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Validação de Métodos Analíticos na Indústria

O documento aborda a RDC 166/2017, que estabelece diretrizes para a validação de métodos analíticos na indústria farmacêutica. A validação é crucial para garantir a confiabilidade dos resultados analíticos, e a resolução define critérios e parâmetros que devem ser seguidos. Além disso, a RDC exclui métodos microbiológicos e permite abordagens alternativas desde que justificadas tecnicamente.

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Marcel Finger
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Validação de Métodos Analíticos na Indústria

O documento aborda a RDC 166/2017, que estabelece diretrizes para a validação de métodos analíticos na indústria farmacêutica. A validação é crucial para garantir a confiabilidade dos resultados analíticos, e a resolução define critérios e parâmetros que devem ser seguidos. Além disso, a RDC exclui métodos microbiológicos e permite abordagens alternativas desde que justificadas tecnicamente.

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Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Módulo Bônus:
Legislações voltadas para a Indústria

Aula RDC 166/2017


5
Dispõe sobre a validação de métodos analíticos e dá
sfhz outras providências.

Autoria e Registro: Plataforma Educacional Prof. Cá Cardoso


[Link]
Reprodução proibida (sujeito a penalidades previstas no código penal).

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Marcel Goulart Finger

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Olá, aluno (a)! Como está?

Espero que bem e firme nos estudos!

Nessa aula vamos estudar a RDC 166/2017 que trata da validação de métodos
analíticos.

Antes de irmos para o texto da norma, vamos nos localizar. Vamos tratar de validação
de métodos analíticos.

Então, por partes: métodos analíticos, lembra o que é?

Lembre-se que a química analítica é o ramo da química que se preocupa em analisar


as substâncias ou os materiais, ou seja, separar seus componentes e determinar a
natureza e quantidade deles.

Na análise química, procura-se sempre responder a uma dessas duas questões: “O que
está presente?”, ou “Quanto está presente?” Dentro da indústria farmacêutica,
podemos pensar na importância dessas medições no Controle de Qualidade, por
exemplo.

Para realizar essas medições são utilizados métodos analíticos:

Fonte: 1. Schröder, Cláudia Hoffmann Kowalski. Análise instrumental aplicada à Farmácia – Londrina: Editora e
Distribuidora Educacional S.A., 2017. 224 p. S381a

Lembramos o que são métodos analíticos.

E o que é “validação”? É a ação de PROVAR que o método realmente leva ao resultado


esperado.

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Veja, qualquer resultado analítico deve ser acompanhado de uma confiabilidade que
possa ser demonstrada e comprovada. Esse processo é conhecido como validação do
método. Diz-se que um método foi validado quando ele foi exposto a vários testes e
apresentou resultados satisfatórios, de acordo com a legislação pertinente.1

Assim, a validação tem por objetivo assegurar que o método utilizado seja adequado
ao que se propõe identificar ou quantificar, ou seja, que sua performance permita
produzir resultados que se enquadrem às necessidades do problema em questão.

Para isso há uma série de PARÂMETROS de validação (seletividade, linearidade,


precisão, exatidão, limite de detecção, limite de quantificação, robustez, entre outros).
Já te adianto que parâmetros de validação é um dos assuntos mais cobrados nessa
RDC! Veremos esse assunto no Capítulo IV.

Feito esse contexto, agora sim, vamos ao texto da RDC na íntegra!

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Resolução Da Diretoria Colegiada – RDC nº 166, de 24 de julho de 2017


Dispõe sobre a validação de métodos analíticos e dá outras providências.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da


atribuição que lhe confere o art. 15, III e IV aliado ao art. 7º, III, e IV, da Lei nº
9.782, de 26 de janeiro de 1999, e ao art. 53, V, §§ 1º e 3º do Regimento Interno
aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n°
61, de 3 de fevereiro de 2016, resolve adotar a seguinte Resolução da Diretoria
Colegiada, conforme deliberado em reunião realizada em 11 de julho de 2017, e
eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação.

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

Seção I
Objetivo

Art. 1°

critérios para a validação de


Esta Resolução estabelece
métodos analíticos.

Parágrafo único.

O não atendimento a qualquer critério disposto nesta Resolução

deve ser tecnicamente e será objeto de análise


justificado pela Anvisa.

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Seção II
Abrangência

Art. 2°

Esta Resolução é aplicável a métodos analíticos empregados em:

insumos farmacêuticos

medicamentos em todas as suas fases de


• e produção.
produtos biológicos

Comentários: Note que essa Resolução é aplicável tanto a insumos


farmacêuticos (qualquer substância que compõe a formulação de uma forma
farmacêutica, ou seja, tanto o princípio ativo quanto os excipientes), assim
como a medicamentos e produtos biológicos em TODAS as fases de
produção!

§ 1º

Os parâmetros de validação devem ser definidos de acordo com as


•e características:

- do analito e
seus respectivos critérios de
aceitação
- da natureza do método.

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§ 2º

Métodos analíticos aplicados aos produtos sob investigação

utilizados em ensaios clínicos

devem ter sua adequabilidade demonstrada de acordo com esta Resolução

conforme aplicável para cada fase de desenvolvimento clínico.

I - A utilização de abordagem alternativa

• deve ser tecnicamente justificada baseada em referências científicas


reconhecidas.

Comentários: Ou seja, usar uma outra abordagem diferente da descrita nessa


RDC (abordagem alternativa) é permitido? Sim, DESDE QUE seja tecnicamente
justificada.

§ 3º

Será admitida

a utilização de abordagens alternativas para a validação de métodos


analíticos aplicados aos produtos biológicos, como:

ensaios biológicos e imunológicos.

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§ 4º

Estão EXCLUÍDOS desta


os métodos microbiológicos,
Resolução

• para os quais deve ser apresentada justificativa técnica para a abordagem


escolhida,
• baseada na Farmacopeia Brasileira ou em outros compêndios oficiais
reconhecidos pela Anvisa.

Comentários: Ou seja, essa resolução não se aplica a métodos microbiológicos,


tais métodos são EXCLUÍDOS dessa resolução! Atenção a pegadinhas de
provas que troquem o “excluídos” por outros termos!

Agora vamos analisar uma questão que tratou de alguns pontos que vimos até
aqui.

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(2019 – Exército - EsFCEx) Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada RDC


Nº 166, de 24 de julho de 2017, que dispõe sobre a Validação de Métodos
Analíticos e dá outras providências, NÃO É CORRETO afirmar que:

A) Os parâmetros de validação e seus respectivos critérios de aceitação devem


ser definidos de acordo com as características do analito e da natureza do
método.
B) Métodos analíticos aplicados aos produtos sob investigação utilizados em
ensaios clínicos devem ter sua adequabilidade demonstrada de acordo com esta
Resolução, conforme aplicável para cada fase de desenvolvimento clínico.
C) Não será admitida a utilização de abordagens alternativas para a validação
de métodos analíticos aplicados aos produtos biológicos, como ensaios
biológicos e imunológicos.
D) Estão excluídos desta Resolução os métodos microbiológicos, para os quais
deve ser apresentada justificativa técnica para a abordagem escolhida, baseada
na Farmacopeia Brasileira ou em outros compêndios oficiais reconhecidos pela
ANVISA.

Comentários: Perceba que a questão está solicitando a alternativa ERRADA.


Note que as alternativas A, B e D são a cópia da Resolução. A alternativa C está
ERRADA, pois, conforme vimos, será sim admitida a utilização de abordagens
alternativas para a validação de métodos analíticos aplicados aos produtos
biológicos, como ensaios biológicos e imunológicos.
GABARITO: C

Comentários: Agora a RDC vai apresentar uma série de definições e, como você
bem sabe, provas ADORAM definições! Então, foco a partir desse ponto!

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Seção III
Definições

Art. 3° Para efeitos desta Resolução, são adotadas as seguintes definições:

I-

quantidade representativa:
amostra
insumo farmacêutico
-devidamente identificada,
produto intermediário
- dentro do prazo de validade
• ou
estabelecido;
produto terminado

II -

substância ou conjunto de substâncias de


analito
interesse que se pretende:

identificar ou quantificar;

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III -

caracterização é o conjunto de ensaios que garante


de substância inequivocamente a autenticidade e qualidade da
química substância, no que se refere a sua:

identidade
pureza
teor
• e
potência

devendo incluir dados obtidos a partir de técnicas


aplicáveis à caracterização de cada substância
como, por exemplo,

• termogravimetria
• ponto de fusão
• calorimetria exploratória diferencial
• espectroscopia no infravermelho
• espectrometria de massas
• ressonância magnética nuclear
• análise elementar
(carbono/hidrogênio/nitrogênio)
• difração de raio X
• rotação óptica
• ensaios cromatográficos
• entre outras;

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IV -

corrida conjunto de medições efetuadas em um grupo de


analítica amostras em intervalo de tempo pré-determinado, sob
as mesmas condições de repetibilidade, tais como

método

analista

instrumentação

local
• e

condições de utilização

V-

efeito dos componentes da matriz na resposta


efeito matriz
analítica;

Comentários: a matriz consiste nos demais componentes da amostra, com exceção do


analito. Assim, o efeito matriz corresponde ao efeito desses componentes na resposta
analítica de identificação ou quantificação.

VI -

operação técnica que consiste na


ensaio
determinação de uma ou mais
características de um dado insumo ou
produto, de acordo com um método
especificado;

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VII -

ensaios que permitem verificar se a


ensaio limite quantidade do analito está acima ou abaixo
de um nível previamente estabelecido, sem o
quantificar com exatidão;

VIII -

razão entre:
fator resposta

e concentração do
sinal analítico
analito;

IX -

razão entre dois fatores resposta,


fator resposta
relativo
que é usada como correção no
cálculo da concentração de uma
substância quando essa é medida
por meio da resposta analítica de
outra;

12 | P á g i n a
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X-

é o que determina a implementação da


gerenciamento da
"Política da Qualidade", ou seja:
qualidade
- as intenções e diretrizes globais
relativas à qualidade,

- formalmente expressa e autorizada


pela administração superior da
empresa;

XI -

qualquer componente presente no insumo


impurezas
farmacêutico ou no produto terminado que
não seja:

o insumo nem o(s)


farmacêutico ativo excipiente(s);

XII -

insumo
qualquer substância que compõe a
farmacêutico
formulação de uma forma farmacêutica;

13 | P á g i n a
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XIII -

insumo
insumo farmacêutico que, quando
farmacêutico ativo
administrado a um paciente, atua como
(IFA)
componente ativo, podendo exercer
atividade farmacológica ou efeito direto no

diagnóstico

cura
de uma doença
tratamento
• ou
prevenção

- ou ainda afetar a estrutura e


funcionamento do organismo humano;

Comentários: Cuidado para não confundir os conceitos de Insumo farmacêutico e de


insumo farmacêutico ATIVO. Veja:

• Insumo farmacêutico: qualquer substância que compõe a formulação de uma forma


farmacêutica. Ou seja, tanto o princípio ativo quanto os excipientes.
• Insumo farmacêutico ativo (IFA): componente ativo, ou seja, é o princípio ativo.

