1.
Selecione a opção correta.
A importância das plantas nos ecossistemas terrestres está relacionada com a
(A) oferta de alimento aos seres autotróficos.
(B) reciclagem de nutrientes orgânicos.
(C) produção primária de biomassa.
(D) preservação da camada de ozono.
2.
Numa determinada área, as aves de uma determinada espécie alimentavam-se de insetos que atacavam uma
plantação. As aves também consumiam cerca de 10% da produção de grãos dessa plantação. Para evitar tal perda, o
proprietário obteve autorização para caçar essas aves (momento A) na área da sua plantação, mas o resultado, ao
longo do tempo, foi uma queda na produção de grãos. A caça às aves foi proibida (momento B) e a produção de grãos
aumentou a partir de então, mas não chegou aos níveis anteriores.
Ao longo de todo esse processo, a população do predador natural dessas aves também foi afetada. No gráfico estão
representados os momentos A e B e as linhas representam a variação das populações de aves, de insetos que atacam a
plantação e de predadores naturais das aves, bem como a produção de grãos, ao longo do tempo.
Selecione a opção correta.
No gráfico, as linhas
(A) 1, 2 e 4 representam, respetivamente, a população de insetos, a população das aves e a população de seu
predador.
(B) 1, 3 e 4 representam, respetivamente, a população das aves, os grãos produzidos e a população de insetos.
(C) 2, 3 e 4 representam, respetivamente, os grãos produzidos, a população do predador das aves e a população das
aves.
(D) 1, 2 e 3 representam, respetivamente, os grãos produzidos, a população de insetos e a população das aves.
3.
Os inseticidas utilizados na agricultura poderão afetar as migrações de aves canoras (aves que cantam), o que pode
condicionar a probabilidade das aves encontrarem um parceiro e acasalarem. O efeito negativo de um grupo específico
de inseticidas – neonicotinoides – foi já estudado em abelhas e outros polinizadores, mas só agora se começa a
perceber os efeitos em vertebrados: durante as migrações, as aves são frequentemente expostas a pesticidas nos
locais de repouso, onde é particularmente importante a rápida ingestão de alimentos, para a migração ser bem
sucedida. As aves podem ser expostas a neonicotinoides por contacto com sprays ou por ingestão de água
contaminada ou de sementes tratadas com o inseticida.
A relação entre o inseticida e a migração de aves é particularmente importante uma vez que as populações de aves
que usam áreas agrícolas durante a migração ou para reprodução têm exibido declínios acentuados: estima-se que
74% das populações de aves migradoras dependentes de áreas agrícolas na América do Norte tenham diminuído entre
1966 e 2013, a maioria das quais com um regime alimentar granívoro.
Na primeira experiência para avaliar os efeitos de um neonicotinoide em aves selvagens, foram capturados 24
indivíduos de uma espécie de pardal, Zonotrichia leucophrys, ave nativa da América do Norte, durante a migração para
as áreas de reprodução (figura 1). Metade das aves foram alimentadas com uma dose elevada (3,9 miligramas por
quilograma de peso corporal) de imidacloprida, um inseticida neonicotinoide comummente utilizado na agricultura
desde 1990, enquanto à outra metade foi fornecida uma dose mais reduzida do mesmo composto (1,2 miligramas por
quilograma de peso corporal); em ambos os grupos (respetivamente, 1 e 2) o inseticida foi fornecido em óleo de
girassol. Além dos grupos 1 e 2 foi criado um outro grupo de aves, o grupo 3.
Os resultados estão representados na figura B.
Baseado em [Link], [Link], Eng, M.L. et al. (2019). A neonicotinoid insecticide reduces fueling and
delays migration in songbirds. Science
Selecione a opção correta.
Para atividades como o voo, as aves
(A) realizam a fermentação, em organelos especializados – as mitocôndrias.
(B) realizam trocas gasosas por um sistema de traqueias, altamente eficientes pois o fornecimento de oxigénio às
células é direto.
(C) produzem energia ao nível dos pulmões, onde são trocados oxigénio e dióxido de carbono com o meio.
(D) obtêm energia a nível celular, por oxidação completa de glicose na presença de oxigénio.
4.
A comunidade biótica de um ecossistema é formada por um conjunto de…
(A) populações, interagindo bioticamente.
(B) populações, interagindo abioticamente.
(C) organismos da mesma espécie, interagindo abioticamente.
(D) organismos da mesma espécie, interagindo bioticamente.
5.
Grupo IV
A nicotina é um composto químico muito nocivo para a maioria dos seres vivos, mas não para a lagarta Manducta
sexta, que se alimenta de folhas de tabaco e ingere diariamente seis vezes a dose letal de nicotina para o ser humano.
Os cientistas do Instituto de Ecologia Química Max Planck, na Alemanha, mostraram que o gene CYP6B46 responsável
pela metabolização da nicotina permite que uma pequena percentagem da nicotina ingerida não seja degradada, fique
na hemolinfa e seja expelida pela lagarta para o ar envolvente, detendo o seu maior predador, a aranha-lobo
Camptocosa parallela.
