ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS NÁUTICAS
Engenharia Electrónica e de Telecomunicações
Departamento de Rádio
IIAno
Disciplina: Electrónica Aplicada I
Tema: Osciladores
Discente:
Nacir Vilanculos Gomes
Maputo, outubro de 2025
Discente
Nacir Vilanculos Gomes
Tema: Osciladores
Trabalho de pesquisa da Disciplina de:
Electrónica Aplicada I, no curso de
Engenharia Electrónica e de
Telecomunicação subordinado ao tema:
Osciladores , com o efeito avaliativo, sob
orientação do docente: Eng. Julio
Ramujane
Maputo, outubro de 2025
Índice
1. Introdução .......................................................................................................................................................... 1
[Link] ......................................................................................................................................................... 1
[Link] Geral................................................................................................................................................ 1
[Link] específicos ................................................................................................................................... 1
[Link] ..................................................................................................................................................... 1
[Link] .............................................................................................................................................................. 1
[Link] de osciladores ............................................................................................................................................ 2
[Link] Colpitts e Hartley usando FETs e AMPOPs .................................................................................... 2
[Link]ência do oscilador Hartley. ...................................................................................................................... 2
[Link] Colpitts.............................................................................................................................................. 2
[Link] de relaxação .................................................................................................................................. 3
[Link] DUPLO T ........................................................................................................................................... 3
[Link] de deslocamento de fase .................................................................................................................. 4
[Link] a cristal............................................................................................................................................. 5
[Link]ísticas do Oscilador Cristal ............................................................................................................... 5
[Link]ípio de Funcionamento .......................................................................................................................... 5
[Link] de quartzo........................................................................................................................................... 5
[Link]ância série e Paralelo ............................................................................................................................... 7
6. Vantagens dos Osciladores ................................................................................................................................. 8
[Link]ão ........................................................................................................................................................... 10
[Link] ....................................................................................................................................................... 11
1. Introdução
Os osciladores são circuitos eletrônicos fundamentais para diversas áreas da engenharia
elétrica, telecomunicações e eletrônica em geral. Eles são responsáveis por gerar sinais
periódicos, geralmente de natureza senoidal ou de onda quadrada, sem a necessidade de um
sinal de entrada contínuo. Graças à sua capacidade de produzir sinais estáveis em frequência e
amplitude, os osciladores tornaram-se indispensáveis em sistemas de comunicação,
instrumentos de medição, computadores, televisores e rádios. O estudo dos osciladores é
essencial para compreender o funcionamento de equipamentos modernos que dependem de
sinais de referência ou de temporização precisa.
[Link]
[Link] Geral
✓ Compreender o funcionamento de osciladores
[Link] específicos
✓ Explicar o que são os osciladores e sua importância na eletrônica.
✓ Descrever o princípio de funcionamento básico desses circuitos.
✓ Identificar e classificar os principais tipos de osciladores.
✓ Apresentar aplicações práticas em diferentes áreas da tecnologia.
✓ Destacar as vantagens e limitações do uso dos osciladores.
[Link]
Para a realização do trabalho, como instrumentos metodológicos foram utilizadas diferentes
forma de pesquisa viradas ao campo da electrónica:
✓ Pesquisa Teórica: Levantamento bibliográfico em livros, artigos acadêmic
[Link]
Um Oscilador é um circuito que produz uma Forma de Onda Periódica, somente com uma
tensão de CC a alimentar o circuito. Dependendo do tipo de Oscilador, a Forma de Onda da
saída pode ser sinusoidal ou não sinusoidal. Esta Demonstração é um Oscilador Sinusoidal com
Realimentação.
Realimentação é um processo que consiste em injectar uma pequena porção do Sinal de Saída
novamente na sua Entrada, com o fim de regular a Saída posterior, Figura 1. O Circuito de
Realimentação pode ser construído com componentes RC ou LC.