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XIV -

matriz complexa aquela que contém um número indefinido de


substâncias não monitoradas,

- que não podem ser obtidas sem a


presença do analito;

XV -

composição que mimetiza a amostra sem a


matriz
presença do analito;

Comentários: Cuidado para não confundir os conceitos de matriz e matriz complexa.


Veja que na matriz complexa há um número de substâncias não monitoradas QUE não
podem ser obtidas SEM a presença do analito, justamente por tratar-se de uma matriz
complexa. Um exemplo de medicamentos que possuem matriz complexa são os
fitoterápicos.

XVI -

produtos sob
medicamento experimental
investigação
placebo
a ser utilizado no
comparador ativo ensaio clínico;
• ou
qualquer outro produto

15 | P á g i n a
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XVII -

pureza ausência de interferência no sinal


cromatográfica cromatográfico do analito;

XVIII -

pureza de
homogeneidade espectral de um pico
pico
cromatográfico, indicativa de sua pureza
cromatográfica,

sendo que os critérios para concluir se existe


homogeneidade espectral e os parâmetros adotados
para o cálculo da pureza são definidos:

conforme previamente ou por meio de avaliação


estabelecido para o técnica cientificamente
software utilizado embasada;

16 | P á g i n a
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XIX -

relatório de documento no qual os:


validação
procedimentos

registros
da validação
resultados
• e
avaliação

são consolidados e sumarizados;

XX -

revalidação
de método parcial
da validação de um
repetição
analítico método analítico
ou total

para assegurar que esse continua cumprindo com os


requisitos estabelecidos;

Comentário: Associe revalidação à REPETIÇÃO da validação!

17 | P á g i n a
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XXI -

substância substância ou mistura de substâncias químicas ou

química de biológicas com alto grau de pureza, cuidadosamente

referência caracterizada para assegurar sua

(SQR) teor
identidade qualidade potência
• e

incluindo-se:

substância química de e substância química de


referência caracterizada referência farmacopeica;

XXII -

substância química substância ou mistura de substâncias

de referência químicas ou biológicas em que a:

caracterizada (SQC)
a identidade

a qualidade
tenham sido
a pureza assegurados por
um processo de
o teor
• e caracterização;

a potência

18 | P á g i n a
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XXIII -

substância química substância ou mistura de substâncias


de referência químicas ou biológicas estabelecida e
farmacopeica (SQF) distribuída por compêndios oficiais
reconhecidos pela Anvisa;

XXIV -

substância substância ou mistura de substâncias químicas ou


química de biológicas utilizada na rotina laboratorial,
trabalho padronizada a partir de:
(SQT)

uma substância química de referência farmacopeica

•ou, na ausência dessa, a partir de uma:

substância química de referência caracterizada,

sendo rastreável à SQR utilizada para a sua


padronização;

19 | P á g i n a
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Comentários: muito cuidado com as definições de Substâncias Químicas, pois


elas podem ser facilmente alteradas em provas!

• Perceba que a substância química de Referência (SQR) inclui a


substância química de referência Caracterizada (SQC) e a substância
química de referência Farmacopeica (SQF). NÃO inclui a substância
química de trabalho.

SQC

SQF

SQR

• Perceba também que a Substância Química de Trabalho (SQT) é


padronizada a partir de uma substância química de referência
Farmacopeica (SQF), ou na sua ausência, de uma substância química
de referência Caracterizada (SQC).

Substância
Química de
Trabalho (SQT)

Padronizada
a partir de • SQF

ou na sua • de uma
ausência
SQC

Cuidado também para não confundir cada uma das definições! Tópicos centrais
de cada uma delas:

20 | P á g i n a
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SQR SQC SQF SQT


(Referência) (Caracterizada) (Farmacopeica) (de Trabalho)
“compêndios
“alto grau de “Processo de oficiais “rotina
pureza” caracterização” reconhecidos laboratorial”
pela Anvisa”
padronizada a
partir de uma
“inclui SQC e SQF ou, na
SQF” ausência dessa, a
partir de uma
SQC

XXV -

transferência
processo documentado que qualifica um
de método
laboratório (unidade receptora)

para o uso de um método analítico proveniente de


outro laboratório (unidade de transferência),

assegurando que a unidade receptora possui


conhecimento e está apta para executar o método
analítico de acordo com a finalidade pretendida;

21 | P á g i n a
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XXVI -

validação analítica é a avaliação sistemática de um método


por meio de ensaios experimentais de
modo a confirmar e fornecer evidências
objetivas:

de que os requisitos específicos para seu


uso pretendido são atendidos;

XXVII -

demonstração, por meio de alguns


validação parcial
parâmetros de validação,

que o método analítico previamente


validado tem as características
necessárias para obtenção de resultados
com a qualidade exigida, nas condições
em que é praticado; e

Comentários: Veremos mais à frente quais os casos em que pode ser realizada a
validação parcial.

22 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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XXVIII -

procedimento a ser realizado previamente


verificação de
a uma corrida analítica para demonstrar que
sistema (system
o sistema está apto para o uso pretendido,
suitability)

- sendo que os parâmetros desse


procedimento devem ser definidos
durante o desenvolvimento e
validação do método.

Comentários: agora que finalizamos as definições, vamos ver como esse assunto já
foi cobrado em uma questão.

23 | P á g i n a
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(2022 – VUNESP - EsFCEx) Assinale a alternativa correta de acordo com a


RDC nº 166 de 24.07.2017, que dispõe sobre a validação dos métodos
analíticos.

A) Revalidação de método analítico é a repetição parcial ou total da validação de


um método analítico para assegurar que este continua cumprindo os requisitos
estabelecidos.
B) Substância química de referência farmacopeica é a substância ou mistura de
substâncias químicas ou biológicas em que a identidade, a qualidade, a pureza,
o teor e a potência tenham sido assegurados por um processo de caracterização.
C) Insumo farmacêutico é o insumo que, quando administrado a um paciente,
atua como componente ativo, podendo exercer atividade farmacológica ou efeito
direto no diagnóstico, cura, tratamento ou prevenção de uma doença ou, ainda,
afetar a estrutura e o funcionamento do organismo humano.
D) Pureza cromatográfica refere-se à homogeneidade espectral de um pico
cromatográfico, sendo que os critérios para concluir se existe homogeneidade
espectral e os parâmetros adotados para o cálculo da pureza são definidos
conforme previamente estabelecido para o software utilizado ou por meio de
avaliação técnica cientificamente embasada.
E) Matriz composição é aquela que contém um número indefinido de substâncias
não monitoradas, que não podem ser obtidas sem a presença do analito.

Comentários: Vamos analisar cada uma das alternativas:

A) Revalidação de método analítico é a repetição parcial ou total da validação de


um método analítico para assegurar que este continua cumprindo os requisitos
estabelecidos.

CORRETO – Falou em revalidação pense em REPETIÇÃO! Já encontramos o nosso


gabarito. Vamos analisar as demais alternativas para encontrar os erros.

24 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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B) Substância química de referência farmacopeica é a substância ou mistura


de substâncias químicas ou biológicas em que a identidade, a qualidade, a
pureza, o teor e a potência tenham sido assegurados por um processo de
caracterização.
ERRADA – Esse é o conceito de substância química de referência caracterizada
(SQC).

C) Insumo farmacêutico é o insumo que, quando administrado a um paciente,


atua como componente ativo, podendo exercer atividade farmacológica ou
efeito direto no diagnóstico, cura, tratamento ou prevenção de uma doença ou,
ainda, afetar a estrutura e o funcionamento do organismo humano.
ERRADA – Esse é o conceito de insumo farmacêutico ativo (IFA).

D) Pureza cromatográfica refere-se à homogeneidade espectral de um pico


cromatográfico, sendo que os critérios para concluir se existe homogeneidade
espectral e os parâmetros adotados para o cálculo da pureza são definidos
conforme previamente estabelecido para o software utilizado ou por meio de
avaliação técnica cientificamente embasada.
ERRADA – Esse é o conceito de pureza de pico.

E) Matriz composição é aquela que contém um número indefinido de


substâncias não monitoradas, que não podem ser obtidas sem a presença do
analito.
ERRADA – Esse é o conceito de matriz complexa.

GABARITO: A

25 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 4°

A validação deve demonstrar que

o método analítico:

é adequado à finalidade a que se


produz resultados confiáveis e
destina,

de forma documentada mediante critérios


•e objetivos.

26 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Art. 5°

A utilização de método analítico NÃO descrito em compêndio oficial


reconhecido pela Anvisa

requer a realização de uma validação analítica, conforme parâmetros


estabelecidos nesta resolução,

levando-se em consideração as condições técnico-operacionais.

Comentários: Ou seja, quando o método analítico NÃO estiver descrito na


Farmacopéia Brasileira, haverá necessidade da validação analítica conforme
os parâmetros analíticos que veremos mais à frente (seletividade, linearidade,
efeito matriz, faixa de trabalho, precisão, exatidão, limite de detecção, limite de
quantificação, robustez).

Art. 6°

Os parâmetros típicos a dependem do ensaio a ser


serem considerados para a realizado e estão dispostos no
validação Quadro 1 do anexo I.

Comentários: Você pode ver o quadro 1 do anexo I, ao final dessa aula.

