga
ligação com os
(Cemitério).
ancestrais.

Paz,
Exus da Encruzilhada, harmonização,
Branca Oxalá Exu Veludo, Pombagira purificação,
Cigana. quebra de
demandas.

Yemanj Emoções, cura,


Pombagiras do Mar, Exus
Azul á, amor familiar,
da Natureza, Boiadeiros.
Oxóssi comunicação.

Prosperidade,
Oxóssi, Exus das Matas, Exus esperança,
Verde
Ossaim Caiporas, Caboclos. saúde, evolução
material.
Orixá Entidades / Falanges da
Cor Propósito Geral
Regente Quimbanda

Atração de
Pombagiras das
Oxum, riqueza, sucesso,
Amarela Cachoeiras, Exus da
Iansã alegria,
Prosperidade.
fertilidade.

Elevação
Exus da Alta Magia, Exu espiritual,
Roxa/ Nanã, Rei das 7 Encruzilhadas, transmutação,
Lilás Oxalá Pombagira da Alta conexão com a
Magia. espiritualidade
superior.

Estabilidade,
ligação com a
Omulu, Exus da Estrada, Exus
Marrom terra, resolver
Oxóssi Capa Preta.
problemas
materiais.

5. Sinais Espirituais: A Linguagem da Vela

 Se a Vela Apaga Sozinha:


o Logo após acender: Pode indicar que a entidade não
aceitou a oferenda ou que há uma energia muito pesada
no ambiente impedindo o trabalho. É preciso investigar.
o No meio da queima: Pode sinalizar que o trabalho
encontrou um obstáculo forte ou que foi interrompido por
uma força contrária.
 A Vela "Chora" Demais (Cera Escorrendo Muito):
o Indica que a entidade está trabalhando muito, "suando"
pelo consulente.
o Pode também indicar que há muitas energias para serem
limpas e transmutadas.
o Se a cera escorre de forma desarmônica, pode significar
sofrimento ou dificuldade no caminho.
 A Cera Forma Imagens e Símbolos:
o Corações: Assuntos de amor, paixão.
o Chaves: Solução de problemas, abertura de caminhos.
o Números: Prazos (dias, meses), quantidade de algo.
o Animais: Pode representar a própria entidade (ex: um
cavalo para um Exu Cavaleiro) ou um símbolo
(cobra=traição, borboleta=transformação).
o Rostos: Pode indicar a pessoa envolvida no trabalho
(amigo ou inimigo).
o Cruzes: Proteção ou a necessidade de fé.
o Fundamento: A interpretação deve ser intuitiva e
contextual. O que aquela imagem significa para
você naquele momento?

6. Cuidados, Limpeza e Encerramento

 Como Cuidar e Limpar:


o Os resíduos de cera no castiçal devem ser limpos após a
vela queimar totalmente.
o Use água, sabão e uma toalha dedicada. Pode-se passar
álcool ou uma erva de descarga (como arruda) no local
para purificar.
o Nunca jogue a cera derretida no lixo comum. O ideal é
descartá-la na natureza (terra, rio, mar) de acordo com a
natureza do trabalho, ou em uma encruzilhada.
 O Ritual Completo:

1. Onde Acender: No seu assentamento (se tiver), no peji


da casa, ou em um local de força da entidade
(encruzilhada, cemitério, praia, mata).
2. Horário: Depende da entidade. Exus e Pombagiras
geralmente são trabalhados à meia-noite ou
às 18h (hora da encruzilhada). Para trabaldos de
abertura, pode-se usar o nascer do sol; para fechamento,
o pôr do sol.
3. Rezar e Pedir: Faça seu pedido antes ou no
momento em que acende a vela. Seja claro, direto e
concentrado. Fale com respeito.
4. Bater Paô (Saudação) no Final: SIM. Após acender a
vela e fazer seu pedido, bater o paô (saudação) é um ato
de respeito, fechamento e agradecimento. É como dizer
"Salve a entidade, o trabalho está em suas mãos".

Dica Final para a Aula


Encerre reforçando que a vela é uma ferramenta poderosa, mas a fé,
o respeito e a conduta moral do indivíduo são o que
verdadeiramente movem o trabalho. A vela potencializa a nossa
intenção, mas não substitui o nosso caráter e a nossa ação no mundo.