Para investigar o efeito da nicotina da planta na sobrevivência da lagarta, os cientistas desenvolveram plantas
modificadas de Nicotiana attenuata (irPTM) que produzem uma molécula que, quando ingerida pelas larvas, silencia o
gene CYP6B46. O silenciamento do gene resulta numa menor transferência de nicotina para a hemolinfa da lagarta. Foi
monitorizada a percentagem de sobrevivência das lagartas em meio natural, no deserto do Utah, numa plantação com
plantas modificadas (irPTM) e plantas não modificadas (EV) em presença dos predadores. Os resultados estão expressos
no gráfico B.
As aranhas foram recolhidas do campo e em laboratório, foram realizados vários tipos de ensaio em que as
aranhas estiveram em contacto com lagartas durante 1 hora, finda a qual foi contada a percentagem de lagartas
ingeridas (predação):
• Ensaios de escolha: às aranhas foram apresentados dois tipos de lagartas sujeitas a diferentes regimes
alimentares, os resultados da escolha das aranhas são apresentados nos gráficos D e E;
• Ensaios de não escolha: às aranhas foram disponibilizadas lagartas alimentadas apenas com alimentação
artificial com diferentes % de nicotina (gráfico F).
Figura A
Figura B
Figura C
Figura D, E, F
Fonte: [Link]
Ordene de modo a reconstituir, segundo uma relação causa-efeito, a sequência temporal desses acontecimentos, iniciando pelo papel
exercido pelos decompositores.
___ Decomposição de excrementos, cadáveres e outros restos orgânicos.
___ Transformação de matéria mineral em matéria orgânica.
___ Ingestão de matéria orgânica por Manducta sexta.
___ Devolução de matéria inorgânica ao meio abiótico.
___ Acumulação de matéria orgânica em tecidos de Nicotiana attenuata.
6.
Observa a figura onde estão representados dois organismos com características muito distintas.
Classifica-os quanto ao número de células que os constituem.
(responde utilizando apenas uma palavra)
6.1. B
6.2. A
7.
Atualmente, é frequente a referência às plantas aquáticas flutuantes como sistemas naturais de tratamento de águas
residuais, pela capacidade que apresentam de remover vários tipos de contaminantes, entre os quais, metais. Apesar
de elevadas concentrações destes elementos serem tóxicas, eles são essenciais a funções vitais das plantas, como a
fotossíntese e a respiração. O ião cobre (Cu2+), por exemplo, é um constituinte da plastocianina, proteína existente nos
tilacoides e que integra a cadeia transportadora de eletrões. O ião zinco (Zn2+) é um componente indispensável à
atividade de enzimas envolvidas na síntese de RNA.
Com o objetivo de avaliar a redução da toxicidade das águas residuais decorrente da capacidade de bioacumulação do
jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) e da alface-de-água (Pistia stratiotes), foi realizado o estudo que a seguir se
descreve.
Procedimento:
• Foram recolhidas, num rio não poluído, plantas jovens de Eichhornia crassipes (Ec) e de Pistia stratiotes (Ps). As suas
raízes foram cuidadosamente lavadas, e foi determinada a concentração de metais presente na totalidade dos tecidos
das plantas. Em E. crassipes, foram ainda determinadas, separadamente, as concentrações de metais nas raízes e nas
folhas.
• Em cada um de sete tanques, foram colocados 400 L de águas residuais, provenientes de um parque industrial.
• Foram adicionados 4 kg de plantas jovens de E. crassipes a três dos tanques e 4 kg de plantas jovens de P. stratiotes
a outros três tanques.
• A cada 5 dias, foi determinada a concentração de metais presentes nas águas residuais.
• Ao fim de 20 dias, foi novamente determinada a concentração de metais presentes nos tecidos das duas espécies de
plantas.
Os gráficos I e II apresentam a variação do teor em zinco (Zn) e em cobre (Cu) nos diferentes tanques de águas
residuais, ao longo do tempo.
Os gráficos III e IV apresentam a concentração de zinco (Zn) e de cobre (Cu) nos tecidos de E. crassipes (Ec) e de P.
stratiotes (Ps), expressa em mg/kg, no início e após os 20 dias de tratamento.
Baseado em: K. Victor et al., «Bioaccumulation of heavy metals from wastewaters (Pb, Zn, Cd, Cu and Cr) in water hyacinth (Eichhornia
crassipes) and water lettuce (Pistia stratiotes)», in International Journal of ChemTech Research, Vol. 9, 2016.
Seleciona a opção correta.
Na investigação descrita, uma das variáveis dependentes é
(A) a variedade de plantas aquáticas utilizada no estudo.
(B) a concentração inicial de metais nas águas residuais.
(C) a biomassa das duas espécies de plantas.
(D) a acumulação de metais em E. crassipes.
8.
Classifica as seguintes afirmações em verdadeiras ou falsas.
O mundo acordou para a necessidade de preservação do património natural.
(__) A primeira área protegida portuguesa foi o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
(__) As áreas protegidas cobrem cerca de 50% das terras emersas.
(__) As áreas protegidas destinam-se à preservação de um conjunto representativo de ecossistemas.
(__) Felizmente, no nosso país tem-se verificado uma diminuição da degradação dos habitats naturais.
(__) Fazem parte das áreas protegidas os parques e reservas naturais, as áreas de paisagem protegida e os sítios classificados.