Art. 7°

Os métodos analíticos compendiais devem ter sua adequabilidade


demonstrada ao uso pretendido, nas condições operacionais do laboratório,

por meio da apresentação de um estudo de validação parcial.

27 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Comentários: Ou seja, para os métodos analíticos que estejam na Farmacopeia


(compendiais), haverá necessidade de validação PARCIAL, ou seja,
demonstração, por meio de ALGUNS parâmetros de validação, que o método
analítico previamente validado tem as características necessárias para obtenção
de resultados com a qualidade exigida, nas condições em que é praticado (ou
seja, nas condições reais do laboratório em que será realizado).

Parágrafo único.

O disposto no caput EXCLUI:

• métodos gerais compendiais básicos como:

medida de pH perda por secagem cinzas sulfatadas

umidade desintegração entre outros

• os métodos analíticos descritos em monografias individuais compendiais de


insumos farmacêuticos não ativos.

28 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Art. 8°

A validação parcial deve avaliar, pelo menos, os parâmetros de:

precisão exatidão seletividade


• e

Comentários: Atenção a esse ponto! Note que a validação PARCIAL (aquela


em que há avaliação de apenas ALGUNS parâmetros de validação) deve avaliar
pelo menos os seguintes parâmetros de validação:

• precisão
• exatidão
• seletividade

Vamos estudar sobre cada um desses parâmetros mais à frente!

§ 1º

No caso de métodos analíticos


a validação parcial deve incluir
destinados à quantificação
o limite de quantificação.
de impurezas

Comentários: Ou seja, se o método analítico tem como finalidade quantificar


impurezas, além de precisão, exatidão e seletividade, também deve fazer parte
da validação parcial o limite de quantificação.

29 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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§ 2º

No caso de ensaio limite, em devem ser avaliados os


substituição aos parâmetros parâmetros de seletividade e
do caput, de limite de detecção.

Comentários: Ou seja, no caso de um ensaio limite (ensaio que permite


verificar se a quantidade do analito está acima ou abaixo de um nível
previamente estabelecido, sem o quantificar com exatidão), devem ser avaliados
os parâmetros de:

• Seletividade
• Limite de detecção

Art. 9°

No caso de transferência
de método entre
laboratórios,

esse será considerado validado,


desde que seja realizado um
estudo de validação parcial nas
dependências do laboratório
receptor.

Comentários - Veja mais um caso de validação parcial: transferência de


método. Quando há transferência de método de um laboratório para outro e o
método já foi validado pelo primeiro, basta que o laboratório que seja unidade
receptora (que receba o método) faça uma validação PARCIAL (de alguns

30 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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parâmetros), de forma a demonstrar que está adequado às condições reais deste


laboratório.

§ 1º

A transferência de método entre laboratórios com o mesmo sistema de


gerenciamento da qualidade pode ser realizada por meio:

de um estudo de validação parcial, ou pela avaliação da


nos termos do art. 8º, reprodutibilidade.

§2º Outra abordagem poderá ser aceita, mediante justificativa e apresentação


de protocolo e relatório de transferência, baseada em análise de risco e
considerando

a experiência prévia

o conhecimento da unidade receptora

a complexidade do produto e do método


•e

as especificações

além de outros aspectos relevantes aplicáveis.

31 | P á g i n a
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§3º Caso a transferência também utilize testes comparativos,

• a semelhança nos resultados deverá ser comprovada por meio de


ferramenta estatística.

§4º A documentação de transferência do método deve ser apresentada


contendo a cópia do relatório de validação do método transferido,

• como prova de que esse foi originalmente validado em conformidade com


normas e regulamentos específicos aprovados/referendados pela
Anvisa.

§5º No caso de transferência de métodos já aprovados pela Anvisa,

• deverá ser enviada cópia do relatório de validação aprovado ou


indicação do número de expediente da petição na qual foi protocolada a
versão final do referido relatório.

Art. 10. Uma revalidação de método analítico pode considerar as seguintes


circunstâncias:

• alterações na síntese ou obtenção do IFA;


I

• alterações na composição do produto;


II

• alterações no método analítico; e


III

• outras alterações que possam impactar significativamente no


IV método validado.

32 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Comentários: Lembre-se que uma revalidação é uma REPETIÇÃO da


validação. Em resumo, quando ela será necessária? Em caso de
ALTERAÇÕES! Alterou algo que possa impactar no método analítico? Tem que
revalidar.

Parágrafo único. Os parâmetros de validação a serem avaliados dependem da


natureza das alterações realizadas.

Art. 11

Deve ser realizada a


a cada corrida analítica.
verificação de sistema

Art. 12

Os documentos da validação e da validação parcial apresentados devem


descrever:

os os parâmetros os critérios de
e os resultados
procedimentos analíticos aceitação

com detalhamento suficiente para possibilitar sua reprodução e, quando


aplicável, sua avaliação estatística.

33 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Art. 13

O relatório de validação a ser protocolado, conforme resoluções de registro e


pós-registro,

deve conter;

os dados e cálculos obtidos durante a condução da validação analítica,

•bem como

a abordagem estatística utilizada para a avaliação dos dados.

§ 1º

Os dados brutos relacionados ao parâmetro de SELETIVIDADE

devem fazer parte do relatório mencionado no caput.

§ 2º

Os dados brutos relacionados aos demais parâmetros

devem estar disponíveis na empresa para avaliação mediante solicitação da


Anvisa.

Comentários: Finalizamos aqui o capítulo II. Antes de irmos para o capítulo III,
vamos resolver uma questão que tratou de vários pontos que vimos até aqui!

34 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

(2018 – FAURGS) Sobre a validação dos métodos analíticos, conforme a RDC


nº 166/2017, assinale a alternativa correta.

A) A utilização de método analítico não descrito em compêndio oficial


reconhecido pela ANVISA não requer a realização de uma validação analítica,
conforme parâmetros estabelecidos nessa resolução, levando-se em
consideração as condições técnico-operacionais.
B) Os métodos analíticos compendiais devem ter sua adequabilidade
demonstrada ao uso pretendido, nas condições operacionais do laboratório, por
meio de apresentação de um estudo de validação total.
C) Na transferência de método entre laboratórios, esse será considerado
validado, desde que seja realizado um estudo de validação parcial nas
dependências do laboratório receptor.
D) A validação parcial deve avaliar somente os parâmetros de exatidão e de
precisão.
E) A revalidação de método analítico deve ocorrer somente em duas
circunstâncias: alterações na composição do produto ou alterações no método
analítico.

Comentários: Vamos analisar cada uma das alternativas.

A) A utilização de método analítico não descrito em compêndio oficial


reconhecido pela ANVISA não requer a realização de uma validação analítica,
conforme parâmetros estabelecidos nessa resolução, levando-se em
consideração as condições técnico-operacionais.
ERRADA – A utilização de método analítico não descrito em compêndio oficial
reconhecido pela Anvisa requer a realização de uma validação analítica,
conforme parâmetros estabelecidos nesta resolução, levando-se em
consideração as condições técnico-operacionais.

35 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

B) Os métodos analíticos compendiais devem ter sua adequabilidade


demonstrada ao uso pretendido, nas condições operacionais do laboratório, por
meio de apresentação de um estudo de validação total.
ERRADA – Os métodos analíticos compendiais devem ter sua adequabilidade
demonstrada ao uso pretendido, nas condições operacionais do laboratório, por
meio da apresentação de um estudo de validação parcial.

C) Na transferência de método entre laboratórios, esse será considerado


validado, desde que seja realizado um estudo de validação parcial nas
dependências do laboratório receptor.
CORRETA – Cópia do artigo 9º. Conforme vimos, no caso de transferência de
método entre laboratórios, esse será considerado validado, desde que seja
realizado um estudo de validação parcial nas dependências do laboratório
receptor.

D) A validação parcial deve avaliar somente os parâmetros de exatidão e de


precisão.
ERRADA – A validação parcial deve avaliar, pelo menos, os parâmetros de
precisão, exatidão e seletividade.

E) A revalidação de método analítico deve ocorrer somente em duas


circunstâncias: alterações na composição do produto ou alterações no método
analítico.
ERRADA – Uma revalidação de método analítico pode considerar as seguintes
circunstâncias: I.- alterações na síntese ou obtenção do IFA; II.- alterações na
composição do produto; III.- alterações no método analítico; e IV.- outras
alterações que possam impactar significativamente no método validado.

GABARITO: C

36 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Comentários: Agora o Capítulo III tratará especificamente das substâncias


químicas de referência. Lembre-se que substância química de referência
(SQR) são substância ou mistura de substâncias químicas ou biológicas com
alto grau de pureza, cuidadosamente caracterizada para assegurar sua
identidade, qualidade, teor e potência incluindo-se substância química de
referência caracterizada e substância química de referência farmacopeica.
Vamos ver o que o Capítulo III apresentará sobre esse assunto.

CAPÍTULO III
DAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS DE REFERÊNCIA

Art. 14

Na validação de métodos analíticos, deverá ser utilizada Substância Química


de Referência Farmacopeica (SQF) oficializada:

ou por outros compêndios


pela Farmacopeia
oficialmente reconhecidos pela
Brasileira,
Anvisa.

preferencialmente,

37 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

§ 1º

Será admitido o uso de mediante a apresentação de


Substância Química de relatório de caracterização
Referência Caracterizada (SQC), conclusivo para o lote em estudo,

incluindo as razões técnicas


para escolha dos ensaios
utilizados e os dados brutos
pertinentes.

§ 2º.

A Anvisa

•e
poderão requerer amostras da SQC

os integrantes do Sistema Nacional


de Vigilância Sanitária

para fins de avaliação do


processo de caracterização nas
hipóteses do parágrafo anterior

e,

quando da necessidade de
realização de análise fiscal,
deverá ser fornecida amostra da
SQC para fins de realização dos
testes necessários.