Espero que esta estrutura seja de grande valia para a sua aula. Que
os Exus e Pombagiras abram seus caminhos e abençoem seu trabalho
de ensinar! Laroyê Exu!

GOOGLE NOTEBOOK

Este é um ponto crucial para a sua aula. As cores das velas funcionam como um código
vibracional que direciona a intenção e invoca a energia específica da Entidade ou Orixá.

É importante ressaltar que a relação das cores pode variar muito, pois "cada casa tem o
seu fundamento", e a espiritualidade não é limitada por dogmas fixos. O que realmente
importa é a fé e a mentalização do adepto [Conversa].

Abaixo, a relação refeita das velas, entidades e utilidades, extraída dos materiais
fornecidos e do histórico da nossa conversa:

Entidade(s) /
Cor da Vela Significado e Utilidade Fonte(s)
Orixá(s)
Proteção, Luz Divina, Pureza, Paz,
Anjo de Guarda, Espiritualidade, Firmeza. É usada para
Oxalá, Obaluaiê, o Anjo de Guarda (obrigação do Filho
Branca [Conversa]
Iemanjá, Pretos de Fé) e pode substituir qualquer
Velhos, Caboclos outra cor se a específica não estiver
disponível [Conversa].
Riqueza, Prosperidade, Inteligência,
Oxum, Iansã (em Fartura e Clareza Mental. Usada para
Amarela / [1, 2,
algumas vertentes), atrair riqueza e prosperidade. Para Exu
Dourada Conversa]
Exu Lúcifer, Obá Lúcifer, em rituais de abertura de
caminhos e dinheiro [Conversa].
Inspiração e Atração (não só
Orixá Orioiná, Santa
relacionamento, mas também para atrair [2,
Laranja Sara Kali (Ciganos),
felicidade e emprego). Símbolo de Conversa]
Egunitá, Exu Lúcifer
iluminação espiritual [Conversa].
Sedução, Vitalidade, Justiça, Força,
Coragem e Determinação. Usada para
Pomba Gira, Xangô
combate, superação de obstáculos [2,
(em algumas [2,
Vermelha Conversa]. Em trabalhos com
vertentes), Ogum, Conversa]
Exu/Pombagira, é usada para questões
Iansã
amorosas e destruição de inimigos
[Conversa].
Oxum (muitas Amor, Romance, Harmonia e
[2,
Rosa vezes), Iansã, Afetividade. Usada para trazer amor e
Conversa]
Criança/Erê, Ewá romance à vida.
Roxa / Obaluaê, Nanã, Transmutação, Desapego e Evolução. [3,
Violeta Omulu, Pomba Gira Ligada à conexão com os mortos e Conversa]
e Exu (conexão com usada para Exu Ventania e Maria
os mortos) Mulambo [Conversa].
Caboclos, Oxóssi,
Conhecimento, Sabedoria, Cura e
Ossãe, Exu das [3,
Verde Esperança. Representa a natureza e a
Matas / Quebra Conversa]
conexão com as matas [Conversa].
Galho
Geração, Criatividade, Harmonia
Iemanjá, Oxum, [3,
Azul-Clara (para casa ou estabelecimento). Símbolo
Logum Edé Conversa]
da verdade Divina [Conversa].
Azul Ogum (em algumas Usada para buscar Força e Poder
Royal / vertentes), Pomba (poder de concentração e realização de [3, 4,
Azul Gira (Cigana algo, não poder do Ego). Relacionada Conversa]
Escuro Madalena) também à clarividência [Conversa].
Justiça e Solidez. Usada para buscar
[4,
Marrom Xangô Justiça na vida. Também representa as
Conversa]
riquezas da terra [Conversa].
Banimento, Limpeza e Mistério. No
contexto da Quimbanda, simboliza o
Exu, Omolu, Exu 7
ocultamento e é usada em rituais de [4,
Preta Cruzes, Exu Chama
ataque e proteção [Conversa]. Conversa]
Negra
Simboliza a própria escuridão que a
Quimbanda representa [Conversa].
Força, Magia, Combate e Abertura. É
Bicolor:
Exu (Geral), a cor padrão da Quimbanda, onde o
Preto e [Conversa]
Pombagira (Geral) preto é o ocultamento e o vermelho é a
Vermelho
força ígnea [Conversa].
Usada para a saudação de Ogum, o
Bicolor:
Senhor dos Caminhos, antes de
Vermelha e Ogum [Conversa]
trabalhos com Exu na encruzilhada
Branca
[Conversa].
Obaluaiê, Pretos
Bicolor: Velhos, Exus do
Associada ao Reino das Almas e à
Preta e Povo da Calunga, [Conversa]
morte e transformação [Conversa].
Branca Exu Guardião dos
Cristais
Exu Mangueira,
Usada em despachos e trabalhos
Pomba Gira Rainha
Sebo específicos de ataque ou descarrego [Conversa]
das Sete
[Conversa].
Encruzilhadas