9.
Toxicidade de inseticidas na agricultura
Na produção agrícola, podem ser utilizados diversos inseticidas, como o Diclorvos (DDVP) e a Deltametrina (DTM). Estas classes de inseticidas afetam o sistema
nervoso, causando a paralisia dos insetos.
Os inseticidas da classe do DDVP impedem a ação de enzimas, tais como as esterases, que são necessárias à degradação dos neurotransmissores. Já os
inseticidas da classe da DTM atuam nos canais de sódio do axónio, retardando a repolarização do neurónio.
Com o intuito de avaliar a toxicidade de fórmulas comerciais do DDVP e da mistura deste com a DTM, foi desenvolvido um estudo de toxicidade em peixes da
espécie Danio rerio.
Métodos utilizados e resultados obtidos
1. Foram utilizados peixes com um peso médio de 5 g.
2. Os peixes foram mantidos em água a uma temperatura de 25 °C e pH 7,0. Foi fornecido a todos os peixes o mesmo tipo de alimento.
3. Posteriormente, os peixes foram colocados, durante 48 horas, em aquários de 3 L. Para a determinação da toxicidade dos inseticidas, variou-se, em alguns
dos aquários, a concentração de DDVP ou da mistura de DDVP com DTM.
4. Parte dos resultados obtidos consta nas Tabelas 1 e 2.
5. Nos testes efetuados nos grupos de controlo, não se registaram mortes.
Tabela 1 – Determinação da Tabela 2 – Determinação da toxicidade da
toxicidade do inseticida DDVP mistura dos inseticidas DDVP e DTM em peixes
em peixes da espécie Danio da espécie Danio rerio
rerio
Concentração Mortes Concentração Concentração Mortes
DDVP (%) DDVP DTM (%)
(μg L-1) (μg L-1) (μg L-1)
0,010 0 0,005 0,020 100
0,020 0 0,010 0,040 100
0,040 100 0,020 0,080 100
Considera os dados das Tabelas 1 e 2 e as informações seguintes:
• a utilização isolada de 0,078 μg L−1 de DTM provoca 50% de mortes em Danio rerio;
• as enzimas esterases catalisam a hidrólise da DTM;
• o DDVP impede a ação das esterases.
Explica a diferença na percentagem de mortes quando se utilizam os inseticidas isoladamente e quando se utilizam em conjunto.
Na tua resposta, apresenta os resultados que permitem confirmar a tua explicação.
10.
“O meu avô dizia que quando o bicho salta e mergulha em direção ao fundo é uma rã e que quando salta, mergulha e
volta para a borda da água é um sapo. E tinha alguma razão!
As rãs adultas vivem junto da água e são boas nadadoras. A sua pele é lisa e as patas traseiras compridas têm
membranas entre os dedos, que ao funcionarem como barbatanas, facilitam a natação.
Os sapos podem mergulhar para se esconderem, mas não são bons nadadores e não vivem na água. A sua pele rugosa
e húmida faz com que se assemelhem a grãos de terra ou de areia. Durante o dia, ficam escondidos no aconchego da
humidade, ora em buracos que escavam, ora debaixo de troncos ou até mesmo dentro de pequenas tocas de ratinhos e
musaranhos.
As relas (Hyla arborea) têm uma pele mais ou menos lisa, como as rãs, mas vivem essencialmente fora de água, como
os sapos. A sua grande inovação é possuírem patas trepadoras, proeza que conseguem graças aos discos com ventosas
autocolantes que apresentam nas pontas dos dedos. Vivem empoleiradas na vegetação aquática, sem caírem e sem
escorregarem. De fazerem inveja a quem gosta de escalar! Só mais uma coisa... rãs, sapos e relas caçam de noite, com
a ajuda de uma língua pegajosa semelhante à do camaleão e isso, acho que o meu avô não sabia...”
As rãs, os sapos e as relas são anfíbios anuros, dado que as formas adultas não apresentam cauda. As suas larvas
respiram pelas brânquias, ao passo que os adultos o fazem através dos pulmões e, parcialmente, pela pele.
Baseado em R. Gaspar, «À descoberta dos bichos», 2011
Considere os seguintes dados:
• Os tremátodes são vermes parasitas, cujo desenvolvimento depende, temporariamente, da presença de moluscos.
• Os moluscos, onde se alojam os tremátodes, alimentam-se, preferencialmente, de algas perifíticas.
• Rana pipiens é uma rã que, na presença de tremátodes, evidencia malformações nos membros, danos renais e inchaços severos.
• A atrazina é um composto utilizado no combate de algas aquáticas infestantes, ineficaz para algas perifíticas.
Explique de que modo o uso da atrazina, em ecossistemas onde se encontram moluscos hospedeiros de tremátodes, poderá afetar a
densidade populacional de Rana pipiens.
11.
Numa determinada área, as aves de uma determinada espécie alimentavam-se de insetos que atacavam uma
plantação. As aves também consumiam cerca de 10% da produção de grãos dessa plantação. Para evitar tal perda, o
proprietário obteve autorização para caçar essas aves (momento A) na área da sua plantação, mas o resultado, ao
longo do tempo, foi uma queda na produção de grãos. A caça às aves foi proibida (momento B) e a produção de grãos
aumentou a partir de então, mas não chegou aos níveis anteriores.