38 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 15

O relatório de caracterização, a depender do analito, deve conter os dados


obtidos a partir de técnicas aplicáveis à caracterização de cada substância
química como, por exemplo:

calorimetria
espectroscopia
termogravimetria ponto de fusão exploratória
no infravermelho
diferencial

ressonância análise
espectrometria elementar
magnética difração de raio X
(carbono/hidrogê
de massas nio/nitrogênio)
nuclear

métodos
rotação óptica entre outras.
cromatográficos

§ 1º. Além dos dados de caracterização, devem ser incluídas no relatório as


seguintes informações:

• número e validade do lote da substância utilizado na caracterização;


I

• denominação comum brasileira ou denominação comum internacional;


II

• n° CAS;
III

• nome químico;
IV

• sinonímia;
V

• fórmula molecular e estrutural;


VI

• peso molecular;
VII

• forma física;
VIII

39 | P á g i n a
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CPF: 01140767070

• propriedades físico-químicas;
IX

• perfil de impurezas;
X

• cuidados de manipulação e conservação; e


XI

• laudo analítico comprovando a identidade, teor e validade da SQC.


XII

§ 2º.

a caracterização do
material/padrão de referência
Para produtos biológicos deve ser realizada utilizando
métodos do estado da arte
apropriados.

Art. 16

Para gases medicinais:

a verificação analítica de instrumentos


as determinações analíticas
•e

devem ser conduzidas utilizando:

materiais de referência:

• rastreáveis,
• distribuídos por institutos de metrologia ou por órgãos reconhecidos como
produtores de materiais de referência certificados.

40 | P á g i n a
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CPF: 01140767070

Parágrafo único.

podem ser utilizados padrões


Na ausência de materiais de internos produzidos de acordo
referência com guias e registros
bibliográficos.

Art. 17 Para produtos biológicos,

• os termos material/padrão substituem o termo substância química nas


definições de SQR, SQF, SQC e SQT.

Art. 18

Não é admitida a validação de método


utilização de SQT analítico.
para fins de

41 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Comentários: Lembre-se que a SQT é a substância química de trabalho, ou


seja, aquela substância utilizada na rotina laboratorial! Lembre-se também que
a SQT NÃO é uma substância química de referência (SQR).

Conforme vimos, são incluídas como substâncias químicas de referência,


apenas substâncias químicas de referência caracterizada (SQC) e substâncias
químicas de referência farmacopeicas (SQF).

Assim, NÃO é admitido usar a SQT para validação!

Comentários: Vamos agora para um dos pontos mais cobrados dessa RDC: os
parâmetros de validação! Que parâmetros são esses?

• Seletividade
• Linearidade
• Efeito matriz
• Faixa de trabalho
• Precisão
• Exatidão
• Limite de detecção
• Limite de quantificação
• Robustez

Antes de irmos para o capítulo IV, vamos entender brevemente sobre cada um
desses parâmetros, dando ênfase para aquilo que é mais cobrado em provas!

Seletividade:

Como deve ser demonstrada?

Deve ser demonstrada por meio da sua capacidade de identificar ou


quantificar o analito de interesse, inequivocamente, na presença de

42 | P á g i n a
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CPF: 01140767070

componentes que podem estar presentes na amostra, como impurezas,


diluentes e componentes da matriz

Ou seja, a seletividade é a capacidade do método de fornecer respostas para o


analito de interesse, ou seja, conseguir identificar ou quantificar o analito “A”,
mesmo na presença de outros componentes e sem a interferência desses outros
componentes na amostra.

Linearidade

Como deve ser demonstrada?

Deve ser demonstrada por meio da sua capacidade de obter respostas


analíticas diretamente proporcionais à concentração de um analito em uma
amostra. Ou seja, à medida que aumenta a concentração, aumenta a resposta.

Efeito Matriz

Lembre-se que o efeito matriz é o efeito dos componentes da matriz (outros


componentes que não o analito) na resposta analítica.

Como deve ser determinado?

Deve ser determinado por meio da comparação entre os coeficientes


angulares das curvas de calibração construídas com:

• a SQR do analito em solvente e


• com a amostra fortificada com a SQR do analito.

A RDC determinará mais à frente que o paralelismo das retas é indicativo de


ausência de interferência dos constituintes da matriz e a sua demonstração
deve ser realizada por meio de avaliação estatística adequada.

43 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Fonte: [Link]

Faixa de trabalho

Como deve ser estabelecida?

Deve ser estabelecida a partir dos estudos de linearidade, juntamente com os


resultados de precisão e exatidão, sendo dependente da aplicação pretendida.

A RDC trará % de faixas de trabalho para vários ensaio (teor, uniformidade, teste
de dissolução, etc).

Precisão

O que deve avaliar?

Deve avaliar a proximidade entre os resultados obtidos por meio de ensaios


com amostras preparadas conforme descrito no método analítico a ser validado.

Exatidão

Como deve ser obtida?

Deve ser obtida por meio do grau de concordância entre os resultados


individuais do método em estudo em relação a um valor aceito como
verdadeiro.

44 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Temos aqui 2 definições que podem certamente serem alteradas em provas para
gerarem pegadinhas: precisão e exatidão.

A forma clássica de entender esses conceitos é por meio do exemplo do tiro ao


alvo.

A exatidão do atirador é a sua capacidade de centralizar os seus tiros no alvo:

Exatidão

Já a precisão é a capacidade de ele concentrar os seus disparos em uma


região pequena (pouca dispersão).

Precisão

Um método será preciso, quando uma amostra for submetida a um ensaio várias
vezes e se obtiver resultados muito próximos (pouca dispersão). Um método
será exato quando for obtido o resultado que é esperado (verdadeiro).

45 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Limite de Detecção

Como deve ser demonstrado?

Deve ser demonstrado pela obtenção da menor quantidade do analito presente


em uma amostra que pode ser detectado, porém, não necessariamente
quantificado, sob as condições experimentais estabelecidas.

Limite de Quantificação

É a menor quantidade do analito em uma amostra que pode ser determinada


com precisão e exatidão aceitáveis sob as condições experimentais
estabelecidas.

Ou seja, é a menor concentração de um analito que pode ser quantificado por


um método, desde que atenda aos critérios de precisão e exatidão.

Cuidado para não confundir limite de Detecção com limite de Quantificação.


Veja os termos-chaves de identificação:

Limite de Detecção Limite de Quantificação

menor quantidade do analito que menor quantidade do analito em


pode ser detectado porém, não uma amostra que pode ser
necessariamente quantificado, determinada.

Robustez

O que é?

é um parâmetro tipicamente realizado no desenvolvimento do método analítico


que indica a sua capacidade em resistir a pequenas e deliberadas variações
das condições analíticas. Por exemplo, variações na temperatura ou no PH da
solução. O anexo III apresenta condições para a avaliação da robustez para

46 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

cada método. Quanto menor a alteração na resposta, maior a robustez do


método.

Resumo da ópera:

Seletividade Linearidade Efeito Matriz

deve ser demonstrada deve ser demonstrada deve ser determinado


por meio da sua por meio da sua por meio da
capacidade de capacidade de obter comparação entre os
identificar ou respostas analíticas coeficientes angulares
quantificar o analito de diretamente das curvas de
interesse, proporcionais à calibração construídas
inequivocamente, na concentração de um com a SQR do analito
presença de analito em uma em solvente e com a
componentes que amostra. amostra fortificada com
podem estar presentes a SQR do analito.
na amostra, como
impurezas, diluentes e
componentes da matriz

Faixa de trabalho Precisão Exatidão

deve ser estabelecida a deve avaliar a deve ser obtida por


partir dos estudos de proximidade entre os meio do grau de
linearidade, juntamente resultados obtidos por concordância entre os
com os resultados de meio de ensaios com resultados individuais
precisão e exatidão, amostras preparadas do método em estudo
sendo dependente da conforme descrito no em relação a um valor
aplicação pretendida. método analítico a ser aceito como
validado. verdadeiro.

47 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Limite de Detecção Limite de Robustez


Quantificação

deve ser demonstrado é a menor quantidade é um parâmetro


pela obtenção da do analito em uma tipicamente realizado no
menor quantidade do amostra que pode ser desenvolvimento do
analito presente em determinada com método analítico que
uma amostra que pode precisão e exatidão indica a sua
ser detectado, porém, aceitáveis sob as capacidade em resistir
não necessariamente condições a pequenas e
quantificado, sob as experimentais deliberadas variações
condições estabelecidas das condições analíticas
experimentais
estabelecidas

Dito tudo isso e feito esse breve resumo, agora sim, vamos estudar os detalhes
de cada um dos parâmetros.

48 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

CAPÍTULO IV
DOS PARÂMETROS DA VALIDAÇÃO ANALÍTICA

Seção I
Da Seletividade

Art. 19

A seletividade do
deve ser demonstrada por meio da sua
método analítico
capacidade de identificar ou quantificar o
analito de interesse, inequivocamente, na
presença de componentes que podem estar
presentes na amostra, como:

impurezas

diluentes
• e

componentes da matriz

49 | P á g i n a
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CPF: 01140767070

Parágrafo único.

No caso de métodos
cromatográficos,

deve ser comprovada


•exceto para
a pureza
produtos
cromatográfica do
biológicos.
sinal do analito,

Art. 20

Nos métodos de identificação, deve ser demonstrada sua capacidade de:

obter resultado positivo e resultado negativo

para outras substâncias presentes na


para amostra contendo o analito
amostra.

§1º

na comparação com a resposta


Deve ser utilizada a SQR
obtida para o analito

nos termos do Capítulo III.

50 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

§2º

Para demonstrar a seletividade dos métodos de identificação,

os ensaios devem ser aplicados a substâncias estruturalmente semelhantes


ao analito,

sendo o critério de aceitação a obtenção de resultado negativo.

§3º Para insumos farmacêuticos ativos de origem vegetal e medicamentos que


os contenham,

• deve-se demonstrar a capacidade do método de distinguir o material de


interesse de outras espécies vegetais semelhantes,

adulterantes

aquelas que possam


principalmente
estar presentes como

ou substituintes.

51 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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§4º

dois
Para atingir o pode ser métodos
nível necessário necessária a analíticos de
de seletividade combinação de
ou mais identificação
.

Art. 21

Para métodos quantitativos e ensaios limite,

a seletividade deve ser demonstrada por meio da comprovação de que a


resposta analítica se deve exclusivamente ao analito,

sem interferência:

de impurezas
• ou de produtos de
do diluente da matriz
degradação

§1° Para demonstrar ausência de interferência de produtos de degradação, é


necessário expor a amostra a condições de degradação em ampla faixa:

de calor
de pH de oxidação • e de luz.

