0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações7 páginas

Exercícios sobre Raça e Gênero para ENEM

Enviado por

Elizangela Eliz
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações7 páginas

Exercícios sobre Raça e Gênero para ENEM

Enviado por

Elizangela Eliz
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

LISTA DE

EXERCÍCIOS
Tema:
RAÇA E GÊNERO

Material complementar fornecido por


autores da coleção Por Toda Parte para
auxiliar estudantes no ENEM e demais
vestibulares
1. (ENEM 2024)
Os grupos dominantes são beneficiados em termos de
credibilidade e podem, com isso, controlar falas de membros de
outros grupos, descredibilizando seus testemunhos com base em
concepções compartilhadas de preconceito de identidade
(gênero e raça). Algumas formas de preconceito tornam as
declarações das pessoas menos importantes devido ao seu
pertencimento a determinado grupo social. Assim, um falante
recebe menos credibilidade devido ao preconceito do ouvinte.
KUHNEN, T. Resenha de The Power and Ethics of Knowing, de Miranda Fricker.
Revista Princípios, n. 33, 2013.

Com base na reflexão suscitada no texto, o preconceito de


identidade é responsável por um tipo de injustiça

A) estética, que normatiza os padrões corporais.


B) sensorial, que privilegia as habilidades visuais.
C) afetiva, que impede as expressões emocionais.
D) epistêmica, que prejudica as trocas informacionais.
E) econômica, que perpetua as desigualdades materiais.

2. (ENEM 2018)
O marco inicial das discussões parlamentares em torno do direito
do voto feminino são os debates que antecederam a Constituição
de 1824, que não trazia qualquer impedimento ao exercício dos
direitos políticos por mulheres, mas, por outro lado, também não
era explícita quanto à possibilidade desse exercício. Foi somente
em 1932, dois anos antes de estabelecido o voto aos 18 anos, que
as mulheres obtiveram o direito de votar, o que veio a se
concretizar no ano seguinte. Isso ocorreu a partir da aprovação
do Código Eleitoral de 1932.
Disponível em: [Link] Acesso em: 14 maio 2018.

Um dos fatores que contribuíram para a efetivação da medida


mencionada no texto foi a

A) superação da cultura patriarcal.


B) influência de igrejas protestantes.
C) pressão do governo revolucionário.
D) fragilidade das oligarquias regionais.
E) campanha de extensão da cidadania.
3. (ENEM 2024)
Atribuo a causa desse florescimento estéril a um sistema de
educação falso, extraído de livros sobre o assunto escrito por
homens que, ao considerar as mulheres mais como fêmeas do
que como criaturas humanas, estão mais ansiosos em torná-las
damas sedutoras do que esposas afetuosas e mães racionais. O
entendimento do sexo feminino tem sido tão distorcido por essa
homenagem ilusória de que as mulheres civilizadas de nosso
século, com raras exceções, anseiam apenas inspirar amor,
quando deveriam nutrir uma ambição mais nobre e exigir
respeito por suas capacidades e virtudes.
WOLLSTONECRAFT, M. Reivindicação dos direitos da mulher.
São Paulo: Boitempo, 2016.

Nesse texto, escrito no século XVIII, a autora reivindica para as


mulheres a

A) recuperação de sua participação política.


B) equiparação de ganhos salariais.
C) valorização de seu papel social.
D) distinção de padrões biológicos.
E) ocupação de cargos públicos.

4. (ENEM 2017)
A participação da mulher no processo de decisão política ainda é
extremamente limitada em praticamente todos os países,
independentemente do regime econômico e social e da estrutura
institucional vigente em cada um deles. É fato público e notório,
além de empiricamente comprovado, que as mulheres estão em
geral sub-representadas nos órgãos do poder, pois a proporção
não corresponde jamais ao peso relativo dessa parte da
população.
TABAK, F. Mulheres públicas: participação política e poder. Rio de Janeiro:
Letra Capital, 2002.

No âmbito do Poder Legislativo brasileiro, a tentativa de reverter


esse quadro de sub-representação tem envolvido a
implementação, pelo Estado, de

A) leis de combate à violência doméstica.


B) cotas de gênero nas candidaturas partidárias.
C) programas de mobilização política nas escolas.
D) propagandas de incentivo ao voto consciente.
E) apoio financeiro às lideranças femininas.
5. (ENEM 2023)
Mais iluminada que outras
Tenho dois seios, estas duas coxas, duas mãos que me são muito
úteis, olhos escuros, estas duas sobrancelhas que preencho com
maquiagem comprada por dezenove e noventa e orelhas que
não aceitam bijuterias. Este corpo é um corpo faminto, dentado,
cruel, capaz e violento. Movo os braços e multidões correm
desesperadas. Caminho no escuro com o rosto para baixo, pois
cada parte isolada de mim tem sua própria vida e não quero
domá-las. Animal da caatinga. Forte demais. Engolidora de
espadas e espinhos.