Figura 1:Diagrama de blocos de um sistema de realimentacao
Para ser mais preciso, esta Demonstração deve designar-se por Oscilador de Desvio de Fase
com Realimentação RC. O Desvio de Fase é a diferença, em graus angulares, entre dois sinais
com a mesma Frequência. Na Figura 2, a forma de onda 2 está atrasada em relação à forma de
onda 1 por um tempo tp. Dividindo a diferença no tempo tp pelo período da forma de onda T
e multiplicando este resultado por 360°, podemos obter esta diferença no tempo em graus
angulares. Na Figura 2, o Desvio de Fase é de 60°.
Figura 2:Desvio de fase expresso em graus angulares
para um bom funcionamento, o oscilador necessita de um Desvio de Fase de 360º. Na Figura
3, o Amplificador fornece um Desvio de Fase de 180º e cada circuito RC é desenhado para
fornecer um Desvio de Fase de 60º.
Figura 3: Diagrama de blocos do osciladr de desvio de fase com realimentacao RC
[Link] de osciladores
✓ Osciladores Colpitts e Hartley usando FETs e AMPOPs
✓ Osciladores de relaxação
✓ Oscilador DUPLO T
✓ Oscilador de deslocamento de fase
✓ Oscilador Clapp
✓ O Oscilador a cristal
✓ Oscilador Armstrong
[Link] Colpitts e Hartley usando FETs e AMPOPs
[Link] Colpitts
O oscilador Colpitts tem um principio de funcionamento bastante semelhante ao oscilador
Hartley, com a única diferença de que o sinal para a realimentação positiva e retirado numa
derivação feita com base em capacitores. O transístor se mantem em condução durante os semi-
ciclos positivos do sinal e levado próximo ao corte dos semi-ciclos negativos. Este circuito
opera numa faixa de frequência que vai de alguns Hz até algumas dezenas de MHz. Tanto para
o caso de transístores no oscilador Hartley como Colpitts e possível a construção de
configuração equivalente com válvulas.
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Figura 4: circuito electrico do oscilador colpits
O sinal gerado por este circuito, pode ser, tanto retirado do colector do transístor como a partir
de um enrolamento, formando um secundário do transformador. Por sua vez a frequência
gerada pode ser calculada por:
1
𝑓𝑜 =
𝑐1. 𝑐2
2𝜋√𝑐1 + 𝑐2
[Link] de relaxação
Os osciladores controlados por tensão do tipo relaxamento são usados para produzir uma forma
de onda de dente de serra ou triangular. Isto é conseguido pelo carregamento gradual e pela
descarga repentina de um capacitor conectado apropriadamente a um elemento activo (UJT,
PUT etc.) ou um IC monolítico (LM566 etc.). Agora um tipo de relaxamento de dias VCOs é
realizado geralmente usando ICs monolíticos.
[Link] DUPLO T
O nome deste oscilador deve-se rede de alimentação que proporciona uma inversão de fase do
sinal e que usa apenas resistores e capacitores. Para que o duplo T funcione, proporcionando a
inversão de fase desejada, os componentes que formam devem manter uma relação bem
definida de valores tas como: R1=R2=2R3 e C1=C2=C3/2.
A frequência de operação do oscilador e dada pela fórmula:
1
𝐹=
2𝜋𝑅𝐶
É importante observar que as formas de onda dos sinais dos osciladores dependem bastante das
configurações. Normalmente procura-se gerar sinais senoidais, mas dependendo das
características dos componentes usados podem ocorrer deformações. Para o caso do oscilador
duplo T o sinal é senoidal.
3
[Link] de deslocamento / desvio de fase
Neste tipo de oscilador, temos a rede de resistores e capacitores que forma o circuito de
realimentação, deslocando de 180 ͦ a fase do sinal. Desta forma, temos a inversão de fase
necessária a manutenção das oscilações.
A frequência de operação é dada pela fórmula:
1
𝐹=
2𝜋𝑅𝐶√6
[Link] Clapp
O oscilador Clapp é uma variação do oscilador Colpitts, amplamente utilizado para gerar sinais
de alta frequência e frequência estável.
