1.
Na região de Lisboa-Mafra assinala-se a ocorrência de importante vulcanismo (Complexo de Mafra) com a intrusão de basaltos associada a um
conjunto de filões radiais.
A Figura 1 expõe a visão geral da soleira(1) da praia da Foz da Fonte, que se encontra intercalada por unidades sedimentares do Cretácico inferior.
Este é considerado o melhor afloramento rochoso da Península de Setúbal, sendo representativo da ocorrência de episódios de vulcanismo
antigo. A soleira basáltica encontra-se em excelente estado de conservação e apresenta um conjunto de características raras e únicas no país.
A soleira corresponde a uma massa de rocha magmática, com uma espessura regular de aproximadamente 8 metros, sendo concordante com a
estratificação, no que respeita à sua disposição espacial. Embora não se conheça a sua datação isotópica, é possível atribuir-lhe uma idade
relativa, recorrendo aos sinais de metamorfismo de contacto, resultantes da sua instalação, detetados nas rochas carbonatadas sobrejacentes.
Na Praia da Foz da Fonte, a bancada de calcário resistente que aflora no lado sul apresenta diversos tipos de fósseis de corais e de gastrópodes,
estando o local a ser alvo de uma intensa ação de meteorização e erosão, fenómenos que têm contribuído, na atualidade, para a sedimentação
de areias.
(1)
Soleira – corpo magmático tubular
Explique por que razão a orla de metamorfismo presente nas rochas carbonatadas permite atribuir uma idade relativa à soleira basáltica da praia da Foz da Fonte.
2.
Durante o final do Mesozoico no Cretácico, instalaram-se os maciços de Sintra, de Sines e de Monchique, constituídos, maioritariamente, por
rochas plutónicas. Possuem uma estrutura em anel, com dimensões, formas e orientações idênticas.
O maciço de Sines encontra-se imerso a oeste e coberto pelos sedimentos cenozoicos a este. Apresenta uma forma oval achatada. Do ponto de
vista litológico, o maciço é constituído por um núcleo de sienito (rocha magmática), envolvido por gabro-dioritos (também rochas magmáticas)
mais antigos e cortado por brechas vulcânicas. O maciço está associado a uma densa rede de filões de composição muito heterogénea.
No que diz respeito a datações das rochas do maciço de Sines, foi obtida a idade de 75 Ma, a partir de zircões do sienito com U-Pb.
As correntes de convecção no interior da Terra, associadas aos movimentos das placas litosféricas, resultaram do facto de
(A) a densidade dos materiais mantélicos diminuir com o aumento da temperatura.
(B) a litosfera ser uma camada com comportamento plástico.
(C) ao nível do manto, todo o material se encontrar rígido.
(D) o calor interno se distribuir uniformemente por todo o planeta.
3.
Na região de Lisboa-Mafra assinala-se a ocorrência de importante vulcanismo (Complexo de Mafra) com a intrusão de basaltos associada a um
conjunto de filões radiais.
A Figura 1 expõe a visão geral da soleira(1) da praia da Foz da Fonte, que se encontra intercalada por unidades sedimentares do Cretácico inferior.
Este é considerado o melhor afloramento rochoso da Península de Setúbal, sendo representativo da ocorrência de episódios de vulcanismo
antigo. A soleira basáltica encontra-se em excelente estado de conservação e apresenta um conjunto de características raras e únicas no país.
A soleira corresponde a uma massa de rocha magmática, com uma espessura regular de aproximadamente 8 metros, sendo concordante com a
estratificação, no que respeita à sua disposição espacial. Embora não se conheça a sua datação isotópica, é possível atribuir-lhe uma idade
relativa, recorrendo aos sinais de metamorfismo de contacto, resultantes da sua instalação, detetados nas rochas carbonatadas sobrejacentes.
Na Praia da Foz da Fonte, a bancada de calcário resistente que aflora no lado sul apresenta diversos tipos de fósseis de corais e de gastrópodes,
estando o local a ser alvo de uma intensa ação de meteorização e erosão, fenómenos que têm contribuído, na atualidade, para a sedimentação
de areias.
(1)
Soleira – corpo magmático tubular
A aplicação de princípios estratigráficos à soleira basáltica possibilitou a
(A) determinação da sua idade radiométrica através do estudo dos fósseis nela contidos.
(B) reconstituição da ordem cronológica dos acontecimentos geológicos que a originaram.
