1) Low-code software development
Antes de tudo, podemos definir que o low-code, ou em tradução livre, pouco código,
nada mais é do que plataformas que permitem que você crie soluções com o uso de
pouco código, bem como recursos de TI modulares que tendem a acelerar ainda
mais a construção das aplicações.
Ou seja, já que o low-code não precisa de muita necessidade de programação, é
possível acrescentar pouquíssimos códigos, facilitando, assim, as possibilidades do
seu uso.
O low-code traz componentes prontos para o profissional utilizá-los em sua
aplicação, permitindo também a customização e a criação de novos elementos se
necessário.
2) No-code software development
Em suma, diferentemente do Low-Code, o No-Code, ou também conhecido como
plataformas sem código, são menos flexíveis e pouco customizáveis.
Em outras palavras, essa linguagem permite que qualquer pessoa com pleno
conhecimento básico de suas funções e processos consiga realizar a criação de
soluções e recursos visuais, com o simples ato de arrastar e soltar elementos, por
exemplo. E tudo isso sem a necessidade de precisar escrever algum tipo de código
todo do zero na área de programação.
Porém, sem o uso de código você também não consegue fazer customizações para
atender diferentes necessidades do seu negócio.
3) Comparativo
Por fim, cada uma dessas tecnologias tem um público-alvo específico. O low-code,
por exemplo, é destinado (e bastante utilizado) a grandes corporações e médias
empresas que têm alta demanda no desenvolvimento de soluções; e, por
consequência, têm diversas equipes de TI para agilizar os processos.
Já o no-code é destinado, principalmente, a profissionais e empresas que não têm
experiência e conhecimento em códigos, com foco específico nos micro e pequenos
empreendedores, para reduzir demandas de seus setores de TI, muitas vezes
pequenos.
Entendendo o conceito e as funcionalidades do Low-Code e No-Code, não fica difícil
perceber as vantagens e benefícios que cada um deles pode oferecer para uma
organização, como:
- Oferecem autonomia aos criadores que não possuem conhecimento técnico,
os chamados citizen developers e, além disso, torna a tecnologia ainda mais
democrática no âmbito interno;
- Aceleram a percepção da POC (Provas de Conceito). Já que é podemos
construir soluções de maneira rápida tanto no no-code quanto no low-code,
também conseguimos ajustar detalhes e testar processos. Com isso, os
envolvidos na área terão uma percepção ainda maior de como as
ferramentas devem evoluir.
- Contribuem com a redução de custos, já que tanto as plataformas sem
código ou pouco código podem oferecer economia. Além disso, elas não
oferecem economia somente em dinheiro, mas como também de tempo, já
que tendem a evitar projetos muito extensos com participação de inúmeros
desenvolvedores.
- O low-code tem uma vantagem importante que já mencionei: a possibilidade
do uso de código. Para muitas empresas a customização é um dos pontos
mais importantes de um software.