1
POLÍCIA MILITAR DA BAHIA
INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA - CEaD
CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO ESPECIAL DE FORMAÇÃO DE
SARGENTOS (CEFSgt)
SALVADOR
2020
COMANDO-GERAL DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA
Cmt Geral: Cel PM Anselmo Alves Brandão
SUBCOMANDO GERAL DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA
2
Subcmt Geral: Cel PM Paulo de Tarso Alonso Uzêda
IEP - INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA
Diretor: Cel PM Lázaro Raimundo Oliveira Monteiro
Diretor Adjunto: Ten Cel PM Carlos Henrique Ferreira Melo
DMT - DEPARTAMENTO DE MODERNIZAÇÃO E TECNOLOGIA
Diretor: Cel PM Jorge Ricardo Albuquerque Pereira
Diretor Adjunto: Ten Cel PM Paulo Renan Suarez Sant’Anna
CFAP - CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS
Diretor: Cel PM Alfredo José Souza Nascimento
Diretor Adjunto: Ten Cel PM Adalberto Oliveira Piton da Silva
IEP/COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Ten Cel PM Deraldo Antônio Moraes da Silva
Cap PM Patrícia Santana dos Santos
Cb PM Jean Marry Costa dos Anjos Almeida
COMISSÃO DE ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO EaD
IEP - Ten Cel PM Deraldo Antônio Moraes da Silva
IEP - Cap PM Patrícia Santana dos Santos
CFAP – Cap PM Alex dos Santos Alves
BEPTUR - 1ª Ten PM Geórgia de Castro Machado Ferreira
DMT - Subten PM Alexandre Franco Aranha
81ª CIPM/BCS - ITINGA - Subten PM Carmem Lúcia Almeida da Rocha Lyra
CIPE – CHAPADA - Subten PM Najla Reis Ribeiro
IEP - Cb PM Jean Marry Costa dos Anjos Almeida
DAL - Sd 1ª PM Cl PM Adilson Bela Silva
CMG - Sd 1ª PM Cl PM Antônio Marcos Rabelo Barros
DEPLAN - Sd 1ª PM Cl PM Evânia Santos Assunção Motta
DMT - Sd 1ª PM Cl PM Márcio Alan Souza Figueiredo
3
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
Unidade responsável pela Supervisão: Instituto de Ensino e Pesquisa
(IEP) / Coordenação de Educação a Distância (CEaD)
Unidade responsável pela Coordenação: Centro de Formação e
Aperfeiçoamento de Praças (CFAP)
Unidades Executoras: CFAP, Batalhões de Ensino, Instrução e
Capacitação (BEIC’s) e Núcleos de Ensino da PMBA
Situação: Autorizado
Nome do Curso: Curso Especial de Formação de Sargentos (CEFSgt)
Tipo: Técnico Profissional/Nível Médio
Modalidade: Semi-Presencial
Carga Horária: 200 h/a (duzentas horas/aulas)
Números de vagas (semestralmente): 800 (oitocentas)
Periodicidade: Semestral
4
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
PMBA Polícia Militar da Bahia
IEP Instituto de Ensino e Pesquisa
CEaD Coordenação de Educação a Distância
PPC Projeto Pedagógico de Curso
DGE Diretriz Geral de Ensino
NPCE Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino
BEIC’s Batalhões de Ensino, Instrução e Capacitação
EaD Ensino a Distância
SEaD Seção de Educação a Distância
NI Nota de Instrução
CEFSgt Curso Especial de Formação de Sargentos
CIM Centro de Instrução Militar
CITP Centro de Instrução Técnico Profissional
BPM Batalhão de Polícia Militar
ES Estágio Supervisionado
PPS Prática Policial Supervisionada
LJNG Legislação, Jurisprudência e Normas Gerais
VC Verificação Corrente
VFM Verificação Final Multidisciplinar
ProEaD Programa de Educação a Distância
DMT Departamento de Modernização e Tecnologia
CFAP Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
AVA Ambiente Virtual de Aprendizagem
NE Núcleos de Ensino
SENASP Secretaria Nacional de Segurança Pública
MCN Matriz Curricular Nacional
EFAP Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
ESFAG Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Graduados
OPO Ordem de Policiamento Ostensivo
UOp Unidade Operacional
BGO Boletim Geral Ostensivo
5
BIO Boletim Interno Ostensivo
AMAN Academia Militar das Agulhas Negras
JMS Junta Médica de Saúde
MFC Média Final do Curso
ACC Atividades Curriculares Complementares
6
SUMÁRIO
1 APRESENTAÇÃO 07
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO 08
2.1 BREVE HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO 08
2.2 BASES LEGAIS 10
3 PERFIL PROFISSIOGRÁFICO 11
4 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA 11
4.1 OBJETIVOS 13
4.1.1 Objetivo Geral 13
4.1.2 Objetivos Específicos 13
4.2 ESTRUTURA CURRICULAR 13
4.3 METODOLOGIA 16
4.4 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO- 19
APRENDIZAGEM
4.4.1 Verificação Corrente 20
4.4.2 Verificação Final Multidisciplinar 20
4.4.3 Verificação Substitutiva/2ª chamada 21
4.4.4 Recursos para correção de questões 21
4.4.5 Média Final 22
4.4.6 Recuperação 22
4.5 APOIO DISCENTE 23
4.6 CORPO DOCENTE 23
4.7 ATIVIDADES DE INSTRUTORIA E TUTORIA 24
5 PERFIL DO EGRESSO 28
6 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO 28
6.1 PROCESSO SELETIVO 28
6.2 PERÍODO DE MATRÍCULA 28
6.3 NÚMERO DE TURMAS 28
6.4 SUPERVISÃO GERAL E COORDENAÇÃO DOS POLOS 28
6.5 INFRAESTRUTURA 29
6.6 CONCLUSÃO E DESLIGAMENTO 29
REFERÊNCIAS 30
APÊNDICE A – MATRIZ CURRICULAR DO CEFSgt 32
APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DISCENTE DO CEFSgt 33
ANEXO A – FORMULÁRIO PADRÃO 2ª CHAMADA 34
ANEXO B – FORMULÁRIO PADRÃO REVISÃO DE QUESTÕES 35
1 APRESENTAÇÃO
O Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) apresenta neste documento uma nova proposta
de concepção de formação por meio do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) Especial de
Formação de Sargentos, elaborado por membros que compõem a Comissão de
Assessoramento Pedagógico sob orientação da Coordenação de Educação a Distância - CEaD.
O referido documento traz em seu escopo orientações que visam nortear a prática
pedagógica pretendida para o curso e um posicionamento institucional legitimando a
educação a distância como uma opção viável e estratégica para formação, qualificação e
capacitação dos policiais militares na PMBA.
7
Este PPC foi elaborado excepcionalmente para atender a uma demanda institucional
em período de Pandemia da Covid 19, momento em que os cursos na modalidade presencial,
tradicionalmente oferecidos por nossas escolas de formação, foram suspensos em razão dos
Decretos Estaduais e Portarias do Comando Geral da PMBA.
Visando retomar as atividades de ensino, o Comando Geral da PMBA, por meio do
Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) e do Departamento de Modernização e Tecnologia
(DMT), desenvolveu um modelo híbrido que utilizará simultaneamente a Plataforma do
Programa de Educação à Distância (ProEaD) da PMBA, que dispõe do Moodle; e a
Ferramenta Teams da Microsoft. Entretanto, este novo processo buscará a garantia mínima de
qualidade dos conteúdos oferecidos, e proporcionará o conhecimento necessário ao exercício
da atividade Policial Militar eficaz, visando assegurar o crescimento profissional do PM,
mesmo em tempo de Pandemia.
É importante ressaltar que, findando a Pandemia, o IEP se reservará ao direito de
retornar ao Comando Geral com novas propostas de PPC para análise em termos ideais,
oferecendo ao Sistema de Ensino da PMBA condições de retomada da normalidade.
O Curso Especial de Formação de Sargentos desenvolvido na modalidade à distância e
também de formas semipresencial, representa um marco formativo na PMBA, para tanto, se
fez necessário a revisão e atualização de sua concepção pedagógica com vistas a fazer frente
ao atual contexto de formação.
