Instituto Superior Técnico
Mestrado Bolonha em Engenharia Aeroespacial
Fundamentos de Telecomunicações
Turno B Grupo 2
Laboratório 1
Modulações Analógicas
Docentes: Professor Fernando Nunes
Discentes: David Henriques nº 89657
Afonso Lopes nº 1110800
Gonçalo Dourado Barroso nº 1110803
3 de novembro de 2025
Índice
1 Introdução 2
2 Modulação em Amplitude 3
2.1 Parte Teórica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2.2 Parte Laboratorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2.2.1 Mensagem com onda quadrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.3 Recetor Síncrono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.4 Parte Teórica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.5 Parte Laboratorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.5.1 Onda Sinusoidal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.5.2 Onda Quadrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.6 Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.6.1 Conclusão (Modulação em Amplitude) . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.6.2 Conclusão (Recetor Síncrono) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3 Modulação em Frequência 14
3.1 Parte Teórica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
3.2 Parte laboratorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3.2.1 Sinais de entrada diferentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.2 Desmodulação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3.3 Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.3.1 Conclusão (Modulação em Frequência) . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.3.2 Conclusão (Desmodulação) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
1 Introdução
No âmbito da unidade curricular de Fundamentos de Telecomunicações é proposto a
realização de uma atividade laboratorial no qual são estudados dois tipos de modulações
analógicas, modulação em amplitude, recetor síncrono e a modulação em frequência.
A realização deste laboratório seguiu o enunciado fornecido pelo docente no qual se
procura debater entre os dois tipos de modulação, a sua resposta na presença de ruido e
entender o seu comportamento ao receber diferentes tipos de ondas no sinal de mensagem
(sinusoidal, triangular e quadrada).
Define-se por modulação uma operação no qual as características (amplitude e frequên-
cia) da onda portadora Acos(w0 t) são modificadas de acordo com o sinal modulador m(t),
resultando numa onda s(t).
A modulação de sinais permite uma melhor relação entre os sinais transmitidos e as
caracteristicas do canal, sendo assim possivel, cortar os custos na escolha de antenas na
transmissão e na receção do sinal.
Figura 1: Processo de modelação
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Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
2 Modulação em Amplitude
2.1 Parte Teórica
A modulação amplitude, como o próprio nome indica, é quando ocorre uma alteração da
amplitude de uma onda portadora. A modulação em amplitude representada no laboratório
denomina-se como AM standard.
Figura 2: Modulação em amplitude
Para a realização desta modulação é necessário que m(t) + C seja sempre positivo ou
negativo. Nesta modulação os sinais apresentam a seguinte fórmula.
Figura 3: Resultado expectável para a modulação
Para a desmodulação do sinal é utilizado um recetor com detenção envolvente, consti-
tuído por um retificador e um filtro passa-baixo (Figura 4).
Figura 4: Processo para a desmodulação de sinal
O resultado da desmodulação do sinal é ilustrado pela figura 5.
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Figura 5: Resultado expectável para a desmodulação do sinal
De forma a evitar ruido por sobremodulação é necessário que m(t) + C ≥ 0
2.2 Parte Laboratorial
Com base nos conceitos especificados anteriormente é proposto no enunciado a elabo-
ração do seguinte esquema de modulação:
Figura 6: Processo de modulação AM
Através da leitura do enunciado iniciou-se por definir a frequência do filtro passa-baixo
como 1 kHz e a tensão de offset como C = 1V. O sinal da mensagem apresentava a seguinte
forma:
m(t) = cos(2πfm t) (1)
No qual a amplitude (M) e a frequência (fm ) foram definidas como M = 0.5V e fm =
500Hz.
Através dos valores definidos, o sinal de mensagem apresentou a seguinte forma:
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Figura 7: Sinal de mensagem
Para a realização deste laboratório foram obtidos os pontos 4, 5 e 6 (Figura 6). O sinal
no ponto 4 é obtido através da multiplicação da mensagem pela portadora:
s(t) = A[m(t) + C]cos(w0 + θ) (2)
A forma deste sinal está representada na figura 8:
Figura 8: Sinal no ponto 4
No ponto 5 é possível verificar o sinal à saída do retificador:
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Figura 9: Sinal no ponto 5
E por fim comparou-se o sinal à saída (ponto 6), com o sinal de entrada (ponto 1).