Utilidade Central da Vela

Independente da cor, a vela serve como um veículo de energia que facilita a conexão
entre o adepto e a entidade/divindade [Conversa]. O ato de acender a vela gera uma
energia mental que a Entidade irá captar em seu campo vibratório [Conversa].

 Foco na Intenção: O adepto deve imprimir seu desejo ou propósito na vela


antes de acendê-la, tornando-a um receptáculo desse desejo [Conversa].
 Firmamento: Elas são instrumentos para firmar e potencializar os trabalhos,
garantindo que as energias sejam bem direcionadas [Conversa].
 Trabalhos Específicos: Em feitiços de Quimbanda, as velas são cruciais para a
ativação de Pontos Riscados e para que o trabalho se consuma até o final,
sendo vital que não sejam apagadas [Conversa].

MAIS GOOGLE NOTEBOOK

A sua solicitação é fundamental para a estruturação da aula, pois a cor da vela na


Quimbanda e Umbanda não é apenas estética, mas um código vibratório e direcional
que liga o consulente ou o Filho de Fé à energia específica da entidade ou Orixá.

Segue a relação detalhada das velas com as entidades, seus significados e utilidades,
conforme os materiais fornecidos.

Relação de Cores de Velas, Entidades e Utilidades


As velas são consideradas portais que canalizam energia entre o mundo físico e
espiritual. O significado das cores está profundamente enraizado nas vibrações
energéticas que cada cor emite.

I. Orixás e Falanges de Umbanda (Geral)

Cor da Vela Orixá / Entidade Significado e Utilidade Fonte(s)


Pureza, Paz, Proteção,
Oxalá, Tempo, Ifá, Espiritualidade e Luz Divina. É a
Iemanjá, Pretos cor de Oxalá, o Orixá da criação. É
Branca
Velhos, Caboclos, versátil e pode substituir qualquer
Baianos, Boiadeiros outra cor em situações onde a cor
específica não está disponível.
Força, Coragem, Determinação,
Proteção e Vitória. Simboliza as
Ogum, Iansã, Exu virtudes espirituais e as energias
Vermelha
(Orixá) materiais da vida. Usada em rituais
para superação de obstáculos e
fortalecimento da determinação.
Prosperidade, Inteligência e Clareza
Amarela / Mental. Associada à riqueza, amor,
Oxum, Obá
Dourada fertilidade e sensualidade. Simboliza
a revelação Divina da Iniciação.
Representa a natureza, a renovação, a
Oxóssi, Ossãe, Exu
cura e a conexão com as matas. Cor
Verde (Matas/Quebra
do Orixá das florestas e caçadores.
Galho)
Associada ao fator Conhecimento.
Azul Iemanjá, Oxum, Símbolo da verdade Divina e Eterna,
(Claro/Celeste) Logum Edé castidade, fidelidade e lealdade.
Iemanjá, orixá dos mares, é
reverenciada com branco ou azul.
Associada ao amor, harmonia e
afetividade. Usada para fortalecer
Iansã, Oxum,
Rosa laços afetivos e suavizar tensões.
Criança/Erê, Ewá
Simboliza o que está oculto e o
primeiro grau de regeneração.
Simboliza a justiça, poder, sabedoria
e firmeza de propósito. Marrom claro
é cor de Xangô. Também representa as
Marrom Xangô
riquezas da terra e é usada em
situações de disputa judicial ou
comercial.
Nanã, Obaluaiê,
Omulu, Exu/Pomba Ligada à transformação e à Evolução.
Roxa / Violeta
Gira (conexão com Roxo é cor de Nanã.
os mortos)
Simboliza a indissolubilidade e a
Egunitá, Iansã, Exu iluminação espiritual. Egunitá (Orixá
Laranja
Lúcifer da Justiça/Fogo) é relacionada ao
Laranja, Dourado e Vermelho.
Associada ao Povo da Calunga
Obaluaiê, Pretos (cemitério), e aos Pretos Velhos. Cor
Preta e Branca
Velhos do Orixá da morte e transformação,
Obaluayê.
Verde e Simboliza o Orixá que rege o amor e a
Oxumarê
Amarela concepção.