Com base nas áreas temáticas propostas pela Matriz Curricular da Secretaria Nacional
de Segurança Pública (SENASP), traçou-se uma nova matriz curricular contendo 6 (seis)
componentes curriculares distribuídos em módulo único. O Eixo I – Conhecimentos Jurídicos
e Tecnologias da Informação no âmbito da PMBA, objetiva apresentar aos Alunos-a-Sargento
as modalidades de comunicação, verbal e não-verbal, essenciais no atendimento ao público
articulada com os princípios e normas que regulamentam o ordenamento jurídico brasileiro,
com especial abordagem a legislação policial militar. E o Eixo II, Funções, Técnicas e
Procedimentos de Segurança Pública, concentrou os componentes relacionados aos aspectos
técnicos da atividade policial militar, o que inclui o atendimento às ocorrências (trabalho
cotidiano), as aprendizagens toponímicas e observacionais, e dando a possibilidade da
promoção de um ambiente social com uma melhor sensação de segurança.
Em seguida, foram delimitados os sistemas e as regras de avaliação. Lembrando que, o
CEFSgt conta com apenas 01 (um) momento presencial: as aulas práticas/ avaliação final da
Disciplina Tiro Policial e a realização da Verificação Final Multidisciplinar (VFM),
correspondente a todas as disciplinas do módulo, exceto Tiro Policial que será prática.
8
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO
2.1 BREVE HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
O Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), inicialmente com a
designação de Escola de Instrução, tem sua origem através de um decreto publicado em 06 de
março de 1922, sendo a sua missão de formar Oficiais, Sargentos e Cabos, tendo como
primeiro comandante o Coronel Joaquim Cerqueira Daltro. A Escola de Instrução vigorou até
o ano de 1926, quando uma nova estrutura de Companhia Escola a substituiu, objetivando
uma suposta melhoria na qualidade da instrução, a fim de promover a formação dos diversos
quadros na PMBA, algo que, de imediato, não ocorreu.
Historicamente, os primeiros instrutores da Escola de Instrução que se tem registro,
foram os tenentes Arthur de Oliveira Côrtes e João Antônio Vanderlei. Vale frisar, que nessa
época, os oficiais e praças da Escola ficavam isentos do serviço de polícia, propriamente dito.
Todavia, apesar da existência da Escola, ainda não era possível a instrução regular na
formação de Sargentos e Cabos, cuja promoção era adquirida por força de concurso.
O CFAP ao longo dos anos mudou a sua sigla ou designação. No comando do Coronel
Liberato de Carvalho, em 1935, por exemplo, passou a se chamar, Centro de Instrução,
localizado no Forte do Barbalho, antiga sede do 7º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
Inclusive, através de Decreto Governamental datado de 19/08/1935 torna-se Centro de
Instrução Militar (CIM), com incumbência de formar os graduados, combatentes e o corpo de
administração. A frente, especificamente nos anos de 1940, passou a denominar-se Centro de
Instrução Técnico Profissional (CITP). Contudo, em 1943, sofre mais uma modificação: um
novo regulamento desmembra os cursos existentes na Corporação passando a formação
militar a ser dividida em três Escolas assim nominadas: Escola de Candidato a Oficial, Escola
de Sargentos e Graduados e a última Escola de Soldados. Em 1948, ganha a denominação de
Centro de Instrução da Polícia Militar.
Em 21 de dezembro de 1957, através do decreto lei n.º 993, foi criado o Departamento
de Instrução, que passa a funcionar na Vila Policial Militar do Bomfim, tendo em seu
organograma a Escola de Formação de Oficiais e Escola de Formação de Graduados. O CFAP,
ainda neste contexto de constantes mudanças inerentes a uma Corporação que buscava por
excelência, mudou a sua sigla ou designação. Nos anos de 1967, se chamou Escola de
Formação e Aperfeiçoamento de Graduados (ESFAG). Em 30 de junho de 1976, recebe pela
primeira vez, a denominação de Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP).
Todavia, em 20 de abril de 2000, o CFAP recebe nova denominação, passando a ser chamado
9
de Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (EFAP). O EFAP volta a ser
denominado novamente de CFAP, em 29/12/2005, permanecendo até os dias atuais.
É interessante comentar que, no final do ano de 1989, a sede do CFAP foi transferida
para a cidade de Governador Mangabeira. No período de 1990 até 2000, a Escola teve seu
apogeu em matéria de reconhecimento nacional das suas atividades escolares, com vários
Estados encaminhando para o CFAP novos alunos. Assim, suas instalações receberam
discentes dos Estados de São Paulo, Goiás, Tocantins, Pará, Amazonas e Brasília, nos mais
diversos cursos, especialmente, no Curso de Aperfeiçoamento de Sargento (CAS), onde foi
considerada por essas coirmãs, como uma das melhores Escolas de Aperfeiçoamento do
Brasil. Esse período é marcado pelo reforço na tradição da formação unificada e padronizada,
com a capacitação de em torno de 1.200 (hum mil e duzentos) policiais militares em um só
lugar, sendo um marco de concepção pedagógica em termos de ensino militar.
Nos anos de 2000 a 2001, o CFAP volta à capital baiana, onde fixou sua sede nas
instalações do então 6º BPM, no Aquartelamento Lavigne Magalhães, Alto de Ondina. A
instrução das Praças passou a focar na capacitação descentralizada, por intermédio dos
Núcleos de Ensino (NE) instalados temporariamente em Unidades Operacionais da PMBA. A
lei n.º 11.356, de 06 de janeiro de 2009, manteve o designativo CFAP e também estabeleceu
novas unidades de ensino com os Batalhões Escola regionais, ou seja, o que mais tarde seriam
denominados de Batalhões de Ensino, Instrução e Capacitação (BEIC’s). Formalizando assim,
a descentralização na execução do ensino das praças da Polícia Militar da Bahia, tendo como
Unidade imediata de acompanhamento pedagógico, o CFAP (maiores informações, consultar
manual aluno, site institucional PMBA e CFAP).
Seguindo os objetivos educacionais traçados pelo Instituto de Ensino e Pesquisa, por
intermédio, das Normas para o Planejamento e Conduta do Ensino (NPCE), publicado no
SUPL/LJNG, n.º 08, de 31 de julho de 2012, o CFAP forma, aperfeiçoa, qualifica e treina as
Praças da PMBA para o desempenho de suas atividades profissionais nos âmbitos operacional
e administrativo. Além disso, busca conciliar teoria e prática, por meio das suas respectivas
matrizes curriculares e de importantes processos pedagógicos como o estágio supervisionado
ou prática policial supervisionada (PPS), a Jornada de Instrução Militar, a Jornada de
Instrução Policial Militar, a semana de adaptação e o Seminário de Temas Selecionados, com
Palestras e Visitas Técnicas, atendendo assim, aos anseios dos discentes e da sociedade
baiana.
