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Espetáculo Travessias Brasileiras 2025

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Programa_travessias.

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TRAVESSIAS BRASILEIRAS
Espetáculo Coro–Ballet–Sinfônico

Corpo Experimental de Ballet da ALMA • USP Filarmônica • Laboratório de Ópera


Studio (FFCLRP-USP)

Maestro Lucas Galon • Direção Artística e Coreografia Marisol Gallo Antonelli


Obras de Villa-Lobos, Hermeto Pascoal, Anacleto de Medeiros, Elomar Figueira Mello,
Guerra-Peixe e Lucas Galon

Ribeirão Preto – Theatro Pedro II, 28-10-2025 às 20h


São Carlos – Salão de Eventos da USP – Área I, 29-10-2025, às 20h

PROGRAMA

Lucas Eduardo da Silva Galon (Ribeirão Preto, 1980)


MINI-RAPSÓDIA HERMETIANA – sobre cantus firmus de Hermeto Pascoal (1936–
2025), do Calendário do Som (dia 6 de junho de 1997)
Estreia Mundial

Elomar Figueira Mello (Vitória da Conquista, 1937)


ARRUMAÇÃO
Arranjo proliferado para coro e orquestra de Lucas Eduardo da Silva Galon

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 1887–1959)


– PRELÚDIO DAS BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 4
– ÁRIA (CANTILENA) DAS BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 5

Solistas: Lucas Herrera Andrade Diniz (flauta) e Alexandre Menezes Borrego (clarineta)
Coreografia de Marisol Gallo Antonelli
Adaptações de Lucas Eduardo da Silva Galon

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Anônimo do Século XVIII
MATAIS DE INCÊNDIOS – cantiga popular brasileira – das Solfas de Mogi das Cruzes
(ca. 1730)
Edição crítica com reconstrução poética de Rubens Russomanno Ricciardi

Dmítri Chostakóvitch (São Petersburgo, 1906 – Moscou, 1975)


VALSA DA SUÍTE POPULAR – valsa popular russa
Orquestração de Rubens Russomanno Ricciardi

Anacleto Augusto de Medeiros (Rio de Janeiro, 1866–1907)


YARA, para clarineta solo e orquestra de cordas – chotiça
Solo de Alexandre Borrego
Orquestração e harmonização de Rubens Russomanno Ricciardi

Clóvis Pereira dos Santos (Caruaru, 1932 – Recife, 2024) – com cantus firmus de
César Guerra-Peixe (Petrópolis, 1914 – Rio de Janeiro, 1993)
MOURÃO – folclore pernambucano
Orquestração de Rubens Russomanno Ricciardi

NOTA DE PROGRAMA
Há muito temos empreendido esforços no sentido de abordar a arte musical
brasileira em toda a sua diversidade e contundência, sem necessariamente recorrer aos
nomes hegemônicos – já cristalizados como canônicos – da chamada MPB. É
amplamente sabido que a música brasileira não se resume à canção popular urbana
representada pela trindade Chico Buarque (1944), Caetano Veloso (1942) e Gilberto Gil
(1942), cancionistas, aliás, brilhantes e representativos. Ainda que se trate de uma das
preciosidades da invenção musical no país, a canção – musica breve, com letra – está
longe de esgotar o vasto espectro da produção nacional. Mesmo no campo da canção