II. Exus e Pombagiras (Quimbanda e Linha da Esquerda)

Na Quimbanda, as velas são usadas para firmar e potencializar trabalhos. O principal


elemento de Exu e Pombagira é o fogo, que prevalece sobre os demais.

Cores Primárias e Bicolores

Cor da Vela Entidade/Falange Significado e Utilidade Fonte(s)


A cor padrão para trabalhos com Exu
e Pombagira. O preto simboliza o
Preta e Exu (geral), Pombagira ocultamento e é usado em rituais de
Vermelha (geral), Exus do Povo da ataque e proteção. O vermelho
(Bicolor) Encruzilhada simboliza a força, paixão, sedução e
incitação de combates ou destruição de
inimigos.
Usada para proteção, ocultamento,
rituais de ataque. Fortalece a fé e os
Exu, Pomba Gira, Exu 7
poderes obscuros. É a cor
Preta Cruzes, Exu Chama
predominante no culto da Quimbanda,
Negra
simbolizando a própria escuridão que
ela representa.
Vermelha Exu, Pomba Gira Usada para questões amorosas,
sexuais e de sedução, bem como em
disputas, combate e destruição de
inimigos.
Exu, Pombagira, Exus do
Usada por Exus e Pombagiras do
Preta e Povo da Calunga
Reino das Almas (Preto e Branco) e
Branca (Cemitério), Reino das
do Povo da Calunga.
Almas
Usada em rituais de abertura de
Amarela / caminhos, dinheiro, fartura e
Exu Lúcifer
Laranja segurança. O amarelo atrai riqueza e
prosperidade material.
Conexão com poderes obscuros dos
Pomba Gira, Exu mortos, especialmente espíritos do
Lilás / Roxa
Ventania Reino da Kalunga. Também utilizada
para Exu Ventania.
Exu das Matas, Exu Conexão com os espíritos do Reino
Verde
Quebra Galho das Matas.
Cor citada para guias e velas de Exus e
Pombagiras. Azul simboliza
Azulão Pomba Gira, Exu
sensibilidade psíquica e
clarividência.
Cor relacionada ao Exu e Pomba Gira
Cinza Exu, Pomba Gira
e citada nas cores de suas velas.
Exu Mangueira, Pomba
Usada em trabalhos específicos. Vela
Sebo Gira Rainha das Sete
de sebo ou lilás para Exu Ventania.
Encruzilhadas

Cores por Entidade Específica (Exus e Pombagiras)

Cor da Vela
Entidade (Principal ou Utilidade/Contexto Fonte(s)
Bicolor)
Para descarrego (trocando doença)
Exu Ventania Vermelho e Lilás
ou ataques.
Exu Catatumba /
Preto Rituais ligados à Kalunga/Cemitério.
Sete Catatumbas
Vermelho, Branco
Exu Morcego Cores indicadas para suas oferendas.
e Preto
Entidade agressiva que manifesta
Exu Tiriri Vermelho e Preto
força.
Atua na negociação e justiça,
Exu Veludo Vermelho e Preto
apresenta fino trato.
Pombagira Maria Ótima para separações e
Branco e Lilás
Mulambo transmutação de energias nocivas.
Arquétipo da mulher de negócios,
Pombagira Maria
Vermelho e Preto grande "influencer" da
Padilha
Quimbanda.
Pombagira Sete Vermelho e Preto Senhora das amarrações e paixões.
Saias
Pombagira Cigana
Azul Usada em oferendas para a Cigana.
Madalena

III. Utilitários da Vela e o Foco Ritualístico

A vela não é apenas uma representação, mas um instrumento de força mágica.