Figura 10: Comparação do sinal da mensagem inicial (a amarelo) com o sinal y(t) (a verde)
Para verificar o estudo de distorção por sobremodulação aumentou-se a amplitude do
sinal de mensagem. É importante ter em conta, que a sobremodulação ocorre quando o
valor da constante de C não está dimensionado para que o sinal m(t) + C seja sempre
negativo ou positivo. Ou seja, o efeito é observável quando a constante C não é maior do
que M.
Ao ocorrer a sobremodulação serão causadas distorções no sinal que impedem recupe-
rações da mensagem inicial.
Para compreender o estudo da sobremodulação, foi utilizado um valor arbitrário da
amplitude do sinal de mensagem M maior do que C. É possível verificar o resultado à saída
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Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
do ponto 4.
Figura 11: Sinal no ponto 4 para M ≥ C
Na figura seguinte, referente ao ponto 4, procurou-se verificar o ponto crítico para o
valor da amplitude da mensagem no qual a sobremodulação é inevitável.
Figura 12: Sinal no ponto 4 para um valor de M a partir do momento em que há sobremodulação
No enunciado é referido que C=1V, portanto, a sobremodulação ocorre para M > 1.
É de realçar que o valor obtido experimental foi de M = 1.08, enquadrando-se nos valores
teóricos.
2.2.1 Mensagem com onda quadrada
Na alínea d) do enunciado, é proposto substituir o sinal da mensagem por uma onda
quadrada de frequência fm = 200Hz, tendo sido colocado a amplitude do sinal da mensagem
a 0.5. A frequência de corte do filtro é de 1KHz. Nas figuras seguintes podemos verificar
os resultados nos pontos 4, 5, e 6, após as alterações sugeridas.
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Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
Figura 13: Comparação dpo sinal de mensagem inicial (a amarelo) com o sinal y(t) (a verde)
Figura 14: Sinal modulado no ponto 4
Figura 15: Sinal no ponto 5
A onda quadrada tem como ponto de partida uma série de Fourier, representada por:
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∞
X n
2A sinc( )cos(2πnf0 t) (3)
2
n=1
Aquando da realização da atividade laboratorial recorrendo a um sinal de mensagem
sinusoidal, é importante relembrar que o espetro de potência da mensagem é limitado pelo
nível de frequência, sendo o maior valor deste é dado por W.
Ao ser utilizado um sinal de mensagem de onda quadrada, através de 2, espera-se que
o espetro de potencia do sinal será a soma dos espetros de potencia das ondas sinusoidais,
não sendo assim, limitado pela frequência.
Pode-se assim concluir que, após ser feita a filtragem do sinal nas frequências mais
elevadas, através de um filtro passa-baixo, irá ocorrer a perdas do sinal da mensagem.
Estas perdas seriam evitadas se a frequência de corte do filtro fosse infinita. É possível
observar as perdas na Figura 16.
Para observar o comportamento dos sinais a frequências mais elevadas, aumentou-se a
frequência de corte, diminuindo a perda de sinal. A frequência foi aumentada para 5kHz.
É possível verificar que com o aumento da frequência de corte existe um maior seguimento
da onda quadrada de referência (onda emitida pela mensagem), assim é possível verificar
a diminuição da perda de informação.
Figura 16: Sinal com filtro
Através da observação da figura 16, é possível verificar a existência um maior número
de oscilações do sinal nos máximos e nos mínimos. Para contrariar este efeito é adicionado
um filtro a seguir ao outro, resultando uma diminuição das oscilações, observável na figura
17.
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Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
Figura 17: Sinal com dois filtros
2.3 Recetor Síncrono
2.4 Parte Teórica
Posteriormente na alínea 2) do enunciado é pedido para tornar o sistema montado na
alínea anterior, num recetor síncrono. Neste caso, a mensagem é recuperada ao multiplicar
uma onda sinusoidal ao sinal s(t), sendo posteriormente filtrado por um filtro passa-baixo.
Na atividade laboratorial o sinal oscilador está sincronizado, em frequência e em fase,
sendo a onda portadora responsável pela alimentação do emissor e do recetor.
Figura 18: Montagem com modulação AM Standard e recetor síncrono
Para a realização da atividade os valores utilizados são os seguintes: Fz =500Hz; M=0.5
e C=1V.
Os resultados observados são referentes aos pontos 4, 5 e 6 presentes da figura 18.