Ao longo de todo esse processo, a população do predador natural dessas aves também foi afetada. No gráfico estão
representados os momentos A e B e as linhas representam a variação das populações de aves, de insetos que atacam a
plantação e de predadores naturais das aves, bem como a produção de grãos, ao longo do tempo.
Selecione a opção correta.
As células das plantas distinguem-se das aves porque as
(A) segundas possuem vacúolos hídricos.
(B) primeiras possuem parede celular de quitina e as segundas parede celular de celulose.
(C) primeiras possuem parede celular de celulose e as segundas parede celular de quitina.
(D) primeiras possuem vacúolos hídricos.
12.
Golfinhos, baleias, tubarões e tartarugas são os primeiros seres vivos de que nos lembramos quando pensamos na vida
marinha. Polvos, caranguejos e peixes multicoloridos completam o conhecimento da maioria das pessoas em torno dos
organismos marinhos. Contudo, a maior parte da vida marinha não corresponde a animais de grande porte, como
peixes e baleias, mas a organismos praticamente invisíveis a olho nu – plâncton. Estes seres minúsculos dizem respeito
a bactérias, microalgas, protozoários e certos animais, como crustáceos. Encontram-se em, praticamente, todos os
ambientes marinhos e vivem agarrados às rochas, entre grãos de areia ou nadando livremente na água. Apesar da sua
reduzida dimensão, estes organismos estão longe de serem considerados insignificantes, pois possuem um papel de
destaque na complexa rede de relações físicas, químicas e biológicas do planeta.
Os seres planctónicos fotossintetizantes constituem o fitoplâncton, enquanto que os restantes, sem essa capacidade,
integram o zooplâncton. O fitoplâncton é responsável pela libertação de uma grande quantidade de oxigénio, para além
de servir como fonte alimentar do zooplâncton. Este, por sua vez, corresponde ao prato preferido das baleias.
Baseado em [Link]
Selecione a opção correta.
O fitoplâncton constitui a principal fonte de produção de matéria ________ em ambiente aquático. O zooplâncton integra o ________
nível trófico na cadeia alimentar descrita no documento.
(A) inorgânica … primeiro
(B) inorgânica … segundo
(C) orgânica … segundo
(D) orgânica … primeiro
13.
Grupo IV
A borboleta-azul (Maculinea alcon) é uma borboleta da família Lycaenidae que pode ser encontrada na Europa e
Ásia Setentrional. Esta borboleta deposita os seus ovos na genciana-de-turfeiras (Gentiana pneumonanthe) (a). As
larvas alimentam- -se das folhas e crescem (b). Após crescerem suficientemente, abandonam a planta e aguardam no
solo até serem encontradas por formigas do género Myrmica (c). As larvas emitem uma alomona, substância química
muito semelhantes às das larvas das formigas, levando as formigas a transportarem as larvas da borboleta para os
seus ninhos, colocando-as juntamente com as suas larvas (d) ali, são alimentadas pelas formigas operárias (e).
Quando a larva da borboleta está totalmente desenvolvida, transforma-se em pupa. Passado um ano, quando o
adulto emerge, tem de empreender a fuga do ninho de formigas.
Em Portugal, esta espécie encontra-se fortemente ameaçada. A maior colónia encontra-se no Parque Natural do
Alvão, em Lamas de Olo. Os investigadores responsáveis pela monitorização da borboleta-azul conseguiram identificar
novas populações na área de Lamas de Olo, freguesia onde estão concentrados os trabalhos de monitorização e
proteção da espécie, sendo uma zona com uma população estável e com um número de indivíduos elevado. Os
trabalhos de identificação realizados revelaram a presença de Maculinea alcon noutros locais do concelho, o que acaba
por ser uma boa notícia e fortalece o empenho do Município de Vila Real na preservação dessa espécie em risco, uma
das mais emblemáticas do Programa de Preservação da Biodiversidade.
Os conhecimentos até agora adquiridos, assim como os resultados alcançados, permitem também traçar novas
estratégias na gestão e conservação desta espécie.
Figura 4 – Ciclo de vida da borboleta-azul
Fonte: [Link] arquivo-de-noticias/1760-investigadores-da-utad-identificam-novas-populacoes-da-borboleta-azul-em-vila-rea
Sempre que uma larva de borboleta se alimenta de folhas de genciana, estabelece-se uma relação trófica em que os dois organismos
ocupam
(A) o mesmo nível trófico, dentro da mesma comunidade biótica.
(B) o mesmo nível trófico, em comunidades bióticas diferentes.
(C) níveis tróficos distintos, dentro da mesma comunidade biótica.
(D) níveis tróficos distintos, em comunidades bióticas diferentes.
14.
Numa determinada área, as aves de uma determinada espécie alimentavam-se de insetos que atacavam uma
plantação. As aves também consumiam cerca de 10% da produção de grãos dessa plantação. Para evitar tal perda, o
proprietário obteve autorização para caçar essas aves (momento A) na área da sua plantação, mas o resultado, ao
longo do tempo, foi uma queda na produção de grãos. A caça às aves foi proibida (momento B) e a produção de grãos
aumentou a partir de então, mas não chegou aos níveis anteriores.