(C) determinação da sua idade relativa através do cálculo da razão isótopo-pai/ /isótopo-filho.
(D) identificação da sua natureza litológica e das suas condições de formação.
4.
Associe a cada afirmação o grupo de rochas que lhe corresponde.
4.1. Resulta da recristalização de minerais preexistentes. ____________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
4.2. Pode formar-se como resultado de tensões orientadas. ____________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
4.3. Resulta da solidificação de uma mistura de materiais nos três estados físicos da matéria. __________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática |
Rocha metamórfica)
4.4. Pode apresentar uma textura granular. __________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
4.5. Pode resultar da precipitação de sais dissolvidos na água. __________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
4.6. Consolida à superfície ou em profundidade. __________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
4.7. Pode apresentar uma textura foliada. ____________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
4.8. Pode resultar da deposição de restos de seres vivos. __________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
4.9. Sofre desagregação pela ação dos agentes atmosféricos. __________________ (Rocha sedimentar | Rocha magmática | Rocha metamórfica)
5.
A localização no tempo de acontecimentos que marcaram a história da Terra pode ser feita em termos de idade absoluta ou de idade relativa desses mesmos
acontecimentos.
Classifica as seguintes afirmações em verdadeiras ou falsas.
(__) A idade relativa das rochas baseia-se, por exemplo, nas informações fornecidas por fósseis.
(__) A datação absoluta é um método de medida em unidades numéricas de tempo geológico, que tem como referência o tempo presente.
(__) A idade relativa de uma rocha sedimentar pode ser inferida a partir da textura da rocha.
(__) A idade relativa é determinada pela quantidade de isótopos radioativos numa rocha.
(__) Quando se determina a idade absoluta das rochas, a escala usada é, por regra, o milhão de anos.
6.
A figura representa a curva de decaimento de um isótopo X num isótopo-filho Y.
Seleciona a opção correta.
A percentagem presente de isótopo Y numa rocha com 200 M.a. é de:
(A) 75%
(B) 70%
(C) 50%
(D) 80%
7.
Na região de Lisboa-Mafra assinala-se a ocorrência de importante vulcanismo (Complexo de Mafra) com a intrusão de basaltos associada a um
conjunto de filões radiais.
A Figura 1 expõe a visão geral da soleira(1) da praia da Foz da Fonte, que se encontra intercalada por unidades sedimentares do Cretácico inferior.
Este é considerado o melhor afloramento rochoso da Península de Setúbal, sendo representativo da ocorrência de episódios de vulcanismo
antigo. A soleira basáltica encontra-se em excelente estado de conservação e apresenta um conjunto de características raras e únicas no país.
A soleira corresponde a uma massa de rocha magmática, com uma espessura regular de aproximadamente 8 metros, sendo concordante com a
estratificação, no que respeita à sua disposição espacial. Embora não se conheça a sua datação isotópica, é possível atribuir-lhe uma idade
relativa, recorrendo aos sinais de metamorfismo de contacto, resultantes da sua instalação, detetados nas rochas carbonatadas sobrejacentes.
Na Praia da Foz da Fonte, a bancada de calcário resistente que aflora no lado sul apresenta diversos tipos de fósseis de corais e de gastrópodes,
estando o local a ser alvo de uma intensa ação de meteorização e erosão, fenómenos que têm contribuído, na atualidade, para a sedimentação
de areias.
(1)
Soleira – corpo magmático tubular
Indique a designação a atribuir aos fósseis de organismos que apresentam curta repartição vertical e vasta distribuição geográfica.
8.
Considera que uma rocha tem um isótopo radioativo com uma semivida de 15 M.a. e que existe nessa amostra 1/4 da concentração original do isótopo-pai.
Responde às seguintes questões.
8.1. Calcula a idade da amostra.
8.2. Refere quantas semividas terão de passar até a quantidade inicial de isótopo-pai ser reduzida a 1/16.
9.
O grupo de ilhas formado pelas Berlengas, Estelas e Farilhões encontra-se situado ao largo de Peniche e corresponde a um verdadeiro
monumento geológico.
Estas ilhas e ilhéus são constituídas essencialmente por rochas magmáticas, de que são exemplo os granitos vermelhos das Berlengas e Estela e
por rochas metamórficas, tais como os gnaisses e os xistos dos Farilhões.