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Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
Figura 19: Sinal modulado em amplitude (ponto 4)
Figura 20: Sinal após a segunda multiplicação pela onda portadora (ponto 5)
Figura 21: Sinal recuperado após o filtro passa-baixo (ponto 6)
Considerando C=0, a modulação torna-se do tipo DSB-SC (double-sideband suppressed
carrier ). Os sinais a encontrar apresentam o seguinte aspeto:
Figura 22: Sinal modulado em amplitude s(t) (ponto 4)
Figura 23: Sinal no ponto 5
Figura 24: Sinal no ponto 6
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2.5 Parte Laboratorial
2.5.1 Onda Sinusoidal
Os resultados experimentais obtidos foram os seguintes:
Figura 25: Sinal no ponto 5
Figura 26: Sinal no ponto 6
Figura 27: Comparação do sinal de mensagem (amarelo) com o sinal y(t) (verde)
2.5.2 Onda Quadrada
Na alínea seguinte o sinal de mensagem foi definido como uma onda quadrada de
frequência 200Hz. Os pontos referenciados foram obtidos com o valor de C nulo e C=1V.
Os sinais obtidos no ponto 4 é semelhante ao obtido no ponto na figura 14, visto que
o emissor é igual ao da secção correspondente da figura em questão.
O sinal no ponto 5 é obtido após a segunda multiplicação pela portadora.
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Figura 28: Sinal obtido no ponto 5
Posteriormente o sinal é submetido a um filtro passa-baixo eliminado as altas frequên-
cias retornando o sinal do ponto 6.
Figura 29: Sinal obtido no ponto 6
Os sinais para C=0 não foram gravados, no entanto durante a realização da atividade
comprovou-se que estavam de acordo com os sinais teóricos.
2.6 Conclusão
2.6.1 Conclusão (Modulação em Amplitude)
Os resultados experimentais da modulação em amplitude estão de acordo com os re-
sultados teóricos, salvo algumas distorções causadas pelo ruido provocado pelo material
laboratorial. Na mensagem com onda sinusoidal é evidente distorções por sobremodula-
ção sempre que M ≥ C. É importante realçar que a recuperação da mensagem inicial era
impossível quando existia sobremodulação.
Em relação às ondas quadradas ocorrem distorções em s(t) derivadas ao filtro passa-
baixo, levando a concluir, que para a transmissão de mensagens é preferível utilizar uma
onda sinusoidal.
2.6.2 Conclusão (Recetor Síncrono)
A modulação AMDSB, referente ao recetor síncrono, o trabalho laboratorial vai de
acordo com os resultados teóricos.
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Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
Neste capítulo realça-se a robustez do recetor, visto que, ao ser alterado os valores de
C, não existiam alteração no resultado.
Da mesma forma que no capítulo anterior, a presença do filtro passa-baixo provocou
distorções no uso de ondas quadradas.
3 Modulação em Frequência
3.1 Parte Teórica
A modulação em frequência é um tipo de modulação angular que proporciona a ob-
tenção de razões de sinal ruído muito melhores as razões geradas pela modulação em
amplitude.
A principal diferença entre estes dois tipos de modulação é que a propriedade que sofre
alterações na modulação é a frequência.
No que toca à modulação em frequência que foi analisada em laboratório teremos
um VCO, Voltage Controlled Oscilator, que é composto por três propriedades que são a
amplitude do sinal modulado (A), a frequência central (fc ) e a sensibilidade de frequência
(f∆ ).
Figura 30: Modulação em frequência
Outro processo a ser abordado é a desmodulação do sinal. De uma forma muito re-
sumida, este processo consiste por transformar o sinal modulado em frequência num sinal
modulado em amplitude. Este sinal será rececionado pelo detetor de envolvente onde irá
decorrer a desmodulação do sinal.
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Modulações Analógicas MEAER - 2023/2024
Figura 31: Esquema Geral do Processo de modulação em FM
Figura 32: Desmodulação
Analisando as últimas duas figuras, observa-se que o filtro passa-banda corresponde ao
conversor de sinal modulado em frequência em sinal modulado em amplitude (Conversor
FM - AM) e o retificador juntamente com o filtro passa-baixo correspondem ao detetor de
envolvente.
3.2 Parte laboratorial
Com m(t)=0 e B=5V, ajustou-se a frequência central do VCO para fc =40kHz e a
amplitude do sinal para A=2V. Variou-se m(t) entre -1V e +1V para obter 5 pares de
valores (mi , fi ). Os 5 pares de valores estão expostos na seguinte tabela:
B (V) mi (V) fi (kHz)
3.950 -0.95 33.248
4.516 -0.47 36.716
5.044 0.33 39.944
5.514 0.49 42.826
6.048 1.06 46.104
Tabela 1: Valores teóricos e experimentais
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Os valores obtidos anteriormente são importantes para obter uma regressão linear que
estima o valor da sensibilidade da frequência em kHz.