Ao longo de todo esse processo, a população do predador natural dessas aves também foi afetada. No gráfico estão
representados os momentos A e B e as linhas representam a variação das populações de aves, de insetos que atacam a
plantação e de predadores naturais das aves, bem como a produção de grãos, ao longo do tempo.
Selecione a opção correta.
O predador natural das aves, referido no texto, pode ser considerado consumidor de
(A) 2.ª ordem e, por isso, ocupa o 2.º nível trófico na cadeia alimentar.
(B) 2.ª ordem e, por isso, ocupa o 3.º nível trófico na cadeia alimentar.
(C) 3.ª ordem e, por isso, ocupa o 3.º nível trófico na cadeia alimentar.
(D) 3.ª ordem e, por isso, ocupa o 2.º nível trófico na cadeia alimentar.
15.
Selecione a opção correta.
Uma característica inerente às teias alimentares é
(A) o aumento da energia na passagem de um nível trófico para outro.
(B) a transferência cíclica de energia ao longo das cadeias alimentares.
(C) um organismo pode ocupar mais de um nível trófico.
(D) quanto mais elevado o nível trófico, maior o número de organismos que o ocupam.
16.
A execução de preparações definitivas para observação microscópica obedece a um conjunto de etapas.
Seleciona a opção que as ordena cronologicamente.
(A) Colheita, Fixação, Desidratação, Inclusão, Corte
(B) Colheita, Desidratação, Inclusão, Corte, Fixação
(C) Corte, Inclusão, Desidratação, Fixação, Colheita
(D) Desidratação, Colheita, Inclusão, Fixação, Corte
17.
A COVID-19 é uma doença resultante de infeções por SARS-CoV-2. Trata-se de um vírus cujo material genético é RNA
rodeado por um invólucro fosfolipídico com vários tipos de proteínas: proteínas spike S, glicoproteínas M e proteínas
membranares E.
Na figura 3 está representada a constituição do vírus SARS-CoV-2 e parte da membrana plasmática de uma célula que
está a ser infetada.
O vírus usa as proteínas spike S para se ligar às células humanas, através de recetores específicos (ACE2) que as
células possuem na membrana plasmática. Este reconhecimento depende da ativação dos locais de ligação por uma
enzima presente nas células do fígado, pulmões e intestino delgado – a furina. Existe ainda um correcetor nas células
humanas, identificado pelo número 2 da figura 3, que permite reconhecer a glicoproteína M. Ainda não se sabe se o
vírus entra na célula por fusão com a membrana da célula ou se por endocitose mediada por recetores.
Baseado em Hafeez, A. Ahmad, S., Siddqui, S., & Mishra, S. (2020). A review of COVID-19 (Coronavirus Disease-2019) Diagnosis,
Treatments and Prevention. Eurasian Journal of Medicine and Oncology, 4 (2), 116-125.
Para cada um dos constituintes represnetados na figura 1, selecione a opção correta.
17.1. Estrutura 1: _______________________ (Polímero de aminoácidos | Molécula anfipática | Polímero de nucleótidos | Molécula
hidrofóbica | Presença de ligações glicosídicas e peptídicas)
17.2. Estrutura M: _____________________________________________________ (Polímero de aminoácidos | Molécula anfipática | Polímero
de nucleótidos | Molécula hidrofóbica | Presença de ligações glicosídicas e peptídicas)
17.3. Estrutura E: ___________________________ (Polímero de aminoácidos | Molécula anfipática | Polímero de nucleótidos | Molécula
hidrofóbica | Presença de ligações glicosídicas e peptídicas)
18.
Faz corresponder a cada uma das funções celulares, expressas nas afirmações, o respetivo constituinte da ultra-estrutura celular.
18.1. Oxidação completa de uma molécula orgânica, num processo exoenergético. _______________ (Mitocôndria | Parede celular |
Núcleo | Membrana celular | Complexo de Golgi)
18.2. Resistência a elevadas pressões osmóticas. ________________ (Mitocôndria | Parede celular | Núcleo | Membrana celular |
Complexo de Golgi)
18.3. Controlo da estrutura e do funcionamento celular. __________ (Mitocôndria | Parede celular | Núcleo | Membrana celular |
Complexo de Golgi)
18.4. Controlo das trocas com o meio extracelular. __________________ (Mitocôndria | Parede celular | Núcleo | Membrana celular |
Complexo de Golgi)
18.5. Secreção de proteínas, a serem excretadas por exocitose. ___________________ (Mitocôndria | Parede celular | Núcleo |
Membrana celular | Complexo de Golgi)
19.
As atuais associações simbióticas que se estabelecem entre protistas são alvo de estudo aprofundado, pois permitem-
nos compreender os processos de endossimbiose que ocorreram no passado.
Hatena arenicola é um protista flagelado que foi descoberto em 2006 na zona entre marés na costa japonesa,
alimentando-se de diversas espécies de algas verdes unicelulares. Possui um ciclo de vida muito particular, que inclui a
associação com uma alga do género Nephroselmis.