Princípio de Funcionamento
O oscilador Clapp consiste em um amplificador ativo (geralmente um transistor ou um
amplificador operacional) e um circuito tanque LC que determina sua frequência de oscilação.
A principal diferença entre o oscilador Clapp e o Colpitts é a adição de um capacitor extra em
série com a bobina (L), o que melhora a estabilidade da frequência.
Figura 5 :circuito electrico do oscilador Clapp
Componentes principais:
✓ Amplificador ativo (transistor, FET ou amplificador operacional);
✓ Rede capacitiva (C1, C2, C3) – dois capacitores (C1 e C2) formam um divisor
capacitivo semelhante ao do oscilador Colpitts, enquanto o capacitor C3 em série com
a bobina melhora a estabilidade;
✓ Indutor (L) – faz parte do circuito tanque LC, determinando a frequência de oscilação;
✓ Realimentação positiva – é obtida pelo divisor capacitivo, garantindo a manutenção da
oscilação
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[Link] a cristal
Osciladores a cristal são circuitos osciladores constituídos de cristais, usualmente de quartzo e
que possuem propriedades piezoeléctricas.
[Link]ísticas do Oscilador Cristal
✓ A intensidade das vibrações será maior que a frequência natural do cristal se for
aplicado ao cristal um sinal eléctrico;
✓ A espessura do cristal determina a frequência natural deste, pois quanto maior for,
menor é a frequência de ressonância;
✓ A orientação das faces, as dimensões do cristal e a montagem do dispositivo definem a
frequência de ressonância.
[Link]ípio de Funcionamento
Os osciladores cristais são o primeiro exemplo de osciladores de frequência fixa, onde a
precisão e estabilidade são o mais importante. Geralmente utilizam os mesmos circuitos como
os outros tipos de osciladores, com a diferença de o cristal substituir o circuito sintonizado. Em
osciladores de cristal, o cristal vibra como um ressonador e a frequência resultante determina
a frequência de oscilação.
Em outras palavras, o cristal funciona como um circuito que tem um indutor, resistor e
condensador com frequência ressonante precisa. Em alguns casos, de modo a ter melhor
estabilidade térmica para o oscilador de cristal, aplica-se a compensação de temperatura.
Figura 6: Circuito electrico do oscilador cristal
[Link] de quartzo
Um cristal de quartzo exibe uma propriedade muito importante conhecida como efeito
piezoeléctrico. Quando uma pressão mecânica é aplicada através das faces do cristal, uma
tensão proporcional à pressão mecânica aplicada aparece através do cristal. Inversamente,
quando uma tensão é aplicada através das superfícies de cristal, o cristal é distorcido por uma
quantidade proporcional à tensão aplicada. Uma tensão alternada aplicada a um cristal faz com
que ele vibre em sua frequência natural.
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Figura7: cristal de quartzo
3.7.6. Oscilador Armstrong
O oscilador Armstrong é da mesma família dos osciladores estudados nos capítulos
anteriores, onde a rede de realimentação é implementada usando-se indutores e capacitores.
Aqueles osciladores continham na rede de realimentação indutores e capacitores, o que
continuará acontecendo com o oscilador Armstrong.
Figura 8 : Oscilador Armstrong
A realimentação do oscilador Armstrong mostrado na figura acima é formada pelo capacitor
C1 e pelos indutores L1 e L2, que estão acoplados, formando um transformador que irá inserir
uma defasagem de 180o no sinal realimentado, conforme pode ser observado pela polaridade
de T1. A frequência de oscilação do circuito é a própria frequência de ressonância da malha,
frequência esta onde o deslocamento de fase será de 0o.
Para se realizar a análise do oscilador Armstrong são necessários conhecimentos avançados de
transformadores, o que foge do escopo deste estudo de osciladores. Assim, serão apresentadas
as expressões que determinam as principais variáveis do oscilador, sem que seja
realizada sua dedução formal.