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popular, há muito mais do que a linha hegemônica que, por acidente histórico, passou a
ser designada como MPB.
O Brasil possui, para começar, uma produção de música colonial singular, única
no Novo Mundo, cujos grandes nomes – em sua maioria pretos e pardos – incluem
figuras de genialidade reconhecida, como José Emerico Lobo de Mesquita (17??–1805) e
Manuel Dias de Oliveira (1734 ou 35–1813). No século XIX, encontramos o maior
operista das Américas, o interiorano campineiro Antônio Carlos Gomes (1836–1896); e,
no século XX, aquele que pode ser considerado o maior artista das Américas em todos os
tempos: o carioca Heitor Villa-Lobos (1887–1959).
Mesmo no âmbito da canção popular, há criadores que escapam ao cânone
restritivo da MPB, oriundos de uma linhagem mais antiga e igualmente fundamental:
Henrique Alves de Mesquita (1830–1906), Anacleto de Medeiros (1866–1907), Lupicínio
Rodrigues (1914–1974), Dolores Duran (1930–1959), entre tantos outros. Que bom que o
gênio Pixinguinha (1897–1973) ainda seja amplamente reconhecido; contudo, mesmo
Dorival Caymmi (1914–2008) não é citado e referenciado como deveria.
Temos cancionistas de altíssimo nível ainda desconhecidos do grande público,
como Eunice Katunda (1915–1990), Cláudio Santoro (1919–1989) e Gilberto Mendes
(1922–2016), além de uma produção musical de difícil classificação — sobretudo no
Brasil, onde perde sentido a tradicional contraposição entre o popular e o erudito. Essa
música, profundamente enraizada nos meandros regionais, revela muitas vezes um
cosmopolitismo de rara densidade. É o caso do verdadeiro bloco monolítico que é Elomar
Figueira de Mello (1937), baiano de Vitória da Conquista, conhecido entre melômanos,
mas ainda eclipsado pela pseudoarte popular e pelo kitsch da indústria da cultura. Na
música instrumental popular brasileira – desde o choro, arte das mais refinadas e
apreciadas – é motivo de júbilo constatar que sempre se fez jus ao mestre Hermeto
Pascoal (1936–2025), recentemente falecido e hoje justamente celebrado em todo o país.
Sobre o seu cantus firmus baseei a obra que hoje estrearemos, dedicada in memoriam a
esse gênio maior da invenção musical brasileira.

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O espetáculo Travessias Brasileiras busca resgatar e homenagear esses nomes:
figuras que, para além das linhas hegemônicas da canção popular brasileira urbana,
configuram a imagem de um Brasil profundo – das florestas e melancolias de Villa-
Lobos, das sertanias secas de Elomar, da languidez carioca de Anacleto, da elegância
distraída da música colonial do século XVIII.
A pluralidade brasileira merece uma abordagem multifária. Coerente com as
possibilidades sempre fecundas do encontro entre o Corpo Experimental de Ballet da
ALMA e os corpos estáveis do Departamento de Música da FFCLRP-USP (USP-
Filarmônica e Laboratório de Ópera Studio), realizamos este grande concerto com alunos
e estudantes das duas instituições, promovendo não apenas a música desses artistas, mas
também um olhar renovado – o olhar da Poíesis Crítica, nova epistemologia da FFCLRP-
USP – sobre o passado brasileiro, para além dos cânones redutivos e das obrigatoriedades
impostas pela indústria do showbiz e pela influência onipresente dos artistas
estadunidenses em nossas manifestações.
O presente espetáculo coro-ballet-sinfônico é, pois, nossa singela homenagem à
multiforme e perene arte brasileira: de todos os tempos, lugares e corpos sonoros.

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A B

A - Excerto manuscrito da Bachianas Brasileiras nº 5 (1938)


B - Página manuscrita do tema de Hermeto Pascoal, sobre o qual se baseou a peça
Mini-Rapsódia Hermetiana

Nota de programa: Prof. Dr. Lucas Eduardo da Silva Galon

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Nota de programa: Prof. Dr. Lucas Eduardo da Silva Galon

Corpo Experimental de Ballet da ALMA:

Direção de Marisol Gallo Antonelli

Marisol Gallo, João Pedro Sanita Fontana, Maria Rita Molezini, Welinton de Almeida
Oliveira, Isabella Ferreira, Ana Luísa Timoteo Bassetti, Ana Laura Salomone Hanna,
Yasmin Mussin Kameoka, Alícia da Silva Santos, Tatiane Campi de Oliveira, Alessa
Alexandra Cruz da Silva, Vitória Caroline da Silva Magalhães, Bruno Kenay Roque, Ana
Luiza Fonseca dos Santos, Giovanna Eduarda dos Santos Cândido, Carolina Wittmann
Vieira, Tallison do Nascimento Costa, Nathaly Franciele Reis da Costa.