52 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

§2° Ficam isentos da demonstração descrita no §1° os seguintes casos:

• produtos para os quais já foi demonstrada adequação à


resolução que estabelece parâmetros para a notificação,
I identificação e qualificação de produtos de degradação em
medicamentos.

• métodos de desempenho;
II

• métodos não cromatográficos.


III

§3° A utilização de método com limitação técnica para seletividade, nos termos
do caput, apenas é aceita mediante justificativa técnica e aplicação conjunta de
outro método complementar.

Art. 22

o resultado da leitura

a seletividade deve da amostra


Para gases
ser demonstrada
medicinais,
comparando-se: com a resposta da
leitura da SQR

o nos termos do capítulo III.

Parágrafo único.

O valor máximo de uma possível


deve ser justificado.
interferência

53 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Seção II
Da Linearidade

Art. 23

deve ser demonstrada por meio da sua


A linearidade do
capacidade de obter respostas analíticas
método
diretamente proporcionais à concentração
de um analito em uma amostra.

Comentários: Veja abaixo um exemplo de curva de calibração demonstrando a


linearidade. Note que a concentração é diretamente proporcional a absorbância
(resposta analítica) –> aumenta a concentração, aumenta a absorbância,
formando assim uma reta.

Art. 24 Uma relação linear deve ser avaliada em toda a faixa estabelecida para
o método.

54 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Art. 25

Para o estabelecimento da linearidade,

deve-se utilizar no mínimo

5 (cinco)
concentrações diferentes da SQR

para as soluções preparadas em, no mínimo:

triplicata.

Comentários: Atenção às palavras destacadas em amarelo, pois elas podem


ser facilmente alteradas em provas.

Parágrafo único.

As soluções utilizadas para avaliação da linearidade:

devem ser preparadas de


• independente
maneira,

• ser utilizadas soluções diluídas de uma


podendo
mesma solução mãe da SQR.

55 | P á g i n a
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Art. 26 Todos os cálculos para a avaliação da linearidade:

• devem ser realizados a partir dos dados de:

e respostas
concentrações
analíticas
reais
individuais.

Art. 27 Para avaliação da linearidade, devem ser apresentados os seguintes


dados:

• representação gráfica das respostas em função da concentração


I do analito;

• gráfico de dispersão dos resíduos, acompanhado de sua


II avaliação estatística;

• equação da reta de regressão de y em x, estimada pelo método dos


III mínimos quadrados;

• avaliação da associação linear entre as variáveis por meio do


IV coeficientes de correlação (r) e de determinação (r²);

• avaliação da significância do coeficiente angular.


V

§ 1º A homocedasticidade dos dados deve ser investigada para a utilização do


modelo adequado.

§ 2º Nos testes estatísticos, deve ser utilizado um nível de significância de 5%


(cinco por cento).

§ 3º O coeficiente de correlação deve estar acima de 0,990.

§ 4º O coeficiente angular deve ser significativamente diferente de zero.

56 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Comentários: Vejamos agora sobre o efeito matriz.

Seção III
Do Efeito Matriz

Art. 28 O disposto nesta seção se aplica a matrizes complexas.

Art. 29

O efeito matriz deve ser determinado por meio da comparação entre os


coeficientes angulares das curvas de calibração construídas com:

e com a amostra fortificada com a


a SQR do analito em solvente
SQR do analito.

Parágrafo único.

As curvas devem ser estabelecidas da mesma forma que na linearidade para


os mesmos níveis de concentração, utilizando, no mínimo:

5 (cinco)
concentrações diferentes

em, no mínimo.

triplicata.

57 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 30

é indicativo de ausência de
O paralelismo das retas interferência dos constituintes
da matriz

e a sua demonstração deve ser realizada por


meio de avaliação estatística adequada.

Parágrafo único.

Deve ser adotado o nível de


5% (cinco por cento)
significância de

no teste de hipóteses.

Comentários: Vejamos agora sobre a faixa de trabalho.

58 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Seção IV
Da faixa de trabalho

Art. 31

A faixa de trabalho

deve ser estabelecida a partir dos estudos de linearidade,


juntamente com os resultados de:

precisão

• e sendo dependente da aplicação pretendida

exatidão

Art. 32 Devem ser consideradas as seguintes faixas de trabalho:

• para teor: de 80% (oitenta por cento) a 120% (cento e vinte por
I cento);

• para uniformidade de conteúdo: de 70% (setenta por cento) a


II 130% (centro e trinta por cento);

• para teste de dissolução: de -20% (menos vinte por cento) da


menor concentração esperada a +20% (mais vinte por cento) da
III
maior concentração esperada a partir do perfil de dissolução; e

59 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

• para determinação de impurezas: do limite de quantificação


até 120% (cento e vinte por cento) da concentração no limite da
IV
especificação de cada impureza individual;

• para determinação simultânea de teor e impurezas pelo


procedimento de normalização de área: do limite de
V quantificação (LQ) até 120% (cento e vinte por cento) da
concentração esperada da substância ativa.

§ 1º Faixas de trabalho maiores que as definidas no caput

• poderão ser utilizadas se justificadas tecnicamente.

§ 2º Para gases medicinais,

• serão aceitas faixas de trabalho alternativas desde que a abordagem


para a escolha do intervalo seja justificada.

Comentários: Vejamos agora sobre a precisão.

60 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

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Seção V
Da Precisão

Art. 33

A precisão deve avaliar a proximidade entre os resultados obtidos


por meio de ensaios com amostras preparadas conforme
descrito no método analítico a ser validado.

Art. 34 A precisão deve ser expressa por meio:

da precisão
da repetibilidade da reprodutibilidade.
intermediária
• ou

Art. 35 A precisão deve ser demonstrada pela dispersão dos resultados,


calculando-se o desvio padrão relativo (DPR) da série de medições conforme
a fórmula

"DPR=(DP/CMD) X 100",

em que

DP = é o desvio padrão

e CMD = a concentração média determinada.

61 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 36 As amostras para avaliação da precisão

• devem ser preparadas de maneira independente desde o início do


procedimento descrito no método.

Parágrafo único.

não é aceita a utilização de


No caso de amostras sólidas e
soluções diluídas de uma
semissólidas,
mesma solução mãe.

Art. 37

Quando a avaliação da precisão envolver contaminação da matriz com


substância em quantidade muito baixa que impossibilite a pesagem direta,

pode ser utilizada uma solução concentrada da substância,

seguindo-se o procedimento descrito no método analítico para extração e


diluição da amostra.

§1°

No caso de impurezas conhecidas ausentes ou presentes em concentração


menor que o limite da especificação na amostra,

• esta deve ser fortificada com concentrações conhecidas do padrão de


impurezas.

62 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

§2° No caso de impurezas desconhecidas,

• a amostra deve ser avaliada utilizando a resposta do ativo acrescido à


matriz na concentração correspondente ao limite da especificação
estabelecido para a impureza,

o desde que se considere o mesmo fator resposta para impureza e


para o ativo.

Art. 38 A determinação da repetibilidade deve obedecer aos seguintes critérios:

• avaliar as amostras sob as mesmas condições de operação,


mesmo analista e mesma instrumentação, em uma única
I
corrida analítica

• utilizar, no mínimo, 9 (nove) determinações, contemplando o


intervalo linear do método analítico, ou seja, 3 (três)
concentrações: baixa, média e alta, com 3 (três) réplicas
II em cada nível ou 6 (seis) réplicas a 100% (cem por cento) da
concentração do teste individualmente preparadas.

Art. 39 Os critérios de aceitação devem ser definidos e justificados de acordo


com os seguintes aspectos:

• objetivo do método;
I

• variabilidade intrínseca do método;


II

• concentração de trabalho; e
III

• concentração do analito na amostra.


IV

63 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 40 A determinação da precisão intermediária deve obedecer aos seguintes


critérios:

• expressar a proximidade entre os resultados obtidos da


análise de uma mesma amostra, no mesmo laboratório, em
pelo menos dois dias diferentes, realizada por operadores
I
distintos; e

• contemplar as mesmas concentrações e o mesmo número


de determinações descritas na avaliação da repetibilidade.
II

Art. 41 A reprodutibilidade

• deve ser obtida por meio da proximidade dos resultados obtidos em


laboratórios diferentes.

§1° A reprodutibilidade

• é aplicável em estudos colaborativos ou na padronização de métodos


analíticos para inclusão desses em compêndios oficiais, mediante testes
estatísticos adequados.

§2° O critério de aceitação para o desvio padrão relativo deve ser justificado
conforme preconizado no art. 39.

Comentários: Vejamos agora sobre a exatidão.

64 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Seção VI
Da Exatidão

Art. 42

A exatidão deve ser obtida por meio do grau de concordância

de um método entre:
analítico
.
os resultados individuais em relação a um valor
do método em estudo aceito como verdadeiro

Art. 43 A exatidão deve ser verificada a partir de, no mínimo, 9 (nove)


determinações,

• contemplando o intervalo linear do método analítico, ou seja, 3 (três)


concentrações:

baixa
médio
com 3 (três) réplicas em cada nível.
• e
alta

65 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 44

As amostras para avaliação da exatidão devem ser preparadas de maneira


independente,

• podendo ser utilizadas soluções diluídas de uma mesma solução mãe


da SQR.

Art. 45 Para a determinação da exatidão, deve ser utilizada a abordagem mais


adequada, de acordo com o método analítico em estudo:

I - para IFA:

• aplicar o método proposto utilizando substância de pureza


a conhecida (SQR);

• comparar os resultados obtidos com aqueles resultantes de


um segundo método validado, cuja exatidão tenha sido
b
estabelecida; ou

• no caso de analito em matriz complexa, realizar análise pelo


método de adição de SQR no qual quantidades conhecidas de
c
SQR são acrescentadas à amostra.

II - para produto terminado:

66 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

• aplicar o método proposto na análise de uma amostra, na qual


a quantidade conhecida de SQR foi adicionada à matriz;

• na indisponibilidade de amostras de todos os componentes


do medicamento, pode ser realizada a análise pelo método de
b adição de SQR, no qual quantidades conhecidas de SQR são
acrescidas à solução do produto terminado; ou

• comparar os resultados obtidos com aqueles resultantes de


c um segundo método validado.