Recolheram-se e dataram-se, através do método 207Pb – 235U, duas amostras rochosas. No Farilhão Grande, a análise de três frações de monazite
(mineral radioativo) presentes numa amostra de granito de um complexo metamórfico sugere uma idade de 377,1 Ma, interpretada como a
ocasião em que o granito do grupo ocidental das ilhas foi alvo de metamorfismo. Já a análise, na mesma amostra de uma fração de zircão, indica
uma idade de 483 Ma. Uma vez que o zircão é um mineral particularmente resistente aos fenómenos da geodinâmica externa, bem como a um
elevado grau de metamorfismo, aponta-se para que este corresponda a material mineralógico resultante dos fenómenos de magmatismo.
Por sua vez, as frações de monazite e de zircão do granito da Berlenga Grande apontam para uma idade de 307,4 Ma. Atribui-se tal valor à idade
da intrusão do granito que constitui o grupo oriental das ilhas.
Baseado em P. Vaquero et al., «Idades preliminares U-Pb (ID-TIMS) das ilhas das Berlengas (Portugal)», 2010
Atendendo a que o tempo de semivida do par isotópico 207Pb – 235U é de 713 Ma, é possível concluir que
(A) a fração de zircão do granito do Farilhão Grande apresenta predomínio de isótopo-filho.
(B) as frações de monazite e de zircão do granito da Berlenga Grande possuem 50% de isótopo-pai e 50% de isótopo-filho.
(C) a fração de zircão do granito da Berlenga Grande apresenta predomínio de isótopo-pai.
(D) as frações de monazite do granito do Farilhão Grande possuem 50% de isótopo-pai e 50% de isótopo-filho.
10.
O vulcão das Sete Cidades é um dos quatro grandes vulcões da ilha de S. Miguel, apresentando uma caldeira quase circular, com cerca de 5 km de
diâmetro, resultante do abatimento do cone vulcânico ocorrido há cerca de 22 mil anos. Este vulcão é atravessado pelo rifte da Terceira, uma
estrutura tectónica que, segundo alguns autores, representa a zona oeste da fronteira entre a placa Eurasiática e a placa Africana (FIG. 1). No
vulcão das Sete Cidades é possível considerar duas séries estratigráficas. A série inferior inclui os depósitos mais antigos, relacionados com a
construção subaérea do edifício, desde há mais de 200 mil anos, até há cerca de 36 mil anos. Este período de atividade caracterizou‐se pela
produção de escoadas lávicas de composição basáltica a traquítica, esta última com teor intermédio de sílica (58 a 69%). A série superior integra
todos os produtos vulcânicos emitidos desde há 36 mil anos, tendo‐se iniciado com o primeiro estádio de formação da caldeira. Este grupo
compreende seis formações constituídas por produtos resultantes maioritariamente de atividade intracaldeira, de natureza traquítica, incluindo
depósitos de piroclastos de queda e de fluxo, alguns resultantes de atividade hidromagmática.
Figura 1 Enquadramento tectónico do arquipélago dos Açores. FSJ–Falha de S. Jorge; ZFEA– Zona de Falha Este dos Açores; FG – Falha Glória; CMA – Crista Média Atlântica.
Baseado em [Link] [consult. mai 2019]
A datação radiométrica através do método K-Ar revelou idades de 210 mil anos para rochas colhidas na base do flanco noroeste da caldeira e de 74 mil anos para
rochas colhidas no flanco oeste. Relativamente ao flanco oeste, as rochas do flanco noroeste apresentam uma razão isótopo pai/isótopo filho
(A) superior.
(B) inferior.
(C) igual.
(D) constante, ao longo do tempo.
11.
Os fósseis de trilobites são importantes no estabelecimento das relações entre os diferentes estratos, permitindo...
(A) uma datação relativa.
(B) uma datação absoluta.
(C) determinar a idade da rocha em Ma.
(D) determinar a idade absoluta e a idade relativa.
12.
A datação dos granitos na serra da Estrela, feita com recurso aos mesmos isótopos, revelou que...
(A) a razão isótipo-pai/isótopo-filho é maior nos granitos mais antigos.
(B) o período de semivida do isótopo-pai é menor nos granitos mais recentes.
(C) a razão isótopo-pai/isótopo-filho é menor nos granitos mais antigos.
(D) o período de semivida do isótopo-pai é maior nos granitos mais recentes.
13.