1. Vela do Anjo da Guarda (AG) e Proteção

Acender uma vela branca para o Anjo de Guarda é uma obrigação do Filho de Fé. Isso
deve ser feito antes dos trabalhos, junto a um copo com água. O Anjo de Guarda (Eledá)
deve ser firmado para proteção e saúde. O ritual pode ser complementado com uma
vela branca para Oxalá.

2. Significado da Chama (Interpretação)

A chama encerra um real e profundo significado no que diz respeito à ligação entre a
Terra e o Astral.

Observação da Chama Significado/Interpretação Fonte(s)


Oscilação da direita para a
Acontecimento muito próximo (bom ou mau).
esquerda
Oscilação em forma espiral Intrigas ou traições.
Aumento de luminosidade Bons augúrios, sobretudo para a pessoa para
(sem sopro) quem foi acesa.
Extinguir-se/Apagar-se Fato muito importante e desagradável.

3. Uso em Rituais e Magia

 Firmamento: As velas de Exu/Pombagira são usadas para firmar e potencializar


os trabalhos com as Entidades.
 Intenção: A vela, ao ser impressa com o desejo do praticante (mentalizado antes
de acender), torna-se um receptáculo desse desejo.
 Magia de Quimbanda: As velas são essenciais em rituais de fortalecimento,
ataque, defesa e limpeza (descarrego).
 Ativação de Pontos Riscados: A vela simboliza o fogo e a terra. É usada para
ativar o Ponto Riscado (desenho mágico) de três maneiras: iluminando os pontos
de cruzamento dos garfos, iluminando os ponteiros/pontas, ou iluminando
através de sete chamas (para Exus Mestre Sete).
 Despacho/Entrega: Ao despachar oferendas, uma vela (geralmente preta ou
vermelha/preta) é acesa no local da entrega para o Exu Guardião do local.

Em resumo, a vela é o elemento Fogo, o agente ígneo que, através de sua cor e da
intenção do adepto, conecta e dirige a força da Entidade (Exu/Pombagira) para a
finalidade desejada — seja para abertura de caminhos (Preto/Vermelho, Amarelo),
proteção (Preta, Branca) ou desenvolvimento de trabalhos complexos (Lilás, Roxo,
cores combinadas).
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Este é um excelente projeto para uma aula, e os materiais fornecidos contêm


informações específicas e fundamentadas sobre o uso das velas e as práticas rituais na
Quimbanda e em religiões de matriz africana, especialmente no contexto de Exus e
Pombagiras.

Abaixo está uma estrutura de conteúdos detalhada, com base nas suas questões e nas
informações contidas nas fontes.

Estrutura de Conteúdos da Aula sobre Velas na


Quimbanda
I. Introdução: O Propósito e a Natureza da Vela

1. Por que Acender a Vela e Qual a Sua Essência

 Vela como Ferramenta de Conexão e Foco: A vela é um veículo de energia


que facilita a conexão entre o adepto e a entidade/divindade.
 A Força da Intenção: Acender a vela gera uma energia mental no cérebro que
a Entidade irá captar em seu campo vibratório. O que realmente importa é a fé e
a mentalização daquilo que se deseja ao acender a vela, e não a quantidade de
velas utilizadas, mas sim a qualidade e a fé.
 Simbologia dos Elementos: A vela simboliza o fogo e a terra. A parafina, feita
a partir do petróleo, é vista como possuindo muita energia ígnea, polaridade
dinâmica e atributos das profundezas.
 Velas como Firmamento: Elas são instrumentos para firmar e potencializar
os trabalhos com as Entidades, garantindo que as energias sejam bem
direcionadas e eficazes.

2. Acender Antes ou Depois do Pedido?

 O acender das velas deve ser acompanhado pela verbalização (rezar e pedir).
 Ao acender a vela do Anjo de Guarda, o Filho de Fé deve rezar sua oração de
costume, fazendo seus pedidos e solicitando luz e proteção.
 Geralmente, a vela é acesa no local da oferenda/trabalho, seguida pela chamada
e pelos pedidos.