III - para impurezas:

• aplicar o método de adição de padrão, no qual quantidades


conhecidas de impurezas ou produtos de degradação são
a
acrescidas à amostra;

• na indisponibilidade de amostras de certas impurezas ou


produtos de degradação, pode ser realizada a comparação dos
b resultados obtidos com um segundo método validado e a
utilização do fator resposta relativo ao IFA;

• para impurezas desconhecidas, a exatidão deve ser avaliada


comparando-se a resposta da SQR do IFA ou de impureza
conhecida, conforme o método proposto, em uma faixa de
c
concentração que contemple a faixa de trabalho do método,
desde que seja considerado o mesmo fator resposta.

67 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Parágrafo único. Em todos os casos,

• a forma de cálculo das concentrações dos analitos deve ser a mesma


descrita no método analítico em questão.

Art. 46

A exatidão deve ser expressa:

pela relação percentual de recuperação do analito de


concentração conhecida adicionado à amostra

•ou
pela relação entre a concentração média, determinada
experimentalmente, e a concentração teórica
correspondente, dada pela fórmula 1 do Anexo II.

Parágrafo único.

Quando a exatidão é determinada a partir de um método anteriormente


validado,

deve-se considerar, em substituição ao termo “concentração teórica”, a


concentração do analito determinada por meio desse.

Art. 47 Deve ser calculado o desvio padrão relativo (DPR) para cada
concentração.

68 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 48 Os critérios de aceitação para:

percentuais de recuperação
•e devem ser justificados conforme critérios
obtidos
preconizados no art. 39.
desvio padrão relativo

Comentários: Vejamos agora sobre o limite de detecção.

Seção VII
Do Limite de Detecção

Art. 49.

Limite de deve ser demonstrado pela obtenção da menor quantidade


detecção do analito presente em uma amostra que pode ser
detectado,

porém, não necessariamente quantificado, sob as


condições experimentais estabelecidas

Art. 50 A determinação do limite de detecção pode ser realizada por meio de:

• método visual,
• da razão sinal-ruído, baseado na determinação do branco
• ou em parâmetros da curva de calibração,

o considerando-se as particularidades do método analítico utilizado.

69 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 51

o limite de detecção é determinado


Para métodos pela menor concentração para a
visuais, qual é possível constatar o efeito
visual esperado.

Art. 52

o limite de detecção pode ser


Para métodos instrumentais, determinado pela razão sinal-
ruído.

§1° O método utilizado para determinação da razão sinal/ruído deve ser:

• descrito
• e justificado.

§2°

A razão sinal-ruído deve ser maior ou igual a 2:1.

Art. 53

Para a determinação baseada o limite de detecção pode ser


em parâmetros da curva calculado pela fórmula 2 do
analítica, anexo II.

70 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 54 Nos casos em que um valor estimado para o limite de detecção é obtido
por cálculo ou extrapolação,

• essa estimativa deve ser confirmada conforme art. 52.

Comentários: Vejamos agora sobre o limite de quantificação.

Seção VIII
Do Limite de Quantificação

Art. 55

O limite de é a menor quantidade do analito em uma


quantificação
amostra que pode ser determinada com
precisão e exatidão aceitáveis sob as
condições experimentais estabelecidas.

Comentários: Veja que o limite de quantificação é a menor quantidade do analito


que pode ser determinada (ou seja, quantificada). Tome cuidado pois o termo
“quantificado” não está na frase e isso pode te induzir ao erro no momento de
relacionar esse parâmetro à sua definição. Então, associe “limite de
quantificação” a “menor quantidade determinada”.

Art. 56

com o limite de
O limite de
especificação da
quantificação
deve ser impureza.
coerente

71 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Parágrafo único.

Para produtos adequados à resolução que estabelece parâmetros para a

notificação
de produtos de
identificação o limite de quantificação deve ser menor
degradação em
•e ou igual ao limite de notificação.
medicamentos,
qualificação

Art. 57 Para a determinação deste parâmetro

• deve ser seguido o mesmo procedimento descrito no art. 53, sendo que
a razão sinal/ruído deve ser no mínimo de 10:1.

Art. 58 Para a determinação baseada em parâmetros da curva analítica,

- o limite de quantificação pode ser calculado pela fórmula 3 do anexo II.

Art. 59 Nos casos em que um valor estimado para o limite de quantificação é


obtido por cálculo ou extrapolação,

• essa estimativa deve ser confirmada conforme art. 57.

Art. 60 Devem ser testadas:

precisão

•e nas concentrações correspondentes ao limite de


quantificação.
exatidão

Comentários: Por fim, vejamos sobre a robustez!

72 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Seção IX
Da Robustez

Art. 61

é um parâmetro tipicamente realizado no


A robustez desenvolvimento do método analítico que indica a sua
capacidade em resistir a pequenas e deliberadas
variações das condições analíticas.

Parágrafo único.

Caso haja susceptibilidade do método a variações nas condições analíticas,

essas deverão ser controladas por meio de precauções descritas no método.

Art. 62

No caso de métodos
quantitativos,

o impacto das variações propostas nos


resultados obtidos deverá ser avaliado
com os mesmos critérios utilizados para
a exatidão.

73 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 63

No caso de métodos
qualitativos,

deve ser verificado se as


variações propostas
interferem na resposta
analítica.

Art. 64 Deve ser demonstrado o atendimento às características de verificação


do sistema.

Art. 65.

A avaliação dos parâmetros


deve ser contemplada no
descritos na Tabela 1 do
relatório de validação.
anexo III

§ 1° Parâmetros que sejam considerados relevantes para o resultado,

• de acordo com as características do método, devem ser avaliados


adicionalmente.

74 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

§ 2°

A ausência da avaliação de
deve ser justificada.
qualquer uma das variações

Comentários: Finalizamos aqui o estudo dos parâmetros de validação. Como


as provas mais cobram esse assunto:

• Dando uma definição e solicitando o parâmetro correspondente;


• Por meio da troca – alterando um parâmetro por outro (precisão por
exatidão, seletividade por robustez e por aí vai);
• Alterando os números;

Por isso, não deixe de revisar as tabelas comparativas que vimos antes mesmo
de iniciar o estudo aprofundado de cada parâmetro. Vou colocá-las abaixo
novamente para que você faça uma revisão. Atente-se aos termos grifados em
azul: eles devem ser o seu guia na identificação de cada parâmetro.

Seletividade Linearidade Efeito Matriz

deve ser demonstrada deve ser demonstrada deve ser determinado


por meio da sua por meio da sua por meio da
capacidade de capacidade de obter comparação entre os
identificar ou respostas analíticas coeficientes angulares
quantificar o analito de diretamente das curvas de
interesse, proporcionais à calibração construídas
inequivocamente, na concentração de um com a SQR do analito
presença de analito em uma em solvente e com a
componentes que amostra. amostra fortificada com
podem estar presentes a SQR do analito.
na amostra, como
impurezas, diluentes e
componentes da matriz

75 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Faixa de trabalho Precisão Exatidão

deve ser estabelecida a deve avaliar a deve ser obtida por


partir dos estudos de proximidade entre os meio do grau de
linearidade, juntamente resultados obtidos por concordância entre os
com os resultados de meio de ensaios com resultados individuais
precisão e exatidão, amostras preparadas do método em estudo
sendo dependente da conforme descrito no em relação a um valor
aplicação pretendida. método analítico a ser aceito como
validado. verdadeiro.

Limite de Detecção Limite de Robustez


Quantificação

deve ser demonstrado é a menor quantidade é um parâmetro


pela obtenção da do analito em uma tipicamente realizado no
menor quantidade do amostra que pode ser desenvolvimento do
analito presente em determinada com método analítico que
uma amostra que pode precisão e exatidão indica a sua
ser detectado, porém, aceitáveis sob as capacidade em resistir
não necessariamente condições a pequenas e
quantificado, sob as experimentais deliberadas variações
condições estabelecidas das condições analíticas
experimentais
estabelecidas

Vejamos agora uma questão que cobrou os parâmetros de validação.

76 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

(2018 – COMPERVE - UFRN) Para que um método de análise seja utilizado


na rotina de um laboratório de controle de qualidade, é necessário que ele seja
validado. No Brasil, os requisitos para a validação de um método analítico são
descritos na RDC 166/2017 da Anvisa. Considere as seguintes afirmativas sobre
os parâmetros de validação.

I. Limite de detecção é a menor quantidade do analito presente em uma amostra


que pode ser detectado, porém, não necessariamente quantificado, sob as
condições experimentais estabelecidas.

II. Precisão é o grau de concordância entre os resultados individuais do método


em estudo em relação a um valor aceito como verdadeiro.

III. Robustez é a capacidade de identificar ou quantificar o analito de interesse,


inequivocamente, na presença de componentes que podem estar na amostra,
como, impurezas, diluentes e componentes da matriz.

IV. Linearidade é a capacidade de uma metodologia analítica de demonstrar que


os resultados obtidos são diretamente proporcionais à concentração do analito
na amostra, dentro de um intervalo especificado.

Estão corretas as afirmativas

A) II e III.
B) I e II.
C) I e IV.
D) III e IV.

Comentários: Vamos analisar cada um dos itens:

77 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

I. Limite de detecção é a menor quantidade do analito presente em uma amostra


que pode ser detectado, porém, não necessariamente quantificado, sob as
condições experimentais estabelecidas.

Comentários: Perfeito! Temos aqui a definição de limite de detecção. Atenção


aos termos-chaves que sinalizam para esse parâmetro:

Limite de detecção: detectado, porém, não necessariamente quantificado.

II. Precisão é o grau de concordância entre os resultados individuais do método


em estudo em relação a um valor aceito como verdadeiro.

Comentários: ERRADO! Temos aqui o conceito de EXATIDÃO.

Viu em questões “valor aceito como verdadeiro” já pense automaticamente em


EXATIDÃO!

Lembre-se que precisão avalia a proximidade entre os resultados obtidos.

III. Robustez é a capacidade de identificar ou quantificar o analito de interesse,


inequivocamente, na presença de componentes que podem estar na amostra,
como, impurezas, diluentes e componentes da matriz.