Durante o final do Mesozoico no Cretácico, instalaram-se os maciços de Sintra, de Sines e de Monchique, constituídos, maioritariamente, por
rochas plutónicas. Possuem uma estrutura em anel, com dimensões, formas e orientações idênticas.
O maciço de Sines encontra-se imerso a oeste e coberto pelos sedimentos cenozoicos a este. Apresenta uma forma oval achatada. Do ponto de
vista litológico, o maciço é constituído por um núcleo de sienito (rocha magmática), envolvido por gabro-dioritos (também rochas magmáticas)
mais antigos e cortado por brechas vulcânicas. O maciço está associado a uma densa rede de filões de composição muito heterogénea.
No que diz respeito a datações das rochas do maciço de Sines, foi obtida a idade de 75 Ma, a partir de zircões do sienito com U-Pb.
Explique a importância, para a datação absoluta, do facto de o tempo de semivida do isótopo instável ser constante.
14.
O sistema isotópico Hf-W caracteriza-se por ter um período de semivida de 9 Ma, logo, o tempo necessário para se formar 87,5% de W é…
(A) 36 Ma.
(B) 18 Ma.
(C) 27 Ma.
(D) 9 Ma.
15.
O petróleo, mistura de hidrocarbonetos (HC) e de não hidrocarbonetos, resulta de transformações a partir do querogénio, a fração da matéria
orgânica sedimentar que é insolúvel nos solventes orgânicos comuns.
Até aos 1000 metros de profundidade e a temperaturas na ordem dos 50 °C, a matéria orgânica incorporada nos sedimentos sofre diagénese,
dando origem, consoante os ambientes de sedimentação, a diferentes tipos de querogénio – I, II, III ou IV –, que apresentam, sucessivamente,
quantidades decrescentes de hidrogénio.
Para a determinação do potencial gerador, isto é, da quantidade de petróleo que um querogénio é capaz de gerar, é usada a técnica de pirólise
Rock-Eval. Nesta técnica, uma pequena quantidade de rocha é submetida a temperaturas que permitem a degradação do querogénio e a
consequente geração de hidrocarbonetos.
Na margem oeste da Península Ibérica foram colhidas amostras de rocha de diferentes formações geológicas da Bacia Lusitânica. Com o objetivo
de avaliar o potencial das referidas amostras de rocha para a geração de petróleo realizou-se a investigação que a seguir se descreve.
Métodos utilizados e resultados obtidos
1 – As amostras de rocha foram tratadas com ácido clorídrico (HCℓ).
2 – A componente não eliminada pelo ácido foi utilizada na análise do teor de carbono orgânico total (COT) das amostras e no cálculo do seu
resíduo insolúvel.
3 – Nas amostras com teores de COT superiores a 0,5% foram quantificados o potencial gerador e os índices de hidrogénio.
A Tabela 1 apresenta alguns dos resultados obtidos para três das amostras estudadas, nas quais se identificou querogénio dos tipos I-II e III-IV.
Tabela 1
Baseado em Exame Nacional de Biologia e Geologia, 2.a Fase, IAVE, 2017, a partir de Spilogon et al., «Geoquímica orgânica de rochas
potencialmente geradoras de petróleo no contexto evolutivo da Bacia Lusitânica, Portugal», Boletim de Geociências – Petrobras, Vol. 19, [Link] 1/2,
janeiro de 2011, e em Gomes & F. Alves, «O Universo da Indústria Petrolífera – da pesquisa à refinação», Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian,
2011
Uma das variáveis dependentes em estudo é
(A) a proveniência das amostras de rocha.
(B) o tratamento das amostras de rocha com HCℓ.
(C) a técnica para a determinação do potencial gerador.
(D) o potencial gerador das diferentes amostras de rocha.
16.
História geológica de Valongo
A região onde hoje se situa a cidade de Valongo, no norte de Portugal, encontrava-se coberta pelo mar no início do Paleozoico, há cerca de 542 Ma. Serão
aproximadamente desta idade as rochas mais antigas que ali afloram e que se encontram interestratificadas com escoadas de lava de idade câmbrica (de 541 a
485 Ma) e, talvez, também pré-câmbrica. A figura representa um corte geológico da região.
No início do Ordovícico (há aproximadamente 485 Ma), formou-se um rifte que conduziu à instalação de um mar onde viveram trilobites.