2.2 BASES LEGAIS
10
● Lei n.º 9.394/1996, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que estabelece
as diretrizes e bases da educação nacional;
● Decreto n.º 9.057, de 25 de maio de 2017, que reformula o art.80 da Lei n.º
9.394/1996, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, traçando as
especificidades dos programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades
de ensino;
● Lei 7.990/2001, Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia;
● Diretriz Geral de Ensino da PMBA (DGE) – 2016/2019, publicada no Suplemento na
Legislação, Jurisprudência e Normas Gerais (LJNG) n.º 001, de 22 de janeiro de 2016,
que traça as diretrizes e ações sistematizadas a serem adotadas no âmbito educacional
da Corporação;
● Portaria n.º 007- CG/08, publicada em 11 de fevereiro de 2008, que traz os critérios
para planejamento e fiscalização das atividades de ensino;
● Portaria n.º 040 – CG/08, publicada em 23 de outubro de 2008, que esclarece as
normas e critérios para indicação de policiais militares à cursos, estágios e
treinamentos;
● Portaria do CG s/n [s.i] publicada no Suplemento LJNG N.° 06 de 22 de fevereiro de
1978, que versa sobre os sistemas de avaliação de aprendizagem do CFAP;
● Portaria n.º 081-CG/99, publicada em 22 de setembro de 1999, que define os
instrumentos de avaliação de aprendizagem e frequência dos alunos em Cursos de
Formação e Aperfeiçoamento de Praças;
● Portaria n.º 063-CG/09, publicada em 09 de setembro de 2009, que promove
alterações na portaria n.º 081 – CG/99, em especial aos arts. 10 e 11;
● Plano Geral de Ensino do CFAP/2019, publicado pelo CFAP, apresentando o
planejamento das atividades administrativo-pedagógicas inerentes às práticas
educacionais referentes ao ano de 2019, que deverão ser adotadas pelo Centro de
Aperfeiçoamento de Praças, Batalhões de Ensino e Núcleos de Formação;
● Normas para Planejamento de Condutas da Educação (NPCE 2020), publicada em
separata ao BGO n.º 001, de 02 de janeiro de 2020, que norteia o planejamento,
conduta e o ensino na PMBA por meio da fiscalização dos eventos educacionais e
pedagógicos desenvolvidos pelos órgãos de execução, subordinados tecnicamente ao
IEP;
● Portaria n.º 091 – CG/18, publicada em 19 de setembro de 2018, que regulamenta o
funcionamento do Programa de Ensino a Distância (ProEaD) na PMBA.
11
3 PERFIL PROFISSIOGRÁFICO
O perfil profissiográfico desejado para os Sargentos da PMBA está alicerçado naquilo
descrito na Lei 7.990/2001, Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia que é:
Art. 45 - Os graduados auxiliam e complementam as atividades dos Oficiais no
emprego de meios, na instrução e na administração da Unidade, devendo ser
empregados na supervisão da execução das atividades inerentes à missão
institucional da Polícia Militar;
Parágrafo único - No exercício das suas atividades profissionais e no comando de
subordinados, os Subtenentes, 1º Sargentos e Cabos deverão impor-se pela
capacidade técnico-profissional, pelo exemplo e pela lealdade, incumbindo-lhes
assegurar a observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das regras de serviço e
das normas operativas, pelos Praças que lhes estiverem diretamente subordinados,
bem como a manutenção da coesão e do moral da tropa, em todas as circunstâncias.
(BAHIA, 2001, p. 20).
É possível evidenciar a importância de uma formação que prime por aspectos ligados a
liderança, lealdade e, sobretudo capacidade crítica para comandar frações de tropa. É
considerando esses aspectos que esse PPC elenca os componentes curriculares a serem
ofertados no CEFSgt da PMBA.
4 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA
Pode-se dizer, sem exagero, que o cenário atual se caracteriza, fundamentalmente, pela
invasão da computação em todos os setores da sociedade. Ela se faz presente no comércio, na
área financeira, indústria, saúde, vida pessoal, e inevitavelmente, na educação e segurança
pública.
É um caminho que se impôs e cativou de tal maneira, sendo regulamentado em termos
de ensino, no Brasil, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/96),
que em seu art. 80 estabeleceu que caberia ao poder público o incentivo para o
desenvolvimento da EaD em todos os níveis e modalidade de ensino e educação continuada
(BRASIL, 1996).
Quase após o hiato de uma década, é que o presente texto foi editado; trazendo em seu
art. 2, do decreto n.º 5.622/05, as modalidades educacionais e níveis de ensino que poderiam
recorrer a EaD, sendo uma delas a Educação Profissional, o que nos interessa. Tanto que,
reconhecendo a versatilidade dessa modalidade de ensino, os seus recursos vêm sendo
amplamente utilizados no âmbito da Segurança Pública, por intermédio da Secretaria
Nacional de Segurança Pública (SENASP). Essa longa trilha, pôs-se diante da PMBA, que
em 2018, regulamenta o programa de educação à distância na Corporação através da portaria
12
n.º 091 - CG/18, trazendo o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, como programa piloto, à
época e que já se encontra na sua segunda edição. A PMBA atenta a todas essas
transformações e às crescentes exigências de formação, capacitação e qualificação continuada
de seus profissionais, antes limitada às atividades exclusivamente presenciais, fez com que
tivessem seu horizonte ampliado e pudessem recorrer às ferramentas disponíveis pela EaD.
Acreditando que a EaD atende aos princípios de economicidade e praticidade, vez que
alcança uma imensa parcela de alunos militares a custo operacional bem mais baixo quando
comparada à educação presencial, é que esse projeto traz a concepção do curso de formação a
sargentos, na sua primeira versão, na supramencionada modalidade de ensino. Redução de
custos com manutenção de núcleos de formação; a flexibilização para aqueles os alunos
militares, que possuem os requisitos necessário para ingresso o curso, perfil dos discentes, não
precisando deslocar para outras cidades para realização do curso, ficando longe de seus
familiares; e a não necessidade do afastamento do policial das suas atividades, refletem os
principais benefícios.
O currículo do CEFSgt procura estabelecer práticas de ensino-aprendizagem que
proporcionem aos alunos militares uma maior compreensão sobre o fenômeno da segurança
pública adotando como metodologia pedagógica o processo da meta-reflexão a partir de
situações concretas. Empiricamente, ocorre o entrelaçamento de duas teorias: a epistemologia
da prática profissional1, concepção que subjaz o arcabouço da Matriz Curricular Nacional -
MCN, que retrata o conhecimento na ação e a reflexão com os preceitos basilares da
aprendizagem significativa2, na qual os conhecimentos prévios se relacionam com novas
informações, de maneira não literal e não arbitrária, produzindo novos saberes através dos
subsunções no processo de construção do conhecimento.
4.1 OBJETIVOS
4.1.1 Objetivo Geral
1
Proposta por Donald Schon, a epistemologia da prática profissional busca articular o fazer o pensar através de
três ações: reflexão na ação – reflexão sobre a ação – reflexão sobre a reflexão na ação. Caberia ao profissional
desenvolver a competência artística para lidar com imprevistos de maneira criativa e por meio da reflexão.
Maiores informações, DORIGON, Thaisa e ROMANOWSKI, Joana P. A reflexão em Dewey e Schön. Revista
Intersaberes, Curitiba, ano 3, n. 5, p. 8 - 22, jan/jul, 2008.
2
Maiores detalhes sobre a Teoria da Aprendizagem Significativa conferir AUSUBEL, D. Aquisição e retenção
de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Paralelo, 2000.
13
Promover o aprimoramento das competências e habilidades do Aluno-a-Sargento para
o comando de pequenas frações de tropa e para auxiliar as atividades de emprego dos meios,
na instrução e na administração da Unidade.
4.1.2 Objetivos Específicos
● Promover o aprimoramento da capacidade técnico-profissional para o exercício de
suas atividades seja na função de supervisão e/ou comando das Praças, que estiverem
diretamente subordinadas, observando o cumprimento das ordens, regras de serviço e
das normas operativas;
● Promover o aprimoramento das competências e habilidades para o exercício de
funções de caráter administrativo na condição de auxiliar das seções;
● Desenvolver no Aluno-a-Sargento a compreensão da importância do seu papel no que
concerne à responsabilidade da missão institucional.
4.2 ESTRUTURA CURRICULAR
A proposta pedagógica do Curso Especial de Formação de Sargentos traz em sua
essência a necessidade de formar o sargento nas suas diversas áreas de atuação, com base na
reflexão e interatividade de conhecimentos, para que os militares alunos possam ter
sustentabilidade na aplicação da teoria à sua prática. Por meio desses pilares, o sargento terá o
conhecimento técnico necessário para se posicionar no momento de sua atuação.
Com estas premissas o CFAP, por meio da adoção da modalidade EaD, adotou uma
estrutura curricular alicerçada na Matriz Curricular Nacional - 2014 (MCN), documento que
descreve as diretrizes curriculares para as ações formativas dos profissionais de segurança
pública, ainda vigente no país, onde através de uma modalidade híbrida, será aplicada em
módulo único.
