Perfeito!
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Você precisa de algo como uma entrevista clínica estruturada, mas em formato de
perguntas abertas que ajudem o paciente a se identificar com exemplos concretos — sem
usar diretamente termos técnicos como “instabilidade de identidade” ou “impulsividade”, mas
descrevendo o que isso significa no dia a dia.
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), de acordo com o DSM-5, é diagnosticado
quando há um padrão persistente de instabilidade nos relacionamentos, autoimagem e afetos,
com impulsividade acentuada, presente em vários contextos. São necessários pelo menos 5 de
9 critérios.
Aqui vai um questionário detalhado, com cada critério transformado em perguntas abertas,
explicando o significado com exemplos:
📋 Questionário Aberto para Investigar
Transtorno de Personalidade Borderline
1. Medo de Abandono
“Você já sentiu um medo muito intenso de que as pessoas próximas a você (como parceiros,
amigos ou familiares) fossem te deixar?
Pode me contar se já fez coisas para evitar que alguém se afastasse, como insistir muito em
conversar, mandar várias mensagens, se desesperar ou até implorar para não ser deixado?”
2. Relacionamentos Instáveis e Intensos
“Como costumam ser seus relacionamentos amorosos ou de amizade?
Você percebe que às vezes coloca uma pessoa num pedestal, achando que ela é perfeita,
mas depois se decepciona muito rápido e sente uma raiva ou frustração muito forte com ela?”
3. Instabilidade de Identidade (autoimagem)
“Você sente dificuldade em saber quem você realmente é?
Por exemplo, já sentiu mudanças bruscas em como se enxerga — às vezes se vê como uma
pessoa boa e capaz, outras vezes como alguém ruim, inútil ou sem valor?
Ou já mudou de planos, carreira, estilo ou valores de forma repentina porque não tinha certeza
do que queria?”
4. Impulsividade em Áreas Prejudiciais
“Você costuma agir por impulso em coisas que depois se arrepende?
Por exemplo: gastar muito dinheiro de repente, usar drogas, comer de forma exagerada, dirigir
perigosamente, ter comportamentos sexuais sem pensar nas consequências?
Pode me contar se já passou por algo assim?”
5. Comportamentos Suicidas ou Autoagressivos
“Já aconteceu de você se machucar de propósito (como se cortar, se queimar ou se bater) para
aliviar uma dor emocional ou para se punir?
Já teve pensamentos de se matar ou chegou a planejar ou tentar suicídio? Como foi?”
6. Instabilidade Emocional / Afetiva
“Você sente que suas emoções mudam muito rápido?
Por exemplo: em poucas horas sentir-se muito alegre e depois muito triste ou irritado sem
motivo claro?
Pode me dar exemplos de situações em que isso aconteceu?”
7. Sentimentos Crônicos de Vazio
“Você já se sentiu vazio por dentro, como se nada tivesse sentido ou como se estivesse
desligado do mundo?
Como é essa sensação para você?”
8. Raiva Intensa ou Dificuldade de Controlar a Raiva
“Você já sentiu uma raiva muito forte que parece difícil de controlar?
Por exemplo: gritar, discutir, quebrar coisas ou sentir uma raiva interna enorme, mesmo sem
expressar?
Pode me contar algum episódio em que isso aconteceu?”
9. Sintomas Transitórios de Estresse Extremo (Paranoia ou Dissociação)
“Em momentos de muito estresse, você já teve a sensação de sair do corpo, como se estivesse
assistindo a si mesmo de fora (despersonalização), ou de que o mundo não era real
(desrealização)?
Ou já teve a impressão de que as pessoas estavam contra você ou falando mal de você sem
provas concretas? Como foi?”
👉 Esse roteiro pode ser usado em forma de entrevista clínica, sempre explorando com
perguntas abertas e pedindo exemplos concretos do cotidiano.
Ele ajuda o paciente a entender o que cada critério significa na prática, evitando respostas
superficiais como “sim” ou “não”.
Quer que eu organize esse material em um roteiro pronto para atendimento clínico, com
espaço para anotações do terapeuta e forma mais padronizada (tipo ficha de avaliação)?