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Potencial Gerador de Petróleo na Bacia Lusitânica

Teste Geologia 10
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1.

O petróleo, mistura de hidrocarbonetos (HC) e de não hidrocarbonetos, resulta de transformações a partir do


querogénio, a fração da matéria orgânica sedimentar que é insolúvel nos solventes orgânicos comuns.
Até aos 1000 metros de profundidade e a temperaturas na ordem dos 50 °C, a matéria orgânica incorporada nos
sedimentos sofre diagénese, dando origem, consoante os ambientes de sedimentação, a diferentes tipos de querogénio
– I, II, III ou IV –, que apresentam, sucessivamente, quantidades decrescentes de hidrogénio.
Para a determinação do potencial gerador, isto é, da quantidade de petróleo que um querogénio é capaz de gerar, é
usada a técnica de pirólise Rock-Eval. Nesta técnica, uma pequena quantidade de rocha é submetida a temperaturas
que permitem a degradação do querogénio e a consequente geração de hidrocarbonetos.
Na margem oeste da Península Ibérica foram colhidas amostras de rocha de diferentes formações geológicas da Bacia
Lusitânica. Com o objetivo de avaliar o potencial das referidas amostras de rocha para a geração de petróleo realizou-se
a investigação que a seguir se descreve.

Métodos utilizados e resultados obtidos


1 – As amostras de rocha foram tratadas com ácido clorídrico (HCℓ).
2 – A componente não eliminada pelo ácido foi utilizada na análise do teor de carbono orgânico total (COT) das
amostras e no cálculo do seu resíduo insolúvel.
3 – Nas amostras com teores de COT superiores a 0,5% foram quantificados o potencial gerador e os índices de
hidrogénio.

A Tabela 1 apresenta alguns dos resultados obtidos para três das amostras estudadas, nas quais se identificou
querogénio dos tipos I-II e III-IV.

Tabela 1

Baseado em Exame Nacional de Biologia e Geologia, 2.a Fase, IAVE, 2017, a partir de Spilogon et al., «Geoquímica
orgânica de rochas potencialmente geradoras de petróleo no contexto evolutivo da Bacia Lusitânica, Portugal», Boletim
de Geociências – Petrobras, Vol. 19, [Link] 1/2, janeiro de 2011, e em Gomes & F. Alves, «O Universo da Indústria
Petrolífera – da pesquisa à refinação», Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2011
Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos relacionados com a
génese do petróleo a partir da matéria orgânica incorporada em determinados sedimentos.

___ C. Deposição abundante de detritos orgânicos.

___ B. Génese de querogénio do tipo IV.

___ E. Diminuição progressiva do teor em hidrogénio.

___ A. Compactação e cimentação de sedimentos orgânicos.

___ D. Formação de uma mistura de hidrocarbonetos e de não hidrocarbonetos.

2.

Cientistas portugueses e australianos defendem, como cenário provável dentro de 300 milhões de anos, a formação de
um novo supercontinente, que denominaram de Aurica, em resultado do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e
Pacífico (Figura 2). Ciclicamente, ao longo da história da Terra, a cada 500 milhões de anos, os oceanos fecham-se e os
continentes reúnem-se, dando lugar a uma única grande massa continental. Segundo os cientistas, o interior do futuro
supercontinente será formado pela Austrália e pela América, que se encontrarão ligadas, e daí o nome Aurica atribuído
(‘Au’ de Austrália e ‘rica’ de América). A hipótese apresentada baseia-se, por um lado, na evidência de que novas zonas
de subducção estão a surgir no Atlântico, e por outro lado, no facto de também o Pacífico estar rodeado de zonas de
subducção, nomeadamente na periferia do Japão, do Alasca (EUA) e da região dos Andes (América do Sul). No Atlântico,
existem já duas zonas de subducção totalmente desenvolvidas: o Arco da Escócia e o Arco das Pequenas Antilhas,
encontrando-se em formação uma nova zona de subducção ao largo da margem sudoeste ibérica, que abarca o
território português.

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