Comentários: ERRADO! Temos aqui o conceito de SELETIVIDADE. Lembre-


se que a robustez está associada a capacidade em resistir a variações das
condições analíticas.

IV. Linearidade é a capacidade de uma metodologia analítica de demonstrar que


os resultados obtidos são diretamente proporcionais à concentração do analito
na amostra, dentro de um intervalo especificado.

Comentários: CORRETO! Temos aqui o conceito de linearidade.

Assim, os itens I e IV estão corretos.

GABARITO: C

78 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Comentários: Agora para finalizar o estudo dessa RDC, vamos às Disposições


Transitórias e Disposições Finais!

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 66 Serão aceitas validações de método analítico em conformidade com a


Resolução RE nº 899/2003,

• desde que tenham sido finalizadas antes da vigência desta resolução e


as petições que as contenham tenham sido protocoladas em até 550
(quinhentos e cinquenta) dias corridos após a vigência desta
resolução.

§1°

Em caso da necessidade de execução e reapresentação de um ou mais


parâmetros da validação, desde que não seja necessária a apresentação de
nova validação,

a empresa poderá seguir a Resolução RE nº 899, de 29 de maio, de 2003.

§2°

Em caso da necessidade de
a empresa deverá seguir esta
execução e apresentação de
resolução.
uma nova validação

79 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

§3°

Após o prazo estabelecido no caput, para produtos sob investigação, cuja a


validação do método analítico utilizado no desenvolvimento clínico tenha sido
iniciada antes da vigência da presente norma,

serão aceitas, no momento do registro, as validações analíticas realizadas de


acordo com a Resolução RE nº 899, de 29 de maio, de 2003.

CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 67

Documentação

•e
podem ser solicitados a qualquer momento
pela Anvisa.
ensaios adicionais

Art. 68

Todos os dados relevantes obtidos


bem como as fórmulas utilizadas
durante a condução da validação
para cálculo,
analítica,

devem ser protocoladas, juntamente com a petição de interesse, para


avaliação da Anvisa.

80 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Art. 69.

O
descumprimento nos termos da Lei
infração
das disposições nº 6.437, de 20 de
sanitária
contidas nesta agosto de 1977
constitui
resolução

sem prejuízo das responsabilidades civil e penal cabíveis.

Art. 70 Fica revogada:

• a Resolução RE nº 899, de 29 de maio de 2003;


• o inciso XXXI do art. 1º,
• o parágrafo único do art. 11 e
• o anexo I da Resolução RDC nº 31, de 11 de agosto de 2010.

Art. 71 Esta Resolução entra em vigor no prazo de 180 (cento e oitenta) dias
corridos contados a partir da data de sua publicação.

Comentários: Finalizamos aqui o estudo dessa RDC. A seguir serão


apresentados anexos, com parâmetros a serem considerados na validação
analítica, algumas fórmulas de cálculos e condições para a avaliação da robustez
do método. Na sequência você encontrará questões para treino! Não deixe de
resolvê-las. Te vejo na próxima aula!

81 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

ANEXO I

Quadro 1. Parâmetros a serem considerados na validação analítica.

Doseamento
Teste de Impurezas
- dissolução (quantificação)
Parâmetro Avaliado Identificação
- uniformidade de conteúdo
Quantitativo Ensaio Limite - potência

Exatidão não sim Não Sim

Precisão Repetibilidade não sim Não Sim

Precisão Intermediária não sim(1) Não sim (1)

Seletividade (2) sim sim Sim sim

Limite de Detecção não não(3) Sim não

Limite de quantificação não sim Não não(3)

Linearidade não sim Não sim

Intervalo não sim Não sim

82 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

(1) Nos casos em que foi conduzida a reprodutibilidade, não é necessário


conduzir a precisão intermediária.

(2) Nos casos de ensaios de identificação, pode ser necessária a combinação


de dois ou mais procedimentos analíticos para atingir o nível necessário de
discriminação.

(3) Pode ser necessário em alguns casos.

83 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

ANEXO II

Fórmula 1. Cálculo da exatidão.

Em que: CA é a concentração experimental do analito e CTA é a concentração


teórica do analito adicionado

Fórmula 2. Cálculo do limite de detecção.

Em que: IC é a inclinação da curva de calibração,  é o desvio padrão e pode


ser obtido de 3 formas:

I - a partir do desvio padrão do intercepto com o eixo Y de, no mínimo, 3 curvas


de calibração construídas contendo concentrações do analito próximas ao
suposto limite de detecção;

II - a partir do desvio padrão residual da linha de regressão;

84 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

III - a partir da estimativa de ruído proveniente da análise de um apropriado


número de amostras do branco.

Fórmula 3. Cálculo do limite de quantificação.

Em que: IC é a inclinação da curva de calibração,  é o desvio padrão e pode


ser obtido de 3 formas:

I - a partir do desvio padrão do intercepto com o eixo Y de, no mínimo, 3 curvas


de calibração construídas contendo concentrações do analito próximas ao
suposto limite de detecção;

II - a partir do desvio padrão residual da linha de regressão;

III - a partir da estimativa de ruído proveniente da análise de um apropriado


número de amostras do branco.

85 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

ANEXO III

Tabela 1. Condições para a avaliação da robustez do método.

Estabilidade das soluções analíticas

Preparo das Amostras Tempo de extração

Compatibilidade de filtros

Variação do pH da solução

Espectrofotometria Diferentes lotes ou fabricantes de


solventes

Variação do pH da fase móvel

Variação na composição da fase


móvel

Cromatografia Líquida Diferentes lotes ou fabricantes de


colunas

Temperatura

Fluxo da fase móvel

Diferentes lotes ou fabricantes de


colunas
Cromatografia Gasosa
Temperatura

Velocidade do gás de arraste

As variações a serem testadas


deverão ser avaliadas criticamente e
Outras técnicas analíticas
seus resultados deverão ser
apresentados

86 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

Lista de Questões

1. (2019 – Exército - EsFCEx) Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada


RDC Nº 166, de 24 de julho de 2017, que dispõe sobre a Validação de Métodos
Analíticos e dá outras providências, NÃO É CORRETO afirmar que:

A) Os parâmetros de validação e seus respectivos critérios de aceitação devem


ser definidos de acordo com as características do analito e da natureza do
método.
B) Métodos analíticos aplicados aos produtos sob investigação utilizados em
ensaios clínicos devem ter sua adequabilidade demonstrada de acordo com esta
Resolução, conforme aplicável para cada fase de desenvolvimento clínico.
C) Não será admitida a utilização de abordagens alternativas para a validação
de métodos analíticos aplicados aos produtos biológicos, como ensaios
biológicos e imunológicos.
D) Estão excluídos desta Resolução os métodos microbiológicos, para os quais
deve ser apresentada justificativa técnica para a abordagem escolhida, baseada
na Farmacopeia Brasileira ou em outros compêndios oficiais reconhecidos pela
ANVISA.

2. (2018 – FAURGS - UFCSPA/RS) Sobre a validação de métodos analíticos,


conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 166/2017, de 25 de julho
de 2017, ANVISA, numere a segunda coluna de acordo com a primeira,
associando os itens às respectivas definições.

(1) Fator resposta

(2) Matriz complexa

(3) Validação analítica

(4) Verificação de sistema

( ) Avaliação sistemática de um método por meio de ensaios experimentais de


modo a confirmar que os requisitos específicos para seu uso pretendido são
atendidos, além de fornecer evidências objetivas deles.

87 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

( ) Contém um número indefinido de substâncias não monitoradas que não pode


ser obtido sem a presença do analito.

( ) Procedimento a ser realizado previamente a uma corrida analítica para


demonstrar que o sistema está apto para o uso pretendido; os parâmetros desse
procedimento devem ser definidos durante o desenvolvimento e a validação do
método.

( ) Razão entre sinal analítico e concentração do analito.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de


cima para baixo, é

A) 3 – 2 – 4 – 1.
B) 4 – 2 – 3 – 1.
C) 3 – 2 – 1 – 4.
D) 4 – 1 – 3 – 2.
E) 4 – 3 – 2 – 1.

3. (2022 – VUNESP - EsFCEx) Assinale a alternativa correta de acordo com a


RDC nº 166 de 24.07.2017, que dispõe sobre a validação dos métodos
analíticos.

A) Revalidação de método analítico é a repetição parcial ou total da validação de


um método analítico para assegurar que este continua cumprindo os requisitos
estabelecidos.
B) Substância química de referência farmacopeica é a substância ou mistura de
substâncias químicas ou biológicas em que a identidade, a qualidade, a pureza,
o teor e a potência tenham sido assegurados por um processo de caracterização.
C) Insumo farmacêutico é o insumo que, quando administrado a um paciente,
atua como componente ativo, podendo exercer atividade farmacológica ou efeito
direto no diagnóstico, cura, tratamento ou prevenção de uma doença ou, ainda,
afetar a estrutura e o funcionamento do organismo humano.
D) Pureza cromatográfica refere-se à homogeneidade espectral de um pico
cromatográfico, sendo que os critérios para concluir se existe homogeneidade
espectral e os parâmetros adotados para o cálculo da pureza são definidos

88 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

conforme previamente estabelecido para o software utilizado ou por meio de


avaliação técnica cientificamente embasada.
E) Matriz composição é aquela que contém um número indefinido de substâncias
não monitoradas, que não podem ser obtidas sem a presença do analito.

4. (2018 – Exército - EsFCEx) Conforme determinado pela Resolução da


Diretoria Colegiada RDC Nº 166, de 24 de julho de 2017, que dispõe sobre a
Validação de Métodos Analíticos, a utilização de método analítico não descrito
em compêndio oficial reconhecido pela ANVISA requer a realização de uma
validação analítica. Os parâmetros típicos a serem considerados para a
validação dependem do ensaio a ser realizado. Assinale abaixo a alternativa que
apresenta os parâmetros a serem avaliados na validação analítica de um teste
de impureza de um medicamento por ensaio limite, para que o método analítico
seja considerado validado:

A) Seletividade e Limite de quantificação.


B) Seletividade e Limite de detecção.
C) Seletividade, Limite de detecção e Limite de quantificação.
D) Seletividade, Linearidade, Limite de detecção e Limite de quantificação.