Durante o Devónico (de 419 a 359 Ma), a região onde se insere Valongo deslocou-se para norte, desde a região do polo sul, onde então se encontrava, até
próximo do equador, colidindo com um outro continente e provocando um recuo do mar e o dobramento das rochas. Daqui resultou a deformação assinalada na
Figura 3 com a letra A.
Este último contexto paleogeográfico, que levou à formação de bacias sedimentares continentais lacustres, ocorreu no Carbonífero (de 359 a 299 Ma).
Atualmente, destacam-se na paisagem as cristas quartzíticas do Ordovícico, que constituem as serras de Santa Justa e de Pias, entre as quais corre o rio Ferreira.
Baseado em H. Couto e A. Lourenço, «História Geológica do Anticlinal de Valongo. Evolução da Terra e da Vida», U. Porto, 1.a edição, novembro de 2011
Figura baseada em Carta Geológica de Portugal, Folha 9-D (Penafiel), 1/50 000
Lê com atenção o documento.
Ordena as expressões seguintes, de modo a sequenciar os acontecimentos relativos à evolução geotectónica da região de Valongo, tendo em conta os dados
fornecidos.
___ Compressão das rochas no Devónico.
___ Formação de um rifte no Ordovícico.
___ Formação de leitos de carvão.
___ Instalação de bacias sedimentares continentais.
___ Instalação do vale do rio Ferreira.
17.
Seleciona a opção correta.
Os fósseis de fácies consideram-se de extrema importância na...
(A) pesquisa da duração de uma espécie.
(B) reconstituição de ambientes passados.
(C) reconstituição da formação de rochas.
(D) determinação da idade dos terrenos.
18.
O gráfico ilustra a evolução do número de famílias de organismos marinhos durante os últimos 600 M.a.. Estão representados Eras e Períodos geológicos.
Responde às seguintes questões.
18.1. Indica a Era mais recente representada na figura.
18.2. Identifica o período no final do qual se registou uma maior diminuição no número de família de seres vivos na Terra.
19.
Allosaurus fragilis – um elo entre dois continentes
Andrés é uma localidade do distrito de Leiria, integrada na formação geológica da Lourinhã, à qual é atribuída uma idade entre 147 e 140 milhões de anos (M.a.).
Em rochas sedimentares de Andrés, foram encontrados os restos fossilizados de um espécime de dinossáurio Allosaurus fragilis, compostos por dentes, vértebras
e costelas.
Esta espécie foi também descoberta na formação de Morrison, nos Estados Unidos da América, o que veio reforçar a ideia de que, durante o final do período
jurássico, teria havido uma ligação entre a parte norte do continente americano e a Europa ocidental. Devido a um abaixamento do nível das águas do mar, ter-
se-iam formado corredores naturais de passagem, que teriam possibilitado a migração de animais, numa época em que os continentes já teriam iniciado o
processo de separação.
Texto baseado em [Link] (consultado em outubro de 2011).
Pergunta adaptada do teste intermédio 2012.
Lê o documento e seleciona a opção correta.
De acordo com os dados, Allosaurus fragilis viveu do Jurássico...
(A) inferior ao Jurássico médio.
(B) superior ao Cretácico inferior.
(C) superior ao Cretácico superior.
(D) inferior ao Jurássico superior.
20.
O petróleo, mistura de hidrocarbonetos (HC) e de não hidrocarbonetos, resulta de transformações a partir do querogénio, a fração da matéria
orgânica sedimentar que é insolúvel nos solventes orgânicos comuns.
Até aos 1000 metros de profundidade e a temperaturas na ordem dos 50 °C, a matéria orgânica incorporada nos sedimentos sofre diagénese,
dando origem, consoante os ambientes de sedimentação, a diferentes tipos de querogénio – I, II, III ou IV –, que apresentam, sucessivamente,
quantidades decrescentes de hidrogénio.
Para a determinação do potencial gerador, isto é, da quantidade de petróleo que um querogénio é capaz de gerar, é usada a técnica de pirólise
Rock-Eval. Nesta técnica, uma pequena quantidade de rocha é submetida a temperaturas que permitem a degradação do querogénio e a
consequente geração de hidrocarbonetos.
Na margem oeste da Península Ibérica foram colhidas amostras de rocha de diferentes formações geológicas da Bacia Lusitânica. Com o objetivo
de avaliar o potencial das referidas amostras de rocha para a geração de petróleo realizou-se a investigação que a seguir se descreve.