Pretende-se com esta proposta, gerar um ensino abrangente, flexível e estruturado,
realizado a distância. Abrangente na medida em que atende os policiais alunos que podem
acompanhar o curso em qualquer localidade baiana, flexível porque oferece ao discente um
processo educacional que integra o uso de várias mídias e estimula o uso de canais de
comunicação entre alunos-tutores-instituição, tudo de forma planejada, o que denota seu viés
estruturado. O grande desafio, portanto, é gerenciar um curso de formação via EaD, algo
inédito na Corporação, pois até o momento, só tínhamos aperfeiçoamento, que se descortinou
em 2018 com o CAS EaD – projeto piloto – já em sua segunda edição. Para tanto, refletindo
sobre o perfil profissiográfico desse aluno, traçou-se a seguinte matriz curricular:
14
Quadro 1 – Matriz Curricular do CEFSgt
MÓDULO ÚNICO
Eixos Temáticos Disciplinas CH
I - Cultura, Cotidiano e Responsabilidade, Chefia e Liderança 30
Prática Reflexiva Legislação PM e Feitos Investigatórios 30
Prática Penal 30
II - Funções, Técnicas e Tiro Policial 30
Procedimentos em Leis aplicadas a segurança pública 30
Gestão de operações policiais: POG e POTRAN 30
Segurança Pública
Atividade Prática – Oficina de Tiro Policial 20
Carga Horária Total 200h
Fonte: Elaboração própria (2020).
Em virtude da carga horária exígua, as disciplinas foram reestruturadas com o objetivo
de aprimorar o conhecimento que o Aluno-a-Sargento traz na sua estrutura cognitiva
(re)construídos ao longo de sua experiência profissional. Neste sentido, o curso foi
estruturado em 06 (seis) disciplinas EaD contendo 30 (trinta) horas/aulas cada; e uma
atividade prática de 20 horas/aulas, totalizando 200 (duzentas) horas/aulas.
O módulo atende os seguintes eixos temáticos:
Cultura, Cotidiano e Prática Reflexiva – tem como proposta permitir que o aluno militar
reflita sobre o ordenamento jurídico brasileiro, seus princípios e normas, com especial
destaque para a legislação pertinente às atividades de segurança pública demonstrando em
suas ações o conhecimento normativo e os regimentos internos aplicados a sua função.
Atrelado a isto, proporcionar aos alunos a se tornarem capazes de exercer a liderança
eficaz em suas atividades, desempenhando um papel significativo junto à corporação.
Desta forma, refere-se às disciplinas: Responsabilidade, Chefia e Liderança; Legislação
PM e Feitos Investigatórios; e Prática Penal.
Funções, Técnicas e Procedimentos em Segurança Pública, concentrou as disciplinas
relativas aos aspectos técnicos e procedimentais inerentes ao exercício da função de
Sargento. Traz disciplinas como Tiro Policial; Gestão de Operações Policiais; e Leis
Aplicadas à Segurança Pública com especial destaque para as leis extravagantes, conforme
detalha o ementário abaixo:
Quadro 2 – Ementário do CEFSgt
Disciplinas Ementa
Responsabilidade, Chefia e Introdução à liderança. Liderança no contexto policial militar. Nova
graduação e novas responsabilidades. Transformação de grupos em equipes.
15
Liderança Motivação. Liderança e comunicação.
Legislação PM e Feitos Noções gerais sobre apuração disciplinar na PMBA. Transgressões
Investigatórios disciplinares militares. Sanções disciplinares no âmbito da PMBA.
Especificidades da apuração disciplinar. Procedimentos e processos
disciplinares previstos na PMBA: noções gerais, legislação, rito, fases e
prazos.
Prática Penal Noções básicas de direitos e garantias constitucionais. Normas Jurídicas.
Direitos e Garantias Fundamentais da constituição Federal 1988. Leis e
hierarquias das leis. Vigência de lei. ECA - Distinção entre Medida de
proteção e Medida socioeducativa. O papel da PM na condução do flagrante
delito em ato infracional. Crimes contra o patrimônio. Crimes dolosos contra
a vida. Crimes culposos. Homicídio e suas espécies. Orientações básicas
para apresentações em prisão em flagrante diante de: Crimes dolosos contra
vida, Crimes culposos, 11.343/06 (Lei e drogas).
Tiro Policial Armamento leve, fundamentos do tiro, normas de segurança no stand de tiro
e sala de meios. Procedimentos básicos de inspeção do armamento e
manutenção de primeiro escalão da pistola Taurus PT100 (características,
dispositivos de segurança e operações de manejo) e submetralhadora Taurus
(características e operações de manejo). Prática de tiro.
Leis aplicadas à segurança Lei n° 13.869/19 (Abuso de Autoridade). Lei n° 13.104/15 (Instituiu o
pública Feminicídio). Lei n°. 11.340/06 (Lei Maria da Penha). Lei n° 9.455 /97 (Lei
de combate à tortura). Lei n° 8.069/90 (Estatuto da Criança e do
Adolescente). Lei n° 12.288/10 (Estatuto da Igualdade Racial). Lei n°
10.741/03 (Estatuto Do Idoso). Lei n° 13.146/15 (Estatuto dos Portadores de
Necessidades Especiais). Lei n°. 13.714/18 (Moradores em Situação de
Rua).
Gestão de operações policiais: Técnicas de abordagens a pé, a veículo, a edificação e técnicas de
POG e POTRAN progressão. Atuação do primeiro interventor em ocorrências de crise.
Execução de ações policiais no trânsito.
Fonte: Elaboração própria (2020).
4.3 METODOLOGIA
A Coordenação de Educação a Distância - CEaD, setor orgânico do Instituto de Ensino
e Pesquisa - IEP, desenvolveu todo o projeto pedagógico voltado para a formação de um
profissional comprometido com os valores básicos e com os princípios fundamentais de sua
respectiva área de atuação. Toda a equipe envolvida na construção desse documento
compreende como importante o desenvolvimento tanto no debate teórico quanto a prática
profissional. Isto posto, a busca da aquisição de habilidades e competências, posturas éticas e
responsáveis, devem ser o caminho a ser perseguido nessa formação. Estas buscas atendem
também ao que preceitua o Plano Nacional de Educação, meta 11.
16
O projeto do Curso Especial de Formação de Sargento da Polícia Militar do Estado da
Bahia estrutura-se para um ensino capaz de habilitar o profissional no desempenho de suas
atribuições funcionais, desenvolvendo uma identidade profissional fundada nos valores
veiculados pelas instituições e organismos ligados às respectivas atividades profissionais e
pelos instrumentos legais que as regulamentam.
Consciente dessas necessidades e de que a educação de qualidade é o caminho para a
formação de profissionais capacitados e preparados para enfrentar os desafios da vida
profissional e pessoal, o projeto estabelece como foco diretrizes para um profissional que
apresente formação:
humanística que permita a compreensão do mundo e da sociedade;
técnica profissional que atuem com responsabilidade e zelo na preservação da
vida e da ordem pública;
sólida com embasamento teórico e domínio dos conceitos básicos de direito,
cidadania, armamento e tiro, gerenciamento de crise, teoria de policiamento
comunitário, policiamento geral e ostensivo, policiamento de trânsito entre
outros;
atitudes éticas e íntegras;
habilidade em solucionar problemas e em lidar com as adversidades;
raciocínio lógico, crítico e analítico;
espírito investigativo e compreensão da necessidade de aperfeiçoamento
contínuo;
iniciativa, dinamismo, criatividade;
habilidade em comunicar-se de forma clara e concisa nas linguagens oral e
escrita;
compromisso e respeito com as manifestações culturais, regionais e nacionais,
orientações pessoais, necessidades educacionais especiais, com vistas a
contribuir para a elevação dos padrões de vida e do bem estar coletivo;
espírito público e solidário.
17
Os princípios metodológicos utilizados pelo CFAP estão norteados por sua missão, a qual
deverá conduzir à obtenção do perfil desejado do egresso. No caso, o CFAP no Curso Especial
de Formação de Sargentos busca uma proposta metodológica que privilegie a qualificação do
Aluno-a-Sargento sem, no entanto, deixar de formar um policial crítico e capaz de pensar e
estabelecer por si soluções inovadoras, tanto para a Corporação quanto para a comunidade em
que trabalha.