Esta simbiose é distinta de casos de simbiose anteriormente relatados, após a entrada da alga no protista, o plastídeo
de Nephroselmis é aumentado, enquanto outras estruturas como as mitocôndrias, complexo de Golgi, citoesqueleto e
sistema endomembranar são degradados. Durante a divisão celular, apenas uma célula-filha herda o plastídeo
simbionte, resultando em uma célula verde com simbionte e uma célula incolor sem simbionte. Curiosamente, as
células incolores têm um aparelho de alimentação que lhe permite “capturar” outro Nephroselmis. Isso indica que a
morfologia do hospedeiro depende da presença ou ausência do simbionte. Estas observações sugerem que Hatena
arenicola tem um ciclo de vida exclusivo: metade-autotrófico, metade-heterotrófico. As implicações evolutivas de
Hatena arenicola como um passo intermediário na aquisição de plastídeos são discutidas no contexto dos outros
exemplos de endossimbioses em curso em dinoflagelados.
Ciclo de vida deHatena arenicola, evidenciando o estabelecimento de uma relação de endossimbiose com algas do
género Nephroselmis.
Para confirmar que corresponde ao organismo englobado (Nephroselmis), o plastídeo de H. arenicola foi alvo de
análises de sequências de DNA que codificam RNA ribossomal, tendo-se confirmado a sua identidade.
Fonte: [Link] (adaptado)
Selecione a opção correta.
As células de Hatena e da alga possuem em comum
(A) parede celular e núcleo.
(B) membrana celular com pseudópodes.
(C) membrana celular e cloroplastos.
(D) membrana celular e núcleo.
20.
Não integra as funções da membrana plasmática…
(A) a síntese de proteínas.
(B) a manutenção do equilíbrio da célula com o meio.
(C) a delimitação do conteúdo intracelular, garantindo a integridade da célula.
(D) o transporte de substâncias entre os meios intracelular e extracelular.
21.
Texto 2
Os fungos Ascomycetes, Ophiostoma ulmi e Ophiostoma novo-ulmi são os agentes patogénicos respetivamente
responsáveis pelas duas pandemias sucessivas da doença do negrilho holandês (DED) desde o início dos anos 1900,
sendo a segunda espécie muito mais patogénica do que a primeira. Esta, contudo, pode não ser a última grande
mudança no comportamento do agente patogénico e os produtores de negrilhos devem ter em mente esta
possibilidade, uma vez que tem consequências para os programas de melhoramento da árvore. No contexto do
desenvolvimento de variedades de negrilho resistentes à doença provocada pelo fungo, vários estudos têm incidido
sobre a biologia dos fungos do DED, incluindo os resultados de análises de genoma e características biológicas
consideradas importantes para a grande aptidão parasitária de O. novo-ulmi.
Os genomas nucleares de O. ulmi e O. novo-ulmi são semelhantes em conteúdo genético (8639 e 8640 genes,
respetivamente). Estes genomas contêm um vasto repertório de genes que codificam patogenicidade e fatores de
virulência, tais como enzimas conhecidas por degradar os constituintes da parede celular vegetal, enzimas oxidativas e
metabolitos secundários.
Fonte: [Link]
Figura 4 – Relacões filogenéticas entre os fungos que provocam a grafiose do negrilho e outras espécies
de Ascomycetes.
A elevada taxa de reprodução dos fungos durante a infeção dos negrilhos exige uma grande produção de
(A) fosfolípidos, o que implica o desenvolvimento do retículo endoplasmático rugoso.
(B) proteínas, o que implica o desenvolvimento do retículo endoplasmático rugoso.
(C) glicoproteínas, o que implica o desenvolvimento das mitocôndrias.
(D) lípidos, o que implica o desenvolvimento das mitocôndrias.
22.
A estrutura mais proeminente da célula eucariótica é o núcleo.
Classifica as seguintes afirmações, relativas às células eucarióticas, em verdadeiras ou falsas.
(__) Os nucléolos são estruturas desprovidas de membrana.
(__) A cromatina é constituída por filamentos de DNA associados a proteínas.
(__) O nucleoplasma banha todos os constituintes nucleares.
(__) O invólucro nuclear apresenta inúmeros poros, uniformemente localizados na superfície nuclear.
(__) O cloroplasto controla a atividade celular.
23.
As atuais associações simbióticas que se estabelecem entre protistas são alvo de estudo aprofundado, pois permitem-
nos compreender os processos de endossimbiose que ocorreram no passado.
Hatena arenicola é um protista flagelado que foi descoberto em 2006 na zona entre marés na costa japonesa,
alimentando-se de diversas espécies de algas verdes unicelulares. Possui um ciclo de vida muito particular, que inclui a
associação com uma alga do género Nephroselmis.
Esta simbiose é distinta de casos de simbiose anteriormente relatados, após a entrada da alga no protista, o plastídeo
de Nephroselmis é aumentado, enquanto outras estruturas como as mitocôndrias, complexo de Golgi, citoesqueleto e
sistema endomembranar são degradados. Durante a divisão celular, apenas uma célula-filha herda o plastídeo
simbionte, resultando em uma célula verde com simbionte e uma célula incolor sem simbionte. Curiosamente, as
células incolores têm um aparelho de alimentação que lhe permite “capturar” outro Nephroselmis. Isso indica que a
morfologia do hospedeiro depende da presença ou ausência do simbionte. Estas observações sugerem que Hatena
arenicola tem um ciclo de vida exclusivo: metade-autotrófico, metade-heterotrófico. As implicações evolutivas de
Hatena arenicola como um passo intermediário na aquisição de plastídeos são discutidas no contexto dos outros
exemplos de endossimbioses em curso em dinoflagelados.