Figura 33: Regressão linear dos valores de mi e fi
3.2.1 Sinais de entrada diferentes
Com o intuito de avaliar o impacto da forma e frequência do sinal de entrada, foram
empregados três tipos distintos de formas de onda - quadrada, triangular e sinusoidal.
Observa-se na figura 34 que a onda quadrada exibe apenas dois valores de amplitude.
Portanto, o sinal modulado assume duas frequências distintas, sendo a frequência máxima
associada à tensão máxima e a frequência mínima vinculada à tensão mínima. Essa mesma
relação se aplica aos casos das ondas triangular e sinusoidal. No entanto, na onda sinusoidal,
as frequências limites são muito mais precisas, devido à sua distribuição de densidade.
Figura 34: Onda quadrada, triangular e sinusoidalà entrada do VCO e a onda modulada em frequência na
sua saída.
Na Figura 35, nota-se que as ondas triangular e sinusoidal exibem comportamentos
semelhantes, caracterizados por uma distribuição uniforme entre as diversas frequências,
que são delimitadas por valores máximos e mínimos. Essa semelhança decorre das funções
de densidade de probabilidade associadas a ambos os tipos de onda, as quais permanecem
constantes ao longo do intervalo de frequências em questão.
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Figura 35: Saída do VCO para a onda quadrada, triangular e sinusoidal
O sinal gerado pela onda quadrada contém significativamente menos harmônicos em
comparação com os outros dois tipos de onda. À medida que a frequência da onda au-
menta, é natural esperar que a saída do Oscilador Controlado por Tensão (VCO) exiba
um comportamento semelhante ao das ondas triangular e sinusoidal. Isso ocorre devido ao
afastamento das condições necessárias para a aproximação quase estática.
3.2.2 Desmodulação
Para analisar a desmodulação do sinal, montou-se o circuito ilustrado na Figura 6.
Utilizando um sinal periódico com frequência de 100 Hz e ajustando a frequência de corte
do filtro passa-baixo para 1000 Hz, foram observados os sinais ao longo do processo de
modulação e desmodulação para as ondas quadrada, triangular e sinusoidal. Os resultados
obtidos estão resumidos na tabela a seguir e, de forma geral, estão de acordo com os sinais
esperados.
Figura 36: Onda Quadrada
Figura 37: Onda Triangular
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Figura 38: Onda Sinusoidal
Ao examinar as primeiras imagens de cada uma das figuras, é evidente que o filtro
passa-banda desempenha um papel fundamental na conversão entre modulação em am-
plitude (AM) e modulação em frequência (FM). O sinal que modula a onda portadora
influencia diretamente a amplitude do sinal registrado nessa etapa. Isso indica que o si-
nal está modulado em ambas as características, frequência e amplitude, e o processo de
desmodulação de sinais FM começa com a conversão para AM.
Nas imagens centrais, o sinal na saída do retificador representa, essencialmente, o mó-
dulo do sinal de entrada. Essa é a primeira etapa no processo de desmodulação do sinal
AM.
Em seguida, o sinal é submetido a um filtro passa-baixo, que remove as componen-
tes de alta frequência oriundas da onda portadora. Isso resulta na recuperação do sinal
transmitido ao longo do circuito.
É possível notar a presença de ruído em todos os sinais desmodulados, uma vez que
cada componente do circuito introduz ruído durante a transmissão do sinal. Além disso,
observou-se que a amplitude final é menor do que a amplitude do sinal original, devido aos
ganhos não unitários e inferiores a um em cada componente do processo.
3.3 Conclusão
3.3.1 Conclusão (Modulação em Frequência)
Neste capítulo é importante concluir a existência de uma relação linear entra a ampli-
tude do sinal de entrada e a frequência instantânea. É importante realçar que mais valores
de tensão existirem maior será a gama de frequências, este ponto é evidenciado ao serem
utilizadas diversos tipos de onda no sinal de mensagem.
3.3.2 Conclusão (Desmodulação)
A desmodulação comporta-se como um detetor envolvente que desmodula o sinal AM,
podendo também atuar como um conversor FM-AM.
Através do desmodulador é possível recuperar os sinais iniciais, importante realçar, que
os sinais finais apresentam uma diminuição em amplitude referentes aos sinais de entrada,
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esta diferença é justificada pelos ganhos não unitários inferiores a 1 dos elementos do
circuito.
Nesta parte do trabalho é importante realçar que os sinais recuperados apresentavam
distorções causadas pelo ruido presente no circuito.
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