Nesse sentido, a adoção da modalidade de ensino a distância mostra-se pertinente a
contemporaneidade, dado ao enfoque pedagógico que privilegia o processo de ensino-
aprendizagem e a adoção de formas de relacionamento e interação entre os discentes
primando pela autonomia intelectiva.
Todos os componentes curriculares trabalhados nesta modalidade partirão de um
planejamento, com cronograma detalhado permitindo ao Aluno-a-Sargento uma melhor
condução no desenvolvimento das atividades propostas e autonomia nos estudos. Ainda sobre
o planejamento, o discente receberá previamente orientações e os manuais para que adquiram
conhecimento sobre o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e a ferramenta Teams da
Microsoft, assim como a estrutura de funcionamento do curso e disciplinas. Sempre que
possível, será estabelecido rotas de aprendizagem para cada conteúdo abordado e a
interdisciplinaridade entre os demais componentes.
No AVA, o Aluno-a-Sargento terá a sua disposição vários recursos que comporão a
carga horária dos componentes curriculares e atenderão as necessidades para uma formação
de qualidade, como material didático próprio e materiais complementares. O material didático
é considerado elemento muito importante na EaD, porque se configura como um mediador
que traz em seu núcleo a concepção pedagógica que guiará a aprendizagem. Para isso os
textos são estruturados não apenas através dos conteúdos temáticos, mas também mediante
um conjunto de atividades para que o aluno coloque em ação seus recursos, estratégias e
habilidades, e participe ativamente do processo de construção do seu próprio saber.
A formação do futuro sargento, mediada pelas tecnologias de informação e
comunicação dentro da modalidade de educação à distância, pretende possibilitar formação
continuada de profissionais num cenário de mudança. Esta formação se propõe a estimular o
desenvolvimento de competências e habilidades básicas inerentes ao profissional,
considerando aspectos profissiográficos e sociais emergentes e conhecimentos preexistentes.
O estímulo e o aprofundamento de propostas criativas, críticas e inovadoras, diante da
sociedade que anseia por profissionais capazes de enfrentar desafios e de antecipar-se às suas
necessidades, são diretrizes que apontam para um profissional com livre e pleno acesso a
informação, com conhecimento de novas tecnologias e de novas formas de gestão.
18
No ambiente virtual de aprendizagem, o aluno terá acesso ao material na versão PDF
com possibilidades de interatividade através de links que facilitarão a aprendizagem e
deixarão a leitura mais dinâmica e ampla. A versão PDF possibilita o acesso off-line.
Nesse contexto a Formação dos Sargentos na PMBA será dividida em ações constantes
e processuais durante todo o seu percurso formativo. Para melhor explicar esse percurso as
ações foram organizadas da seguinte forma:
Na primeira ação podemos destacar a oferta de disciplinas obrigatórias de
formação específica, considerando as aprendizagens e a necessidade de
verificação dos conhecimentos adquiridos, quando serão realizadas avaliações
da aprendizagem;
Na segunda ação temos a oferta de prática de Tiro Policial, também em caráter
obrigatório, que permitirão a integração e consolidação das abordagens teóricas
com a prática.
A etapa presencial, exclusivamente para a realização das atividades práticas da Disciplina
Tiro Policial; e para a aplicação da VFM será desenvolvida nos BEIC’S com
acompanhamento das atividades mediante Nota de Instrução, após a etapa EaD, sob a
Coordenação do CFAP.
4.4 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO
APRENDIZAGEM
A avaliação da aprendizagem deve ser compreendida como ferramenta que tem por
finalidade verificar, analisar e compreender o grau de apreensão de um novo conhecimento
sobre um dado campo do saber. Avaliar representa também repensar as estratégias de ensino-
aprendizagem, os percursos formativos e a partir destes buscar soluções educacionais para
possíveis problemas.
Conforme preceituado na DGE 2016-2019, publicada em 22 de janeiro de 2016, art.
66, avaliação “[...] é o processo de verificação do ensino-aprendizagem com relação aos
objetivos prescritos na atividade educacional que será realizada de maneira integral, contínua
e cumulativa, dentro dos parâmetros fixados pelas normas educacionais”. Considerando o que
a Diretriz Geral de Ensino discorre sobre os parâmetros fixados para as avaliações e
considerando a modalidade do curso selecionada para a formação de Sargentos na PMBA, o
tipo de avaliação pensado foi a quantitativa e classificatória. Assim, serão apresentadas
questões de múltiplas escolhas, retiradas dos textos apresentados para estudo, hospedados no
19
AVA, para que a luz dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso possa ser verificado seu
aprendizado. Pode-se justificar isso tomando como referência a citação de Hoffmann (1996, p.
66): que afirma: “quando a finalidade é seletiva, o instrumento de avaliação é constitutivo,
prova é irrevogável”. Dessa forma, justifica-se a escolha do modelo de avaliação para este
curso.
No caso particular do CEFSgt, realizado de forma semipresencial, o processo
avaliativo levará em conta o cumprimento das avaliações no AVA e a assiduidade do Aluno-a-
Sargento, observando-se a quantidade de acessos, tempo de permanência, cumprimento das
disciplinas e realização das atividades programadas, (art. 47, § 1ª e 2ª, portaria n.º 091 –
CG/18 c/c art. 70, DGE-2016/2019), critérios que servirão para aferição da frequência mínima
de 75% (setenta e cinco por cento) para aprovação (art. 10, portaria n.º 063 – CG/09).
De acordo ao Plano Geral de Ensino do CFAP/2019, cada disciplina terá uma
avaliação online ou Verificação Corrente (VC) em razão da sua carga horária não ultrapassar
36 (trinta e seis) horas (art. 52, II, portaria n.º 091 – CG/18).
As verificações de aprendizagem no curso CEFSgt/EaD serão assim distribuídas: 1
(uma) VC para cada disciplina e ao final do módulo, 1 (uma) Verificação Final
Multidisciplinar (VFM). Para obtenção da média final de cada disciplina será considerada a
média aritmética ponderada, obtida pelo resultado das verificações realizadas e os seus
respectivos pesos. Para tanto, a VC terá peso 01 (um) e a VFM peso 02 (dois). Em todas as
avaliações serão atribuídas nota de 00 (zero) a 10 (dez) pontos, com exceção da Verificação de
Recuperação (VR), cuja especificidade será explanada em tópico específico.
MD = VC + (VFM x 2)
3
Legenda:
MD: Média da Disciplina;
VC: Verificação Corrente;
VFM: Verificação Final Multidisciplinar.
A nota modular, por disciplina, poderá gerar o seguinte “status” para o militar aluno:
“APROVADO POR MÉDIA” (se o Aluno-a-Sargento obtiver média igual ou superior a 6,0
pontos) ou “REPROVADO” (obtiver média inferior a 6,0).
4.4.1 Verificação Corrente - VC
20
A Verificação Corrente somente será aplicada numa única avaliação por componente
curricular, conforme o modelo adotado e obedecendo-se aos seguintes parâmetros:
● A VC (on-line) terá peso 1 (um);
● A realização da VC é obrigatória e pré-requisito para a realização da VFM.
4.4.2 Verificação Final Multidisciplinar – VFM
No que concerne à VFM, a sua elaboração e aplicação seguirá os seguintes critérios:
● Será aplicada presencialmente ao final do módulo e terá peso 2 (dois);
● Deverá ser realizada em data prevista institucionalmente através de calendário
de atividades;
● A elaboração das questões ficará a cargo dos Professores Conteudistas das
disciplinas, que as encaminhará para o CFAP para compor o seu banco de
questões;
● Caberá ao CFAP a elaboração da chamada avaliação padrão, bem como a
aplicação simultaneamente em todos os BEICs após a conclusão do módulo;
● Será composta por 20 (vinte) questões, valendo 0,25 (vinte e cinco centésimos)
cada uma, levando-se em consideração os conteúdos trabalhados nos módulos;
● Caso percam a data de realização da prova, por algum motivo justificado,
poderão ser submetidos a uma nova avaliação substitutiva/ 2ª Chamada,
mediante requerimento específico à Coordenação EaD do CFAP.