Métodos utilizados e resultados obtidos
1 – As amostras de rocha foram tratadas com ácido clorídrico (HCℓ).
2 – A componente não eliminada pelo ácido foi utilizada na análise do teor de carbono orgânico total (COT) das amostras e no cálculo do seu
resíduo insolúvel.
3 – Nas amostras com teores de COT superiores a 0,5% foram quantificados o potencial gerador e os índices de hidrogénio.
A Tabela 1 apresenta alguns dos resultados obtidos para três das amostras estudadas, nas quais se identificou querogénio dos tipos I-II e III-IV.
Tabela 1
Baseado em Exame Nacional de Biologia e Geologia, 2.a Fase, IAVE, 2017, a partir de Spilogon et al., «Geoquímica orgânica de rochas
potencialmente geradoras de petróleo no contexto evolutivo da Bacia Lusitânica, Portugal», Boletim de Geociências – Petrobras, Vol. 19, [Link] 1/2,
janeiro de 2011, e em Gomes & F. Alves, «O Universo da Indústria Petrolífera – da pesquisa à refinação», Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian,
2011
Considere as afirmações seguintes, relativas à amostra de rocha 2.
I. A rocha correspondente à amostra 2 formou-se na Era Paleozoica.
II. Trata-se da amostra de rocha com menor percentagem de resíduo insolúvel e de carbono orgânico total.
III. No final da Era em que a rocha da amostra se formou, ocorreu um episódio de extinção em massa.
(A) III é verdadeira; I e II são falsas.
(B) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(C) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(D) I é verdadeira; II e III são falsas.
21.
História geológica de Valongo
A região onde hoje se situa a cidade de Valongo, no norte de Portugal, encontrava-se coberta pelo mar no início do Paleozoico, há cerca de 542 Ma. Serão
aproximadamente desta idade as rochas mais antigas que ali afloram e que se encontram interestratificadas com escoadas de lava de idade câmbrica (de 541 a
485 Ma) e, talvez, também pré-câmbrica. A figura representa um corte geológico da região.
No início do Ordovícico (há aproximadamente 485 Ma), formou-se um rifte que conduziu à instalação de um mar onde viveram trilobites.
Durante o Devónico (de 419 a 359 Ma), a região onde se insere Valongo deslocou-se para norte, desde a região do polo sul, onde então se encontrava, até
próximo do equador, colidindo com um outro continente e provocando um recuo do mar e o dobramento das rochas. Daqui resultou a deformação assinalada na
Figura 3 com a letra A.
Este último contexto paleogeográfico, que levou à formação de bacias sedimentares continentais lacustres, ocorreu no Carbonífero (de 359 a 299 Ma).
Atualmente, destacam-se na paisagem as cristas quartzíticas do Ordovícico, que constituem as serras de Santa Justa e de Pias, entre as quais corre o rio Ferreira.
Baseado em H. Couto e A. Lourenço, «História Geológica do Anticlinal de Valongo. Evolução da Terra e da Vida», U. Porto, 1.a edição, novembro de 2011
Figura baseada em Carta Geológica de Portugal, Folha 9-D (Penafiel), 1/50 000
Lê o documento e seleciona a opção que completa corretamente os espaços.
A presença de fósseis de trilobites em estratos sedimentares do Ordovícico permite determinar a idade _______ dessas rochas se esses fósseis apresentarem uma
reduzida distribuição _______.
(A) absoluta ... geográfica
(B) relativa ... geográfica
(C) absoluta ... estratigráfica
(D) relativa ... estratigráfica
22.
Observa a figura que apresenta os principais aspetos morfológicos da superfície da Terra.
Seleciona a única alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.
Na datação de uma rocha magmática oriunda dos Andes foi usado o método 235U / 207Pb. O tempo de semivida associado à transformação radioativa 235U /
207Pb é de 700 milhões de anos. Isso significa que determinada massa de 235U será reduzida para metade ao fim de...
(A) ... 350 milhões de anos.
(B) ... 700 milhões de anos.
(C) ... 1400 milhões de anos.
(D) ... 2800 milhões de anos.
23.
As Eras geológicas são marcadas por grandes mudanças a nível da diversidade biológica.
Estabelece a correspondência correta entre as Eras geológicas e os principais eventos biológicos.