Dizem e eu ouvi, mas depois também li, que o estado do Ceará


aboliu a escravidão quatro anos antes do restante do país. Todos
aqueles corpos que eram trazidos com seus dedos contados, seus
calcanhares prontos e seus umbigos em fogo, todos eles foram
interrompidos no porto. Um homem — dizem e eu ouvi e depois
também li — liderou o levante. E todos esses corpos foram buscar
outros incômodos. Foram ser incomodados.
OLIVEIRA, A. U. A Amazônia e a nova geografia da produção da soja.
Terra Livre, n.26, jan.-jun. 2006 (adaptado).

Nesse texto, os recursos expressivos usados pela narradora

A) revelam as marcas da violência de raça e de gênero na


construção da identidade.
B) questionam o pioneirismo do estado do Ceará no
enfrentamento à escravidão.
C) reproduzem padrões estéticos em busca da valorização da
autoestima feminina.
D) sugerem uma atmosfera onírica alinhada ao desejo de resgate
da espiritualidade.
E) mimetizam, na paisagem, os corpos transformados pela
violência da escravidão.
6. (ENEM 2017)
A lavadeira começou a viver como uma serviçal que impõe
respeito e não mais como escrava. Mas essa regalia súbita foi
efêmera. Meus irmãos, nos frequentes deslizes que adulteravam
este novo relacionamento, eram dardejados pelo olhar severo de
Emilie; eles nunca suportaram de bom grado que uma índia
passasse a comer na mesa da sala, usando os mesmos talheres e
pratos, e comprimindo com os lábios o mesmo cristal dos copos e
a mesma porcelana das xícaras de café. Uma espécie de asco e
repulsa tingia-lhes o rosto, já não comiam com a mesma
saciedade e recusavam-se a elogiar os pastéis de picadinho de
carneiro, os folheados de nata e tâmara, e o arroz com amêndoas,
dourado, exalando um cheiro de cebola tostada. Aquela mulher,
sentada e muda, com o rosto rastreado de rugas, era capaz de
tirar o sabor e o odor dos alimentos e de suprimir a voz e o gesto
como se o seu silêncio ou a sua presença que era só silêncio
impedisse o outro de viver.
HATOUM, M. Relato de um certo Oriente. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.

Ao apresentar uma situação de tensão em família, o narrador


destila, nesse fragmento, uma percepção das relações humanas
e sociais demarcada pelo

A) predomínio dos estigmas de classe e de raça sobre a


intimidade da convivência.
B) discurso da manutenção de uma ética doméstica contra a
subversão dos valores.
C) desejo de superação do passado de escassez em prol do
presente de abastança.
D) sentimento de insubordinação à autoridade representada pela
matriarca da família.
E) rancor com a ingratidão e a hipocrisia geradas pelas
mudanças nas regras da casa.
GABARITO

1-D
2-E
3-C
4-B
5-A
6-A

PARA SABER MAIS…

HISTÓRIA
- Cap. 5 - Africanos e afrodescendentes
na base da sociedade brasileira:
identifica o racismo no Brasil e a inclusão
da população negra na formação da
sociedade contemporânea. (pg. 92)
- Cap. 13 - As mulheres e suas lutas:
reflete sobre as contradições e
problemáticas das mulheres brasileiras
no passado e no presente. (pg. 292)

GEOGRAFIA
- Cap. 11 - Territórios tradicionais:
reconhece os direitos e a importância das
lutas dos povos e comunidades
tradicionais por seus territórios (pg. 234)
- Cap. 16 - Trabalho, sociedade e
tecnologia: analisa questões do mundo Página do liv
ro de Sociolog
do trabalho relacionadas a grupos mais ia
vulneráveis, como negros e mulheres.
(pg. 344)

FILOSOFIA
- Cap. 15 - Questões de gênero: compreende a questão de gênero como um
problema filosófico. (pg. 278)
- Cap. 16 - Poder e norma: explorar a importância da resistência diante do
poder. (pg. 294)

SOCIOLOGIA
- Cap. 12 - Necropolítica, miscigenação e resistência negra: compreende
como a sociologia brasileira analisou a questão racial. (pg. 216)
- Cap. 13 - Sexualidade e diversidade de gênero: entende os desafios do Brasil
no combate à desigualdade e à violência relacionados a padrões de gênero e
sexualidade. (pg. 236)
CLIQUE NO LINK E
CONHEÇA A COLEÇÃO
POR TODA PARTE

Código da obra:
0047 P26 01 01 204 816

[Link]/por-toda-parte

Você também pode gostar