II. O Ritual da Vela: Onde, Quando e Como

1. Onde Acender a Vela (Local de Firmeza)

 Exu e Pombagira não têm hora nem lugar, mas o conhecimento das correntes
energéticas torna o trabalho mais incisivo.
 Os Exus podem ser cultuados a qualquer dia, mas os dias mais comuns são
segunda-feira e sexta-feira.
 Locais Típicos de Oferendas (Quimbanda):
o Encruzilhadas: São vias energéticas que viabilizam o trânsito dos seres
espirituais. As encruzilhadas em forma de "X" ou "+" são consideradas
"macho" (para Exu) e as em "T" ou "Y" são consideradas "fêmea" (para
Pombagira).
o Cruzeiros: São portais entre os planos vibracionais, como o Cruzeiro
das Almas.
o Cemitério (Kalunga) e Matas: Locais de atuação e entrega de
oferendas.
o Tronqueira/Assentamento: Pode-se acender em casa, desde que haja
harmonia. Se a oferenda for feita em casa, deve ser levada a uma
encruzilhada ou cemitério antes do raiar do sol.
 Horários Propícios: As horas abertas, ou "hora grande" (12h, 18h ou 24h), são
as mais propícias para trabalhos de Quimbanda, especialmente na sexta-feira.

2. Como Acender, Fixar e Apagar

 Fixação: Para fixar a vela em uma superfície, aqueça sua base e fixe-a na
posição vertical; nunca a incline para deixar a parafina escorrer e fixar.
 Uso de Fósforos: Não se deve acender cigarros/charutos na chama de uma vela
acesa para Exu/Pombagira.
 Apagar: Não se deve soprar as velas; o correto é molhar as pontas dos dedos
para apagá-las.
 Vela em Feitiços: Em trabalhos de feitiço, as velas não devem ser apagadas,
mas sim se consumir até o final.

3. Bater Paô no Final?

 Os rituais de oferenda incluem o canto de pontos e o ato de bater palmas.


 Após a oferenda, é comum pedir licença e se afastar dando passos para trás,
sem dar as costas para o trabalho.

III. Cores das Velas e as Entidades

1. Cores na Quimbanda (Exu, Pombagira e Falanges)

 Na Quimbanda, as combinações de cores mais relevantes são preto e vermelho.


 Geralmente, utilizam-se velas bicolores (vermelha e preta) nos trabalhos com
Exu e Pombagira. A cor preta simboliza a própria escuridão que a Quimbanda
representa.
 Vela de Sebo: A vela de sebo comum é usada em despachos.
 Vela Branca: Usada para o Anjo de Guarda e para Oxalá, pedindo luz e
proteção.

Relação com
Cor da Vela Objetivo/Contexto Fonte(s)
Entidade/Orixá
Anjo de Guarda,
Branca Proteção, luz, firmeza.
Oxalá, Obaluaiê
Preta e Vermelha Exu e Pombagira Magia, trabalhos de força, rituais
(Bicolor) (Geral) de saúde, combate e abertura
Saudação antes da entrega para
Vermelha e Branca
Ogum Exu, para o Orixá Guardião dos
(Bicolor)
Caminhos.
Preta e Branca Exu Guardião dos Oferendas para a fé e
(Bicolor) Cristais religiosidade.
Exus em geral Magia de fortalecimento, limpeza
Preta
(Fogo, Água, Ar) e proteção.
Rituais de abertura de caminhos,
Amarela/Laranja Exu Lúcifer
dinheiro e fartura.
Azul Cigana Madalena Em oferendas específicas.
Amarela Oxum Opandá Em oferendas específicas.

2. Relação com Falanges e Orixás

 Exu Sete Encruzilhadas: Trabalhos de quebra de feitiço. No ritual de entrega,


acende-se uma vela vermelha e preta.
 Exu Veludo: Usado em rituais para cortar magia negra.
 Pomba-Gira Maria Padilha: Usada para abertura de caminho.
 Ogum: Deve ser saudado (com vela vermelha e branca) e pedido licença na
encruzilhada, pois ele é o Senhor de todos os Caminhos.