Ciclo de vida deHatena arenicola, evidenciando o estabelecimento de uma relação de endossimbiose com algas do
género Nephroselmis.
Para confirmar que corresponde ao organismo englobado (Nephroselmis), o plastídeo de H. arenicola foi alvo de
análises de sequências de DNA que codificam RNA ribossomal, tendo-se confirmado a sua identidade.
Fonte: [Link] (adaptado)
Faça corresponder cada uma das afirmações relativas aos constituintes das células de Hatena ao respetivo termo.
23.1. Estrutura celular que inclui os centríolos e que permite a formação do fuso acromático. – _____________ (Centrómero |
Cromatídeo | Microtúbulo | Centrossoma | Citoesqueleto | Hialoplasma)
23.2. Estrutura à qual se associam proteínas e permite ligar as moléculas de DNA de um mesmo cromossoma. – _____________
(Centrómero | Cromatídeo | Microtúbulo | Centrossoma | Citoesqueleto | Hialoplasma)
23.3. Elemento do citoesqueleto envolvido na divisão celular. – ______________ (Centrómero | Cromatídeo | Microtúbulo |
Centrossoma | Citoesqueleto | Hialoplasma)
24.
A COVID-19 é uma doença resultante de infeções por SARS-CoV-2. Trata-se de um vírus cujo material genético é RNA
rodeado por um invólucro fosfolipídico com vários tipos de proteínas: proteínas spike S, glicoproteínas M e proteínas
membranares E.
Na figura 3 está representada a constituição do vírus SARS-CoV-2 e parte da membrana plasmática de uma célula que
está a ser infetada.
O vírus usa as proteínas spike S para se ligar às células humanas, através de recetores específicos (ACE2) que as
células possuem na membrana plasmática. Este reconhecimento depende da ativação dos locais de ligação por uma
enzima presente nas células do fígado, pulmões e intestino delgado – a furina. Existe ainda um correcetor nas células
humanas, identificado pelo número 2 da figura 3, que permite reconhecer a glicoproteína M. Ainda não se sabe se o
vírus entra na célula por fusão com a membrana da célula ou se por endocitose mediada por recetores.
Baseado em Hafeez, A. Ahmad, S., Siddqui, S., & Mishra, S. (2020). A review of COVID-19 (Coronavirus Disease-2019) Diagnosis,
Treatments and Prevention. Eurasian Journal of Medicine and Oncology, 4 (2), 116-125.
Mencione o modelo de organização membranar representado na figura 3.
O modelo representado é o do ________________ .
25.
Uma célula é classificada como eucariótica se contiver…
(A) estruturas endomembranares.
(B) parede celular rígida.
(C) membrana plasmática.
(D) ácidos nucleicos.
26.
O fungo vassoura-de-bruxa (Crinipellis perniciosa) é o principal agente patogénico da planta cacaueiro (Theobroma
cacao) no Brasil, podendo causar perdas, de até 90%, na produção de cacau.
O controlo do referido fungo passa pela utilização de fungicidas naturais (elaborados a partir de extratos vegetais) ou
pela indução de resistência da planta do cacaueiro, através da sua pulverização com substâncias que evitam ou
atrasam a entrada do fungo nos tecidos vegetais. Geralmente, a indução de resistência ocorre pela ativação de genes
que codificam PRP’s (família de proteínas, que inclui a enzima quitinase), promotoras de processos de defesa no
decurso da infeção.
O presente estudo visou avaliar a eficácia da pulverização foliar de Theobroma cacao com vários extratos vegetais de
plantas saudáveis e doentes, com extratos de basidiomas1 de fungos Crinipellis perniciosa com origens distintas e com
certos produtos comerciais sintéticos, para proteção da referida planta contra o fungo vassoura-de-bruxa.
1
Nota: Estrutura multicelular produtora de esporos em determinados fungos.
Métodos e condições experimentais:
Cultivaram-se, in vitro, plântulas de cacaueiro (Theobroma cacao), sob condições controladas de nutrição, temperatura
e humidade relativa do ar.
PARTE A:
1 – Isolou-se o fungo patogénico (Crinipellis perniciosa) a partir de ramos secos de plantas de cacaueiro infetadas. O
fungo foi cultivado num meio de cultura adequado, até que os basidiomas se desenvolvessem e começassem a
produzir esporos.
2 – Distribuiu-se igual número de plântulas de cacaueiro, com igual grau de desenvolvimento, por diferentes grupos, os
quais foram sujeitos aos tratamentos descritos no Quadro 1.
Quadro 1
3 – Sete dias após a realização dos referidos tratamentos aplicou-se, à totalidade de plântulas, uma gota da suspensão
de esporos do fungo C. perniciosa, oriundo de plantas de cacaueiro, na concentração de 1 × 105 esporos viáveis m L–1.