23.1. Aparecimento dos primeiros seres unicelulares.
(A) Mesozoico
(B) Pré-Câmbrico
(C) Cenozoico
(D) Paleozoico
23.2. Domínio das trilobites.
(A) Mesozoico
(B) Pré-Câmbrico
(C) Cenozoico
(D) Paleozoico
23.3. Domínio dos dinossauros.
(A) Mesozoico
(B) Pré-Câmbrico
(C) Cenozoico
(D) Paleozoico
23.4. Aparecimento dos primeiros hominídeos.
(A) Mesozoico
(B) Pré-Câmbrico
(C) Cenozoico
(D) Paleozoico
24.
Completa a frase com as opções corretas.
Os fósseis de _______ (ginkgoales | ambiente | relativa | amonites | absoluta | idade), como, por exemplo, as __________ (ginkgoales | ambiente | relativa |
amonites | absoluta | idade), fornecem uma grande quantidade de informações que permitem fazer a datação __________ (ginkgoales | ambiente | relativa |
amonites | absoluta | idade) das rochas em que surgem.
25.
Texto 1
Durante o Paleozoico, ocorreu na região algarvia sedimentação marinha, que terminou há cerca de 299 milhões de anos (Ma) – final do
Carbonífero. Mais tarde, no final do Paleozoico, devido à colisão dos continentes Gondwana e Laurásia, que deu origem à formação do
supercontinente Pangeia, os sedimentos sofreram dobramento, fraturação e metamorfismo.
Durante o Mesozoico (252 a 66 Ma), a fragmentação generalizada do supercontinente levou à formação da Bacia Lusitaniana (na zona oeste de
Portugal), à formação da Bacia do Algarve, cuja área emersa se estende, atualmente, desde o Cabo de S. Vicente até ao rio Guadiana, e à
progressão do Mar de Tétis para oeste. Por vezes, estabeleceu-se uma continuidade geográfica entre estas bacias de sedimentação, em especial
durante o Jurássico (201 a 145 Ma), permitindo que a fauna marinha vinda do norte (boreal) e a fauna do Mar de Tétis (tetisiana) se misturassem.
Ao longo do Mesozoico, depositaram-se na Bacia do Algarve sedimentos essencialmente marinhos, que assentaram sobre rochas do Paleozoico.
A unidade geológica mais antiga da bacia, designada como Argilas de S. Bartolomeu de Messines, é constituída sobretudo por argilas vermelhas,
depositadas em ambientes fluviais ou lacustres. O afundimento de algumas zonas da região favoreceu a progressão do Mar de Tétis para oeste e
possibilitou, há cerca de 200 Ma, a formação de gesso e do sal-gema explorado em Loulé.
Durante uma fase de rifting intracontinental, ocorreu ascensão de magma que deu origem ao Complexo Vulcano-Sedimentar, que aflora entre
Sagres e Vila Real de Sto. António. Este complexo, formado por lavas essencialmente basálti- cas, cinzas vulcânicas, piroclastos e fragmentos da
rocha encaixante, está incluído na chamada Central Atlantic Magmatic Province (CAMP). Apresenta uma idade de aproximadamente 200 Ma e
aflora em quatro continentes: América do Norte, América do Sul, Noroeste de África e Sudoeste da Europa.
Há cerca de 92 Ma, a movimentação da África levou à subdução da litosfera oceânica sob a Eurásia, que culminou com o fecho do Mar de Tétis.
Este processo causou as deformações alpinas na Eurásia, que se propagaram de este para oeste, vindo a afetar os depósitos de sal-gema de
Loulé.
A FIGURA 1 representa a evolução paleogeográfica dos continentes durante o Mesozoico.
Figura 1
Baseado em: P. Teixeira, «O Diapiro de Loulé, Estudo Geofísico do Sal-gema da Mina Campina de Cima», Dissertação de Mestrado em Geologia, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto,
2017; em: P. Terrinha et al., «A Bacia do Algarve: Estratigrafia, Paleogeografia e Tectónica», Geologia de Portugal, Vol. 2, Escolar Editora, 2013; e em:
[Link] (consultado em outubro de 2021).
Selecione a única opção correta.
Nas Argilas de S. Bartolomeu de Messines, foram encontrados ossos de estegocéfalos fossilizados. Trata-se de anfíbios primitivos que viveram no Paleozoico e no
início do Mesozoico e que apresentam afinidades anatómicas com os répteis.