IV. Interpretação dos Sinais da Vela

1. Significado da Cera e da Chama

 Advertência da Fonte: É inútil buscar interpretar a chama ou a cera da vela


para saber se está "carregado" ou se há "forças negativas atrapalhando".
 A vela é uma extensão da vontade e dos pensamentos de quem a acende.
 Se a vela não acende imediatamente, ou se a cera esparrama (o que o consulente
pode chamar de "chorar demais"), isso pode simplesmente significar que o pavio
estava mal colocado na fabricação.
 Quando a vela é acesa de forma mecânica, sem concentração ou intenção, ela é
apenas parafina e pavio queimando.

2. Cera formando Imagens e Sinais Espirituais

 As fontes consultadas não oferecem um catálogo de interpretações específicas


para formas ou imagens criadas pela cera derretida (o "choro" da vela) nem
confirmam que tais fenômenos sejam sinais espirituais confiáveis, optando por
desmistificar essas interpretações e focar na intenção do adepto.

V. A Vela do Anjo da Guarda (AG)

 Finalidade: O Anjo Guardião deve ser firmada primeiramente com uma vela
branca.
 Oferecimento: A vela deve ser oferecida a ele e a Oxalá, pedindo luz e
proteção para que tudo corra bem.
 Preparo do Adepto: É importante vestir roupas limpas, preferencialmente
brancas, e realizar o trabalho com toda concentração possível.
 Local: O local de firmeza do Anjo de Guarda deve ser na entrada da
residência, na parte de dentro, e longe do alcance de pessoa estranha.
 Renovação: A renovação da firmeza deve ser feita a cada sete dias, ou de
quinze em quinze dias, sempre às segundas-feiras.
 Relação com Quimbanda: Na Umbanda (e prática comum antes de trabalhos
mais pesados), é acendido velas para o Anjo da Guarda antes de lidar com Exu.
O Anjo de Guarda deve ser firmado antes dos trabalhos de Quimbanda com
pólvora, por exemplo.

VI. Cuidados e Descarte (Cuidar e Limpar)

1. Cuidados e Limpeza da Vela

 As velas, antes de serem usadas, devem ser limpas espiritualmente com


tintura de arruda.
 É crucial que as velas fiquem bem firmes e apoiadas em forminhas de alumínio
para não causar incêndios.

2. Pode Deixar a Vela Apagar e Não Acender? / Se a Vela Apagar Sozinha

 Em rituais de feitiço, a vela deve se consumir até o final e não deve ser
apagada.
 Se a vela de 7 dias se apagar antes do tempo (por exemplo, no sexto dia), deve-
se acender uma nova vela para seguir com a finalização do feitiço.

3. Descarte

 Quando a vela de 07 dias se acabar, seus resíduos são descartados em lixo


convencional.
 Se o trabalho for um descarrego ou ataque (onde se utiliza sangue ou outros
elementos), os resíduos da vela e o material da oferenda são geralmente
despachados em encruzilhadas, cemitérios ou locais específicos do ritual, com
uma nova vela acesa no local.

Analogia para fixar o conceito de vela na Quimbanda:

Pode-se entender a vela na Quimbanda não como um telefone para a entidade, mas sim
como o combustível que você está adicionando a um motor (sua intenção e o ponto de
força da Entidade). O motor já existe e tem a capacidade de trabalhar, mas o seu ato de
acender a vela (juntamente com a fé e a mentalização) fornece a energia ígnea
concentrada necessária para que a conexão seja estabelecida e o trabalho seja
potencializado e direcionado de forma eficaz. Se você não coloca a intenção, é como
acender uma lamparina sem pavio: não produz a chama mágica necessária para o
trabalho.
ANJO DA GUARDA: ANJO DA GUARDA: O Filho de Fé tem a obrigação de acender uma vela
branca para o seu Anjo de Guarda e oferecê-la a ele, solicitando força, firmeza, proteção e
saúde

DIFERENÇA E UTILIZAÇÃO TAMANHOS DE VELA, QUAiS


TAMANHOS , HORARIOS DE ACENDER? ESQUERDA (hora
pequena até grande), DIREiTA?

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