5. (2018 – FAURGS – UFCSPA/RS) Sobre a validação dos métodos analíticos,


conforme a RDC nº 166/2017, assinale a alternativa correta.

A) A utilização de método analítico não descrito em compêndio oficial


reconhecido pela ANVISA não requer a realização de uma validação analítica,
conforme parâmetros estabelecidos nessa resolução, levando-se em
consideração as condições técnico-operacionais.
B) Os métodos analíticos compendiais devem ter sua adequabilidade
demonstrada ao uso pretendido, nas condições operacionais do laboratório, por
meio de apresentação de um estudo de validação total.
C) Na transferência de método entre laboratórios, esse será considerado
validado, desde que seja realizado um estudo de validação parcial nas
dependências do laboratório receptor.

89 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

D) A validação parcial deve avaliar somente os parâmetros de exatidão e de


precisão.
E) A revalidação de método analítico deve ocorrer somente em duas
circunstâncias: alterações na composição do produto ou alterações no método
analítico.

6. (2018 – Exército - EsFCEx) Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada


RDC Nº 166, de 24 de julho de 2017, que dispõe sobre a Validação de Métodos
Analíticos, fundamentais para a garantia da qualidade de produtos
farmacêuticos, avalie as afirmativas abaixo e assinale a incorreta:

A) Os métodos analíticos compendiais devem ter sua adequabilidade


demonstrada ao uso pretendido, nas condições operacionais do laboratório, por
meio da apresentação de um estudo de validação parcial, excetuando-se os
métodos gerais compendiais básicos, como, por exemplo, medida de pH,
umidade e desintegração.
B) Caso haja transferência de métodos entre laboratórios, o método será
considerado validado, desde que seja realizado um estudo de validação parcial
nas dependências do laboratório receptor.
C) O relatório de validação a ser protocolado, conforme resoluções de registro e
pós-registro, deve conter os dados brutos de todos os parâmetros avaliados.
D) Não é admitida a utilização de Substância Química de Trabalho para fins de
validação de método analítico.

90 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

7. (2018 – Exército - EsFCEx) O artigo 31, da Resolução da Diretoria


Colegiada RDC Nº 166, de 24 de julho de 2017, determina que a faixa de trabalho
deve ser estabelecida a partir dos estudos de linearidade, juntamente com os
resultados de precisão e exatidão, sendo dependente da aplicação pretendida.
Assim sendo, marque a alternativa abaixo que apresenta a faixa de trabalho que
deve ser considerada para os estudos de linearidade, na validação de um
método analítico do teste de uniformidade de conteúdo do comprimido de
Nimesulida 100mg:

A) De 70 a 130%.
B) De 80 a 120%.
C) De – 20% (menos vinte por cento) da menor concentração esperada a + 20%
(mais vinte por cento) da maior concentração esperada.
D) De – 10% (menos dez por cento) da menor concentração esperada a + 10%
(mais dez por cento) da maior concentração esperada.

8. (2018 – COMPERVE - UFRN) Para que um método de análise seja utilizado


na rotina de um laboratório de controle de qualidade, é necessário que ele seja
validado. No Brasil, os requisitos para a validação de um método analítico são
descritos na RDC 166/2017 da Anvisa. Considere as seguintes afirmativas sobre
os parâmetros de validação.

I. Limite de detecção é a menor quantidade do analito presente em uma amostra


que pode ser detectado, porém, não necessariamente quantificado, sob as
condições experimentais estabelecidas.

II. Precisão é o grau de concordância entre os resultados individuais do método


em estudo em relação a um valor aceito como verdadeiro.

III. Robustez é a capacidade de identificar ou quantificar o analito de interesse,


inequivocamente, na presença de componentes que podem estar na amostra,
como, impurezas, diluentes e componentes da matriz.

91 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

IV. Linearidade é a capacidade de uma metodologia analítica de demonstrar que


os resultados obtidos são diretamente proporcionais à concentração do analito
na amostra, dentro de um intervalo especificado.

Estão corretas as afirmativas

A) II e III.
B) I e II.
C) I e IV.
D) III e IV.

9. (2023 – CPCON – UEPB) Segundo a RDC da Anvisa nº 166, de 24 de julho


de 2017, que dispõe sobre a validação de métodos analíticos (VMA) e dá outras
providências, qual o parâmetro da VMA deve ser obtido por meio do grau de
concordância entre os resultados individuais do método em estudo em relação a
um valor aceito como verdadeiro?

A) Exatidão.
B) Seletividade.
C) Precisão.
D) Robustez.
E) Limite de detecção.

10. (2021 – FGV – Pref. Paulínia/SP) A Resolução RDC nº 166 de 24 de


julho de 2017 da Anvisa, estabelece critérios para validação de métodos
analíticos empregados em insumos farmacêuticos medicamentos e produtos
biológicos em toda as suas fases de produção. Dentre os parâmetros
obrigatórios para a validação analítica da técnica utilizada, temos aquele que se
refere à menor quantidade do analito em uma amostra que pode ser determinada
com precisão e exatidão aceitáveis, sob as condições experimentais
estabelecidas.
Este parâmetro é denominado de

A) faixa de trabalho.
B) robustez.

92 | P á g i n a
Marcel Goulart Finger

CPF: 01140767070

C) limite de quantificação.
D) seletividade.
E) limite de detecção.

11. (2023 - FUNCERN – Pref. Junco do Seridó/PB) A Resolução da Diretoria


Colegiada 166 (RDC 166) de 2017 dispõe sobre a validação de métodos
analíticos e dá outras providências. No anexo I, encontram-se os parâmetros a
serem considerados na validação analítica. Entre eles, estão:

A) exatidão, padrão e teste de impurezas.


B) exatidão, precisão, seletividade e linearidade.
C) linearidade, ensaio limite, erro sistemático e identificação.
D) precisão intermediária, uniformidade de conteúdo e controle.

12. (2023 – UFMG) A validação de métodos analíticos é a demonstração por


meio de ensaios e procedimentos padronizados que o método é capaz de
originar resultados confiáveis quando utilizado para finalidade a que se destina.
No Brasil, a validação de métodos analíticos a serem empregados na análise de
fármacos e medicamentos está regulamentada pela Resolução da Diretoria
Colegiada – RDC nº 166 de 24 de julho de 2017.
Quanto às recomendações dessa RDC, analise as afirmativas relativas à
validação de métodos analíticos, segundo Resolução da Diretoria Colegiada –
RDC - 166 de 24 de julho de 2017.

I. Os métodos analíticos não compendiais devem ter sua adequabilidade


demonstrada ao uso pretendido, nas condições operacionais do laboratório, por
meio da apresentação de um estudo de validação parcial com avaliação de, pelo
menos, os parâmetros de precisão, exatidão e seletividade.

II. Na validação de métodos analíticos, deverá ser utilizada Substância Química


de Referência (SQR) farmacopeica oficializada pela Farmacopeia Brasileira,
preferencialmente, ou por outros compêndios oficialmente reconhecidos pela

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Anvisa. Será admitido o uso de Substância Química de Referência Caracterizada


(SQC), mediante a apresentação de relatório de caracterização conclusivo para
o lote em estudo, incluindo as razões técnicas para a escolha dos ensaios
utilizados e os dados brutos pertinentes.

III. Para métodos quantitativos e ensaios-limite, a seletividade deve ser


demonstrada por meio da comprovação de que a resposta analítica se deve
exclusivamente ao analito, sem interferência do diluente, da matriz, de
impurezas ou de produtos de degradação. Para demonstrar ausência de
interferência de produtos de degradação, é necessário expor a amostra a
condições de degradação em ampla faixa de pH, de oxidação, de calor e de luz.

IV. Para o estabelecimento da linearidade, deve-se utilizar, no mínimo, 5 (cinco)


soluções da SQR em concentração de 100% ao valor esperado em, no mínimo,
triplicata.

Estão corretas as afirmativas

A) II e III, apenas.
B) I e II, apenas.
C) III e IV, apenas.
D) I e IV, apenas.

13. (EXÉRCITO – 2023) - Assinale a alternativa correta em relação ao parâmetro


Seletividade para a validação analítica dos métodos usados para medicamentos.

(A) Para métodos qualitativos, a seletividade deve ser demonstrada por meio da
comprovação de que a resposta analítica se deve exclusivamente ao analito,
sem interferência do diluente, da matriz, de impurezas ou de produtos de
degradação.
(B) Para atingir o nível necessário de seletividade, deve-se combinar, ao menos,
3 métodos analíticos de identificação.

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(C) Para demonstrar a seletividade dos métodos de identificação, os ensaios


devem ser aplicados a substâncias estruturalmente diferentes ao analito, sendo
o critério de aceitação a obtenção de resultado negativo.
(D) A seletividade do método analítico deve ser demonstrada por meio da sua
capacidade de identificar ou quantificar o analito de interesse, inequivocamente,
na presença de componentes que podem estar presentes na amostra, como
impurezas, diluentes e componentes da matriz.
(E) Para o estabelecimento da seletividade, deve-se utilizar, no mínimo, 5
concentrações diferentes da Substância Química de Referência (SQR) para as
soluções preparadas em, no mínimo, triplicata.

14. (EXÉRCITO – 2023) Assinale a alternativa correta em relação ao parâmetro


Linearidade para validação analítica dos métodos usados para medicamentos.

(A) As soluções utilizadas para avaliação da linearidade devem ser preparadas


de maneira independente, podendo ser utilizadas soluções diluídas de uma
mesma solução mãe da SQR.
(B) Para o estabelecimento da linearidade, deve-se utilizar, no mínimo, 3
concentrações diferentes da SQR para soluções preparadas em, no mínimo,
triplicata.
(C) Nos testes estatísticos, deve ser utilizado um nível de significância de 1.
(D) O coeficiente de correlação deve estar acima de 1,000.
(E) O coeficiente angular deve ser significativamente diferente de 1.

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GABARITO
1- C 2- A 3- A 4- B 5- C
6- C 7- A 8- C 9- A 10- C
11- B 12- A 13-D 14-A

Referências:

1. Schröder, Cláudia Hoffmann Kowalski. Análise instrumental aplicada à


Farmácia – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017. 224 p.
S381a

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