4.4.3 Verificação Substitutiva/2ª Chamada
A verificação substitutiva ou 2ª Chamada é a avaliação realizada quando o militar
aluno falta de forma justificada (art. 70, §3ª, I-V, DGE – 2016/2019) a uma das verificações
(art. 66, DGE – 2016/2019) e em caso extremo, a recuperação. Deverá ser solicitada pelo
Aluno-a-Sargento através de recurso administrativo devidamente fundamentado à
Coordenação do Curso e/ou Unidade de Ensino. O recurso deverá ser preenchido em
formulário padrão disponibilizado no próprio AVA e enviado digitalmente à respectiva
Unidade de Ensino. No caso de VC será on-line, e no de VFM ocorrerá de forma presencial,
no BEIC, em dia e horário previamente divulgados pelo CFAP, conforme critérios
estabelecidos no tópico 4.4.2 deste PPC.
21
4.4.4 Recursos para correção de questões
Quando o Aluno-a-Sargento considerar que foi prejudicado em umas das verificações
“[...] poderá apresentar recurso administrativo, devidamente fundamentado, à coordenação do
curso da unidade de ensino que repassará ao docente responsável pela disciplina. [...]” (art.
69, DGE 2016-2019). Esse recurso deverá ser preenchido em formulário próprio, disponível
no AVA, em até 24 (vinte e quatro) horas após a aplicação da VC e/ou VF.
Caso o Instrutor da disciplina não reconsidere a questão alvo do recurso, poderá o
Aluno-a-Sargento requerer junto à Coordenação Geral que outro docente da referida
disciplina, faça uma nova correção, desde que pertença a estrutura da PMBA, conforme
orientação do parágrafo único, do artigo mencionado acima.
4.4.5 Média Final
A Média Final do Módulo (MFM) será obtida através da média aritmética simples
entre todas as médias das disciplinas. O resultado final deverá ser igual ou superior a 6,0
(seis).
MFM = MD01 + MD02 + MD03 + MD04 + MD05 + MD06
6
Legenda:
MFM: Média Final do Módulo;
MD: Média da Disciplina.
Fica estabelecida a tabela abaixo, de acordo ao disposto no art. 10 da portaria s/n
publicada em 1978, para conversão dos graus em conceito nas verificações, assim como no
conceito final do aluno no curso.
Tabela 1 – Conceitos
I (Insuficiente) - 0 a 4,9
R (Regular) - 5 a 6,69
B (Bom) - 6,7 a 8,39
MB (Muito bom) - 8,4 a 10,00
Fonte: Elaboração própria (adaptação do art. 10, da portaria s/n, publicada no LJNG, em 1978)
4.4.6 Recuperação
22
Conforme preconiza o art. 67, §2º, da DGE - 2016/2019, a Verificação de
Recuperação (VR), será aplicada “[...] Caso o discente não obtenha a média mínima,
estabelecida em regulamento pela unidade de ensino, será submetido à recuperação e a uma
verificação de recuperação cujo conteúdo será definido pelo docente”. Devendo ocorrer em
consonância com as demais atividades do curso. Contudo, seguirá os seguintes critérios:
● Na VC (On-line) não haverá recuperação;
● Após a realização da VFM, caso o Aluno-a-Sargento não alcance a média mínima
estabelecida na DGE - 2016/2019, em uma ou mais disciplinas, será submetido à VR
em cada uma delas, devendo solicitar ao Coordenador do Curso uma nova avaliação
por meio de formulário disponível no AVA;
● Independentemente da nota obtida na recuperação, caso aprovado, será consignada a
média 6,0 (seis);
● O Aluno-a-Sargento poderá ser submetido ao Conselho de Ensino, caso a Média Final
do Curso esteja entre o intervalo de 5,0 a 5,9. O Conselho será instaurado pelo Diretor
do CFAP mediante portaria e seguirá os ritos daquilo disposto no Plano de Ensino
daquele Centro de Formação;
● Caso não alcance a média, após a recuperação, o Aluno-a-Sargento poderá ser
desligado do curso (art.67, DGE 2016-2019 c/c art. 12, portaria s/n [s.i] de 1978).
4.5 APOIO DISCENTE
O Coordenador do CEFSgt, representado pelo chefe da Divisão de Ensino a Distância
do CFAP, deverá acompanhar o desenvolvimento do Aluno-a-Sargento e apoiar as suas
atividades acadêmicas, em consonância com o professor da disciplina ou conteúdo que requer
a atividade de nivelamento, recebendo o auxílio dos docentes, especialmente, na orientação
para o processo de aprendizagem.
COMPOSIÇÃO DA ESTRUTURA DE APOIO AOS DISCENTES
o O CFAP organizará, em apoio a Coordenação Geral do Curso, uma equipe de apoio aos
Discentes;
o O serviço de Apoio aos Discentes será denominado SAD;
o Para o atendimento dos Discentes, deverá ser disponibilizado um canal específico;
o As solicitações dos Discentes no SAD deverão ser solucionadas em até 24 (vinte e quatro)
horas.
23
4.6 CORPO DOCENTE
Os professores, sejam tutores ou conteudistas, serão voluntários desde que capacitados
através de capacitação realizada pela PMBA.
COMPOSIÇÃO DA ESTRUTURA DE APOIO AOS DOCENTES
o O CFAP organizará, em apoio a Coordenação Geral do Curso, uma equipe de apoio aos
Docentes;
o O serviço de Apoio aos Professores/Tutores será denominado Serviço de Apoio ao Tutor
(SAT);
o Para o atendimento dos Docentes, deverá ser disponibilizado um canal específico;
o As solicitações dos Docentes no SAT deverão ser solucionadas em até 24 (vinte e quatro)
horas.
4.7 ATIVIDADES DE INSTRUTORIA E TUTORIA
Esta Edição do CEFSgt será oferecida com uma modelagem híbrida, conjugando o
melhor de cada modal tecnológico. Será utilizado simultaneamente a Plataforma do ProEaD
no ambiente Moodle; e a Ferramenta Teams da Microsoft. Assim, teremos as vantagens de
geração de aulas em uma Plataforma Institucional, a do ProEaD, que possui atributos próprios
aos propósitos do processo de ensino-aprendizagem e a segurança da informação; aliado as
vantagens da Ferramenta Teams, que possibilita o recurso da aula remota, aumentando o
dinamismo, similar a uma vídeo conferência, e ampliando o número de acessos simultâneos.
Com isto, será possível oferecer uma quantidade de vagas maior. A seguir será apresentada a
estrutura de suporte às atividades docentes, desenvolvidas pelo CFAP e pelos BEIC’s.
O IEP, CFAP e BEIC’s deverão elaborar um planejamento, com base nos parâmetros
seguintes.
AS ATIVIDADES DE INSTRUTORIA E TUTORIA OCORRERÃO DA
SEGUINTE FORMA:
TREINAMENTO DE INSTRUTORES E TUTORES (IEP)
24
o Caberá ao IEP/CEaD o treinamento dos Professores Gestores, Professores
Assistentes e pessoal de apoio do CFAP e dos BEIC’s envolvidos no CEFSgt.
COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES DAS DISCIPLINAS (CFAP) - Cada Disciplina
contará com uma equipe mínima de:
o 01 (um) Professor à Distância ou on line (Gestor);
o 02 (dois) Professores/Tutores à Distância – Assistentes;
o 01 (um) Técnico de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC);
ESTRUTURA FÍSICA DOS AMBIENTES DE EDIÇÃO DAS AULAS
REMOTAS (CFAP)
o O CFAP providenciará um ambiente para a apresentação das Aulas Remotas,
exclusivo para o CEFSgt, com iluminação e acústica adequada;
o O ambiente deverá conter os equipamentos: 04 (quatro) lap tops (um para cada
Professor e um para o técnico de TIC), um monitor de vídeo ou TV, um microfone
de lapela, câmera adequada, e iluminação própria.
PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS (CFAP/BEIC’s)
o O CFAP planejará as Atividades Práticas e enviará para a execução nos BEIC’s
envolvidos no CEFSgt;
o Os BEIC’s envolvidos no CEFSgt providenciarão os meios necessários para a
realização das Atividades Práticas, respeitando as Normas Institucionais que regulam
as atividades no período de pandemia.
ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR GERAL DO CURSO (CFAP)
o Propor ao Diretor do CFAP a indicação dos Coordenadores Regionais dos BEIC’s;
o Além das atribuições previstas na Portaria CG 091, compete ao Coordenador Geral
do Curso substituir o Professor gestor nas atividades remotas ou indicar alguém da
Coordenação, em caso de ausência justificada, e na impossibilidade dos dois
Professores Assistentes assumirem.
ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR REGIONAL DO CURSO (BEIC)
25
o Além das atribuições previstas na Portaria CG 091, compete ao Coordenador
Regional do Curso oferecer apoio pedagógico e tecnológico aos alunos que
solicitarem.
ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DAS EQUIPES DAS DISCIPLINAS
(CFAP)
o Professor à Distância ou on line (Gestor) – aquele que atuará como o Gestor da
Disciplina, que fará a apresentação da Aula Remota na Ferramenta Teams. Para
tanto, deverá possuir além da competência na área da disciplina, capacidade de
comunicação e desenvoltura para apresentação de Aula Remota; que constrói todos
os recursos instrucionais: plano de ensino; textos do AVA; planejamento de
tutorias; planejamento dos fóruns e chats; slides das aulas remotas; slides de
orientação de tutorias; as avaliações e seus respectivos gabaritos, chamados de
“espelhos”; as Atividades Teórico-Práticas (ATP). Os Professores à Distância ou on
line deverão disponibilizar para os dois Professores Assistentes e para o
Coordenador Geral do CEFSgt, com antecedência, todos os recursos que serão
utilizados nas Aulas Remotas, considerando a possibilidade eventual de ser
substituído.
o Professores/Tutores à Distância/Assistentes – aqueles que auxiliarão os
Professores à Distância ou on line na exposição da Aula Remota na Ferramenta
Teams; na substituição do Professor à distância ou on line (Gestor) na apresentação
da Aula Remota na Ferramenta Teams, em caso de ausência justificada, respeitando
a sequência do grau hierárquico ou a antiguidade entre os dois Assistentes; no
planejamento da disciplina, incluindo as Atividades Teórico-Práticas (ATP); na
interação com os discentes nos fóruns e chats; e nas demandas após o término das
atividades. Os Professores Assistentes deverão solicitar aos Professores Gestores,
com antecedência, todos os recursos que serão utilizados nas Aulas Remotas,
considerando a possibilidade eventual de substituição.
o Técnico de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) – aquele que opera
com os meios tecnológicos e tipos de ferramentas de comunicação e de informática
a serem adotados, oferecendo suporte tecnológico aos Professores Gestores e
26
Assistentes para o funcionamento da Plataforma do ProEaD e da Ferramenta
Teams.
PLANEJAMENTO DAS AULAS (CFAP)
o O CFAP elaborará os Quadros de Trabalho Semanal (QTS) e enviará para o
IEP/CEaD lançar na Plataforma do ProEaD;
o Estrutura dos Planos de Aula – os Planos de Aulas contemplarão a seguinte
divisão dos conteúdos de acordo com a carga horária das disciplinas: tempo para
aulas remotas, tempo para a produção dos alunos (ATP), e tempo para interação
nos fóruns, chats e email;
o Tempo das Aulas Remotas – as aulas remotas terão duração de 50 (cinquenta)
minutos;
o Tempo para a Produção dos Alunos (ATP) – as ATP terão duração de 50
(cinquenta) minutos;
o Tempo para a Interação nos Fóruns, Chats e Email – a interação terá duração de
50 (cinquenta) minutos;
o Tempo para Intervalo – a cada sequência de Aula Remota–ATP–Interação, caberá
um intervalo de 20 (vinte) minutos;
OUTRAS ATRIBUIÇÕES DOS PROFESSORES ASSISTENTES (CFAP)
o Os Professores/Tutores à Distância/Assistentes, também auxiliarão os
Professores à Distância (Gestores), cuidando das seguintes atribuições:
Preparar-se para substituir o Professor à distância ou on line (Gestor) na
apresentação da Aula Remota na Ferramenta Teams, em caso de ausência justificada,
respeitando a sequência do grau hierárquico ou a antiguidade entre os dois Assistentes;
Desenvolver a adequação dos conteúdos dos materiais didáticos digitais e
auxiliar a equipe de mídias para elaboração mais adequada dos objetos de
aprendizagem;
Desenvolver as atividades de docência das disciplinas curriculares do curso,
nos fóruns e na sala de aula virtual;
27
Preparar as atividades para o Fórum de Discussão a partir do material didático
e prover a participação dos alunos;
Organizar a agenda e a preparação da aula e ministrá-la na sala virtual, assim
como motivar a participação dos alunos;
Utilizar diariamente os recursos tecnológicos disponibilizados para interagir
com os alunos;
Apoiar os alunos no estudo dos conteúdos esclarecendo suas dúvidas,
indicando metodologias alternativas de aprendizagem, recomendando leituras,
pesquisas e outras atividades, através do fórum orientação de estudos;
Incentivar estudo e debates em grupo;
Estimular e acompanhar a integração do grupo promovendo a interação entre
os alunos;
Acompanhar os relatórios gerados pelo sistema a respeito da participação dos
alunos nas atividades do ambiente virtual de aprendizagem, inclusive acessos ao
conteúdo.
5 PERFIL DO EGRESSO
O egresso do Curso Especial de Formação de Sargentos na modalidade EaD terá o seu
conhecimento referente a segurança pública ampliado sendo capaz de comandar pequenas
frações de tropa e auxiliar na gestão da Unidade Operacional e Administrativa. Estará
preparado para lidar com a complexidade das situações de risco e incerteza ao tempo em que,
atuará nas resoluções de questões com base nos princípios da cidadania, Direitos Humanos e
cultura de paz.
6 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO
6.1 PROCESSO SELETIVO
O ingresso no CEFSgt seguirá o critério de antiguidade na graduação (art. 49, DGE –
2016/2019) de Cabo PM verificando-se a quantidade de vagas disponíveis.
6.2 PERÍODO DE MATRÍCULA
● Será estabelecido conforme edital a ser publicado pelo IEP;
28
● A matrícula dos policiais militares, lotados na Capital, Região Metropolitana e interior
ficarão sob a responsabilidade do CFAP bem como, a distribuição das respectivas
turmas.
6.3 NÚMERO DE TURMAS
Ficará a cargo do IEP e do CFAP a divisão das turmas, com base na quantidade de
Alunos-a-Sargentos convocados pelo Comando Geral da PMBA, bem como a divisão de
alunos por BEIC.
6.4 SUPERVISÃO GERAL E COORDENAÇÃO GERAL DO CURSO/POLOS
O IEP por meio da CEaD será o órgão responsável pela Supervisão Pedagógica,
conforme prevê o art. 6º, I, da portaria n.º 091 – CG/18, estabelecendo as diretrizes
metodológicas para construção dos cursos e disciplinas, as normas, rotinas administrativas e
orientações pedagógicas para a execução do quanto planejado (portaria n.º 091, art. 18, I –
XXVIII) garantindo assim, a continuidade das ações de ensino-aprendizagem.
Quanto ao CFAP, será de sua competência a Coordenação Geral dos Cursos sendo
que, dividirá a coordenação regional com os BEIC’s ou núcleos delegados, quando se fizer
necessário (art. 6ª, V-VI, portaria n.º 091 – CG/18), acompanhando e orientando a execução
do projeto com objetivo de “[...] promover a formação, aperfeiçoamento e educação
continuada dos quadros de praças” (art. 36, I, a, DGE – 2016/2019) atentando para as demais
atribuições específicas (art. 36, DGE – 2016/2019).