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O fator de realimentação (β) da rede passiva LC será dado por:
Para que o ganho da malha seja unitário, para atendimento do requisito de Barkhousen,
deve-se ter:
[Link]ância série e Paralelo
Para utilização em osciladores electrónicos, o cristal é adequadamente cortado e depois
montado entre duas placas metálicas. Embora o cristal tenha ressonância electromecânica, mas
a acção do cristal pode ser representada por um circuito de ressonância eléctrica. O cristal
realmente se comporta como um circuito série R-L-C em paralelo com CM onde CM é a
capacitância dos eléctrodos de montagem. Como as perdas de cristal, representadas por R, são
pequenas, o cristal Q equivalente é alto, tipicamente 20.000. Os valores de Q até 106 podem
ser obtidos fazendo uso de cristais. Devido à presença de CM, o cristal tem duas frequências
de ressonância. Uma delas é a frequência ressonante série fs em que 2 ΠfL = 1/2 ΠfC e, neste
caso, a impedância do cristal é muito baixa. A outra é a frequência de ressonância paralela fp
que é devido à ressonância paralela da capacitância CM e a reactância do circuito em série.
Neste caso, a impedância do cristal é muito alta.
A curva de impedância versus frequência do cristal é mostrada na figura abaixo Para usar o
cristal adequadamente, ele deve ser conectado em um circuito de modo que sua baixa
impedância no modo de operação ressonante em série ou alta impedância no modo de operação
ressonante ou ressonante paralelo seja seleccionada.
Duas frequências de ressonância são dadas pelas expressões Frequência de ressonância de
série, 𝑓 = fs = 1/2 Π√LC frequência de ressonância paralela, FP = 1 / 2Π√ [1 + C / CM] / LC
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Parece que fp é maior que fs, Duas frequências são muito próximas uma à outra. É devido ao
fato que a relação C / CM é muito pequena. Para estabilizar a frequência de um oscilador, um
cristal pode ser operado em sua série ou frequência de ressonância paralela.
Figura 9 circuito de ressonância
Onde:
V é a tensão máxima de operação;
Vc é a tensão de entrada.
Restrições
R1: devera estar na faixa de 2kΩ ≤ R1 ≤ 20kΩ
3
Vc: devera estar na faixa de 𝑉 ≤ Vc ≤ V
4
6. Vantagens dos Osciladores
✓ Simplicidade de construção em alguns modelos (ex.: RC).
✓ Capacidade de gerar sinais estáveis e precisos (ex.: oscilador a cristal).
✓ Baixo custo em circuitos integrados.
✓ Ampla gama de frequências disponíveis.
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7 .Aplicações dos Osciladores
✓ Telecomunicações: geração de portadoras em sistemas de rádio e TV.
✓ Computadores: relógios de sincronismo (clock).
✓ Instrumentação: geradores de sinais e osciloscópios.
✓ Indústria: inversores, fontes chaveadas, sistemas de controle.
✓ Eletrônica de consumo: relógios digitais, micro-ondas, celulares
[Link]ções
✓ Instabilidade de frequência em osciladores simples (RC, LC).
✓ Sensibilidade a variações de temperatura e componentes.
✓ Em altas frequências, requerem cristais ou técnicas especiais de compensação.
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[Link]ão
Os osciladores desempenham um papel vital no mundo moderno, sendo a base para a geração
de sinais em quase todos os dispositivos eletrônicos. Desde simples circuitos de temporização
até sofisticados sistemas de comunicação, sua importância é inquestionável. O conhecimento
sobre tipos, funcionamento e aplicações permite compreender como a eletrônica garante
precisão, confiabilidade e inovação tecnológica. Apesar de algumas limitações, o uso de
osciladores continua sendo indispensável em praticamente todos os campos da ciência e da
engenharia.
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[Link]
✓ Boylestad, R.L e Nashelsky, dispositivos electrónicos e teoria de circuitos. 8ª
edição, Rio de janeiro, 1984.
✓ Lalond, David. Ross, John A. princípios de dispositivos e circuitos electrónicos,
São Paulo, 1999.
✓ Boagar, Theodore, dispositivos electrónicos, Markon books. São Paulo, 2001.
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