Resultados:
Ao fim de sessenta dias, foi avaliada a incidência do fungo vassoura-de-bruxa nos diferentes grupos de plântulas de
cacaueiro.
Os resultados encontram-se expressos no gráfico da Figura 2.
Tratamentos:
Figura 2 – Incidência do fungo vassoura-de-bruxa, 60 dias após a aplicação dos esporos de C. perniciosa oriundos de
plantas de cacaueiro, em grupos de plântulas T. cacao sujeitos a condições específicas.
PARTE B:
1 – Isolou-se o fungo patogénico (Crinipellis perniciosa) a partir de ramos secos de plantas de lobeira infetadas
(Solanum lycocarpum). O fungo foi cultivado num meio de cultura adequado até que os basidiomas se desenvolvessem
e começassem a produzir esporos.
2 – Distribuiu-se igual número de plântulas de cacaueiro, com igual grau de desenvolvimento, por diferentes grupos, os
quais foram sujeitos aos tratamentos enunciados no Quadro 2.
Quadro 2
3 – Sete dias após a realização dos referidos tratamentos, aplicou-se, à totalidade de plântulas, uma gota da suspensão
de esporos do fungo C. perniciosa, oriundo de plantas de lobeira, na concentração de 1 × 105 esporos viáveis m L–1.
Resultados:
Ao fim de sessenta dias, foi avaliada a incidência do fungo vassoura-de-bruxa nos diferentes grupos de plântulas de
cacaueiro.
Os resultados encontram-se expressos no gráfico da Figura 3.
Tratamentos:
Figura 3 – Incidência do fungo vassoura-de-bruxa, 60 dias após a aplicação dos esporos de C. perniciosa oriundos de
plantas de lobeira (Solanum lycocarpum), em grupos de plântulas de T. cacao sujeitos a condições específicas.
Baseado em M.L.V. Resende et al., «Seleção de extratos vegetais para indução de resistência e ativação de respostas de defesa em
cacaueiro contra a vassoura-de-bruxa», Fitopatologia Brasileira, v.32, p. 213-221, 2007
A síntese de proteínas nos fungos C. perniciosa, organismos _________, corresponde a um conjunto de reações, globalmente, _________.
(A) procariontes … anabólicas
(B) eucariontes … anabólicas
(C) procariontes … catabólicas
(D) eucariontes … catabólicas
27.
Seleciona a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obter uma
afirmação correta.
As células vegetais são resistentes à lise, porque possuem uma _______ celular constituída, essencialmente, por um polissacarídeo
_______.
(A) parede ... estrutural.
(B) membrana ... estrutural.
(C) parede ... de reserva.
(D) membrana ... de reserva.
28.
Indique qual destes organismos é um procarionte.
(A) Bactéria.
(B) Fungo.
(C) Planta.
(D) Animal.
29.
Grupo IV
A borboleta-azul (Maculinea alcon) é uma borboleta da família Lycaenidae que pode ser encontrada na Europa e
Ásia Setentrional. Esta borboleta deposita os seus ovos na genciana-de-turfeiras (Gentiana pneumonanthe) (a). As
larvas alimentam- -se das folhas e crescem (b). Após crescerem suficientemente, abandonam a planta e aguardam no
solo até serem encontradas por formigas do género Myrmica (c). As larvas emitem uma alomona, substância química
muito semelhantes às das larvas das formigas, levando as formigas a transportarem as larvas da borboleta para os
seus ninhos, colocando-as juntamente com as suas larvas (d) ali, são alimentadas pelas formigas operárias (e).
Quando a larva da borboleta está totalmente desenvolvida, transforma-se em pupa. Passado um ano, quando o
adulto emerge, tem de empreender a fuga do ninho de formigas.
Em Portugal, esta espécie encontra-se fortemente ameaçada. A maior colónia encontra-se no Parque Natural do
Alvão, em Lamas de Olo. Os investigadores responsáveis pela monitorização da borboleta-azul conseguiram identificar
novas populações na área de Lamas de Olo, freguesia onde estão concentrados os trabalhos de monitorização e
proteção da espécie, sendo uma zona com uma população estável e com um número de indivíduos elevado. Os
trabalhos de identificação realizados revelaram a presença de Maculinea alcon noutros locais do concelho, o que acaba
por ser uma boa notícia e fortalece o empenho do Município de Vila Real na preservação dessa espécie em risco, uma
das mais emblemáticas do Programa de Preservação da Biodiversidade.
Os conhecimentos até agora adquiridos, assim como os resultados alcançados, permitem também traçar novas
estratégias na gestão e conservação desta espécie.
Figura 4 – Ciclo de vida da borboleta-azul
Fonte: [Link] arquivo-de-noticias/1760-investigadores-da-utad-identificam-novas-populacoes-da-borboleta-azul-em-vila-rea
As células da borboleta-azul e da genciana-das-turfeiras possuem em comum
(A) parede celular e núcleo.
(B) membrana celular e parede celular.
(C) membrana celular e cloroplastos.
(D) membrana celular e núcleo.
30.
O RNA é uma molécula na qual não está presente...
(A) ribose.
(B) desoxirribose.
(C) guanina.
(D) uracilo.