6.5 INFRAESTRUTURA
A infraestrutura oferecida aos Alunos-a-Sargentos e professores contempla a
plataforma ProEaD, a qual deverão acessar do trabalho ou de sua residência bem como os
BEIC’s que na condição de polos presenciais subsidiarão o CFAP na aplicação das provas
presenciais e no gerenciamento da Prática de Tiro Policial.
6.6 CONCLUSÃO E DESLIGAMENTO
Serão considerados concluintes, os Alunos-a-Sargentos que obtiveram a média
necessária para aprovação nas avaliações estabelecidas neste PPC bem como, cumprirem a
29
carga horária mínima de cada disciplina e/ou atividades conforme prevê os arts. 70, §2º e 75,
da DGE 2016/2019. Todos farão jus ao certificado de conclusão do curso que será entregue
na solenidade de encerramento. Todavia, ao primeiro colocado ainda será conferida a medalha
Dionísio Cerqueira (art. 78, DGE 2016/2019). Quanto ao critério de desempate, em caso de
médias iguais, utilizar-se-á o critério de antiguidade na graduação anterior.
Se, porventura, algum militar aluno descumprir, ou se enquadrar nas situações
descritas no art. 70 da DGE – 2016/2019, será automaticamente desligado do curso.
30
REFERÊNCIAS
BAHIA. Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia. Lei Nº 7.990 de 27 de
dezembro de 2001. Disponível em: [Link] Acesso em:
01abr2020.
[Link]. Diretriz Geral de Ensino (DGE) – 2016/2019. Dispõe sobre as ações
sistematizadas à organização da educação nos níveis infantil, fundamental, médio, técnico
profissional médio e técnico profissional superior, visando a formação do homem e
profissional de polícia nos aspectos físicos, intelectual, afetivo e moral. Legislação,
Jurisprudência e Normas Gerais – LJNG, n.º 001, de 22 de janeiro de 2016.
[Link]. Portaria n.º 040 – CG/08. Estabelece procedimentos referentes à indicação
de policiais militares candidatos aos cursos, estágios ou treinamentos promovidos pela PMBA
ou por outras Instituições e dá outras providências. Bahia, 2008.
[Link]. Portaria n.º 007 – CG/08. Dispõe sobre os critérios de planejamento,
controle e fiscalização das atividades de ensino na PMBA e na elaboração de diretrizes da
política institucional de educação para as organizações subordinadas ao Departamento de
Ensino.
[Link]. Portaria n.º 091 – CG/18. Institui e regulamenta o funcionamento do
programa de Educação a Distância (EAD) da PMBA.
[Link]. Portaria n.º 081-CG/99. Dispõe sobre a avaliação da aprendizagem e a
frequência dos instruendos, nos Cursos de Formação e Aperfeiçoamento de Praças cujos
currículos estejam de acordo com os aprovados conforme nota GCG 07/03/97 publicada em
BG/O n.º 074 de 17 de abril de 1997 e dá outras providências.
[Link]. Normas para o planejamento e conduta de ensino (NPCE 2020). Norteia
o planejamento, conduta e o desenvolvimento na Polícia Militar da Bahia, no ano de 2020,
regulando sua organização através da coordenação e supervisão dos eventos pedagógicos
desenvolvidos pelos Órgãos de Execução de Ensino (OEE): APM, CFAP e BEIC,
subordinados tecnicamente ao IEP, com base na DGE 2016/2019.
[Link]. Portaria s/n [s.i] publicada na LJNG n.º 06, de 22 de fevereiro de 1978.
Dispõe sobre a Avaliação de Aprendizagem no CFAP.
[Link]. Plano Geral de Ensino do CFAP - 2019. Regulamenta as ações
pedagógicas, a rotina escolar, mecanismo de avaliação e doutrinas disciplinares.
BRASIL. Decreto n.º 9.057, de 25 de maio de 2017. Regulamenta o art. 80 da Lei n.º 9.394,
de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Disponível em: <[Link]
id/20238603/do1-2017-05-26-decreto-n-9-057-de-25-de-maio-de-2017-20238503>. Acesso:
27 de jun.2019.
[Link]ÉRIO DA JUSTIÇA. Matriz Curricular Nacional para ações formativas
dos profissionais da área de segurança pública. Brasília: Secretaria Nacional de Segurança
Pública, 2014.
31
CANDAU, V. M. Educação em Direitos Humanos: uma proposta de trabalho. In:
CANDAU,V. M., ZENAIDE, M. N. T. Oficinas Aprendendo e Ensinando Direitos
Humanos. João Pessoa: Programa Nacional de Direitos Humanos; Secretaria da Segurança
Pública do estado da Paraíba; Conselho Estadual da Defesa dos Direitos do Homem e do
Cidadão, 1999.
NÓVOA, Antonio. (coord). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal, Dom Quixote,
1997.
NÓVOA, Antonio. Revista Nova Escola. Agosto/2020, p. 23.
SANTANNA, Ilza Martins. Por Que Avaliar? Como Avaliar? Critérios e Instrumentos.
Porto Alegre: Vozes, 2010.
32
APÊNDICE A – MATRIZ CURRICULAR DO CEFSgt
POLÍCIA MILITAR DA BAHIA
CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS
CURSO ESPECIAL DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS – CEFSgt
Quadro 3 – Matriz Curricular do CEFSgt
MÓDULO ÚNICO
Eixos Temáticos Disciplinas CH
I - Cultura, Cotidiano e Responsabilidade, Chefia e Liderança 30
Prática Reflexiva Legislação PM e Feitos Investigatórios 30
Prática Penal 30
II - Funções, Técnicas e Tiro Policial 30
Procedimentos em Leis aplicadas a segurança pública 30
Gestão de operações policiais: POG e POTRAN 30
Segurança Pública
Atividade Prática – Oficina de Tiro Policial 20
Carga Horária Total 200h
Fonte: Elaboração própria (2020).
APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DISCENTE DO CEFSgt
33
Quadro 4 – Questionário de Avaliação Discente do CEFSgt
1. Aluno avaliando Material Didático
1.1. Contempla o conteúdo previsto na ementa da disciplina Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
1.2. O conteúdo é relevante para sua formação Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
1.3. Os objetivos de aprendizagem a serem alcançados estão claros Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
1.4. A linguagem utilizada facilita a compreensão Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
1.5. Os vídeos, links e animações contribuem para a aprendizagem Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
1.6. As atividades propostas têm critérios claros para sua resolução Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
1.7. A bibliografia é adequada para as necessidades do aluno Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
2. Aluno avaliando o Professor/Tutor Presencial
2.1. Relaciona-se bem Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
2.2. Esclarece as dúvidas adequadamente Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
2.3. Cumpre os horários de atendimento Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
2.4. Estimula a participação do aluno nas atividades presenciais Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
3. Aluno avaliando o Professor Gestor
3.1. Apresenta o programa e o cronograma da disciplina Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
3.2. Explicita os objetivos a serem alcançados na disciplina Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
3.3. Demonstra domínio do conteúdo Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
3.4. Cumpre os prazos referentes ao lançamento de notas Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
3.5. Dá devolutiva às solicitações Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4. Aluno avaliando o Professor/Tutor à distância
4.1. Relaciona-se bem Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.2. Dá devolutiva às solicitações Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.3. Cumpre os horários de atendimento Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.4. Esclarece dúvidas Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.5. Demonstra domínio do conteúdo Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.6. Fornece orientação para facilitar o processo ensino e aprendizagem Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.7. Comenta as atividades com as devidas orientações Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.8. Estimula a participação na disciplina Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
4.9. Estimula a permanência no curso Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
34
5. Aluno avaliando o coordenador do curso
5.1. Está disponível para atendimento Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
5.2. Dá devolutiva às solicitações Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
5.3. Orienta sobre questões acadêmicas (matrículas, aproveitamento de Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
estudos, estágios e etc.)
5.4. Estimula a participação em atividades Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
5.5. Acompanha o desempenho da turma apresentando estratégias para Sim ( ) Não ( ) Talvez ( )
superação das dificuldades
Fonte: Elaboração própria (2020).
35
ANEXO A - FORMULÁRIO PADRÃO 2ª CHAMADA
36
ANEXO B – FORMULÁRIO PADRÃO REVISÃO DE QUESTÕES