USP Filarmônica:

Maestro titular: Rubens Russomanno Ricciardi


Maestro assistente: José Gustavo Julião de Camargo
Maestro convidado: Lucas Eduardo da Silva Galon

Flautas
Lucas Herrera Andrade Diniz, Sofia de Castro Rosa Luiz e Iara Bomfim de Carvalho

Clarinetes
Alexandre Menezes Borrego e João Pedro Veloso Dourado

Percussão
Nathan Henrique Bortolato Granero, Matheus Luis Andrade, Caio Pamio Portezan, Giulia
Mel Carleti Bezerra

Violinos I
Miguel Marcondes Marra, João Paulo Machado Bazane, Geovany Faria de Moraes,
Thiago Alves Torres, Bruna Machado Bazane, Níc1olas José de Carvalho Tezoni e Raíssa
Durães

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Violinos II
Achiliel Tavares de Brito, Wallacy Wesley de Almeida Oliveira, Laís Lopes Ernandes,
Matheus Cândido de Souza Pereira, Caio Nunes Ferreira, Luiz Marcelo Rodrigues Silva e
Giovanna Domenech

Violas
Davi Bertuzzo, Gabriela Lopes Miguel e Marcus Vinícius Sant’Anna Held Neves
(pesquisador Pós-Doc FAPESP pelo DM-FFCLRP-USP)

Violoncelos
Gabriel Vinicius Geraldo dos Santos, Izabela Ayumi Ito, Luiz Felipe Geronymo, Lara de
Castro Cota, Yohanes Carvalho Sicsu e Samuel Marchiori Pereira

Contrabaixo
Alexandre Girio Henrique

Montador
José Maria Lopes

Arquivo e edição
Rafael Ronzoni

Laboratório de Ópera Studio do Departamento de Música da FFCLRP-USP:

Prof. Responsável: Lucas Eduardo da Silva Galon

Sopranos: Bianca Denadai Antonelli (também violoncelo), Malu Correa, Gabrielly


Pinheiro, Luísa Brito, Laura Viliegas, Maria Vitória Rossetto Medeiros, Flávia Simões
(também flauta), Izabela Ayumi Ito (também violoncelo).
Contraltos: Daphne Oliveira, Giovanna Domenech (também violino), Gabriela Vian,
Ester Sonievski.
Tenores: Geovany Faria (também violino), João Pedro Bronzelli de Lima (também
violão), Rafael Fortaleza, Guilherme Coelho, João Eduardo Lucas (Dudu).

Barítonos/Baixos: Leonardo Cardoso, Nathan Henrique Bortolato Granero (também


percussão), Mateus Lousano, Gabriel Melani Neves Costa (também piano), Isaque
Pierrot, Guilherme Coelho.

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
Reitor: Prof. Dr. Carlos Gilberto Carlotti Junior
Vice-Reitora: Profa. Dra. Maria Arminda do Nascimento Arruda

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
Pró-Reitor: Prof. Dr. Aluisio Augusto Cotrim Segurado

PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO
Pró-Reitor: Prof. Dr. Rodrigo do Tocantins Calado de Saloma Rodrigues

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E INOVAÇÃO


Pró-Reitor: Prof. Dr. Paulo Alberto Nussenzveig

PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA


Pró-Reitora: Profa. Dra. Marli Quadros Leite

PRÓ-REITORIA DE INCLUSÃO E PERTENCIMENTO


Pró-Reitora: Profa. Dra. Ana Lúcia Duarte Lanna

FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE RIBEIRÃO PRETO


Diretora: Profa. Dra. Christie Ramos Andrade Leite Panissi

DEPARTAMENTO DE MÚSICA DA FFCLRP


Chefe: Prof. Dr. Gustavo Silveira Costa

Equipe do Departamento de Música da FFCLRP: André de Sousa Estevão, Bárbara Júlia


Menezello Leitão, Daniel Portioli Rolnik, José Gustavo Julião de Camargo, Lucineia
Martins Levandosqui, Luís Alberto Garcia Cipriano, Luiz Aparecido dos Santos, Sandra
Mara Barrionuevo de Macedo, Sonia Regina de Oliveira e Waldyr José Gomes Fervença.

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ACADEMIA LIVRE DE MÚSICA E ARTES – ALMA
Dulce Neves presidente e coordenadora geral

Lucas Eduardo da Silva Galon vice-presidente e consultor artístico honorário


Luciana Rodrigues tesoureira e coordenadora administrativa
Letícia Adriazola Cáceres secretária e assistente de produção
José Gustavo Julião de Camargo, Edgar de Castro e Ram Horizonte Seixas Betancourt
conselheiros fiscais

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[Link]/alma_ribeirao
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