Estes dados permitiram
(A) fazer a datação relativa das argilas e reconhecer a existência de estruturas homólogas entre os estegocéfalos e os répteis.
(B) deduzir que os estegocéfalos viveram em meios com elevado hidrodinamismo e que ocorreu evolução
divergente.
(C) deduzir que os estegocéfalos e os répteis resultaram de evolução convergente e que os estegocéfalos foram cobertos por sedimentos
grosseiros.
(D) fazer a datação absoluta das argilas e deduzir que os estegocéfalos habitavam em meio marinho de baixa profundidade.
26.
Observa a figura que apresenta os principais aspetos morfológicos da superfície da Terra.
Seleciona a única alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.
Os aspetos morfológicos representados pela letra E são...
(A) ... mais antigos que os representados pela letra F e mais recentes que os representados pela letra G.
(B) ... mais recente que os representados pela letra F e mais antigos que os representados pela letra G.
(C) ... mais antigos que os representados pela letra F e pela letra G.
(D) ... mais recentes que os representados pela letra F e pela letra G.
27.
A figura mostra a distribuição de diversos moluscos ao longo da história da Terra.
Responde às seguintes questões.
27.1. Dos grupos representados, indica aquele cujos fósseis são relativos a seres vivos que tiveram um tempo de vida mais longo na Terra.
27.2. Identifica o grupo de fósseis que poderá ser considerado um mau fóssil de idade.
27.3. Refere um dos dois melhores grupos de fósseis de idade.
28.
A espécie Allosaurus fragilis, conhecida da Formação Morrison (Jurássico Superior), do oeste dos EUA, é uma das mais estudadas espécies de
dinossauros do grupo dos Theropoda (terópodes), que alberga todos os dinossauros carnívoros e os seus descendentes emplumados do
Mesozoico até à atualidade, as aves.
Como resultado de um estudo realizado por uma equipa internacional, foi identificado em Portugal o primeiro fóssil de dinossauro do Jurássico
com características de um terópode allosaurídeo. O espécime estudado, proveniente da localidade de Andrés (Pombal-Leiria), constitui a
primeira ocorrência de restos de dinossauros da espécie A. fragilis fora da América do Norte.
Allosaurus fragilis tornou-se, assim, na primeira espécie de dinossauros conhecida em dois continentes distintos. Este facto acarreta importantes
implicações paleogeográficas, provando a existência de uma “ponte terrestre”, porventura episódica, entre a América do Norte e a Europa
Ocidental, no Jurássico Superior, aproximadamente há 150-140 Ma (fig. 3).
Como resultado da fragmentação da Pangeia, é consensual a existência, no Jurássico Superior, de mares pouco profundos, por onde circulavam
dinossauros entre a Europa e a América do Norte.
Baseado em Dantas, et al. (1999). O dinossáurio carnívoro Allosaurus fragilis no Jurássico superior português.
Al-Madan, 8, 23-28. DOI:10.13140/RG.2.1.3224.1762.
Figura 3. A existência de mares pouco profundos ou a existência de pontes continentais permitiram a migração de populações de allosaurídeos
entre a Ibéria e o continente norte-americano.
Baseado em Brikiatis, L. (2016). Late Mesozoic North Atlantic land bridges. Earth-Science Review, 159, 47-57. DOI: 10.1016/[Link].2016.05.002
Os geólogos estudam as formações rochosas e, através da aplicação de princípios estratigráficos, reconstituem a história da Terra.
Explique a importância do princípio do uniformitarismo, na interpretação e reconstituição do passado da Terra.
29.
Completa as frases com as opções corretas.
Para explicar o desaparecimento dos _____________ (mamutes | meteorito | dinossauros | vulcânica | sísmica | planeta) foram formuladas diversas hipóteses.
Atualmente, supõe-se que a extinção poderá ter sido provocada pela queda de um ___________ (mamutes | meteorito | dinossauros | vulcânica | sísmica | planeta)
e/ou por uma intensa atividade ____________ (mamutes | meteorito | dinossauros | vulcânica | sísmica | planeta).
30.
A figura traduz o tempo de existência (em milhões de anos) de alguns grupos de animais durante a era Mesozoica.
Responde às seguintes questões.
30.1. Refere qual dos animais representados na figura surgiu há mais tempo.
30.2. Indica o período de tempo durante o qual existiram na Terra as Amonites.